PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
janeiro 27, 2009
O caso do Porto das Lajes
Como teria surgido, então, a informação de que há mais coisas entre o céu (de Manaus) e a terra (de Nola) do que podem supor os mortais comuns? Que cabecinha podre teria dado asas à imaginação? Delírio do povo do Núcleo de Cultura Política do Amazonas? Que dizer das informações dos jornais italianos que dão nomes pros bois? E que bois!!!
Pergunta - Nesse imbróglio todo onde foram parar as preocupações com o impacto ambiental a ser provocado se a construção do porto não mudar para outro lugar menos atentatório ao nosso patrimônio paisagístico - o Encontro das Águas - , cartão postal da cidade de Manaus, tão maltratada pela incúria do capital.
Virgilio Viana responde ao NCPAM
A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) não tem e não teve nenhuma participação no projeto do Porto das Lajes. Destacamos também que nem a FAS nem o Professor Virgilio Viana, diretor geral da FAS, não fez nenhum tipo de intermediação junto ao empresário italiano Giovanni Punzo ou qualquer outro empresário, para investimentos no projeto Porto das Lages. Finalmente, não existe nenhum entendimento ou negociação entre a FAS e empresas ligadas ao referido empreendimento. Por fim, as atividades da FAS não possuem nenhuma relação com o empreendimento.
Esse esclarecimento é necessário e gostaríamos de ver publicado neste prestigiado site, por entender que as matérias veiculadas no dia 23 de janeiro citam a FAS dentro de um contexto que não condiz com a realidade dos fatos.
Atenciosamente, Antonio Ximenes, jornalista responsável pela comunicação da FAS.
antonio.ximenes@fas-amazonas.org
92-8159-1130
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Nota do blog: Virgílio Viana, no ano de 2008, como ex-Secretario de Estado de Desenvolvimento Sustentável, participou de um debate público sobre a (re)construção da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. Coerentemente, manifestou-se favorável à construção, sim, de uma ferrovia, cujo impacto ambiental é menor que o da rodovia. O movimento social SOS - Encontro das Águas (contrário à construção de um porto no local conhecido como Lajes, em Manaus) apreciaria um depoimento do atual titular da Fundação Amazônia Sustentável em favor da causa. É o que se espera da trajetória de um homem público marcada pela coerência.
Constrangimento
Até que se prove o contrário, ninguém sabia da suspeita de vínculos entre Punzo e o crime organizado. Tampouco da sua prisão. O crime se chegou a ser tipificado, acabou prescrevendo. De modo que o cavaliere Gianni Punzo, que teria intermediado interesses da Fundação Amazônia Sustentável (conforme o jornal italiano), é nada mais, nada menos do que um grande empreendedor italiano. Então, tá! Difícil vai ser os desafetos do governador deixarem barato esse deslize de assessoria.
Memórias do hospício (VII)
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Memórias do hospício (VII)
Foi o filósofo Hegel quem fez da loucura uma dimensão do humano, ao trazê-la para dentro do sujeito. Para ele só é homem aquele que tem a virtualidade da loucura. Aquele que transcende a si mesmo. Que aceita o conflito consigo mesmo. Que descola-se de si através da linguagem.
Para Hegel, algo próprio à razão humana se realiza através da loucura. Esta seria o Outro da Razão, afirma o filósofo Peter Pál Pelbart. E acrescenta: um outro que lhe é interior. E posto que não se trata de uma ameaça, de uma alteridade radical, em certo sentido é ela quem a caracteriza.
Pelbart afirma que a loucura não está além dos limites da condição humana, apenas os desloca. Nesse sentido, considera que a grande invenção teórica dos alienistas surgiu com uma idéia simples e surpreendente para a época, de que a loucura era curável.
Longo foi o processo de dissolução da alteridade humana, pela qual a loucura passou a ser vista como subjetividade dilacerada e sofrida. De conflito consigo mesmo, de ruptura interior. Pelbart considera esse movimento histórico de uma lentidão quase geológica.
