PICICA: Uma charge que vale um editorial. E pra não dizerem que este blog é intolerante, veja as ações do PAC (governo federal) no Complexo do Alemão.
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
novembro 28, 2010
Duas leituras da violência no Rio de Janeiro, sem o sensacionalismo e a espetacularização da mídia
PICICA: Na verdade três leituras, com a do meu considerado José Ribamar Bessa Freire, do TAQUIPRATI: O Rio de Janeiro continua lindo?
Situação de violência calamitosa no Rio de Janeiro, a mídia se delicia com o sensacionalismo e espetacularização da violência, haja ibope! Sabemos que o problema da segurança pública vai muito além dessa investida feita pelas mais diversas forças bélicas (marinha, PM, BOPE, PF etc), por isso trazemos duas reflexões vindas de uma perspectiva contra-hegemônica, pois o problema da segurança pública no Rio passa muito longe de ser resolvido apenas com UPPs.
O cartunista Carlos Latuff também dá sua contribuição para essa reflexão
Violência no Rio: a farsa e a geopolítica do crime
Por José Cláudio Souza Alves (sociólogo, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ e autor do livro: Dos Barões ao Extermínio: Uma História da Violência na Baixada Fluminense.) Pubicado originalmente na Carta CapitalNós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.
O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.
De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.
Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.
Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.
Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.
Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.
Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?
Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.
Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.
Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.
A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.
Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro?
Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade.
Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.
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Não haverá vencedores
Por Marcelo Freixo (deputado estadual pelo PSOL-RJ, presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ. Publicado na edição de 28/11 da Folha de São Paulo e republicado no site Vermelho)Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá de passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela. Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.
Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida. Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.
As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.
Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.
Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz.
Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.
Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza – onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna “guerra” entre o bem e o mal.
Como o “inimigo” mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da “guerra”, enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.
O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de “guerra”- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.
Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário…
Fonte: Vírus Planetário
Nota do Observatório de Favelas
PICICA: "(...) o Observatório de Favelas repudia todo e qualquer ato de violência, seja ele oriundo das organizações criminosas ou de instituições do Estado".
Carlos Latuff: Vila Cruzeiro – Urubus na carniça
Nota do Observatório sobre os acontecimentos no RioEm virtude dos últimos acontecimentos na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Observatório de Favelas repudia todo e qualquer ato de violência, seja ele oriundo das organizações criminosas ou de instituições do Estado. Consideramos um retrocesso na política de segurança pública uma retomada da intervenção policial pautada pela lógica do confronto e pelo discurso da “guerra”. Diante do quadro atual, é fundamental que a polícia atue priorizando a inteligência, a estratégia e, sobretudo, a valorização da vida de toda a população, sem exceção.
A sensação de insegurança generalizada tem provocado um clamor, por parte de diversos setores sociais, por intervenções duras das forças policiais. Parte da população espera inclusive que a polícia entre nas favelas para matar. O risco que corremos diante desse quadro é o da legitimação social de práticas como o uso abusivo da força, execuções sumárias e outras formas de violações de direitos.
O número de mortes registrado nos últimos dias e o uso ostensivo de equipamentos bélicos aponta para um panorama extremamente preocupante. A letalidade não pode de forma alguma ser apresentada como critério de eficiência da atuação policial, nem como "dano colateral" de uma operação. Nada justifica a perda de vidas em uma intervenção do Estado. Não podemos ver a repetição de ações como a ocorrida em junho de 2007, na operação que ficou conhecida como “Chacina do Alemão”. Na ocasião, 19 pessoas morreram, muitas com indícios de execuções sumárias.
Em um momento como este, os moradores das áreas atingidas pela atuação das forças de segurança sofrem uma série de violações de direitos. Têm cerceados direitos fundamentais como o de ir e vir e o acesso às escolas, por exemplo.
É imprescindível que a ação do Estado tenha como foco a garantia da segurança e a proteção da vida dos moradores de todas as áreas da cidade. Infelizmente, o que presenciamos é que os efeitos da violência atingem de forma mais contundente a população que reside nas áreas mais pobres da cidade, o que tem sido um traço histórico das operações policiais realizadas no Rio de Janeiro. E isso tem que acabar.
Fonte: Observatório de Favelas
Enlace Zapatista - ¡Viva México! (documental)
http://www.vivamexicofilm.com
http://www.terranostrafilms.com
http://www.facebook.com/pages/Terra-N...
In a journey from the mountains of southeastern Mexico to the northern border with the United States, Subcommander Marcos and the people of Mexico trace the forgotten face of a country. A celebration of the struggle for land and dignity.
En un viaje de las montañas del sureste mexicano a la frontera norte con Estados-Unidos, el subcomandante Marcos y el pueblo de México dibujan el rostro olvidado de un país. Una celebración de la lucha por la tierra y la dignidad.
Dans un voyage des montagnes du sud-est mexicain jusqu'à la frontière nord avec les États-Unis, le sous-commandant Marcos et le peuple du Mexique dessinent le visage oublié d'un pays. Une célébration de la lutte pour la terre et la dignité.
http://www.terranostrafilms.com
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In a journey from the mountains of southeastern Mexico to the northern border with the United States, Subcommander Marcos and the people of Mexico trace the forgotten face of a country. A celebration of the struggle for land and dignity.
En un viaje de las montañas del sureste mexicano a la frontera norte con Estados-Unidos, el subcomandante Marcos y el pueblo de México dibujan el rostro olvidado de un país. Una celebración de la lucha por la tierra y la dignidad.
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Enlace Zapatista |
| !Viva México! en la Casa de Cultura Obrera 30 de noviembre a las 6pm Individu@s y colectivos de la Otra [...] |
| MUJERES Y LA SEXTA TE INVITA AL FORO “YA BASTA A LA VIOLENCIA CONTRA LA MUJER” Domingo 28 de Noviembre [...] ************* Viva México! en la Casa de Cultura Obrera 30 de noviembre a las 6pm Individu@s y colectivos de la Otra Campaña en Tijuana invitan a la proyección del documental ¡Viva México! contaremos con la presencia del Director Nicolas Défossé, habrá espacio para el diálogo. La proyección en la Casa de Cultura Obrera será el martes 30 de noviembre a las 6:00PM sinopsis Los Ángeles, Estados-Unidos. Emigrantes mexicanos son perseguidos por la policía, mientras luchan para sobrevivir sin renunciar a su cultura. Al otro extremo del mapa, en las montañas del sureste mexicano amanece con neblina. Es 1ero de enero del 2006, miles de indígenas zapatistas despiden al Subcomandante Insurgente Marcos, también llamado Delegado Zero. Su misión: recorrer durante 6 meses todo el país para escuchar las palabras de resistencia de mexicanos y mexicanas que luchan por un México mejor. Así arranca un viaje que planea llegar hasta la frontera con Estados-Unidos, al otro extremo del país… Desde Chiapas a Quintana Roo, de Yucatán a Oaxaca, de Nayarit a Colima, de Michoacán a Guerrero, y hasta el corazón del país en la enorme urbe llamada Ciudad de México, seguimos los pasos de este viaje que va dibujando el rostro de “otro” México, rostro diferente a la imagen que los mass media construyen a diario. Es un viaje que apuesta a “empezar a construir el espejo que somos abajo” como lo expresa el Delegado Zero. La apuesta no va sin riesgos… al destapar el rostro del México digno y rebelde, al irrigarse las semillas de rebeldía y solidaridad de un país entero, este viaje es una provocación para los que controlan su economía y su imagen. Lo que empezó como murmullo aislado se hace grande en el grito de cientos de miles: ¡Viva México! ¿Cuál será la respuesta del poder? Más información en |
Padilha vê a árvore e não enxerga a floresta
PICICA: Depois de ajudar a criar um herói nacional - capitão Nascimento - no filme Tropa de Elite -, José Padilha amplia o foco de seu olhar sobre as raízes da violência no Rio de Janeiro, atribuindo à degeneração do sistema de segurança um papel fundamental na degradação das relações sociais. Segundo Padilha, o passo mais importante para encontrar a solução de um problema é enunciá-lo corretamente. Ainda não é o caso. Padilha enxerga a árvore e não vê a floresta que compõe o cenário da institucionalização da violência no Rio de Janeiro. A promiscuidade entre agentes do estado a serviço da segurança e o comércio ilegal de drogas é a face de uma entre outras questões que passam ao largo de seus enunciados, que atende às emergências do que fazer, acerta no varejo mas deixa no limbo outros aspectos do conflito e a competição em torno do poder numa sociedade em que os interesses de mercado falam mais alto. Veja , antes de ler o artigo do cineasta, o trailer do documentário "Estrada" (dica da internauta Alyda Christina Sauer, via Facebook).
