PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
novembro 25, 2007
Dia Mundial de Luta Contra a Aids: programação Manaus
Dia 1 de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra Aids e o Fórum Amazonas de OSC/DST/Aids em parceria com a Prefeitura Municipal de Manaus realizam no período de 26 de novembro a 1 de dezembro, a Semana de Combate a Aids.
O tema escolhido para ser trabalho pela Organização da Sociedade Civil foi “Aids: O Que Eu Tenho a Ver com Isso?” e as atividades visam a sensibilização da população de Manaus no uso do preservativo e o combate a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).
Segundo o coordenador geral do Fórum de OSC/DST/Aids, Fabrício Nunes A campanha da sociedade civil deste ano tem como protagonista a jornalista Baby Rizzato que cedeu gratuitamente sua imagem para a campanha. “A Baby é uma grande comunicadora e possui uma grande audiência. O que facilita a sensibilização do publico amazonense”, afirma.
A programação iniciou há 15 dias, com a participação das escolas da rede pública de ensino. Os alunos responderam a pergunta tema da campanha, o resultado da escola vencedora será divulgado no dia 1 de dezembro.
A partir desta segunda-feira, a campanha chega a população em geral com a distribuição de camisinhas nos terminais de ônibus da cidade de Manaus pela Sociedade Civil em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Esta ação será realizada pelos DISAS das quatro zonas geográficas. “Serão distribuídos cerca de 100 mil preservativos nos cincos terminais. Precisamos combater a Aids. E o melhor método para esta ação é a sensibilização do uso do preservativo”, afirmou.
Ativismo e Liderança
Já nos dias 29 e 30, acontece o II Seminário de Ativismo e Liderança que será realizado no Parque do Mindú, cujo objetivo será o fortalecimento do Movimento de Aids no Amazonas.
Foram convidados palestrantes dos Movimentos Nacionais de Aids e GLBT, Rubens Raffo e Marcelo Nascimento, respectivamente, abordarão temas como Ética, Sustentabilidade e Advocacy.
Fabrício explica que este momento é muito importante para a sociedade civil tendo em vista que estes pontos são de grande importância para o Movimento. “Temos que discutir a Aids de forma que nos fortaleçam. Estando fortalecidos temos mais força e mais argumentos para ajudar no combate a Aids”, diz.
O evento é aberto a todas as pessoas interessadas e todas as instituições que desenvolvam ações de prevenção e combate a Aids no Estado do Amazonas.
Audiência Pública
No dia 30, às 9h30, a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas realiza uma Audiência Publica pela passagem do Dia 1 de Dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a pedido do Deputado Nelson Azedo.
Foram convidadas para este evento todas as instituições que trabalham com prevenção, diagnóstico, tratamento e Assistência das Pessoas que vivem e convivem com o HIV e Aids e a Sociedade Civil Organizada.
Durante a realização da Audiência Publica os ativistas solicitaram a reativação do Frente Parlamentar de Luta de Contra a Aids daquele órgão.
Show de Solidariedade
Para encerrar a extensa programação foi organizado um evento de sensibilização na Praça de Alimentação do bairro Jorge Teixeira I que acontece no dia 1 de dezembro, a partir das 17 horas.
A programação inicia com a apresentação de uma peça de teatro e a apresentação de várias bandas musicais ao vivo.
De acordo com Fabrício Nunes, a falta de ações de combate a Aids foi o principal motivo que levou o Fórum a escolher o bairro Jorge Teixeira para sediar o encerramento da campanha. “Precisamos levar mais informações a esta zona. A Zona Leste corresponde a mais de 30% da população manauara e é o maior colégio eleitoral, por isso precisamos desenvolver ações pontuais de combate não só da Aids, mas também de todas as DST”, disparou.
Ele diz que é preciso estimular a população no uso de preservativo nas relações sexuais e também explica a necessidade de se realizar a testagem anti-HIV. “Temos o Serviço de Atendimento Especializado Conte. Telles, que realiza o diagnóstico. É muito importante saber o resultado cedo, até para ter um melhor acompanhamento e mais rapidez no tratamento”, afirmou.
ONGs que compõem o Fórum Amazonas de OSC/DST/Aids
Associação Orquídeas GLBT
Associação Katiró
Associação para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável
Associação Amazonense de Gays, Lésbicas e Travestis
Associação de Garotos da Noite
Centro Dom Jackson Damasceno Rodrigues
Rede de Mulheres Positivas do Estado do Amazonas
Casa de Apoio Nossa Casa
Rede de Amizade e Solidariedade as Pessoas Vivendo com Aids
Sociedade de Combate a Aids (Soceama)
Movimento de Gays, Lésbicas e Travestis de Manacapuru
Mais Informações:
Fabrício Nunes
Coordenador Geral do Fórum Amazonas de OSC/DSt/Aids
8162-6623
Nossos parceiros:
Prefeitura Municipal de Manaus
Secretaria Municipal de Saúde
Programa Nacional de DST/Aids
Coordenação Municipal de DST/Aids
Coordenação/Gerencia Estadual de DST/Aids
Fundação de Pesquisa Osvaldo Cruz – Fiocruz
Gráfica Uirapuru
Jornal Extra
Magistral
Secretaria Municipal de Assistência Social
Pela atenção,
Fabrício Nunes
Presidente
Orquídeas GLBT
"Um novo caminho para o Amazonas"
novembro 24, 2007
Movimento Negro sai às ruas pela superação das desigualdades
Movimento Negro sai às ruas pela superação das desigualdades
Cerca de 50 mil pessoas participaram nesta terça-feira (20) das manifestações ocorridas em São Paulo (SP) para marcar o Dia da Consciência Negra. A data, que é celebrada pela quarta vez na capital paulista, retoma as discussões sobre racismo e os indicadores socioeconômicos que revelam um verdadeiro apartheid racial no Brasil.
A data é marcada com o feriado em pelo menos 267 cidades do país. Segundo o integrante do Movimento Negro Unificado, Ailton Pinheiro, as manifestações servem acima de tudo como denúncia.
“É um momento de denúncia e de mostrar que a gente ainda não vive numa sociedade igualitária e que a cada dia mais a gente precisa combater isso”.
O movimento negro reivindica a aprovação imediata do Estatuto da Igualdade Racial, do projeto de lei que dispõe sobre cotas raciais e ações afirmativas e a aprovação do Fundo de Promoção da Igualdade Racial.
Ailton Pinheiro também fala sobre a luta para a real implantação da lei 10.639, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da cultura africana e afro-brasileira dentro escolas públicas do ensino básico.
“É uma lei que de fato vem pra resgatar a história do negro. Esse é um meio de fazer com que esses negros que durante todo este tempo foram e ainda continuam sendo escravizados, sejam reparados historicamente“.
A lei sancionada em 2003 pelo presidente Lula, até hoje não foi colocada em prática dentro das escolas que tratam a historia da cultura negra apenas através da citação de datas comemorativas.
