PICICA: Num país que inventou o socialismo de direita, só um hebdomadário anarco-punk-sindicalista pra fazer oposição em meio ao grande balcão de negócios que virou a imprensa nacional. Morrer de rir com as tiradas de Simão Pessoa é apenas uma metáfora, minha gente. Porque em verdade vos digo, irmãos, ele nunca atirou para matar. Autor de "O Manual do Canalha", é o único escritor amazonense que recebeu as bençãos do imortal Millôr Fernandes nas páginas da - com licença da má palavra - VEJA (blearghhh pra ela). Seu humor escrachado não poupa gregos, nem baianos, e (des)agrada de quem leva vida de cachorro até a mais fina flor da burritzia local. "No hay inocentes" é o lema desse hebdo digital. A humanidade já provou que pode viver no passado sem "planejadores econômicos", mas a cada dia reafirma o que as pedras vivem a gritar: sem humor não dá pra levar essa vida. Recomendo a leitura do Candiru, como testemunha de quem a viu salvar-se de duas enchentes, três pragas egípcias e a ascensão do vernáculo politicamente correto. Nada mais politicamente rebelde do que o humor que afronta os micropoderes da barelândia. Vida longa para o Candiru. Resta dizer que, junto com seu parceiro, você faz parte da dupla de skrotinhos mais amada/odiada da cidade. Saravá, irmãos! Acesse aqui o Candiru.
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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