Film documentaire - 82 minutes
Plus de la moitié de la population carioca approuve « les invasions policières armées » pour combattre le trafic de drogue dans les favelas, pense que « les bandits doivent mourir » et joue la politique de l'autruche face à une moyenne quotidienne de 15 morts par balle à Rio de Janeiro.
Le film ESTRADA redonne un nom et une histoire à ces morts anonymes, leur rend un hommage et se souvient.
Victimes, « héros déchus » ou « martyrs , étudiant, policiers ou trafiquants, ils ne cessent cependant d'être les enfants, les frères, les pères, les époux ou les épouses terriblement et injustement absents.
Dans une réalité aussi tragique, comment nier que ces douleurs ne pas aussi les nôtres?
Plus de la moitié de la population carioca approuve « les invasions policières armées » pour combattre le trafic de drogue dans les favelas, pense que « les bandits doivent mourir » et joue la politique de l'autruche face à une moyenne quotidienne de 15 morts par balle à Rio de Janeiro.
Le film ESTRADA redonne un nom et une histoire à ces morts anonymes, leur rend un hommage et se souvient.
Victimes, « héros déchus » ou « martyrs , étudiant, policiers ou trafiquants, ils ne cessent cependant d'être les enfants, les frères, les pères, les époux ou les épouses terriblement et injustement absents.
Dans une réalité aussi tragique, comment nier que ces douleurs ne pas aussi les nôtres?
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| 28/11/2010 | |
| Carcaça de uma sociedade | |
Se o governo insistir nas UPPs, os confrontos serão inevitáveis. “Espero que o governo federal entre de cabeça e implemente um plano nacional de segurança sério", escreve José Padilha, cineasta e diretor de "Ônibus 174", "Tropa de Elite", "Tropa de Elite 2", "Garapa" e "Segredos da Tribo", em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 28-11-2010.
Por que o Rio de Janeiro é uma cidade tão violenta? Por que tem um número tão alto de homicídios e de assaltos todo ano? Por que grande parte da capital carioca, sobretudo as áreas mais carentes, está dominada por grupos armados? Por que a história do Rio é marcada pela repetição de acontecimentos traumáticos na área de segurança pública, acontecimentos que chamam a atenção do mundo?
Vigário Geral e Candelária explicitaram a violência absurda da polícia carioca. O sequestro do Ônibus 174 demonstrou a precariedade dessa polícia e deixou à mostra a violência de um ex-menino de rua que preferiu “tentar a sorte” a se entregar ao Estado que o torturou a vida inteira. O brutal assassinato de Tim Lopes mostrou que os traficantes cariocas não são Robin Hoods do morro, mas criminosos que utilizam métodos brutais. A tortura de jornalistas de O Dia por milicianos deu origem à CPI que revelou máfias de bombeiros, policiais civis e policiais militares no comando de comunidades carentes, com o apoio de vereadores, deputados estaduais e até deputados federais. E, finalmente, o ataque sistemático do tráfico a vários pontos da cidade, e a reação subsequente da polícia, “desentocou” um verdadeiro exército armado na Vila Cruzeiro e o expôs para todo mundo ver.
Afinal, por que o Rio de Janeiro é assim?
Uma resposta, a da esquerda naïve, postula que a violência no Rio de Janeiro decorre da miséria e da luta de classes, e diz que para combatê-la é necessário acabar com as diferenças sociais, distribuir a renda e educar a população. Há também a resposta da direita naïve, que reduz a violência do Rio a um problema de repressão e diz que ela se explica pela falta de firmeza da polícia e das leis.
As duas respostas estão erradas, contradizem fatos conhecidos.
A primeira não dá conta de cidades que têm índices de desenvolvimento humanos (IDH) piores do que os do Rio de Janeiro e índices de violência menores. A segunda está na contramão da história, que demonstra que incrementos na repressão podem piorar os índices de violência. Foi assim no governo Marcelo Alencar, quando o Estado adotou a remuneração faroeste e passou a premiar os policiais em função do número de criminosos que “abatiam”. A partir daí, o número de autos de resistência, de policiais que declararam ter matado criminosos que resistiram à prisão, cresceu e continua absurdo até hoje.
Muitas vezes, o passo mais importante para encontrar a solução de um problema é enunciá-lo corretamente. Ônibus 174, Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 são uma tentativa de enunciar o problema da segurança pública do Rio de Janeiro a partir da premissa de que a violência carioca resulta, em grande parte, da atuação direta de instituições públicas que convertem miséria em violência. À luz dessa premissa, a violência urbana está relacionada à falta de educação e à concentração de renda, mas a relação não é direta e simples, é intermediada por fatores complexos. Acredito que no Rio o mais importante desses fatores seja o efeito perverso que certas organizações administradas pelo Estado têm sobre parte da população.
Ônibus 174 conta a história de Sandro Rosa do Nascimento, um menino que fugiu de uma tragédia familiar e foi viver nas ruas do Rio. Sandro se tornou um pequeno criminoso para sobreviver. Como menino de rua, viu representantes do Estado (policiais militares) matar crianças como ele na Candelária, foi preso e tratado com extrema violência pelo sistema socioeducativo do Estado, foi espancado e obrigado a conviver com traficantes e criminosos muito mais violentos que ele no Instituto Padre Severino e deu entrada no sistema prisional carioca, onde o Estado o colocou em uma cela superlotada e insalubre. O torturou por anos.
A tese de Ônibus 174, exemplificada pela trajetória de Sandro, é muita clara: as organizações que deveriam reeducar os pequenos criminosos os convertem em criminosos violentos. Não fui eu quem formulou essa tese, diga-se de passagem. Foi o próprio Sandro, que a gritou em altos brados da janela do ônibus para quem quisesse ouvir.
Em Tropa de Elite tentei dizer que a mesma coisa acontece no âmbito da polícia. O Estado trata muito mal os indivíduos que se propõem a trabalhar nas organizações policiais. Paga pouco, treina mal, e os submete a uma cultura organizacional militarizada e kafkiana, que tolera a corrupção e estimula a violência. Como disse o capitão Nascimento: “Quem quer ser polícia no Rio de Janeiro tem que escolher: ou se omite, ou se corrompe, ou vai pra guerra”. Tanto a violência e o desrespeito aos direitos humanos do capitão Nascimento quanto a corrupção desenfreada do capitão Fábio são forjadas no mesmo lugar, pela mesma organização. Certa feita um governador do Rio de Janeiro disse a mim e ao jornalista Rodrigo Pimentel que Tropa de Elite era um filme demasiado pessimista. Em sua opinião, a PM do Rio não era tão corrupta quanto pensávamos. Pelas suas contas, um terço dos policiais do Rio é corrupto, outro terço é honesto, e o restante variava conforme o comando. Se a PM do Rio tem mais de 13 mil homens corruptos, então o problema não são seus homens, é a organização. Os policiais do Rio de Janeiro são vítimas da PM.
A tese de Tropa de Elite, instanciada na trajetória do aspirante André Mathias, é igualmente óbvia: as instituições que deveriam combater a criminalidade convertem boa parte das pessoas que trabalham nelas em policiais corruptos e violentos. Fazem isso com grande eficiência e em altas taxas.
Acredito que cada um dos casos simbólicos que listei, de Vigário Geral à tomada da Vila Cruzeiro, ilustra essa tese. Cada um deles envolve traficantes, policiais corruptos e policiais violentos cuja subjetividade e comportamento criminoso foram moldados por instituições do Estado.
