março 26, 2009

IPHAN estuda o pedido de tombamento das Lajes e do Encontro das Águas

Mirante das Lajes, de onde se vê o Encontro das Águas - Manaus-AM

Patrimônio histórico - O senador João Pedro, do PT do Amazonas, faz parte de uma frente parlamentar de apoio ao movimento SOS Encontro das Águas. Ontem, o parlamentar amazonense entregou ao Ministro da Cultura o abaixo-assinado que pede pelo tombamento das Lajes (foto) e do Encontro das Águas, onde se pretende construir um porto para receber os conteiners do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus.

Hoje, o senador confirmou para o PICICA que o Secretário do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Sr. Oswaldo Reis Junior, encaminhou aos técnicos a apreciação do pedido de tombamento desse importante patrimônio cultural, paisagístico e geológico.

Advertência - Nessa altura da luta pela preservação desse símbolo da cultura amazonense, só está faltando a indicação do novo lugar onde será construído o porto para atender as demandas da ZFM.

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Seminário Sócio Ambiental do Bairro Colônia Antônio Aleixo

Em Manaus, nesta sexta-feira (27) das 8 da manhã até as 18 horas, os comunitários do Lago do Aleixo, estarão participando do I Seminário Sócio-ambiental do Bairro Colônia Antonio Aleixo para se definir estratégias que possam garantir a vitalidade do Lago como patrimônio ambiental dos comunitários, recorrendo às empresas instaladas nos arredores do Lago para que cumpram com sua responsabilidade social e ambiental protegendo a vida e conservando a beleza natural do exuberante Lago do Aleixo.

Os organizadores do evento esperam “contribuir para disseminar conhecimento técnico-científico, empírico e político para promover ações que responsabilizem cada vez mais os órgãos ambientais do Estado no cumprimento da legislação, monitorando a relação homem e natureza”.

Manifeste sua solidariedade aos comunitários, que no momento estão lutando para elaborar um plano de manejo para o Lago e barrar uma vez por toda a construção do Porto das Lajes, que ameaça o majestoso Encontro das Águas, o Sítio Geológico das Lajes e a qualidade de vida dos moradores.

Programação:

8h - 8h30: Recepção e credenciamento dos participantes;
8h30 -8h45: Abertura oficial do seminário / composição da mesa;
8h45-9h: Apresentação

9h-9h30h: Palestra inicial:
Licenciamento e Controle Ambiental na Cidade de Manaus.
Realidade sócio-ambiental do Bairro Colônia Antonio Aleixo.
Conselho Gestor Sócio-Ambiental / Coordenadora doMORHAN - Manaus, Valdenora da Cruz;
Licenciamento e Controle Ambiental na Cidade de Manaus /Representante do IPAAM;

9h30-10h: Segunda palestra: Realidade sócio-ambiental do Lago do Aleixo / AssistenteSocial, Isaque Dantas;
10h-10h30: Terceira palestra (a combinar)
10h30-11h: Manifestação da plenária;
11h-11h30- Posicionamento da mesa;
11h30-11h45: Leitura da programação para o período da tarde;

11h45-14h00: Almoço;
14h -14h15: Composição da mesa;
14h15 - 15h: Quarta palestra: Porto das Lajes;
15h - 15h30: Quinta-palestra (a combinar)
15h30-16h: Sexta-palestra: Impactos de vizinhança / Pe. Guilherme Cardona;
16h-16h30: Manifestação da plenaria;
16h30-17h: Considerações da Mesa;
18h: Encerramento do Seminário;

Inscrições gratuitas:
1- Na sede do Clube de Mães Irmã Ruth Moura, Avenida Getulio Vargas, s/n, próximo apraça central. Tel: (92) 3618/5293 (tarde);
2- Dia do Seminário no Centro Social Frei Miller;

Informações: Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo, Tel: (92) 3618/ 5221(manhã);
Orientação: Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e o Direito Ambiental.
Dr. Fernando Dantas da UEA

Assessoria: Universidade Federal do Amazonas; Universidade Estadual do Amazonas; Faculdade Martha Falcão

Leia mais sobre o documento de propostas das comunidades do Bairro Colônia Antonio Aleixo no blog do Núcleo de Cultura Política do Amazonas.
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Gilmar Mendes faz escola: blog de professor de comunicação é censurado no Rio Grande do Sul

Fotonaldo

Nota do blog: O Incrível Exército Blogoleone denúncia: "Uma decisão judicial em primeira instância determinou que o jornalista Wladymir Ungaretti, professor da faculdade de Comunicação da UFRGS e figura tradicional do Bom Fim, retire do ar todas as referências e críticas que mantém em seu blog “Ponto de Vista ao também jornalista e fotógrafo da RBS, Ronaldo Bernardi. No site, Ungaretti analisa diversas fotos de Bernardi, apelidado de Fotonaldo, e sugere que as imagens são armadas – a tradicional “cascata”, em termos jornalísticos". Leia abaixo o texto sobre a fotografia que provocou a decisão judicial. Ao invés de discutir ética da imprensa o juiz decidiu por abertura de proceso judicial.