De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.
20/11/07
novembro 23, 2007
Manaus - Semana da Consciência Negra
Sucesso total a nossa semana da Consciência Negra.
Todos os nossos eventos foram sucesso, seja de público seja em qualidade de conteúdo.
Ontem o plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas esteve lotado durante a sessão especial pelo dia de Zumbí, 123 anos da abolição da escravatura no Amazonas. Seis placas foram entregues à pais e mães de Santo, sendo uma destinada à todos os pajés do estado do Amazonas. As placas foram uma iniciativa do Presidente da casa e representa o reconhecimento do povo do Amazonas a nossa religião e a contribuição que ela tem dado no processo de construção da identidade socio-cultural-econômica do estado.
O comparecimento das casas de santo demonstrou que estamos coesos no que se refere as reivindicações de políticas públicas, de inclusão social.
O comparecimento das Universidades Estadual do Amazonas e Federal do Amazonas, da Fundação Osvaldo Cruz, da Secretária Estadual de Articulações Gilza Batista, do Subsecretário Municipal de Direitos Humanos Dr. Barroncas mostraram o peso que as nossas federações via Coordanção Amazônica das Religiões de Matrizes Africanas - CARMAA obtiveram nos últimos anos em nossa sociedade.
O comparecimento de mais de duas mil pessoas no ato promovido pela CARMAA em conujunto com outros movimentos de negritude e em especial com escolas de samba, afonxé, capoeira e tambor de crioula, fato que se tornou manchete em todos os jornais de Manaus deu provas de que alcançamos maturidade nas ações de visibilidade bem como nas articulações com o poder público.
O triste disso tudo foi ontem, no grande expediente da Câmara Municipal de Manaus, quando o vereador Jorge Maia (PTB/Am) num ato de total desrespeito ao povo do santo, afirmou que Jesus condena a matança de animais e que continuamos sujando a cidade com nossos despachos.
Atacou-me pessoalmente, chamando-me de mal educado por ter lhe virado as costas quando ele e mais outros apaniguados da bancada evangélica vetaram o parque dos orixas.
Respondi a ele que se lhe virei as costas é porque a Câmara Municipal de Manaus nos fechou as portas em nossa cara. Recomendei-lhe um pouco mais de estudo sobre antropologia cultural e religiosa.
O clima ficou tenso e o presidente da Casa, ver. Leonel Feitosa, suspendeu a sessão alegando verificação de quorum.
Hoje o jornal a Crítica, na página do sim e não vem trazendo uma nota condenando a atitude do vereador pelo preconceito a nós.
Precisamos reagir, não podemos ficar calados.
Um grande abraço.
Manaus, 22.11.2007
Alberto Jorge
Quilombo dos Palmares: refúgio da liberdade
Escrito por Wilson Aparecido Lopes
21-Nov-2007
Ao comemorarmos o “Dia Nacional da Consciência Negra" urge salientar a importância deste salutar momento histórico para todo povo brasileiro: a herança de um povo que mesmo tendo sido feito escravo não aceitou passivamente a “canga” da escravidão sobre seu pescoço. Muito tem a nos ensinar o povo afro-descendente, muito temos o que aprender de Zumbi e muito mais ainda tem a nos revelar o Quilombo dos Palmares.
Resgatar a herança dos afro-descendentes é fazer emergir do profundo de nosso ser o sentimento de revolta, de rebeldia e de indignação. É deixar vir à tona a ira-santa frente a “qualquer injustiça provocada contra qualquer ser humano em qualquer lugar do mundo” (Che Guevara). É afirmar com Zumbi: “Não, não deponho as armas, enquanto houver um afro-descendente cativo, nenhum é livre!”.
Falar de Zumbi é falar dos afro-descendentes, falar dos afro-descendentes é falar de Zumbi, é falar do Quilombo dos Palmares. O grito de liberdade de Zumbi ainda hoje ecoa na humanidade. Foi sua ânsia pela liberdade que não lhe permitiu se render aos privilégios de que gozava sob a tutela do Padre Antonio Mello. Foi o amor pelo seu povo que o levou a não considerar justos os bons tratos destinados a ele somente, enquanto sua gente sofria sob o peso da opressão. Zumbi preferiu fugir dos privilégios a se deixar cooptar por eles. Preferiu a luta à resignação.
Foi a luta pela libertação de todo o seu povo que levou Zumbi a recusar em 1678 a oferta do então governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, que propunha anistia e liberdade a todos os nascidos no Quilombo dos Palmares. Enquanto Ganga Zumba, então líder de Palmares, concordava com a trégua, Zumbi se colocava contra, por entender que o acordo favorecia a continuidade do regime de escravidão praticado nos engenhos. Foi este sentimento de “ou liberdade para todos ou a luta” que fez de Zumbi, a partir de então, o novo líder do seu povo.
O Quilombo dos Palmares se tornou então uma autêntica comunidade livre onde se criava gado, se plantava mandioca e cana-de-açúcar. O que sobrava da colheita era trocado com a vizinhança por sal, pólvora e armas de fogo. Garantindo assim a proteção do povo contra as inúmeras investidas dos colonizadores. Em pouco tempo, o Quilombo dos Palmares se transformou num verdadeiro “refúgio da liberdade”, acolhendo escravos fugidos, brancos-pobres e indígenas.
Nem mesmo a maior de todas as investidas desferidas pelo mercenário-bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, conseguiu exterminar o Quilombo dos Palmares completamente. Muitos outros “Quilombos” surgiram. Pois não se pode destruir a memória e a liberdade de um povo. A prova é que, hoje, mais de duzentos municípios em todo o Brasil celebram a memória de Zumbi e a luta de um povo pela sua libertação, considerando este dia “feriado memorável”.
Zumbi continua a ensinar que só a luta nos faz livres e que nenhum líder deve se deixar corromper e cooptar pelos privilégios oferecidos. E que ninguém deve se considerar livre enquanto houver um só cativo. O Quilombo dos Palmares teima em nos deixar como legado o fato de ter sido um “refúgio de liberdade”. Este legado denuncia os mais diversos lugares que outrora nasceram para refugiar à liberdade, lugares que até ontem serviam de esconderijos para os mais “aguerridos lutadores do povo”, e que hoje se tornaram abrigo de uma “elite de privilegiados”, de “ajoelhados” ante os “neocolonizadores”, com seus bons empregos, fartos banquetes e vinhos finos, suas ricas amizades, mas que viraram as costas para a opressão de seu povo. Os afro-descendentes insistem em fazerem ecoar do seu âmago o grito pela libertação, ensinando-nos que nada, nada é mais importante e precioso na vida de um povo do que a sua liberdade.
