dezembro 02, 2010

Morre, em Manaus, Doroti Schwade

PICICA: Vítima de um AVC (acidente vascular cerebral) faleceu no dia de hoje Doroti Schwade, esposa do companheiro Egydio Schwade. Na fotografia abaixo ela conversa com a jornalista Railda Herrero, em seu quintal ecológico, para matéria publicada no site da Radio Internacional Nederland. Depois de alguns anos de trabalho com os Waimiri-Atroari, o casal fixou residência em Presidente Figueiredo, onde constituiram família. Doroti e Egydio representam para os movimentos sociais a certeza de que uma outra Amazônia é possível. À família enlutada nosso profundo sentimento de pesar.
Railda Herrero e Doroty Schwade

"A voz do morro", para celebrar este Dia Nacional do Samba

PICICA: Dedico esta postagem ao meu amigo Zefofinho de Ogum, consultor deste PICICA, carioca de nascimento e cidadão do mundo, atualmente morando na aprazível cidade de Petrópolis-RJ.
7desetembro | 30 de junho de 2009 |

WikeLeaks: "Estão distraindo a gente?"

PICICA: O professor Everaldo Fernandez, da cátedra de Direito Internacional da Universidade Federal do Amazonas, que me dá a honra da leitura deste PICICA, foi o único leitor que deixou baixar, preventivamente, um "Ubaldo" diante do alvoroço provocado pelo "vazamento" de informações do já célebre WikiLeaks. "Estão distraindo a gente", sentenciou o insigne professor. Diante do laconismo da advertência, fomos buscar seu fundamento. Encontramos o texto abaixo, que ainda que não desqualifique inteiramente o "vazamento", dá margem para especular sobre o papel do WikiLeaks no cenário atual da difusão de notícias.
WikiLeaks e o cártel da mídia

Comunicaçom
Quarta, 01 Dezembro 2010 01:00
011210_NYT Patria Grande - [Pascual Serrano, tradução do Diário Liberdade] O fenômeno Wikileaks tem açambarcado numerosas análises e reflexões sobre o futuro da informação, a internet e a participação cidadã na difusão das notícias.

O debate limitou-se entre aqueles que apresentavam como um problema e uma irresponsabilidade a distribuição de informação secreta e os que defendiam sua livre circulação e apoiavam o WikiLeaks. Em minha opinião, trata-se de uma simplificação e o modus operandi do próprio WikiLeaks demonstrou que o assunto é mais complexo. Uma prova disso foi a forma em que difundiu os 250.000 documentos que recolhiam comunicações da diplomacia e a Administração central estadunidense. Quem parecia que subvertia as formas de comunicação do século XXI optou por oferecer em exclusivo e de forma privilegiada a documentação a cinco grandes meios de comunicação mundial: The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El País. Dias depois que as direções destes jornais os tivessem em seu poder, os cidadãos continuamos sem poder aceder aos documentos no site do WikiLeaks.

Por sua vez, os cinco jornais organizam-se num cártel -como bem denominou Juan Carlos Monedero- e se coordenam. Segundo reconheceram, "há um acordo sobre a publicação simultânea dos mesmos documentos de relevo internacional e as datas de sua difusão". Afirmam que "têm autonomia para decidir sobre a seleção, avaliação e publicação das comunicações que afetem seus países", quer dizer, cinco países do bloco ocidental, toda a informação referente ao resto do mundo está filtrada por eles. "Unicamente se publicarão aqueles papéis que considerarmos que não representam uma ameaça para a segurança de pessoas ou de países", afirmaram. Em concreto, o El País reconhece que "decidiu aceitar os compromissos a que The New York Times chegar com o Departamento de Estado para evitar a difusão de determinados documentos".

A conivência entre o WikiLeaks e o cártel dos cinco é absoluta. A partir de seu twitter, o WikiLeaks já se remetia a eles, assumindo que seu site ficaria fora de serviço. E o que anuncia na rede social são links aos sítios dos jornais.

Não sei se a origem de WikiLeaks era limpa e honesta, mas sim parece claro é que se está convertendo num sujeito domesticado. Até o premiê israelense, Benjamín Netanyahu, afirmou que os documentos dão a razão a seu governo na avaliação da ameaça iraniana.

Não devemos descartar que, ante a perda de credibilidade da informação que fazem pública os governos, se esteja recorrendo a formas imaginativas que, sob uma auréola de espontaneidade, filantropía e mistificação da internet, não seja mais do que o mesmo cão com diferente coleira. Que, por enquanto, a única iniciativa concreta contra o fundador de WikiLeaks seja algo tão disparatado como ser acusado de uma violação, é bastante extravagante.


Fonte: Diário Liberdade

Quem precisa da Rede Globo? Vamos deixar os playboys sem argumento.

