abril 08, 2008

Com Causa - Cultura de Direitos: Mulher - Núcleo de gênero

Mulher -Núcleo de gênero

A finalidade é estimular a auto-estima, a iniciativa e a consciência crítica da mulher sobre sua situação em nossa sociedade; discutir e promover ações capazes de mudar as relações desiguais entre homens e mulheres; debater e difundir direitos e políticas de proteção social para mulheres e superar o preconceito da sociedade.

Acesse COM CAUSA - Cultura de Direitos
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abril 07, 2008

Seminário sobre institucionalização de crianças e adolescentes com deficiência


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Reunião Unificada do Movimento Sindical da Psicologia

Primeira Reunião Unificada do Movimento Sindical da Psicologia com convidados do Sistema Conselhos da Psicologia

Data da realização do evento: 29 e 30/03/2008
Local: FUNDACENTRO – MG e Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais

RELATÓRIO FINAL

Objetivo do evento: O evento teve como foco a construção de uma agenda unificada entre as representações políticas do Movimento Sindical da Psicologia, contando com a participação de convidados de representações políticas diversas da Psicologia e do Sistema Conselhos de Psicologia para o enfretamento das questões relativas às relações e condições de trabalho dos Psicólogos.

Mesa Redonda de abertura: “Necessidade de um projeto nacional unificado para o enfrentamento das precárias ‘relações e condições’ de trabalho do psicólogo”.

Grupos de discussão:

Eixo 1: Precarização do trabalho do Psicólogo:

- Legislações existentes e não cumpridas;
- Legislações para serem construídas, votadas e aprovadas (piso salarial, carga horária, jornadas);
- Regulamentações da profissão: desconhecimento das Entidades e dos próprios Psicólogos sobre o tema;
- Proliferação de Entidades Formadoras e precarização das relações de trabalho.

PROPOSTAS QUE OBTIVERAM CONSENSO NA PLENÁRIA FINAL:

Subeixo: legislações existentes e não cumpridas.
Problematização:
- Legislações que existem e não são cumpridas;
- A comunicação tem urgências e emergências;
- O significado do trabalho e a construção subjetiva: articulação com outras categorias ou centralidade do trabalho.
Encaminhamentos:
1.- O Sistema Conselhos passar os procedimentos práticos para que as Entidades Governamentais e Não Governamentais (públicas e privadas) acione as ações para os Concursos Públicos.
2.- Participação de luta integrada das Entidades;
3.- Pesquisa e mapeamento dos Projetos de Lei em tramitação –– Compromisso de cada Estado em divulgar suas informações;
4.- Necessidade de qualificação do debate – Sugestão de um Encontro Nacional para Qualificação do Debate – e outros dispositivos – Movimento Sindical, Sistema Conselhos com o CREPOP;
5.- Ouvir a categoria sobre as condições de trabalho e renda do Psicólogo.



Subeixo: Legislações para serem construídas, votadas e aprovadas (piso salarial, carga horária, jornadas).
Problematização:
Como decidir sobre parâmetros nacionais – Carga Horária E Piso Salarial e atender as necessidades?
Situação de articulação política – Duas questões distintas:
1. Ação necessária junto aos representantes no Congresso Nacional;
2. Articulações preocupantes – exemplo: Leis ou regulamentações que instituam a exigência do crivo dos médicos para o atendimento psicológico;
Constatação do adoecimento do Psicólogo frente à situação de impotência no trabalho público e privado;
Falta de politização da categoria implicando e refletindo na aproximação do Psicólogo tanto do Movimento Sindical quanto do Sistema Conselhos;
Necessidade de clareza e foco nas legislações.
Encaminhamentos:
1.Acionar a Assessoria Jurídica e Parlamentar do Sistema Conselhos e do Movimento Sindical para se apropriar e investigar a legislação existente e qualificá-la;
2.Investir e articular na área política e acadêmica a qualificação dos profissionais para a disputa de mercado.


Subeixo: Regulamentações da profissão: desconhecimento das Entidades e dos próprios Psicólogos sobre o tema.
Novas redações:
- O desconhecimento dos dispositivos legais relativos à atividade profissional do Psicólogo que inviabiliza o aumento do mercado de trabalho.
- Regulamentação da profissão que são desconhecidas pelas Entidades e pelos próprios Psicólogos.
Problematização:
- Necessidade de tornar público – Garantir o conhecimento utilizando textos, lista de discussão, jornal, FENAPSI, Internet utilizando banco de dados inteligente para pesquisa.
Encaminhamentos:
1. Organizar as discussões e as informações para tornar público os dispositivos legais relativos à atividade profissional do Psicólogo.


Subeixo: Proliferação de Entidades Formadoras e precarização das relações de trabalho.
Problematização:
- Entender a Universidade, sua existência, como ela se apresenta à sociedade nas questões da Ciência e Tecnologia;
- Como auxiliar a qualificação na formação profissional do Psicólogo.
Encaminhamentos:
- No Encontro deve ser discutido sobre a posição do Movimento Sindical e do Sistema Conselhos, para através da ABEP se promover a intervenção no processo que produz a inadequação da formação profissional.


Eixo 2: Necessidade de Agenda Unificada:

- Criação de GT´s de Relações e Condições de Trabalho entre as diversas entidades;
- Pesquisas sobre as condições e relações de trabalho dos Psicólogos e suas repercussões para o exercício profissional, o compromisso social e a ética;
- Organização deficitária das relações previstas nos Concursos Públicos, bem como dos postos já previstos em legislação;
- Teses aprovadas no VI CNP com relação ao tema (42, 43 e 44);
- Processos Eleitorais unificados e democratização de todas as Entidades da Psicologia.

PROPOSTAS QUE OBTIVERAM CONSENSO NA PLENÁRIA FINAL:

1. Composição de um Comitê Regional pró-desprecarização do trabalho do Psicólogo, tendo como uma das funções, auxiliar a pesquisa das condições e relações de trabalho do mesmo;
2. A definição de proposta de jornada de trabalho máxima nacional do Psicólogo deverá ser pautada, depois de discussões regionais, no próximo Congresso da FENAPSI;
3. Criação de um Sistema Nacional de Avaliação e Acompanhamento dos Concursos Públicos para Psicólogos, organizado pelo FENPB;
4.4 – Realização de uma pesquisa nacional das condições e relações de trabalho do Psicólogo;
5.5 – Criação de protocolo de ação que oriente e defina lutas e ações conjuntas entre Sindicatos e Conselhos. A partir disso, definir os recursos e infra-estruturas a serem fornecidos pelos Conselhos, tais como: apoio jurídico, cadastro de Psicólogos etc.


Eixo 3: Estratégias de valorização do trabalho do psicólogo:

- Instituição do dia 27 de agosto como o Dia Nacional de Valorização do Trabalho do Psicólogo;
- Campanhas em mídia;
- Fortalecimento do Fórum de Entidades da Psicologia (Nacional e Regionais);
- Reestruturação, fortalecimento e/ou instituição de Entidades da Psicologia que represente a categoria dos Psicólogos com relação às condições e relações de trabalho.

PROPOSTAS QUE OBTIVERAM CONSENSO NA PLENÁRIA FINAL:

Instituição do dia 27 de agosto como Dia Nacional de Valorização do Trabalho do Psicólogo:
Propostas:
1. Instituir o dia 27 de agosto como: “Dia do Psicólogo e da Valorização do Trabalho do Psicólogo”;
2. Priorizar situações e movimentos que valorizem a profissão.

Campanhas de mídia:
1.Campanha Nacional de divulgação do dia 27 como “Dia do Psicólogo e da Valorização do Trabalho do Psicólogo”. Para a Campanha Nacional fica como diretriz a criação de uma Comissão Nacional que será composta por membros do Conselho Federal de Psicologia e pela FENAPSI. Esta Comissão se encarregará da criação de uma peça publicitária que tenha como objetivo demonstrar a valorização do trabalho do Psicólogo, o que consequentemente promoverá o fortalecimento da categoria. Os Regionais contribuirão com a Campanha Nacional através de idéias e trocas com a Comissão Nacional. Mídias possíveis e de maior visibilidade: televisão, revista de circulação nacional e outdoors. A Comissão deve ser criada em tempo hábil e caberá a ela o levantamento de custos da campanha junto às empresas de mídia, da criação da peça publicitária. Cabe ao Conselho Federal de Psicologia e da FENAPSI o custo da campanha nacional. A peça publicitária deverá contemplar o tema e deverá ser única em todo o território nacional;
2.Articulações políticas junto ao Congresso Nacional ensejando a abertura de espaços e conscientização dos Parlamentares da importância e atuação dos Psicólogos como categoria profissional. O dia do Psicólogo entre como pauta durante a semana de comemoração. A apresentação do tema no Congresso poderá ser feita por algum parlamentar representante da Psicologia. Ficará a encargo da Comissão Nacional a articulação com parceiros políticos dispostos a colaborar. Propomos a construção de um texto base para ser apresentado aos Parlamentares, quer em nível Nacional ou Regional, ou seja, o mesmo texto para todos. O texto em questão deverá salientar o tema que é a valorização, divulgação da importância do trabalho do Psicólogo para a sociedade;
3.Realização de campanhas regionais. Como sugestão para as entidades regionais (CRP’s e Sindicatos) potencializar as ações da categoria através de Seminários, Mesas Redondas durante a Semana do Psicólogo. Para os eventos fica a sugestão de chamar representantes de espaços, institucionais ou não, onde a categoria atua. Além dos eventos caberão as Entidades regionais a divulgação da valorização do trabalho do Psicólogo através das mídias locais (jornal, TV e rádio comunitária), entre outros.