POBRE LEITOR. SAUDAÇÕES A TODOS OS TRABALHAM NO PRBS. Foto de Ronaldo Bernardi (cujo apelido todo mundo conhece e não foi criado por nós), na contracapa da edição de hoje de Zerolândia. A matéria da página 44 não esclarece se o fotógrafo vinha passando, por acaso, pelo local ou se estava acompanhando os policiais na procura pelos “marginais”. No terceiro parágrafo da matéria temos: “desde o início da manhã três PMs do Pelotão de Motocicletas faziam ronda na região em busca de dois homens que, em uma Falcon preta e com apoio de um Astra preto estariam assaltando pedestres. O grupo estaria agindo na região desde a semana passada“. Ou seja: a ação estava para acontecer. Estavam procurando os caras. Tinham informações até dos veículos usados. Avisaram à redação do PRBS? Combinaram ou não a jogada? Se o fotógrafo passava, por um absoluto acaso, só nos resta dizer que o cara é de sorte. Se estava junto com a polícia (não seria a primeira vez), sendo que não temos nada contra este convívio (promíscuo) por parte da mídia corporativa, a informação deveria constar do texto. Do jeito que é feito fica parecendo fotojornalismo. E não é. Assim é showrnalismo. Além de deixar uma boa margem para a cascata. É estranho o fato de que dependendo dos “interesses e das situações” é mostrado ou não o rosto dos brigadianos. O cheiro não é bom. Não vamos nem bater na velha tecla da construção planejada de uma determinada subjetividade. A foto e o título “PMs aplaudidos ao prender motoqueiros” passam a subjetividade trabalhada, na atualidade, com menos frequência por Zerolândia, a violência total. A foto da população aplaudindo seria interessante. Na atualidade, a predominância é da subjetividade perfumada dos biguás. Nunca se sabe, mas o cara pode até levantar mais um Prêmio ARI-GÓ, da Associação Riograndense de Imprensa. Prêmio Fotocampana motorizada. O seu Ari gosta de encenação.

Lamento, mas não considero isto JORNALISMO. É uma peça de propaganda. Estamos encerrando bem a semana. Temos muito poucas certezas, mas nesse caso não estamos delirando. Este showrnalismo é criminoso.

Erramos no título da postagem anterior. É preciso reforçarmos o MOVIMENTO CASCATA NUNCA MAIS. Eles fazem isso e não são processados.

Visite a revista eletrônica Pontodevista.

CORDIAIS SAUDAÇÕES A TODOS DO PRBS QUE DESFRUTAM DO CONVÍVIO COM O FOTONALDO.

Fonte: Blog Ponto de Vista

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março 25, 2009

Senador João Pedro manifesta apoio ao tombamento das Lajes e do Encontro das Águas

Foto publicada no boletim do senador João Pedro

Senador João Pedro, ao lado da reitora da UEA Marilene Corrêa, em mesa redonda realizada em Manaus, em novembro de 2008

O PT entra na luta - O senador João Pedro, do PT, é o primeiro parlamentar a tomar iniciativa concreta em favor do tombamento das Lajes e do Encontro das Águas.

Por volta das 10h00 da manhã de hoje, dia 25 de março, durante audiência pública sobre a alteração da lei de incentivos para investimentos culturais (Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei nº 8.313, conhecida também por Lei Rouanet, de 23 de dezembro de 1991), na Comissão de Educação e Cultura, o senador amazonense entregou ao Ministro da Cultura Juca Ferreira o abaixo-assinado das entidades da sociedade civil organizada que pedem pelo tombamento das Lajes e do Encontro das Águas, como patrimônio nacional natural e cultural, na luta contra a construção do Porto das Lajes, da empresa Login Intermodal S/A.

O senador João Pedro informou para o PICICA que protocolou o documento, assinado pelo movimento SOS Encontro das Águas, no Ministério do Meio Ambiente e na Secretaria Nacional de Portos, para que seus titulares tomem conhecimento do desejo dos manauaras.

Mandato a serviço das causas populares é isso aí! Grande João Pedro.

***

Leia o conteúdo do abaixo-assinado "Pelo tombamento das Lajes e do Encontro das Águas" entregue pelo senador João Pedro ao Ministro da Cultura Juca Ferreira:

O Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do rio Amazonas, é uma das maravilhas naturais da Amazônia, do Brasil e do mundo. Esse ícone é reconhecido como patrimônio local da humanidade, devendo ser preservado para que os povos no presente e no futuro desfrutem das riquezas naturais e humanas dessa paisagem. Esse patrimônio é protegido pela Constituição Federal e do Estado do Amazonas por ser um bem cultural paisagístico e simbólico, representativo da Amazônia e de seus povos.

Verdadeiro espetáculo da natureza, que despertou nos colonizadores atitudes de espanto e admiração, o Encontro das Águas mereceu de Frei Gaspar de Carvajal (1542) a seguinte exclamação: “vimos a boca de outro grande rio que entrava pelo que navegávamos, pela margem esquerda, cuja água era negra como tinta e, por isso, o denominamos rio Negro. Suas águas corriam tanto e com tanta ferocidade que por mais de vinte léguas faziam uma faixa na outra água, sem com ela misturar-se”.

Esse símbolo da Amazônia está sendo ameaçado pelo terminal portuário Porto das Lajes que está na iminência de ser construído na confluência do Encontro das Águas do rio Negro com Solimões, à margem esquerda do rio Amazonas, na foz do Lago do Aleixo, nas vizinhanças da Reserva Particular de Patrimônio Natural Nossa Senhora das Lajes, do Pólo Industrial de Manaus e das comunidades do Bairro Colônia Antonio Aleixo.

O Encontro das Águas assim como as Lajes representam nossa identidade geográfica e nossa memória natural, assim como o Corcovado e a Chapada Diamantina o são para suas respectivas regiões. Nessa área, onde antagonicamente pretende-se construir o terminal portuário será implantado o mirante do Encontro das Águas, projeto da Prefeitura de Manaus assinado pelo renomado Oscar Niemeyer e também, deverá ser implantado o Programa Água para Manaus, que visa a captação e tratamento de água para abastecimento de 500 mil pessoas, com recursos do Governo Federal.