O agravante é que foi nesse percurso, como nos lembra Pelbart, que se estabeleceu uma espantosa metabolização da alteridade – ou seja, aquilo que se revelava diferente por essência, como a mulher, a natureza, o louco, o cego, o surdo-mudo, o anão, os estropiados e desgraçados de toda a ordem. Essas figuras foram perdendo sua estranheza e se integrando a uma nova paisagem de seres. Deriva daí o confinamento dos loucos.
Se Hegel contribuiu para o trabalho histórico de desconstrução da alteridade, em que o Estranho passou a ser Familiar, seu conceito de loucura sobrevive entre os que defendem o hospital psiquiátrico como modelo de cuidados em saúde mental: a desrazão, feita loucura, transformou-se em doença mental.
O fato não causaria estranheza, se não vivêssemos outro momento civilizatório. O retorno dos loucos ao convívio social não merece ser refém do enfoque neo-organicista das neurociências.
Manaus, Dezembro de 2008.
Rogelio Casado, especialista em Saúde Mental
Pro-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA
www.rogeliocasado.blogspot.com
Nota do blog: Artigo publicado no Caderno Raio-X, do Jornal Amazonas em Tempo.
Cartografias da Criação
Durante o ano de 2008, Patrícia Dorneles trabalhou no Projeto Cartografias da Criação, de Flávia Corpas/RJ, fazendo a produção local na cidade de Porto Alegre. O projeto pode ser visto no site www.cartografias.com.br Foram mapeadas, nas cidades de Porto Alegre e Rio de Janeiro, a produção de artes visuais no campo da saúde mental.
A proposta de Cartografias da Criação é inedita quanto à preocupação de divulgação e circulação destas produções no campo da cultura. Junto com o mapeamento foram promovidos dois debates: Arte pra que? e Da produção à circulação.
É dela a indicação do presente vídeo, dirigido por Flavia Corpas.
O projeto esta aberto para novas parcerias.
Saúde em Debate: Reforma Psiquiátrica, Saúde Mental e Atenção Psicossocial
Edição: V. 32 nº 78/79/80, janeiro/dezembro de 2008 - Artigos
Reforma Psiquiátrica e reabilitação psicossocial: uma leitura a partir do materialismo dialético
Autora: Alice Hirdes
Psicologia e Saúde Mental: três momentos de uma história
Autor: João Leite Ferreira Neto
A Estratégia Atenção Psicossocial: desafio na prática dos novos dispositivos de Saúde Mental
Autores: Silvio Yasui e Abilio Costa-Rosa
Algumas reflexões sobre as bases conceituais da Saúde Mental e a formação do profissional de Saúde Mental no contexto da promoção da saúde
Autor: Walter Ferreira de Oliveira
Breve história da Reforma Psiquiátrica para uma melhor compreensão da questão atual
Autores: Richard Couto e Sonia Alberti
Saúde do Trabalhador de Saúde Mental: uma revisão dos estudos brasileiros
Autora: Tatiana Ramminger
A Escola Livre de Artes Visuais do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea
Autores: Ricardo Aquino, Thiago Ferreira de Aquino e Rita Aquino
Saúde Mental e cultura: que cultura?