Fiz um terceiro filme, Tropa de Elite 2, para tentar dizer por que o Estado funciona assim. Em Tropa de Elite 2 o capitão Nascimento é promovido a subsecretário de inteligência e obrigado a lidar com as conexões que existem entre a polícia e a política. São essas conexões, muitas vezes calcadas em interesses e lógicas eleitorais, que criam e mantêm as instituições que descrevi nos filmes anteriores.
Voltando ao mundo real, deixo claro que apoio as UPPs e sou favorável a esse projeto do governador Sérgio Cabral. Reconheço que ele é fundamental para recuperar o território que o tráfico tomou. Acredito que o Rio não pode recuar no primeiro confronto. Todavia, acho que o projeto das UPPs é apenas meio projeto, e não um projeto inteiro. Onde está a reforma da polícia? Não a maquiagem, mas a reforma concreta, o programa eficiente de seleção e treinamento de policiais, o programa de capacitação profissional, o pagamento de salários dignos, o seguro saúde e o auxílio-educação para as famílias dos policiais? Onde está a corregedoria que funciona? Onde está a reforma do sistema prisional? A capacitação dos agentes penitenciários? A reforma do sistema socioeducativo? A boa formação dos seus operadores?
O projeto das UPPs é fundamental para a sobrevivência do paciente, mas ignora as causas da doença. Na ausência de uma real reforma das instituições que mencionei, o esforço e o engajamento da população carioca no projeto das UPPs pode ser em vão. Afinal, quem vai ocupar as comunidades libertadas? A mesma polícia que conviveu com o tráfico de drogas na cidade por mais de 30 anos, o viu crescer e se expandir e o deixou se instalar. O projeto das UPPs não é um projeto da polícia, é um projeto do governo. O que garante, no médio ou no longo prazo, quando este governo sair e outro entrar no lugar, que as UPPs não se tornarão áreas de milícia?
Eu me lembro, na ocasião do Ônibus 174, que o então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi à TV prometer um plano nacional capaz de reformar as instituições ligadas à segurança pública em todo o Brasil. Teve dois mandatos para cumprir a promessa, e não o fez. Depois veio o atual presidente Lula, do PT. Apresentou um Plano Nacional de Segurança bem bolado, escrito pelo professor Luiz Eduardo Soares. Estamos ao final do seu segundo mandato e o plano continua engavetado. Finalmente, não vamos esquecer o PMDB, do governador Sérgio Cabral, que em ambos governos nada propôs de significativo na área da segurança. A verdade é que nos últimos 30 anos nossos políticos ficaram vendo inocentes morrer. Lavaram as mãos.
O que aconteceu no Rio de Janeiro nessa semana foi significativo. Creio que vai acontecer de novo se o governador insistir com as UPPs. E, como a Copa do Mundo e a Olimpíada estão aí, não há outra alternativa viável. Os confrontos serão inevitáveis e recorrentes. Espero que esses confrontos sirvam para, além de libertar comunidades carentes, forçar o governo federal a entrar de cabeça na luta contra o crime e implementar um plano de nacional de segurança sério, capaz de resolver de uma vez por todas o problema da segurança pública no Brasil.
Fonte: IHU
novembro 27, 2010
A regeografização do crime no Rio de Janeiro
PICICA: A Rede Globo quer convencer os incautos que o conflito urbano entre a Polícia e o Tráfico no Rio de Janeiro é uma "Guerra entre o Bem e o Mal". O sociólogo José Claúdio Souza Alves mostra que o buraco é mais em baixo. Depois de ver as imagens do cerco policial por Carlos Latuff, leia a entrevista com este professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O José Padilha pode continuar achando que uma imagem vale mais que muitas teses sociais, mas na ausência de análise das imagens impossível ler a realidade sem as distorções midiáticas costumeiras.
Manhã de hoje, sábado, dia 27 de novembro de 2010. Imagens do conjunto de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro, cercado por gigantesco efetivo de policiais militares, civis, federais, tropas do exército, tanques e helicópteros. Seus moradores encontram-se na linha de tiro.
* * *
| 7/11/2010 | ||
| Uma guerra pela regeografização do Rio de Janeiro. Entrevista especial com José Cláudio Alves | ||
“O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade”. Assim descreve o sociólogo José Cláudio Souza Alves a motivação principal dos conflitos que estão se dando entre traficantes e a polícia do Rio de Janeiro. Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, o professor analisa a composição geográfica do conflito e reflete as estratégias de reorganização das facções e milícias durante esses embates. “A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime”, explica.
José Cláudio Souza Alves é graduado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque. É mestre em sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor, na mesma área, pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e membro do Iser Assessoria..
Confira a entrevista.
IHU On-Line – O que está por trás desses conflitos atuais no Rio de Janeiro?
José Cláudio Alves – O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade. Isso já vem se dando há algum tempo e culminou na situação que estamos vivendo atualmente. Há elementos presentes nesse conflito que vêm de períodos maiores da história do Rio de Janeiro, um deles é o surgimento das milícias que nada mais são do que estruturas de violência construídas a partir do aparato policial de forma mais explícita. Elas, portanto, controlarão várias favelas do RJ e serão inseridas no processo de expulsão do Comando Vermelho e pelo fortalecimento de uma outra facção chamada Terceiro Comando. Há uma terceira facção chamada Ada, que é um desdobramento do Comando Vermelho e que opera nos confrontos que vão ocorrer junto a essa primeira facção em determinadas áreas. Na verdade, o Comando Vermelho foi se transformando num segmento que está perdendo sua hegemonia sobre a organização do crime no Rio de Janeiro. Quem está avançando, ao longo do tempo, são as milícias em articulação com o Terceiro Comando.
Um elemento determinante nessa reconfiguração foi o surgimento das UPPs a partir de uma política de ocupação de determinadas favelas, sobretudo da zona sul do RJ. Seus interesses estão voltados para a questão do capital do turismo, industrial, comercial, terceiro setor, ou seja, o capital que estará envolvido nas Olimpíadas. Então, a expulsão das favelas cariocas feita pelas UPPs ocorre em cima do segmento do Comando Vermelho. Por isso, o que está acontecendo agora é um rearranjo dessa estrutura. O ComandoVermelho está indo agora para um confronto que aterroriza a população para que um novo acordo se estabeleça em relação a áreas e espaços para que esse segmento se estabeleça e sobreviva.
IHU On-Line – Mas, então, o que está em jogo?
José Cláudio Alves – Não está em jogo a destruição da estrutura do crime, ela está se rearranjando apenas. Nesse rearranjo quem vai se sobressair são, sobretudo, as milícias, o Terceiro Comando – que vem crescendo junto e operando com as milícias – e a política de segurança do Estado calcada nas UPPs – que não alteraram a relação com o tráfico de drogas. A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime.
A realidade do RJ exige hoje uma análise muito profunda e complexa e não essa espetacularização midiática, que tem um objetivo: escorraçar um segmento do crime organizado e favorecer a constelação de outra composição hegemônica do crime no RJ.
José Cláudio Souza Alves é graduado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque. É mestre em sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor, na mesma área, pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e membro do Iser Assessoria..
Confira a entrevista.
IHU On-Line – O que está por trás desses conflitos atuais no Rio de Janeiro?
José Cláudio Alves – O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade. Isso já vem se dando há algum tempo e culminou na situação que estamos vivendo atualmente. Há elementos presentes nesse conflito que vêm de períodos maiores da história do Rio de Janeiro, um deles é o surgimento das milícias que nada mais são do que estruturas de violência construídas a partir do aparato policial de forma mais explícita. Elas, portanto, controlarão várias favelas do RJ e serão inseridas no processo de expulsão do Comando Vermelho e pelo fortalecimento de uma outra facção chamada Terceiro Comando. Há uma terceira facção chamada Ada, que é um desdobramento do Comando Vermelho e que opera nos confrontos que vão ocorrer junto a essa primeira facção em determinadas áreas. Na verdade, o Comando Vermelho foi se transformando num segmento que está perdendo sua hegemonia sobre a organização do crime no Rio de Janeiro. Quem está avançando, ao longo do tempo, são as milícias em articulação com o Terceiro Comando.
