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julho 29, 2010

Quem tem medo da Attac?


DEBATE ABERTO

Quem tem medo da Attac?

A crise recente do capitalismo financeiro internacional recolocou o debate sobre a importância de políticas públicas e da presença do Estado na economia, por meio da política fiscal. E, pouco a pouco, foram sendo abertos espaços para o debate das idéias de Tobin e da ATTAC.
Vamos aqui refrescar um pouco a memória de alguns e trazer informação nova para outros. Antes que me acusem de estar sugerindo a retomada de alguma estratégia ultra-esquerdista em razão do título, vou logo esclarecendo o sentido da sigla. Trata-se de um importante movimento nascido na França, mas que logo começou a ganhar escala internacional, muito na onda do altermundismo e das articulações em torno das diversas etapas do Fórum Social Mundial. ATTAC é a sigla da “Associação para a Taxação das Transações Financeiras para Ajuda aos Cidadãos”, criada em 1998.

Um dos pilares do surgimento da entidade foi a proposta de uma ampla mobilização internacional em torno da criação de um tributo (imposto ou taxa, a depender da tradução) que incidisse sobre as transações financeiras em escala planetária, com o objetivo de constituir um fundo internacional voltado para a erradicação da miséria e a redução das desigualdades. Sonho utópico sem a menor base na realidade? Devaneio desses ongueiros europeus que não conhecem a realidade do Terceiro Mundo? Nem vou entrar aqui nessa polêmica que vale por si só outro artigo, mas o fato é que a origem dessa proposta está onde poucos poderiam imaginar: no coração mesmo do establishment do capitalismo financeiro e internacional.

James Tobin (1918-2002) foi um importante economista norte-americano, renomado professor universitário e que ocupou posições de destaque no governo daquele país. Dentre outras funções, pode-se mencionar o cargo de membro do Comitê de Assessoria Econômica do Presidente Kennedy, na década de 60. Apesar de se reivindicar como pertencente às correntes influenciadas pelos trabalhos de John Keynes, Tobin teve seu nome indicado e aprovado para o Prêmio Nobel de Economia em 1981. Em mais uma dessas contradições da História, isso ocorre bem num período marcado pela rigidez da ortodoxia econômica e o endurecimento político-diplomático da chamada era Reagan/Thatcher. A duplinha dinâmica formada pelo Presidente norte-americano, do Partido Republicano, Ronald Reagan e a Primeira Ministra britânica, do Partido Conservador, Margaret Thatcher, conhecida como a Dama de Ferro. Tristes tempos aqueles...

Mas a grande contribuição que esse economista deixou como legado histórico foi a sua proposição de criação de - pasmem! - um imposto incidente sobre as transações financeiras internacionais, em especial as operações de natureza cambial. Pois é, exatamente isso. E essa idéia ficou conhecida, desde a década de 70, pela paternidade de um de seus autores: taxa Tobin. Não é difícil imaginarmos a enorme resistência que uma proposta de tal natureza encontrou, a partir de então, a cada tentativa de debate a respeito de sua possível implementação. Foram quase 3 décadas de supremacia hegemônica do pensamento e dos postulados do neoliberalismo pelo mundo afora. Tudo aquilo que pudesse sugerir algum mecanismo de intervenção pública ou de regulamentação do todo-poderoso-deus-mercado era imediatamente carimbado como “irresponsável”, catalogado na categoria das medidas “populistas” e descartado a priori da agenda.

Mas, felizmente, houve muitos focos de resistência à violência dessa maneira de analisar o mundo e o fenômeno econômico. O movimento progressista não se deixou abater tão facilmente. E uma das contribuições foi justamente o ATTAC ter recuperado, quase 20 anos mais tarde, as idéias de Tobin e lançado o debate em escala mundial. O argumento é de que a política fiscal (neste caso, a criação de um imposto) pode e deve sim ser utilizada para corrigir distorções sociais e econômicas. Neste caso, a grande novidade - e ao mesmo tempo, o grande desafio - era a proposta de implementação de um tributo de natureza internacional. E esse foi, aliás, um dos principais argumentos esgrimados pelos adversários da idéia. Simples assim: ora, como não há um Estado mundial, não pode haver um imposto internacional... No entanto, isso não significa que a tarefa seja assim tão simples. Há que se criar instituições responsáveis pela arrecadação do tributo, com elevado grau de convergência no plano dos organismos multilaterais. Há que se criar mecanismos institucionais de controle e avaliação da aplicação dos recursos. Porém, creio que o essencial seja ter a efetiva vontade política para transformar o sonho em realidade.

Como não poderia deixar de ser, a crise recente do capitalismo financeiro internacional recolocou o debate sobre a importância de políticas públicas e da presença do Estado na economia, por meio da política fiscal. E, pouco a pouco, foram sendo abertos espaços para o debate das idéias de Tobin e da ATTAC. Os encontros internacionais de economia, as universidades e os próprios organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, passaram se interessar pela proposta. Pelo menos, o tema perdeu um pouco daquele preconceito do passado e está presente na pauta das principais instituições que lidam com o assunto.

Há diversas iniciativas ocorrendo simultaneamente na esfera diplomática. De acordo com artigo de Marcio Pochmann, presidente do IPEA (1) , o Brasil participa de uma delas, ao lado de outros países, como França, Japão, Alemanha, Chile e Inglaterra. A própria ONU criou um grupo de trabalho para tratar do assunto, uma vez que é possível incluir a proposta no âmbito da Assembléia Geral da ONU de setembro próximo, quando será realizada uma avaliação dos primeiros dez anos dos Objetivos do Milênio. Há diferentes propostas: taxar apenas as operações de natureza cambial, taxar o conjunto das operações financeiras na esfera internacional, criação de um fundo apenas para erradicação da miséria, utilização dos recursos para redução das desigualdades entre os países e assim por diante. Porém, o que parece inquestionável é que o volume de recursos com os quais se lida nesse debate é mais do que suficiente para iniciar os trabalhos que a maioria da população e dos países do mundo tanto necessitam. Apenas a título de ilustração, uma irrisória alíquota de 0,005% incidente sobre as operações cambiais em todo o mundo proporcionaria recursos anuais da ordem de US$ 30 bilhões.

No mês de junho passado, em outro evento solenemente esquecido pela pauta dos grandes órgãos de comunicação de nossa terra, o IPEA realizou um importante seminário a respeito da questão. Além do debate com especialistas, o momento foi marcado pelo lançamento de uma valiosa publicação: “Globalização para Todos – Taxação Solidária sobre os Fluxos Financeiros Internacionais” (2). O livro é uma co-edição do IPEA com a Fundação Alexandre Gusmão, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. No prefácio, o Presidente Lula afirma que “em vários países há esforços consideráveis para combater a fome e a pobreza extrema. Mas, no mundo de hoje, essa não é uma tarefa que os povos possam concluir isoladamente. Existe fome de inclusão social, de oportunidades econômicas e de participação democrática. Essa é a base para um mundo civilizado, cuja construção deve ser responsabilidade de todos.”

Ocorre que não bastam apenas seminários fechados e articulações na esfera diplomática. É necessário trazer a discussão para as luzes da cena política, buscando o apoio da população e das forças políticas organizadas para esse tipo de medida. E nenhum momento se revela mais adequado para isso do que os debates de programas dos candidatos e candidatas às eleições de outubro. Tanto se fala no crescimento da importância adquirida pelo Brasil nas esferas de negociação internacional. Ora, esse tipo de proposta, uma vez trazida ao debate aberto e amplo na sociedade, só reforçaria a legitimidade de nossos negociadores e propiciaria a adesão de outros países que certamente seriam beneficiados por essa taxação inovadora. Afinal, a idéia é justamente essa: a de que os países mais ricos, que mais negociam nas transações internacionais, dêem a sua efetiva contribuição para a construção de um mundo menos desigual.

O processo de avanço político rumo a uma sociedade mais justa não se dará de forma contínua e tranqüila. Se o projeto de disputa pelo poder pretende transformar estruturas e eliminar privilégios, isso significa que deverão ocorrer mudanças. E os setores afetados tenderão a se mobilizar contra, é óbvio. Assim como houve tanta resistência à taxa Tobin na esfera internacional, aqui dentro de nosso País, desde 1988 que a sociedade não consegue discutir de forma adequada o tributo previsto no inc. VII, do art. 153 da Constituição Federal, o tão temido Imposto sobre Grandes Fortunas. Os governos e boa parte dos políticos mais à esquerda se atemorizam frente ao poder das elites e não se dispõem a cumprir o que deles se espera. As propostas estão no Congresso Nacional há muitos anos, aguardando a entrada em pauta para votação. Parece que falta a coragem política de anunciar em alto e bom tom: esse assunto é prioritário e o governo vai usar a sua maioria no legislativo para aprová-lo.

E para os que gostam de uma parábola futebolística e ainda estão, como eu, remoendo as dores da estratégia retranqueira imposta por Dunga à seleção canarinho, vale trazer aqui a lembrança da máxima do esporte bem jogado, bonito e carregado de emoções: o ataque é a melhor defesa!