Autor: Alexandre Simões Ribeiro
A dimensão sociocultural da Reforma Psiquiátrica e a Companhia Experimental Mu...dança
Autora: Myrna Coelho
A ação territorial do centro de atenção psicossocial em sua natureza substitutiva
Autores: Renata Martins Quintas e Paulo Amarante
Grupo como dispositivo de vida em um Caps ad: um cuidado em Saúde Mental para além do sintoma
Autores: Milena Leal Pacheco e Luiz Ziegelmann
Panorama do tratamento dos usuários de drogas no Rio de Janeiro
Autores: Magda Vaissman, Marise Ramôa e Artemis Soares Viot Serra
Homens-carrapatos e suas mulheres: relato de experiência em Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família
Autores: Ionara Vieira Moura Rabelo e Rosana Carneiro Tavares
Saúde Mental e Atenção Básica à Saúde: o apoio matricial na construção de uma rede multicêntrica
Autores: Mariana Dorsa Figueiredo e Rosana Onocko Campos
A crise na rede: o SAMU no contexto da Reforma Psiquiátrica
Autores: Katita Jardim e Magda Dimenstein
A construção de um serviço de base territorial: a experiência do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro
Autores: Alexandre Keusen e Andréa da Luz Carvalho
Articulando planejamento e contratos de gestão na organização de serviços substitutivos de Saúde Mental: experiência do SUS em Belo Horizonte
Autor: Serafim Barbosa Santos-Filho
Documentos Históricos
Saúde Mental: condições de assistência ao doente mental
Autor: Comissão de Saúde Mental dos Cebes
Download do arquivo: www.cebes.org.br ou www.saudeemdebate.org.br
janeiro 26, 2009
5 anos da Chacina de Unaí
Crime Contra o Estado
Ailton, Eratóstenes, João Batista e Nelson
Agentes Públicos abatidos em serviço em 28/01/2004
No dia 28 de janeiro de 2004 foram assassinados na região rural de Unaí (MG) os Auditores Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. Eles estavam em missão de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, para apurar irregularidades trabalhistas no campo.
Seis meses depois, as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal apontaram para o envolvimento de nove pessoas, que atuaram como mandantes, contratantes e pistoleiros. Desde dezembro de 2004 os réus foram pronunciados pela Justiça Federal, sendo que um deles, por ter sido eleito prefeito de Unaí, adquiriu o direito de ser julgado em foro especial, sendo o processo desmembrado dos demais acusados.
Uma série de recursos impetrados pela defesa dos réus fez com que o processo fosse remetido para Brasília, ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, onde ainda há pendências para serem analisadas pelos Ministros. Cinco réus estão presos, mas quatro aguardam o julgamento em liberdade, beneficiados por habeas corpus.
Nestes cinco anos, Auditores Fiscais do Trabalho, familiares e amigos vivem a expectativa de que a Justiça seja feita, para que a impunidade não seja a marca deste crime.
É chegada a hora de, mais uma vez, protestar contra a demora do julgamento e apelar para as autoridades para que sejam resolvidas todas as pendências do caso.
PARTICIPEM DAS ATIVIDADES!
Dia 26 de janeiro (segunda-feira) às 15:00 horas
Audiência Solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de Belo Horizonte -
Ato contra a impunidade
Av. dos Andradas, 3100 - Santa Efigenia - Belo Horizonte
Dia 27 de janeiro (terça-feira) às 20:00 horas
Caravana à Brasilia - GRATUITA
Saindo da Rua Tamoios, 611 (em frente ao Sindicato dos Bancários de BH e Região)
Informações na CUT/MG com Rita Calazans / Ivan Lúcio (31-2102-1900),
(sobre disponibilidade de vagas até dia 27 às 10:00 horas)
Dia 28 de janeiro (quarta-feira) às 10:00 horas
Ato Público por Justiça! Julgamento Já!
(em frente ao Supremo Tribunal Federal - Brasília)
Informações:
Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais - 31-3201-9437
CUT Minas Gerais - 31-2102-1900
Instituto Mineiro de Relações do Trabalho - 31-9319-3263
Foro Social Mundial 2009
FORO SOCIAL MUNDIAL 2009
Frei Betto*
Belém de Pará, será la sede, del 27 de enero al 1º de febrero, la nueva edición del Foro Social Mundial (FSM). Se espera la asistencia de cerca de 120 mil participantes. Tres grandes temas dominarán los debates: la preservación ambiental, sobre todo por tener como escenario la Amazonia, donde la deforestación y la emisión de gas carbónico están creciendo; la crisis del capitalismo globalizado y la guerra en Oriente Medio.
Las entidades participantes invitaron a los presidentes de Brasil, Venezuela, Ecuador, Bolivia y de Paraguay. Si asisten, lo harán con carácter personal.