Um elemento determinante nessa reconfiguração foi o surgimento das UPPs a partir de uma política de ocupação de determinadas favelas, sobretudo da zona sul do RJ. Seus interesses estão voltados para a questão do capital do turismo, industrial, comercial, terceiro setor, ou seja, o capital que estará envolvido nas Olimpíadas. Então, a expulsão das favelas cariocas feita pelas UPPs ocorre em cima do segmento do Comando Vermelho. Por isso, o que está acontecendo agora é um rearranjo dessa estrutura. O ComandoVermelho está indo agora para um confronto que aterroriza a população para que um novo acordo se estabeleça em relação a áreas e espaços para que esse segmento se estabeleça e sobreviva.
IHU On-Line – Mas, então, o que está em jogo?
José Cláudio Alves – Não está em jogo a destruição da estrutura do crime, ela está se rearranjando apenas. Nesse rearranjo quem vai se sobressair são, sobretudo, as milícias, o Terceiro Comando – que vem crescendo junto e operando com as milícias – e a política de segurança do Estado calcada nas UPPs – que não alteraram a relação com o tráfico de drogas. A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime.
A realidade do RJ exige hoje uma análise muito profunda e complexa e não essa espetacularização midiática, que tem um objetivo: escorraçar um segmento do crime organizado e favorecer a constelação de outra composição hegemônica do crime no RJ.
Leia mais. Acesse IHU.
Para os que ainda ouvem Credence Clearwater Revival
PICICA: Dedico esta postagem ao meu amigo Waldemar Rebelo, que vive a deslocar-se entre três continentes, e que me apresentou ao Credence Clearwater Revival no início dos anos 1970, quando ainda vivíamos nossa adolescência na caliente Manaus. Dedico também para Simão Pessoa, outro curtidor dessa banda memorável.
Creedence Clearwater Revival
Have You Ever Seen The Rain?
Pendulum
Lyrics:
Someone told me long ago
There's a calm before the storm,
I know; It's been comin' for some time.
When it's over, so they say,
It'll rain a sunny day,
I know; Shinin' down like water.
CHORUS:
I want to know,
Have you ever seen the rain?
I want to know,
Have you ever seen the rain
Comin' down on a sunny day?
Yesterday, and days before,
Sun is cold and rain is hard,
I know; Been that way for all my time.
'Til forever, on it goes
Through the circle, fast and slow,
I know; It can't stop, I wonder.
CHORUS
Yeah!
CHORUS
Have You Ever Seen The Rain?
Pendulum
Lyrics:
Someone told me long ago
There's a calm before the storm,
I know; It's been comin' for some time.
When it's over, so they say,
It'll rain a sunny day,
I know; Shinin' down like water.
CHORUS:
I want to know,
Have you ever seen the rain?
I want to know,
Have you ever seen the rain
Comin' down on a sunny day?
Yesterday, and days before,
Sun is cold and rain is hard,
I know; Been that way for all my time.
'Til forever, on it goes
Through the circle, fast and slow,
I know; It can't stop, I wonder.
CHORUS
Yeah!
CHORUS
Como agir no território mental para desprogramar o software da cultura do medo e inovar com confiança
PICICA: "O medo e a violência desafiam todas as relações: consigo mesmo, com a família, amigos, trabalho, cidade, ambiente, mundo... Ou seja, com o presente e o consequente futuro. Se o que se experiencia como medo até certo ponto protege, ao virar cultura ele serve para dominar, isolar e fragmentar a ação nos territórios; para ocupar territórios; para dirigir a atenção da maioria e colocá-la focando o mesmo ponto: a procura dos “culpados de plantão”, dos “salvadores da pátria” e dos “paraísos” prometidos pela religião do consumo, inclusive da (in)segurança."
Desprogramar o Software da Cultura do Medo e Inovar com Confiança |
| Localização: Instituto Rio Carioca, Salão Parque do Flamengo Rua Barão do Flamengo, 32, 11º andar - Flamengo - Rio de Janeiro. Río de Janeiro, Colombia | |
Dias 11 e 12 de Dezembro, das 9h30m às 18h, no Instituto Rio Carioca-FlamengoCOMO AGIR NO TERRITÓRIO MENTAL PARA
DESPROGRAMAR O SOFTWARE DA CULTURA DO MEDO E INOVAR COM CONFIANÇA
WorkLife do
Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques
Certificação pelo IMS-Instituto da Mente Sustentável
Colaboração: Profa. Estelita de Amorim Ouriques
Objetivo
Trabalharemos práticas e conteúdos de Gestão da Mente
(do fluxo de pensamentos, afetos e percepções), metodologia reconhecida acadêmica e internacionalmente, para habilitar o participante:
1. a compreender de forma crítica e reflexiva a origem, as intenções e as ações da cultura do medo e da violência;
2. a deixar de exteriorizar de forma absoluta o mal;
3. a resgatar a responsabilidade e a confiança em si e nas relações;
4. a fortalecer o discernimento e a capacidade de ação transformadora diante do perigo e das oportunidades que se apresentam.
Portanto, a agir com maior autonomia cidadã em suas vidas e carreiras. Através de seu exemplo, o participante passa a intensificar a multiplicação, em suas redes e organizações, de atitudes mais sustentáveis e democráticas nos territórios.
Contexto
O medo e a violência desafiam todas as relações: consigo mesmo, com a família, amigos, trabalho, cidade, ambiente, mundo... Ou seja, com o presente e o consequente futuro. Se o que se experiencia como medo até certo ponto protege, ao virar cultura ele serve para dominar, isolar e fragmentar a ação nos territórios; para ocupar territórios; para dirigir a atenção da maioria e colocá-la focando o mesmo ponto: a procura dos “culpados de plantão”, dos “salvadores da pátria” e dos “paraísos” prometidos pela religião do consumo, inclusive da (in)segurança.
A mídia concentrada pluga no Território Mental das pessoas para fazer o download mais recente do medo, e elas rodam para si mesmas e para as outras este software inconsciente, “naturalizado” e totalizante. Tal cenário psico-político interessa à tomada de decisões de grande impacto, que assim escapam do olhar crítico e participativo da sociedade: o medo é o primeiro inimigo do cidadão livre, da liderança criativa, autoral, sustentável e democrática.
Os três setores estão pressionados pelo estado mental do medo. Exigem a ordem. Mas qual ordem, qual a fonte de referência para tal ordem, se a mesma Sociedade entende que Liberdade é a ausência de qualquer Limite, que seria sempre autoritário?
Como se comportar diante desta irracionalidade que de um lado ameaça e de outro legitima ações discriminatórias e de violência crescente? Como tornar-se mais alerta e menos tenso? Como educar as crianças? Como não retro-alimentar a indústria do medo? A quem interessa o medo? Como este medo se articula com os outros medos: o do desemprego, do fim das garantias sociais, da guerra ao terror, das crises e catástrofes em série? Como inovar de maneira mais sustentável e democrática neste cenário?
Como tudo nasce no Território Mental (o lugar do fluxo dos pensamentos, afetos e percepções), o que é instalado nele cresce e frutifica.
Programa
A Origem Epistemológica do Medo e da Violência;
O Medo Ocidental da Morte e do Universal;
A Exteriorização Absoluta da Violência para o Outro;
O Desejo da Sustentabilidade, da Democracia, dos Direitos Humanos e do Vigor da Diversidade;
Ordem, Cultura e Natureza;
O Medo, a Liberdade e o Limite no Corpo;
Práticas de Desintoxicação do Território Mental;
A Descoberta por Si Mesmo de Como Agir.
Certificado
Este WorkLife tem certificado pelo Instituto da Mente Sustentável.
Data
11 e 12 de Dezembro de 2010, Sábado e Domingo, das 9h30m às 18h.