PICICA: Zefofinho de Ogum, consultor espiritual e correspondente do PICICA, passou poucas e boas com a ocupação de uma das favelas do Complexo do Alemão, onde moram muitos dos seus amigos. Refeito do susto, e, porque não dizer, muito puto com a cobertura das TVs, sobretudo a da Globo, enviou mensagem para que este blog reproduza o vídeo abaixo, postado no Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim. Se  liga na mensagem do Fofo: "Saca aí porque o latifúndio midiático não quer a democratização dos meios de comunicação. Já pensaste se proliferam TVs comunitárias pelo Brasil afora. Babau Rede Globo! Amanhã (hoje) o Lulinha vai dar entrevista pra dez rádios comunitárias, tá ligado? Ô Lula, cara, regulamenta as rádios comunitárias e deixa o resto com a gente. viu a molecada da voz da comunidade? Mais de 20 mil seguidores pelo twitter (cobertura da ocupação militar do "Alemão"). Se a moda pega!... Por isso que eu digo: Quem precisa da Rede Globo? Vamos deixar os playboys sem argumento. Democratização da comunicação já! É isso aí!".

Assunto: Exclusivo: TV Popular da Rocinha Mostra o PAC

Exclusivo: TV Popular da Rocinha Mostra o PAC


A partir de dica do @williamrocinha, Presidente do Movimento Popular de Favelas, Vice Presidente do Fórum de Turismo da Rocinha.

 
williamdarocinha | 16 de novembro de 2010 | 
As obras concluídas e em andamento na Rocinha receberam investimentos de 272.115.477,71 reais. William da Rocinha apresenta para você algumas imagens e inforamaçoes do Pac na Rua 4 da Rocinha.

Aos incansáveis profissionais que lutam contra as DST/Aids

PICICA: No dia 1 de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a Aids - costumo homenagear @s companheir@s que se distinguiram na luta contra o preconceito e pela dignidade no atendimento do soropositivo para o HIV. Geralmente são usuários dos serviços públicos que superaram as dores do estigma e usaram sua cidadania para tornar o mundo mais solidário. Desta vez, homenageio os profissionais que vão além das rotinas exigidas pelo ato médico e fazem do seu labor a reafirmação da humanidade que os une enquanto cuidadores com aqueles a quem prestam cuidados, promovendo a saúde e o bem estar coletivo.  Para tanto escolhi como representante a médica Adele Benzaken, minha contemporânea da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Amazonas, de quem tenho o privilégio da amizade. Ela é vista no vídeo abaixo do Ministério da Saúde abordando o tema DST (doenças sexualmente transmissíveis). Adele foi a primeira médica a sair dos muros da instituição e investir no campo da prevenção às DST/Aids através de uma organização não governamental - AMAVIDA -, que atuou em Manaus por todos os anos 1980. Público alvo: as prostitutas, que ela diligentemente nomeava como trabalhadoras do sexo. Cedida pela Secretaria Estadual de Saúde ao projeto AMAVIDA, sob sua coordenação as orientações do Ministério da Saúde finalmente foram popularizadas, graças a um primoroso trabalho que se tornou referência no campo da prevenção. A riqueza deste e de outros trabalhos no campo da atenção à saúde credenciaram Adele Benzaken a  concorrer e dirigir a Fundação Alfredo da Matta (dermatologia e DST), cujo prazo finda este ano. Grande Adele Benzaken. 
lmtanabe | 16 de outubro de 2008 | 
Vídeo produzido pelo Programa Nacional de DST e Aids para salas de espera, sobre DST.

Seminário internacional Cartografia Cultural: As dobras da loucura

PICICA: Enquanto a Associação Brasileira de Psiquiatria continua a luta insana pelo monopólio da intervenção sobre a loucura, a Fiocruz dá um belo exemplo de como discutir a loucura para além do olhar apenas psiquiátrico, psicanalítico ou médico. A loucura é um problema que exige cuidados médicos e atenção psicossocial numa sociedade sem manicômios. Enquanto isso, no Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas, a Secretaria de Estado de Ação Social e a Associação Chico Inácio (que agrega usuários, familiares e técnicos em saúde mental), numa parceria cuidadosamente articulada, começam a tirar do papel o Projeto Nós & Voz, primeiro projeto que rompe com os muros do manicômio por uma efetiva inclusão social de pessoas em sofrimento mental atendidas na rede pública de saúde. Para fechar o ciclo de parceiros do projeto aguarda-se decisão da Secretaria Estadual de Saúde. A coordenação do Programa de Saúde Mental ainda não se manifestou em relação ao pedido protocolado em agosto deste ano. Lástima!  

Seminário internacional Cartografia Cultural: As dobras da loucura

Abertura da 28º edição do Curso de especialização em Saúde Mental da ENSP

Instituição: Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps/ENSP)

Local: Auditório térreo da ENSP

Período: 01/12/2010 a 03/12/2010

Informações: A proposta do evento é discutir a loucura além do olhar apenas psiquiátrico, psicanalítico ou médico. Para tanto, o tema deste ano aborda a cartografia como mapeamento da cultura relacionada à loucura e o termo 'dobra', como conceito da filosofia, é empregado para falar sobre as várias faces e possibilidades do real. Inscrições limitadas

Email: saudemental2010@ensp.focruz.br

Link: Clique e saiba mais!