La Carta de Principios del FSM señala que se trata de un evento destinado a los movimientos de la sociedad civil contrarios al neoliberalismo y a cualquier forma de imperialismo, y comprometidos con la construcción de una sociedad planetaria orientada a una relación desostenibilidad entre los seres humanos y la Tierra.
Al proclamar que “otro mundo es posible”, los participantes se empeñan en conquistar una globalización solidaria que respete los derechos humanos universales y el medioambiente, apoyada en sistemas e instituciones democráticas al servicio de la justicia social, de la igualdad y de la soberanía de los pueblos.
Tribuna libre y apartidaria, no gubernamental ni confesional, el FSM no tiene carácter deliberativo. Aunque funcione como instancia articuladora, no alienta la pretensión de ser un espacio de representatividad de la sociedad civil mundial. En él hay plena diversidad de géneros, etnias, culturas y generaciones.
Se espera que, del debate democrático en el FSM, surjan propuestas para resolver los problemas de exclusión y desigualdad social que el proceso de globalización capitalista, con sus dimensiones racistas, sexistas y destructoras de la naturaleza, impone a la mayoría de la humanidad.
Las tres primeras ediciones del FSM - realizadas en Porto Alegre, en 2001, 2002 y 2003 -, fueron organizadas por un comité integrado por ocho entidades brasileñas: Abong, Attac, Comisión Brasileña de Justicia y Paz, Cives, CUT, Ibase, MST, y la Red Social de Justicia y Derechos Humanos.
La cuarta edición se desarrolló en Mumbai (India), en enero de 2004. La quinta retornó a la capital gaucha, en enero de 2005, y funcionó sobre la base de ocho grupos de trabajo: Espacios, Economía Popular Solidaria, Medio Ambiente y Sostenibilidad, Cultura, Traducción, Comunicación, Movilización y Software Libre.
El sexto FSM se llevó a cabo, de forma descentralizada, en tres ciudades: Bamako (Malí, África), en enero de 2006; Caracas (Venezuela, América), también en enero del mismo año, y Karachi (Pakistán, Asia), en marzo de 2006. La séptima edición del FSM tuvo como escenario Nairobi, en Kenia, en enero de 2007.
Los interesados en participar, a larga distancia, del Foro de Belém, deben acceder a:
http://openfsm.net/projects/fsm2009interconexoes
Para quien pretende ir a Belém:
http://www.fsm2009amazonia.org.br/como-participar
En el evento, el filósofo y científico político Michael Lowy y yo abordaremos el tema “Ecosocialismo: espiritualidad y sostenibilidad”, además de que participaremos en otras actividades. (Traducción ALAI)
* Frei Betto es escritor, autor de “Calendario del Poder” (Rocco), entreotros libros.
Infórmese también del FSM de Belem en los sitios:
http://movimientos.org/
http://alainet.org/fsm.php?anio=2009&idioma=all
http://fsainfo.rits.org.br/
A Democracia Traída
ImprensaA Democracia Traída, de Raymundo Faoro
Além da cinquentenária edição de Os Donos do Poder, a editora Globo acaba de soltar uma coletânea de entrevistas com Raymundo Faoro, que pode servir de iniciação ao pensador brasileiro falecido em 2003. Os Donos do Poder se tornou um clássico das idéias sobre o Brasil, a ponto de despertar a curiosidade pelo que Faoro, justamente, pensava sobre a política brasileira contemporânea. Assim, Mino Carta, desde 1979, entrevistou Faoro, praticamente ano a ano, e agora Mauricio Dias organizou tudo em livro, cujo título provocativo é A Democracia Traída. Partindo da desmontagem do regime militar, Faoro confirma sua designação de "profeta", acertando, frequentemente, sobre políticos que viemos a conhecer melhor depois. Afirma, por exemplo, que "Sarney vive de ibope", FHC tem "habilidade acima das convicções", e que Lula, "eleito", tem de obrigatoriamente "contemporizar". Afirma, também, que "direita e esquerda" são "criações", "raciocínios" - "fora do concreto". Prevê, igualmente, que o PMDB de "eterna oposição" passaria a "eterno governo"; que o PT ascenderia muito rapidamente; e que o PSDB ocuparia o "centro" (surgindo como tertius, numa disputa entre os dois anteriores). O livro ainda capta, fora as profecias, o espírito do tempo, partindo de uma crença na política, como força transformadora da sociedade (algo que não há mais), até desembarcar progressivamente no ceticismo, no desalento e na desilusão. De tão longas, e detalhadas (até demais), as entrevistas são inimagináveis hoje; temperadas com erudição de jornalistas que liam (antigamente) muito; e pensadas, talvez inconscientemente, para durar. Raymundo não acertou somente ao escrever sobre a passado, mas também ao falar do presente e ao prever, como ninguém, o futuro.
