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agosto 16, 2010

[Boletim 61] Organizações querem participar da discussão do novo marco regulatório

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Boletim # 0061 - Agosto 2010

Novas regras
Lula quer proposta pronta até dezembro, mas ainda não se sabe se o que está em discussão é uma lei geral para as comunicações ou a revisão pontual de legislações já existentes. Leia mais.

Mídias públicas
Conselho Curador diz que missas e programas transmitidos atualmente pela TV Brasil e pela Rádio Nacional de Brasília configuram proselitismo e sugere programação plurirreligosa. Leia mais.

TVD
Por 7 votos a 1, ministros consideram constitucional que o Executivo conceda novo canal para que emissoras transmitam no sistema digital sem participação do Congresso. Leia mais.

TVD
Ministros demonstram desconhecer detalhes técnicos centrais ao julgar ação de inconstitucionalidade contra decreto que implementa o SBTVD. Leia mais.

Confira também

Eleições – Conselho Curador determina que TV Brasil entreviste todos os presidenciáveis Leia mais.

Eleições – Debates na TV ocorrerão sem 5 presidenciáveis Leia mais.

julho 27, 2010

[Boletim 60] ESPECIAL – TV digital ainda é para poucos

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Boletim # 0060 - Julho 2010

ESPECIAL - TVD
Sem pluralizar a oferta, garantir a interatividade, nem baratear os custos dos conversores e receptores, políticas adotadas até agora não estimulam usuários a investir na tecnologia digital. Leia mais.

ESPECIAL - TVD
Quase não há conversores à venda com o Ginga incluído, o que impede que usuários façam uso do recurso, e conteúdos ofertados até agora pelas emissoras são poucos. Setor de TV paga não quer unificar sistemas. Leia mais.

ESPECIAL - TVD
Apenas meio milhão de celulares - menos de 0,3% do total de aparelhos funcionando no país - podem receber sinal de televisão. Leia mais.

ESPECIAL - TVD
Consumidores dizem que não vêem vantagens suficientes para fazer um investimento de cerca de R$ 2 mil em novos aparelhos. Leia mais.

Confira também
Eleições – TV Brasil não entrevista todos os presidenciáveis e evidencia contradições das mídias públicas Leia mais.

junho 30, 2010

Observatório do Direito à Comunicação

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Boletim # 0059 - Junho 2010
Especial


A distribuição das faixas de frequência, os critérios e parâmetros de gestão desse bem público chamado
espectro eletromagnético estão na base das políticas públicas de comunicação e podem moldar – ou não –
um sistema que respeite o direito humano à comunicação. Por esta razão, a gestão do espectro é objeto do
terceiro volume da série Debates Fundamentais, conjunto de especiais produzidos pelo Observatório do 
Direito à Comunicação. Leia mais.

Confira também
Série - Debates Fundamentais Leia mais.
Especial - Sistema público de comunicação no Brasil: as conquistas e os desafios Leia mais.
Especial - A convergência tecnológica e o direito à comunicação Leia mais.

junho 16, 2010

Observatório do Direito à Comunicação

Boletim - Observatório do Direito à Comunicação


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Boletim # 0058 - Junho 2010
LDA
Durante apresentação de anteprojeto, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, diz que lei atual é resquício do período da ditadura. Proposta foi formulada a partir de contribuições feitas por internautas. Leia mais.
Pós Conferência
Ministro diz que propostas serão sistematizadas para serem apreciadas em 2011. De acordo com Martins, Conselho Nacional de Comunicação não será instalado. Leia mais.
Renovação
Indicação de novos membros do Conselho Curador inovou com a realização de consulta pública, mas indicação final do presidente da República não expressou fielmente seu resultado. Leia mais.
Recomendações
Pesquisadores avaliam liberalização comercial nas telecomunicações e consequências para os usuários. Novas atribuições dos setores públicos e privados no setor também são foco do estudo. Leia mais.