Zumbi, Quilombo dos Palmares e os Afro-descendentes não nos deixam esquecer que a luta de hoje não é diferente da luta de ontem. Que a escravidão hoje é global. Que os Domingos Jorge Velho de hoje são a Rede Globo e sua cruzada desmoralizadora contra os remanescentes quilombolas, que os colonizadores ainda são os latifundiários e sua ganância ambiciosa pela grilagem de mais terras, e que os “grilhões” e o “pelourinho” de hoje continuam sendo a discriminação e o racismo. Exemplificam isto as recentes declarações de James Watson, descobridor da estrutura molecular do DNA, ao afirmar que testes de QI demonstraram que os africanos são menos inteligentes que os ocidentais.
Quantos ainda devem morrer na luta pela liberdade? Tantos quantos forem necessários para mostrar que: ou a liberdade ou a morte. Enquanto houver quem ouse escravizar um povo haverá sempre quem não tema derramar seu sangue em defesa de sua libertação. Zumbi preferiu perder a vida, mas não a liberdade. Traído por Antônio Soares, um de seus comandantes, Zumbi foi capturado no dia 20 de novembro de 1695. Morto, teve seu corpo esquartejado e sua cabeça exposta em praça pública na cidade de Olinda, Pernambuco. Quase 100 anos depois, outro “revolucionário” teve o mesmo tratamento dispensado pelos “algozes da colonização”. No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado no Largo da Lampadosa, Rio de Janeiro. Sua casa foi arrasada e seus descendentes declarados infames. Seu corpo foi esquartejado, sua cabeça erguida em um poste em Vila Rica e seus restos mortais distribuídos ao longo do Caminho Novo: Cebolas, Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz, antiga Carijós, lugares onde Tiradentes fizera seus discursos revolucionários. A semelhança da morte tanto de Zumbi como de Tiradentes faz destes lugares os nascedouros dos “novos Quilombos dos Palmares”, dos “novos refúgios de liberdade”.
Zumbi dos Palmares, Tiradentes e tantos outros “revolucionários”, “heróis da liberdade”, demonstram que um povo só é povo sendo livre. Por isso, enquanto os afro-descendentes forem discriminados e tratados indignamente, os brancos-pobres oprimidos pela miséria e massacrados pela injustiça e os indígenas tocados de suas terras e tratados como indigentes, Zumbi vive. E com ele a memória de todos os revolucionários. Enquanto a liberdade não for liberdade para os afro-descendentes, para os pobres e para os indígenas outros “Quilombos dos Palmares” surgirão e neles outros “Zumbis” nascerão.
Fonte: Correio da Cidadania
Fascismo na Livraria Cultura
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Fascismo na Livraria Cultura
Caros(as) amigos(as),
Ontem, dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, fomos à Livraria Cultura de Brasília e presenciamos uma cena, senão absurda, criminosa - o lançamento de um livro intitulado 'A revolução quilombola', do jornalista (?) Nelson Ramos Barreto, que consiste em desqualificar o pleito das comunidades quilombolas pela formalização da posse de seus territórios tradicionais, com foco na crítica ao processo de regularização fundiária destes grupos efetuada pelo INCRA por meio deste Governo.
Fosse somente a divergência de posições a respeito da questão quilombola, não nos admiraria. O mais chocante foi ver homens de terno preto (fenótipo - brancos), com broches da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade) , ao redor do 'Príncipe Imperial' Dom Bertrand de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel, discursando em prol dos 'valores ocidentais' e do 'direito de propriedade' , contra uma 'reforma agrária negra'.
Afirmando sempre que nunca houve 'problema racial' no Brasil, o discurso de tais senhores pregava que a mestiçagem deveria ser incentivada e que, assim como o comunismo, a reforma agrária quilombola poderia matar milhões de pessoas. Nem é preciso dizer que a base para esse discurso ainda é o mito freyriano da mistura das três raças.
Esqueceu, talvez, de que os negros após a 'abolição' foram deixados à própria sorte, sem terras ou trabalho – quando se iniciou o processo de incentivo à imigração européia para uma formação mais civilizada da sociedade nacional (ideologia perene do branqueamento biológico e ideológico). Na contracapa do livro, podemos ter um aperitivo 'A bondosa Princesa Isabel substituída por Zumbi, um escravocrata' (!).
Um dos detalhes perversos do evento era a presença de um único negro que ficava parado como que exposto em um zoológico segurando o livro do jornalista. Tivemos certeza de que se tratava de um show de horror quando um dos jovens da TFP, também com seu terno e brochinho, nos disse 'escutem o negro falar!'. Ao que foi constestado, retrucou 'façam um teste de DNA com os presentes nesta sala e vejam se existe raça!'. O referido negro disse ter sido discriminado em suas andanças pelo Congresso Nacional por uma princesa da Etiópia.... Ele foi convidado a falar no evento, prestando uma homenagem ao autor do livro. No entanto, anteriormente aos discursos, circulava sozinho pela biblioteca. Em sua primeira fala, chegou a dizer que os quilombos sempre foram uma 'farsa', pois os negros eram 'obrigados' a fugir, contrariando seu desejo de permanecer nas casas grandes, junto aos seus senhores. Chocante a forma como o discurso estava descolado da imagem do sujeito. Muito triste ver em operação uma manobra comum a esses movimentos, a cooptação de um sujeito, com vistas à legitimação de um discurso contra ele mesmo. Imaginem a violação psíquica que sofre esse sujeito se prestando a esse papel.
Por fim, os homens nos cercavam dizendo coisas do tipo 'por que vocês não vão para Cuba?', ou 'essas meninas são agentes provocadores enviados por alguém'. Aliás, éramos as únicas mulheres do local, exceto por uma portuguesa bem jovem, provavelmente esposa de um dos nobres (?) senhores, e as funcionárias da loja, alienadas ao que se passava. A funcionária responsável pelos lançamentos de livros até tentou se desculpar, mas também tentou se desculpar com a categoria de clientes aos quais nos opomos. Não fosse nossa presença no lançamento, seria uma turma de fascistas juntos, comemorando mais uma grande obra de Nelson Barreto, que já escreveu contra a reforma agrária - detalhe: o princípe desafiava qualquer 'sociólogo ou economista' a citar um exemplo de reforma agrária no mundo que tenha dado certo - e a favor do trabalho escravo (!)
Registramos nossa reclamação na Livraria Cultura, da qual somos cliente. Nos surpreende, ainda, que uma livraria com este perfil tenha aberto espaço para um evento de caráter racista. Algum intelectual sério foi convidado para este evento? Por que o lançamento deste livro foi agendado para o dia nacional da consciência negra? No mínimo, a assessoria de imprensa da Cultura ou é muito ruim e desinformada, ou também é racista.