Fonte: Digestivo Cultural
Carlos Aguirre Rojas Foro Social Mundial Mexico 2008
Cultura crítica - Conheça Carlos Aguirre Rojas. Ele estará em Salvador-BA, entre os dias 5 a 9 de fevereiro, num evento denominado Revolução e Generosidade.
Revolução e Generosidade
de 05 a 09 de fevereiro na Bahia
Trata-se de um evento com conferências, debates, visitas técnicas e curso com o historiador mexicano Carlos Aguirre Rojas (UNAM), que além de crítico-teórico da história também é um intelectual que tem contribuído como interlocutor junto ao movimento neo-zapatista do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México. Com artigos e livros publicados em 10 idiomas e em 19 países (incluindo parcerias com o historiador italiano Carlos Ginzburg e com o teórico estadunidense Immanuel Walerstein), o prof. Rojas ainda tem se portado como crítico engajado socialmente, tendo realizado comunicações a convite dos povos zapatistas e mesmo ao lado do Sub-Comandante Insurgente Marcos.
Este será o primeiro de alguns eventos cujo interesse é debater problemas ligados à história, revolução, cultura e teoria social. Com o nome Revolução e Generosidade buscamos nos aproximar das tentativas autônomas de propiciar o enriquecimento da cultura crítica na sociedade.
Neste primeiro evento as atividades se concentrarão na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campus II, em Alagoinhas e na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) em Ilhéus, além de uma visita á cidade de Arataca para o conhecimento do Assentamento Terra Vista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). É preciso dizer que a assistência dessas instituições tem sido essenciais para a realização deste trabalho (nossos agradecimentos aos professores envolvidos, pelo trabalho e sensibilidade).
Os temas a serem abordados nestes espaços se ligam tanto a problemas historiográficos como às lutas anti-sistêmicas vivenciadas na América Latina contemporânea, sobretudo o movimento neo-zapatista do EZLN mexicano.
Programação provisória (ainda pode ser alterada em virtude dos ajustes institucionais):
05.02
19:00 - conferência inicial "América Latina e Historiografia em perspectiva crítica" na Universidade do Estado da Bahia, campus II, em Alagoinhas;
07.02
15:00 - início do curso “Radiografia de las luchas antisistemicas en America Latina hoy” em visita à Aldeia Indígena Tupinambá de Olivença em Ilhéus e debate sobre movimentos indígenas na América Latina;
08.02
08:00 - continuação do curso em visita ao Assentamento Terra Vista do Movimento Social dos Trabalhadores Rurais Sem terra em Arataca e debate sobre movimentos anti-sistêmicos contemporâneos;
09.02
08:00 - finalização do curso nas dependências da Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus.
Contato: Erahsto Felício– erahsto@yahoo.com.br e Rogério França - seanpoo2000@yahoo.com.br.
