PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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setembro 10, 2010
setembro 06, 2010
Quem lê Veja, e assiste Globonews, tá chocado: Dilma abre 33 pontos de diferença sobre Serra. Bye-bye, Serra!
Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma 55%, Serra 22%
No sexto dia de medição, petista oscila positivamente acima da margem de erro
Fonte: Último Segundoagosto 26, 2010
Pesquisas para o Senado no Amazonas: os números não batem
Nota do blog: Observem, internautas, que na pesquisa de intenção de votos para o Senado no Amazonas, a empresa Perspectiva ou inovou em metodologia, ou esta não resiste a uma análise mais aprofundada. Enquanto o Ibope, em sua amostragem, revela que a distância entre os candidatos Art(h)ur Neto e Vanessa Grazziotin é da ordem de 10 pontos percentuais, no da Perspectiva os candidatos caminham na mesma casa percentual. Por essa e por outras, os correligionários do senador Art(h)ur Neto estão disseminando a informação de que está montada uma máquina para derrotá-lo nas eleições deste ano. Particularmente, acho que Vanessa tem chance de ganhar as eleições, sem precisar de nenhum artíficio de campanha que desqualifique sua eventual vitória. Como está vindo por aí mais uma pesquisa do Ibope, os eleitores terão oportunidade de saber com quem está a verdade, caso a Perspectiva também apresente seus números. Em causa a credibilidade das pesquisas. Em tempo: a pesquisa da Perspectiva ouviu 1000 pessoas entre os dias 20 a 27 de julho de 2010, com margem de erro de 3,1%; e a do Ibope, que ouviu 800 pessoas, com margem de erro de 3% foi realizada entre os dias 27 a 29 de julho de 2010.
Senado
Na disputa pelas cadeiras no Senado pelo Amazonas, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) atinge 86% das intenções de voto, enquanto o atual senador Artur Virgílio (PSDB) obtém 43% da preferência dos entrevistados.
A deputada Vanessa Grazziotin (PC do B) aparece na terceira posição da pesquisa com 33% das menções, seguida por Jefferson Praia (PDT), que tem 8%.
Os candidatos Evandro Carreira (PSOL), Fernando Valente (PRB), Francisco Castelo (PCB), Marilene Correa (PT) e Tarcísio Leão (PSTU) somaram 1% cada um.
Os eleitores que admitiram votar em branco ou nulo somaram 1% e os que se disseram indecisos totalizam 7%.
Como o Amazonas terá direito a dois senadores nas eleições de outubro, o Ibope também constatou que 18% dos entrevistados citaram o nome de apenas um candidato.
A sondagem do Ibope foi realizada entre os dias 27 e 29 de julho de 2010 e ouviu 812 eleitores do Estado. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa do Ibope foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas sob o nº 19066/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo nº 20710/2010.
Fonte: Último Segundo
junho 10, 2010
Vixe! Sujô!
Nota do blog: Anteontem, num debate em S. Paulo, o candidato José Serra deu mais uma demonstração de que anda em más companhias, quando o assunto é política de cuidados aos abusadores de álcool e outras drogas. Acompanhado de agentes do movimento da contra-reforma psiquiátrica (leia-se Laranjeiras, Unifesp, USP & Cia Ltda), recebeu deste grupo um documento contrário às ações de Redução de Danos e favorável às internacões involuntárias dos usuários abusadores. É hora da militância antimanicomial organizada enviar um documento sobre a posição que defende sobre a questão das drogas e a redução de danos. E pensar que ensinamos ao Canadá a prática da Redução de Danos, e fomos ultrapassados por eles à falta de decisão política do governo federal. E agora os ultraconservadores do setor, assanhados pela candidatura do representante da direita brasileira, resolveram por as manguinhas de fora. A IV Conferência Nacional de Saúde Mental promete. Vamos à Brasília!
