PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
março 05, 2009
Resistir até a tarifa cair
Todos os anos, em todo Brasil, as tarifas do transporte público vão sendo progressivamente aumentadas. Isso faz com que cada vez menos a população pobre tenha acesso a esse serviço, ficando confinada nas periferias, sem direito ao acesso à cidade. Segundo o próprio governo federal, em 2005 cerca de 40 milhões de brasileiros encontravam-se impossibilitados de utilizar o transporte coletivo por não possuírem condições financeiras de pagar as elevadas tarifas. Hoje, certamente, esse número deve ser ainda maior. Mesmo aqueles que conseguem utilizar o transporte público, sacrificam grande parte de seus orçamentos pagando por um serviço que deveria ser garantido a todos. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstram que hoje o transporte coletivo é o terceiro maior gasto da família brasileira ou mesmo, dependendo do número de filhos, o segundo.
Se o transporte coletivo continuar sendo visto como uma mercadoria e não como um direito, os aumentos vão continuar acontecendo todos os anos, aumentando a exclusão social!
Transporte coletivo é serviço público essencial e deve ser tratado como política pública. Chega de entregar o controle do sistema público de transporte para empresas, que só querem lucrar explorando nosso direito de ir e vir!
Se o transporte é direito, que seja verdadeiramente público, de qualidade e de acesso total e irrestrito a toda a população, financiado pelos setores mais ricos da sociedade. Ou seja: chega de tarifa! Queremos Tarifa Zero no transporte público ou aquilo que chamamos de Passe Livre para toda a população, garantindo a completa liberdade para que todos possam circular pela cidade.
Junte-se a nós nessa luta contra os aumentos das tarifas e por um novo projeto de mobilidade, pois se mantivermos o atual modelo, continuaremos com ônibus caros e lotados, aumento de tarifa todo ano, poucas linhas, poucos horários e um serviço cada vez mais excludente e de pior qualidade.
Debata esse assunto com seus amigos e colegas, participe das discussões e das manifestações em sua cidade!
CONTATOS NAS CIDADES
Curitiba: mplcuritiba@riseup.net / http://fureotubo.blogspot.com
Guarulhos: guaru2.50naumda@yahoo.com.br / http://www.valordatarifa.blogspot.com
Florianópolis: frenteunica@lists.riseup.net / http://mplfloripa.blogspot.com
Joinville: http://barraroaumento.blogspot.com / http://mpljoinville.blogspot.com/
São Paulo: mpl-sp@riseup.net
AGENDA DE MOBILIZAÇÃO NAS CIDADES
Curitiba: 19 de Fevereiro - ato na Praça Santos de Andrade às 10 horas.
Florianópolis: 04, 05, 10, 11 e 12 de Março - manifestações em frente ao TICEN às 17 horas.
Guarulhos: 1º de março a 1º de Abril - Plebiscito Popular Sobre o Transporte / 1º de abril - Manifestação na Câmara de Guarulhos às 18 horas.
São Paulo: 28 de fevereiro - Para socializar batidas, batuques, sons e estéticas, a Bateria do MPL-SP convida a todas e todos para sua Oficina de Bateria, às 15 horas no Largo do Arouche (procure pelo batuque!).
Fonte: http://passapalavra.info/?p=1058
25 de Fevereiro de 2009
março 04, 2009
Jornalismo de políticas públicas sociais: abertas as inscrições
Jornalismo de políticas públicas sociais: abertas as inscrições
O curso promovido na UFRJ pela ANDI e NETCCON visa contribuir para o salto qualitativo do ensino e formação continuada de jornalistas, comunicadores profissionais e lideranças.
Inicia no próximo dia 09 de Março, ocorrendo sempre às segundas, das 9h30 às 13h, o Curso de Extensão e Disciplina Jornalismo de Políticas Públicas Sociais-JPPS, criado em 2007/1 pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ em convênio com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância-ANDI, e que ocorre no Auditório da Central Multimídia da Escola de Comunicação da UFRJ, no Campus UFRJ da Praia Vermelha.
Formado por palestras, mesas-redondas e dinâmicas presenciais (classe e extra-classe) e virtuais de agregação solidária de rede, este curso de ponta é gratuito e objetiva contribuir para o salto qualitativo do ensino de Jornalismo e de Comunicação, bem como para a formação continuada de jornalistas e comunicadores profissionais e lideranças. Isto é feito através de profunda e diversificada reflexão e prática pró-ativas sobre os diversos aspectos que envolvem e fundamentam a cobertura das políticas públicas sociais em geral, e de políticas para a infância e adolescência em particular, de maneira a fazer avançar em rede, e portanto de maneira coletiva, o vigor das políticas públicas e a responsabilidade que os comunicadores têm em relação a elas.
São os seguintes os palestrantes e participantes das mesas-redondas desta quinta edição: Heloísa Buarque de Hollanda, Marcus Vinicius Faustini, Giuseppe Cocco, Gustavo Barreto, Rita Freire, Adriano Belisário, Andreas Behn, João Roberto Ripper, Guillermo Planel, Renata Souza, Cláudia Santiago, Maurício Hora, Oona Castro, Ronaldo Lemos, BNegão, Cláudia Verde, Flávia Oliveira, Antonio Góis, Carmen Lozza, Evandro Vieira Ouriques, Veet Vivarta, Jacinta Rodrigues, Guilherme Canela, Bia Barbosa, Leonardo Mello, Cristina Rego Monteiro da Luz, Sandra Korman, Isabella Henriques, Regina de Assis, Deodato Rivera, Giancarlo Summa, Ladislau Dowbor, Lúcia Araújo (a confirmar), Suzana Blass e Rosa Alegria.