Muere la Doña Corral, del Comité de Madres de Desaparecidos Políticos de Chihuahua
Enlace Zapatista
Muere la Doña Corral, del Comité de Madres de Desaparecidos Políticos de Chihuahua
Posted: 25 Jan 2009 06:06 PM PST
Muere la Doña Corral, del Comité de Madres de Desaparecidos Políticos de Chihuahua El domingo 25 de enero, falleció doña Concepción García de Corral, la gran DOÑA Corral, madre de José de Jesús García Corral, desaparecido político por las fuerzas del Estado mexicano y madre de Salvador y Luis Miguel García Corral, asesinados por la bestia. [...]
Projeto Desafiando o Rio-Mar chega ao fim
Tenho a satisfação de informar-lhes que o Projeto Desafiando o Rio-Mar está próximo de ser concluído.
No dia 26 de janeiro, às 14 horas (16h Brasília), o Cel Hiram Reis e Silva e o Prof Romeu Chala pretendem atracar na praia do 2º Grupamento de Engenharia, após navegarem e pesquisarem por cerca de 1650 km pelo Rio Solimões, nessa epopéia que já está sendo considerada como o mais extenso trajeto percorrido de caiaque, por brasileiros, em um só rio.
Atenciosamente,
Rosângela Schardosim.
Integrante do grupo de apoio ao Projeto Rio-Mar.
janeiro 25, 2009
A bossa e o jazz de Tom Jobim em "Momentos de Jazz"
Neste mesmo dia de hoje, em 1927, nascia no Rio de Janeiro Antonio Carlos Brasileiro Jobim (eu tenho orgulho do Jobim!!), um dos grandes fundadores da nova música popular brasileira e principal criador da bossa nova, que ele mesmo lançou no Carnegie Hall em New York City, no final da década de cinquenta, junto com Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e João Gilberto.
No programa "Momentos de Jazz" daqui a pouco, pelas ondas da nossa Radio Amazonas FM 101,5 ( www.portalamazonia.com), a partir das 20h00, vou prestar tributo a este monstro sagrado trilhando a sua história através das canções que ele compôs e foram gravadas por grandes nomes do cenário musical internacional como Ella Fitzgerald, Elis Regina, Nelson Riddle, Morelenbaum, Sakamoto, Herbie Hancock, Joe Handerson, Shirley Horn, Ron Carter, Ornella Vanoni, Sergio Mendes e Baden Powell entre tantos outros.
Conto com tua preciosa audiência.
Até jazz!
Humberto Amorim
Michael Löwy, a UEA e o Ecossocialismo
A Universidade do Estado do Amazonas - a maior universidade multicampi do Brasil - realizou, através da Pro-Reitoria de Pós-Graduação, na semana que passou, um Seminário sobre o Ecossocialismo com Michael Löwy.
Ao refazer as leituras de Marx e Engels, Löwy encontra um forte viés ambiental e demonstra que a lógica capitalista que explora o ser humano é a mesma que destrói os recursos naturais. Curiosamente é a mesma análise feita pela bióloga Elisa Wandelli sobre a morte dos operários na construção do Manauara Shopping, erguida na admnistração municipal de Serafim Corrêa.
O sociólogo prega uma prática revolucionária diária e a revolução gradativa no mundo real, para além da academia.
Um dos pontos altos do Seminário deu-se quando o palestrante propôs, para os mais de 200 participantes, que fosse realizada uma ação prática do curso. Guardada as distâncias no tempo-espaco, proposta semelhante deu origem à Associação Amigos de Manaus, que usou o vídeo como instrumento de movimento social.
O tema sugerido foi "Melhoria da qualidade do transporte coletivo, cicloviário e das vias de circulação de pedestres em Manaus". Entre os objeticos: priveligiar o transporte coletivo ao individual, possibilitar a circulaçãode bicicletas e de pedestres através da construção de ciclovias e de calçadas adequadas. Tratam-se de soluções para diminuir a poluição e a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Elisa Wandelli lembra que tais medidas propiciariam melhoria do bem estar e da saude mental da população (pela parte que nos toca, eterna gratidão) de uma grande cidade como Manaus. Na realidadae a proposta do Lowy é de transporte coletivo gratuito para toda a população.