(1) Ver http://www.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=14698

(2) A íntegra do documento está disponível na página do IPEA
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/100610_livro_globalizacaoparatodos.pdf

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

julho 21, 2010

El Grano de Arena - INFO 560

INFORMATIVO 560 - SOBERANIA ALIMENTARIA

INFO 560                                                                                         19 de julio de 2010 informativo@attac.org                                              http://attac-info.blogspot.com Soberanía alimentaria No olvidemos a Haití

MundoESPAÑA -- ECONOMÍA Todo es economía. Fondo Monetario Internacional, Banco Central Europeo, Instancias financieras, Bilderberg, Botines, Ratos, González. Déficit. Superavit. Dinero, sólo dinero embistiendo las ingles del mundo, empitonando hemorragias de cerebros amortiguados por euros, dólares, pérdidas-ganancias de una bolsa inexplicable
LatinoaméricaESQUIPULAS TRES: UNA NECESIDAD REGIONAL. INICIATIVA DE VINICIO CEREZO. El ex presidente guatemalteco Vinicio Cerezo es conocido internacionalmente por ser el primer gestor del plan de pacificación de América Central, conocido popularmente como Esquipulas, en alusión al lugar en donde se realizaron diversos encuentros presidenciales para buscar la paz.
BRASIL. INFORME DENUNCIA VIOLENCIAS Y VIOLACIONES SUFRIDAS POR PUEBLOS INDÍGENAS El último viernes, día 9, el Consejo Indigenista Misionario (Cimi), divulgó el "Informe de Violencia Contra los Pueblos Indígenas en Brasil", documento basado en hechos ocurridos el año 2009.
EL SALVADOR: EL ESTADO DEBE GARANTIZAR LA SOBERANÍA ALIMENTARIA Como soberanía alimentaria se entiende el derecho de los pueblos a consumir alimentos nutritivos y culturalmente adecuados, accesibles, producidos de forma ecológica, además de ser los mismos pueblos quienes decidan su sistema alimentario y productivo.
HAITÍ: LAS TRAMPAS DE LA DEMOCRACIA Si se mantuviera aún la dictadura, los haitianos podrían soñar todavía con un estado democrático al que atribuirían todas las virtudes. No viviendo en el presente vivirían de la esperanza. De la esperanza en todos los órdenes, comenzando por el de tener un gobierno del pueblo, por el pueblo y para el pueblo.



MundoESPAÑA -- ECONOMÍA                                                                                                           Rafael Fernando Navarro


Todo es economía. Fondo Monetario Internacional, Banco Central Europeo, Instancias financieras, Bilderberg, Botines, Ratos, González. Déficit. Superavit. Dinero, sólo dinero embistiendo las ingles del mundo, empitonando hemorragias de cerebros amortiguados por euros, dólares, pérdidas-ganancias de una bolsa inexplicable.
Todo es economía. En los bares de churros y café con leche, de pincho de huevina y pan de ayer recalentado, de celtas, fortuna y puros delgaditos por el recorte salarial y el despido reformado. Todo es economía. En el andamio de tartera y tetra brick, de piropos altos y arneses que estrujan el aire de yeso y silicosis.
Todo es economía. Los políticos (¿Políticos?) piensan en una sola dirección. Ajustar y reajustar. Cortar y recortar. Construir una fosa grande donde meter a viejos-trescientos-euros-de-pensión y salarios de mono azul. Cortar y recortar la ayuda al desarrollo. Los pobres del mundo están acostumbrados a morirse sin que nadie guarde un luto solidario. Unos cuantos millones más de muertos, y habremos equilibrado el mercado, las cuentas de resultados, Permanecerá la tranquilidad: el veinte por ciento propietario del ochenta por ciento, mientras el ochenta por ciento seguirá asomándose a los basureros del mundo para buscar las sobras de la riqueza explotada en su propio territorio. Los dejaremos sub-sistir, es decir, permanecer por debajo de la existencia.
Todo es economía y mercado. Mercados financieros inyectados con dinero sudado para embellecer el dinero robado. Hay que refundar el capitalismo, perseguir a los especuladores. Pero todos seguimos arrodillados ante ellos, hipnotizados, adoradores fanáticos. "Se reunieron últimamente grandes personalidades del mundo financiero" Los demás somos pequeñeces amontonadas, agradecidos a la mano que nos da de comer. "Doy de comer a cincuenta familias" dice el empresario para demostrar su filantrópica generosidad, ignorando a sabiendas que hay cincuenta familias que le sirven el caviar y la langosta que tiene delante. Todo está tergiversado, desjerarquizado, subvertido.
La economía se arregla con la regulación del mercado de trabajo. Mercadillo más bien. Compraventa a bajo precio de esfuerzos, de conocimientos, de necesidades imperiosas de pan caliente. No se admiten mujeres. Tienen grandezas incompatibles con el miserable rendimiento laboral. Los pobres siempre empeñados en ser ricos. Los ricos con la sonrisa prepotente de quien se sabe encastillado, guardado por arqueros de préstamos con intereses destructores, embargantes. Mercadillo regulado por ordenanzas estéticas. Nadie se atreverá a comparar el esclavo romano con el traje dominguero regado de varon dandy. Cerveza familiar los domingos porque es "el día libre". No se es libre el resto de la semana. Y se acepta esta falta consciente de libertad. Y se agradece. Porque los hijos. Porque la mujer en paro. Porque el padre enfermo.
Sanidad, minusvalía, dependencia, infravivienda. Todo en función de la economía y el mercado. Botellón y drogas castigadas a falta de educación. Televisiones mundiales y mundiales en televisión como plasmas sedantes. Políticas grises tal vez porque el gris da seriedad. Dioses opiáceos para una rebelión imposible. Y así vamos. De mercado en mercado. Economía-metadona inyectada para amortiguar las ansias de vivir.
"Lo malo es haber pensado", que diría Ionesco. Pan-pensamiento-pan. Amarga en el paladar. El pensamiento pertenece a una dieta suicida. No sólo de pan vive el hombre, Pero ayuda el pan, el solo pan, aunque debilite la dignidad de la existencia.
Rebanadas de Realidad - Buenos Aires, Argentina

Latinoamérica
ESQUIPULAS TRES: UNA NECESIDAD REGIONAL. INICIATIVA DE VINICIO CEREZO                                                                                                                                                                                                                        José Zepeda
El ex presidente guatemalteco Vinicio Cerezo es conocido internacionalmente por ser el primer gestor del plan de pacificación de América Central, conocido popularmente como Esquipulas, en alusión al lugar en donde se realizaron diversos encuentros presidenciales para buscar la paz. Cerezo es uno de los firmantes del Tratado de Esquipulas II, en agosto de 1987, con el que se sientan las bases para terminar con los conflictos armados nacionales, verdaderas guerras civiles que estaban desangrando a la región.
Ahora, el ex mandatario cree firmemente en la necesidad de impulsar Esquipulas III, para encarar los desafíos que están aún pendientes después de la firma de la paz. Tales desafíos, como la pobreza, la exclusión, las reformar fiscales, la impunidad, el fortalecimiento institucional, entre otros, precisan voluntad política, acción decidida, y especialmente consenso centroamericano.
En esta entrevista, Vinicio Cerezo traza las líneas gruesas de la iniciativa.
•           ZEPEDA Señor presidente, Esquipulas II se logró por una razón poderosísima que era evitar que los centroamericanos se siguieran matando unos a otros. Usted ha sido el gestor de la iniciativa. ¿Existe una razón tan poderosa hoy para que haya un Esquipulas III?EX PRESIDENTE CEREZO. En primer lugar tenemos 20 años de haber consolidado un proceso institucional democrático y un crecimiento económico consistente en América Central como no se había visto en muchos años. De hecho Guatemala había tenido un período democrático de más de nueve años, uno de los períodos más largos de democracia en Guatemala y, ahora, ya llevamos más de 20 años en esto porque terminamos la guerra, logramos sentar en la mesa de conversaciones a los que estaban enfrentados: ejército, guerrilla y a los partidos políticos, e iniciamos este proceso que estamos viviendo en estos momentos. Veinte años después, el crecimiento económico y la democracia que iniciamos y trabajamos, no lograron resolver otros problemas que eran tradicionales de América Central, como la pobreza, la marginación extrema, la concentración de la riqueza en pocas manos, sino que, al contrario, se aumentaron. Ahora tenemos mayor grado de concentración de riqueza en pocas manos, mayor grado de concentración de tierra en pocas manos, mayor grado de pobreza y la marginación se ha mantenido. Esto ha sido caldo de cultivo para las nuevas patologías del mundo moderno, el narcotráfico, el crimen organizado, que encuentran en nuestros países tantos pobres y tantos necesitados, que son las tropas perfectas para armarse, para crear los problemas y, entonces, pobreza extrema, marginación tradicional con narcotráfico y crimen organizado crean definitivamente condiciones para que la democracia institucionalizada y el proceso de paz que terminó con la guerra empiecen a tener problemas y a ponerse en peligro.
Por lo tanto, creo que tenemos que hacer un relanzamiento de la democracia en la búsqueda de un proyecto que nos unifique a todos y que le de una razón de ser al Estado, a su fortalecimiento; a los acuerdos entre los partidos políticos y un llamado a los sectores económicos de nuestros países que no quieren entender que si no se resuelve la pobreza, el narcotráfico y el crimen organizado van a destruir todo lo que hemos construido en los últimos 20 años.
Por lo tanto, siempre he pensado que el mejor argumento en política es la necesidad y entonces, la inseguridad existente, la inestabilidad, el sentimiento de que el Estado no está cumpliendo con su papel; el sentido de falta de orientación histórica que estamos viviendo pueden destruir lo que tenemos.
Así empieza a crearse la necesidad de buscar una alternativa y, por eso he planteado la posibilidad de -interpretando el espíritu de Esquipulas I y II- que era la firma de la búsqueda de la paz y, en segundo lugar, el proceso para lograrla, nos inspire para relanzar una iniciativa de desarrollo para América Central y el Caribe que podría implementarse en los 20 años que ayudaron a resolver los problemas que estamos enfrentando.
•           ZEPEDA Hablaba usted del espíritu de Esquipulas, de allí también que mi primera pregunta estaba orientada a buscar la razón de los grandes desafíos que tienen las naciones centroamericanas en el presente de cara al futuro. Usted sabe que cuando se dio Esquipulas II había una “máquina que arrastraba el tren” y que fue la colaboración de lo que hoy se llama la Unión Europea y en esa época Comunidad Europea. Estaba el apoyo del Grupo de Contadora, etc. Hoy día podría pensarse que uno de los ¨motores¨ que impulsaría este carro podría ser la nación más importante, Guatemala. Pero Guatemala atraviesa una crisis severa desde varios puntos de vista. Y entonces, ¿cómo le hacemos señor presidente?
EX PRESIDENTE CEREZO. En primer lugar, la Unión Europea ha demostrado en la búsqueda de un acuerdo de asociación con América Central la misma actitud de tratar de ayudar a la región, que se diferencia mucho de los acuerdos de libre comercio con los Estados Unidos. Este último, teniendo en cuenta las asimetrías de la economía norteamericana y las economías centroamericanas, es un acuerdo comercial en búsqueda de aprovecharse de los consumidores centroamericanos, es decir, de tener de alguna manera ciertos controles sobre nuestros países como siempre ha sido el pensamiento de Estados Unidos, porque nos mira como un área de problemas estratégicos o de consumidores, depende de quien nos esté analizando. Pero, Europa en cambio, no sé por qué, creo que por razones culturales e históricas, siempre nos ha visto como aquella área del mundo que se identifica con Europa, que tiene sus valores, que piensa como los europeos, que tenemos una misma cultura y que hemos tenido una historia común durante muchos años. De hecho Europa crece en América Latina y crece en América Central y el Caribe. El Caribe para los españoles era el Mar Interior y ese Mar Interior era el punto de referencia para desarrollar estrategias a lo largo del mundo, por lo tanto tenemos muchas razones para compartir aspiraciones e ideas. Y Europa está allí lista para ayudarnos, Guatemala no es ahora el motor, pero América Central está sufriendo los mismos problemas muy parecidos a los de Guatemala y por lo tanto lo que estoy planteando es que no tenemos más alternativa que volvernos a poner de acuerdo en una cosa que nos una regionalmente, pero que sirva también como punto de partida para buscar acuerdos locales internos.
El dilema de cada uno de los países es que estamos volviendo a caer, por otros motivos y por otras razones que las que teníamos en los 80, en las polarizaciones extremas, en la lucha de intereses pequeños, en competencias internas que no tienen sentido, en actitudes de algunos grupos empresariales que no quieren tener conciencia que su papel y el papel de los políticos y el de la sociedad civil es fundamental para sacar adelante a nuestras naciones y para hacer un planteamiento ante el mundo.
Por lo tanto creo que sí es el momento oportuno para que, tal vez ahora no desde Guatemala, pero sí convenciendo a todos los Presidentes de que, si logran suscribir un acuerdo que sería Esquipulas III para impulsar un proceso de desarrollo en América Central, que obligue internamente a los países a buscar esos acuerdos, pues ellos van a trascender históricamente, como trascendimos en aquella época los presidentes que suscribimos los acuerdos de paz. Yo lo decía en broma el otro día en una reunión de Presidentes centroamericanos. Les pedí que me escucharan para hacerles la propuesta, porque hay un documento base que hemos elaborado con el Parlamento Centroamericano, el sistema de integración centroamericana y algunos partidos políticos, las condiciones de los partidos políticos de integración y les decía: miren, ninguno de mis más fanáticos colaboradores se recuerda cuántos puentes hice, cuantas escuelas hice, pero no se olvidan que fui suscriptor de los acuerdos de paz, o sea, yo pasé a la historia con los acuerdos de paz y no con los puentes, las carreteras y las cosas pequeñas que se hacen.

