PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
abril 05, 2008
AMAZÔNIA, QUESTÃO DE LONGO PRAZO
Jean Pierre Leroy
Nas últimas semanas, a Amazônia tomou as primeiras páginas e as telas de todo o país em um debate sobre o desmatamento, que voltou a crescer de forma descontrolada associado aos fatores de sempre: a exploração madeireira, o agronegócio, a pecuária e outras formas de expressão do atual modelo de desenvolvimento. O governo viu-se obrigado a expor suas posições acerca do futuro da região e o que se escutou foram falas desencontradas. De fato, mesmo que sejam realizadas ações de repressão aos desmatadores, o que vale mesmo é o PAC. Falta apresentar um efetivo plano de longo prazo que garanta a sustentabilidade da Amazônia.
O aumento escandaloso do desmatamento veio nos lembrar que o futuro da região já começou, e que o longo prazo começa nas ações e omissões de agora. Enquanto permanecer a situação em que os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente disputam suas posições e a Presidência da República intervém no debate com seu habitual imediatismo, continuaremos assistindo períodos de descontrole com perdas cada vez maiores de área verde, biodiversidade e condições de vida.
Leia o texto na íntegra no sítio da FASE
Fundação Estatal de Direito Público: a salvação da lavoura
Rio de Janeiro, urgente - Ô da Reforma Psiquiátrica, se liga na fita! O assunto é do seu interesse. Em boa hora, o CEBES tá forçando a barra para colocar na pauta do debate público a instituição da Fundação Estatal de Direito Público. Desconfio que o tema é desconhecido amplamente entre os militantes antimanicomiais, do litoral ao brasil profundo. Em compensação, tá todo mundo careca de saber - taí o Pepe Vargas que num me deixa mentir - que só os estados mais (d)escolados, através do artíficio ONG, conseguem implantar os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), tão importantes na substituição do modelo de atenção manicomial em saúde mental (desculpa aí colocar no mesmo saco conceitos tão contraditórios). E não só os CAPS, mas os SRTs (moradias assistidas) e os Centros de Convivência. O problema é que o tema é tabu em qualquer lista de discussão no campo da luta por uma sociedade sem manicômios. Assim num dá pé! Acorda, moçada! A salvação da lavoura é a união nacional em torno do projeto do Ministro Temporão. Ou alguém aí acha que a Lei de Responsabilidade Fiscal vai ser flexibilizada para contratar pessoal para as demandas de saúde (senso latu) e mental (senso stricto)? Quem for contra, atire a primeira pedra! No mínimo, vai dar pra construir, com o pedregulho, um monumento à insanidade coletiva que deixa escorrer pelas mãos a única saída inteligente para os gargalos da Reforma Psiquiátrica tupiniquim. Do Rio de Janeiro, para o Blog do Casado, Zefofinho de Ogum.
Informe sobre a reunião do CNS de março de 2008
O tema fundação estatal foi o primeiro ponto de pauta da reunião do Conselho Nacional de Saúde. A mesa diretora do CNS e o gabinete do Ministro combinaram que o Deputado Pepe Vargas apresentaria seu projeto e depois não haveria discussão, apenas esclarecimentos. O Pepe Vargas apresentou o projeto muito bem. Foi super claro ao afirmar e justificar que não era uma panacéia, que não resolvia o dilema CLT-RJU etc. Mas, as intervenções (elaboradas sob o formato de dúvidas ou afirmações) de parte dos integrantes do CNS reiteraram as criticas às fundações estatais de direito privado. Muitas dessas críticas são externas aos conteúdos do projeto ou baseiam-se em argumentos de autoridade e não de mérito. Diz-se por exemplo que o projeto é contra a Lei de Responsabilidade Fiscal) e em “off “ que a Casa Civil já decidiu não encaminhá-lo.
Leia o texto na íntegra no blog do CEBES
Trabalho escravo: abaixo-assinado contra
“Exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação". Este é o teor do abaixo-assinado organizado pelo Movimento Nacional pela Aprovação da PEC 438 e pela Erradicação do Trabalho Escravo.
Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo
O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.
A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 28 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.
Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.
Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.
É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.
Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!
Integram o movimento: a Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo no Senado Federal, Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, Degradante e Trabalho Infantil na Câmara dos Deputados, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, OIT, CPT, Fórum Nacional da Reforma Agrária, MST, Via Campesina, Contag, Fetraf, Coetrae-MA, Coetrae-TO, CDVDH, CRS, Sinait, Anamatra, ANPT, ANPR, AMB, Ajufe, OAB, Abra,Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo, Movimento Humanos Direitos, Repórter Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.
Se quiser assinar o abaixo-assinado é só clicar aqui.
http://www.reporterbrasil.org.br/abaixo-assinado.php