Fortalecimento do Fórum de Entidades da Psicologia (nacionais e regionais):
1. Lançar um Concurso Monográfico para trabalhos que tenham como tema a valorização do trabalho do Psicólogo com o objetivo de estimular a categoria sobre a importância do trabalho do Profissional. A premiação seria dividida em duas categorias profissional e estudantil. Caberá ao Sistema Conselhos e Sindicatos a divulgação junto à categoria. Quanto aos estudantes, a divulgação será junto às Universidades;
2. Garantia de transparência no diagnóstico das Entidades nacionais e regionais para a categoria de Psicólogos, no tocante ao acesso as propostas, missão, estatutos e prestação de contas destas entidades. Desta forma, vislumbra-se a possibilidade de se saber as reais condições de organização das entidades, recursos etc., a fim de se avaliar aquelas que precisam de mais investimentos, bem como de analise da sua relevância e contribuição para categoria.

Reestruturação, fortalecimento e ou instituição de Entidades da Psicologia que represente a categoria dos Psicólogos com relação as condições e relações de trabalho:
1. Garantir processo de eleição aberta e democrática junto às Entidades que representam a categoria, possibilitando assim a escolha democrática de seus representantes;
2. Fortalecimento das Entidades que se encontram enfraquecidas por várias razões;
3. Que as Entidades representem a categoria, com discussão, debates e encaminhamentos sobre as mudanças necessárias, de forma democrática e transparente;
4. Criação de uma cartilha apresentando as Entidades que representam a Psicologia, seus papéis e os direitos dos Psicólogos.
5. Levar ao próximo Congresso da FENAPSI a discussão da mudança do Estatuto da Entidade de acordo com o novo Código Civil, sendo discutido antecipadamente nos Sindicatos e suas bases, cabendo à FENAPSI a tarefa de divulgar junto à categoria através da mensagem que é enviada junto ao boleto de cobrança da Contribuição Confederativa e Contribuição (Imposto) Sindical.
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O Garibaldi de Igarapé

TAQUI PRA TI

O GARIBALDI DE IGARAPÉ

José Ribamar Bessa Freire
06/04/2008 - Diário do Amazonas

Um divertido panfleto está circulando na internet, provocando reações diversas. Pessoas bem informadas morrem de rir; militantes politizados estrebucham de raiva; patriotas ingênuos tremem de medo. O panfleto jura que a Pátria está ameaçada, mas pode ainda ser salva, se seguir o exemplo de Plácido de Castro, “o gaúcho que defendeu o Acre”. Mostra foto dele, solene, de bigodões retorcidos e anuncia: “Agora outro gaúcho, consciente e patriota, se levanta em defesa da Pátria”.

Leia o texto na íntegra. Acesse http://www.taquiprati.com.br/apresenta-cronica.php3?cronica=cronica06-04-2008
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Indígenas suspendem greve de fome

San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México
"La Jornada", domingo 6 de abril de 2008.

*******CHIAPAS*******

No deseo que esta protesta los derrote causando daños irreversibles en sus cuerpos, dice el obispo

Suspenden indígenas huelga de hambre en respuesta a llamado de Samuel Ruiz

Instruye el clérigo al Centro Fray Bartolomé a asistir en sus procesos a quienes aún están presos


Hermann Bellinghausen (Enviado)

San Cristóbal de las Casas, Chis., 5 de abril. Tras 41 días de protesta, cinco indígenas en huelga de hambre y dos en ayuno parcial -del movimientode presos políticos La Voz del Amate y el "grupo zapatista"- determinaron dar por terminada la acción, sin abandonar la exigencia de libertad que el gobierno de Chiapas sigue negándoles. Los indígenas tomaron la decisión en respuesta a la solicitud que, "humanitariamente", les hiciera el obispo emérito Samuel Ruiz García.

Agradecen "a la comunidad local, nacional e internacional por su valioso apoyo" tanto a la huelga como al plantón de sus familiares frente al palacio de gobierno en Tuxtla Gutiérrez. "Ustedes han sido observadores para calificar la impunidad y la poca voluntad del sistema de gobierno".

Una vez más quedó demostrado -apuntan- "que la lucha del pueblo puede consolidar el éxito por la libertad. Gracias a esta huelga, varios compañeros injustamente presos obtuvieron su libertad". Convencidos de que Pueblo Creyente y las demás organizaciones y personas que les dieron solidaridad "seguirán muy de cerca nuestro proceso", la tarde de hoyc oncluyeron su acción extrema de resistencia, cuando ya ponía en riesgoserio sus vidas.

Diciendo esperar que el gobierno "cumpla con el corto plazo que nos hacomunicado", firman Alberto Patishtán Gómez, Julio César Pérez Ruiz, Marcelino Díaz González, Jesús López López, José Pérez Pérez, María Delia Pérez Arizmendi, Antonio Gómez Díaz y Miguel Gómez Gómez.

Este desenlace ocurre en medio de una creciente ola de apoyo a la huelga de hambre y ayuno en cárceles de Chiapas y Tabasco. Hoy se dio a conocer un "pronunciamiento público mundial" por su libertad, firmado por organizaciones de una decena de países y más de un centenar de individuos y personalidades, como el premio Nobel Adolfo Pérez Esquivel; los músicos Manu Chao y Amparanoia; los escritores Javier Sicilia, Jean Robert, Sylvia Marcos y Xóchitl Leyva, entre otros.

"Por razones éticas, humanitarias y de justicia, expresamos nuestro profundo rechazo a la privación de la libertad de personas mediante la 'fabricación' de delitos. Estamos preocupados porque la criminalización de los movimientos sociales es una estrategia del gobierno mexicano para eliminar otras formas de hacer política", manifiestan.

El pronunciamiento demanda "la liberación de todas las personas presas políticas de Chiapas y de México", y lo respaldan organizaciones de Suecia, Italia, Estados Unidos, Francia, Italia, Estado Español (y PaísVasco), Alemania, Canadá, Argentina, Noruega, Grecia y México.

La noche del jueves, mediante una carta a los reos indígenas, el obispo emérito Samuel Ruiz García había reiterado el apoyo a sus demandas y les pedía levantar la huelga de hambre, "preocupado por su estado de salud".
Mencionaba "el daño que en su organismo ha causado esta lucha para que sea reconocida su inocencia, así como las injusticias que han sufrido por causa de su aprehensión y encarcelamiento".

Dirigiéndose a los presos (que se consideran "políticos" y de conciencia en los Ceresos 5 y 14), el Tatic expresó: "Su lucha no ha sido en vano; su sacrificio ha servido ya para la causa justa de quienes se han visto liberados en días recientes, obteniendo resultados más allá de lo que todos esperábamos. Pero no deseo que sea esta huelga de hambre la que los derrote, causando efectos irreversibles en su cuerpo, o la muerte".

El prelado confió en "seguir luchando por su justa liberación, utilizando otros medios". Por ello, añadió, "les ruego suspendan en este crítico momento la huelga de hambre y el ayuno". Como presidente del Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de Las Casas, Ruiz García solicitó a dicho organismo que "asista y acompañe en sus procesos" a los todavía reclusos.

Aún se desconoce la respuesta de los ocho presos de la Voz de los Llanos, en protesta desde hace 31 días dentro del Cereso 5, pero se prevé que sea en el mismo sentido.

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=politica&article=010n1pol

Afrontan torturas y corrupción, advierte abogado

En evidencia, desventajas jurídicas para los pueblos nativos de México

Hermann Bellinghausen y Ángeles Mariscal (Enviado y corresponsal)

Tuxtla Gutiérrez, Chis., 5 de abril. La crisis penitenciaria desatada en Chiapas por la extensa protesta de huelgas de hambre y ayunos en tres cárceles puso en evidencia la situación que prevalece en materia jurídica para los pueblos indígenas, tanto en el estado como en el país. No sólo se confirmó la existencia de prácticas como aprehensiones arbitrarias, tortura, autoinculpaciones forzadas y sentencias bajo consigna por motivos políticos. Se reveló que las desventajas jurídicas de los indígenas sonmuchas.

Un caso reciente, en apariencia menor: el pasado 4 de marzo, Martín Pérez Vázquez, de 50 años, así como su hijo y Mariano Pérez Pérez, de 27, tzotziles del municipio de Zinacantán, fueron detenidos y acusados ante la justicia federal de robo, ataque a las vías generales de comunicación y pandillerismo, estos últimos considerados graves. Habían cortado algunos metros de la malla de alambre colocada en los cerros de la carretera federal San Cristóbal-Tuxtla Gutiérrez. Ellos declararon que la queríanpara hacer gallineros. Actualmente afrontan un proceso por el que podrían alcanzar hasta 12 años de prisión.