As pessoas interessadas em participar do Curso precisam ser jornalistas, comunicadores, lideranças sociais e organizacionais e estudantes de áreas conexas, como Ciências Humanas e Sociais, bem como cidadãos dedicados a aprofundar suas experiências de vida e carreira, desde que comprometidas com o vigor do “espírito público”, de maneira a que aprofundem a contribuição que já vêm dando através da sua atual prática profissional e/ou social para a construção responsável, no presente, de um futuro sustentável para este País e para o mundo.Os interessados podem escrever para o Prof. Evandro Vieira Ouriques, coordenador-geral do Curso e do NETCCON.ECO.UFRJ (evouriques@terra.com.br), com cópia para monitora do mesmo, Deborah Rebello Lima (deborahrebellolima@hotmail.com) solicitando a Ficha de Inscrição, que deverá ser devolvida, para estes dois e-mails, preenchida, juntamente com cópia do Curriculum Vitae. Haverá uma seleção com base nas informações prestadas. Os selecionados participam do Curso e passam a integrar a Rede JPPS, perene, colaborativa e solidária, que continuará a trocar experiências, conhecimentos e experiências e que hoje já com cerca de 450 jornalistas, comunicadores e lideranças sociais e organizacionais.
Maiores informações podem ser obtidas diretamente com o Prof. Evandro Vieira Ouriques pelo cel. 21.9205.1696. Confira a programação do curso clicando aqui
Fonte: www.consciencia.net/agencia
Ditadura vesus ditabranda: repercussões de um editorial cínico da FSP
Caro ombusdman da Folha de São Paulo,
com todo o respeito pelo exercício da função de "criticar o jornal sob a ótica do leitor", gostaria de ler um posicionamento do senhor a respeito da matéria abaixo, bem como gostaria de poupá-lo de comentar a baixaria e o desrespeito que o jornal tratou em sua coluna do leitor, figuras ilustres como as dos profs. Drs. Fábio Konder Comparato, Dalmo de Abreu Dallari e Ma. Vitória Benevides.
Saudações democráticas e minha solidariedade profissional de ex-presidente-fundador da Associação Nacional dos Ouvidores/Ombudsman - ANOP e ex-ouvidor geral do município de São Paulo, com mandatos nas gestões Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab.
Elci Pimenta Freire
CPF 677947938-15
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Ivan Seixas tinha 16 anos quando foi preso pela ditadura, ao lado do pai, Joaquim Alencar de Seixas. No dia 16 de abril de 1971, os dois foram levados para o DOI-CODI/OBAN, em São Paulo, e barbaramente torturados.
Ivan ficou indignado quando leu o editorial da “Folha de S. Paulo”, definindo a ditadura brasileira como “ditabranda”. Ivan foi torturado pelo regime que tinha (e tem) apoio do jornal de Otavinho.
Ivan Seixas mandou duas cartas para a Redação da “Folha”, protestando. Nenhuma das duas foi publicada. Escreveu, também, para o Ombudsman. Nada.
Nesta última, fez referência ao passado nebuloso do grupo “Folha”, jornal que “empregava carros para nos capturar e entregar para sessões de interrogatórios, como sofremos eu e meu pai. Ninguém me contou, eu vi carro da “Folha” na porta da OBAN/DOI-CODI.”
Ivan sabe do que está falando quando diz que a “Folha” tem pés de barro nesse tema.
Na madrugada do dia 17 de abril de 1971, poucas horas após a prisão dele e do pai, policiais a serviço da “ditabranda” tiraram Ivan da prisão para um “passeio” por São Paulo. Tomaram o caminho do Parque do Estado, uma área de mata fechada, próxima ao Jardim Zoológico. Lá, o jovem (algemado e desarmado) foi ameaçado várias vezes de fuzilamento. Os policiais - polidos como só acontecia na “ditabranda” brasileira - dispararam várias vezes bem ao lado da cabeça de Ivan. Ele fechava os olhos e tinha certeza que morreria: tortura terrível. Mas, deixaram-no vivo, pra contar a história.
No caminho para o Parque do Estado, os funcionários da “ditabranda” pararam numa padaria, na antiga Estrada do Cursino. Desceram pra tomar café, deixando Ivan no “chiqueirinho” da viatura. Foi de lá que Ivan conseguiu observar a manchete da “Folha da Tarde” (jornal do grupo Frias), estampada na banca bem ao lado da padaria: o jornal anunciava a morte do pai dele, Joaquim.
Prestem bem atenção: a “Folha da Tarde” do dia 17 trazia manchete com a morte de Joaquim – que teria ocorrido dia 16. Só que, ao voltar de seu “passeio” com os policiais, Ivan encontrou o pai vivo e consciente, nas dependências do DOI-CODI. Joaquim só morreria – sob tortura – no próprio dia 17.
Ou seja, o jornal da família Frias já sabia que Joaquim estava marcado pra morrer, e “adiantou” a notícia em um dia. Detalhe banal.
A historiadora Beatriz Kushnir publicou um livro em que conta essa e outras histórias mostrando os vínculos estreitos da família Frias com a ditadura.
http://www.viomundo.com.br/opiniao/unidade-caes-de-guarda-fala-da-midia-e-de-jornalistas-que-colaboraram-com-a-ditadura-militar/
Ivan está se movimentando para que o livro de Beatriz seja relançado este ano, em São Paulo. O ato serviria também como desagravo às vítimas da ditadura, e como protesto contra a família Frias, que quer reescrever a história recente do Brasil.