Local
Instituto Rio Carioca, Salão Parque do Flamengo: Rua Barão do Flamengo, 32, 11º andar - Flamengo - Rio de Janeiro.
Preço
300 reais em depósito à vista até o dia 06 de Dezembro;
350 reais à vista no dia 11 de Dezembro;
400 reais em duas vezes, sendo a primeira em depósito até o dia 06 de Dezembro e a segunda em pré-datado até 06 de Janeiro de 2011.
Informações e inscrições:
evouriques@terra.com.br
O Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques
http://www.evandrovieiraou
Evandro Vieira Ouriques é conhecido por sua capacidade de potencializar processos de transformação de atitude.
Transdisciplinar desde 1984, tem vivência intensa com a Diversidade humana, atuando com sucesso em muitos níveis da escala social e em muitos ramos da atividade profissional.
De acordo com o Reputation Institute, de NY, é o melhor acadêmico do mundo deste ano. Recebeu o Prêmio Best Scholar 2010, por ter criado a metodologia Gestão da Mente Sustentável: o Quarto Bottom Line, que o colocou ao lado dos maiores pensadores do mundo no campo da teoria da gestão, como Prahalad e Prakashi Sethi.
O Prof. Evandro criou e sustenta um novo campo de conhecimento, a Economia Psico-política da Comunicação, que tem como orientação o pragmatismo utópico, e dentro da qual está sua metodologia Gestão da Mente, e o conceito Território Mental, que permite o re-desenho de vidas, carreiras, redes, organizações e instituições através de efetiva mudança de mindset: http://www.reputationinsti
Coordena o NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência, da Escola de Comunicação da UFRJ, que tem entre suas principais atividades o Curso de Extensão JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, que criou em 2007 em convênio com a ANDI-Agência de Notícias dos Direitos da Infância, e o convênio com o Coletivo Brasil de Comunicação Social INTERVOZES, o Laboratório de Políticas de Comunicação-LaPCom, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, a Rede de Observatórios de Imprensa-RENOI, a UNESCO-Brasil e a UNESCO-Paris para a aplicação-piloto no Brasil dos Indicadores do Desenvolvimento da Mídia.
O Dr. Ouriques é também Cientista Político, Jornalista, Designer, Curador e Conservador de Obras de Arte, Gestor Cultural, Terapeuta de base analítica, Consultor, Conferencista de renome internacional e Escritor.
Autor de muitos livros, catálogos e artigos de opinião e científicos publicados no Brasil e no Exterior, inclusive pela ONU e a UNESCO, é conhecido como ativista e acadêmico de ponta.
A Profa. Estelita de Amorim Ouriques
Estelita Oliveira de Amorim Ouriques é conhecida por sua intensa capacidade de transformar atitudes e estados de saúde. Escuta, observa, intui, movimenta e coopera para o re-desenho do sujeito no mundo.
É yogaterapeuta, professora de Yoga Integral, massoterapeuta ayurvédica e terapeuta Dorn. Tem especialização também em Yoga para Gestantes, para Crianças e para Terceira Idade
Sua metodologia própria está fundada em profundo conhecimento da relação entre Coluna & Articulações, Respiração e Estados Mentais.
É consultora-associada do NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência.ECO.UFRJ, bacharel em Turismo, com extensa formação em sistemas indianos ancestrais e modernos de cura, dança multi-cultural, anti-ginástica, tarot e cristaloterapia.
Com mais de 20 anos de experiência, está entre as mais importantes professoras de Yoga Integral do Brasil.
Membro da Associação Nacional de Yoga Integral e do Sindicato dos Profissionais de Yoga do Estado do Rio de Janeiro, conduz jornadas, cursos e oficinas criativas, e realiza atendimentos pessoais.
Mantém consultório na Tijuca.
Tem conduzido de maneira sistemática Dinâmicas de Transformação e de Formação para Redes no Curso JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, do NETCCON.ECO.UFRJ e ANDI.
Marcadores:
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território mental
A política genocida do governo colombiano
PICICA: "(...) o governo de Juan Manuel Santos (iniciado em 7 de agosto) prossegue a política repressiva que caracterizou o governo de Álvaro Uribe."
O genocídio colombiano
| Colômbia - Repressom e direitos humanos |
| Sábado, 27 Novembro 2010 07:17 |
Política essa expressa em assassinatos e execução dos membros do Polo Democrático Alternativo (PDA) e dos defensores dos Direitos Humanos, das organizações sindicais e camponesas, que são vítimas de deslocamentos forçados que afetam milhões de pessoas, sem falar da infâmia que é a expulsão do Senado de Piedad Córdoba, esforçada lutadora pela paz e pelo acordo humanitário. Ao mesmo tempo, agentes caracterizados da repressão do governo Uribe, particularmente dos serviços de espionagem governamental do DAS, fogem do país por terem sido chamados à justiça e encontram um injsutificado asilo político do governo panamenho de Ricardo Martinelli. O próprio Uribe foi condecorado na terça-feira (23) pelo Parlamento de fato de Honduras, por ter sido um dos primeiros presidentes a reconhecer o mandato de Porfírio Lobo, que assumiu o cargo de presidente do país em 27 de janeiro, dando continuidade ao golpe de Estado de 28 de junho de 2009 que derrubou o governo constitucional de Manuel Zelaya. A Frente Nacional de Resistência Popular de Honduras (FNRP) expressou nas ruas seu repúdio à presença de Uribe, enquanto uma espúria Comissão da Verdade justificava a ação do usurpador Roberto Micheletti. Ali estavam todos presentes. Há alguns dias, em 16 de novembro, foi assassinado Miler Avendaño Peñaranda, coordenador do PDA no município de El Tarra, em Santander Norte, fronteiriço com a Venezuela, um líder social e comunitário de 28 anos. Com este crime se eleva a nada menos que a 12 membros dirigentes do Polo Democratico assassinados nos últimos seis meses, que compreendem o final do governo de Uribe e o início do de Santos. Nestes crimes participaram grupos irregulares e bandos de paramilitares, que estão muito longe de terem sido desmantelados. Em 30 de outubro, defensores dos Direitos Humanos de Bogotá e dos departamentos do Valle del Cauca, Cauca e Nariño, no sudoeste, entre elas organizações indígenas e de afro-descententes, assim como sindicatos, receberam mensagens de têxto idênticas, com ameças de morte por parte do grupo paramilitar Águilas Negras, que diziam a eles que fugissem da Venezuela, sublinhando que "vão ou morram". Entre os destinatários, umas 25 pessoas e organizações, se encontravam o Processo de Comunidades Negras (PCN), o Conselho Regional Indígena de Cauca (CRIC) e a Central Unitária dos Trabalhadores (CUT). Outros fatos recentes. Protestos camponeses em Cúcuta foram selvagemente reprimidos por Esquadrões Antidistúrbios da Polícia, com saldo de 20 feridos e outro tanto detidos. Em Bajo Ariari, departamento do Meta, denunciam fuimigações arbitrárias e indiscriminadas. Em 18 de novembro é detido por unidades do exército Wilson José Escamilla, líder camponês e presidente da Comissão de Direitos Humanos do distrito La Catalina, no município de La Macarena (onde foram descobertas fossas com mais de 200 cadáveres) Por outro lado, a ex-diretora do DAS (desde 23 de agosto de 2007 a 23 de outubro de 2008) María del Pilar Hurtado, procurada pela justiça por suas atividades nesse orgão de espionagem dependente da presidência, que fugiu do país para o Panamá e o governo de Martinelli lhe outorgou o asilo político sem mais trâmites. Outros seis altos funcionários do DAS estão procurando asilo para fugir da ação da justiça. Uribe, inclusive, foi citado a comparecer perante a justiça americana, pelo assassinato de sindicalistas sob seu governo, mas faltou à audiência. O secretário-geral do Partido Comunista Colombiano e deputado por Bogotá, Jaime Caycedo, realizou uma síntese da situação de seu país em uma apresentação durante uma Conferência Nacional sobre Genocídio e Democracia. Em seu parágrafo inicial, expressa que o tema crucial é "como colocar fim ao estado de guerra contra a insurgência e contra a população civil, que se expressa no desconhecimento do Direito Internacional Humanitário, nos contínuos bombardeios às zonas povoadas, na criminalização dos opositores, nos desaparecementos e assassinatos de dirigentes do campo, sindicais, nas ameaças, no refúgio interno massivo e na pretendida limpeza social, no aplacar da voz de líderes políticos populares por meio da Procuradoria, enfim, na ação do poder econômico-midiático para fragmentar a oposição democrática ao sistema" Caycedo traça um grande plano de ação das forças democráticas e populares, e o precede de uma análise reduzida do estado de guerra permanente que atravessa o país. Veremos isso em breve. Fonte: Diário Liberdade |
Askapena: la criminalización de la solidaridad internacionalista
PICICA: "Askapena es una organización internacionalista vasca nacida en 1987 con el doble objetivo de trabajar la solidaridad hacia otros pueblos en lucha por el socialismo y por su soberanía, como pueden ser Cuba, Venezuela, Bolivia, los pueblos originarios de Abya-Yala, (zapatistas, mapuches, aymaras, guaraníes...), Palestina, Sahara..."