Numerosos juristas y observadores han señalado que la normatividad nacional no respeta las particularidades culturales y los derechos de los pueblos nativos. Ése es uno de los fundamentos de los incumplidos acuerdos de San Andrés, que precisamente ofrecían soluciones al desequilibrio legal que tantos conflictos y sufrimientos causa a los indios mexicanos.

Consultado por La Jornada, Miguel Ángel de los Santos, abogado desde hace muchos años de decenas de presos indígenas y defensor de los derechos humanos, propone la revisión general de los casos de los reclusos en Chiapas. Considera que quienes protestaron con huelgas de hambre encarnan "casos extremos", pero hay otros que están "igual o peor", y nonecesariamente relacionados con conflictos políticos, agrarios o sociales.

"Las detenciones arbitrarias y la tortura como medios para obtener confesiones son comunes". Obedecen -dice- a un intento de las autoridades judiciales "por mostrar eficiencia en la resolución de procesos". Si bien son prácticas generalizadas, en el caso de los indígenas (la tercera parte de la población en el estado) "se agrava por las diferencias culturales y desventajas económicas". En Chiapas, particularmente en la zona indígena, "las sentencias de libertad cuestan hasta 50 mil pesos, sea culpable o no el acusado".

Tortura e intimidación son frecuentes durante los procesos, pero a los nativos "los enfrenta a un sistema judicial que les es ajeno, porque ellos resuelven sus problemas con otros mecanismos, sin policías judiciales, ministerios públicos y menos la aplicación de la tortura". De los Santos asegura que "el sistema de justicia penal no considera las diferencias culturales". Compara esto a lo que puede experimentar cualquier mexicanoprocesado en Estados Unidos "bajo reglas, lengua y condiciones quedesconoce".

Como ilustran las experiencias de los presos en Chiapas y Tabasco que se declararon en huelga de hambre y ayuno desde febrero, hay una clara desventaja del indígena frente a los procesos judiciales.

Los procesados indígenas suelen hablar poco español, o nada. Los traductores y abogados de oficio son muy deficientes, cuando hay. "Por ejemplo, las discusiones legales no las traducen y, por tanto, los acusados no entienden qué pasa", relata.

"El factor económico es otra desventaja. Secretarias, actuarios y hasta jueces piden dinero para agilizar procesos a conveniencia. Gran porcentaje de los detenidos vive en lugares lejanos, no puede pagar un abogado, y las familias raramente cuentan con medios para hacerse presentes y coadyuvar presentando pruebas para la defensa. Los presos son abandonados literalmente, sometidos a procesos que les son ajenos, y al final sentenciados sin que sepan muchas veces cuál fue su delito".

Sólo por eso, juzga el abogado, se debería revisar cada uno de los casos de los indígenas presos, como se hizo en Oaxaca entre 2004 y 2005, cuando se excarceló a cerca de 2 mil.

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=politica&article=010n2pol


**********AUTONOMÍAS**********

El antropólogo coordinó el libro "El universo autonómico: propuesta para una nueva democracia"

Autonomías indígenas, bastión de resistencia contra el neoliberalismo: López y Rivas

Pueden ser una enseñanza para la solución de conflictos, inclusive armados, asegura

Ericka Montaño Garfias

Las autonomías indígenas son uno de los principales bastiones de resistencia contra el capitalismo neoliberal, y no sólo eso: también hacen propuestas al resto de las sociedades actuales, subraya el investigador Gilberto López y Rivas, quien junto con Leo Gabriel coordinó el libro El universo autonómico: propuesta para una nueva democracia.

Ese volumen y su antecesor Las autonomías indígenas en América Latina: nuevas formas de convivencia política son el resultado de un proyecto de investigación denominado Latautonomy, en el que participaron investigadores e instituciones internacionales. En este nuevo título, publicado por la Universidad Autónoma Metropolitana y Plaza y Valdés Editores, se analizan las experiencias autonómicas en seis países latinoamericanos (México, Panamá, Nicaragua, Bolivia, Brasil y Ecuador), así como los casos de Cataluña y Chechenia.

Si analizamos el movimiento obrero o muchos procesos de la sociedad civil, señala López y Rivas, colaborador de La Jornada, "nos damos cuenta de que a lo largo de todo el continente quienes han resistido durante centenares de años, y siguen haciéndolo, son los pueblos indígenas. Así que las autonomías son una demostración viviente, palpable, de que existe una resistencia secular que se mantiene viva, en desarrollo, y que además hace propuestas al resto de las sociedades actuales".

El universo autonómico, añade, "es un trabajo de índole comparativa, pero ambos libros buscan encontrar los mecanismos que sostienen estas autonomías, las formas en las que se desarrollan y cómo, a pesar de todos los factores adversos y contrarios a estos procesos, constituyen de forma paradójica una propuesta para una nueva democracia y una nueva forma de convivencia política".

El punto de partida es la idea de que las actuales circunstancias dentro del neoliberalismo, del capitalismo neoliberal, constituyen una amenaza para la sobrevivencia misma de la especie humana, y eso lo vemos en aspectos ecológicos, sociales, en la profunda crisis de las instituciones de otro tipo, manifiesta el antropólogo.

Así "esta investigación plantea el estudio de las formas de gobierno indígenas y de cómo estas pueden ser una enseñanza para la solución de conflictos incluso armados, para ver el desarrollo de los procesos democráticos desde una perspectiva distinta, para proponer formas de organización de la propia sociedad en su conjunto que restituyan la legitimidad de un gobierno que viene desde abajo; un gobierno que tiene procesos como mandar obedeciendo, la revocación del mandato, que no estimula la producción de burocracias".

Asimismo, se aplica una combinación de ciencias sociales con naturales para "comparar lo que aparentemente es incomparable"; así es como se busca distinguir las peculiaridades de cada región y de cómo se sostienen los procesos autonómicos.

Para ese análisis se parte de la pregunta: ¿la humanidad puede sobrevivir en esta irracionalidad cotidiana y permanente que lleva a un precipicio ineludible?, en lugar de cuestionarnos ¿son posibles las autonomías?

"El propósito fundamental de estos dos libros es buscar en las autonomíasindígenas la respuesta a esta interrogante y darnos cuenta de que, paradójicamente, las poblaciones indígenas, no obstante que son las que tienen una gran precariedad económica, pueden dar una respuesta de futuro, dar solución a problemáticas insolubles en la actual situación del capitalismo neoliberal.

"Autonomía es definida aquí no como un arreglo administrativo o una descentralización del Estado-nación, "sino como un proceso de resistencia ante el capitalismo neoliberal, que busca una relación favorable con la naturaleza y que se inserta en los procesos democráticos a partir de una propuesta de un tipo de democracia totalmente distinto; no es una fórmula como se puede ver, en contraste con las propuestas con las autonomías oligárquicas de Bolivia o Venezuela, sino que es una forma de dinámica, de poner en marcha a ese sujeto autonómico para enfrentarse al capitalismocon éxito".

Es decir, subraya, "las autonomías son una propuesta universal no sólo para el mundo rural o el indígena, pueden ser aplicadas a la crisis actual de los sindicatos o de las propias organizaciones de la sociedad civil. Cualquier tipo de organización que no es autónoma y depende de otras, estácondenada al fracaso".

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=cultura&article=a04n1cul


*********MIGRANTES*********

Activista documenta agresiones contra centroamericanos en Oaxaca

Miembros de la Armada y del INM violaron a dos migrantes

Tras la agresión las dejaron ir para que no presentaran denuncia


Octavio Vélez Ascencio (Corresponsal)

Oaxaca, Oax., 5 de abril. Integrantes de la Armada de México y agentes del Instituto Nacional de Migración (INM) que arrestaron a migrantes centroamericanos en un operativo efectuado el 31 de marzo pasado en Las Palmas, Niltepec, violaron a dos mujeres y golpearon y extorsionaron a lresto de indocumentados.

La agresión pudo ser documentada con fotografías por el defensor de los derechos humanos, Irineo Mújica Arzate, originario de Michoacán pero residente en Estados Unidos, quien realiza un trabajo de investigaciónpara lo cual se subió al ferrocarril con los centroamericanos en Arriaga, Chiapas.

El sacerdote Heyman Vásquez Medina, director de la Casa Hogar del Migrantede la Misericordia, con sede en Arriaga, relató que un oficial de la Armada de México ordenó a sus subordinados detener a Mújica Arzate. "Muyenojado les dijo 'bajen a ese cabrón y quítenle la cámara', pero pudo esconder la memoria y, a pesar de que comprobó ser mexicano, fue arrestado y llevado a la estación migratoria de Tapanatepec, aunque horas después lo dejaron en libertad", señaló.