Confira também
Artigo – Pedro Caribé– Radiodifusão para o povo negro Leia mais.
Artigo – Bia Barbosa e Carolina Ribeiro– Grande mídia x direitos humanos: o pano de fundo dos recuos do PNDH-3 Leia mais.
Liberdade de expressão– OEA relaciona concentração da propriedade a censura Leia mais.

***

OEA relaciona concentração da propriedade a censura

Pedro Caribé - Observatório do Direito à Comunicação
08.06.2010

O informe anual da Relatoria para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) aponta que a desconcentração da propriedade dos meios de radiodifusão é um passo fundamental para os países signatários avançarem na democracia. O documento, que reflete sobre dados coletados em 2009, cita explicitamente a necessidade de existirem mecanismos regulatórios e de fiscalização, além de sanções e restrições, para alcançar estágio em que os meios de comunicação sejam livres, independentes, vigorosos, pluralistas e diversos.

Os pontos detalhados pela OEA legitimam agenda das pautas das organizações em prol do direito à comunicação no Brasil, ratificando a necessidade de alterações na legislação e no papel do Estado para reparar o alto grau de concentração no setor. A OEA, instituição subordinada a Organização das Nações Unidas (ONU), baseia todo o documento na Declaração Americana dos Direitos e Deveres dos Homem.

O informe também aproxima a liberdade de expressão, em particular a radiodifusão, das políticas sociais essenciais para a inserção dos segmentos indefesos.  De acordo com a Relatoria da OEA, a convergência entre a exclusão social e a ausência de canais institucionais ou privados para expressão suas opiniões ou se informar, produz um efeito similar à censura: o silêncio.

Em entrevista ao Observatório do Direito à Comunicação, a relatora especial da OEA para Liberdade de Expressão, Catalina Botero, preferiu não tecer considerações objetivas em relação à radiodifusão no Brasil. Segundo ela, futuramente será possível avaliar a situação de cada país via convite aos Estados e sociedade civil para colaborarem com relatórios próprios sobre o país, ao ponto de permitir avaliações e recomendações específicas. De acordo com Catalina, a etapa atual do trabalho da Relatoria para Liberdade de Expressão da OEA é de elaboração cuidadosa de normas correspondentes a doutrina e jurisprudência interamericana.

Para João Brant, membro do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, a pauta das organizações nacionais é baseada em políticas de incentivo a pluralidade e diversidade, justamente o que é apontado agora pela OEA como fundamental à garantia da liberdade de expressão. “Nós que somos acusados de posições radicais temos convergências com a maioria do documento”, avalia. Brant, entretanto, coloca que as organizações brasileiras vão um pouco além do documento da OEA. O documento não trabalha na perspectiva do direito à comunicação, conceito que ganha força entre os movimentos sociais no Brasil e vai além do que tradicionalmente se estabeleceu como liberdade de expressão.

O silêncio do poder econômico e político

A partir de informes anteriores, a OEA avaliou que a concentração tem natureza essencialmente econômica e que essa não deve sobressair na ocupação dos canais de radiodifusão. O oligopólio e monopólio da informação, via concentração vertical e horizontal, por exemplo, são criticados objetivamente desde o informe publicado no ano 2000.

O informe atual também aponta que os mecanismos fiscalizatórios devem ser dotados de autonomia dos grupos comerciais e do poder Executivo, sendo papel estatal dar sustentabilidade financeira a esses instrumentos. Catalina Botero comentou que as autoridades de regulação sem autonomia são problemáticas e podem ser utilizadas com fins políticos ou econômicos. Para ela, é fundamental que essas autoridades, e não outras, estejam a cargo do Congresso, bem como qualquer regime de telecomunicações deve ser produto de debate do Legislativo.

No relatório, aprofunda-se um pouco mais a análise e afirma-se que o instrumento fiscalizador deve ser composto por um órgão colegiado com pluralidade e submetido a procedimentos claros, integralmente públicos, transparentes e submetidos a um estrito controle judicial. Para João Brant a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é essencialmente contrária a esses princípios.