Entonces ellos se dieron cuenta que tengo razón, que si quieren pasar a la historia tienen que suscribir un acuerdo que nos saque de este momento de la barbarie, del desconcierto, de la falta de orientación, de la falta de norte y que nos permita caminar juntos en una línea que pueda transformar para siempre a América Central.

•           ZEPEDA Pasemos a dos de los que podrían ser obstáculos para este propósito, para este sueño centroamericano. Sé que estamos en una realidad totalmente distinta a lo que eran los años 80 cuando se negociaba la paz en Centroamérica y que Estados Unidos tenía una posición política internacional totalmente diferente a la de ahora, me hago cargo de eso. Pero a EEUU no sé si le va a interesar realmente que los países de Centroamérica estén tan unidos y se transformen, por el hecho de estar unidos, en una fuerza que puede jugar otro papel en el ámbito internacional.
EX PRESIDENTE CEREZO Si estuviéramos hace 5 años en la época del presidente Bush, diría que EEUU estaría totalmente en contra de la unidad centroamericana y se lo digo con franqueza porque fui uno de los que voté en contra de los tratados de libre comercio en los congresos y promoví el movimiento en contra, no porque sea malo el libre comercio, sino por las condiciones que estábamos suscribiendo que nos condicionaban tanto que íbamos a perder el control sobre nuestras economías. Pero, en este momento creo que los EEUU está comenzando a tener una variación de comportamiento y de actitud, especialmente con el gobierno del presidente Obama y, por supuesto, en el comportamiento de algunos dirigentes políticos que empiezan a ver la necesidad de que se resuelvan los problemas de las regiones para ellos evitarse el problema de la migración eterna, porque en la medida en que nosotros seamos pobres y miserables, en esa medida va a ser imposible aunque nos pongan paredes en los EEUU, vamos a seguir mandando migrantes y va a ser el mejor producto de exportación que hayamos producido en muchísimos años. De hecho, en este momento, América Central está recibiendo, a pesar de la crisis, más ingresos por remesas de los migrantes que por cualquier producto de exportación, entonces quiere decir que eso sería una tragedia para los EEUU y una ventaja para nosotros, tenemos que sentarnos con EEUU a renegociar ese planteamiento, es decir ellos tienen que darse cuenta que el problema de los migrantes y el problema de América Central, la pobreza en América Central y el Caribe es un problema estratégico para los EEUU, ya no es un problema simplemente de conciencia social. Es decir, en la medida en que los centroamericanos no tengamos solución para nuestros problemas, nos vamos a ir vinculándonos más a la droga, vamos a ser más controlados por los carteles, con el dinero que ellos producen van a cooptar las instituciones, los Estados van a ser tomados por la droga y entonces vamos a empezar a tener gravísimos problemas como en México, en que a pesar del esfuerzo del Presidente y del Estado mexicano que es muy poderoso y de la colaboración norteamericana, no están pudiendo resolver ese problema.
No solo hay que iniciar nuevos procesos sino que hay que cambiar las políticas, hay que ver cómo le hacemos para enfrentar esos problemas. Y por qué le digo todo esto, hace 6 años ni el Banco Mundial ni el Banco Interamericano de Desarrollo ni nadie se interesaba por el proceso de integración en la región, ahora el BM y el BID están interesados en programas de desarrollo y eso quiere decir que alguien está mandando un mensaje hacia adentro y el más grande accionista de esas instituciones es Estados Unidos, o sea hay ahí una señal de que las cosas están cambiando. Si a esto le agregamos Europa, si miramos el comportamiento de los chinos continentales que están avanzando hacia América Latina interesados en nuestros productos básicos pero que están interesados en hacer asociaciones muy importantes, creo que hay síntomas que nos pueden hacer pensar que podríamos tener un nuevo éxito en relanzar un proyecto de esta naturaleza como Esquipulas

III.
•           ZEPEDA Vuelvo al término que fue central en su primera respuesta, la necesidad como creadora de sueños y de órganos que hacen posible una realidad. Lo cierto es que la foto que tengo ahí a la izquierda atrás en la que están los 5 presidentes centroamericanos que firmaron el tratado de paz de la región, hicieron coincidir de una forma u otra la voluntad conjunta para llevarlo a la práctica, más allá de todas las dificultades, ello fue posible. Y no quiero, de verdad señor Presidente, echarle agua a la leche. Pero, eso necesita de ciertos hombres para llevarlos a la práctica y veo que el tiempo que vivimos, el aire que se respira, está más preocupado de lo pequeño que de lo grande, de lo cortoplacista que del futuro.EX PRESIDENTE CEREZO Hay una enfermedad de los políticos ahora que es el ¨cortoplacismo¨ porque los problemas son tan grandes y tan variables que los Presidentes se transforman en apagadores de fuegos, todo el día están como los bomberos apagando algún fuego, un fuego de repente sin mucha importancia pero lo tienen que apagar. Bueno, por eso creo que algunos ex presidentes como yo, tenemos la tarea y el deber, si tenemos la capacidad, si tenemos el pensamiento, si estamos comprometidos todavía con esto, en hacer lo que llamo un trabajo oficioso no oficial, porque nosotros tenemos que ir con los Presidentes, convencerlos de que tienen que trascender históricamente, ir por los dirigentes políticos, buscar acuerdos con ellos, y cuando uno es ex Presidente tiene la posibilidad real de ser recibido, atendido, además hicimos cosas importantes históricamente que nos abren puertas. Y, hay varios Presidentes sudamericanos que han dicho que tal vez el mejor trabajo es ser ex Presidente porque uno tiene acceso al poder, acceso al consejo, a las posibilidades, sin tener que estar comprometiéndose todos los días en tener que firmar alguna cosa, resolver un problema. El único problema es que hay que ser Presidente primero.