Destacó que él arribó posteriormente a Las Palmas y aún encontró a varios centroamericanos dispersos, la mayoría golpeados y sin dinero. "Ahí pude recabar testimonios sobre las agresiones, pero sobre todo de la extorsión y violación de dos mujeres. Los marinos les decían a los centroamericanos: '¿cuánto traes?', y si respondían 100 o 200 pesos, agregaban: 'pues échalos', y los dejaban libres.

Expuso que los marinos y los agentes del INM detuvieron el ferrocarril junto a Las Palmas, comunidad ubicada a unos 7 kilómetros de la cabecera municipal de Niltepec, y "empezaron a golpear salvajemente a los centroamericanos, a pesar de que no se resistieron. Unos saltaron y salieron corriendo por todos lados. Varios fueron alcanzados y otros pudieron entrar en algunas casas, y hasta ahí fueron a sacarlos. Los tiraron al piso y los patearon".

De acuerdo con testimonios recogidos conocí "que dos mujeres fueron violadas en una casa abandonada y después las dejaron ir para que no presentaran denuncia. Encontré todavía brasieres y pantaletas, algunas con restos de semen. De eso también hay fotografías", asentó.

Estos hechos fueron denunciados ante la Comisión Nacional de los Derechos Humanos (CNDH) y por esta razón el pasado 2 de abril personal de este organismo procedente de Coatzacoalcos, Veracruz, arribó a Las Palmas para recabar testimonios de los habitantes y de las autoridades municipales y agrarias.

Vázquez Medina dijo que la agresión contra los migrantes representa un llamado de atención para el gobierno mexicano, porque "ni el Ejército ni la Marina" están preparados ni capacitados para realizar operativos deseguridad pública.

"Lo que hicieron es algo muy serio; incurrieron en graves violaciones a los derechos humanos y eso no puede quedar así. Debe ser castigado", apuntó.

Resaltó que habitantes y autoridades municipales y agrarias de Las Palmas están "indignados" por el atropello de los infantes de Marina, no sólo po rentrar en sus casas sin permiso, sino por el maltrato contra los centroamericanos.

"Ellos dicen: 'nos quejamos de que a los mexicanos nos tratan mal en Estados Unidos, pero nosotros hacemos aquí lo mismo con los centroamericanos'. También están molestos porque los hechos afectaron sicológicamente a sus hijos menores", indicó.

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=politica&article=012n1pol

ONG llaman al ombudsman y ONU a intervenir para frenar violencia

Personal de Migración, el que más abusos comete contra indocumentados

Á. Mariscal y R. Villalba (Corresponsales)

Tuxtla Gutiérrez, Chis., 5 de abril. Representantes de organizaciones civiles de la frontera sur hicieron un llamado a la Comisión Nacional de los Derechos Humanos (CNDH) y al relator especial de Naciones Unidas para los Migrantes, Jorge Bustamante, para que intervengan ante autoridades mexicanas y se frene la ola de violencia que padece este sector.

Durante el seminario Migración, derechos humanos y seguridad en la frontera sur: retos y oportunidades, que se realiza en Tapachula, los participantes detallaron los abusos contra indocumentados y presentaron uninforme y un mapa de los puntos donde se cometen más vejaciones contra los extranjeros que transistan por el país rumbo a Estados Unidos.

Mostraron estadísticas que indican que personal del Instituto Nacional de Migración (INM) comete el 47 por ciento de los abusos contra indocumentados, de acuerdo con reportes que presentan al ser deportados.

El sacerdote Hayman Vázquez Medina, director de la Casa del Migrante Hogarde la Misericordia de Arriaga, mostró evidencias gráficas de abusos. E lmás reciente, dijo, es la de elementos de la Armada de México y del INM quienes sometieron a golpes a migrantes que se transportaban por tren de Arriaga a Oaxaca.

En este contexto, integrantes del Centro de Derechos Humanos Fray Matías de Córdova y del Hogar de la Misericordia de Arriaga solicitaron una acción urgente a la CNDH y al relator de la ONU para que intervenga ante las autoridades mexicanas para detener las posibles violaciones a los derechos de migrantes, que se comentan durante los aseguramientos.

Algunos de los principales puntos donde se cometen vejaciones, ya sea por parte de autoridades o de grupos delictivos, son las colonias Viva Méxicoy Álvaro Obregón, en Tapachula; La Arrocera y Montecristi, en Huixtla; Guatemalita, el Cementerio y Nicolás Bravo, en Arriaga; Ulapa en Escuintla; Echegaray en Pijijiapan; Guachipilín, La Polca y Tres Picos de Tonalá.

Durante el seminario se informó que según las 488 quejas presentadas ante la CNDH en 2007 en relación con presuntas violaciones contra migrantes, 311 fueron contra personal del INM, 86 a autoridades municipales y el resto a otras dependencias, incluidas 16 contra integrantes de la Secretaría de la Defensa Nacional.

La Procuraduría de Derechos Humanos de Guatemala reportó que más de una cuarta parte de sus connacionales deportados presentó quejas contra el INM y otras autoridades, por extorsión, abuso de autoridad, golpes, decomiso de documentos e incluso violación.

José Luis Soberanes Fernández, presidente de la CNDH, quien participó en el foro, reveló que la situación de los indocumentados es crítica, sobretodo de mujeres, adolescentes y niñas, pues son más vulnerables a la trata, pues la dificultad para ubicarlas contribuye a su desaparición de nuestra zona y por tanto a impedir que se conozca cómo y cuándo han sido reclutadas por las redes de proxenetismo.

Lamentablemente, cuando el migrante es víctima de abuso de alguna autoridad o de las bandas delictivas, prefiere seguir su camino y esas anomalías quedan en la impunidad, comentó.

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=politica&article=012n2pol


********GUERRERO********

La mayoría eran del PRD, partido que en los 90 comenzó a tomar fuerza, según ejidatario

En 18 años, asesinados o desaparecidos unos 60 luchadores sociales en Guerrero

En ese entonces surgieron grupos de inteligencia militar que se coordinaban con Rubén Figueroa, recuerda


Sergio Ocampo Arista (Corresponsal)Marquelia, Gro., 5 de abril. En el ejido Campamento General Enrique Rodríguez, ubicado a 200 kilómetros de Acapulco, los campesinos recuerdan que los grupos paramilitares en la Costa Chica comenzaron a aparecer en los años 90, cuando el PRD empezó a tomar fuerza, lo que le valió el asesinato o desaparición de unos 60 luchadores sociales, la mayoría militantes y dirigentes del partido. Eran los tiempos de Carlos Salinas de Gortari en la Presidencia de la República y de José Francisco Ruiz Massieuen la gubernatura.

El ejidatario Jesús, que prefiere no revelar sus apellidos, recuerda que Eloy Cisneros Guillén, ex preso político, había ganado las elecciones municipales en el vecino municipio de Ometepec, pero no le habían reconocido su triunfo. Por lo menos así se lo hizo saber el entonces secretario de Gobierno, Jesús Ramírez Guerrero, ahora perredista, quien le decía: "Eloy, tú ganaste, pero José Francisco (Ruiz Massieu) no te quiere".

Por ese fraude, los perredistas habían ocupado la presidencia municipal de Ometepec, de donde fueron desalojados el 6 de marzo de 1990 por policías estatales, con saldo de 72 lesionados, la muerte de Ramón de la Cruz Zacapala y la desaparición de su hermano Andrés y de otro militante llamado Daniel López Álvarez, de quienes nunca se volvió a saber nada.

"(Hasta entonces) sólo había pistoleros a sueldo, pero a partir de esa fecha inició una estrategia de contra insurgencia contra la lucha, no solo de los campesinos, sino en general de los luchadores sociales". Además, recordó, "había grupos de inteligencia militar que se coordinaban con el ahora senador Ángel Aguirre Rivero y con el ex gobernador Rubén Figueroa", recuerda.

"Luego vinieron más ejecuciones. El primero fue José Nájera, a quien torturaron frente a su familia, lo mataron y le dieron un balazo en la cabeza. En el municipio de Xochistlahuaca aparece muerta o a golpes una persona a la que se conocía como Tito; un policía popular de Zacapualpan, en la misma zona, fue ejecutado junto con su esposa".

"Con la aparición de la guerrilla en Guerrero, en 1996, volvieron las ejecuciones, tocó el turno a Eliseo de Jesús de la Cruz, trabajador de la preparatoria del municipio de Cuajinicuilapa, dependiente de la Universidad Autónoma de Guerrero", agregó.

Hace unos tres años ejecutaron a Marino Rentería Marín, quien participó en recuperaciones de tierras ocupadas por los caciques. "Tanto Marino como Eliseo eran militantes de la ACNR (Asociación Cívica Nacional Revolucionaria): el segundo fue alguna vez lugar teniente de Genaro Vázquez Rojas". A Marino Rentería lo mataron cuando estaba en el campamento NuevoAmanecer; "tenía pleitos con Mateo Aguirre, hermano del ex gobernador Ángel Aguirre, como todo mundo lo sabe".