Entrevista al militante de Askapena Mate en la sede de Iruñea tras la operación policial contra la organización internacionalista.
* * *
| 27-11-2010 |
Entrevista a Rubén Sanchez, militante de Askapena
“Ningún fascista español ha tenido su Nuremberg”
Rubén Sánchez es un ciudadano vasco encausado en la operación contra 'Askapena', organización para la solidaridad internacionalista entre pueblos. Está en libertad bajo fianza de 10.000 euros a la espera de juicio, mientras que otros cinco compañeros de la organización detenidos el mismo día, el 28 de septiembre de 2010, están en prisión. Rubén nos da en esta entrevista sus puntos de vista sobre la operación contra Askapena y la realidad en Euskal Herria.
Rubén, ¿qué es Askapena?
Askapena es una organización internacionalista vasca nacida en 1987 con el doble objetivo de trabajar la solidaridad hacia otros pueblos en lucha por el socialismo y por su soberanía, como pueden ser Cuba, Venezuela, Bolivia, los pueblos originarios de Abya-Yala, (zapatistas, mapuches, aymaras, guaraníes...), Palestina, Sahara... Pero también para que en esos pueblos y en otros se conozca al pueblo vasco y su lucha por la autodeterminación y el socialismo, en este sentido nos coordinamos con los grupos Amigos/as de Euskal Herria, más de 30 grupos que realizan trabajo de solidaridad internacionalista con Euskal Herria, fundamentalmente en Europa (1).
¿Esperaba ser detenido?
Era una posibilidad muy real. En los ú ltimos meses Askapena ha sido atacada y criminalizada en numerosos medios de comunicación españoles, colombianos, chilenos... Nos han acusado gratuitamente de cosas absurdas como de instruir a los mapuches en técnicas guerrilleras, de buscar santuarios para ETA en Bolivia o en Venezuela, nos han vinculado con las FARC... Todas estas intoxicaciones mediáticas provienen de filtraciones policiales y su objetivo es preparar a la sociedad para que el día que llegue la redada la opinión pública lo entienda (2).
Por otra parte, la criminalización de la solidaridad internacionalista a nivel mundial también es cada vez mayor. Hay multitud de ejemplos en Palestina, Colombia, Chechenia, Afganistán, Euskal Herria, etc., donde hay personas muertas o encarceladas por trabajar en la denuncia de Estados imperialistas...
Según la Audiencia Nacional española son ustedes el aparato de internacionales de ETA.
No somos una organización clandestina, desde el año 1987 hemos trabajado públicamente, hay cientos de organizaciones y miles de personas en Euskal Herria y en los pueblos del mundo que conocen nuestro trabajo de primera mano, ninguna de estas personas podría decir que miembros de Askapena son miembros de ETA. Cualquiera puede visitar nuestra web o acudir a las decenas de actos públicos que realizamos en nuestros pueblos o puede conocer a nuestros brigadistas en los pueblos del mundo que visitamos.
Entonces, ¿cómo explica la operación contra Askapena?
Quizá haya personas que no conozcan la situación de vulneraciones de derechos humanos, civiles y políticos que se vive en Euskal Herria por parte del los Estados español y francés, y sólo hayan oído hablar de ETA... En los últimos diez años han sido centenares los y las militantes de organizaciones sociales y políticas detenidas bajo la acusación de ser de ETA, sin serlo. Periódicos cerrados, partidos políticos ilegalizados, organizaciones juveniles, de defensa de los derechos de las y los presos o asambleas de cargos electos ilegalizadas... En Euskal Herria los y las militantes de calle pueden ser militantes de ETA sin saberlo, un día la policía se presenta en tu casa y te comunica que estás acusado de pertenecer a ETA. Desde ese momento te aplican la ley antiterrorista que supone una detención incomunicada de 5 días prorrogables a otros 5 con evidente riesgo de torturas, tras la cual te presentan ante un juez y un fiscal de la Audiencia Nacional, un tribunal especial cuya funcionalidad política contra la lucha del pueblo vasco llega desde el franquismo hasta nuestros días.
¿Cómo fue su detención, fue usted torturado?
En mi caso no he sido torturado, lo cual, por otra parte, desmonta la teoría del gobierno español de que todos los detenidos de ETA siguen un manual de instrucciones para denunciar torturas, manual, que por cierto, no se aplica por los militantes vascos cuando son detenidos en el Estado francés... Además, ¿para qué va a denunciar un vasco torturas y firmar una auto-inculpación? ¡Esto le lleva directamente a la cácel para un montón de años!
La policía llegó a la 1:30 de la madrugada, una decena de ellos entraron en casa, la registraron hasta las 4:30, creo, y después fuimos al garaje a que registraran el coche de mi compañera. Fue el momento más duro ya que dejé a mi compañera con la casa 'patas arriba' y nuestros dos hijos de 6 meses y 2 años. Tras un par de horas en la comisaría de mi ciudad (Gasteiz) me llevaron en un coche con un antifaz a la comisaría central de Madrid. Estuvimos en régimen de incomunicación sin saber quiénes eramos los detenidos/as ni por qué, hasta pasar delante del juez.
¿Cree usted que existe la tortura en España?
Hay muchas razones que me hacen estar seguro de ello. Primero que tengo amigos y amigas que han sido torturados, con eso me basta. En cualquier caso, no ha habido un solo año sin tortura en la historia del Estado español, ni en el franquismo, ni en los últimos 30 años de 'democracia a la española'. Así lo atestiguan el relator contra la tortura de la ONU, Amnistía Internacional y distintas organizaciones de derechos humanos.
Recientemente 'euskal memoria' ha censado y publicado los datos de la represión del Estado contra el pueblo vasco. Pues bien, en el periodo 1959-2009 (año del nacimiento de ETA) ha habido 465 muertos por acciones policiales y/o paramilitares, 50.000 personas detenidas por motivos políticos, de ellas 10.000 han denunciado torturas y 7.000 han sido encarceladas. Además, 2.500 se han ido al exilio. Euskal Herria Sur tiene sólo 2,7 millones de habitantes, con lo que puede usted extrapolar estas cifras a una población como la de Francia, por ejemplo, y le daría más de un millón de detenidos políticos y casi 250.000 torturados/as. Jon Anza, la última persona muerta (en el Estado francés) en unas circustancias más que 'extrañas' desapareció en el año 2009.
¿Cómo se explican estos datos en Europa occidental?
Un día vi un vídeo de Izquierda Castellana en el cual un miembro de esa organización le explicaba a una periodista extranjera lo realmente 'curioso' que es el Estado español: ¿Se imagina usted que Hitler no hubiera muerto en 1945 y hubiera seguido gobernando en Alemania hasta morir en su cama en 1975, y antes de morir hubiera diseñado una transición a la democracia (con un rey designado por él mismo http://www.youtube.com/watch?v=OQRSf5f95_Y&feature=fvw)? Como dijo el mismo Franco antes de morir, dejó todo 'atado y bien atado'.