La Fundación Esquipulas que estoy presidiendo está trabajando precisamente en eso, es decir en hacer un cabildeo, un lobby político sistemático con los Presidentes, con los Presidentes de los Congresos, con los empresarios privados, para convencerlos que la solución a los problemas no es la violencia, no es la represión, no es el control, México nos está dando las lecciones en esos términos, Colombia nos la ha dado también, sino que al contrario, hay que buscar salidas políticas alternativas para enfrenta eso. Y en ese cabildeo estamos empezando a tener algunos éxitos, es decir el Presidente Colom de Guatemala, el Presidente de Honduras que está teniendo algunos problemas locales, pero que él mismo y el Presidente Daniel Ortega necesitan una excusa para buscar acuerdos, para promover concertaciones porque los problemas internos son tan difíciles que es muy difícil llegar a un acuerdo si no es una cosa que va más allá de los intereses puramente locales. Por lo tanto el proyecto Esquipulas III se está convirtiendo en un motivo para la concertación interna y en un motivo para la concertación regional. Creo que si seguimos trabajando con fe y con confianza y seguimos abriendo las puertas con los Presidentes, en los congresos y con los empresarios privados que sí están viendo el futuro con una actitud diferente, vamos a poder lograr el acuerdo para dar los primeros pasos en esta línea.
En esto no podemos dejar de pensar que necesitamos de la comunidad internacional, por supuesto de los países inteligentes como los países nórdicos, los de Europa, toda Europa, la Unión Europea, Por supuesto tengo que mencionar a Holanda naturalmente que siempre ha estado muy comprometida con los proyectos importantes de este tipo en América Central y en el Caribe fundamentalmente. Tenemos también que ir a México a Colombia y a Sudamérica, para que los sudamericanos de nuevo se interesen y se den cuenta que resolviendo los problemas en América Central que es el puente de las Américas, el puente natural entre las Américas y también el puente natural entre todos los mundos. Entre los dos grandes océanos del mundo, debe haber paz, tranquilidad y estabilidad para que esta área tan importante estratégicamente pueda salir adelante y darle estabilidad y tranquilidad a todos los que pasan por  acá.
El presente material se edita en Rebanadas por gentileza de José Zepeda, Director del   Departamento
Latinoamericano de Radio Nederland / Web
           

INFORME DENUNCIA VIOLENCIAS Y VIOLACIONES SUFRIDAS POR PUEBLOS INDÍGENAS

El último viernes, día 9, el Consejo Indigenista Misionario (Cimi), divulgó el "Informe de Violencia Contra los Pueblos Indígenas en Brasil", documento basado en hechos ocurridos el año 2009. Desde 1993, el informe se presenta para hacer públicas las muchas violencias y violaciones de derechos a la que son sometidos los indígenas de Brasil, aunque estén salvaguardados por la Constitución Federal y por la Convención 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT).
Entre las principales violencias sufridas por los indígenas, registradas en el informe, se encuentran los daños al patrimonio, los asesinatos, las amenazas de muerte y las muertes por falta de asistencia de salud. Pero, además de todas éstas, no pasan desapercibidos los casos de no demarcación de tierras, detenciones arbitrarias, golpizas, trabajo esclavo, invasión de tierras, incumplimiento de órdenes judiciales, entre otros.

Gran parte de los indígenas sometidos a estas situaciones se encuentran en Mato Grosso do Sul (MS). De acuerdo con el informe, de los 60 casos de asesinatos ocurridos en Brasil, 33 tuvieron lugar en MS, lo que representa el 54% de todos los asesinatos de indígenas. En su mayoría, los casos están relacionados con el pueblo Guaraní Kaiowá.
Actualmente, 20 comunidades del pueblo Guaraní Kaiowá viven acampadas a la vera de los caminos. Aún estando fuera de sus territorios tradicionales por la ausencia de demarcación, los indígenas continúan siendo amenazados, atacados y coaccionados a desistir de la lucha para retomar sus tierras. No es difícil comprender que los conflictos por la tierra son los principales motivos de la violencia contra los indígenas.
En el capítulo sobre ‘violencias provocadas por omisión del poder público’, el informe registra que fueron 133 los casos de violencia provocados por el abandono. Es posible destacar como principal caso el elevado número de muertes por falta de asistencia de salud: 41 casos en total. De éstos, 22 víctimas eran del pueblo Xavanté, de la comunidad Parabubure, ubicada en el municipio de Nova Xavantina, Mato Grosso.
El Cimi relata que las muertes ocurrieron debido a fallas en la atención médica durante un período de dos meses. Además, no hay transporte hacia el lugar donde se ubican los equipos de salud y falta lo básico, como medicamentos, colchones, y hasta inclusive materiales para higiene.
La falta de asistencia también ha generado enfermedades como la desnutrición. En 2009, se registraron 90 casos solamente en la comunidad Guaraní Kaiowá de Dourados (MS). A este número se debe agregar la cifra de nueve muertes como resultado del bajo peso.
Otra problemática es la criminalización de líderes y la intensificación de acciones contra las luchas indígenas, situaciones que se están volviendo cada más comunes en Brasil. Uno de los casos que comprueba esto ocurrió en junio de 2009, con cinco indígenas de la comunidad Tupinambá de la Sierra del Padeiro, en Bahía. Después de ser capturados e inmovilizados por agentes de la Policía Federal, los indígenas fueron esposados y sometidos a aspersión de spray de pimienta en los ojos y choques eléctricos en las regiones dorsal y genital.
Al depararse con estas realidades y saber que nada se hace desde el poder público para castigar o evitar hechos similares, el informe cuestiona sobre quiénes son los responsables de las violencias contra indígenas, líderes y comunidades. "La lectura de los datos señala que los responsables son particulares y agentes del poder público. Entre los particulares se destacan terratenientes, políticos, dueños de ingenios, contratistas de obras, empleados de haciendas, agentes de seguridad, pistoleros".
"En el ámbito federal, los responsables de la implementación de la política indigenista son efectivamente tres: el Ministerio de Justicia, que atribuye a la Funai las demandas relativas a la tierra, demarcaciones, fiscalizaciones y protección; el Ministerio de Salud, responsable de la asistencia a los pueblos indígenas y que tiene como ejecutora de las acciones a la Funasa; y el Ministerio de Educación que en articulación con estados y municipios prestan servicio en educación escolar", revela el Cimi.
Según don Erwin Kräutler, presidente del Cimi y obispo de la Prelatura del Xingú, el informe será entregado a los agentes del gobierno federal y estadual para que se tomen medidas y se implementen acciones que pongan fin a la violencia contra los pueblos indígenas.   Adital                                                                                                      
 
EL SALVADOR: EL ESTADO DEBE GARANTIZAR LA SOBERANÍA ALIMENTARIA
                                                                                                                           Óscar López (COLATINO)
Como soberanía alimentaria se entiende el derecho de los pueblos a consumir alimentos nutritivos y culturalmente adecuados, accesibles, producidos de forma ecológica, además de ser los mismos pueblos quienes decidan su sistema alimentario y productivo.

El Centro para la Defensa del Consumidor (CDC), considera que el Estado debe elaborar una política que garantice la alimentación básica diaria de las personas, ya que así se podrían evitar casos como el de la familia que ingirió semilla mejorada de maíz el pasado 6 de julio. Según el CDC las anteriores políticas públicas se “empeñaron en dejar un sector agrícola diezmado”, lo que provocó la incapacidad de satisfacer la demanda interna, convirtiendo al país en dependiente de la importación de alimentos.

Nayda Medrano, directora ejecutiva del CDC, dijo: “no se puede avanzar hacia la economía de bienestar si el objeto de la actividad económica es el incremento de la productividad en función de la generación y la acumulación de la riqueza y no el bienestar de la población”.

Un ejemplo claro de que la actividad económica no favorece a la población es que el salario mínimo no alcanza a cubrir la canasta básica alimentaria. En la zona rural, el salario mínimo cubre únicamente el 41% de la canasta básica, en la zona urbana la cobertura aumenta a 63%. Por lo mismo, las estadísticas del año 2008 demostraban que seis de cada diez niños entre cero y 14 años vivían en situación de pobreza, esto por no contar con una alimentación básica diaria que les permitiera desarrollarse plenamente.

“No hay signos de que esta situación vaya a cambiar y esto le preocupa al CDC, y el hecho ocurrido el seis de julio pone al descubierto una situación que viven miles de familias en el país, lo que confirma las estadísticas, que parecen frías y distantes” comentó el gerente de investigaciones del CDC, Edwin Trejo. Por último el CDC, pidió que se establezcan condiciones mínimas para favorecer el consumo y no el consumismo, entendiendo como consumo el acceso y la conservación de los recursos básicos para tener una vida digna.                                                                           

ARGENPRESS
HAITÍ: LAS TRAMPAS DE LA DEMOCRACIA                                           Marc-Léo Laroche
                                                                                 ¿Qué hacer en democracia cuando las condiciones sociales y políticas permiten la llegada al poder de personas totalmente carentes de las condiciones requeridas para esa función?
¿Qué hacer cuando las cuestiones de gobierno no inspiran la aparición de verdaderos líderes o de personas animadas de las mejores intenciones hacia la salvaguarda y la fructificación del bien público?
¿Qué hacer cuando los caminos del poder están llenos de comerciantes y de corruptos de toda laña, dispuestos a toda clase de acciones condenables para entorpecer toda clase de iniciativas que intenten cambiar el sistema de desigualdades prevalente en la sociedad?
¿Qué hacer finalmente para salvar a la democracia cuando el aparato del estado involucra a las organizaciones sociales y políticas y se convierte en el único dispensador de empleos y fuente de toda riqueza?
Es la trampa en la que desde hace mucho tiempo se encuentran los haitianos y especialmente la misma democracia desde hace no menos de dos décadas.
Si se mantuviera aún la dictadura, los haitianos podrían soñar todavía con un estado democrático al que atribuirían todas las virtudes. No viviendo en el presente vivirían de la esperanza. De la esperanza en todos los órdenes, comenzando por el de tener un gobierno del pueblo, por el pueblo y para el pueblo.