É impressionante como este caso vem comprovar que existem pessoas 'saindo do armário' para demonstrar seus preconceitos, seus valores fundados na exploração e violência (a exemplo das reações positivas ao BOPE da 'ficção', e negativas às cotas nas Universidades; dos comentários sobre a fala do Governador do Rio de Janeiro sobre a necessidade de legalização do aborto por causa dos filhos das favelas, 'naturalmente' marginais etc.). Outra coisa que isso nos mostrou: a briga é feia. De maneira mais ou menos escarandada, os grupos dominantes do nosso país estão mesmo saindo em defesa de seus interesses historicamente assegurados desde a constituição do Brasil e agora, de maneira ainda muito tímida, ligeiramente ameaçados pela possibilidade de divisão de bens/saberes/ posições.
Os jornalistas nos desculpem, mas aqueles de sua categoria que têm tido maior destaque são os que corroboram com este movimento microssocial perigoso, ao que Deleuze e Guattari chamaram de 'micropolítica e segmentaridade' , ao analisar as motivações do sucesso do nazismo na Alemanha - seu triunfo só teria sido possível porque houve um trabalho anterior de disseminação de suas idéias entre os segmentos mais diversos da sociedade alemã. Nossos hitleres nacionais estão se infiltrando, agora ocupando as livrarias 'cool' que frequentamos…
Carmela Zigoni, Paula Balduino, Priscila Calaf, Júlia Otero.
novembro 21, 2007
A Proposta da Psicanálise para o Trabalho em Equipe
Psicanálise e Saúde Mental
A Proposta da Psicanálise para o Trabalho em Equipe
Ana Cristina Figueiredo
Psicanalista, Mestre em Psicologia Clínica pela PUC/RJ – Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social/UERJ, Professora e Coordenadora Geral dos Cursos de Especialização do Instituto de Psiquiatria – IPUB/UFRJ, Diretora de Ensino do IPUB, Professora do Programa de Pós-graduação em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, Líder do Grupo de “Pesquisa Clínica em Psicanálise” registrado no CNPq, Supervisora do CAPS Profeta Gentileza – RJ e autora de vários livros publicados no Brasil.
A psicanálise aplicada à saúde mental com ênfase na clínica da atenção psicossocial em seus diferentes dispositivos: grupos de recepção, de referência, de medicação; grupos de usuários e familiares; as oficinas como dispositivos clínicos e de inserção social; o atravessamento entre os dispositivos coletivos e os atendimentos individuais. Fundamentação do trabalho em equipe: da experiência de responsabilidade partilhada à transferência de trabalho; posição dos profissionais como aprendizes da clínica. A clínica do sujeito na atenção psicossocial: sujeito, grupos e laço social.
Data: 24/11/07
Horário : 8:00 – 12:00 / 13:30 – 16:00*
Local: Será no Auditório da A.C.E (Associação Catarinense de Ensino)*
Rua São José, 490 – Centro – Joinville / SC
Inscrições: No local ou na Rua Pernambuco, 131 - Anita Garibaldi – 89.201-550 – Joinville / SC.
Fone: (47) 3433-2714 E-mail: cecl.jlle@brturbo.com.br
* Em função das parcerias formadas com os Caps e com a Associação Catarinense de Ensino, foi necessária uma alteração no local e horário. Assim, iniciamos às 8:00 e concluímos às 16:00 horas. Agradecemos a compreensão de todos.
novembro 20, 2007
Comemore o Dia da Consciência Negra participando de um abaixo-assinado
Não podemos deixar, principalmente nas vésperas do dia da Consciência Negra no Brasil, que programas como esses, continuem sendo divulgados internacionalmente pela Rede Globo de Televisão.
Não basta apenas nos indignarmos contra certas posturas, temos que tomar atitudes concretas.
O abaixo-assinado, está disponível para assinatura em: http://www.PetitionOnline.com/racismo/petition.html
Divulgue para suas listas de contatos, para as listas e fóruns dos quais faz parte.
Até o final da semana, a petição também estará online em inglês e francês (falta um voluntário para a tradução em espanhol). Assim, divulguem a todos que conheçam e lutam pela dignidade humana e pela diversidade cultural! E um mundo sem racismo e sexismo.
Em Coimbra - Portugal pretendemos organizar um debate aberto. Quem tiver sugestões e quiser colaborar diretamente na mobilização, pode entrar em contato diretamente com os organizadores:
Élida Lauris: elida.santos@uol.com.br
Lourenço Cardoso: lourencocardoso@uol.com.br
Rose Barboza: rose.bs@uol.com.br
Contamos com seu apoio!
*************
Abaixo, segue na íntegra o texto do abaixo-assinado:
Ilmo Sr, Ministro da Justiça, Tarso GenroIlma Sra, Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro
Ilma Sra, Secretária Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire
Ilmo Sr, Procurador-Geral do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro
Nós, os abaixo-assinados, repudiamos o conteúdo exibido na programação da Rede Globo de Televisão, no dia 18 de Outubro de 2007, durante o “Programa do Jô”, pedimos uma retratação deste veículo de comunicação pela violência simbólica perpetrada nas afirmações do programa e requeremos do Estado brasileiro a apuração da responsabilidade pelas ofensas reproduzidas.
Nesse dia, no programa desse conhecido artista brasileiro foi entrevistado o senhor Ruy Morais e Castro. A entrevista realizada com humor expressou frases racistas metamorforseadas em piadas inocentes que eram abonadas pelos sorrisos e aplausos da platéia, como pode ser conferido no endereço eletrônico: http://www.youtube.com/watch?v=ySWZXekdBkw
Durante a reprodução do referido programa, o entrevistado, incitado pelo apresentador, deteve-se em apresentar detalhes do que denominaram “vida sexual angolana”. No relato que faz, vê-se a consagração da idéia de que África e os africanos representam uma civilização homogênea caracterizada pela inferioridade cultural e biológica, legitimando a mentalidade racista sustentada no argumento de que o continente africano, os países africanos, os povos africanos, em particular, a mulher africana são inferiores e que esta inferioridade pode ser comprovada por sua sexualidade animalesca.
O constrangimento latente em cada uma das declarações exige uma ação estatal imediata. Não se pode esquecer que o Estado brasileiro assume publicamente o compromisso de promover e defender os direitos humanos do que é prova todas as convenções internacionais de que faz parte. Desde 1994, o Estado brasileiro como signatário da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como "Convenção de Belém do Pará" sabe que é função do Estado “incentivar os meios de comunicação a que formulem diretrizes adequadas de divulgação, que contribuam para a erradicação da violência contra a mulher em todas as suas formas e enalteçam o respeito pela dignidade da mulher”. Sabe também, enquanto signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1968) , que “a doutrina da superioridade baseada em diferenças raciais é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injustae perigosa, e que não existe justificação para a discriminação racial, em teoria ou na prática, em lugar algum”. E ratifica, de acordo com o caput da Convenção Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher , que é considerada violência psicológica e moral toda forma de constrangimento e ridicularização dirigido a alguém devido ao seu credo religioso, raça, gênero ou origem nacional.