Fonte: Fiocruz

Boletín R - Comunidad Virtual Russell - Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller.

PICICA: Aviso aos navegantes que este blog concorda com o psicanalista MD Magno de que o pensamento de Lacan é terminal, posto que com ele terminou não só o século XX, como também as idéias de descontinuidade, fronteira e heterogeneidade, e com elas uma certa epistemologia que designava o que é ou não é científico. Hoje fala-se em polaridades, e o campo não do Outro, mas do Mesmo. Nada de mapas com territórios desenhados, mas um grande campo homogêneo, com focos de polarização. Como exemplo o Urbanismo de hoje, em que a cidade é só um pólo, não há mais fronteiras para ela. MD Magno dixi. De todo modo, aí está uma literatura que ainda resistirá ao seu desaparecimento.
Russell
1° de Diciembre de 2010

Boletín R
Comunidad Virtual Russell

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comunidadrussell.com
Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller
El banquete de los analistas
(noviembre de 1989 - junio de 1990) Texto establecido por Graciela Brodsky -
AGOTADO
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Los divinos detalles
(marzo - junio de 1989)
Texto establecido por Silvia Elena Tendlarz

http://www.comunidadrussell.com/libreria/images/miller/extimidad.jpg
Extimidad
Texto establecido por Graciela Brodsky

http://www.comunidadrussell.com/libreria/images/miller/los_signos_del_goce.jpg
Los signos del goce
(noviembre de 1986 - junio de 1987)
Traducción y transcripción: Graciela Brodsky

http://www.comunidadrussell.com/libreria/images/miller/de_la_naturaleza_de_los_semblantes.jpg
De la naturaleza de los semblantes
(noviembre de 1991 - junio de 1992)
Texto establecido por Silvia Elena Tendlarz

http://www.comunidadrussell.com/libreria/images/miller/el_otro_que_no_existe.jpg
El Otro que no existe y sus comités de ética
(noviembre de 1996 - junio de 1997)
Texto establecido por Graciela Brodsky

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El partenaire- síntoma
(noviembre de 1997 - junio de 1998)
Texto establecido por Silvia Elena Tendlarz

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La experiencia de lo real en la cura psicoanalítica
(noviembre de 1998 - junio de 1999)
Texto establecido por Graciela Brodsky

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Los usos del lapso
(noviembre de 1999 - junio de 2000)
Texto establecido por Silvia Elena Tendlarz

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dezembro 01, 2010

Jewish Voice for Peace

Jewish Voice for Peace

Who taught you to stand up for your beliefs?


Young Jewish and Proud member Antonia House with her brother Greg and parents Tina and Jonathan.

Honor them today with a gift to Jewish Voice for Peace.


Dear Rogelio,
For me, it's my parents.

We aren't always on the same side of every issue—but even when we disagree, my parents stand by me with support, love, and respect. They've always insisted that I live my life, and act, with integrity.

Many of us have been lucky enough to have someone in our lives who insisted that we stand up for what's right in the world—even when it's hard, even when many of our friends, family and community may not agree with us.

Honor that person this Hanukkah with a gift to Jewish Voice for Peace. You'll honor their legacy while supporting the only national Jewish organization that supports full equality for Palestinians and Israelis.

Last month, when I was in New Orleans with the other Young, Jewish and Proud leaders who bravely disrupted Prime Minister Benjamin Netanyahu's speech at the United States' largest gathering of Jewish leaders,
I struggled to hold on to the courage I needed in that room where so many people wanted to silence us. It was an incredible, and terrifying experience—but I got through it by holding onto the values my parents raised me with.

Like my parents always taught me—standing for justice is not about doing what's popular, or easy. But it is about heeding our inner wisdom and moral compass, keeping our eyes open to the realities of the world around us, and speaking truth to power. Sometimes it's incredibly hard to do…but we do it because it's the right thing to do, and often because we've been lucky enough to have people in our lives who showed us how to do it.

Stand with JVP, and make a gift in honor or in memory of the person who
taught you to stand for what's right in the world.


Thank you so much for all that you do this Hanukkah and always.

Sincerely,
Antonia House
Jewish Voice for Peace


P.S. Members of the Jewish Voice for Peace Rabbinical Council have put together some wonderful Hanukkah texts that you can download here.

PICICA apoia campanha pela anistia de Zé Dirceu

PICICA: "O movimento deve ser o primeiro passo rumo à campanha pela anistia de Dirceu, que tratou do assunto com o presidente Lula em conversa no Palácio da Alvorada neste mês. Entrevistado após a conversa, o presidente Lula disse que depois que deixar o cargo terá como uma de suas metas desvendar a “grande farsa” que foi o mensalão."
Zé Dirceu e Rogelio Casado - Manaus, 2007

De olho na anistia, Dirceu é alvo de desagravo

Caio Junqueira | VALOR


De Brasília

Cinco anos depois de ter seu mandato cassado no plenário da Câmara dos Deputados, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu receberá hoje um desagravo pela internet promovido por um grupo de amigos. O objetivo é fazer com que a data não passe em branco e seja um primeiro passo no sentido de uma ampla campanha nacional por sua anistia no Congresso.