Pero, no tienen necesidad de soñar… ¿Acaso ese sueño no es una realidad? ¿No es esta la era de la democracia que instaló la nueva constitución de 1987? Los constituyentes de ese tiempo  no podían prever que la noción de democracia que se hallaba en el centro de sus reflexiones fuera vaciada de su sustancia reteniendo nada más que sus apariencias. De manera que allí adonde se deseaba contar con DECISIONES y ACCIONES adecuadas a las condiciones de sub-desarrollo del país y cuyas repercusiones se deberían sentir profundamente en la sociedad, solo se encuentran GESTICULACIONES superficiales sin ninguna repercusión social valedera.
Una de las áreas más significativas de estas gesticulaciones, es en tal sentido la de las elecciones. ¿Quién hubiera creído que uno llegaría casi a quejarse de su proliferación? Es que en la estructura socio-política haitiana, ese acto absolutamente democrático ha perdido su sentido. Desde hace dos decenios, son necesarias en todas las divisiones administrativas y territoriales, es cierto que se trata de una prescripción constitucional, pero es la única actividad nacional que no parece sufrir ausencias. En la coyuntura nacional esta captación pletórica de poder económico, político o administrativo este gesto  democrático poco importa a la organización o al desarrollo de las regiones o de las comunidades. Lo que importa  a quienes solo interesa la forma o la apariencia en materia democrática es que los gestos se realicen y se cubran los cargos aunque las estructuras existentes no le dejen al elegido ninguna posibilidad de cambiar o de mejorar las cosas en cada uno de sus respectivos ámbitos.
Desde sus comienzos, por lo tanto, fue una democracia de fachada o de discursos vacíos cuando los hay, donde faltaba lo esencial, es decir el tener en cuenta las necesidades de la población y los medios apropiados para satisfacerlas. Desde el principio los dueños del poder  actuaron como si no representaran más que a sí mismos sin sentir ningún compromiso con las reivindicaciones de sus electores, ni informándoles de sus proyectos y de su orientación.
El sismo del 12 de enero 2010 nos proporciona un ejemplo flagrante de la enfermedad de la democracia en Haití. Es claro, que esta enfermedad es endémica en otras partes. Se podría agregar también  que las sociedades  occidentales que se consideran campeonas de virtudes democráticas, contribuyen ampliamente a son desarrollo. Lo que no es una razón  para no tratar de erradicar en el país de Toussaint-Louverture sus formas tan particulares.
Luego de casi seis meses del doloroso acontecimiento del sismo, en que los gobernantes han demostrado su nulidad total en materia de liderazgo, ni una sola vez han intentado informar a la población sobre los planes encarados para la reconstrucción. Teniendo en cuenta las trágicas circunstancias se habría esperado desde los primeros días que el presidente se dirigiera a la nación con el objeto de confortarla en momentos tan difíciles, de comunicarle su dolor  y de darle una somera reseña de los cursos de acción a seguir. Además, hubiera sido normal que la población sea regularmente puesta al corriente,  de los planes y proyectos gubernamentales para hacer frente a la catástrofe y a los problemas de la reconstrucción. Pero desde entonces solo el  gran silencio nacional.
Este comportamiento, no ha dejado de provocar la atención no solo en el propio país sino también en el exterior a través de las redes internacionales de ayuda. Todos los que entre ellos han seguido los acontecimientos en Haití durante el curso de los cinco últimos meses han podido constatar lo mismo, es decir, la ausencia de liderazgo del gobierno y la falta de comunicación con la población.
El informe del senado usamericano presidido por John Kerry, senador por Massachussets no dice, por otra parte, gran cosa. Manifiesta por un lado la ausencia de liderazgo del gobierno y por el otro el que “no comunica a los haitianos de manera eficiente que está dispuesto a hacer los esfuerzos necesarios para la reconstrucción” La  diputada europea Michèle Striffler, se manifestó igualmente preocupada por la “aparente ausencia de liderazgo de las autoridades haitianas” El mismo gobierno no ha sido ni siquiera capaz de aprovechar la oportunidad  que se le ofrecía de hacer avanzar el proyecto de reconstrucción. En tal sentido ha señalado también que los camiones y las excavadoras han sido enviados a los EEUU y a Europa, mientras los haitianos no disponen más que de palas y carretillas.

En la mayor parte de los organismos extranjeros instalados en Haití sucede lo mismo. Ante la tan evidente apatía del gobierno, algunos de ellos imaginaban la posibilidad del regreso de los haitianos de la diáspora a la escena nacional. Sería, según ellos, la única posibilidad de impulsar el hercúleo proyecto de la reconstrucción del país.

Aunque se entiende, que esa idea es un tanto fantasmagórica porque esos haitiano ya no solo están impedidos de actuar políticamente en la escena nacional (la mayor parte tiene ya otra nacionalidad, lo que les hace perder los derechos políticos en Haití) sino que fuera de las elecciones generales, no existe ninguna otra providencia constitucional que pudiera justificar esa intervención.
Estas restricciones forman parte de los cruciales obstáculos que condicionan la evolución de la situación política haitiana. Sin enumerar muchos otros, de diferente magnitud social, que tienden a hacer del ejercicio  democrático una prueba difícil. Con el pretexto de que este régimen político es a menudo el camino más largo para lograr la realización de un proyecto, algunos tienen tendencia a imputarle taras que están más bien ligadas a su carencia intelectual ya su falta de liderazgo. Como si la democracia fuera a veces en este país la coartada de la debilidad para rendir cuentas de la inercia de los diferentes niveles de la administración pública.
Son muchos los haitianos que desean ardientemente un cambio de gobierno. Como en el casino, están dispuestos una vez más a jugar  aunque hayan perdido su apuesta a menudo. Esperan una vez más todavía ganar la apuesta mayor, es decir encontrar un verdadero líder con la capacidad intelectual necesaria y con el doble de sentido ético y de responsabilidad que incumbe a la función de presidente de la república. Además, como si esto fuera poco, pretenden personas de la misma calidad en el senado y en la cámara de diputados ¿Es que no resulta  acaso surrealista?
Alterpresse – Traducción Susana Merino

julho 13, 2010

[ATTAC] Informativo 559 - Neoliberalismo obligatorio

INFORMATIVO 559 - NEOLIBERALISMO OBLIGATORIO



                                                              INFO 559                                                                                12 de julio de 2010
     informativo@attac.org                                          http//attac-info.blogspot.com
 

Neoliberalismo obligatorio

Mundo
NEOLIBERALISMO OBLIGATORIO. Luego del crack, del 15 de setiembre, de la banca Lehman Brothers en los EEUU y de la explosión de la crisis financiera global, los partidarios del liberalismo aparecían en todo el mundo como a la defensiva. La “crisis del siglo” parecía mostrar en los hechos el fracaso de su ideología de la desregulación y la necesidad de acudir  nuevamente al Estado para salvar la economía y preservar la cohesión social
BIENESTAR. Hace unos años, Alfredo Sáez, Gran Consejero de un Gran Banco, apostaba por la necesidad de desmontar el estado de bienestar. Al terminar su discurso, alguien le puso delante una jubilación multimillonaria como reconocimiento a toda una vida de entrega refrigerada de despacho enmoquetado, alfombras limpias de alergógenos, sembrada de huellas de botines, gonzález, vals taberner, florentinos y calderones.
ESTADOS UNIDOS DEBE SOLUCIONAR DEMOCRÁTICAMENTE LA SITUACIÓN DE LOS INMIGRANTES Ahora también según anunció el Miami Herald, las autoridades federales de inmigración tienen la capacidad de identificar en todo el estado de la Florida extranjeros que bien pudieran ser deportados luego de ser detenidos y transportados a cárceles condales bajo sospecha de haber cometido algún delito, entre los cuales que parecen contar también las infracciones de tránsito.
RECHAZO EN EUROPA A LA MINERIA CON CIANURO“ La posibilidad de que ocurra un accidente (en minería a gran escala con uso de cianuro) en sólo cuestión de tiempo.” La advertencia proviene del Parlamento Europeo, que por amplia mayoría solicitó a todos los países de la Comunidad Económica Europea la prohibición total del uso de cianuro en minería.


Latinoamérica

LA QUINUA ES EL NUEVO “GRANO DE ORO” Los mercados mundiales donde se cotiza todo, jamás le dieron importancia a esta comida de indios que se cultiva y es dieta de los seres humanos desde hace unos 5.000 años antes de Cristo, hasta que se supo sobre sus bondades. 
ANTE LOS HECHOS PRODUCIDOS EN PANAMÁ Ante los acontecimientos producidos recientemente en la República de Panamá, desde Jubileo Sur/Américas convocamos a los movimientos sociales de la región a manifestar nuestra urgente solidaridad con la lucha del pueblo panameño.

