setembro 08, 2009

Grito dos Excluídos em Belo Horizonte enfrenta a criminalização dos movimentos sociais

Grito dos Excluídos
Foto:
Orlando Azevedo
Companheiras e companheiros

Fizemos o Grito em BH. Tivemos mais de 2000 pessoas desfilando pelas ruas da cidade. Saimos da Praça da Assembléia Legislativa, paramos em frente o Banco Central e fizemos nosso primeiro ato. Uma enorme faixa preta foi afixada no Banco Central, onde os participantes deixaram inscrito com tinta vermelha os seus gritos contra a crise e as suas consequências sobre o povo trabalhador. Paramos depois em frente ao mercado municipal, ponto tradicional de BH, e chamamos a todos para entrarem na luta contra os transgênicos, por uma alimentação saudável. Militantes carregando grãos nas peneiras circularam no meio dos frequentadores do mercado. Ao nos aproximarmos do local do Grito, a Praça Sete, todos/as se manifestaram cantando o Hino que unifica os trabalhadores do mundo inteiro -Intenacional Socialista -. Fizemos a contagem regressiva, cantamos oHino Nacional e, um conjunto de tambores, puxou a caminhada para o centro da Praça Sete, onde fica o Pirulito. Tomamos conta da praça com os tambores, com os gritos dos diversos movimentos sociais.

Tudo com uma grande participação e envolvimento da militancia. Quando estavamos dispersando, a repressão que cercava todo o local, inicia sua tradicional provocação. A militancia reagiu e 2 rapazes foram presos. É claro que não aceitamos a arrogância com que os policiais tratam os movimentos sociais e houve um certo tumulto que só foi resolvido quando o comandante resolveu retirar as tropas da Praça Sete. Fomos para a delegacia liberar os detidos. Um foi solto imediatamente e o outro foi mantido algemado até as 15 horas, sem nenhuma justificativa, apenas pela vontade da polícia.

Este é um exemplo concreto da criminalização dos movimentos sociais. Mas, isto também nos impulsiona para dar continuidade a nossa luta pela Independência do Brasil, a independência em relação ao capital, rumo à sociedade socialista. Convidamos todos os movimentos para uma reunião de avaliação na sexta feira, dia 11, as 16 horas, no Vicariato.

Um abraço,

Dirlene Marques
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