La mañana del 7 de marzo de 2007, un grupo paramilitar presuntamente financiado por caciques priístas, emboscó y ejecutó a Martín Romero Romero, dirigente del ejido Campamento General Enrique Rodríguez, ubicado en Marquelia, municipio de la Costa Chica de Guerrero.

Originario de Cutzamala de Pinzón, en la Tierra Caliente, Martín Romero, un analfabeto forjado en la lucha social, fue destacado en 1988 por los "nuevos cívicos" integrantes de la ACNR para que participara en la toma de más de 3 mil hectáreas ubicadas a la entrada de la carretera que va de Acapulco al municipio de Marquelia, arrebatadas al español Joaquín Maza.

En ese tiempo la ACNR impulsó tomas de tierra e instalación de campamentos entre los que destacaron los de El Capulín, Calavera, El Polvorín, Miramary, por supuesto, el de General Enrique Rodríguez, ubicados a lo largo yancho de la Costa Chica.

Fue el único que había sobrevivido a la represión de los gobiernos priístas, desde Alejandro Cervantes Delgado, Ruiz Massieu, Rubén Figueroa, Ángel Aguirre y René Juárez Cisneros: "el prestigio de Martín iba desde Acapulco hasta Ometepec, es decir toda la Costa Chica".

Incluso los políticos perredistas actualmente encumbrados en el gobiernovenían hasta el campamento en una especie de pasarela, entre ellos Armando Chavarría, ahora secretario de Gobierno, Florentino Cruz Ramírez, aspirante a la alcaldía de Acapulco, y muchos diputados y senadores.

La policía detuvo a Raúl Guevara García El Chueco, quien aseguró que su tío Rosendo Guevara le pagó 200 mil pesos para asesinar a Martín.

Los caciques de la zona señalados por los campesinos como probables responsables en el complot de ejecutar al dirigente son el ex gobernador Ángel Aguirre y su hermano Mateo; el ex alcalde de Copala Oscar Bonilla; el cacique del municipio de Azoyú Lauro Justo; Antonio Rivera, del municipio de Cuauhtepec, coludidos con Ricardo Niño García, actuario delTribunal Unitario 41 de Acapulco.

Este grupo, apoyado por el hoy diputado federal del Partido del Trabajo, Félix Castellanos, logró dividir a los ejidatarios; desde 1994, representantes del gobierno estatal y de la Secretaría de la Reforma Agraria partieron en tres los terrenos de lo que fue el orgullo de la lucha agraria independiente en la Costa Chica en los pasados 20 años: por un lado los del grupo Plan de Ayala, los de Ojo de Agua Las Salinas, "y nosotros, de General Enrique Rodríguez", continúa Jesús.

Pero las amenazas continúan: el pasado 3 de marzo, en el eji do Campamento General Enrique Rodríguez trataron de entrar a la casa de Asención Alvarado Nájera: "ya le advirtieron que lo van a matar, sólo porque es el comisario, y era muy amigo del compañero Martín Romero", señala Jesús.

Al cumplirse un año de la muerte de Martín Romero, cientos de campesinosde los municipios de Ometepec, Marquelia, Copala y San Luis Acatlán llegaron al ejido para acompañar a su viuda, Modesta Nazario, a llevar lacruz al panteón donde reposan sus restos: "Nos sentimos como huérfanos, él era nuestro dirigente, a su modo resolvía problemas y eso lo llevó a enfrentarse a los caciques de la región; ahora ya no tenemos quien nos defienda", se lamentó uno de sus ex compañeros.

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=estados&article=029n1est


*********CHIHUAHUA*********

Grupos civiles pagaron fianza de $7 mil impuesta a Cipriana Jurado

Liberan a dos activistas sociales detenidos el viernes en Juárez

Líderes: la justicia federal sólo es efectiva para detener a defensores

Rubén Villalpando (Corresponsal)Ciudad Juárez, Chih., 5 de abril. Cipriana Jurado Herrera, activista en pro del esclarecimiento de los feminicidios, salió libre bajo fianza la noche del viernes y de inmediato acudió al plantón que sus compañeros instalaron en las afueras de un edificio del Poder Judicial de la Federación para demandar la libertad del dirigente campesino Carlos Chávez Quevedo, quien más tarde también obtuvo la libertad condicional.

Jurado Herrera informó que salió libre aproximadamente a las 19 horas locales luego que organizaciones de la sociedad civil reunieron la fianza de 7 mil pesos que le impuso un juez federal para garantizar que se presente cada 15 días a firmar mientras enfrenta un juicio.

Comentó que el gobierno federal recurre a la represión contra líderes sociales esperando amedrentarlos y que no realicen movilizaciones, sobretodo ante la posible privatización de Petróleo Mexicanos.

Chávez Quevedo, campesino de Nuevo Casas Grandes que también estuvo detenido en el penal de esta ciudad acusado del delito de obstrucción de vías federales de comunicación, fue liberado también la misma noche del viernes.

Horas antes, decenas de campesinos de Delicias realizaron una manifestación frente a las oficinas locales de la Procuraduría General dela República para exigir la libertad de Chávez Quevedo, así como la de Cipriana Jurado, y el esclarecimiento del homicidio de Armando Villarreal Martha, el líder de la Organización Agrodinámica Nacional asesinado hace tres semanas.

El agricultor Manuel Márquez dijo que Carlos Chávez y Villarreal Martha iniciaron el movimiento de resistencia contra el gobierno federal; ambos impulsaron la ley de energía para el campo.

Roberto Cázares Quintana, dirigente de El Barzón, manifestó que "es tanefectiva la justicia que se tuvo que recurrir al Ejército para que alguien haga la función de combatir al crimen organizado, porque no detienen un delincuente, sólo demuestran que tienen capacidad para detener líderes sociales".

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=estados&article=028n1est


*******INFORME*******

Presenta la APPO recuento de abusos

Expondrán caso Oaxaca en el Parlamento Europeo


Octavio Vélez Ascencio (Corresponsal)

Oaxaca, Oax., 5 de abril. El vicepresidente de la Comisión de DerechosHumanos del parlamento alemán, Holger Haibach, se reunió con integrantes de la Asamblea Popular de los Pueblos de Oaxaca (APPO) y ofreció elaborar un informe sobre las violaciones a las garantías individuales en esta entidad mexicana para presentarlo ante el pleno del Parlamento Europeo yal de Alemania.

"Las causas del conflicto datan de muchos años atrás y no se solucionarán rápidamente si no hay una política de Estado para que Oaxaca alcance el desarrollo, principalmente en educación, economía y justicia", señaló el diputado.

Durante el encuentro, el legislador demócrata cristiano escuchó una recapitulación de los orígenes del conflicto y testimonios de víctimas de detenciones ilegales y tratos crueles por agentes de corporaciones estatales y federales.

César Mateos, uno de los voceros del movimiento, ofreció a Haibach un relato pormenorizado de su aprehensión y de la tortura sufrida por agentes de la Policía Ministerial del estado, así como de su confinamiento en el penal federal de mediana seguridad de San José del Rincón, Nayarit.

Haibach atendió a las profesoras de la sección 22 del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Educación (SNTE), Angélica Martínez Avella y Florina Jiménez, esposas de Pánfilo Hernández Vásquez y José Jiménez Colmenares, ultimados por policías locales y grupos parapolicíacos en 2006. "Ninguno de los asesinos está en la cárcel a pesar de haber pruebas de quiénes fueron", afirmó Jiménez.

Escuchó también a Florentino López Martínez, otro vocero de la APPO, y a Horacio Sosa Villavicencio, quien estuvo encarcelado siete meses en el penal del Altiplano, así como a Claudia Nolasco y Patricia Jiménez Alvarado, del Comité de Defensa de los Derechos del Pueblo y de la Coordinadora de Mujeres Oaxaqueñas Primero de Agosto, respectivamente. Además, a Jesús Alfredo López García, abogado de las viudas.

http://www.jornada.unam.mx/2008/04/06/index.php?section=politica&article=015n1pol
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abril 06, 2008

Jazz na Amazônia

Billie Holiday

Nota: Esta nota poderia começar assim - Os passarinhos amanheceram cantando alegremente na manhã de hoje: o Programa Momentos de Jazz faz 13 anos. Ou assim - O criador do Programa Momentos de Jazz não dormiu à noite de ontem; é que hoje o programa inicia seu décimo terceiro ano. A primeira é verdadeira; a última é uma versão fantasiosa. Suspeito que o meu amigo, tão excitado pela efeméride, não pregou os olhos à noite passada. Explico-me. Geralmente ele envia a programação do Momentos de Jazz no início da tarde de domingo. Desta vez, ele não esperou pelo domingo e enviou a mensagem na noite de sábado, quem sabe enquanto escolhia o repertório de logo mais às 20h00. E tem motivação de sobra para isso o querido amigo. Treze anos são trezes anos, de persistência e de boa música; dignos de figurar no Guiness Book. Estou entre os amigos e simpatizantes que te saúdam, Humberto, nesta gloriosa data. Até jazz!!!
Jazzófilos(as),

Que repiquem os sinos, soem os tambores, soltem rojões e balões, toquem as cornetas, trompetes, saxofones, pianos e trombones de vara!! Vamos celebrar, durante a audição do programa Momentos de Jazz, neste domingo a partir das 20h00 pela Rádio Amazonas FM 101,5 este "unique" e emblemático acontecimento musical.