PANAMÁ: COMUNICADO AL PAÍS DEL CONGRESO GENERAL NGÄBE-BUGLE



NEOLIBERALISMO OBLIGATORIO
Ignacio Ramonet   

                           
Luego del crack, del 15 de setiembre, de la banca Lehman Brothers en los EEUU y de la explosión de la crisis financiera global, los partidarios del liberalismo aparecían en todo el mundo como a la defensiva. La “crisis del siglo” parecía mostrar en los hechos el fracaso de su ideología de la desregulación y la necesidad de acudir  nuevamente al Estado para salvar la economía y preservar la cohesión social.
Desde fines de 2008 los dirigentes de los Estados más poderosos del planeta decidían ponerse de acuerdo para evitar los abusos y los excesos de los especuladores que habían provocado la peor crisis financiera desde 1929 “Esta crisis ha cambiado profundamente algo - afirmaba por ejemplo entonces José Manuel Durao Barroso, presidente de la Comisión europea – ya nunca más las autoridades políticas consentirán que los especuladores hagan de las suyas y nos conduzcan a la anterior situación”
Fue un momento en que todo el mundo hablaba de la “vuelta a Keynes”, del regreso del Estado y la política. En todas partes, los gobiernos aún los de derecha (Francia y Alemania, especialmente), aparecían en primera fila. Reencontraban su papel de actores mayores del campo económico, nacionalizaban organizaciones financieras y  empresas estratégicas; inyectaban masivamente liquidez al sistema bancario; multiplicaban los planes de relanzamiento--- En síntesis, sustituían al fracaso de los mercados. Todos se felicitaban por haber aprendido las lecciones de la crisis de 1929 rechazando una política deflacionaria que hubiera agravado inevitablemente, la crisis.
Nadie pensaba evidentemente que esta gran crisis significaba el fin del capitalismo que ha conocido otras de las que siempre se recupero con éxito. Pero numerosos analistas estimaban que el neoliberalismo había entrado en estado de coma y que la hora del  fin de la economía desregulada había llegado. Era el fin de una era: la del ultraliberalismo y de la globalización financiera.
Y luego, he aquí que después de algunos meses se produce una verdadera resurrección del neoliberalismo. ¡Hemos regresado al estado anterior! De golpe, el peso del endeudamiento consentido por los Estados para salvar a los bancos sirve de pretexto para dar espectacularmente vuelta la situación: los mercados y la especulación financiera  retoman la iniciativa y acusan a los Estados, dentro de la Unión europea de haberse “endeudado demasiado” y de “vivir por sobre sus posibilidades”. Apoyados por las agencias de calificación (totalmente desacreditadas si embargo por la crisis de 2008), los mercados recuperan con mayor vigor que nunca su credo neoliberal y reclaman, en nombre de una “indispensable austeridad”, el desmantelamiento de la protección social y la drástica reducción de los servicios públicos.
De momento, el blanco de los nuevos especuladores es el euro, la moneda única europea. El diario The Wall Street Journal ha revelado que los responsables más importantes de los “hedge funds” usamericanos, se habrían reunido el 8 de febrero pasado en un hotel de Manhattan y habrían decidido unirse para hacer caer la moneda europea hasta el valor de € 1 = U$S 1. El euro valía en ese momento U$S 1,37: hoy vale 1,21 y sigue cayendo…
¿Deben lamentar los europeos, la actual caída del euro? No, porque esta baja es normal en períodos coyunturalmente débiles. Proporciona un crecimiento suplementario a las exportaciones, sobre todo a la industria y al turismo europeos que puede salvar a los países del Sur (Grecia, Portugal, España, Italia) devolviéndoles una mayor competitividad.
En el plano estructural el euro continua siendo frágil y muchos dirigentes aprovechan la oportunidad para proponer  que los Estados de la zona euro abandonen toda “crispación soberanista” y acepten orientarse hacia un federalismo presupuestario cuyo primer paso sería el establecimiento de un “gobierno económico” En oportunidad de la crisis de la deuda soberana de Grecia ya sucedió  que la Comisión europea pidió que los parlamentos nacionales  analicen los presupuestos de los Estados. Berlin afirma “que la disciplina de cada uno constituye un problema de todos” y que la Comisión debe tener derecho a supervisar las cuentas de los “Estados blandos”.
Se descubre que el euro fue construido con la esperanza de que una moneda única, provocaría en determinado plazo, la unificación de los países miembros. Tal es la razón por la cual en ocasión de esta crisis, algunos querrían imponer la adopción de instrumentos que no existen: un gobierno económico de la Unión y una política fiscal común.
Esta idea ha desatado legítimos debates en toda la zona euro. “Ni siquiera la Comisión tiene conciencia de su insolencia” declaró por ejemplo en Francia Jean-Luc Mélenchon, diputado europeo y presidente del partido de izquierda. Mientras que Bruselas no quiere limitarse solo a los presupuestos y quiere ampliar la supervisión a la deuda pública.
En adición, Bruselas querría castigar más severamente a los Estados que no respetan el Pacto de estabilidad. Han sido planteadas dos sanciones suplementarias: condicionar el aporte de ayudas regionales al respeto del Pacto  e instalar un sistema de multas si las “políticas fiscales no son adecuadas” Berlin querría agregar una sanción fuertemente política: la suspensión del derecho a voto en el Consejo de Ministros.
La crisis del euro se ha visto agravada por la acumulación de deudas soberanas de los Estados. Deudas que resultan por una parte de las masivas ayudas proporcionadas entre 2008 y 2009 por los Estados a los bancos para salvar al sistema financiero y por otra debido al funcionamiento mismo de la zona euro que obliga a los Estados a financiar la totalidad de sus deudas a través de los mercados financieros.
Bajo la influencia de Alemania y de sus aliados económicos de la antigua “zona del marco” (Austria, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca) con el apoyo del Fondo Monetario Internacional (FMI) la solución que les ha sido impuesta a todos es la de la “política del rigor” o de “deflación competitiva”. Exigidas en todas partes y más especialmente a los Estados llamados despreciativamente PIGS (cerdos) Portugal, Italia, Grecia, España.
De este modo y desde hace algunas semanas los anunciados planes llamados de “ajuste” o de “austeridad” se han multiplicado a través de toda Europa (Grecia, Portugal, España, Italia, Francia, Reino Unido, Alemania, Rumania, etc.) instalados por gobiernos (aún social-demócratas) a menudo obsesionados por la reducción de los déficit públicos. Y que no dudan en sacrificar las políticas de apoyo social y los servicios públicos. No se admite ninguna otra alternativa, el neoliberalismo – convertido en doctrina oficial – es desde ahora obligatorio.

Se vuelven a cometer los mismos errores que se cometieron durante la “Gran depresión”. Estas políticas del rigor constituyen un grave error por diversas razones: van a deprimir la demanda interna de la zona euro, a debilitar los ingresos fiscales y volver más difícil la vuelta a un equilibrio en los gastos públicos, objetivo oficialmente buscado. No son de excluir los estallidos de graves y violentas protestas sociales. Tal fue el resultado de análogas políticas llevadas a cabo en los EEUU por el presidente Herbert Hoover luego de la crisis de 1929 que condujo a la Gran Depresión y en Alemania en que la política deflacionaria conducida por el canciller Heintirch Brüning a comienzos de los años 30 sumergió igualmente al país en una depresión abismal, lo que permitió a los nazis llegar al poder a partir de 1933
www.medelu.org - Traducción Susana Merino

BIENESTAR                                                                                       Rafael Fernando Navarro 
Hace unos años, Alfredo Sáez, Gran Consejero de un Gran Banco, apostaba por la necesidad de desmontar el estado del bienestar. Al terminar su discurso, alguien le puso delante una jubilación multimillonaria como reconocimiento a toda una vida de entrega refrigerada de despacho enmoquetado, alfombras limpias de alergógenos, sembrada de huellas de botines, gonzález, vals taberner, florentinos y calderones.
También José María Aznar, representante plenipotenciario en el mundo de una España destruida, anoréxica, infectada de socialismo mortal, es partidario de recortar el estado de bienestar. D. José María percibe una ayuda del Estado como ex-presidente, coche oficial, escoltas. Pero tiene que ejercer como trabajador por cuenta ajena (empresa-Murdoch) y servirse de sus múltiples conocimientos dando conferencias que le proporcionan unos ingresos y la posibilidad de dar a conocer al mundo todas las maldades de una España hundida y destrozada. Es su forma de cooperar con el turismo, la confianza de los mercados, la inversión extranjera, las exportaciones… No se le puede pedir más.
A la luz de estos dos vidente, reflexionemos: Los pobres no tienen arreglo. Se han pasado la vida tratando de llegar a ricos. No han adquirido la conciencia de que son necesarios porque, en cuanto pobres, cooperan a la riqueza de otros. Se les ha pedido que perseveren y hagan de la resignación una virtud. Cada cual, siempre y cuando sea pobre, debe conformarse con su situación. Los poderosos, por el contrario, no tienen por qué atenerse a esa consigna. Su destino les empuja a aspirar a más, aunque sea a costa de. Con esta división los papeles quedan claros. Pero cuando los pobres se empañan en dejar de serlo, el equilibrio se resiente. Y debe ser el poderoso el que ponga las cosas en su sitio. No hay por qué tener un trabajo, aunque lo diga la Constitución. No se debe pedir una vivienda digna, aunque lo garantice la Constitución. ¿Por qué la universalización de la sanidad? La salud para quien la pague, igual que el chalé, la tierra, o las fuentes de producción. La cultura debe volver a ser patrimonio de unos pocos. ¿Para qué quieren los pobres la educación? ¿Qué hace un pobre con una carrera universitaria? Un pobre educado y culto es siempre un desclasado con todo lo que eso conlleva. La gratuidad de la educación no es buena. Lo que se regala y no se compra carece de valor. La educación es una mercancía más, en las vitrinas del lujo, y sólo los que puedan pagarla deben acceder a ella. El dinero imprime bondad a lo adquirido. Y no debemos prescindir de ese plus para no dar posibilidades inútiles a la inteligencia. La cultura es una consecuencia de la cartera.
Las hipotecas están bien, pero que muy bien. Treinta años de hipoteca significan cuantiosos beneficios para la banca. El hipotecado se morirá de asco, de enfisema, de infarto en la cola del paro. Y la vivienda será subastada por el SEÑOR USURERO que facilitó el dinero. Los pobres son ingenuos. Besan la mano de su benefactor sin percatarse de la trampa en la que se envuelven
¿Para qué construir residencias de la tercera edad si se ha comprobado sobradamente que los ancianos saben morirse solitos sin que nadie les eche en falta? ¿Por qué abaratar los transportes a los pensionistas si algunos de ellos cobran HASTA 250 €? La gratuidad de los museos, los precios económicos de los polideportivos, las bibliotecas públicas, los cursos para analfabetos, los talleres ocupacionales. Alguien debería explicarnos para qué tanto derroche, tanto despilfarro. Todo ese dinero bien ahorrado, debería estar destinado a sanear los sueldos y las pensiones de algunos altos cargos de empresas. Se debería privatizar la seguridad y que cada cual se pagara sus escoltas como hacen algunos Consejeros Delegados. Y así sucesivamente hasta desmantelar un estado del bienestar que pretende mejorar la vida de los más humildes. Cómo le cambiaría la vida a ciertos banqueros, como el Sr. Sáez, si se impusiera una visión verticalmente economicista sobre una solidaridad horizontal. Cómo avanzaría España si redujéramos con toda la agresividad posible la sobredimensión del estado de bienestar, como nos aconseja el gran estadista Aznar. Aumentarían a lo mejor los cementerios. Pero Correa o el Bigotes podría construirlos a buen precio.
Algunas propuestas dan pena y nauseas y asco. Cuánto nazismo de gomina y corbata. Cuánta mirada perdonavidas. Cuánto desprecio insultante.
Les aseguro que no es mi estilo. Acepto de antemano que alguien me llame demagogo. Créanme si les digo que este artículo clava tacones en el alma. Pero a veces no hay más remedio que guardar las estrellas y las lunas para darle salida a la palabra preñada de tristeza, de melancolía porque alguien, tal vez un Consejero Delegado, intenta fusilar un puñado de rosas.
ESTADOS UNIDOS DEBE SOLUCIONAR DEMOCRÁTICAMENTE LA SITUACIÓN DE LOS INMIGRANTES                                                                                Ana María Miralles C. (*)
Ahora también según anunció el Miami Herald, las autoridades federales de inmigración tienen la capacidad de identificar en todo el estado de la Florida extranjeros que bien pudieran ser deportados luego de ser detenidos y transportados a cárceles condales bajo sospecha de haber cometido algún delito, entre los cuales que parecen contar también las infracciones de tránsito.
Mucho se ha hablado sobre este asunto desde que en abril la gobernadora republicana del Estado promulgó la ley. Sin embargo, ante la cercanía de su puesta en escena, creo que es necesario seguir pensando en por qué la migración se volvió un problema. No siempre lo fue y el mejor ejemplo paradójicamente es Estados Unidos, un país de inmigrantes por excelencia. Solamente que los inmigrantes en su mayoría eran europeos y los actuales en su mayoría son hispanos.
La raíz de los movimientos migratorios actuales está en los problemas económicos, es decir, el problema no es la migración sino lo que la causa, pero obviamente esto no es objeto de debate. ¿Se habrán preguntado los que apoyan la ley de Arizona si los mexicanos, guatemaltecos salvadoreños se separan con gusto de sus familias y se desarraigan culturalmente por deporte? Si algo ha quedado claro es que este tipo de migración ocurre porque los modelos de desarrollo imperantes producen baja en la productividad y desempleo, además de formas denigrantes de subempleo. Así, estas personas son literalmente expulsadas del sistema económico y huyen a otros países en busca de mejores condiciones de vida, que en realidad es un acto de sobrevivencia para ellos y las familias que se quedan esperando sus remesas como tabla de salvación.
Lo mismo podría decirse de las personas que emigran de África hacia España, Italia o cualquier otro país europeo. ¿Cómo explicar que se arriesgue la vida en patéticas balsas por mar para pasar de África hacia territorio español? Muchos mueren en las travesías, como mueren mucho hispanos pasando a Estados Unidos. Evidentemente, no lo hacen por gusto sino por necesidad. Entonces ¿por qué no se discuten las condiciones económicas que los obligan a tomar esta decisión?
Los que apoyan leyes como la de Arizona, por su parte, también esgrimen argumentos de tipo económico. Sostienen que al retirar a los indocumentados, no habrá tanta sobrecarga en la atención escolar y en salud para los hijos de esos ahora denominados “delincuentes”. Incluso se ha llegado a extremos como el de un republicano aspirante a ser miembro de la Comisión de Regulación de Servicios públicos, en el sentido de que si llega a ser nombrado exigirá a las empresas prestadoras de esos servicios rastrear entre sus clientes quiénes son indocumentados y suspenderles el servicio, lo cual, dice, redundaría en tarifas más ventajosas para los legales. Y no sobra recordar al tristemente célebre sheriff del condado de Maricopa (Arizona), Joe Arpaio, que se adelantó a la ley haciendo redadas en los supermercados y en los sitios de trabajo es busca de indocumentados mucho antes de ser promulgada la ley.