Ni en la policía, ni el ejército, ni en el aparato judicial, ni en la clase política se pidió nunca a nadie cuentas de nada, ningún fascista español tuvo su Nurenberg. Todos pasaron de la noche a la mañana de fascistas a demócratas. Si usted va a una escuela española le explicarán que la guerra civil española fue una guerra 'entre hermanos', entre izquierdas y derechas, y no la consecuencia de un golpe de Estado militar fascista contra un gobierno democrático, ni le explicarán que, por ejemplo, hubo casi 300.000 muertos en cárceles y campos de concentración una vez acabada la guerra. El Estado español no ha entonado todavía su 'mea culpa' con el fascismo, entre otras cosas porque el PSOE y el PCE acordaron su legalización a cambio de 'pasar página' y no pedir nunca cuentas a los fascistas. Éste fue el precio de la tan modélica 'transición española', que nosotros preferimos llamar "traición democrática".
¿Cómo ve la situación del conflicto vasco?, ¿cree que se logrará la paz en esta ocasión?
Sabemos que por parte de ETA hay una tregua unilateral de no hacer operaciones ofensivas, sabemos además que las bases de la izquierda independentista han apoyado mayoritariamente en un largo proceso de discusión seguir la lucha por medios exclusivamente políticos, renunciando a la utilización de la violencia con fines políticos.
En el otro bando de momento vemos que el Estado no ha renunciado a la 'victoria militar' y sigue con todos sus frentes activos: la lucha contra ETA, la lucha contra lo que el juez Garzón denomina 'entorno de ETA', como la operación contra Askapena, o las de EKIN (coordinadora entre las distintas organizaciones políticas y movimientos populares) y SEGI (organización de jóvenes independentistas y socialistas), la tortura, los castigos extras a las presas y presos vascos: en contra de sus propias legislaciones, hay más de 725 presos y presas dispersados por las cárceles de los Estados español y francés, mantienen a presos gravemente enfermos en prisión, cambian las leyes para poder ampliar las condenas ya cumplidas de los presos y presas (hay presos que llevan 30 años en prisión), se aplica el castigo del aislamento, como a la abogada vasca Arantza Zulueta que está en aislamiento total desde fue detenida el pasado marzo y que hace una semana inició una huelga de hambre en protesta por esa situación, humillaciones a los/las familares)...
No se le ve muy optimista...
Bueno, yo he descrito la situación como está hoy en día, pero estoy seguro de que mañana habrá más luz, sobre todo porque creo que hay una mayoría social en este pueblo que está deseando superar el conflicto de una manera justa y democrática, y esta masa social va a empujar para que día a día el conflicto se supere.
¿Cómo se imagina usted un País Vasco sin conflicto político-armado?
A medio plazo me imagino un País Vasco al cual los Estados español y francés le reconocen su existencia, es decir, reconocen que existe un pueblo en Europa, el pueblo vasco, que tiene derecho a decidir libremente su futuro. Un pueblo en el cual sensibilidades históricamente enfrentadas rebaten sus argumentos por vías exclusivamente políticas y con igualdad de oportunidades, en el cual las heridas de todas las víctimas del conflicto se van cerrando, sin vencedores, ni vencidos.
A largo plazo confío en que en el proyecto político en el que creo, un Estado vasco que camina hacia el socialismo, vaya ganado adeptos y que poco a poco aportemos nuestro granito de arena al resto de los pueblos del mundo, antes de que el capitalismo termine de destruir el planeta y a los pueblos que lo habitamos.
Muchas gracias por la entrevista
Antes de acabar quiero mandar un mensaje a todas las personas de izquierda que lean esta entrevista y duden de nuestra sinceridad, a las personas que crean en que este mundo hay que construirlo desde otros valores que no sean el capitalismo salvaje: en el País Vasco ha habido en los últimos 50 años generaciones y generaciones de militantes luchadores no solo por el derecho de autodeterminación, sino también por el socialismo. Su lucha, nuestra lucha, es verdadera y es buena no sólo para nuestra supervivencia como pueblo, sino para la lucha de la propia humanidad contra el egoísmo, la destrucción y el aniquilamiento que supone el capitalismo. Somos amigos, somos camaradas.
Notas:
(1) Véase información sobre estos grupos aquí: http://www.askapena.org/?q=en/category/7/48, también aquí: http://www.delicious.com/askapena/EHL
2) Véase, por ejemplo, el artículo publicado en el diario El País el 1 de junio de 2008, "Las ' embajadas' de ETA" http://www.elpais.com/articulo/reportajes/embajadas/ETA/elpepusocdmg/20080601elpdmgrep_1/Tes. Otra pequeña recopilación aquí: “El país, el tonto y el lápiz” http://askapena.org/?q=en/node/819, y además “Denuncia de las amenazas de muerte recibidas por un brigadista de Askapena” http://www.askapena.org/?q=eu/node/51
Askapena es una organización internacionalista vasca nacida en 1987 con el doble objetivo de trabajar la solidaridad hacia otros pueblos en lucha por el socialismo y por su soberanía, como pueden ser Cuba, Venezuela, Bolivia, los pueblos originarios de Abya-Yala, (zapatistas, mapuches, aymaras, guaraníes...), Palestina, Sahara... Pero también para que en esos pueblos y en otros se conozca al pueblo vasco y su lucha por la autodeterminación y el socialismo, en este sentido nos coordinamos con los grupos Amigos/as de Euskal Herria, más de 30 grupos que realizan trabajo de solidaridad internacionalista con Euskal Herria, fundamentalmente en Europa (1).
¿Esperaba ser detenido?
Era una posibilidad muy real. En los ú ltimos meses Askapena ha sido atacada y criminalizada en numerosos medios de comunicación españoles, colombianos, chilenos... Nos han acusado gratuitamente de cosas absurdas como de instruir a los mapuches en técnicas guerrilleras, de buscar santuarios para ETA en Bolivia o en Venezuela, nos han vinculado con las FARC... Todas estas intoxicaciones mediáticas provienen de filtraciones policiales y su objetivo es preparar a la sociedad para que el día que llegue la redada la opinión pública lo entienda (2).
Por otra parte, la criminalización de la solidaridad internacionalista a nivel mundial también es cada vez mayor. Hay multitud de ejemplos en Palestina, Colombia, Chechenia, Afganistán, Euskal Herria, etc., donde hay personas muertas o encarceladas por trabajar en la denuncia de Estados imperialistas...
Según la Audiencia Nacional española son ustedes el aparato de internacionales de ETA.
No somos una organización clandestina, desde el año 1987 hemos trabajado públicamente, hay cientos de organizaciones y miles de personas en Euskal Herria y en los pueblos del mundo que conocen nuestro trabajo de primera mano, ninguna de estas personas podría decir que miembros de Askapena son miembros de ETA. Cualquiera puede visitar nuestra web o acudir a las decenas de actos públicos que realizamos en nuestros pueblos o puede conocer a nuestros brigadistas en los pueblos del mundo que visitamos.
Entonces, ¿cómo explica la operación contra Askapena?
Quizá haya personas que no conozcan la situación de vulneraciones de derechos humanos, civiles y políticos que se vive en Euskal Herria por parte del los Estados español y francés, y sólo hayan oído hablar de ETA... En los últimos diez años han sido centenares los y las militantes de organizaciones sociales y políticas detenidas bajo la acusación de ser de ETA, sin serlo. Periódicos cerrados, partidos políticos ilegalizados, organizaciones juveniles, de defensa de los derechos de las y los presos o asambleas de cargos electos ilegalizadas... En Euskal Herria los y las militantes de calle pueden ser militantes de ETA sin saberlo, un día la policía se presenta en tu casa y te comunica que estás acusado de pertenecer a ETA. Desde ese momento te aplican la ley antiterrorista que supone una detención incomunicada de 5 días prorrogables a otros 5 con evidente riesgo de torturas, tras la cual te presentan ante un juez y un fiscal de la Audiencia Nacional, un tribunal especial cuya funcionalidad política contra la lucha del pueblo vasco llega desde el franquismo hasta nuestros días.
