PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
dezembro 16, 2007
O Brasil de Aloysio Biondi
Fonte: Revista Fórum
Advertência: Pra quem não conhece Aloysio Biondi, recomendo a leitura da entrevista concedida para Hamilton Octavio de Souza, publicada no site da Associação dos Docentes da Unicamp: “Não existe nada mais mau-caráter do que o governo FHC”
Domingo passado tivemos HDias no Momentos de Jazz. Neste domingo teremos Humberto Amorim de volta
LUIZ BONFÁ,
LUIZINHO EÇA,
ELIANE ELIAS,
LAURA FYGI,
NAT KING COLE,
ART VAN DAME,
BENNY GOODMAN e quarteto,
CHUCHO VALDEZ e ARTURO SANDOVAL,
VICTOR ASSIS BRASIL,
BRIAN LYNCH.
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De quebra, HDias ainda enviou uma informação preciosa para divulgação:
Quando apareceu o CD, aí por 1982, fiquei na expectativa do relançamento no novo formato, de algumas pérolas instrumentais gravadas em vinil, nos anos 50 e 60, principalmente os grandes lançamentos do sêlo IMPULSE, não necessariamente JAZZ, mas fundamentalmente JAZZ.
Muita coisa foi relançada e muitas outras ficaram nos arquivos das gravadoras, sabe-se lá porquê.
A IMPULSE fundada por CREED TAYLOR, era uma subsidiária da ABC-PARAMOUNT e marcava sua presença no mundo do JAZZ contrapondo-se à figura lendária do suíço NORMAN GRANZ dono do sêlo VERVE.
Deve-se a essas duas figuras as melhores gravações do mundo do JAZZ, ao longo dos anos 50, 60 e início dos 70.
Pois bem, em 1960, a IMPULSE lançou um vinil duplo com dois promissores trombonistas chamados KAI WINDING & JJ JOHNSON, que viriam a se firmar como mestres do instrumento. Trata-se de uma gravação caprichadissima com a chancela do maior engenheiro de som de todos os tempos, RUDI VAN GELDER, e que não existia gravada em CD.
Pois bem, agora já existe. Lamentavelmente apenas para o mercado japonês. Nada que a internet não resolva.
Dados para compra:
KAI WINDING & JJ JOHNSON
THE GREAT KAI&JJ
1960
Um abração
HDIAS
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And now, ladies and gentlemen, Humberto Amorim.
TOTALMENTE FRANK SINATRA
Jazzófilos(as),
Neste último dia 12 quarta feira se ainda estivesse entre nós Frankie teria completado 92 anos de vida.
Na noite de hoje vamos celebrar juntos este acontecimento memorável curtindo o seu legado musical com duas horas repletas de suas maravilhosas e eternas canções no nosso programa domingueiro de jazz "Momentos de Jazz" a partir das 20h00 que se transformarão numa homenagem a um homem e sua música pela Radio Amazonas Jazz FM 101,5.
Destaque para o repertório de canções onde Sinatra injeta muito swing, do raríssimo disco "Watertown", a música "All of Me" gravada ao vivo no Cassino Caesers Palace em Las Vegas e que somente agora foi liberada para audição pública e outras apresentações também ao vivo de Sinatra em três outros Casinos de Las Vegas e duetos inéditos do "The Voice" desconhecidas do grande público.
Frankenfans não percam esta grande oportunidade de se emocionar mais uma vez ouvindo o Senhor das Canções.
Grande e fraterno abraço.
Humberto Amorim
O lugar que importa
O lugar que importa é aquele para onde aponta o olhar que se importou.
Visite o blog do Marcelo Novaes: O lugar que importa
Quem é Marcelo Novaes?
Marcelo Novaes é formado em música e psicologia. Nasceu em São Paulo, em 1961. Atualmente é psicoterapeuta e estudioso de mitologias clássicas e tribais. É autor de Cidade de Atys, de 1998, seu primeiro romance.