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Prezado Senhor
Enviei o email abaixo e não obtive resposta. Ao contrário, vi desaparecer das páginas do seu jornal qualquer referência ao assunto DITADURA VERSUS DITABRANDA, e nem mesmo o ombusdman se dignou a me dar alguma resposta.
Com certeza não esperava que o senhor fizesse agora alguma sugestão do que os algozes da DITADURA (repito, DITADURA - para que não haja dúvidas) deveriam fazer de acordo com seu refinado gosto, ou conforme os critérios do seu infográfico que mede a intensidade de ditaduras. Para ajudar VS, visto que a foto do cadáver de meu pai não lhe pareceu suficiente para sua opinião abalizada, envio agora a de outros dois militantes políticos, igualmente assassinados por sua DITABRANDA, que nós, democratas, continuamos a chamar de DITADURA mesmo.
As três fotos são: meu pai, o mecânico Joaquim Alencar de Seixas, o arquiteto Antônio Benetazzo e o operário químico Virgílio Gomes da Silva.
Observe as fotos anexas e reflita. Apenas isso.
Em seguida, mostre aos seus pares de redação: Clóvis Rossi, Eliane Cantanhede, Kennedy Alencar, Nelson de Sá, Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, entre outros. Pergunte-lhes o que têm a dizer a respeito do assunto. Depois, peça-lhes que enviem suas opiniões para o meu endereço eletrônico (...) Certamente, eles devem ter algo a acrescentar a este debate. O Fernando Barros e Silva já se manifestou. Mas foi obrigado a concordar com sua tese de retaliação e grosserias contra os professores Fábio Konder Comparato e Maria Victória de Mesquita Benevides. Provavelmente com medo de perder o emprego.Senhor, sua democracia é bem curiosa. Frente à condenação pública, suspende e proíbe o debate. Não permite que o ombusdman exerça seu papel - e este se acomoda, enquanto o senhor corta as cartas ao Painel do Leitor, tal qual a dona Solange Hernandes fazia nos áureos tempos do seu pai e do seu jornal cedido ao pessoal da OBAN-DOI/CODI. Ou seja, o senhor cuida de seus funcionários como seu pai cuidava de suas galinhas.
Como o senhor há de supor, vou enviar este email para o maior número possível de amigos. Mandarei, inclusive, para a Doutora Beatriz Kushnir, que conhece bem esse assunto.
Espero que, desta vez, o senhor tenha a dignidade de autorizar aos seus subordinados, a publicação da minha carta.
Democraticamente,
Ivan Akselrud de Seixas
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INSULTOS AOS DEMOCRATAS
Senhor editor
Vejo na página editorial da Folha loas ao bom comportamento dos ditadores brasileiros, que teriam sido até brandos com os inimigos. Vocês chegam até a cunhar o neologismo DITABRANDA para designar aquele período que todos os democratas definem como DITADURA. Hoje vi a redação insultar o professor Fábio Comparato e a Professora Maria Vitória Benevides de CÍNICOS E MENTIROSOS.
A DITABRANDA de vocês me prendeu junto com meu pai, quando eu tinha 16 anos. Nos torturaram juntos e o assassinaram no dia seguinte a noite. Naquela mesma manhã, uma nota oficial foi publicada dando conta de sua morte ao resistir à prisão, quando ele ainda estava vivo. Minha casa foi saqueada, minha mãe e irmãs foram presas e ficaram 1 ano e meio presas, sem acusação sequer. Uma dessas irmãs sofreu uma violência sexual por parte dos agentes da DITABRANDA de vocês. Eu fiquei preso por longos 6 anos.
Diante disso, convém perguntar: O que mais vocês gostariam que fizessem conosco?
Para sua informação, envio foto de como ficou meu pai após a DITABRANDA tê-lo interrogado brandamente, nas palavras de vocês da redação da Folha.
Saudações democráticas.
Ivan Akselrud de Seixas
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Caro Carlos Eduardo
Há um tempo atrás te escrevi para protestar contra a postura e as mentiras da Folha contra as indenizações aos ex-presos políticos e, uma segunda vez, contra o comportamento preconceituoso contra a Senadora Marina Silva.
Volto a te escrever, mas não é para protestar. Vejo na página editorial da Folha loas ao bom comportamento dos ditadores brasileiros, que foram até brandos com os inimigos. Cunham até o neologismo DITABRANDA para designar aquele período que todos os democratas definem como ditadura. Hoje vi a redação insultar o professor Comparato e a Professora Maria Vitória Benevides de CÍNICOS E MENTIROSOS.
Te escrevo para te lembrar que eu te disse que a folha tomava o perigoso rumo de defesa dos torturadores e de ataques às suas vítimas e você me dizia o contrário.
Vou escrever uma carta à redação, mas te coloco antes disso a mesma pergunta que farei a eles. Tenho a certeza que não publicarão o que escreverei, mas mesmo assim cumpro meu dever democrático. A pergunta é a seguinte:
A DITABRANDA de vocês me prendeu junto com meu pai, quando eu tinha 16 anos. Nos torturaram juntos e o assassinaram no dia seguinte à noite. Naquela mesma manhã, uma nota oficial foi publicada dando conta de sua morte ao resistir à prisão, quando ele ainda estava vivo. Minha casa foi saqueada, minha mãe e irmãs foram presas e ficaram 1 ano e meio presas, sem acusação sequer. Eu fiquei preso por longos 6 anos.