Lá se foram 13 anos seguidos do mais puro jazz que agora fazem parte da trilha musical da história da mais bela cidade da região Norte do país: Manaus.

Foi numa noite chuvosa do dia 7 de abril, nos idos de 1995, que, pela primeira vez, os ouvintes da Rádio Amazonas FM ouviram um locutor falar e tocar jazz, como sendo a mais pura forma de arte norte-americana. A programação musical daquele primeiro programa versou sobre Billie Holiday (era o aniversário de nascimento dela) e a maioria não entendeu nada.

Os anos se passaram e, hoje à noite, com mais determinação e menos esforço, vai ser tranquilo e mais gostoso apresentar o programa de celebração dos 13 anos versando mais uma vez sobre a mesma e magnifica cantora de jazz Billie Holiday.

Obrigado Átila Denys, Alcy Hagge, Sham Mayani (in memorian), Phelippe Daou,Milton Cordeiro, Carlos Souza, Expedito Theodoro, H.Dias, Rogelio Casado, Ray Aureo, Benna Lago, Moizaniel Filho, Zeca Dantas, Salomito Benchimol, Homero de Miranda Leão, Claudia Mendonça, Mário Tadros, Leão da Taba, Paulo Lima (in memorian), Assis Mourão, Nicolle Amorim Nelson (minha filha), Luiza Fernandes(especialmente), Nicholas Artanis (meu filho), Sofia Amorim Nelson (minha neta), todos os colegas da Rádio Amazonas de ontem e hoje, meus diletos ouvintes.

Até mais, até jazz!!!

Humberto Amorim
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Dilma Roussef e a mídia golpista, na ótica do Óleo do Diabo

Ministra Dilma Roussef
Dilma Roussef pode morrer de fazer biquinho e revirar os olhinhos esclarecendo o que o senador Álvaro Dias já sabe sobre a autoria do vazamento de informações sigilosas sob os cuidados da Casa Civil, que nada demoverá a mídia inventora do mensalão a mudar o foco das investigações. Isolados pela opinião pública que não deixa descer goela abaixo informação tendenciosa, leia sobre os estertores desse tipo de mídia na ótica do Óleo do Diabo.

Oleo do Diabo
Inflexão?
Posted: 05 Apr 2008 10:08 AM CDT

Estava certo o leitor que disse que a declaração do presidente da OAB, César Britto, seria escamoteada da opinião pública brasileira. Ao menos no Globo de hoje, não há nenhuma palavra. O nome do senador Alvaro Dias também foi blindado.

Por outro lado, o Globo exercita hoje o mais puro golpismo mensaleiro, enchendo as páginas políticas de indagações, ilações, denúncias enviesadas. O manchetão não deixa dúvidas quanto à intenção do jornal: "Informações contraditórias complicam versão de Dilma".

Em que Dilma se contradiz? Para afirmar que Dilma se contradisse, o Globo distorce até mesmo o conceito de contradição. É impressionante. Um caso para linguistas. Por exemplo, uma das "contradições" da ministra apontada pelo Globo é essa:

- A ministra trabalha com a possiblidade de os computadores terem sido violados, mas admite que o histórico de casos de vazamento de informações mostra que em 90% dos casos foi alguém que tinha acessso aos documentos.

Qual a contradição? A ministra afirmou que 90% dos casos de vazamento advém de pessoas infiltradas. E os outros 10%? É evidente que, se existe a possibilidade de invasão, ela tem que ser investigada.

O jornal, além disso, trata cada argumentação da ministra sobre o caso como se fosse "uma nova versão", repetindo sempre a expressão "agora". "Agora" a ministra apresenta uma nova versão. Ora, a ministra não sabe o que aconteceu. Não sabe quem vazou. Ela admite e repete isso a todo instante. Então, mais que natural, é honesto que ela, diante das perguntas da imprensa, apresente hipóteses do que aconteceu.

O Globo, e a imprensa em geral, produz um clima de suspeição que não faz bem à democracia. A ministra é uma figura central da administração pública do governo federal. Ao tentar desestabilizá-la e a todo o seu ministério, a mídia causa enorme dano ao país, porque obstrui trabalhos fundamentais e urgentes para minimizar a miséria brasileira e fomentar o crescimento econômico. Isso não é brincadeira.

*

Outro absurdo do Globo de hoje é o tratamento dado à concessão de indenização aos jornalistas vítimas da ditadura militar. Desde a manchete na primeira página, passando pela notícia, até o box de opinião, demonstram desrespeito por uma medida aprovada pelo Congresso Nacional, em linha com a Constituição Brasileira, que tenta indenizar profissionais prejudicados pelo regime ditatorial. O Globo expõe os jornalistas indenizados de maneira a prejudicar a sua imagem. O incrível é que o mínimo que se esperava do GLobo é que ficasse quieto, já que foi a empresa que mais ganhou dinheiro durante o regime militar, através de verba pública, empréstimos subsidiados, leis favoráveis. E não foi R$ 1 milhão. Foram bilhões de reais e, mais que isso, o quase monopólio da televisão no país.

*

Tenho notado que César Britto, nos últimos dias, tem feito algumas declarações que contrariam frontalmente os anseios midiáticos. Sabendo que Britto é, antes de um tudo, um conservador renhido, representante da direita da OAB, embora não extrema-direita como a seção de São Paulo, intrigou-me essa tomada de posição firme.

Considerando que as pesquisas de Datafolha e Ibope mostraram que Lula agora também recebe forte apoio das classes médias e altas, o que me pus a imaginar é que está começando a haver uma inflexão nas elites brasileiras em relação a esse clima de guerra oposicionista que predomina na imprensa. Perdendo apoio da maioria nas elites, a mídia fica isolada, recebendo apoio apenas de um segmento restrito de extremistas de direita.

Acesse http://www.oleododiabo.blogspot.com/
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Enlace Zapatista denuncia

Enlace Zapatista
Denuncian la detención de activistas y la militarización de Ciudad Juárez, Chihuahua.
Posted: 05 Apr 2008 07:26 PM CDT

Denunciamos que el pasado miércoles 3 de abril elementos de la Policía Federal arrestaron a la activista Cipriana Jurado, dirigente de la Organización no Gubernamental Centro de Investigación y Solidaridad Obrera (CISO), y al compañero Carlos Chávez de la Organización Agrodinámica Nacional… La compañera Cipriana fue puesta en libertad el día 4 de Abril, abriendo una [...]
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Sobre João Pedro, o PT e o meu acervo fotográfico

Foto: Rogelio Casado - João Pedro e liderança indígena, Manaus-AM, 1989
Amoródio - Tenho uma relação de amor e ódio com as assessorias de comunicação de um modo geral, salvo as que estão sob as responsabilidades de Liliane Maia e Andréia Arruda, que moram de baby-dool no meu coração.

Assim foi com a do Deputado Estadual Sinésio Campos durante a avaliação do seu mandatado no ano de 2004, quando foi omitida do elenco das ações parlamentares o apoio, através de um carro de som, ao abraço simbólico à Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, promovido pela Coordenação Estadual de Saúde Mental e a Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial), ocasião em que foi entregue o projeto de lei, hoje Lei, de Saúde Mental. Na condição de parlamentar sem mandato - a serviço dos que têm a palavra subtraída - chamei atenção para o lapso durante o encontro de avaliação ocorrido num salão da Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas.

Mandato do João Pedro - Na última sexta-feira, dia 4 de abril, foi a vez da assessoria do Senador João Pedro Gonçalves receber minha crítica fraterna, durante avaliação de um ano do seu mandato, ocorrido no Hotel Taj-Mahal. Mano velho dos mais queridos, pedi permissão para dar um salto dos elogios para as críticas e lembrei aos presentes, que participavam da avaliação do mandato do companheiro, que, sem falsa modéstia, sou o documentarista, em fotografias, da trajetória do Partido dos Trabalhadores no Amazonas dos anos 1980. Esse esquecimento tem prejudicado a ilustração de momentos históricos do PT e dos companheiros com ou sem mandato parlamentar. Lástima!

Veja (foto acima) o encontro, captado pela minha lente, de João Pedro - atualmente com 56 anos de idade - com uma liderança indígena durante uma manifestação pública contra o massacre indígena do alto Solimões e a construção da Hidrelétrica de Balbina no rio Uatumã. Faltou essa fotografia no livro intitulado "Mandato aberto", assim denominado no emocionante prefácio escrito pela reitora da Universidade do Estado do Amazonas Marilene Corrêa da Silva Freitas. Ela teria ilustrado - como bem merece o companheiro João Pedro - a história de sua trajetória, que tanto nos orgulha.

Tendencismo - Pensando melhor, seria bom que o espírito de tendência baixasse a guarda para o diálogo que tanto prezo com todas as correntes que dão vida ao PT, caso não se queira alimentar uma improvável relação entre "inimigos cordiais".