Cidade de Atys
Autor: Marcelo Novaes
Resumo: Cidade de Atys é uma fábula: a história de uma família que se desagrega de forma misteriosa, morrendo um a um de seus membros, ao mesmo tempo em que se esfacela a cidade em torno dela. Pouco a pouco, vão surgindo deuses para ocupá-la, deuses da antigüidade pré-cristã, orquestrados por Onan – esse mesmo, o pai do onanismo...
Aos poucos, a cidade vai se transformando numa espécie de "presépio pagão", com Atys (o deus-árvore, transformado em carvalho) nascendo em seu centro, no dia de Natal. Cidade de Atys é, assim, como um conto de fadas para adultos, maldito, imune aos escrúpulos do "politicamente correto".
"Imagine uma conspiração de personagens bíblicos, deuses pagãos e figuras mitológicas, todos unidos para pôr abaixo, com impulso de vingança, uma cidade de comuns mortais." – Bernard Ajzenberg, Folha de S.Paulo, Mais!
Fonte: Atêlie Editorial
dezembro 12, 2007
"Dias piores virão"
"Dias piores virão", vaticinou Eduardo Mourão Vasconcelos, psicólogo e cientista político da UFRJ, por ocasião do Encontro Nacional de Saúde Mental, realizado pelo Conselho Federal de Psicologia, em parceria com a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, em julho de 2006, em Belo Horizonte. Coincidentemente, naquele mesmo período, a Associação Brasileira de Psiquiatria detonava a Política Nacional de Saúde Mental, afirmando que era preciso "zerar a Reforma Psiquiátrica brasileira". Santa onipotência! Desta vez é o jornal O Globo que está a serviço das forças conservadoras, as mesmas que estão tentando por abaixo as conquistas da luta antimanicomial no Rio Grande do Sul. Em jogo o outrora rendoso parque de leitos psiquiátricos, que um dia chegou ao astronômico valor de 120 mil unidades, hoje reduzidos a pouco menos de 35 mil leitos. Como diz Zefofinho de Ogum (conselheiro político e espiritual do PICICA - Observatório dos Sobreviventes): "Perderam o filé, mas não largam o osso... Desse jeito, a cobra vai fumar". Minha família tá toda em vigília. Os santos de casa já foram todos acionados: São Jorge, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Sebastião... Zefofinho pergunta: "Num tá na hora de colocar o Bloco na rua?"
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Solicitamos que todas as entidades, instituições, movimentos sociais, conselhos profissionais, sindicatos etc. do campo da daúde e áreas afins acionem suas assessorias de imprensa, comunicação social e outros meios de divulgação para que divulguem a reunião e os resultados e desdobramentos da mesma.
Na ocasião será realizada uma reunião de conjuntura da situação e serão decididos encaminhamentos sobre a questão
Diretoria da Abrasco e Cebes
DATA: 14 DE DEZEMBRO
HORA: 13 HORAS
LOCAL: INSTITUTO PHILIPPE PINEL, AV. VENCESLAU BRÁS, 65/ 3o. ANDAR
RIO DE JANEIRO
dezembro 06, 2007
É hoje a abertura do Encontro Nacional "20 anos de luta por uma sociedade sem manicômios"

Entre os dias 6, 7, 8 e 9 de dezembro acontece, em Bauru, o Encontro Nacional "20 anos em luta por uma sociedade sem manicômios". Comemorando 20 anos da luta, o encontro vai trazer de novo à pauta o debate aguerrido sobre as práticas, mas será também um momento de integração cultural, com shows e teatros, buscando a reaproximação de todos os atores desta que, de luta, passou a ser uma política pública do próprio governo federal – a Reforma Psiquiátrica.
Ao completarem-se 20 anos do II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, momento que marcou o início da luta antimanicomial brasileira, é hora de renovarmos nossas forças.
Um pouco da história de luta
Em dezembro deste ano, completam-se 20 anos do II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, momento que marcou o início da Luta Antimanicomial brasileira.
No mês de dezembro de 1987, na cidade de Bauru, São Paulo, 250 manifestantes, dentre usuários e trabalhadores de saúde mental, foram para as ruas, de faixas em punho e palavras de ordem, gritando por uma sociedade sem manicômios. De lá para cá, o movimento evoluiu e fez história. 20 anos passados, o Conselho Federal de Psicologia, ao lado do Movimento da Luta Antimanicomial, com o apoio da Prefeitura da cidade de Bauru e da Universidade Estadual Paulista realizará, no mês de dezembrodeste ano de 2007, o Encontro Nacional "20 anos de Luta por uma sociedade sem manicômios", para fazer um balanço dos 20 anos de trajetória desta luta.