Nessa linha, será repassada pela internet um resumo com os principais trechos do discurso que Dirceu fez em sua defesa há exatos cinco anos, ao lado de um pequeno texto dizendo que nada contra ele foi provado.

O manifesto será divulgado por amigos como Luiz Gushiken, ex-secretário de Comunicação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo presidente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, Guilherme Lacerda. A intenção é fazê-lo circular em blogs, rede sociais, e mailings de grandes instituições, como a das centrais sindicais.

O movimento deve ser o primeiro passo rumo à campanha pela anistia de Dirceu, que tratou do assunto com o presidente Lula em conversa no Palácio da Alvorada neste mês. Entrevistado após a conversa, o presidente Lula disse que depois que deixar o cargo terá como uma de suas metas desvendar a “grande farsa” que foi o mensalão.

A estratégia de Dirceu na luta por sua anistia tem, basicamente, duas frentes. Uma é aguardar o julgamento do processo em que é réu no Supremo Tribunal Federal, no qual espera ser absolvido. Outro é, simultaneamente, fazer um trabalho na sociedade civil questionando a falta de provas e o caráter político de sua cassação.

O ex-ministro foi cassado na noite do dia 30 de novembro de 2005. Foram 293 votos a favor da perda do seu mandato, 192 contra e oito abstenções, além de um voto branco e um nulo. A votação foi secreta e, derrotado, ele perdeu seus direitos políticos por oito anos depois de concluída a última legislatura. Assim, só poderia voltar a disputar um cargo eletivo em 2016, ano de eleições municipais. Se for absolvido, porém, a questão deve entrar na pauta do Congresso, única instância capaz de aprovar uma anistia ao ex-ministro.

Fonte: Blog Leituras do Favre

Enlace Zapatista - Invitación a trabajo voluntario

PICICA: A dica do vídeo é da internauta Alexandra Peixoto, via Facebook.
INDIOBRAVO | 10 de maio de 2006 
military base occupation 2001 (chiapas mexico)

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Enlace Zapatista



A tod@s l@s compañer@s simpatizantes del EZLN y las comunidades autónomas en resistencia, la brigada de trabajo voluntario l@s invita [...]

Hermanas y hermanos; Compañeras y compañeros: Nuevamente nos dirigimos a ustedes para hacerles la cordial invitación a encontrarnos en nuestra [...]
DECLARACIÓN DE LA RED CONTRA LA REPRESIÓN Y POR LA SOLIDARIDAD (RvsR) ANTE AMENAZAS DE MUERTE CONTRA EL CENTRO DE [...]
San Cristóbal de Las Casas, Chiapas, México 25 de Noviembre de 2010 ACCION URGENTE Amenazas de muerte, hostigamiento a Defensora [...]

Sarcasmos à parte, a barra vai pesar

PICICA: O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos "prevê um tensionamento entre mídia, parlamento e governo, porque o modelo lulista de agradar a todos esgotou-se. Os mais ricos tentarão convencer a nova classe média que é hora de fechar as fronteiras. Quem passou, passou. Os novos beneficiados irão disputar empregos com os já estabelecidos. Segundo Santos, será mais difícil, neste cenário, obter a unanimidade incrível conquistada por Lula.". Leia mais em "Wanderley: a barra vai pesar".
 
tjgweb | 14 de dezembro de 2008 |

* * *
MÍDIA & CAOS SOCIAL
Sarcasmo ou sinceridade?

Por Fernando Schweitzer em 30/11/2010

Você é sarcástico quando fala com esse tom, ou pensa assim mesmo? Respondi, às 16:43h do dia 24/11/2010: "Penso absolutamente assim. Pois tudo que o cidadão sócio normativo daqui usa como discurso de orgulho é o que eu mais desprezo no país, tudo o que o brasileiro mais odeia no seu país são os poucos pontos positivos para mim – e justo o que o povo daqui quer extirpar. Então, se o que o padrão da sociedade tupiniquins ama é o que eu odeio, e vice versa... das duas uma, ou eles tem um patriotismo burro e equivocado e eu sou mais patriota que eles, só que sem ser cego e fanático, ou o povo de patriota nada tem porque ignora o real país onde vivem."

Essa resposta visceral e molesta foi motivada em uma conversa de MSN aonde fui questionado de onde era. A pergunta "Vc eh brasileiro?", cuja resposta fora: "Por carma sim", vem no âmbito das perguntinhas das quais eu já conheço há tempos, tal qual sua fundamentação e diretriz ideológica. Os sócio-normativos de plantão! Porque cargas d´água... (adoro essa expressão) qualquer pessoa que tenha um pouco de visão é chamado de louco, radical, extremista etc. por gente conformista e cooptada pelo sistema?