¿Cómo fue su detención, fue usted torturado?
En mi caso no he sido torturado, lo cual, por otra parte, desmonta la teoría del gobierno español de que todos los detenidos de ETA siguen un manual de instrucciones para denunciar torturas, manual, que por cierto, no se aplica por los militantes vascos cuando son detenidos en el Estado francés... Además, ¿para qué va a denunciar un vasco torturas y firmar una auto-inculpación? ¡Esto le lleva directamente a la cácel para un montón de años!
La policía llegó a la 1:30 de la madrugada, una decena de ellos entraron en casa, la registraron hasta las 4:30, creo, y después fuimos al garaje a que registraran el coche de mi compañera. Fue el momento más duro ya que dejé a mi compañera con la casa 'patas arriba' y nuestros dos hijos de 6 meses y 2 años. Tras un par de horas en la comisaría de mi ciudad (Gasteiz) me llevaron en un coche con un antifaz a la comisaría central de Madrid. Estuvimos en régimen de incomunicación sin saber quiénes eramos los detenidos/as ni por qué, hasta pasar delante del juez.
¿Cree usted que existe la tortura en España?
Hay muchas razones que me hacen estar seguro de ello. Primero que tengo amigos y amigas que han sido torturados, con eso me basta. En cualquier caso, no ha habido un solo año sin tortura en la historia del Estado español, ni en el franquismo, ni en los últimos 30 años de 'democracia a la española'. Así lo atestiguan el relator contra la tortura de la ONU, Amnistía Internacional y distintas organizaciones de derechos humanos.
Recientemente 'euskal memoria' ha censado y publicado los datos de la represión del Estado contra el pueblo vasco. Pues bien, en el periodo 1959-2009 (año del nacimiento de ETA) ha habido 465 muertos por acciones policiales y/o paramilitares, 50.000 personas detenidas por motivos políticos, de ellas 10.000 han denunciado torturas y 7.000 han sido encarceladas. Además, 2.500 se han ido al exilio. Euskal Herria Sur tiene sólo 2,7 millones de habitantes, con lo que puede usted extrapolar estas cifras a una población como la de Francia, por ejemplo, y le daría más de un millón de detenidos políticos y casi 250.000 torturados/as. Jon Anza, la última persona muerta (en el Estado francés) en unas circustancias más que 'extrañas' desapareció en el año 2009.
¿Cómo se explican estos datos en Europa occidental?
Un día vi un vídeo de Izquierda Castellana en el cual un miembro de esa organización le explicaba a una periodista extranjera lo realmente 'curioso' que es el Estado español: ¿Se imagina usted que Hitler no hubiera muerto en 1945 y hubiera seguido gobernando en Alemania hasta morir en su cama en 1975, y antes de morir hubiera diseñado una transición a la democracia (con un rey designado por él mismo http://www.youtube.com/watch?v=OQRSf5f95_Y&feature=fvw)? Como dijo el mismo Franco antes de morir, dejó todo 'atado y bien atado'.
Ni en la policía, ni el ejército, ni en el aparato judicial, ni en la clase política se pidió nunca a nadie cuentas de nada, ningún fascista español tuvo su Nurenberg. Todos pasaron de la noche a la mañana de fascistas a demócratas. Si usted va a una escuela española le explicarán que la guerra civil española fue una guerra 'entre hermanos', entre izquierdas y derechas, y no la consecuencia de un golpe de Estado militar fascista contra un gobierno democrático, ni le explicarán que, por ejemplo, hubo casi 300.000 muertos en cárceles y campos de concentración una vez acabada la guerra. El Estado español no ha entonado todavía su 'mea culpa' con el fascismo, entre otras cosas porque el PSOE y el PCE acordaron su legalización a cambio de 'pasar página' y no pedir nunca cuentas a los fascistas. Éste fue el precio de la tan modélica 'transición española', que nosotros preferimos llamar "traición democrática".
¿Cómo ve la situación del conflicto vasco?, ¿cree que se logrará la paz en esta ocasión?
Sabemos que por parte de ETA hay una tregua unilateral de no hacer operaciones ofensivas, sabemos además que las bases de la izquierda independentista han apoyado mayoritariamente en un largo proceso de discusión seguir la lucha por medios exclusivamente políticos, renunciando a la utilización de la violencia con fines políticos.
En el otro bando de momento vemos que el Estado no ha renunciado a la 'victoria militar' y sigue con todos sus frentes activos: la lucha contra ETA, la lucha contra lo que el juez Garzón denomina 'entorno de ETA', como la operación contra Askapena, o las de EKIN (coordinadora entre las distintas organizaciones políticas y movimientos populares) y SEGI (organización de jóvenes independentistas y socialistas), la tortura, los castigos extras a las presas y presos vascos: en contra de sus propias legislaciones, hay más de 725 presos y presas dispersados por las cárceles de los Estados español y francés, mantienen a presos gravemente enfermos en prisión, cambian las leyes para poder ampliar las condenas ya cumplidas de los presos y presas (hay presos que llevan 30 años en prisión), se aplica el castigo del aislamento, como a la abogada vasca Arantza Zulueta que está en aislamiento total desde fue detenida el pasado marzo y que hace una semana inició una huelga de hambre en protesta por esa situación, humillaciones a los/las familares)...
No se le ve muy optimista...
Bueno, yo he descrito la situación como está hoy en día, pero estoy seguro de que mañana habrá más luz, sobre todo porque creo que hay una mayoría social en este pueblo que está deseando superar el conflicto de una manera justa y democrática, y esta masa social va a empujar para que día a día el conflicto se supere.
¿Cómo se imagina usted un País Vasco sin conflicto político-armado?
A medio plazo me imagino un País Vasco al cual los Estados español y francés le reconocen su existencia, es decir, reconocen que existe un pueblo en Europa, el pueblo vasco, que tiene derecho a decidir libremente su futuro. Un pueblo en el cual sensibilidades históricamente enfrentadas rebaten sus argumentos por vías exclusivamente políticas y con igualdad de oportunidades, en el cual las heridas de todas las víctimas del conflicto se van cerrando, sin vencedores, ni vencidos.
A largo plazo confío en que en el proyecto político en el que creo, un Estado vasco que camina hacia el socialismo, vaya ganado adeptos y que poco a poco aportemos nuestro granito de arena al resto de los pueblos del mundo, antes de que el capitalismo termine de destruir el planeta y a los pueblos que lo habitamos.
Muchas gracias por la entrevista
Antes de acabar quiero mandar un mensaje a todas las personas de izquierda que lean esta entrevista y duden de nuestra sinceridad, a las personas que crean en que este mundo hay que construirlo desde otros valores que no sean el capitalismo salvaje: en el País Vasco ha habido en los últimos 50 años generaciones y generaciones de militantes luchadores no solo por el derecho de autodeterminación, sino también por el socialismo. Su lucha, nuestra lucha, es verdadera y es buena no sólo para nuestra supervivencia como pueblo, sino para la lucha de la propia humanidad contra el egoísmo, la destrucción y el aniquilamiento que supone el capitalismo. Somos amigos, somos camaradas.
Notas:
(1) Véase información sobre estos grupos aquí: http://www.askapena.org/?q=en/category/7/48, también aquí: http://www.delicious.com/askapena/EHL
2) Véase, por ejemplo, el artículo publicado en el diario El País el 1 de junio de 2008, "Las ' embajadas' de ETA" http://www.elpais.com/articulo/reportajes/embajadas/ETA/elpepusocdmg/20080601elpdmgrep_1/Tes. Otra pequeña recopilación aquí: “El país, el tonto y el lápiz” http://askapena.org/?q=en/node/819, y además “Denuncia de las amenazas de muerte recibidas por un brigadista de Askapena” http://www.askapena.org/?q=eu/node/51
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Rubén Sanchez
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