"Este evento pretende recolocar a radicalidade à Reforma Psiquiátrica", diz o vice-presidente do CFP, Marcus Vinícius de Oliveira. "O Movimento da Luta Antimanicomial é o sal da Reforma Psiquiátrica, deu o tom para essa Reforma no país. No mundo inteiro, muitas reformas acontecem, mas sem radicalizarem, sem o raciocínio de que a exceção é, muitas vezes, cruel. Mas, no Brasil, optamos pela radicalidade. Começamos a caminhada dizendo não a esta forma de exclusão que são os manicômios. E, nisso, a Carta de Bauru, editada naquele longíquo dezembro de 1987, que vamos retomar agora, mostra-se muito atual, porque rechaça o manicômio, essa forma pior de exclusão", diz Marcus Vinícius.
O Encontro "20 anos de luta por uma sociedade sem manicômios" pretende fazer um resgate do movimento antimanicomial no país e ser também um locus para se acolherem narrativas de usuários, trabalhadores e militantes da luta antimanicomial, com o objetivo de aprofundar a ideologia "por uma sociedade sem manicômios!". Para isso, o Encontro tem site próprio, hospedado dentro do portal da Psicologia – www.pol.org.br –, para inscrição de trabalhos, narrativas históricas do tema, a serem apresentadas em Bauru, nos dias 6 a 9 de dezembro, data prevista para o evento.
Expectativa – Em Bauru, começam as movimentações para as comemorações dos 20 anos da Carta de Bauru. "A prefeitura da cidade abre com saudosismo essa comemoração", diz o Secretário Municipal de Saúde, Mário Ramos de Paula e Silva. "Estamos fazendo um resgate dos 20 anos do Movimento da Luta Antimanicomial no Brasil porque foi aqui, nesta cidade, que teve origem esse processo de luta. Naquela época, em 1987, a grande dificuldade era articular um serviço público com modelo acadêmico, universitário, e articular o que acabou sendo o NAPS – Hospital Dia, o primeiro Hospital Dia no Brasil. Aqueles idos de 1987 eram intensos, tendo em vista a reconstrução da democracia, a abertura de canais e tudo o que se escreveu naquela ocasião, que acabou se transformando em letra, com a Constituição de 1988. Agora, 20 anos passados, enxergamos este como um momento extremamente importante, como o grande desafio de implementar a rede de saúde mental em busca da efetivação da inserção social e da cidadania", completa.
O Encontro Nacional "20 anos em luta por uma sociedade sem manicômios" vai levar, à cidade de Bauru, o debate sobre as práticas, mas será também um momento de integração cultural, com shows e teatros, buscando a reaproximação de todos os atores desta que, de luta, passou a ser uma política pública do próprio governo federal – a Reforma Psiquiátrica.
"Há vinte anos não tínhamos idéia do que poderia ser a Reforma Psiquiátrica", diz o psiquiatra Roberto Tykanori. "O evento de Bauru foi por demais inusitado. Seu lema foi uma chamada para uma sociedade sem manicômios, o que, convenhamos, há 20 anos, quase ninguém conseguia entender! Reunimos pouco mais de 200 pessoas e saímos às ruas com palavras de ordem. E nos diziam: ‘quê sociedade é esta que vocês querem???'. Lá em Bauru começamos a defender essa idéia, que se difundiu e hoje se tornou uma das políticas mais discutidas no Congresso Nacional", afirma.
De acordo com Celso Zonta, doutor em Psicologia Social e prof. da UNESP/Bauru, "este é um momento de dupla dimensão. Em 2007, vamos fortalecer as organizações que trabalham com saúde mental e vamos avançar na luta".
Portanto, em dezembro, todos a Bauru!