Esses tipos são os primeiros a levantar a mão e apontarem seu dedo moralista a todos que não sigam o trilho nefasto do comodismo sócio-cultural brazuca, que eu chamaria de bazuca. O que me deixa ensandecido é pensar no que raios pode ter como filosofia de vida um ser que acredite que vivemos em um país justo. Deve ter lido o 2º Caderno e nada mais, visto na vida muito filme americano, onde os desfechos são óbvios e os pseudo-atores medíocres, assistido muito Xuxa e afins da Rede Bobo de Manipulação.

Um tênis laranja


Tivemos nos recentes dias uma avalanche de notícias que passam da linha tênue da modernidade caótica. Cito apenas as manchetes:

R7: Jornalista culpa pobres por tráfego nas estradas
Análise preconceituosa de comentarista da Globo/RBS-SC foi parar na internet

G1: Jovem de 18 anos é preso por beijar garoto de 13 em cinema de shoppingBeijo consentido por menor durou 5 minutos, diz gerente em SP.
Maior responderá por estupro de menor de 14 anos, segundo a lei.

Folha online: Mãe de agressor diz que filho teve "atitude infantil"; grupo atacou 3 na av. Paulista
Passageiros de van incendiada no Rio têm queimaduras de segundo grau

JB: Nova vítima de agressores da Av. Paulista se apresenta
Estudante reconheceu acusados por vídeo e foi espancado em danceteria

Pela mesma pessoa, na conversa fui perguntado se não acredito em democracia. Eu não acredito é que vivamos em uma democracia neste país. Temos censura na TV regida pelo Ministério Público, temos censura social caso não nos comportamos nos padrões hipócritas-cristãos desta sociedade pseudo-laica, onde padres e bispos são pedófilos, além de homossexuais enrustidos, representando uma entidade racista e homofóbica...

A cultura da culpa cristã em que vivem presas as pessoas atualmente é o maior censor que pode sofrer perseguição uma pessoa. Por não ter fetiche por uniformes e talvez por uma inconsciente vontade de contestar a mediocridade dos transeuntes que coabitam este em que infelizmente ainda piso, uso trajes não plenamente ortodoxos. Estreei um tênis laranja esta semana. Por este fato simples, até irracional, fui abordado várias vezes na rua, sofri ameaças de agressão, além dos milhares de comentários de conhecidos sobre o dito cujo. Meu caráter deixou de habitar meu ser.
Subterfúgios pragmáticos
Passei a ter medo que uma lâmpada viesse ao meu encontro pelas ruas, ou que ao cantar alguém de 17 anos e 364 dias de vida e ser correspondido me levasse a cadeia. Cancelei uma viagem a São Paulo para palestrar em um evento na Avenida Paulista e outro no Rio porque teria de tomar uma van e poderiam me atear fogo, ou ser agredido em uma danceteria. Além do mais, desisti de comprar um carro financiado por aconselhamento de um colega de profissão... Agregado a esses vários temores, ainda o desemprego rondando... Se acreditasse em reencarnação, daria o restart... na minha vida – óbvio, é um trocadilho. Tranquilidade, continuo a cantar MPB e latinas de mesma envergadura...

Uma máxima de uma velha cigana sempre promulgo aos meu íntimos: "Para você acabar com um problema, você necessariamente precisa reconhecer que ele existe." Caríssimos, ser patriota não é aplaudir algo por ser brasileiro meramente, e sim, é valorizar as coisas positivas do país sem deixar de enxergar as mazelas deste, que persistem por motivos muitas vezes irracionais a chamar de seu.

Toda crítica é salutar, desde que seja realista e coerente. Outra praxe que as pessoas sócio-normativas precisam aprender é que não existe otimismo, nem pessimismo. Esses subterfúgios pragmáticos somente servem como ópio para o povo, bem como carnaval e futebol. Sábio foi quem criou o dito: "Tapar o sol com a peneira não adianta nada!" Pois sem protetor solar você não poderá dormir com tranquilidade à noite. Não ser realista é bom, anestesia, mas não cura a ferida!

Fonte: Observatório da Imprensa

Nota de repúdio da Rede Contra Violência ao revide violento das forças de segurança pública no RJ

PICICA: "Repudiamos a compreensão de que a situação na cidade seja de uma "guerra". Pensar nestes termos, implica não apenas uma visão limitada e reducionista de um problema muito complexo, que apenas serve para satisfazer algumas demandas políticas-eleitoreiras, mas provoca um aumento de violência estatal descomunal contra os moradores de favelas da cidade."
Rio de Janeiro - Complexo do Alemão

Repúdio ao revide violento das forças de segurança pública no Rio de Janeiro, e às violações aos direitos humanos que vêm sendo cometidas


Desde o dia 23 de novembro a rotina de algumas regiões do Rio de Janeiro foi alterada. Após algumas semanas em que ocorreram supostos "arrastões" (na verdade, roubos de carros descontinuados no tempo e no espaço), veículos seriam incediados. Imediatamente, as autoridades públicas vieram aos meios de comunicação anunciar de que se tratava de um ataque orquestrado e planejado do tráfico de drogas local à política de segurança pública, expressa principalmente nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Tal interpretação nos parece questionável, em primeiro lugar porque não foi utilizado o poderio em armas de fogo das facções do tráfico, e sim um expediente (incêndio de veículos) que, embora tenha grande visibilidade, não exige nenhuma logística militar. Em segundo porque, se o objetivo fosse um dano político calculado ao governo estadual, as ações teriam sido realizados cerca de dois meses atrás, antes das eleições, e não agora. As ações, que precisam ser melhor investigadas e corretamente dimensionadas, parecem mais típicas atitudes desorganizadas e visando impacto imediato, que o tráfico varejista por vezes executa.