No obstante, lo preocupante no es solamente la ley, sino las actitudes ciudadanas que puede provocar pues lo que promueve es una abierta discriminación, un permanente estado de sospecha frente al otro declarado como enemigo. Si la propia ley permite que los ciudadanos denuncien a los policías que no andan por ahí persiguiendo indocumentados, esto supone que se está pidiendo a una parte de la sociedad se ponga en contra de los inmigrantes.
El apoyo legal a actitudes discriminatorias es un paso más en la escalada posiciones antidemocráticas. Basta recordar los estudios sobre la prensa europea que ha hecho el teórico Teun Van Dijk, en lo que ha llamado el nuevo racismo. El ha demostrado que la prensa de prestigio muestra a los inmigrantes siempre a partir de una imagen negativa e identifica a los inmigrantes con delincuentes. En ese sentido se comprueba una vez más su tesis en el sentido de que lo que proporcionan las noticias más allá de los datos informativos, son las etiquetas y los estereotipos con los cuales se refieren a ciertos grupos sociales.
Por otra parte, no deja de ser contradictorio que cuanto más se reivindica la globalización se presenten estos movimientos contra el movimiento de las personas. La producción económica se puede globalizar, los mercados nacionales deben abrirse a los productos de fuera a partir de los tratados de libre comercio, pero el tránsito de personas es objeto de vigilancia. Eso habla muy claramente del tipo de sociedades que enfrentamos: libertad de movimiento para los productos pero no para las personas. Son las sociedades mercado-céntricas que dejan en un segundo o tercer plano al ser humano.
Afortunadamente el gobierno de Barack Obama se ha mostrado contrario tanto al espíritu como a la letra de esa ley y antes bien esto ha servido para que encuentre más argumentos con los cuales seguir promoviendo una nueva ley de inmigración a nivel nacional, asunto que no ha podido introducir hasta ahora en el Congreso. Esperamos muchos que pueda cumplir con esa promesa de campaña. Y afortunadamente hay una fuerte sociedad civil en muchos países que defienden la idea de una ciudadanía universal y que anclan sus luchas en la reivindicación de los derechos humanos y las libertades.
Pero esos movimientos estarán incompletos si no ponen en el debate público la verdadera causa de las migraciones: unas por razones de conflictos armados y otras, la mayoría, por causa de la expulsión de los ciudadanos de los patrones de desarrollo locales, pero promovidos internacionalmente. Habría que atizar el debate recordando la frase del asesor de la campaña presidencial de Bill Clinton en 1992, James Carville, “es la economía, estúpido”, pero esta vez aplicada a modo de crítica al modelo económico neoliberal.(*) Profesora-investigadora Universidad Pontificia Bolivariana Medellín, Colombia
Rebanadas de Realidad - Radio Nederland, 06/07/10.-


RECHAZO EN EUROPA A LA MINERIA CON CIANURO
                                                                                                                                      Darío Aranda


 “La posibilidad de que ocurra un accidente (en minería a gran escala con uso de cianuro) en sólo cuestión de tiempo.” La advertencia proviene del Parlamento Europeo, que por amplia mayoría solicitó a todos los países de la Comunidad Económica Europea la prohibición total del uso de cianuro en minería. La resolución legislativa de los eurodiputados también apuntó de lleno a las recurrentes promesas de las empresas y los gobiernos: aseguró que la minería no crea empleo real ni duradero, afirmó que es una industria insegura (recuerda que hubo accidentes y advierte que los seguirá habiendo), señaló que tanto la salud humana como el ambiente corren peligro y remarcó que la minería en base a cianuro pone en riesgo las fuentes de agua y la biodiversidad. La resolución fue aprobada con 488 votos a favor, 57 abstenciones y 48 votos en contra, y coincide con los reclamos que desde hace una década realizan asambleas vecinales de pueblos cordilleranos de Argentina. El cianuro es utilizado por la mayoría de los proyectos mineros por ser el método más rentable de obtener los minerales diseminados en las montañas.


El Parlamento Europeo es la única institución de la Unión Europea elegida por sufragio directo. Los 736 diputados representan a 500 millones de ciudadanos. La resolución 2010-0145 del Parlamento insta a la Comisión Europea (órgano que representa el Poder Ejecutivo dentro de la UE y que también interviene en la legislación) que impulse la “prohibición completa” del uso de las tecnologías mineras a base de cianuro en toda la Unión Europea antes de fines de 2011. “Es la única forma segura de proteger nuestros recursos hídricos y ecosistemas de la contaminación por cianuro procedente de las actividades mineras”, afirman los eurodiputados y desmiente el latiguillo más usado por los impulsores de la actividad: “El uso de cianuro en minería crea poco empleo y sólo por un período de entre ocho y dieciséis años, pero puede provocar enormes daños ecológicos transfronterizos que, por lo general, no son reparados por las empresas explotadoras, que suelen desaparecer o declararse en quiebra”.

En la resolución también se remarca la necesidad de que los 27 Estados miembro no presten apoyo “de forma directa o indirecta” a ningún proyecto minero que emplea cianuro, tanto dentro como fuera de Europa. Solicita que los gobiernos promuevan la reconversión industrial de las zonas mineras facilitando apoyo financiero para la implementación de industrias alternativas, ecológicas, energías renovables y el turismo. “Conseguir un buen estado químico de las aguas, proteger los recursos hídricos y la diversidad biológica sólo puede lograrse mediante una prohibición general del uso de las tecnologías mineras a base de cianuro”, se advierte.
El cianuro en minería es un recurso económico y efectivo para la separación de los metales (oro y plata, entre otros) de la roca. El método técnico se llama “lixiviación” (tratar una sustancia sólida con disolventes para separar sus partes) y las empresas eluden sincerar las cantidades de cianuro utilizadas. Como referencia, la explotación que se intentó en 2003 en Esquel (que la población rechazó por plebiscito) planificaba emplear seis toneladas de cianuro por día. Además de las consecuencias ambientales, es un químico altamente tóxico. Su efecto crónico (producido por exposición a bajas dosis que se prolonga en el tiempo) provoca problemas cardiovasculares, respiratorios, neurológicos, gastrointestinales, endocrinológicos y reproductivos. La dosis letal es de 0,3 gramos. El método de lixiviación, el más usado en la minería metalífera a gran escala, también emplea enormes cantidades de agua, que es contaminada e irrecuperable.
El Parlamento Europeo destacó la validez del principio precautorio, es decir que ante la posibilidad de perjuicio ambiental se hace necesario tomar medidas protectoras. El mismo principio fue determinante para que en febrero pasado el Superior Tribunal de Justicia de Jujuy fallara a favor de una asamblea de vecinos que rechaza la minería en la provincia. La figura legal comienza a ser exhibida como un derecho a hacer cumplir en las demandas socioambientales, ya sea en minería, petróleo o avance de la frontera agropecuaria.
La resolución se encuentra actualmente en la Comisión Europea, institución que representa los intereses de la Unión en su conjunto. “La resolución es una clara posición política de esta institución. Ahora depende de la Comisión decidir si sigue la recomendación de los eurodiputados. En el debate parlamentario, el representante de la Comisión se pronunció a favor de la prohibición del cianuro, por lo cual es de esperar que se avance en ese sentido”, explicó a Página/12 la delegada de Prensa del Parlamento Europeo, Natalia Dasilva.
Los eurodiputados tuvieron en cuenta los antecedentes de República Checa, Hungría y Alemania, que ya habían prohibido el uso de las tecnologías mineras. “El cianuro es una sustancia química altamente tóxica utilizada en la minería del oro y, en la directiva marco sobre política de aguas, está clasificado como uno de los principales contaminantes. Puede tener un impacto catastrófico e irreversible en la salud humana y el medio ambiente”, afirma la resolución europea.
Entre los considerandos, se recuerda que en los últimos 25 años se registraron más de treinta accidentes importantes relacionados con el uso de cianuro y reconoce que –a pesar de los controles, leyes y promesas empresarias– “no existe ninguna garantía real de que no se vuelva a producir un accidente semejante”.
Alerta de que en países del continente se siguen planeando nuevos proyectos mineros. Los denomina, sin eufemismo, “nuevas amenazas potenciales para la salud humana y el medio ambiente”. Denuncia que las empresas mineras “no cuentan con seguros a largo plazo que cubran los costos en caso de accidente o funcionamiento defectuoso en el futuro” y recuerda que es necesario extraer toneladas de tierra para producir dos gramos de oro, “lo que genera una enorme cantidad de residuos mineros en las zonas de extracción”.
Latinoamérica
LA QUINUA ES EL NUEVO “GRANO DE ORO”                                                                                                          Fortunato Esquivel