Fonte: Conselho Federal de Psicologia
Cultura Popular, Patrimônio Imaterial e Cidades
Dia 07 de dezembro de 2007, às 19h no Palácio de Justiça, AV. Eduardo Ribeiro
dezembro 05, 2007
Bispo continua em greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco

Leia a resposta de Dom Luiz Cappio ao Arcebispo Metropolitano da Paraíba sobre a natureza da sua greve de fome: uma lição de humildade e determinação, um exemplo de respeito à diversidade de opiniões
Caro Dom Aldo,
Paz e Bem!
Recebi sua “Nota Carta” e, por respeito ao Sr. e pela oportunidade de esclarecer aos irmãos e irmãs paraibanos os significados de meu gesto, eu a respondo.
1- Concordo que nossa vida a Deus pertence e não temos o direito de tirá-la. Exatamente porque a minha não me pertence e sim a Deus, pois a ele já a entreguei há muito tempo, é que a ofereço pela vida de muitos. Não a estou tirando, apenas jejuo e rezo, como é da tradição bíblica e cristã, por tempo indeterminado, disposto a ir até o fim. Primeiro, direcionado a Deus, Senhor da Vida e da História, como sacrifício, para que Ele se compadeça de nós e mude o coração de homens cegados pelo poder e pelo dinheiro. Segundo, direcionado aos governantes deste país, como legítima forma de ação de um cidadão, esgotadas e infrutíferas todas as tentativas anteriores de amplos setores da sociedade fazerem-se ouvir e respeitar. É um gesto pessoal, mas de significado coletivo.
2- Se conhece a minha vida, sabe que meu comportamento atual não é nada mais que coerência irreformável com toda a minha trajetória de franciscano, padre e bispo a serviço da defesa e promoção da vida. Isso quis expressar em meu lema de bispo “Para que todos tenham vida” (Jo 10,10).
3- A Santa Sé, através do Núncio Apostólico, de fato me “pediu” que não lançasse mão do recurso da greve de fome. Tratou-se de apenas um “pedido”. Quanto à expressão “greve de fome”, usei-a da outra vez porque mais conhecida e por seu significado político. Desta vez, prefiro que seja “jejum e oração permanentes”.
4- Quanto ao projeto de transposição, o Sr. e outras lideranças esclarecidas que o defendem deveriam contar ao povo toda a verdade sobre esse projeto, suas reais finalidades, custos, mecanismos de cobrança pela água, traçados distantes dos sertões mais secos, interesses mercantis, etc, etc. Esse projeto não é solução, será mais problema. Continuar, a essa altura, insistindo no velho “discurso da seca”, pregando um “populismo hídrico”, a serviço da antiga “indústria da seca”, agora moderno “hidronegócio”, é um desserviço ao povo e uma perversão de nossa missão de pastores. O mérito aqui em questão não é técnico, é pastoral, pois “ovelhas” em risco cobram a solicitude do Bom Pastor. Foi assim que os bispos nordestinos, há quase 60 anos, com competência pastoral e apoio técnico, provocaram a criação da SUDENE.
5- O projeto de transposição não vai trazer verdadeiro desenvolvimento. A propaganda da irrigação no próprio Vale do São Francisco esconde a face dos danos sociais e ambientais e mesmo os sucessos econômicos são relativos, não é modelo a se propagar, precisa ser revisto urgentemente. Por que não fazem o mesmo empenho pelas 530 obras do Atlas Nordeste da ANA – Agência Nacional de Águas e pelas mais de 140 tecnologias da ASA e da EMBRAPA? Essas, sim, são soluções reais e bem mais baratas, resolvem o déficit humano de água nas cidades e promovem o desenvolvimento apropriado às diversidades rurais do semi-árido, sem ônus ao já tão sofrido povo nordestino e ao meio ambiente.
6- A voz do Espírito do Senhor sopra aonde quer (cf. Jo 3,8) e no clamor do povo ele exige que sejamos “simples como as pombas e espertos como as serpentes” (Mt 10,16).
Aceite meu abraço, extensivo a todas as irmãs e irmãos paraibanos,
+ Luiz Flávio Cappio
Bispo da Diocese de Barra – BA
Site: http://www.umavidapelavida.com.br/
Sobradinho, 30 de novembro de 2007.