Seja como for, desde então, criou-se e se generalizou um sentimento de medo e insegurança. Esta imagem foi provocada pela circulação da narrativa do medo, do terror e do caos produzida por alguns meios de comunicação. Isto gerou o ambiente de legitimação de uma resposta muito comum do poder público em situações como esta: repressão, violência e mortes. Principalmente nas favelas da cidade. Além disso, mobilizou-se rapidamente a idéia de que a situação é de uma "guerra". Esta foi a senha para que o campo da arbitraridade se alargasse e a força fosse utilizada como primeiro e único recurso.
 
Repudiamos a compreensão de que a situação na cidade seja de uma "guerra". Pensar nestes termos, implica não apenas uma visão limitada e reducionista de um problema muito complexo, que apenas serve para satisfazer algumas demandas políticas-eleitoreiras, mas provoca um aumento de violência estatal descomunal contra os moradores de favelas da cidade. Não concordamos com a idéia da existência de guerra, muitos menos com seus desdobramentos ("terrorismo", "guerrilha", "crime organizado") justamente pelo fato de que as ações do tráficos de drogas, embora se impondo pelo medo e através da força, são desorganizadas, não orgânicas e obviamente sem interesses políticos de médio e longo prazo. Parece que, ao mencionarem que se trata de uma "guerra" ao "crime organizado", as autoridades públicas querem legitimar uma política de segurança que, no limite, caracteriza-se apenas por uma ação reativa, extremamente repressiva (que trazem conseqüências perversas ao conjunto dos moradores de favelas) e que, no fundo, visa exclusivamente e por via da força impor uma forma de controle social. As ações feitas pelos criminosos e a resposta do poder público que ocorreram nesta semana, somente reproduz um quadro que se repete há mais de 30 anos. Contudo, as "políticas de segurança pública" se produzem, sempre, a partir destes eventos espetaculares, portanto com um horizonte nada democrático. É importante não esquecer que, muito recentemente, as favelas que agora viraram símbolo do enfrentamento da "política de segurança pública" já tenham sido invadidas e cercadas em outros momentos. Em 2008, a Vila Cruzeiro foi ocupada pela polícia. Em 2007, o Complexo do Alemão também foi cercado e invadido. O resultado, todos sabem: naquele momento, morreram 19 pessoas, todas executadas pelas forças de segurança.

As conseqüências práticas da idéia falsa da existência de guerra é o que estamos vendo agora: toda a ação de reação das forças de segurança, que atuam com um certa autorização tácita de parte da população (desejosa de uma vingança, mas que não quer fazer o "trabalho sujo"), têm atuado ao "arrepio da lei", inclusive acionando as Forças Armadas (que constitucionalmente não podem ser utilizadas em situações como estas, que envolvem muitos civis, e em áreas urbanas densamente povoadas). Não aceitamos os chamados "danos colaterais" destas investidas recorrentes que o poder público realiza contra os bandos de traficantes. Discordamos e repudiamos a concepção de que "para fazer uma omelete, é preciso quebrar alguns ovos", como já disseram as mesmas autoridades em questão em outras ocasiões. 

Desde o começo do revide violento e arbitrário das polícias e das forças armadas, há apenas uma semana, o que se produziu foi uma imensa coleção de violações de direitos humanos em favelas da cidade: foram mortas, até o momento, 45 pessoas. Quase todas elas foram classificadas como "mortes em confronto" ou "vítimas de balas perdidas". Temos todas as razões para duvidar da veracidade desse fato. Em primeiro lugar, devido ao histórico imenso de execuções sumárias da polícia do Rio de Janeiro, cuja utilização indiscriminada dos "autos de resistência" para encobrir tais crimes de Estado tem sido objeto de repetidas condenações, inclusive internacionais. Em segundo lugar, pelo que mostram as próprias informações disponíveis, o perfil das vítimas das chamadas "balas perdidas" não é de homens ou jovens que poderiam estar participando de ações do tráfico, e sim idosos, estudantes uniformizados, mulheres, etc. Na operação da quarta-feira (24/11) na Vila Cruzeiro, por exemplo, esse foi o perfil das vítimas, segundo o detalhado registro do jornalista do Estado de São Paulo: mortes - uma adolescente de 14 anos, atingida com uniforme escolar quando voltava para casa; um senhor de 60 anos, uma mulher de 43 anos e um homem de 29 anos que chegou morto ao hospital com claros sinais de execução. Feridos - 11 pessoas, entre elas outra estudante uniformizada, dois idosos de 68 e 81 anos, três mulheres entre 22 e 28 anos, dois homens de 40 anos, um cabo da PM e apenas dois homens entre 26 e 32 anos.