Para esclarecimento de quem me lê, a emoção que acompanha essas mal-batucadas prende-se a um atentado histórico: uma das correntes do Partido dos Trabalhadores não consegue prestar conta de mais de 200 fotografias pedidas emprestadas do meu acervo para ilustrar uma das campanhas eleitorais. Que que é isso, companheiros!

Esclarecimento ao público: No PT é assim, a gente lava a roupa publicamente.

Saudações fraternas ao querido amigo e companheiro João Pedro. Que seu mandato continue aberto e multiplique as ações do ano que passou, especialmente o ítem que sugerimos para ser acrescentado na sua agenda junto ao Ministério da Saúde.
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Programa Encontro com o Povo: Humberto Amorim e Bruna La Close

Foto: Rogelio Casado - Humberto Amorim e Bruna La Close, Manaus-AM, 03.04.2008
Na entrevista com a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas, Travestis, Transsexuais e Transgêneros, Bruna La Close, no Programa Encontro com o Povo, prevaleceu a elegância do padrão Humberto Amorim.

O que se viu na noite do dia 3 de abril foi um entrevistador muito à vontade tentando didaticamente desconstruir o preconceito com perguntas de interesse público, indo de bloco em bloco das questões mais simples às mais complexas.

Bruna, por sua vez, surpreendeu pela consistência do discurso, centrado na construção da auto-estima e da cidadania de um universo que muitos, quando não demonizam, querem normatizar e enquadrar.

Tive o privilégio de testemunhar esse encontro.

De parabéns, o Programa Encontro com o Povo, do meu querido amigo Humberto Amorim, e a Rede Amazônica de Televisão.
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Rede Amazônica de Televisão abre espaço para o movimento guei

Foto: Rogelio Casado - Humberto Amorim e Bruna La Close, Manaus-AM, 03.04.2008

Quinta-feira, dia 3 de abril. Passam das 19h00 quando o Programa Encontro com o Povo vai ao ar pelo AmazonSAT, da Rede Amazônica de Televisão.

Conhecido por entrevistar personalidades do mundo político, social e cultural da Amazônia, desta vez Humberto Amorim - apresentador do programa - recebe num salão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), de onde estavam sendo geradas as imagens, a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas, Travestis, Transsexuais e Transgêneros Bruna La Close.

O fato é inédito na história da televisão amazonense. Em pauta, a divulgação das Conferências Municipais e Estadual GLBTT e questões contemporâneas desse universo.

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Zé Rubens desce a lenha no neoliberalismo do poder público

Foto: Rogelio Casado - Rio de Janeiro-RJ, Carnaval de 1988

Sem a História é impossível compreender a atual epidemia de dengue que atinge todo o território nacional. É lá pelos idos dos anos 1970, com primeiro surto da Bahia, que o Brasil começou a perder essa guerra. Com a adoação das teses neo-liberais do governo FHC, aí, sim, a vaca foi pro brejo.

A epidemia da dengue e o neoliberalismo do poder público
José Rubens Mascarenhas de Almeida[1]

A epidemia da dengue que explodiu no Rio de Janeiro, ultrapassa o caráter criminoso da negligência da Prefeitura daquele Estado, apesar do modo unilateral e capcioso em que foi abordado o episódio pela grande imprensa burguesa do Brasil. Ele ultrapassa a questão eleitoreira dos políticos de plantão para denunciar o crime de "lesa povo" perpetrado pelas três esferas de poder político no Brasil: o Municipal, o Estadual e o Federal. Por mais que digam estar digladiando politicamente um com o outro, coadunam quando o assunto é o projeto neoliberal que levam a cabo no país.

Senão, vejamos: um governo que gasta um montante de R$ 160 bilhões (ano 2007) dos cofres públicos na remuneração do capital de banqueiros (especuladores financeiros)[2] e destina uma quantia quase quatro vezes menor (R$ 43,9 bilhões) que esta para investimentos na área de saúde no ano - e 59 vezes mais do que tudo o que foi gasto com educação (R$ 2,7 bilhões) - pelo Governo Federal[3], pode dizer o que bem quiser na mídia, mas não que tem por prioridade saúde, saneamento básico ou educação.

Nesse sentido, a epidemia da dengue, por mais que acuse o descaso da administração municipal do Estado do Rio, denuncia, principalmente, a negligência do poder público (nas três esferas) em relação à saúde e ao saneamento básico no país. Delata que a atenção dos gestores públicos foi desviada para a remuneração de especuladores como prioridade, de forma que estes nada têm a queixar-se, como o próprio Presidente da República o tem dito. Pelo contrário, têm muito a agradecer à política neoliberal do atual Governo, que tem contribuído na fábrica de milionários e bilionários brasileiros em escala fordista (em série). Só para informação, na Lista Forbes de 2006, o universo de bilionários brasileiros (aqueles possuidores de mais de um bilhão de dólares aplicados no mercado financeiro) teve um acréscimo de 15% em referência ao ano anterior, somando 793 bilionários ao todo[4]. Não é necessário dizer que o setor majoritário de atuação econômica desses novos felizardos é o especulador[5]. Um país que produz tanta concentração só poderia ser o palco do retorno de doenças há mais de meio século erradicadas, como é o caso da dengue. A epidemia de dengue denuncia que o modelo brasileiro de concentração de renda desvia dinheiro público destinado á investido nas necessidades sociais da população para os bolsos da famigerada camada especuladora – nacional e internacional – com o aval do Estado burguês neoliberal dos senhores Lula, FHC e Cia.

O enfoque da discussão (que hoje é encetada de forma eleitoreira, muito longe de aproximar-se da causa real) tem que ser demarcado nos campos social e político-econômico, já que o quadro aponta o caos a que foi relegado deliberadamente o sistema nacional de saúde – como também a educação, o saneamento básico, a segurança... – pela transferência irresponsável dos governos neoliberais de estirpe tucana e petista (com o apoio de suas bases burguesas) da riqueza produzida pelos trabalhadores deste país. Uma operação quase impossível de se entender, já que, enquanto o Produto Interno Bruto brasileiro cresce ao ponto do Governo utilizar os números macroeconômicos como propaganda[6], a tributação bate recorde[7], a dívida pública aumenta[8] e a desigualdade cresce[9]. Uma contabilidade que só fecha seu balanço na concepção do caráter subserviente da acumulação e concentração desenfreada do grande capital, capitaneada pelo neoliberal Estado brasileiro tem desfechado nas duas últimas décadas. Ou, nos números macroeconômicos oficiais. Enquanto isto, Zé Povo perde o duelo contra o aedes aegypti e morre nas filas do falido (saqueado) sistema de saúde brasileiro, além de ser culpado pela epidemia, como há meio século atrás, dando vivas à modernidade do capitalismo tupiniquim.

[1] http://br.f630.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=Joserubensmascarenhas@yahoo.com.br.

[2] Segundo a oficial Agência Brasil, órgão da Radiobrás, a especulação financeira contribui para o enriquecimento de um seleto grupo de brasileiros. Segundo um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), “cerca de 20 mil clãs familiares (grupos compostos por 50 membros de uma mesma família) apropriam-se de 70% dos juros que o governo paga aos detentores de títulos da dívida pública”. Ver: “Maior parte dos juros da dívida pública vai para 20 mil grupos familiares, revela Ipea”.

In:http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/29/materia.2008-01-29.4152065675/view. Acessado em 05/04/2008.
[3] Isto para uma população de 183,9 milhões de habitantes (dados do IBGE de dezembro de 2007). Acerca dos dados dos juros pagos e sua distribuição, ver http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/em-2007-brasil-gastou-r-160-bilhoes-com-pagamento-de-juros. Acessado em 05/03/2008.

[4] Ver acerca “bilionários brasileiros duplicam em um ano”. In: http://www.mundolusiada.com.br/ECONOMIA/econ06_abr009.htm.

[5] Não é novidade a constatação de que “Os lucros bilionários alcançados nos últimos tempos têm se repetido -e aumentado- neste ano. Considerando cinco dos maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú, ABN Real, Santander e Unibanco), os lucros líquidos alcançados entre janeiro e setembro deste ano somaram o montante de R$ 18,48 bilhões, o que representou uma elevação de 90% em relação ao mesmo período de 2006”. Ver “Lucro bilionário dos bancos tem alta de 90% em 2007”. In: http://blog.controversia.com.br/2007/11/26/lucro-bilionario-dos-bancos-tem-alta-de-90-em-2007/.

[6] Ver “Ministério da Fazenda: Pib do Brasil é o 8º do mundo”. In: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/03/22/295045546.asp. Acessado em 05/04/2008.

[7] Ver acerca, “Tributação bate recorde e ultrapassa 36% do PIB”. In: http://www.espacopublico.blog.br/?p=1029. Acessado em 05/04/2008.

[8] Ver acerca, “Dívida líquida pública aumenta para R$ 1,104 trilhão em julho, ou 44,4% do PIB” in: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2007/08/29/ult1913u74978.jhtm. Acessado em 05/04/2008.