Festa de Santo André, mártir.
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Nota Carta do Presidente do Comitê Paraibano pela Integração das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco
João Pessoa (PB), 28 de novembro de 2007.
1 - Caro irmão Dom Luiz Flávio Cappio: Deus o ilumine e o proteja. Nossa vida a Deus pertence. Não temos o direito de tirá-la a qualquer título.
2 - O comportamento cristão leva-nos à coerência irreformável na defesa e promoção da vida.
3 - Por ocasião de sua primeira greve de fome, a Santa Sé lhe pediu, em carta que lhe foi entregue em mãos pelo Núncio Apostólico no Brasil, que desistisse dessa conduta.
4 - Diante da dádiva da vida, peço que você reveja a sua posição quanto à revitalização e à integração das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco, contempladas em uma obra que beneficia a doze milhões de nordestinos dos estados da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. O planejamento técnico-científico e a gestão administrativa e econômica da obra são de competência governamental através dos órgãos específicos. Não compete a nós bispos da Igreja intervir nesse mérito.
5 - Contudo, nós bispos e o povo da Paraíba e dos demais estados pleiteantes apoiamos a obra que favorece o desenvolvimento de nossas regiões do semi-árido, assoladas pelas estiagens inclementes. Quem tem sede apóia a obra!
6 - Peço que o caro irmão escute a voz do Espírito do Senhor que fala pelo clamor do povo sedento de água, de amor, de justiça e de paz.
Dom Aldo di Cillo Pagotto
Arcebispo Metropolitano da Paraíba
Presidente do Comitê Paraibano pela Integração das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco
dezembro 04, 2007
II Mostra Cinema e Direitos Humanos
Belém, coração cabano, em 03 de dezembro 2007.
Um bom dia cheio de ternas e rebeldes esperanças.
Queremos convidá-la/o a participar ( e nos ajudar a divulgar) a II Mostra Cinema e Direitos Humanos, realizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos. Que acontecerá do dia 4 a 12 de dezembro. É uma mostra muito legal, será realizada em 8 capitais, entre elas Belém.
O filme "Nas Terras do Bem-Virá" será exibido no Cine Líbero Luxardo, na sessão de abertura da Mostra, dia 06/12 às 19h (QUINTA – FEIRA)
e no domingo, dia 08/12 às 13h.
Aproveitamos para pedir que quem ainda não viu o longa "Nas Terras do Bem-Virá" que veja, pois é uma excelente e real mostra da história recente do nosso estado (ocupação da transamazônica, trabalho escravo, massacre de Eldorado dos Carajás, assassinato de Dorothy e muitas outras coisas que são a base de nossa luta). Além de ser um ótimo material para se trabalhar a formação de nosso povo. Se precisarem do DVD entrem em contato com nosco e nos ajudem a divulgar!
Vamos lá que o ano está terminando, mas a nossa luta não!
Saúde, força de vontade e muita luta, sempre!
Do Luciney Vieira (Comitê Dorothy)
DOROTHY VIVE!
SEMPRE! (e sempre viverá em nosso sangue e em nossa luta!)
AMAZÔNIA LIVRE!
VENCEREMOS!
P.S: abaixo a programação e o link do site, vale a pena dar uma olhada, tem bastante coisa legal.
www.cinedireitoshumanos.org.br
Belém
Cine Líbero Luxardo:
Sessão de Abertura: Quinta-feira, 6/12 - 19h / Sábado, 08/12 - 13h
São Paulo
Cinesesc: 10/12 - Segunda-feira - 15h
Cinemateca: 09/12 - Domingo - 14h
Porto Alegre
Sala P. F. Gastal
Segunda, 10/12 - 14h30
Recife
Sala da Fundação Joaquim Nabuco
Segunda, 10/12 - 13h
Brasília
Embracine Casapark
Quinta, 13/12 - 15h
Belo Horizonte
Cine Humberto Mauro
Domingo, 16/12 - 15h
Rio de Janeiro
Cinemateca do MAM
Quinta, 06/12 - 13h
Fortaleza
Cine Benjamim Abrahão
Quarta, 12/12 - 14h
Mais informações: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/
Belo Horizonte comemora os 100 anos de nascimento de Enrique Pichon-Rivière
O Dr. Gregório Barembllit vai comentar o filme; a sessão será no dia 5 de dezembro, quarta-feira, às 18h30.