O mega-projeto do terminal portuário pretende construir um pátio com mais de 100 mil metros quadrados de área, com capacidade para atender 250 mil unidades de conteiners, prejudicando a qualidade de vida futura de Manaus, pois irá degradar paisagisticamente o cenário de nosso principal ponto turístico, destruindo também os sítios arqueológicos das Lajes, juntamente com a bela área de lazer da população e poluindo, quimicamente e biologicamente, os recursos hídricos, afetando diretamente a qualidade da água no ponto de captação a ser construído, além de destruir o recurso pesqueiro da Comunidade da Colônia Antônio Aleixo e da circunvizinhança.

O Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal instauraram processo civil público para apurar as irregularidades da construção do complexo portuário. Do mesmo modo, as comunidades do Lago do Aleixo também se manifestam contrárias a construção do Porto das Lajes devido à degradação paisagística, ao desmatamento, ao assoreamento dos leitos dos lagos, à poluição química e biológica da água dos rios e lagos, ao impacto na fauna aquática, incluindo estoques pesqueiros e botos, bem como a degradação de sítios arqueológicos e geológico, e a depauperação dos recursos naturais e culturais de uso comunitário do Lago do Aleixo que o empreendimento acarretará.

Os moradores clamam para que o órgão ambiental responsável pelo licenciamento convoque os empreendedores a escolher uma área de menor importância paisagística e já degradada e, em respeito à legislação ambiental, promovam estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) de melhor qualidade técnico-científica do que o já apresentado, capaz de identificar os impactos ambientais e sociais do empreendimento e que a comunidade do entorno seja ouvida obrigatoriamente. O EIA/RIMA deverá propor claramente medidas concretas de mitigação e compensação de todos os impactos ambientais e sociais negativos.

Nós representantes da Sociedade Civil, Amigos de Manaus, manifestamos nossa indignação frente ao descaso dos governantes, que permitem a degradação de nossos recursos naturais e culturais, sem nenhum compromisso com a responsabilidade social e ambiental. Para tanto, exigimos que o terminal portuário Porto das Lajes não seja construído no Encontro das Águas e que esta região, incluindo as duas margens e ilhas e lagos, sejam transformadas em Unidade de Conservação, com fins paisagísticos, lazer e uso sustentável dos recursos naturais, garantindo esse Patrimônio às futuras gerações.

Finalmente, recorremos ao Ministro da Cultura, da República Federativa do Brasil, para que seja feito o Tombamento das Lajes e do Encontro das Águas, declarando esses bens como Patrimônio da Humanidade.

Manaus, 17 de dezembro de 2008.

Associação Amigos de Manaus - AMANA / Associação, Cultural, Ambiental e Tecnológica – WOMARÃ / Fórum Permanente de Defesa da Amazônia / Associação de Moradores da Colônia Antonio Aleixo / Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus / Núcleo de Cultura Política do Amazonas – NCPAM/UFAM / Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas / Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo / Associação Jesus Gonçalves / Associação Beneficente dos Locutores Autônomos de Manaus / Conselho Municipal de Mulheres / Articulação de Mulheres do Amazonas - AMA / Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA / Associação Chico Inácio.

Assine o abaixo-assinado neste blog, no ícone acima, à direita. Basta nome e RG. Grato.

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Porto de Lenha, tu nunca serás Liverpool

Porto de Manaus
Amazonas - Brasil
Exercício - Experimente fazer um exercício de releitura crítica dos textos da propaganda oficial do seu município. Surpreenda-se com sua capacidade de dar visibilidade ao que a publicidade esconde sobre a história da sua cidade. Além do prazer de escrever um outro texto, você estará deseferrujando a velha e boa memória. O meu exercício segue abaixo, e trata-se de um patrimônio que está na ordem do dia, quando se deseja substituir o antigo porto de Manaus por um porto que vai destruir o patrimônio paisagístico do Encontro das Águas:

Porto de Manaus - O Porto de Manaus está situado à margem esquerda do Rio Negro, rio que vai encontrar-se com o Solimões para formar o rio Amazonas, no lugar conhecido como Encontro das Águas. Sua arquitetura é única no Brasil. Projetado pelos ingleses, possui cais fixos e flutuantes. Desse modo os cais acompanham o fenômeno anual da enchente e vazante do Rio Negro, sendo possível a atracação de embarcações em qualquer época do ano. Até final dos anos 1960, a visitação pública era permitida, sendo um dos locais de lazer dos manauaras. A história do Porto de Manaus está ligada ao ciclo econômico da borracha, entre 1880 e 1910, época de grande movimentação financeira entre produtores e comerciantes. O uso de equipamentos modernos com o objetivo de adequar-se à realidade operacional da Zona Franca de Manaus desfigurou o antigo porto, originalmente recoberto com pinho de Riga, ao recuperar e pavimentar os cais flutuantes do Roadway e das Torres. O piso do cais foi elevado para um nível superior àquele alcançado durante o período da enchente, em 1953, sob a alegação de evitar novos transtornos e dificuldades técnicas. Além disso, foi construído um armazém medindo 2.800 m2, que não atende às demandas por armazenagem dos modernos conteiners. Empilhados e expostos num pátio próximo do prédio da Alfândega, esses conteiners impedem a visão do rio comprometendo a paisagem do lugar. Em 1975, com a criação da Portobrás pela Lei nº 6.222, a Administração do Porto de Manaus passou a fazer parte do sistema holding da Empresa de Portos do Brasil S/A. A Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas foi criada em 1997 para substituir a Administração do Porto de Manaus, a partir de sua estadualização, com vinculação direta ao Governo do Estado do Amazonas. Aqui seria iniciada uma disputa jurídica interminável sobre o gerenciamento do porto, imbróglio que deixou sob abandono prédios públicos históricos, que ameaçam ruir a qualquer hora. A história do luxo e riqueza proporcionados pela extração da borracha, época em que os costumes e tradições européias se faziam presentes no cotidiano de Manaus, já vai longe. O patrimônio público resultante da extração, comércio e exportação da borracha é de um valor extraordinário para o conhecimento da história da Amazônia brasileira. Mas as significativas transformações que a cidade viveu, marcadas por grandes obras e melhoramentos, bem como os costumes e tradições européias que marcaram o cotidiano da população, são coisas do passado. Os projetos arquitetônicos recentes têm gosto duvidoso e os projetos de conservação do patrimônio, herdado daquele rico período, é tímido, ao se contabilizar o que já foi perdido pela voracidade e o vale-tudo instituído com a criação da Zona Franca de Manaus em 1967. Vale lembrar que sessenta anos antes, a partir de 1907, com o ingresso da borracha asiática, proveniente de seringais racionalmente planejados, nos mercados consumidores internacionais, começa o declínio das exportações do produto local, anunciando um futuro desalentador. Porém, foi a derrocada da economia da borracha que preservaria o patrimônio público da cidade por algum tempo. Após a queda das exportações do produto, antes colocado em posição de exclusividade, que determinou o encerramento de ciclo da borracha, e que mergulhou a cidade em profundo esquecimento, um rico patrimônio arquitetônico ficaria intocável até o fim dos anos 1960. Maior, porém, foi o poder do capital predador, que teve como aliado dois irmãos siameses: a letargia do porto de lenha e sonho de ser Liverpool. Esse novo modelo foi chamado de 2º grande ciclo de crescimento, responsável pelo reaquecimento das atividades do Porto. Houve quem decretasse a existência de um 3º ciclo, mas tudo não passou das artes e manhas da propaganda, essa filha bastarda da comunicação, segundo afirma o sociólogo Zefofinho de Ogum. (Reescrevendo um texto da Manaustur)
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Arquidiocese de Manaus debate a luta contra o Porto das Lajes, regulamentação fundiária, redução de reserva legal e legalização de terras públicas

Foto: Rogelio Casado - SOS Encontro de Águas - Manaus-AM, 25.03.2009
O Sindicato dos Jornalistas participa dia 25 de março no Centro de Formação da Arquidiocese (CEFAM) de um encontro ampliado promovido pela Arquidiocese de Manaus. Os assuntos em pauta serão o andamento da luta contra a construção do Porto das Lajes, problemática e andamento das Medidas Provisórias em curso no Congresso Nacional sobre a regulamentação fundiária, a redução da reserva legal e a legalização de terras públicas, entre outros.

O encontro pretende fortalecer a presença da sociedade e de profissionais de diversas áreas na luta pela defesa das comunidades contra a ilegalidade e os abusos de autoridade. O fórum de debate acontecerá na quarta-feira (25/03), das 14h às 17h, na sala 06 do CEFAM, na Avenida Joaquim Nabuco, 1023 – Centro. Entrada franca.

Para mais informações consulte o CDH da Arquidiocese de Manaus, telefone: 3212-9036 / 3212 -9035 e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), telefone: 3232-1160
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Reserva Raposa Serra do Sol

Cau Gomez. Belo Horizonte, Minas Gerais, 1972, artista gráfico, caricaturista e ilustrador. Colabora com a revista Courrier International na França e atua como artista plástico. Conquistou mais de 40 premiações em diversos festivais e salões de humor no Brasil e exterior, dentre eles: Primeiro Prêmio, Portocartoon 2002, Portugal, na Bienal Internacional de Caricaturas y Dibujo Humorístico, Santa Cruz de Tenerife e o prêmio Curuxa na Espanha. Participou de várias exposições coletivas, incluindo a curadoria do 8º RIDEP Rencontres Internationales du Dessin de Presse, França 2007. Chargista do Jornal A Tarde.

Fonte:
O Ferrão
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Lançamento do DVD "O Cineasta da Selva"

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março 24, 2009

Agua bien público, no como negocio de las transnacionales

Foto: Rogelio Casado - SOS Encontro das Águas - Manaus-Am, 22.03.2009
Os parlamentares amazonenses que se fizeram presentes em Istambul não se deram conta de que o Fórum Mundial da Água estava controlado pelas transnacionais da água. Além disso, elogiar o Prosamim (Programa Socio Ambiental dos Igarapés de Manaus) é fácil, pois ele tem o mérito de retirar os moradores de lugares insalubres; difícil é criticar a desnecessária redução do espelho d'água, tão necessária na diminuição do calor da cidade.
Mundo

AGUA BIEN PÚBLICO, NO COMO NEGOCIO DE LAS TRANSNACIONALES

Sergio Ferrari.(*)
Berna. Suiza

La falta de acceso al agua genera en casi todas las regiones del planeta diferentes tipos de confrontaciones. Las guerras del futuro serán cada vez más por el control del agua. Tesis ampliamente desarrollada durante el simposio “El agua: fuente de conflictos”, realizado el primer viernes de marzo en Berna, Suiza, convocado por la Coordinación Suiza “El agua como bien público” y organizado por la Alianza Sur -plataforma que reúne a seis de las más importantes ONG helvéticas de cooperación con el Sur.

Dicho simposio intentó relanzar la reflexión de la opinión pública nacional a sólo cuatro días de la apertura en Estambul, Turquía, del 5to Foro Mundial del Agua titulado “Conciliar las Divisiones por el Agua”.

El “drama” del agua

“La conflictividad en el planeta a causa del agua tiende a agravarse con los actuales cambios climáticos”, subraya Rosemarie.

