A guerra das TVs não pode fazer vítimas religiosas
Sergio Domingues
No início de agosto, a Justiça de São Paulo acatou denúncia do Ministério Público acusando o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas da Igreja Universal de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Foi o bastante para estourar uma guerra entre as TVs Globo e Record. Principalmente, em seus noticiários, tomados por acusações de um lado e de outro.
O fato é que ambas as emissoras têm muito o que explicar. As denúncias que pesam contra elas são muitas. De irregularidades legais e fiscais à mais nojenta submissão ao poderosos. Seja em relação às elites seculares do País e ao capital em geral, seja no apoio aos governos de plantão.
E instituição por instituição, o que dizer dos milenares crimes da Igreja Católica.
O que não podemos admitir é que essa guerra se transforme em perseguição religiosa. Em ódios que joguem fiéis contra fiéis ou permitam que pretensos defensores da vida laica criminalizem a fé de amplos setores da população.
A religiosidade popular acaba servindo de munição a uma guerra que esconde poderosos interesses econômicos. Se a religião pode ser o ópio do povo, aos poderosos interessa transformá-la no veneno da intolerância. Como sempre, a mídia grande é a principal responsável por espalhar a peçonha.
Fonte: http://www.consciencia.net/cafedamanha/
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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