Serra promete internação de dependentes químicos pelo SUS
Tucano recebeu sugestões de médicos psiquiatras da USP e Unifesp, que criticaram programa do governo federal de combate ao crack
Nara Alves, iG São Paulo | 08/06/2010 16:20
Durante encontro com representantes dos departamentos de psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prometeu financiar internações de dependentes químicos em clínicas especializadas pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. A reunião ocorreu na tarde desta terça-feira no Centro de Convenções Rebouças, na região central da capital paulista."O SUS (deve) financiar a internação em clínicas especializadas ou em comunidades terapêuticas, que em geral não são internações, mas que são ações que têm uma importância muito grande porque nem todos os casos são semelhantes”, defendeu. Em seguida, Serra criticou a política atual do governo. "Há uma resistência à ideia de que se possa ter clínica especializada para dependente químico. Isso é considerado equivalente às questões de saúde mental, porque não se poderia segregar o doente mental de outros tipos de doença, mas os hospitais gerais não são bem equipados", afirmou.
O tucano também propôs um novo arranjo institucional para o combate às drogas. Afirmou que a relação de trabalho da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), vinculada à Presidência da República, e o Ministério da Saúde não está funcionando. O próprio Serra reconheceu que essa secretaria foi criada durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.
No evento, professores da Unifesp e da USP entregaram propostas de combate às drogas e tratamento de pessoas com distúrbios psiquiátricos. O pedido para a realização do encontro partiu do próprio Serra. Segundo o professor Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, a entrega foi um ato "partidário" de "apoio político".
O tom foi de ataques às políticas do governo federal no combate às drogas. "Ficamos bastante decepcionados com a proposta de combate ao crack”, disse Laranjeira. O médico se referia ao “Plano Integrado para Enfrentamento do Crack”, lançado em maio.
Durante o ato, que contou também com a participação de representantes de organizações não-governamentais e familiares de dependentes químicos, foi criticado o programa federal de combate ao crack, transoformado em bandeira de campanha da pré-candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff. Segundo o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, que intermediou o encontro, a campanha lançada a seis meses das eleições “foi uma reação às declarações de Serra sobre o assunto”.
De acordo com os psiquiatras que participaram do ato, o governo federal deixou de internar dependentes químicos no SUS por uma questão ideológica. “O SUS não financia internações de dependentes químicos porque o governo federal é contra a criação de leitos psiquiátricos. (...) É uma ideologização cega da saúde”, disse Laranjeira. De acordo com o professor, o Ministério da Saúde trata as clínicas especializadas como manicômios. “Essa ideologia tem que acabar, e só um governo pragmático pode fazer isso.”
O pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, que é médico, também participou do encontro. “Essa falta de financiamento, no fundo, é um preconceito com relação à saúde mental e à dependência química”, disse. Alckmin elogiou a atuação de Serra como ministro da Saúde e brincou: "A gente tem que dar um CRM para o Serra”. Ele se referia ao número de registro fornecido pelo Conselho Regional de Medicina a profissionais da área.
Os médicos reivindicaram também o fim das internações nos Caps (Centro de Atenção Psicossocial) porque são ambulatoriais. Para o professor Valentim Gentil, da USP, há falta de leitos. “Há dez pedidos diários de internação no município que não são atendidos.”
Testemunho
O corretor de seguros e ativista no combate às drogas Marcos L. Susskind, representante da ONG Amor Exigente, esteve presente à reunião. "Fico muito satisfeito que o Serra tenha pedido nosso apoio", disse. Para Susskind, o programa de combate ao crack proposto pelo governo federal não vai funcionar porque não dá o suporte necessário às internações.
Susskind, pai de um ex-usuário de drogas de 30 anos, criticou a falta de assistência do Estado às famílias que vivem esse problema. "No início da descoberta sobre meu filho, entrei em desespero. Ele era o melhor aluno da classe, mas abandonou a escola e não cursou faculdade", contou. O filho do corretor foi usuário de maconha dos 14 aos 26 anos.
Segundo a ONG Amor Exigente, cada dependente químico afeta pelo menos cinco pessoas de sua família. Por isso, mais da metade da população brasileira seria afetada de alguma forma por esse problema.
Fonte: Último Segundo
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