A entrevista exibida caminha na direção contrária da luta que, em diversos contextos e em distintas partes do mundo, povos de diferentes nacionalidades empreendem contra todos os tipos de opressão. Umas das questões a ser refletida na nossa sociedade global seria a seguinte: como os estereótipos racistas são reinventados em pleno século XXI? (Memmi, 1989/[1957]: 21, Babha, 2005: 105 - 128, Pinto, 1998: 168 - 210)
O senhor Jô Soares e o Senhor Ruy Morais e Castro nos fornecem uma resposta como hipótese: os estereótipos racistas seriam reinventados pela mídia ao veicular atrações racistas como esta, do Programa do Jô. É óbvio que existem outras maneiras de se reinventar o racismo e/ou construir o racismo na sociedade contemporânea, contudo, o desserviço que o poder da mídia pode prestar é um fator considerável dado o seu papel de formadora de opinião. No caso em questão, o fato de a entrevista ter sido televisionada e o seu meio de difusão ter sido a Rede Globo, que detém há anos a maior audiência televisiva do Brasil e ampla exibição internacional, aumenta drasticamente as consequências lesivas das afirmações feitas e a necessidade de ação contra elas.
O programa acima mencionado viola os direitos fundamentais expressos na Constituição Federal de 1988, as Convenções Internacionais de que o país é atualmente signatário e constrange toda a sociedade, como se não bastasse legitimar o ideário racista também acaba por propalar uma potente forma de apologia ao sexismo, à xenofobia e à pedofilia.
Ridicularizando a diversidade cultural, uma das formas mais vis de que a cultura ocidental pode lançar mão para demonstrar sua suposta superioridade, as declarações feitas na entrevista erigem o androcentrismo como único ponto de vista, apresentando a raça negra como expressão do primitivo, do irracional e as mulheres negras como objetos meramente sexuais, onde o único comportamento “esperado”, independentemente de sua idade, é a promiscuidade e a subordinação de sua sexualidade ao desejo do homem.
Assim, e por considerarmos temerária esta forma ideológica de propagação do racismo, do sexismo, da xenofobia e da pedofilia é que propomos esse abaixo-assinado, exigindo a apuração de responsabilidades e a pronta retratação da Rede Globo de Televisão em um pedido de desculpas público, com ampla divulgação, pelos constrangimentos a que submeteu às comunidades africanas e angolanas, às mulheres de forma geral, às mulheres negras de forma específica e à sociedade brasileira.
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por Cassiano Rodka
Distanciados pelos quilômetros que separam Porto Alegre de São Paulo, eu e minha irmã acabamos nos aproximando por meios menos convencionais. Por entre letras e pontuações, nos encontramos. Num muro de papel, ela desenhava a perna de um "A" enquanto eu mastigava um giz de cera. Ela precisou de um apontador e eu emprestei. Pedi outro giz para mascar e ela me ofereceu uma caixa. Tantas cores. Escolhi o laranja. Nos olhamos e, sem dizer nada, começamos a escrever juntos. E seguimos desenhando palavras sem a menor preocupação em pôr um ponto final
Este site foi criado por dois irmãos unidos pela vontade de contar histórias. Desde 1º de outubro de 2005, Clarice Casado e Cassiano Rodka vêm publicando seus contos, crônicas e poesias semanalmente, criando uma ponte literária entre Porto Alegre e São Paulo. Com um ano de existência, o PáginaDois foi ampliado e ganhou quatro colaboradores mensais: Giuliana Giavarina, Bianca Rosolem, Melissa de Menezes e Marcella Marx. Há também duas novas seções: música, com textos de Cassiano Rodka, Carlos Bêla, Fabiano Liporoni e Elaine Santos; e cinema, com Moisés Westphalen e Fabiano Liporoni. Em março de 2007, o site estréia uma seção que aborda temas referentes ao cotidiano e ao comportamento humano, a Coluna do Jairo, publicada quinzenalmente por Jairo Bouer. Tudo para oferecer aos nossos leitores um site dinâmico com mais informação e muito mais histórias.
Criollos, mazombeiros e reis, por que não se calam?
15/11/2007
DEBATE ABERTO
Criollos, mazombeiros e reis, por que não se calam?
Ninguém nega que o presidente Hugo Chávez é uma liderança impulsiva, sujeita, por vezes, a exageros e atropelos verbais. Mas o que aconteceu no encerramento da 17ª Cúpula Ibero-Americana, no Chile, é por demais significativo para ficarmos no campo das aparências.
Gilson Caroni Filho
Ao mandar, aos gritos, o presidente venezuelano se calar, quando ele chamou José Maria Aznar de fascista por ter apoiado a empreitada golpista de 2002, o rei Juan Carlos deslocou o debate do campo político e promoveu o retorno de algo que o passado histórico insiste em recalcar: a perversão colonialista.
O “por que não se cala?" é uma clara realização de desejos adormecidos em tempos de império. Não é apenas a irritação de um chefe de Estado com o presidente que lhe diz verdades incômodas; é muito mais que isso. É a raiva de um Bourbon contra mestiços e camponeses que ousam promover levantes contra o jugo espanhol. É um recado póstumo a José Antônio Galan e sua Revolta dos Comuneros, em 1871. É a reiteração da impossibilidade de êxito na luta pelo fim da servidão do trabalho indígena.
O anjo da história de Juan Carlos também está voltado para o passado. Mas ao contrário do Angelus Novus, da tela de Paul Klee, interpretada brilhantemente por Walter Benjamin, ele não vê escombros. Não gostaria de se deter e despertar os mortos. Pelo contrário, ele quer a certeza que o corpo de Tupac Amaru II permanece inerte em Cuzco. O sinal permite que sua representação simbólica fique clara: Por que não se calam Chávez, Morales, Ortega, Michelle Bachelet e Rafael Correa? Acaso não sabem que o comércio entre colônias está proibido? Ignoram que habitam o Vice-Reino da Prata e a lógica absolutista não lhes reconhece direitos? Então, por que não se calam de uma vez por todas?
O regozijo com a determinação da realeza se fez presente no imaginário de distintas elites da América Latina. Não foram apenas os "criollos" hispano-americanos que explicitam seu encantamento. Os nossos conhecidos " mazombeiros" também não pouparam munição.
Para o cientista político Cândido Mendes “as palavras impacientes do rei Juan Carlos falaram por um sentimento internacional generalizado quanto à escalada do ego de Chávez, confundido com a busca da alternativa ao modelo neocapitalista vindo no bojo da hegemonia americana"(...) Quem sabe podem dar um basta ao desmando da revolução bolivariana levada ao grotesco por sobre o ímpeto de sua primeira esperança". Eis um texto que prima tanto pelo estilo prolixo quanto pela desencanto suspeito. Algo comum na literatura política nacional que busca, em formulações áridas, o disfarce para o seu habitual arrivismo.