Os mais de 200 participantes concordaram em se reunir para apresentarem estratégias de ação.
Data: 13/02/2009.
Hora: 14h00h
Local: Auditório da Reitoria da UEA (Av. Djalma Batista)
Reunião aberta a todos participantes do curso de Eco-sociologia e demais interessados.
A Pro-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários irá coordenar a atividade. Entre os convidados estará a Associação de Amigos de Manaus. Trata-de de uma ONG que atua no campo da defesa do patrimônio público, cultural e paisagístico, e também na defesa de políticas públicas que atendam os interesses da cidadania.
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Acesse no link abaixo Entrevista com Michael Löwy
http://www.historia.uff.br/tempo/entrevistas/entres2-1.PDF
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Biografia
Michael Löwy (São Paulo, 6 de maio de 1938) é um pensador marxista brasileiro radicado na França, onde trabalha como diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique. É um relevante estudioso do marxismo, com pesquisas sobre as obras de Karl Marx, Leon Trótski, RosaLuxemburgo, Georg Lukács, Lucien Goldmann e Walter Benjamin. Filho de imigrantes judeus de Viena (Áustria), Michael Löwy nasceu em São Paulo, cidade em que passou sua infância e adolescência. Em 1960, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, tendo sido colega de Roberto Schwarz e Gabriel Bolaffi. No ano seguinte, partiu para a França, onde estudou sob a orientação de Lucien Goldmann, concluindo o Doutorado em 1964, com uma tese sobre a Revolução comunista na obra do jovem Marx.
Após alguns anos vivendo em Israel, Löwy retornou à França em 1969, passando a trabalhar na Université de Paris VIII como assistente de Nicos Poulantzas. Em 1976, obteve o doctorat d'État com uma tese sobre a evolução política do jovem Lukács.
Em 1978, tornou-se professor de Sociologia no Centre National de la Recherche Scientifique (Paris) e depois diretor de pesquisas da mesma instituição.
Nos anos 1950-1960, fez parte da Liga Socialista Independente, organização que contava com Hermínio Sacchetta entre seus dirigentes.
Em 1968, associou-se à Quarta Internacional, tornando-se membro da Primeira seção, a Ligue Communiste. Em sua militância revolucionária, Löwy esteve constantemente atento às lutas sociais e organizações políticas de esquerda, das Ligas Camponesas ao MST, sem mencionar o PT e o PSOL.
A obra de Michael Löwy abrange uma ampla gama de questões, que vão de Marx e o marxismo até o Surrealismo, sendo marcada por um interesse constante pelo pensamento libertário. Seus livros e ensaios voltam-se principalmente para a sociologia do conhecimento, com ênfase sobre o socialismo e as idéias radicais, abarcando temas como a teoria da Revolução permanente de Trotsky, o Romantismo anticapitalista, o nacionalismo e o internacionalismo, o marxismo na América Latina, a dimensão utópica do judaísmo, a sociologia das religiões, a Teologia da Libertação e o ecossocialismo. Entre os diversos pensadores sobre os quais Löwy escreveu, destacam-se Karl Marx, Max Weber, Georg Lukács, Walter Benjamin, RosaLuxemburgo, Leon Trotsky, Ernest Mandel, José Carlos Mariátegui e CheGuevara. No campo das artes e da literatura, podem-se mencionar os ensaios sobre escritores como Franz Kafka e Christa Wolf, além dos estudos sobre o Surrealismo.
"O que nos ensinou e ensina Michael é que a militância revolucionária deve associar a teoria à prática, além de manter a firmeza dos princípios livre do sectarismo e do doutrinarismo da ultra-esquerda. Sua biografia é uma ilustração da possibilidade e da necessidade de manter esse tipo de militância revolucionária - sem o qual a teoria se esteriliza e a realidade se eterniza." (Emir Sader, "Apologia da militância revolucionária", in: As Utopias de Michael Löwy.)