Além disso, a "política de guerra" produziu, segundo muitas denúncias feitas, diversos refugiados. Tivemos informações de que moradores de diversas comunidades do Complexo da Penha e de outras localidades não puderam retornar às suas casas e muitas outras ficaram reféns em suas próprias moradias. Crianças e professores ficaram sitiados em escolas e creches na Vila Cruzeiro, apesar do sindicato dos professores ter solicitado a suspensão temporária da operação policial para a evacuação das unidades escolares. As operações e "megaoperações" em curso durante a semana serviram de pretexto para invasões de domicílios seguida de roubos efetuadas por policiais contra famílias. Nos chegaram, neste sábado 27/11, depoimentos de moradores da Vila Cruzeiro que informavam que, após a fuga dos traficantes, muitos policiais estão aproveitando para realizar invasões indiscriminadas de domicílios e saquear objetos de valor. 

Não bastasse tudo isso, um repertório de outras violações vêm ocorrendo: nestas localidades conflagradas, os moradores se encontram sem luz, água, não podem circular tranquilamente, o transporte público simplesmente deixou de funcionar, as pessoas não podem ir para o trabalho, escolas foram fechadas e quase 50 mil alunos deixaram de ter aulas neste período, e até toque de recolher foi imposto em algumas localidades de UPP, segundo denúncias. As ações geraram um estado de tensão e pânico nos moradores destas localidades jamais vistos. As favelas do Rio, que são verdadeiros "territórios de exceção" onde as leis e as garantias constitucionais são permanentemente desrespeitadas, em primeiro lugar pelo próprio Poder Público, vivem hoje um Estado de Exceção ainda mais agravado, que pode ser prenúncio do que pretende se estabelecer em toda a cidade durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Repudiamos, por fim, a idéia de que há um apoio irrestrito do conjunto da população às ações das forças de segurança. De que "nós" é esse que as autoridades e parte dos meios de comunicação estão falando? Considerando o fato de que a cidade do Rio de Janeiro não é homogênea e que existem diversas versões (obviamente, muitas delas não são considerados por uma questão política) sobre o que está acontecendo, como é possível dizer que TODA a população apóia a repressão violenta em curso? Certamente, esse "nós", esse "todos" não incluem os moradores de favelas da cidade. E isso pode ser verificado a partir das inúmeras denúncias que recebemos de arbitrariedades cometidas por policiais.

Diante de tudo isso, e para evitar que mais um banho de sangue seja feito, e para que as violações e arbitrariedades cessem imediatamente:

* Exigimos que seja feita uma divulgação dos nomes e laudos cadavéricos de todas as vítimas fatais, bem como dos nomes das vítimas não-fatais e suas respectivas condições neste momento;

* Exigimos também que seja dada toda publicidade às ações das forças de segurança, permitindo que estas sejam acompanhadas pela imprensa e órgãos internacionais;

* Exigimos que sejam dadas amplas garantias para efetivação, acompanhamento e investigação das denúncias de arbitrariedades e violações cometidas por agentes do Estado nas operações em curso;

* Exigimos que estas ações sejam acompanhadas de perto por órgãos públicos como o Ministério Público, Defensoria Pública, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e do Congresso Federal, Secretaria Especial de Direitos Humanos - SEDH, Subsecretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, além de outras instituições independentes como a OAB (Federal e do Rio), que possam fiscalizar a atuação das polícias e das Forças Armadas.

Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência.
Rio de Janeiro, 27 de Novembro de 2010.

Três artigos contra o noticiário triunfalista sobre o combate ao tráfico de drogas no RJ