A direita parlamentar de Pindorama também se manifestou. O senador Demóstenes Torres (Demo-GO) escreveu para um conhecido blog jornalístico: "O presidente plenipotenciário da Venezuela, Hugo Chávez, finalmente tomou merecida carraspana. Chávez chegou saliente à 17ª Cúpula Ibero-Americana e saiu do Chile com cara de cachorro de rua. Coube ao rei da Espanha, Juan Carlos, como um pai impaciente com desajustado e incorrigível filho, mandar que ele se calasse" Sem querer, tocou em questão sensível para o monarca espanhol.
O rei de Espanha é produto do fascismo de Franco. Foi criado por ele, à sua medida e semelhança. Jurou as Leis Fudamentais do Regime, embora não tenha jurado a Constituição de 1978 que institucionalizou a monarquia em um sistema parlamentarista. Para chegar ao trono, foi cúmplice do ditador que exigiu a renúncia de seu pai.
Os momentos e movimentos da história espanhola registram insólitos arranjos de filiação que, sem dúvida, não prescindem do olhar psicanalítico. Se o retorno do recalcado é a volta do que ficou reprimido em nome do pacto com a figura paterna, a reação de Juan Carlos ao ouvir Chávez dizer que Aznar é fascista, não deixa dúvidas quanto ao pai escolhido.
Como destacou Mauro Santayanna em artigo recente, antes de se pronunciar pela "legalidade democrática", o rei silenciou durante a tentativa de golpe de Estado na Espanha, em 1981. Para FHC, no entanto, sua posição no episódio “foi absolutamente fundamental para a democracia”. A história, inegavelmente, comporta várias leituras, mas para “criollos" e "mazombeiros" uma versão eurocêntrica cai bem melhor.
Sobre estes últimos, escreveu Anísio Teixeira: "na definição de Viana Moog consiste (o mazombismo) na ausência de determinação e satisfação de ser brasileiro, na ausência de gosto por qualquer tipo de atividade orgânica, na carência de iniciativa e inventividade, na falta de crença na possibilidade do aperfeiçoamento moral do homem, em descaso por tudo quanto não fosse fortuna rápida, e, sobretudo, na falta de um ideal coletivo, na quase total ausência de sentimento de pertencer o indivíduo”. (*)
Há 45 anos, portanto, em publicação conceituada, estava definido o estado de espírito que norteia a oposição brasileira. Aquela para quem o rei de Espanha ensina democracia. Antevisão ou premonição? Mais uma vez, toda solidariedade a Chávez.
(*) Valores proclamados e valores reais nas instituições escolares brasileiras, Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Rio de Janeiro, v.37, n.86, abr./jun. 1962. p.59-79
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.
Fonte: Agência Carta Maior
CEUVAGEM
Quem é Aurélio Michiles?
AURÉLIO MICHILES, nasceu em Manaus-AM, cursou o Instituto de Artes e Arquitetura-UnB e trabalha há mais de vinte anos em projetos autorais, dirigindo filmes documentários.
Filmografia: "O Cineasta da Selva" (97), "Que Viva Glauber!"(91), "Guaraná, Olho de Gente"(82), "O Sangue da Terra"(83), "A Árvore da Fortuna" (92), "Lina bo Bardi" (93), "Davi contra Golias" (94), "Arquitetura do Lugar" (2000), "Gráfica Utópica" (2003) entre outros.
Se os documentários revelam o autor que é Aurélio Michiles, o texto revela o homem à frente do seu tempo. Caudaloso como o rio Amazonas, sua verve tem a força de uma pororoca. Leia seu relato sobre o Amazonas Film Festival - Mundial do Filme de Aventura - y outras cositas más - e saiba do que estou a dizer.
novembro 18, 2007
Conheça o Movimento Arte Jovem Brasileira
MOVIMENTO ARTE JOVEM BRASILEIRA
oficinas de arte . mural de recados . elos virtuais . exposição mundial . se liga aê
Em 2002, dois jovens se conheceram no 2º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre - RS, e voltaram de lá cheios de idéias na cabeça. Juntaram-se a mais um e criaram um evento semanal que misturava várias artes, abrindo espaço para novos artistas em Niterói. O evento tornou-se ponto de encontro de artistas e produtores que começaram então a pensar e discutir muito sobre produção e gestão de arte e cultura.
Como nasceu?
Na busca por novas formas de produzir arte - que pudessem escapar à lógica do mercado, valorizar a cultura nacional e potencializar novos valores artísticos no Brasil -, nasceu o que hoje chamamos de MOVIMENTO Arte Jovem Brasileira.
Autogerido, sem hierarquias e em constante mutação, o Movimento busca, através de ações precisas, alternativas aos modos comerciais na forma de lidar com a produção cultural e, assim, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e plural, na qual todos tenham acesso à arte e espaço para expressar-se. saiba um pouco mais
O AJB tem o dever e a honra de convidar a todos para participar desta iniciativa. Se você se interessa por nossas causas e tem a somar nesta luta, por favor faça contato!
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O Movimento Arte Jovem Brasileira acredita na arte, no artista e no potencial do Brasil. Mas nem por isso faz barreira ou é bairrista. Pode chegar da China ou do Afeganistão, mas não pode chegar da grande cultura massificada embalada pra consumo imediato.
O que queremos mesmo é mostrar que existe gente produzindo arte de qualidade nas garagens, poetas criando escondidinhos... Queremos dar um palco pra quem tem fome dele, mostrar a arte que a galera faz e o Sr. Mercado quer ignorar.
E quem precisa ser jovem é a arte, não o artista, o importante é ter o sangue novo criando, pulsando nas artérias... Ou seja, se você acha que não é jovem na idade, não esquenta a cabeça, aqui tem espaço pra você!
O quê???
Realizamos eventos de graça ou com ingressos a R$ 1,99: não dá pra começar a limitar pela conta bancária. Para chegar a isso é preciso muito trabalho, por isso somos muito gratos aos artistas que se apresentam em nossos eventos, eles acreditam na nossa proposta e sabem que ela é séria. Sem eles – por motivos óbvios – não teríamos chegado aonde chegamos.
Hoje, além da realização de eventos com apresentações de música, poesia, dança, artes plásticas e tudo mais que inventarem, ainda promovemos bate-papos sobre assuntos diversos e questionamos a indústria cultural e seus critérios de escolha.
Qualquer pessoa pode fazer parte, seja como produtor, artista, parceiro, apoiador. Basta ter afinidade com estas idéias e chegar juntinho. Prezamos pelo engajamento.
Muitos desdobramentos de nossas ações estão previstos para um futuro próximo: oficinas de artes, editar livros, lançar CDs e quem sabe um dia mudar o mundo! (Brincadeira... mas se a gente conseguir até que vai ser legal, né!). O Arte Jovem Brasileira é isso... Mas quer um conselho? Dá um pulinho lá no Espaço Convés ou em qualquer de nossas atividades que você vai entender muito melhor...
Renata Batista*
*Renata foi, em 2003 e 2004, a responsável pela produção de nossos eventos e também mentora de importantes ações do movimento. Renata, o AJB a saúda!