O que mais vocês gostariam que fizessem conosco?
Para sua informação, envio foto de como ficou meu pai após a DITABRANDA tê-lo interrogado brandamente, nas palavras da redação da Folha. Aliás, a mesma Folha que emprestava carros para nos capturar e entregar para as sessões de interrogatórios como sofremos eu e meu pai. Ninguém me contou, eu vi carro da Folha na porta da OBAN-DOI/CODI.
Saudações democráticas.
Ivan Seixas
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"DITABRANDA" NUNCA MAIS!
Movimento dos Sem-Mídia marca protesto à frente da 'Folha'
A organização não-governamental Movimento dos Sem-Mídia (MSM), fundada em 2007 e presidida por Eduardo Guimarães, vai organizar um ato contra a Folha de S.Paulo em 7 de março, sábado, às 10 horas. A manifestação vai ocorrer em frente à sede do jornal, na rua Barão de Limeira, em protesto contra o uso do termo "ditabranda" pela Folha.
Em editorial publicado no último dia 17, o jornal da família Frias desqualificou a Revolução Bolivariana de Hugo Chávez, em favor do regime militar no Brasil. Segundo o texto, "as chamadas ‘ditabrandas' - caso do Brasil entre 1964 e 1985 - partiam de uma ruptura in stitucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça".
A vergonhosa defesa da ditadura provocou uma enxurrada de cartas e e-mails de protesto ao jornal - que não só reiterou sua posição como também qualificou como também classificou como "cínica e mentirosa" a indignação dos professores Fábio Konder Comparato e Maria Benevides. O ato à frente da Folha foi comunicado por Eduardo Guimarães no blog Cidadania.com. "É uma iniciativa que não pretende nem precisa reunir uma grande multidão para protestar contra essa perniciosa revisão histórica de um fato que, a meu juízo, deveria equiparar-se ao Holocausto nazista", registrou Guimarães. "Entre o número dos que confirmaram que participarão do ato e dos acompanhantes que pretendem levar consigo, já temos perto de 40 pessoas."
Segundo o Cidadania.com, entre as adesões ao protesto já constam o Fórum Permanente de Ex-Preso s e Perseguidos Políticos de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, além de professores da USP e da Unicamp.
CFP apóia condenação de hospital psiquiátrico
SAÚDE MENTAL
CFP apóia condenação de hospital psiquiátrico
O CFP divulgou, no último dia 2 de fevereiro, manifesto em que apóia decisão judicial de condenar o Hospital Psiquiátrico Jardim das Acácias, em Sorocaba (SP), a indenizar em 300 salários mínimos a família de um paciente morto nas dependências da instituição em novembro de 2006. O manifesto também cobra providências do poder público. Veja o texto na íntegra: http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_090210_001.html.
Fonte: Boletim CRP SP
março 03, 2009
Morar com dignidade
CIDADANIA
Uma casa diferente
Quase 30 anos depois do início da luta pela reforma psiquiátrica, algumas dessas pessoas que passaram grande parte da vida morando em manicômios hoje batalham, em casa, para viver dignamente
Por Giedre Moura.
A residência não é o que se pode chamar de convencional. Ali vivem oito pessoas que passaram boa parte de suas vidas atrás das grades de um manicômio. O vizinho chegou a sugerir a instalação de tapumes para proteger a casa dos olhares externos. Ou seria o contrário, e o vizinho queria mesmo era proteger seu próprio olhar daqueles habitantes malucos. O “não” respondido pela psicóloga Ruth de Amorim Cerejo, coordenadora do serviço de Residências Terapêuticas da cidade de Campinas (SP), veio acompanhado de um questionamento ao morador: “Afinal de contas, o que o senhor não quer ver?”.
Leia mais em Revista do Brasil
março 02, 2009
Duelo de banjo
Cena Antológica
Trata-se de uma cena do filme Amargo Pesadelo (1972), do diretor John Boorman,
com Jon Voight, Burt Reynolds e outros, em estória de James Dickeyem, que há
um duelo de banjo entre um forasteiro e um menino autista do posto de combustível
onde haviam parado para abastecer. De tudo isso, o único que não é ator é o menino,
realmente autista e que o diretor teve a felicidade de encaixar na cena no filme.
É fantástico. Ao final você verá a típica reação de um autista.
Nota do blog: A cena deste filme me foi enviada pela professora Katia Alvarez, a quem presto minha homenagem como uma das boas surpresas do curso de saúde mental - área da infância - por ela ministrado através da Fiocruz, em Manaus no ano de 2004. Na oportunidade, faço meu protesto contra a ausência de serviços públicos de saúde mental para crianças piscóticas e autistas da cidade de Manaus.
VIII Reunião do Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-Juvenil
VIII Reunião do Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-Juvenil
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE ATENÇÃO Á SAÚDE
DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS
AREA TÉCNICA DE SAÚDE MENTAL
Brasília, 09 de fevereiro de 2009.
Para: Coordenadores Estaduais/Municipais de Saúde Mental e demais convidados
Assunto: VIII Reunião do Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-Juvenil
Senhoras e Senhores Coordenadores,
1. A Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde informa que nos dias 25 e 26 de Março de 2009 será realizada, em Brasília/DF, a VIII Reunião do Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-Juvenil.
2. A temática para a VIII Reunião foi deliberada em junho de 2007, durante o último encontro do Fórum, ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, e tem como foco principal as questões relacionadas ao uso e abuso de álcool e outras drogas por crianças e adolescentes. A problemática colocada é de fundamental importância, dada a relevância do tema para a saúde pública e para o campo da saúde mental propriamente dito. O consumo de substâncias psicoativas coloca-se como um grande desafio para os gestores, bem como para os profissionais que atuam nos diversos dispositivos da saúde e nos demais setores.