PICICA: Face ao triunfalismo que tomou conta do noticiário da mídia nacional com a ocupação de uma das favelas do Complexo do Alemão, o PICICA põe a disposição do leitor artigos indispensáveis para a compreensão dos acontecimentos no Rio de Janeiro. 1) Mídia ainda idolatra milicos, de Miguel do Rosário -  "Analisar as recentes operações militares em favelas do Rio requer muito cuidado para não sermos levados, meio que distraidamente, a uma visão cînica e oficialista. O triunfalismo da mídia é constrangedor. Poucos dias antes da tomada do morro do Alemão, o guru dos alienados da rede, Marcelo Tas, escreveu uma mensagem no Twitter em que pedia que o exército, depois de resolver o problema do Rio, se dirigisse ao Congresso Nacional e “limpasse” a casa. Houve resposta imediata, naturalmente. Outro Marcelo, o Branco, rebateu que os militares já tinham feito aquilo, na ditadura. A babação de ovo da mídia pelos milicos é atávica, golpista e doentia. É bom ficar de olho bem aberto."; 2) Triunfo e Ilusão 2 - "A ocupação se deu com os vexames de sempre contra moradores. TVs destruídas a golpe de fuzil, casas arrombadas e saqueadas. Pouco a pouco a grande mídia vai mostrando que a ocupação teve os elementos de sempre. Desprezo pelo povo pobre, arrogância e violência. Leitores de O Globo pediram isso, insistiam em que se tinha de entrar em todas as casas. Imagine-se isso em um bairro de classe média. Mas, para eles, na favela não vigem os direitos humanos."; 3) Tropa de Elite III: Quem é o inimigo? - Já que a moda agora é colocar câmeras para acompanhar os cercos policiais cinematográficos em tempo real, porque não colocamos câmeras em todos os presídios brasileiros para que a gente possa ver o que está sendo escondido de nossos olhos todos os dias? A humanização do sistema prisional brasileiro, seria, definitivamente, o primeiro passo para um real combate a violência no Brasil. Mas quem irá levantar essa bandeira? É fácil tirar os criminosos de seus territórios. O que aconteceu este fim de semana no Brasil, já poderia ter acontecido há muito tempo. (...) Todos nós sabemos que o tráfico de drogas existe no Rio por uma conivência com a polícia e autoridades do governo. Não adianta esconder o problema trancafiando a sombra da sociedade. Tampouco resolve a violência como resposta à violência. O estado não pode punir com base no olho por olho, dente por dente. Isto é vingança. E o estado não pode ser vingativo. A punição deve existir para corrigir com rigor e dignidade quem errou e ajudar este indivíduo a encontrar seu caminho de autotransformação." De quebra, veja a entrevista com Luiz Eduardo Soares para o Roda Viva. O entrevistado é bom. Os entrevistadores fixos do programa são lastimáveis.
radarcultura | 30 de novembro de 2010 |
O Roda Viva dessa segunda-feira recebe um homem acostumado com a violência. O sociólogo Luiz Eduardo Soares foi secretário de segurança pública nacional e do Rio de Janeiro. Além disso, ele é co-autor do livro Elite da Tropa que inspirou o filme Tropa de elite.
Na pauta do programa, os ataques do crime organizado na cidade do Rio de Janeiro.

O Roda Viva é um programa da Tv Cultura. Mais informações em: http://www.tvcultura.com.br/rodaviva

Harper advisor calls for assassination of Wikileaks director

PICICA: "Tom Flanagan, a senior advisor and strategist to the Canadian Prime Minister Stephen Harper today called for the assassination of Wikileaks director Julian Assange."
looncanada | 30 de novembro de 2010 
In a shockingly flippant comment to a Canadian television news anchor Evan Solomon of the CBC News Network on live TV, Tom Flanagan, a senior advisor and strategist to the Canadian Prime Minister Stephen Harper today called for the assassination of Wikileaks director Julian Assange . It is believed to be the first ever televised "fatwa" since the edict by the Iranian leadership of the late Ayatollah Khomeini against British writer Salman Rushdie in February 1989. Amazingly, although news anchor Solomon afforded Flanagan the opportunity to retract his statement, Flanagan balked at doing so and instead reiterated that U.S. President should put out a "contract" on Assange or use "a drone" and that he would not be unhappy if Assange "disappeared." Flanagan who is a trusted member of PM Harper's inner circle of Tory strategists joins Sarah Palin in calling for the death of the Wikileaks director as retribution for the website's release of confidential diplomatic and intelligence "chatter" this week.

Palestra “Estimativas de populações sustentáveis”, dia 02/12 no Musa

PICICA: Seriam necessários 3 planetas Terra pra que todos pudessem viver o mesmo padrão de vida dos norte-americanos. O modelo dos EUA é um péssimo exemplo para o mundo. Agora, diga aí, aqui em Brazuca, qual o percentual da população que tem o mesmo modo de vida do Império?

Estimativas de populações sustentáveis

 
Crescimento da população nas maiores cidades do planeta. Círculo preto mostra a população em 1950. 
O roxo, a população estimada no ano de 2000. O círculo vermelho traz uma projeção para 2015. 
Fonte: adaptado de www.lib.texas.edu

A Terra pode abrigar um número limitado de pessoas vivendo com base no uso dos recursos naturais sem sofrer grandes alterações no clima e no ambiente. Mas como saber exatamente que número é esse?

É o que o matemático Prakki Satyamurty, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), buscará responder na palestra do Musa da próxima quinta-feira, 02 de dezembro.

“Eu já fiz os meus cálculos. Naturalmente não é uma resposta definitiva, e as pessoas podem discordar dos números”, diz Prakki, que também é formado em física e química.

São esses cálculos que o pesquisador apresentará em sua palestra. “A ideia é provocar os presentes a pensar no assunto.”

A palestra é gratuita e não há necessidade de inscrição.

Palestra: Estimativas de populações sustentáveis
Palestrante: Prakki Satyamurty / Inpe, UEA
Data: 02 de dezembro
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo 

Fonte: Musa - Museu da Amazônia