As vagas são limitadas; outras informações pelo (31) 2138-6767
Clarice Casado teve um "Sonho", no PáginaDois
Na terça, Carlos Bêla falou sobre o álbum do percussionista "Ray Barretto: Acid" na seção de música.
Na quinta, Moisés Westphalen mandou "Um bilhete para Arthur" na seção de cinema.
Nesta semana, teremos um texto literário de Clarice Casado na segunda, Cassiano Rodka na seção de música na terça, um texto literário de Giuliana Giavarina na quarta, Fabiano Liporoni na seção de cinema na quinta, um texto literário de Cassiano Rodka na sexta.
Boa leitura!
Todos os dias tem novidade no PáginaDois!
http://www.paginadois.com.br/
dezembro 03, 2007
Anibal Beça lança 50 poemas escolhidos
Hildeberto Barbosa Filho *
Nos seus 61 anos, portanto em fase de plena vigência e já de confirmação em termos literários, Aníbal Beça é autor de uma obra poética vasta e variada, quer no território dos procedimentos técnico-literários e estilísticos, quer nas latitudes temáticas e motivadoras, a par, não obstante, da componente mágico-regional de fundo amazonense, que lhe lastreia subterraneamente ac osmovisão lírica, acentuando-lhe, assim, para além da maestria estética, de per si já demonstrada na elaboração do verso, toda uma particularidade expressiva, antropológica e cultural.
Caleidoscópica, poliédrica, plural em suas tensões e extensões, sua poesia possibilita muitas portas de entrada a sinalizarem para muitas varandas de saída, seja pelo viés de uma leitura meramente didático-racional, onde se verificassem sobretudo o poder da técnica e a desenvoltura dos processos formais, seja por uma abordagem de cariz afetivo-imaginário, onde, a seu turno, pudéssemos indagar das mensagens abertas que se desenham na coreografia das imagens e se cadenciam na pauta rutilante do ritmo e da melodia.
Mesmo que se possa aferir notas de alguma maturação na concepção da linguagem poética dos primeiros para o último livro, percebe-se, em Aníbal Beça, aquele espírito de crítica a presidir a textura da composição (nele particularmente composição, porque o músico que é invade o poeta!), demandando o controle estético da experiência lírica, tanto nos poemas de teor minimalista, a exemplo de "Mesa fome", "Trova látex", "Trote rio", "Sino tempo" e "Trova rústica", de Convite frugal, quanto no espraiado da expressão, em textos como "Verde que se faz verde primícia", "Presságio deboas novas na várzea", "Canto a continuidade perdida" e tantos outros de Filhos da várzea.
O traço dessa atitude crítica, que se evidencia na modulação da métrica e dos ritmos, assim como na sondagem de todas as camadas da linguagem poética, a camada fônica por excelência, sem descartar, contudo, o peso das camadas semânticas, óticas e morfo-sintáticas, prossegue, enquanto medida do seu credo poético, pelo Itinerário poético da noite desmedida à mínima fratura, até se estabelecer, agora como um vetor decisivo de um poeta que sente, sente... imagina e pensa, pensa na confecção do poema enquanto qualidade e forma entre formas e qualidades outras, conforme se pode observar na Suíte para os habitantes da noite.
Sem inclinações axiológicas, diríamos que essa suíte devolve à poesia sua origem musical, na medida em que a colhe e recolhe em todas as safras do ritmo, seja o ritmo das formas (valsa, chorinho, sonata, noturno, canção, bolero, toada, balada, pavana etc..), seja o ritmo das significações, a remeter para uma dicção erótica, sensual, mágico, cósmica, atenta, assim, à essência impalpável das vivências do real.