3. O Fórum foi instituído em agosto de 2004 e tem como objetivo principal promover a integração, a articulação e a interlocução entre as diversas instituições que atuam no campo da atenção à saúde mental de crianças e adolescentes, para assim produzir conhecimentos e informações que subsidiem a implantação e fortalecimento das políticas públicas nessa área, nos diversos âmbitos de gestão.
4. As inscrições para a participação na VIII Reunião do Fórum serão realizadas pela internet, por meio de formulário eletrônico, e estarão abertas a partir do dia 04/03/2009. O link para a inscrição será divulgado oportunamente.
5. Estamos à disposição para maiores informações sobre o tema, no endereço saudemental@saude.gov.br ou pelos telefones: (61) 3315 2313 / 3879
Atenciosamente,
PEDRO GABRIEL GODINHO DELGADO
Coordenador da Área Técnica de Saúde Mental DAPES/SAS/MS
Área Técnica de Saúde Mental
Bloco "G" Edifício SEDE 6º Andar Sala 603
Esplanada dos Ministérios
Ministério da Saúde
CEP: 70058-900Brasília/DF
CONTATOS:
(61) 3315 2313 PABX(61) 3315.3415/3978(61) 3315-2655(61) 3315-3319/3919(61) 3315 3920 (fax)
saudemental@saude.gov.br
www.saude.gov.br/bvs/saudemental
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SAÚDE MENTAL INFANTO-JUVENIL
“Saúde mental infanto juvenil, álcool e outras drogas”.
25 e 26 de março de 2009 - Brasília-DF
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
25/03/2009 - Quarta-Feira
8h00 – 08h30
Recepção e credenciamento
09h00
Cerimônia de abertura
9:00h – MESA 01: Conceitos
10h00 - 10h30
Contextualizaçã o do uso das drogas na história/cultura humana: proteção X direito ao uso.
Gilberta Acselhad
O problema das drogas e a vulnerabilidade
Tarcísio Andrade
Conceito de RD frente ao uso de AD por crianças e adolescentes
Projeto Quixote: Graziela
Debatedor: Pedro Gabriel Godinho Delgado
11h00 – 13h00
Debates
13h00 - 14h30
ALMOÇO
14h30 – MESA
02: Experiências e Vivências
14h30
Experiências municipais de rede de atenção à crianças e adolescentes usuários de álcool e outras drogas (CAPS, AB, HG...).
Alegrete/RS – Judete Ferrari
Salvador/BA –
Viver/conviver com as drogas
MMMRB - Ana Lúcia Andrade
MAB - Rodrigo Aparecido Correia da Silva
Fala de um adolescente jovem
Debatedora: Denise Doneda
16h00 – 16h15
Cofre – breck
16h15 – 18h00
Debate
18h00
Encerramento
26/03/2009 – quinta-feira
9:00h – MESA
03: Adolescentes privados de liberdade / SM / AD
09h00
O ciclo: vulnerabilidade, exclusão social, drogas, privação de liberdade.
Carmen de Oliveira – SEDH
Levantamento nacional da atenção em saúde mental aos adolescentes privados de liberdade e sua articulação com as unidades de medidas sócio-educativas.
Thereza De Lamare
O olhar da justiça
Eduardo Dias de Souza Ferreira - ABMP
O olhar da saúde
Cristiane Barreto
Debatedor: Luciano Elia
10h30 – 12h30
Debates
12:30h às 14:00
ALMOÇO14h00 – 16h00
REUNIÃO DE GRUPOS
16h00 – 15h15
Intervalo
16h15 – 18h30
Plenária Final
Violência contra adolescente em Diadema
Breve relato sobre a violência da GCM contra adolescente e equipe técnica em Projeto de medida socioeducativa.
Camila Melo – Assistente Social e Técnica de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida.
O abuso de autoridade e a truculência policial contra adolescentes se deram novamente no Município de Diadema, desta vez na presença de profissionais do Projeto de Medida Socioeducativa da região.
Em 19/02, por volta das 15h50, vinte guardas da GCM (Guarda Civil Municipal) entraram no local de atendimento das medidas socioeducativas portando armas nas mãos e falas agressivas. O alvo era o adolescente, de 16 anos, W. que estava no projeto junto de sua mãe para solicitar orientações sobre como proceder no caso de violência policial.
A mãe de W. encontrava-se inconformada com as marcas no corpo de seu filho que havia acabado de ser agredido no local ao lado do Projeto. Segundo ela, toda a história teve início quando o adolescente, após ter tido seu atendimento, foi jogar futebol com os colegas na quadra do parque Municipal, e neste local foi abordado por uma GCM que o revistou, pegou sua carteirinha de atendimentos da medida socioeducativa e o agrediu. W. foi até sua residência e informou a mãe sobre o fato, a qual imediatamente compareceu ao local para pedir de volta a carteirinha dos atendimentos. Testemunhas dizem ter ouvido os xingamentos feitos pela guarda da GCM contra W. e sua mãe, chamando-a de “verme”, “vagabunda”, “bandida” e etc. Foi então que, angustiada, procurou a equipe técnica do Projeto para saber como proceder diante tamanha humilhação e injustiça que ela e seu filho haviam sofrido.