Bär, una de las responsables de la Coordinación y representante de la misma al evento turco. Bär anticipa señales alarmantes. El África subsahariana sufrirá una disminución del 20 % de su disponibilidad de agua de aquí al fin del siglo. Y a nivel planetario cerca de 70 importantes ríos están amenazados de secarse por los cambios climáticos y el exceso de consumo.

Con esta perspectiva, los conflictos violentos en torno a este recurso vital seguirán aumentando.

En un escenario ya dramático donde 1.200 millones de personas en el planeta no cuentan hoy con agua potable y 4000 niños menores de 5 años mueren diariamente a causa de dicha situación.

Y donde el modelo predominante produce víctimas y cifras escalofriantes. La producción de 1 litro de bio-etanol (combustible vehicular) necesita cerca de 5000 litros de agua. Un tomate de Marruecos que será luego exportado necesita 13 litros virtuales de agua. Mientras que la producción de un vaso de jugo de naranja demanda 170 litros de agua, y una camiseta de algodón necesita 20 mil litros.

Al mismo tiempo, cada habitante suizo utiliza por día (cocina, higiene etc.) 160 litros de agua. Cifra que llega a 4000 litros por día si se calcula el agua empleada en los alimentos, productos y vestidos importados al país.

Agua, derecho humano fundamental

“El acceso al agua es un derecho humano fundamental. De su aplicación dependen prácticamente todos los otros derechos humanos esenciales”, señala Bruno Riesen, responsable de campañas de Amnistía Internacional (AI) en Suiza.

Y si bien hoy se tiende a hablar constantemente de la crisis financiera, de la inestabilidad bancaria, de los graves problemas climáticos, “muchos olvidan que una parte esencial de los grandes problemas de futuro está ligada al agua”, enfatiza.

En caso de persistir la actual tendencia, subraya el representante de AI, las previsiones son terribles. “Dos tercios de la población mundial, es decir más de 3.5 millones de personas, no contará con agua potable en el 2025”.

La lógica predominante en la actualidad, explica Riesen, implica el desperdicio del vital líquido; el crecimiento desmedido del consumo de una parte pequeña de la población planetaria –en detrimento de la mayoría-; así como una producción agropecuaria que acapara el 70 % del consumo del agua a nivel planetario.

“Con el agravante que dicha producción está encaminada, por ejemplo, a los agro carburantes. Es decir a irrigar plantíos destinados luego a abastecer de combustible los vehículos de la población del norte”, denuncia.

La responsabilidad de la ONU

Concepto marco con el que coincide la abogada portuguesa Catarina de Albuquerque, experta independiente sobre el agua potable del Consejo de los Derechos del Hombre de las Naciones Unidas, con sede en Ginebra.

El no respeto a ese derecho fundamental, “implícitamente reconocido por las Naciones Unidas cuando reconoce el derecho a mejorar las condiciones de vida”, anticipa el riesgo de nuevos y mayores conflictos, señala Albuquerque.

Confrontaciones que “buscan controlar las fuentes de agua; o que conciben a éstas como instrumentos o blancos militares; en tanto que objetivos terroristas o incluso como medio de presión y chantaje entre naciones”, explica.

De ahí que la resolución de los problemas del agua, “está ligada a una verdadera voluntad política de los diferentes actores y Estados”, enfatiza Albuquerque.

Y de allí también, la responsabilidad y la importancia del sistema de “las Naciones Unidas, que con su diversidad de Estados miembros, de propuestas y actores, de preocupaciones en la diversidad, constituyen un verdadero milagro” y un marco esencial para resolver los problemas mundiales, entre ellos, el del agua, concluye.

El de Turquía, un Foro de las transnacionales

“En la propuesta de su Declaración final del 5to Foro, que deberá ser discutida y aprobada en Estambul, no encontré referencias explícitas al agua como derecho humano fundamental”, analiza Albuquerque, quien informa que no estará presente en el mismo.

“Somos bastante excépticos de lo que pueda resultar de ese Foro controlado por las transnacionales del agua”, enfatiza por su parte el pastor Alberto Rieger, responsable de la Organización OEME (Ecumenismo, Misión, Cooperación al desarrollo), de las iglesias cristianas helvéticas.

En esos foros, “la sociedad civil internacional no es tenida realmente en cuenta”, y las reivindicaciones de los movimientos sociales, son subestimadas, enfatiza Rieger.

Por eso, importante redes internacionales que luchan por el agua como bien público y que participaron en el Foro Social Mundial de Belém de Pará -fin de enero pasado- , “han definido una estrategia de presión y enviarán representantes a Estambul para hacer escuchar su voz”.

Exigimos, tal como se definió en la Declaración del Agua de Belém, “que cualquier ser humano tenga acceso y derecho al agua de buena calidad y en cantidad suficiente para la higiene y la alimentación”, explica el coordinador de OEME, presente en el simposio de Berna.

Y que la gestión del agua “permanezca en el ámbito público y comunitario, con participación, equidad, control social, sin fin de lucro, sin generar violencia a los territorios, preservando el ciclo del agua”, concluye.+ (PE)

*Colaboración E-CHANGER, ONG suiza de cooperación solidaria.
AGENCIA DE NOTICIAS PRENSA ECUMENICA
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Em defesa do Direito a Água

Foto: Rogelio Casado - SOS Encontro das Águas - Manaus-Am, 22.03.2009

Bem defronte do Encontro das Águas, onde nasce o rio Amazonas no território brasileiro, será construída a nova captação de água da cidade de Manaus (onde era a Alumazon - foto -, um empreendimento desastrado construído com dinheiro do governo federal, que não serviu para coisa alguma); ao lado, a jusante pretende-se construir o Porto das Lajes, que por sua vez ficará a montante da boca do lago do Aleixo. Durma-se com uma encrenca dessas!
EUA bloqueiam declaração da água como direito humano
23-Mar-2009

O Fórum Mundial da Água não reconheceu o direito à água e o acesso ao saneamento como direitos humanos. Essa proposta era defendida por países da América Latina, da Europa e pela África do Sul, mas os Estados Unidos da América opuseram-se. 19 países assinaram uma declaração onde se comprometem a levar a cabo as acções necessárias para que a água seja reconhecida como direito humano.