Una leyenda del Kollasuyo, cuenta que el zorro volvía del cielo con tremenda barriga llena. En eso, los loros le rompieron a picotazos la cuerda por la que se descolgaba provocando se reventara contra los altos picos de la cordillera de los Andes. Del estallido se desparramó la quinua que había robado a los habitantes celestiales.

Así, la comida de los dioses fue sembrada en el mundo. Desde entonces la quinua vive en las tierras altas del altiplano, donde aguanta la falta de agua y las bajas temperaturas. Los dioses permitieron que de esa manera sus hijos disfrutaran de lo que ahora se llama el “trigo de los Incas”.

Los mercados mundiales donde se cotiza todo, jamás le dieron importancia a esta comida de indios que se cultiva y es dieta de los seres humanos desde hace unos 5.000 años antes de Cristo, hasta que se supo sobre sus bondades.  La quinua es nutricionalmente completa pues tiene un adecuado balance de proteínas, carbohidratos y minerales.

Para los campesinos del altiplano boliviano, este insumo es fundamental en su dieta y es por eso que se llenaron de furia al enterarse que dos gringos de la Colorado State University la patentaron en 1994 (US Patent 5304718). La denuncia internacional les obligó a renunciar a su atrevimiento.

El “trigo de los Incas”, comenzó a ser notada por el mundo cuando los astronautas se alimentaron con un preparado en base a este nutritivo grano. Su escasa producción fue en incremento desde entonces. El precio, fue saltando siempre hacia adelante.

Los precios internacionales oscilan actualmente por  2.500 dólares la tonelada. La quinua Real que es la variedad más buscada llegó en un momento a 3.000 dólares. Frente a la soya que se cotiza por alrededor de 350 dólares la tonelada, la quinua es, sin duda, el nuevo “grano de oro”.

Gran demanda mundial
El Instituto Boliviano de Comercio Exterior (IBCE), destaca la gran demanda de la quinua en el mundo entero. En el último número de su revista “Comercio Exterior”, su director Pablo Antelo Gil, señala que este pequeño grano, se ha convertido en el manjar de restaurantes y hogares europeos.

Dice, Antelo Gil, que la quinua es utilizada por los 50 restaurantes vegetarianos más importantes  de Europa y Estados Unidos, donde el grano es presentado en los platos más exóticos y requeridos por el paladar de los exigentes.

De pronto, las sopas de quinua, las laguas y la ph’isara, se degustan universalmente. La gama de alimentos preparados va desde los dulces hasta los salados, por lo que el futuro de este producto es definitivamente positivo para sus cultivadores.

Pocas, pero malas noticias
Datos del Consejo Nacional de Comercializadores y Productores de Quinua (Conacoproq), confirman que la quinua pasó de cotizarse en $us 862 la tonelada en 1999 a $us 2.500 este año. Estas cifras son superadas por la Quinua Real, cultivada únicamente en la zona de los salares de Uyuni y Coipasa, cuyo promedio actual es de $us. 3.000 la tonelada.

Los datos del año 2008, señalan que hasta entonces se cultivaron 51.382 hectáreas, con una producción de 23.654 toneladas métricas, de las cuales 10.300 se exportaron de forma legal con certificación orgánica.
Un total de 4.350 TM se destinaron al mercado interno y lamentablemente 9.000TM salieron del país vía contrabando. La mala noticia, es que esta ilegal actividad va en crecimiento, sobre todo hacia el Perú, que acapara el producto para venderlo al exterior con valor agregado.

Otra mala noticia es la escasa cantidad de tierras destinadas a su cultivo. La soya superó el millón de hectáreas, pero su precio es diez veces menor que el de la quinua.

Asignatura pendiente
El IBCE señala en su publicación que el consumidor busca salud y calidad en los alimentos por lo que es el principal motivo para el crecimiento de los requerimientos de quinua en el mercado internacional. Entre los productos orgánicos, este alimento es el más buscado y las exigencias para su adquisición, son cada día más altos.

Las ventas bolivianas se han limitado a materia prima. Es una asignatura pendiente la industrialización. La incorporación de valor agregado es urgente como una de las tareas que puede decidir a la adopción de políticas de Estado tendentes a incentivar su cultivo.

Si el mundo exige quinua, es hora de iniciar un masivo cultivo del producto que se ha convertido en el verdadero “grano de oro” del siglo XXI.

Más información:
http://alainet.org                                                 ALAI AMLATINA, 09/07/2010.-

ANTE LOS HECHOS PRODUCIDOS EN PANAMÁ



Ante los acontecimientos producidos recientemente en la República de Panamá, desde Jubileo Sur/Américas manifestamos:
 
-         Nuestro más enérgico repudio a la represión desatada contra las organizaciones populares panameñas que dejo el macabro saldo de muertos, heridos y detenidos.
-         Hacemos responsable de estos hechos al actual gobierno de Panamá y lo instamos, en primer lugar, a detener la represión y garantizar los derechos humanos esenciales de las personas.
-         Condenamos la actitud del gobierno de no permitir a la población y organizaciones civiles abrir los canales necesarios y certeros para la discusión de los verdaderos intereses de la mayoría.
-         Asimismo, condenamos la violación a la libertad de expresión y las presiones del gobierno a periodistas y medios de comunicación.
-         Nos sumamos a la exigencia de justicia social y ambiental ante el modelo desarrollo imperante en Panamá. Modelo que representa la violación de los derechos humanos, la depredación de los recursos naturales y la violación de la soberanía en todo sus sentidos.
-         Reclamamos al gobierno la adopción del diálogo en igualdad de condiciones con las organizaciones civiles que vienen exigiendo el cese de las prácticas autoritarias y nefastas para una convivencia verdadera.
-         Expresamos nuestro reconocimiento a la lucha del pueblo panameño ante el retroceso de la democracia y la falta de voluntad de diálogo de quienes dirigen el país.
-         Reiteramos nuestra firme solidaridad con el pueblo panameño que reclama el rechazo a la ley 30, llamada 9 en 1, que reforma tres códigos: penal, judicial y laboral, el derecho a huelga y otros, además de 6 leyes que contienen derechos fundamentales para los ciudadanos y otorga impunidad a unidades policiales para hacer uso de la fuerza.
-     Por último, convocamos a los movimientos sociales de la región a manifestar nuestra urgente solidaridad con la lucha del pueblo panameño.


JUBILEO SUR/AMÉRICAS, Río de Janeiro, 9 de julio de 2010.-


PANAMÁ: COMUNICADO AL PAÍS DEL CONGRESO GENERAL NGÄBE-BUGLE


El Congreso General de la Comarca Ngäbe-Buglé , hace del conocimiento público el siguiente comunicado: El Presidente de Panamá, Licenciado Ricardo Martinelli, sancionó la Ley 30, mejor conocido como la Ley 9 en 1. Esta Ley pone en peligro la existencia del Pueblo Ngäbe-Buglé y la destrucción del medio ambiente. Por ser el área más rica del país, en recursos minerales, mina, ríos caudalosos, selvas, montañas, variedades de aves silvestres y de planta alguna, única especie en Centro América; se encuentra en la Comarca Indígena de nuestro país.


La Ley 30, establece la eliminación de los estudios de impacto ambientales; esto tendrá como consecuencia de destrucción del habitad de los pueblos indígenas en nombre del desarrollo propuesta que siempre surgen cuando codicia de nuestra tierra y recursos para algún tipo de proyecto.


Hemos tenido y vivido las diversas dinámica aplicada por los gobiernos a los pueblos indígenas se irrespetan las autonomías indígenas expresada en la Ley , no se aplica el principio del consentimiento previo libre e informado que tiene por derecho propio (Ley) las áreas indígenas; no se esta cumpliendo con los diversos compromiso internacionales adquiridos y que nuestro país es signatario.


Hemos sido los mejores guardianes de la madre naturaleza y queremos seguir siéndolo. El hombre es parte de la tierra y no su dominador ni depredador, el hombre es hermano y miembro de su entorno.


La Constitución Política de la República de Panamá establece en el artículo III, capítulo 7º que trata sobre el Régimen Ecológico, en su artículo 121 que “ La Ley reglamentará al aprovechamiento de los recursos no renovables, a fin de éxito que del mismo se deriven perjuicio sociales, económicos y ambientales”.


Por todos los antes señalados; los Ngäbes Bugles nos unimos a las voces de miles de panameños la protesta para que el gobierno de turno derogue la Ley 30 o Ley 9 en 1. Que más trae beneficio a todos los panameños generará grandes perjuicio, daño a la ecología panameña.


Atentamente, Alberto Montezuma Silvia Salina
Presidente del Congreso General Secretaria Ngäbe-Bugle







Gracias por hacer circular y difundir esta información.