Enquanto dávamos as orientações, o grupo da GCM entrou sem qualquer mandato judicial e arrastou o adolescente para fora da sala da equipe técnica, momento em que a mãe dele junto a mim seguramos-o para impedir que os Guardas o violentassem ainda mais e o apreendessem. Mesmo os policiais vendo que poderiam nos machucar agiram agressivamente, o que levou ao ferimento de meu braço devido ao impacto da força com que arrastavam o adolescente com a parede lateral da sala.
Solicitamos a menção sobre o motivo da apreensão, e em menos de dez minutos foram contadas quatro versões diferenciadas. A primeira foi devido a “tráfico de entorpecentes”, a segunda por “latrocínio e porte de arma”, a terceira por “agressão a GCM” e quarta por “tentativa de agressão a GCM”. De criações em criações, W. foi agredido na frente de todos e humilhado com palavras vexatórias e preconceituosas. Apesar da incoerência de provas e da ausência de motivos para a busca do adolescente, além da pressão e aglomeração próximo ao mesmo, os funcionários da GCM diziam certeiramente à equipe : ” Ele já confessou, ele já confessou”, mas não sabiam nem sobre o que a inexistente “confissão” seria.
A GCM violentou ainda verbalmente a equipe técnica do Projeto, tratando a todos mal e expressando tons de ameaça. Um dos policiais tentou cobrir a identificação, porém ao perceber tal prática foi perguntado o nome. A resposta , além do nome, foi de ameaça “Por quê? Vai fazer B.O. contra mim? Vai?” Outro, de maneira provocativa disse “Você tem que cuidar dos seus ladraozinhos”.
De acordo com o art. 230 do Estatuto da Criança e do Adolescente, a pena é de 6 meses à 2 anos ao “ privar criança ou adolescente de sua liberdade procedendo a sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente”. Pelo mesmo documento, “Submeter criança e adolescente sob sua autoridade, guarda, vigilância a vexame ou constrangimento” ocasiona no mesmo tempo de pena. Destaca-se ainda que, em Parágrafo único, “Se há emprego de violência, grave ameaça, fraude”, a pena de reclusão é de 4 a 6 anos.
Além da violação destes direitos, tantos outros foram ignorados, como invasão de propriedade, abuso de autoridade, agressão e ameaça à vida, este último devido ao direcionamento das armas contra os funcionários para que o portão fosse aberto. Comemora-se então aniversários do ECA por quais razões?
Muitos são os adolescentes violentados pelo abuso de poder de policiais, chegando a graves conseqüências. O alvo costuma ser o mesmo: jovens da periferia. A higienização de classe e racial intensifica-se cada vez mais através de fatos como o vivenciado, pertencentes a uma política elitista e racista. Se tamanha prática violenta foi feita na presença de profissionais de um Projeto fica a prova de que as ações por detrás de muros e terrenos baldios são de extrema tortura.
Convido a todas e a todos a denunciarem qualquer abuso policial e a nos organizarmos para expor os fatos à sociedade, somando forças entre nós e sentenciar de vez as organizações de “Segurança” pública como culpadas!
Ministro pede ações em massa para rever lei de anistia
Ministro pede ações em massa para rever lei de anistia
O ministro-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pediu ontem que vítimas da repressão do regime militar, seus familiares e entidades de classe se organizem nos Estados para propor ações judiciais em massa questionando a abrangência da Lei de Anistia, que completa 30 anos em 2009. Em uma solenidade no Rio, ele defendeu a tese de que a sociedade civil intensifique a pressão para que documentos e informações sobre o paradeiro de desaparecidos políticos sejam revelados e informou que o governo prepara uma campanha publicitária com familiares de desaparecidos.
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Para Vannuchi, só a "saturação" provocada por um grande volume de processos mostrará ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há uma demanda da sociedade por uma nova interpretação da Lei de Anistia, sem o perdão a torturadores. Até agora, o entendimento que prevalece é o de que os militares envolvidos em violações não podem ser processados por terem sido anistiados pela lei de 1979.
"Casos como o de Rubens Paiva e Stuart Angel não podem ser abandonados. Essa informação (o paradeiro deles) tem de aparecer", discursou Vannuchi na abertura da 8ª Anistia Cultural, que julgou pedidos de indenização de 21 estudantes banidos de universidades na ditadura.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Colaboração enviada por nossa grande amiga e irmã Nanda Tardin
Fonte: República Vermelha
A luta pela Reforma Agrária por um dirigente do MST
Nos últimos dias, a imprensa vem veiculando uma série de matérias sobre o MST, que expressam uma ofensiva das forças de direita. Por isso, entrevistamos o membro da direção nacional João Paulo Rodrigues, para explicar a posição do Movimento sobre os principais temas expostos.
1. O que aconteceu com as escolas itinerantes no Rio Grande do Sul?
Durante o governo Antonio Britto (PMDB-PPS) foi assegurado o direito das crianças de ensino primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do Paraná.
Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico Estadual e na Brigada Militar. Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja o dos professores, metalúrgicos, desempregados ou o MST.
Nesse contexto, a atual governadora e o Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as crianças para os colégios da cidade. Ou seja, não hesitaram em prejudicar as crianças para atingir politicamente o MST. Por outro lado, o governo Yeda Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a maioria no meio rural, apenas para poupar recursos, apenas para assegurar o famigerado déficit zero.
As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade. São Gabriel, por exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais. Enquanto atualmente o estado gasta R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado.
Felizmente, as escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu currículo.
2. O que aconteceu em Pernambuco?
O conflito no Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área, tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois de mais despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um dos líderes do acampamento.