O Fórum Mundial da Água, que se realizou em Istambul durante a semana passada, terminou no Domingo e não aprovou a proposta de considerar o direito à água como um direito humano, limitando-se a considerar a água uma "necessidade básica". A proposta foi feita por países da América Latina, mas os Estados Unidos boicotaram-na, assim como o Brasil, o Egipto e a Turquia, o país anfitrião.

Óscar Olivera, porta-voz da Coordinadora de Agua de Cochabamba (Bolívia) declarou: "O que vemos com preocupação no sul é que os governos progressistas, apesar do seu discurso a favor da água como direito humano, não tenham podido sair das estruturas herdadas de anteriores governos neoliberais".

Representantes de organizações não governamentais e parlamentares de cerca de 70 países, principalmente da América Latina e da África, pediram entretanto o fim do Fórum Mundial da Água, tal como existe, considerando que lhe falta democracia e transparência e propõem que o próximo Fórum seja organizado pelas Nações Unidas e não pelo Conselho Mundial da Água, que é uma instituição privada.

O nicaraguense Miguel d'Escoto, actual presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas, considerou que "a orientação do fórum está profundamente influenciada pelas companhias privadas da água".

A lógica comercial do fórum, também foi criticada pelo Fórum Alternativo, que se realizou igualmente em Istambul.
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março 23, 2009

Movimento SOS Encontro das Águas realiza protesto no Dia Mundial da Água

Foto: Rogelio Casado - SOS Encontro das Águas - Manaus-Am, 22.03.2009
Pelo tombamento do Encontro das Águas - Domingo, dia 22 de março - Dia Mundial da Água -, o movimento SOS Encontro das Águas realizou mais um protesto contra a construção do Porto das Lajes. Foi mais um dia de luta pelo tombamento do Encontro das Águas e pela criação de um parque ecológico que ajude a preservar o lago do Aleixo, fonte de alimentação da população residente na antiga Colônia Antônio Aleixo.

Três barcos levaram os militantes e simpatizantes da causa até o Encontro das Águas. O que se vê na fotografia era o menor deles. Ao todo, cerca de 80 pessoas participaram desse ato de amor a Manaus.

Abaixo-assinado - Acesse www.rogeliocasado.blogspot.com, clique no ícone SOS Encontro das Águas; basta nome e RG para se solidarizar com essa luta do povo amazonense.
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Ribamar Bessa, em oito linhas, manifesta solidariedade à luta contra o Porto das Lajes (mas é preciso ler toda a crônica para entender o contexto)

Foto: Rogelio Casado - SOS Encontro das Águas - Manaus-Am, 22.03.2009
Líder comunitária, Marisa Lima, ao lado do presidente do Sindicato dos Pescadores de Manaus, lê, junto com três crianças, uma poesia de Moacir de Andrade sobre o Encontro das Águas, lugar onde nasce o rio Amazonas em território brasileiro

TAQUI PRA TI

EU TELO CHÊ CHENADÔ

José Ribamar Bessa Freire

22/03/2009 - Diário do Amazonas

Cinqüenta anos depois, diante do pelotão de jornalistas enxeridos que faziam perguntas inoportunas, o deputado Belarmino Lins (PMDB – vixe, vixe!) haveria de recordar aquela tarde remota em que seu pai, no quintal da casa em Fonte Boa, no Alto Solimões, lhe perguntou à queima-roupa: “O que você quer ser quando crescer?”. Era 1º de janeiro de 1954, festa de aniversário de Belarmino, que completava cinco aninhos de solidão. A mesma pergunta fora endereçada também ao seu irmão Átila.

Deslumbrado com o desenho de uma sereia que havia visto num remo pintado de azul, cujo dono era um índio Miranha, morador de Tefé, Átila gaguejou: “Catraieiro. Quero ser catraieiro”. Já Belarmino, conhecido como Belão, não se deixou seduzir pelo canto da sereia. Criança precoce, embora ainda nem falasse direito, respondeu ao pai, meio tatibitati: “Eu telo chê chenadô”.

A família toda riu. De onde o menino tirara idéia tão audaciosa? Naquele ano de 1954, um ex-funcionário dos Correios se elegeu senador, com um jingle que tocava nas rádios: “Povo, povo, povo, o senador do povo, oi (bis), Antóvila Mourão Vieira no Amazonas tudo novo”. O jingle se popularizou entre as crianças, porque adaptou sua letra à música de uma cantiga de roda: “Fogo, fogo, fogo, fogo de abrasar”. Foi aí que Belão, decidiu que, quando crescesse, seria senador.

Ele cresceu. Ainda não é senador, mas seu perfil se encaixa na Casa de Sarney, Collor e Renan Calheiros. Conhecido em Miami como Big Beautiful, Belão é o atual presidente da Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE). Nomeou para cargos comissionados 33 parentes, entre os quais a mulher, quatro filhos – um deles morando em Paris - e a própria mãe, octogenária, que recebiam sem trabalhar. A mulher e os filhos custavam anualmente à ALE R$1,6 milhão, segundo cálculos do Diário do Amazonas. Além disso, pagou com dinheiro público as viagens de lazer da família. Uma grande façanha.