Saiba um pouco mais...
Por: Carlos Alberto Gomes
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Quem somos?
Autogerido - sem hierarquias - o Movimento Arte Jovem Brasileira apresenta seus integrantes em ordem alfabética e espera por você!
novembro 17, 2007
À maneira de Chaves: "Delírio imperialista hace reír a nosotros, los cucarachas"
No limite, seria trágico não fosse cômico. Assista o vídeo e tire suas conclusões: http://www.arkhosbiotech.com/imprensa_videos.asp?video=ARKHOS_256k Até que se prove o contrário, estamos diante de mais um delírio imperialista. De qualquer maneira, Jorge Laborda - que brevemente terá seus artigos reproduzidos neste blog - já está preparando um monte de cartazes: ACORDA BRASIL!!!
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Agora vá ao endereço http://www.arkhosbiotech.com/ e leia com esses olhos que a terra haverá de comer o que os gringos escreveram:
"A Amazônia não pertence a nenhum país . Pertence ao mundo."
"O futuro do Homem sobre a Terra depende da Amazônia. Por isso, o objetivo da Arkhos Biotech é ajudar a humanidade a usar e a tomar conta da Amazônia."
A AMAZÔNIA DEVE SER INTERNACIONALIZADA
" A Amazônia é rica. Além de recursos tradicionais como madeira, produtos não-madeireiros, minérios e água, a região possui também recursos cujos valores ainda estamos aprendendo a apreciar. Como, por exemplo, o maior estoque de biodiversidade do mundo. Com cerca de 6.000.000 km² de extensão, ela abriga entre 10% e 20% de todas as espécies que vivem em nosso planeta.
A floresta remanescente brasileira representa a maior fonte de biodiversidade mundial. Só na Amazônia brasileira existem mais de 10 mil espécies de plantas possíveis de ser utilizadas como insumos em produtos para a saúde e a aplicação cosmética. Entretanto, hoje, a indústria de cosméticos utiliza apenas 135 espécies da Amazônia com princípios ativos ou constituintes.
O que há de errado? Simples. A Amazônia vem sendo tratada como um problema pelos países que a administram quando, na verdade, ela representa a solução para os problemas do mundo. A missão da Arkhos Biotech, além de mostrar os atributos e peculiaridades da Amazônia, é lutar para torná-la efetivamente um bem mundial, o que, na prática, ela sempre foi. Os primeiros produtos explorados na região, as chamadas drogas do sertão , eram para exportação. A Arkhos Biotech acredita que o mundo deve opinar sobre a gestão da Amazônia porque toda a humanidade vem sendo agraciada com seus bens e seus serviços. A Amazônia pode suprir o planeta e ainda assim ter estoque para as futuras gerações. Pode prover serviços e receber pagamento em royalties por regular o clima do mundo. Tudo isso vem sendo discutido mundialmente.
Está claro que, para países como o Brasil, a Amazônia é um fardo difícil de carregar - como demonstram sucessivamente as taxas de desmatamento da Amazônia brasileira. O Brasil sequer investe em pesquisa na Amazônia. Dos 0,65% do PIB brasileiro investido em pesquisa, apenas 2% são canalizados para a região Norte. Os institutos de pesquisa que surgiram nos últimos anos na Amazônia brasileira, a maioria ongs ou entidades sem fins lucrativos, são mantidos com dinheiro dos países desenvolvidos. Hoje, mais de dois terços da produção de conhecimentos sobre a Amazônia são originados em outros países. Além disso, 78% das pesquisas sobre a Amazônia são produzidas por pesquisadores estrangeiros. A internacionalização da Amazônia já é um fato consumado.
Empresas como a Arkhos Biotech estão ajudando a pensar e a fazer o futuro da Amazônia através da tecnologia, ferramenta capaz de garantir o uso racional dos recursos da região. Empresas que investem em pesquisa para o manejo sustentável de recursos, que alocam e transportam matéria-prima sem prejudicar o meio, que podem garantir a origem e o processo de extração de tudo o que comercializam, que fazem parceria com as comunidades locais gerando renda e melhorando a vida das pessoas. A utilização sustentável e sadia do potencial da Amazônia, seja como celeiro de biodiversidade, seja como depósito de carbono, é a única estratégia possível para salvá-la da extinção total.
O futuro do Homem sobre a Terra depende da Amazônia. Por isso, o objetivo da Arkhos Biotech é ajudar a humanidade a usar e a tomar conta da Amazônia."
¡NO NOS CALLAREMOS!
Intelectuales y ciudadanos(as) de todo el mundo ponen en marcha una campaña en defensa de la soberanía de América Latina
América Latina no se calla
Lo ocurrido en la recién finalizada Cumbre Iberoamericana en Santiago de Chile testimonia que los tiempos han cambiado en América Latina. Después de siglos de crímenes y saqueo, imponiendo a sangre y fuego un orden favorable a intereses ajenos a la región, se pretendía, una vez más, argüir que la situación de pobreza, exclusión y marginalidad, en que se hallan sumidas las mayorías del continente no es responsabilidad de las antiguas metrópolis coloniales ni de la continuidad de esa dominación por las transnacionales europeas y norteamericanas.
La sublevación de verdades, desatada en las voces de líderes emergidos en procesos de refundación nacional, hizo perder el control a los representantes de una mentalidad colonial, más irritados por un discurso que reivindica la recuperación de los recursos naturales y los servicios básicos, que por las alusiones a un gobernante europeo de triste recuerdo. No nos engañemos, son los intereses mezquinos de los banqueros y accionistas que representan y no el honor de los españoles, los que conducen al líder de un partido "socialista y obrero" y a un monarca no electo a compartir la defensa del criminal de guerra José María Aznar.
Las voces de los indios, de los oprimidos, de los olvidados, han entrado definitiva y crecientemente en el escenario político iberoamericano, y ni monarcas ni neoliberales disfrazados de izquierdistas las harán callar.
Es hora de que lo entiendan para siempre quienes pretenden frenar los cambios imprescindibles en América Latina, proclamamos nuestra solidaridad con quienes los impulsan y los defienden.