Ainda que se projete o estranho e belo mito árabe do louco Majnum que, impedido de ver sua amada Laila (a noite), abandona as riquezas e o mundo para vagar sozinho no deserto, de acordo com a última epígrafe da suíte, como também com o seu Prólogo, queremos acreditar que a organização lírico-musical de Aníbal Beça, na sua abertura temática, sobretudo polarizada entre Apolo e Dionísio, Eros e Tanatos, a vida e a morte, tende a transcender as fronteiras da alegoria, e se fazer escritura - não simplesmente reescritura de mitos e lendas - da própria criação poética e verbalização das próprias qualidades musicais dos afetos, pulsões, idéias e fantasias, tão bem demonstrado, de modo emblemático, na metalinguagem da "Pavana para acompanhamento de flautas doces e címbalos".
Em colunas finas e firmes e sem pontuação, o eu lírico, nessa pavana, explora e expande o jogo metafórico numa conceituação de poesia que ultrapassa o lúdico para penetrar no ôntico e captar, em sua primalidade, a natureza intrínseca da palavra poética:
“A poesia é uma borbo-
leta de ions um dado de
libélulas um dedo de
sumaúma um galho de
nuvens na lã da relva
amanhecida uma trave
no aço dos músculos
.......................
(...) Que ela seja
clássica moderna com-
temporânea de vanguar-
da comportada marginal
lírica épica que ela seja
nada e tudo e nada: va-
ral chuva casa alicerce
arcabouço não importa
e nem defini-la compor-
ta se o que reporta é a
fatura do e para o homem
assim como a porta da rua
é a serventia do poema”.
Outros recortes metalinguísticos perpassam textos e mais textos como a dizer da seminilidade do motivo, numa espécie de convocação recorrente àqueles que habitam a noite, imagem fértil de tudo aquilo que se faz pura germinação: o amor, a criação, a poesia.
Adepto de todos os ritmos, íntimo de todas as formas, consciente de que a poesia é linguagem, mas de que também é mais que linguagem, Anibal Beça, ao lado de nomes como Aldisio Filgueiras, Simão Pessoa e Luiz Bacellar, entre outros, responde pela renovação e continuidade da legítima tradição poética do Amazonas.
Hildeberto Barbosa Filho, poeta e ensaísta, Professor da Universidade Federal da Paraíba, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, licenciado em Letras Clássicas e Vernáculas, especializado em Direito Penal e Mestre em literatura brasileira
dezembro 02, 2007
Semana de Luta contra o HIV/aids

Laurinha de Souza Brelaz (à esq. de camiseta laranja) com os companheiros da I Oficina de Advogacy e SUS
Senhoras e senhores,
Tenho a satisfação de lhes apresentar uma dos ONGs mais atuantes no cenário amazonense no campo da prevenção das DST/aids.
Com a palavra, Laurinha de Souza Brelaz, sua presidente.
*****
A Rede de Amizade & Solidariedade desenvolve, hoje, três projetos ("Projeto Vida") com a população de pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA).
O projeto completou 8 anos e tem como eixo a prevenção posithiva, adesão ao tratamento, toca de experiência entre pares. Atendemos 270 pessoas em três linhas de ação:
* Visita domiciliar consentida ( paciente que dependem de familiares para viver) cujo objetivo é conhecer a realidade de PVHA e incentivar a adesao ao tratamento
* PROJETO ESPERANÇA é um projeto piloto voltado as pessoas que vivem e convivem com HIV/aids cujo objetivo é profissionalizar para gerar renda.
Atividades desenvolvidas:
** Curso de reciclagem com Garrafas Pet (13 alunos aprovados)
** Curso de formação de cabeleireiros (22 alunos aprovados)
** I Oficina de Advocacy e SUS (103 PVHA participantes) incluindo 5 ativistas da Africa ANGOLA, 1 de Roraima, 1 da Bahia, 1 de Itacoatiara, 1 de Macapá, e vários profissionais de saúde (tivemos como palestrantes José Marcos Oliveira, Conselheiro usuário do Conselho Nacional de Saúde, que falou sobre o SUS e Roni Lima ativista de Londrina que falou sobre Advocacy.)
** Curso de cozinha regional e café regional realizado no mês de novembro 20 pessoas.
* PROJETO AMAZONAS DA NOITE trabalha prevenção junto as profissionais do sexo na cidade de Manaus. 150 Mulheres em acompanhamento.