Senador e Catraieiro

Hoje, Belão, embora vivendo em Manaus, está mais perto do Senado do que seu irmão, o “catraieiro” Átila Lins, que é deputado federal e vive em Brasília. Ambos foram filiados a vários partidos vixe-vixe: Arena, PDS, PFL, DEM, PTB e agora PMDB e se elegeram enganando os cabocos do Alto Solimões. Belão, no entanto, vai assumir o governo do estado por nove meses, quando Dudu e Omar se licenciarem, o que lhe permite continuar sonhando em ser senador, sobretudo depois que a mídia mostrou que o senado é uma mina de ouro, de empregos, de mordomias e prebendas.

Como eu ia dizendo, a vontade de ser senador, manifestada na infância, cresceu recentemente, depois que se tornou pública a existência de 181 diretores no Senado, com salário médio mensal de R$ 18 mil, podendo chegar até R$ 30 mil, se somado às horas extras, gratificações, auxílio moradia e outros benefícios indiretos, sem contar o uso de carro oficial e de celular sem limite de gastos. “Isso é que é profissionalismo. Eu sou um amador” – disse Belão, com os olhos prenhes de cupidez.

Modéstia, modéstia! Mais conhecido na Alemanha como Grosse-Schon, Belão usou a presidência da Assembléia para nomear seus parentes como assessores de diretorias, embora – é verdade - não tivesse tido a idéia de criar as próprias diretorias, como as existentes no Senado: de Ata, de Anais, de Apoio Aeroportuário, de Coordenação de Visitas, de Pessoal Inativo, de Rádio em Ondas Curtas, todas elas mais atraentes que as assessorias. Acontece que quem nasceu Belão leva tempo pra chegar a Sarney.

Mas chega lá. O exemplo do Senado inspirou Belão, que vai apresentar o projeto de criação da Diretoria de Invenção de Nomes para as Novas Diretorias da Assembléia, todas elas a serem ocupadas por seus parentes: Diretoria do Sanitário Masculino, encarregada do papel higiênico, Diretoria do Cafezinho, Diretoria de Buscas de Cargos Comissionados, Diretoria para Puxar Saco do Eduardo Braga, Diretoria de Recepção do José Mello Merenda, Diretoria para acobertar os crimes do Adail e por ai vai.

Autor de projetos relevantes, como a concessão do título de cidadã amazonense à Maria Emilia, esposa de Gilberto Mestrinho, Belão elaborou outros de igual importância que batizam espaços públicos com o nome da família Lins. Em Atalaia, por exemplo, tudo tem nome de Lins: centro esportivo, feira municipal, hospital, praça, rua, bairro, coreto, até estacionamento de moto, só escapa mesmo a igreja, porque não tem nenhum santo Lins. O calçadão Zé Lins, que custou uma fortuna, ruiu uma semana depois de sua inauguração. Eu vi, meninos, eu vi.

A flauta de BelarminoBelão merece uma cadeira nesse Senado que aí está, porque leva para Brasília a experiência que acumulou no Estado. Tem um perfil muito mais adequado do que o dos atuais representantes do Amazonas – Arthur Neto (PSDB), João Pedro (PT) e Jeferson Praia (PDT) – que até agora demonstraram uma incapacidade de projetar o Amazonas no terreno da corrupção nacional. A atual bancada é limpa, decente, escrupulosa. Belão não. Belão, embrião de Sarney, é uma promessa. Vai tratar Collor de igual para igual.

Por que o Pará conseguiu projetar nacionalmente um Jader Barbalho e nós, do Amazonas, mantemos o Belão confinado no âmbito estadual? Por razões como essa é que Belém – e não Manaus – vai acabar sediando os jogos da Copa do Mundo. Temos que escutar o grito de Belão que nos implora: “Eu telo che chenadô”. Nossa bancada não teve sequer a iniciativa de um Tião Viana, que projetou o Acre nacionalmente, através do celular do Senado levado pela filha para o México.

É por isso que o Amazonas não vai pra frente, porque sua bancada não é capaz de se adaptar ao estado de putrefação do Senado, que é hoje a vanguarda do atraso, do nepotismo, do fisiologismo, do cinismo. Belão tem jogo de cintura, coragem e cara-de-pau para assumir as causas mais ignóbeis.

Por isso, ele apóia, sem vacilar, a empresa Lajes Logísticas que projeta construir o porto privatizado para embarque de containers de grandes grupos internacionais. O porto vai destruir as Lajes e acabar com o Encontro das Águas? Azar, Baltazar! Quem contrata a mãe de 80 anos não tem medo de destruir a paisagem do encontro das águas e os sítios paleontológicos, queimando arquivos. Deixa o Márcio Souza, o Rogelio Casado e os ambientalistas reclamarem.

Esse filho de índio que odeia seus ancestrais e inventou uma árvore genealógica alemã é um político de barranco tão ousado que se infiltra nesse espaço do jornal para dizer: “Feliz aniversário, Preta”. Merece ser senador!

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Nota do blog: Meu cumpadre Bessa, vá dizendo logo qual é a pena; não tive outra alternativa do que surrupiar (vixe) sua crônica. Tudo por amor à causa.
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SOS Encontro das Águas realizou a III Caravana das Águas

Foto: Rogelio Casado - Caravana das Águas - Manaus-AM, 22.03.2009
Dia de luta - Não há o que comemorar no Dia Mundial das Águas. Muitas cidades brasileiras estão com seus lençóis freáticos contaminados. Não há água potável para todos.

Em Manaus, há muita propaganda e pouca água nos bairros periféricos.