Firmas iniciales:
Alfonso Sastre, España; Ignacio Ramonet, España/Francia; Pablo González Casanova, México; Michel Collon, Bélgica; Pascual Serrano, España; Atilio A Borón, Argentina; Fernando Rendón, Colombia; Andrés Izarra, Venezuela; Manuel Cabieses, Chile; Belén Gopegui, España; Rafael Cancel Miranda, Puerto Rico; Roberto Fernández Retamar, Cuba; Héctor Díaz Polanco, Rep. Dominicana; Danny Rivera, Puerto Rico; Constantino Bértolo, España; Pablo Guayasamín, Ecuador; Marcos Roitman Rosenmann, Chile; Alfredo Vera, Ecuador; Carlo Frabetti, Italia/España; James Cockcroft, EEUU; Salim Lamrani, Francia; John Saxe Fernández, México; Hildebrando Pérez, Perú; Francisco "Pancho" Villa, Chile; Kintto Lucas, Ecuador/Uruguay; Irene Amador, Colombia/Españ a; Víctor Flores Olea, México; Stefania Mosca, Venezuela; Pepe Viñoles, Uruguay/Suecia; Fernando Buen Abad, México; Ramón Chao, España; Fernando Meza Urquizo, Perú; Montserrat Ponsa, España; Agustín Contreras, Colombia; Víctor Ego Ducrot, Argentina; Higinio Polo, España; Hernando Calvo Ospina, Colombia/Francia; Miguel Riera Montesinos, España; Ángel Guerra Cabrera, Cuba; Néstor Kohan, Argentina; Victor de la Fuente, Chile; Virginio Salerno, Colombia; Silvia Pardo, Chile; Máximo Kinast Avilés, Barcelona/Iquique/Lima
Para adherirse: http://br.f303.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=nosecalla@gmail.com
Cubainformación ( http://www.cubainformacion.tv/) te invita a adherirte a este manifiesto enviando un email con nombre, apellidos y país a http://br.f303.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=nosecalla@gmail.com
novembro 16, 2007
IV Semana da Consciência Negra - “Presença Negra: Trajetória e Ações Afirmativas no Amazonas”
FORUM PERMANENTE AFRO-DESCENDENTE DO AMAZONAS - FOPAAM
AVENIDA JOAQUIM NABUCO, 1023- CENTRO
MANAUS – AM
TEL.: (92)3212-9030 – 3212-9031
E-mail: negritudeamazonica@gmail.com
“Presença Negra: Trajetória e Ações Afirmativas no Amazonas”
PAUTA
Uma parada para reflexão e conscientização dos desafios enfrentados até os dias de hoje pela população negra no Amazonas é a proposta da IV Semana da Consciência Negra – Realizada pelo FOPAAM e entidades parceiras. Na programação estão previstos celebrações, palestras e outros.
A Abertura Oficial das Atividades será realizada no dia 19 de Novembro de 2007 (segunda-feira), na Faculdade Salesiana Dom Bosco às 18h. Há quatro anos as comemorações da Semana da Consciência Negra foram incorporadas de forma coletiva pelas entidades de negros e negras de Manaus, através do FOPAAM, foi uma grande conquista da comunidade negra e de grupos organizados no Amazonas.
O Dia da Consciência Negra – dia 20 de novembro – foi instituído para homenagear Zumbi dos Palmares – chefe das forças armadas do Quilombo de Palmares e que passou por grandes provas de coragem, pois tinha enorme capacidade de organização e comando, por isso tornou-se um herói entre os negros e herói nacional.
Nos dias 10 e 17 de Outubro de 2007, estiveram reunidas entidades ligadas ao FOPAAM e simpatizantes da causa negra para planejamento das atividades. Serão elas:
PROGRAMAÇÃO: 13 a 24 de Novembro
Tema: “Presença Negra – Trajetória e Ações Afirmativas no Amazonas”
Dia 13 a 16 – Seminário Nacional de Educação e Diversidade - FACED/ UFAM
Dia 18 - Centro Cultural dos Povos da Amazônia
Instalação da Foto: Sala “Nestor Nascimento”
Lançamento de Fascículo: Comunidade Negra São Benedito – Praça XIV
Inauguração: Espaço Cultural “Mestre Vermelho”
Horário: 15h
Realização: FAC/FOPAAM/COMUNID. NEGRA S.BENEDITO
Dia 19 - MOSTRA DE FILMES ETNOGRÁFICOS – SESC – 14H
14h - Av. Henrique Martins – Centro
17h – Show da Banda Cabocriolo
Dia 19 - FACULDADE SALESIANA DOM BOSCO:
18:00 - Apresentação Cultural
Experiências de Educação p/ Diversidade na
Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima/SEDUC.
19:00 - Apresentação de Atividades de Pesquisa: Dulci Batista/PIBIC-UFAM/CNPq - Emmanuel de Almeida Farias Júnior/UFAM
20:00 - Lançamento do Fascículo da Comunidade Negra São Benedito (Praça XIV de Janeiro)
Dia 20– Evento Festivo – Avenida Eduardo Ribeiro (Centro)
Realização: Escola de Samba Reino Unido da Liberdade – Morro da Liberdade (Programação a confirmar)
Dia 22 – Faculdade Marta Falcão
Rodada de Palestra
Horário: 18:30
Dia 22 – Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos – CEMEJA
Rodada de Palestras: - “Presença Negra – Trajetória e Ações Afirmativas no Amazonas”
- “Etnicidade e Movimentos Sociais no Amazonas/Questão negra”
São José III - Distrito Leste I – SEMED
Rua “j” – Próximo ao Shoping Grande Circular/ ao lado da Escola Municipal MARIA DO CARMO
Horário: 18:30
Dia 24 – Seminário: “Presença Negra – Trajetória e Ações Afirmativas no Amazonas”
Estatuto da Igualdade Racial (CMM/SEMDH/FOPAAM/UEA)
O FOPAAM e suas entidades filiadas serão responsáveis pela coordenação geral do Seminário, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SEMDH). O Estatuto (Lei 3.198/2000) será abordado através de conferência de Abertura. Ao final do evento, as entidades presentes, encaminharão propostas de atuação em defesa dos que sofrem preconceito ou discriminação em função de sua etnia, raça ou origem. Durante a Programação será lançado o Fascículo da Comunidade Negra São Benedito da Praça XIV de Janeiro. O Encerramento será realizado na Comunidade São Benedito – Cidade de Deus (haverá transporte para os participantes).*(Programação a confirmar)
Dia 24 – Celebração Afro-religiosa – Comunidade São Benedito – Cidade de Deus
Avenida Nossa Senhora da Conceição, s/n
Referências: Próximo a Escola Municipal São Benedito/Jardim Botânico Adolfo Duque
(19H)
Dia 25 – Atividade Festiva de Encerramento: Comunidade Negra São Benedito – Praça XIV
Lançamento do Fascículo nº 16, do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia/UFAM, contando a história da Origem, Criação e Desenvolvimento da Comunidade Negra São Benedito – Praça XIV tendo como realizadores os próprios moradores.
(12H)
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Dulci Batista (Cáritas/AM) – 9113 – 2634/Arlete Anchieta (Faculdade Salesiana Dom Bosco) – 96020990
Gérson Priante (SEMED) – 3625-9390
Gláucio da Gama (SEMED) – 9607-4586/ Lino João de O. (Dep. Antropologia /UFAM) – 9994-0185
Lucimeire de Souza Borges Pantoja (FUCABEAM) – 3636 – 3681/Severino Carlos (APHAFAM) – 8141-8481
Equipe de Coordenação do FOPAAM