Nesse clima de tensão e ameaças permanentes às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de quatro pistoleiros. O MST repudia a violência.
No Brasil há muitos outros acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar para realizar a Reforma Agrária?
3.O que aconteceu no Pontal do Paranapanema, São Paulo?
Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros. E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, que o processo de discriminação e indenização dos fazendeiros-grileiros está parado. Com isso o problema só se agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas fazendas.
A repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede Bandeirantes, e por aí vai.E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz parte de nenhuma instância de decisão política do MST, anunciou que as ocupações do seu movimento eram em protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos transformaram as disputas de terra do Pontal em tema eleitoral.
4. Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos para ocupações. Isso procede?
O MST nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para realizar ocupações de terra.
Por uma questão de princípio, as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela reforma agrária. Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas entidades.
Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária, da dona Ruth Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização de adultos.
Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades - algumas ligadas aos assentados, outras não - para suprir as funções do Estado, realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso.
Estranhamos que a imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à Força sindical, aos ruralistas. Somente o SENAR recebe milhões de reais. Todos os anos. Sendo que há processos no TCU de desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes.
5.A que se deve a reação do ministro Gilmar Mendes?
O Ministro Gilmar Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal.
E ele está se comportando assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar.
Enfim, agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquim. E ele opina sobre tudo e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira, uma explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que financia muitas campanhas eleitorais e alicia grande parte da mídia.
Mais grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto Brasiliense de Direito Público, vinculado ao Mendes, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa, dirigido por seu amigo Nelson Jobim.
Como líder da direita, Mendes procura defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da direita em 2010.
Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral poderoso no STF.
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Assessoria de Comunicação do MST
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março 01, 2009
Hoje é dia de Frank Sinatra cantar o amor
O programa "Momentos de Jazz", pelas ondas da Radio Amazonas FM 101.5, a partir das 20h00 de Manaus (www.portalamazonia.com), nesta primeira noite de março, servirá de cenário para abastecermos as nossas almas com uma alta dosagem do romantismo que caracterizou a leitura das mais belas canções feita pelo incomparável Francis Albert Sinatra, durante sua inteira carreira musical de mais de seis décadas.
Graças a liberação, pelos herdeiros de Sinatra, desde janeiro último está disponivel para os eternos e privilegiados aficionados pelo cantor a compilação de várias canções que receberam leituras antológicas do Chairman of the Board no cd "Sinatra, Seduction - Sinatra Sings of Love" que se constitue em homenagem ao compositor e trompetista Neal Hefti (1922-2008).
Neal Hefti (nasceu em Outubro 29, 1922 em Hastings, Nebraska) foi um trompetista Americano de jazz, compositor, e arranjador. Começou a sua carreira ainda adolescente, escrevendo para Nat Towles. Foi com Woody Herman que se revelou como compositor e musico trompetista; reescreveu os arranjos para "Woodchopper's Ball" e "Blowin' Up a Storm," e compôs "The Good Earth" e "Wild Root." Saiu da banda de Herman em 1946, e passou a compor com mais frequência. Destaque para a orquestração de sua autoria para "Li'l Darlin'" e "Cute" para Orquestra de Count Basie. Nos anos 60 compôs para o cinema e televisão. A trilha musical dos filmes Sex and the Single Girl, How to Murder Your Wife, Synanon, Boeing Boeing e Harlow.
Conto com tua valiosa audiência.
Até Jazz!!!!!!
Humberto Amorim
Joaquim Marinho apoia a luta contra o Porto das Lajes
Joaquim Marinho é um personagem dos mais queridos e mais curtidos de Manaus. Advogado por formação, notabiliza-se há mais de três décadas como agitador cultural. Mas, é como comunicador que esse luso-brasileiro é amado por todos. Seu programa "Zona Franca", de 10h00 às 13h00, pela rádio Amazonas-FM, 101.5, é para obrigatória para todas as classes sociais. Afinal, como dizia Caetano Veloso: nada maiz Z do que um público classe A.
Muitos mitos giram em torno do personagem, desde a coleção de discos de vinil, passando pela selos postais, até o coleção completa de Zéfiro e outros livros de sacanagem. Por isso, uma bela noite foi bater no programa do Jô, depois das 11 e meia.
Eclético, Marinho na "Zona Franca" vai de Neguinho da Beija-Flor, passa por Elis Regina, e ainda ataca de Luso Neto, prata da casa. Pelo programa passam outros personagens da hora. Foi nosso caso, meu e do companheiro Ademir Ramos, antropólogo, professor da Universidade Federal do Amazonas, incumbidos pela Associação Amigos de Manaus - AMANA da divulgação da luta contra o Porto das Lajes e pelo tombamento do Encontro das Águas.
O programa de hoje foi marcado por uma retrospectiva histórica do comportamento da sociedade civil e política, pelo futuro do Encontro das Águas e pelo inquebrantável bom humor do entrevistador.
Notícia quente
Nesta semana Joaquim Marinho, no jornal matutino da Amazonas-FM, foi portador de uma informação que aqueceu o coração do movimento SOS Encontro das Águas. Segundo sua fonte - guardada a sete chaves - foi liberado verba para a construção de um porto em Manaus. E - pasme! - não é para o Porto das Lajes. Trata-se da construção do Porto da Siderama.
Siderama é o acrônimo de Siderúrgica do Amazonas, projeto que não obteve êxito, e se encontra em estado de abandono, praticamente no coração do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus.
Se a notícia for confirmada, o Encontro das Águas estará a salvo. Mas, como caldo de galinha e canja não fazem mal a ninguém, é bom que a sociedade civil organizada mantenha a vigilância necessária.