[9] Acerca ver, “Divisão da renda segue desigual nos Estados do país, mostram dados do PIB municipal”, in: http://www.dbcfm.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2067&Itemid=32. Acessado em 05/04/2008.

Nota do blog: A opinião aqui publicada é de responsabilidade de seus autores.

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Leia no site do CENTRO CELSO FURTADO

Leia no site do CENTRO CELSO FURTADO

1. Artigos:

* Por que novo-desenvolvimentismo?
Artigo de João Sicsú, Luiz Fernando de Paula e Renaut Michel.
Publicado na Revista de Economia Política, vol. 27, nº 4 (108), pp. 507-524 outubro-dezembro/2007 Abrir arquivo

* Crisis y hecatombes
Professor José Luís Fiori
http://www.laondadigital.com/LaOnda/LaOnda/383/B1.htm

* Guia de leitura para o debate entre Nurkse e Furtado em 1951
Professor Carlos Pinkusfeld Bastos – UFF / Diretor de Pesquisa do Centro Celso Furtado
O debate entre Nurkse e Furtado tem grande interesse para o estudioso da Teoria do Desenvolvimento dominante no pós Segunda Guerra. Na realidade alguns de seus tópicos ultrapassam o simples interesse de história do pensamento econômico e são bastante atuais tanto por tratar de temas relevantes contemporâneos como o impacto do financiamento externo nos países em desenvolvimento como por, ao apresentar de forma muito clara vários princípios da teoria do desenvolvimento do período, permitir um contraste com as importantes contribuições, a esta feitas, nos anos recentes.
http://www.centrocelsofurtado.org.br/adm/enviadas/doc/58_20080304181634.pdf

* Cuba
Prof. José Luís Fiori/UFRJAbrir arquivo

2. Notícias:

*Sexta-feira, 4 de abril:
Lançamento nas salas de cinema do filme O Longo amanhecer – cinebiografia de Celso Furtado, de José Mariani

CINEMAS:
Rio de Janeiro:
Unibanco Artiplex 3
Espaço Rio Design 3
Estação Vivo Gávea 1
Estação Laura Alvim

São Paulo:
Unibanco Artiplex 7
Cine Bombril 2

Santos:
Espaço Unibanco Miramar 3

Recife:
Cinema Fundação Joaquim Nabuco

CONFIRA OS HORÁRIOS NOS JORNAIS

Leia algumas críticas:
http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art151298,0.htm
http://olinguarudo.wordpress.com/2008/03/28/trajetoria-de-celso-furtado-inspira-a-setima-arte/#more-138
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=420

* Terça-feira, 8 de abril, às 16 horas:
Segunda conferência do Ciclo O Pensamento de Celso Furtado
TEMA: Formação econômica do Brasil
LOCAL: Grande Auditório do BNDES (av. Chile 100, subsolo 1).
O conferencista será o professor Tamás Szmrecsányi, historiador econômico, titular de História Social da Ciência e da Tecnologia, do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp.
PEDE-SE O COMPARECIMENTO COM MEIA HORA DE ANTECEDÊNCIA.
Consulte a programação completa em
http://www.centrocelsofurtado.org.br/interno.php?cat=1&lg=pt&it=0&TpPag=1&Op=1&mat=54

* 10 e 11 de abril:
Colóquio LE BRÉSIL ET L’ATLANTIQUE SUD: XVIè – XXIè siècle: une histoire
ORGANIZADOR: prof. Luiz Felipe de Alencastro, professor titular de História do Brasil na Universidade da Sorbonne, Diretor do Centro de Estudos do Brasil e do Atlântico Sul, membro do Conselho Consultivo do Centro Celso Furtado
Consulte a programação completa em
http://www.paris-sorbonne.fr/fr/spip.php?article7085

3. LIVROS:

* A atualidade do pensamento de Celso Furtado
Marcos Costa Lima e Maurício Dias David (orgs.).
Autores : Bernardo Ricupero, Marcos Costa Lima, Vera A. Cepêda, Gildo M. Brandão, J. L. Fiori, J. P. de Almeida Magalhães, C. Mallorquin, Maurício C. Coutinho, P. Salama, C. Cavalcanti, C. Giuseppe Galvan, Danúsia D. de Souza, Fernando Maia, Fernando Pires, Leonardo J. de Lima, Manoel Sotero C. Netto, Marina Eva Lindorfer, Rita Costa.
São Paulo: Francis, 2008.
268 p.
ISBN : 978-85-89362-76-4
Mais informações :
VERBENA EDITORA – 9ª Avenida, 175 – Leste Vila Nova – Goiás – CEP : 74643-080 Tel : 62. 3565 2853
ISBN

* Ares do Brasil - Celso Furtado, o lugar do desenvolvimento
Andreia Ribeiro Ayres.
Rio de Janeiro: E-Papers, Coleção engenho e Arte, vol. 9, 2007.
167 p.
ISBN : 8576500988

* A economia latino-americana
Celso Furtado
Prefácio de Luiz Felipe DE ALENCASTRO
São Paulo: Companhia das Letras
496 páginas
ISSN: 9788535910926
Leia mais...

Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento
Avenida República do Chile, 100/ Subsolo, salas 15-17 - Centro
CEP: 20139-900 - Rio de Janeiro – RJ
Telefone: +55 (21) 2172-6313/ 2172-6312 Fax: +55 (21) 2172-6314
URL: http://www.centrocelsofurtado.org.br
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abril 05, 2008

Por um Tibet livre: a luta continua

Amig@s,

Segunda-feira passada pessoas do mundo inteiro participaram de eventos pró-Tibete levando consigo nossa petição de 1.5 milhões de assinaturas. Clique aqui para ver as fotos e pedir para seu governo defender o Tibete:
Veja as fotos e mobilize-se!

Segunda-feira passada milhares de pessoas em 84 cidades do mundo inteiro se manifestaram pelo Tibete e entregaram nossa petição de 1.5 milhões de assinaturas em embaixadas e consulados chineses. (Clique abaixo para ver as fotos). A equipe da Avaaz entregou a petição diretamente aos diplomatas chineses em Londres e Nova York, pedindo para eles resolverem a situação com urgência.

A pressão global sobre a China está surtindo efeito, porém seus próximos passos continuam uma incógnita. Eles estão, ao mesmo tempo, considerando a possibilidade do diálogo com o Dalai Lama e buscando apoio para a repressão. Um a um presidentes e chefes de estado estão se posicionando a favor do diálogo ou da repressão. Estamos agora buscando o apoio dos nossos governantes - clique no link para enviar uma mensagem automática ao seu presidente pedindo apoio ao diálogo – aproveite para ver as lindas fotos das manifestações de segunda-feira:

http://www.avaaz.org/po/tibet_report_back/20.php/?cl=71287467

Juntos, contribuímos para um movimento global pelo Tibete. A petição da Avaaz cresceu mais rapidamente que qualquer outra petição on-line, ganhando mais de 100.000 assinaturas por dia desde que ela foi lançada dia 18 de março. Os políticos entendem bem o poder da mobilização das massas e o perigo de ignorar a voz da sociedade civil. Por isso precisamos demonstrar que eles só tem a ganhar se ouvirem nosso apelo e apoiarem o Tibete. Mobilize-se agora:

http://www.avaaz.org/po/tibet_report_back/20.php/?cl=71287467

Temos o privilégio de viver numa época em que qualquer pessoa pode levantar sua voz em apoio a outra, em qualquer parte do globo. Se nós temos o poder de melhorar as coisas, temos também a responsabilidade de agir. Muito obrigado a cada um dos membros da Avaaz que juntos somaram 1.5 milhões de vozes pelo Tibete. Nós dá esperança saber que todos vocês são parte da solução, e não do problema, na construção de mundo mais justo.

Com esperança,

Ben, Ricken, Graziela, Galit, Paul, Iain, Pascal e toda a equipe da Avaaz PS.

Se você tem amigos que ainda não assinaram a petição fale para eles do trabalho da Avaaz, da importância da situação no Tibete e envie o link da campanha:
http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/?cl=71287467 PS 2.

Veja as notícias sobre o Tibete:

Manifestação na orla carioca reúne ativistas pró-Tibete - O Globo Online
Protestos a favor do Tibete se alastram para outras regiões da China - Folha Online
Entenda os protestos no Tibete - Estadao.com.br
Países fazem manifestações pró-Tibete - Agência Brasil - Radiobras


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SOBRE A AVAAZ

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Informação alternativa, segundo Vinni Corrêa

"Quando o extraodinário se torna cotidiano, é a revolução."
Che Guevara

Olá companheiro(as);

O site do Vinni Corrêa está repleto de novidades!

Participem da enquete sobre as propagandas eleitorais gratuitas e comentem os textos do mês de março e abril. Leia, dê sua opinião, indique um tema para ser escrito. Faça do www.vinni.web.br.com o seu espaço democrático de acesso livre ao conhecimento e liberdade para opinar.Venha que a hora é agora!

Um grande abraço e um ótimo fim de semana a todos!

Vinni Corrêa
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