Além disso, a Rede de Amizade & Solidariedade tem um grupo de teatro - D´positivus - que irá desenvolver as peças escritas pela Companhia de Teatro Cururu de Tanga (companhia de teatro de repertório), do nosso companheiro Rogelio Casado: "Vamos reciclar a galera" e "Verdades e mentiras sobre a epidemia da AIDS", além de "O auto da camisinha", de José Mapurunga, cearense.
Nossas parcerias
Conselho Regional de Economia
Programa Nacional de DST/AIDS -MS
Coordenação Estadual de DST AIDS
Coordenação Municipal de DST AIDS
Reino Unido dos Países Baixos Holanda
Companhia de Teatro Cururu de Tanga
Laurinha de Souza Brelaz
Presidente da Rede de Amizade & Solidariedade
Nietzsche - Vol. II

Leitura obrigatória
Nietzsche - Vol. II
Martin Heidegger
A composição deste segundo volume das preleções de Heidegger sobre Nietzsche foi acompanhada pelo próprio filósofo e levada a termo a partir dos textos de seus dois últimos cursos do semestre de verão de 1939, do que deveria ter sido apresentado no segundo trimestre de 1940, de uma preleção anunciada, mas não realizada, assim como de ensaios datados pelo autor como tendo sido escritos em 1941 e 1944-1946. Neste volume, o que temos não é apenas um desdobramento de algumas posições presentes no primeiro, mas, antes, uma radicalização dessas posições e uma articulação mais clara e ininterrupta com o pensamento mesmo de Heidegger. Se é verdade afirmar que o primeiro volume se detém especificamente na reconstrução das doutrinas fundamentais de Nietzsche e em uma descrição do enraizamento histórico de tais doutrinas, é necessário destacar que o segundo volume continua tratando dessas doutrinas, mas as articula desde o princípio de uma maneira mais incisiva com o projeto heideggeriano de determinação da posição metafísica fundamental de Nietzsche.
Fonte: Editora Forense
dezembro 01, 2007
HDIAS volta ao Momentos de Jazz no domingo, dia 2
Roteiro:
Primeiro SET:
1. Homenagem aos músicos brasileiros:
MEDDLEY c/Paulinho Nogueira ao violão
A) All The Thing You Are
B) Laura
C) Moonglow
D) I"m Getting Sentimental Over You
E) Embraceable You
F) I Only Have Eyes For You
ZÉ DA VELHA e SILVÉRIO PONTES -Trombone e Trumpete
A) Bole Bole
B) O bom filho à casa torna
C) Vê se gostas
D) Chorinho de Gafieira
E por aí vai! 60 minutos de instrumental tupiniquim!
SEGUNDO SET
2. As grandes cantoras do JAZZ, com:
Ernestine Anderson
Anita O"Day
Carli Simon
Patti Austin
Etta James
Aretha Franklin
Sarah Vaughan
Ella
Laura Fygi
Vai ser o bicho!
Um abração do
HDIAS
Dia Internacional Contra a Corrupção
A Controladoria Regional da União no Estado de São Paulo realizará solenidade pela passagem do Dia Internacional Contra a Corrupção.
Data: 10/12/2007
Horário: 15 horas
Local: Auditório Ministro Horácio Lafer
Avenida Prestes Maia, 733, 22º Andar, Luz.
Programação dos painéis:
Ações da Polícia Federal na Prevenção e Combate à Corrupção
Dr. Jaber Makul Hanna Saadi
Superintendente da Polícia Federal em São Paulo
A Cidadania no Combate à Corrupção
Dr. Eduardo Ribeiro Capobianco
Presidente da Transparência Brasil
O Ministério Público no Combate à Corrupção
Dr. Rodrigo César Rebello Pinho
Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo
Perfil Institucional-Legal da CGU: Ações de Prevenção e Combate à Corrupção e Transparência Pública
Dr. Nivaldo Germano
Chefe da Controladoria Regional da União no Estado de São Paulo
Nivaldo Germano
Chefe da Controladoria-Regional da União no Estado de São Paulo