A propósito, anote aí os próximos eventos da AMANA contra a construção do Porto das Lajes e pelo tombamento do Encontro das Águas:
Dia 5 de março - audiência pública na Câmara dos Vereadores.
Dia 17 de março - audiência no Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Dia 19 de março - ato público no Largo de São Sebastião.
Abaixo assinado pelo tombamento do Encontro das Águas
Amigos(as)
Desde ontem está disponível neste blog um abaixo-assinado contra a construção do porto das Lajes e pelo tombamento do Encontro das Águas do rio Negro com o rio Solimões, como patrimônio paisagístico e cultural dos amazonenses, dos brasileiros e da humanidade. Permitir sua destruição é como se permitisse a destruição, por exemplo, do Corcovado, da Chapada Diamantina, importantes patrimônios naturais do Brasil.
Os blogueiros que quizerem contribuir podem fazer link para seus blogues. A comunidade do lago do Aleixo, os amazonenses, e os manauaras em particular, agradecem.
Rogelio Casado
P/Associação Amigos de Manaus - AMANA
Nota do blog: Há um espaço na lista do abaixo-assinado para você dar picica; não deixe de dar sua opinião. Assista, também, os vídeos do Movimento SOS Encontro das Águas; acesse-os na Barra de vídeo.
Comunidade do Aleixo contra a construção do Porto das Lajes
Comunidade do Aleixo contra a construção do Porto das Lajes
Desenvolvimento Sustentável - É o desenvolvimento que satisfaz as necessidades das gerações presentes sem comprometer o atendimento das necessidades das gerações futuras.
Sustentabilidade - É um comprometimento ambiental com a gestão adequada do desenvolvimento econômico. OK!
Em carta escrita pelo presidente Lula e distribuída publicamente durante a campanha pelo seu 2º mandato (carta essa muito bem guardada até hoje por muitos brasileiros, principalmente, pelos amazonenses), o presidente deixa bem claro que ele e sua equipe têm um programa de governo específico para a Amazônia, cuja região terá uma importância estratégica pelo fato da Amazônia ser um patrimônio do povo brasileiro, cujo futuro deve ser definido pelo povo amazônico.
Segundo o presidente Lula, a economia do Amazonas, assim como de toda a Amazônia, precisa ser estimulada e em seu governo os segmentos produtivos receberão o apoio necessário para colocar em prática inovações produtivas modernas e harmonizadas com a qualidade ambiental da zona rural e urbana. Para concluir, o presidente cita em sua carta, que o PT, tem uma experiência muito feliz com o desenvolvimento sustentável e que irá aprofundá-la nos estados da Amazônia. Muito bem!
Porém, no Estado do Amazonas, a situação é diferente. Para muitos habitantes deste grandioso e promissor Estado brasileiro, como por exemplo, os moradores das várias comunidades que formam a grande e populosa Colônia Antônio Aleixo, bairro Bela Vista e adjacências, para esses citados moradores, Desenvolvimento Sustentável e preservação ambiental só existem na mídia, e como pretexto para adquirir verba. Se o Governo Federal está contribuindo com a obra de implantação de um porto para carga, descarga e armazenamento de contêineres, o presidente Lula precisa ser informado do seguinte:
O ponto turístico mais famoso do Estado do Amazonas que é o magnífico Encontro das Águas e o belíssimo Lago do Aleixo, localizados um em frente ao outro (lago esse que o presidente conheceu quando veio inaugurar o conjunto habitacional Amine Lindoso/ Cidadão II), em Manaus, no bairro 11 de Maio, Colônia Antônio Aleixo), estes dois citados pontos turísticos estão ameaçados de extinção pela implantação do tal porto. E o que é mais grave, além de toda essa catástrofe ambiental que acontecerá na citada área, como ficará a vida da população das várias comunidades, situadas nos arredores deste mencionado local e que dependem das águas deste grande manancial que é o LAGO DO ALEIXO?
A citada população está mobilizada, tentando reverter essa absurda situação. Como é possível, que os governantes, que se dizem preocupados com as questões ambientais, sejam cúmplices desse desastre ambiental? Uma comissão, formada por moradores das comunidades que sofrerão com esse impacto, tentou chegar até ao governador do Amazonas, Eduardo Braga, para mostrar a ele a situação do referido lago e solicitar atendimento para as várias, antigas e repetidas reivindicações de benefícios para o Lago do Aleixo, porém não tiveram permissão para falar com o governador e nem para mostrar a filmagem que eles têm, porque exatamente nesse evento em que o governador se encontrava, ele ia ser premiado por ser o maior defensor da natureza e do meio ambiente na Amazônia (tendo um defensor desse, não precisa ter inimigo).
O Lago do Aleixo é imenso, é muito lindo e não pode morrer, e a citada população precisa dele para viver. Apesar de todo o descaso dos governantes para com essa importante questão ambiental, os moradores continuam sua luta por esse grande patrimônio da natureza e da humanidade.
Os mencionados moradores reivindicam junto às autoridades competentes, que o Lago do Aleixo seja declarado oficialmente: área de turismo, lazer, com a devida preservação ecológica, que o mesmo seja incluído no roteiro de visitação turística de Manaus, que seu magnífico visual seja divulgado para toda a sociedade. Essa é a forma para população saber da existência de tão belo lugar e visitá-lo quando e quantas vezes desejar.
Marisa Lima, comunitária do bairro do Aleixo, moradora do Lago do Aleixo