A nova captação de água, na Zona Leste da cidade, deverá conviver com um porto projetado para atender as demandas do distrito industrial, caso o movimento SOS Encontro das Águas não logre êxito na luta pelo tombamento do Encontro das Águas. Nesse lugar, onde nasce o rio Amazonas no território brasileiro, a empresa Login Intermodal S/A quer construir o Porto das Lajes. Além de comprometer a paisagem daquele patrimônio natural, principal cartão postal da cidade, conhecido internacionalmente, sepultará de vez o lago do Aleixo, à jusante do empreendimento, pondo fim à fauna aquática da região, fonte de alimentação da população que ali reside.

Caravana das Águas - No domingo que passou - Dia Mundial das Águas - o movimento SOS Encontro das Águas realizou a III Caravana das Águas. O Sindicato dos Pescadores de Manaus ofereceu três barcos para os militantes e simpatizantes da causa. O Partido Verde esteve presente, tornando-se o primeiro partido a apoiar a luta da comunidade do entorno do lago do Aleixo.

Depois de várias manifestações da sociedade civil organizada no Mirante das Lajes (foto), a caravana seguiu até o flutuante 11 de maio, na beira do lago do Aleixo, e de lá foi até o Encontro das Águas, onde foram depositadas flores brancas em homenagem a um dos maiores símbolos da cultura amazonense.
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março 22, 2009

"Momentos de Jazz" do Dia Mundial das Águas está imperdível

Eliana Elias
foto publicada em www.liburniajazz.hr

Prezados Jazzófilos (as),

No programa “Momentos de Jazz”, logo mais a partir das 20h00, horário de Manaus, pelas ondas da Radio Jazz Amazonas FM 101,5 (http://www.portalamazonia.com/) vou destacar no primeiro seguimento o cd “Bossa Nova Stories” de Eliane Elias, o mais recente e décimo segundo álbum da carreira da bela paulistana pianista de jazz que está radicada nos Estados Unidos há 21 anos.

Eliane que já foi indicada para o Prêmio Grammy algumas vezes, apresenta um repertorio primoroso composto por clássicos inesquecíveis do jazz e da bossa nova como “Day In Day Out”, “The More I See You”, “Too Marvelous for Words”, “Chega de Saudade” e “Falsa Baiana” entre outros.

Na seqüência vamos revisitar o cd “Moonlight Serenade” de Carly Simon que recebeu da crítica especializada os melhores comentários principalmente em relação aos arranjos elaborados para os “standards” como “Moonlight Serenade”, “Moonglow”, “I’ve Got You Under My Skin”.

O que aconteceu depois que Al Jarreau se reuniu com George Benson no cd “Givin’ it up”? Um Grammy e recorde de vendagem em todo globo. Trabalho de quinta grandeza no qual a indiscutível versatilidade musical dos dois astros eleva para níveis superiores a leitura de músicas como “Moanin”, “God Bless The Child” (participação especial de Jill Scott), “Summer Breeze” e “Let It Rain” (com Patti Austin). Imperdível.

Os amantes do jazz no ano passado foram brindados com preciosos lançamentos que engrandeceram ainda mais a qualidade das boas opções deste gênero musical fenômeno do século XX. Bom exemplo disso é o cd “Here and Gone” do saxofonista tenor de jazz David Sanborn.

Neste trabalho o saxofonista simplesmente muda de rota e magistralmente incursiona pelo blues devidamente escoltado pelas brilhantes companhias do fenomenal guitarrista Eric Clapton, Sam Moore, Joss Stone e Derek Trucks.

Conto com tua audiência.

Até Jazz!!

Humberto Amorim

Nota - 7 de abril o programa completa 14 anos de existência. Vamos celebrar juntos dia 05 com a música de Billie Holiday.
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Tribunal da Água condena o Brasil

Encontro das Águas (rio Negro e rio Solimões)
Encontro das Águas: aqui nasce o rio Amazonas
Tribunal da Água condena o Brasil

No dia 14 de março, a Agência EFE (link: http://www.efe.com/), em Madrid, informou que o governo brasileiro foi condenado simbolicamente pelo Tribunal da Água por más práticas relacionadas aos recursos hídricos.

O Tribunal da Água é uma corte ética dentro do Fórum Mundial da Água, cujo júri reuniu-se sob a presidência da artista turca Pelin Batu, sendo formado pelo ex-procurador brasileiro Alexandre Camanho de Assis, pelo economista David Barkin (México), pela advogada Dilek Kurban (Turquia), pela autora Silke Helfrich (Alemanha) e pelo especialista em sustentabilidade Maurits Groen (Holanda).

Em causa, o tribunal discutiu a construção de duas represas de mais de 250 quilômetros quadrados cada no Rio Madeira, um dos principais afluentes do Rio Amazonas.

Estas represas poderiam prejudicar a vida da população indígena, alterar os ciclos fluviais e a biodiversidade.O tribunal lamentou a falta de cuidado do Governo brasileiro.

O Tribunal da Água, realizado antes do 5º Fórum Mundial da Água ocorrido em Istambul, foi organizado pelo Tribunal Latino-americano da Água, uma ONG costarriquenha, e pela Fundação Heinrich Böll.

Encontro das Águas - Em Manaus, o "Tribunal Popular da comunidade do lago do Aleixo" também condenou a iniciativa da empresa Login Porto Intermodal S/A de construir o Porto das Lajes nas imediações do Encontro das Águas. Além de representar um atentado contra um patrimônio natural, onde nasce o rio Amazonas em território brasileiro, é também uma ameça à fauna aquática do lago do Aleixo, de onde é retirado o peixe para alimentação da população que vive no entorno.

Abaixo-assinado - Manifeste-se através deste blog. Em cima, à direita, há um ícone que dá acesso a um abaixo assinado pelo tombamento do Encontro das Águas. Basta o nome e RG.
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