Já a questão da valorização dos aspectos econômicos como definidores da distribuição das frequências de radiodifusão choca-se diretamente com as regras em vigor no Brasil. O Decreto 1720/95, que estabelece as regras para as licitações de concessões, abre espaço para que o único critério que define quem obtém um canal de rádio ou TV seja o maior valor ofertado pelas empresas interessadas.

A OEA também cita que conceder a licença por si só não é suficiente para garantir a liberdade, pluralismo e diversidade, se existirem normas que estabelecem condições arbitrárias ou discriminatórias para o seu uso. Quanto aos veículos comunitários no Brasil, os conflitos com o relatório estão nas restrições a utilização do espectro, dificuldades para obter as outorgas e fontes de financiamento.

O limite dos proprietários

Ao contrário do que pregam os empresários de comunicação em toda a América Latina e em especial no Brasil, para a OEA o estabelecimento de sanções e restrições aos meios comunicação são consideradas essenciais para o bom funcionamento da democracia. Nesse aspecto, o informe ressalta que, com o objetivo de respeitar outros direitos, medidas restritivas podem ser executadas a depender do: i) o grau de afetação de outro direito; ii) importância de satisfazer outro direito; iii) se a satisfação de outro direito justifica a liberdade de expressão.

O relatório detalha que, ao se renovar uma licença, é dever dos õrgãos responsáveis analisar se a concessão se compatibilizou com o objetivo de fomentar a pluralidade e diversidade, em especial em países ou regiões em que a concentração da propriedade é muito alta.

Meios públicos e comunitários

Os meios públicos, para a OEA, desempenham uma função essencial para assegurar a pluralidade e diversidade. A organização recomenda que estes veículos tenham como papel principal a promoção de conteúdos não necessariamente comerciais, mas articulados com as necessidades informativas, educativas e culturais da população.

O relatório aponta quatro questões preocupantes para esses meios: obstáculos no financiamento público; existência de meios sem missão pública definida;falta de reconhecimento legal específico para as emissoras comunitárias, além da ausência de frequências e mecanismos de financiamento suficientes para as emissoras comunitárias.

Quanto às emissoras comunitárias, o relatório comenta o projeto de Lei enviado ao Congresso brasileiro em 2009 que descriminaliza a operação de radiodifusão sem licença. A OEA pede prudência ao Brasil na adoção de medidas penais e comenta que é indispensável considerar os parâmetros de pluralismo e diversidade nestas decisões.

Digitalização

Se tomados como parâmetros para avaliar as políticas adotadas, os critérios apontados como fundamentais pela OEA para que a transição dos sistemas analógicos para o digital também mostram que a situação é ruim no Brasil. Para a Relatoria sobre Liberdade de Expressão, deve haver planificação na transição do modelo analógico para o digital, através de um plano claro, que não limite os meios considerados públicos.

Catalina cita a necessidade de a digitalização abrir novas oportunidades na distribuição das licenças de radiodifusão. Além disso, a Relatoria sugere a adoção de medidas para capacitar a operação dos meios comunitários na nova plataforma.

João Brant salienta que o Brasil "estranhamente" desperdiçou a oportunidade de democratizar o espectro com a chegada da digitalização. A manutenção de uma estrutura regulatória sem transparência do modelo analógico e ausência de política concisa para ocupação dos canais públicos, são fatores que favorecem a concentração, segundo o membro do Intervozes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em breve a constitucionalidade do decreto que estabeleceu o Sistema Brasileito de Televisão Digital.


Fonte: Observatório do Direito à Comunicação



abril 23, 2010

Estão boicotando os conselhos de comunicação

Publicada em takahashi.noblogs.org
Nota do blog: Enquanto os "abastados" estão unidos, nós os "abestados" ainda convivemos com o boicote ostensivo de estados e municípios na implantação dos conselhos de comunicação. Cabe uma ação dos nossos valorosos sindicatos?

Poucos estados e municípios contam com conselhos de comunicação

André Araújo, para o Observatório do Direito à Comunicação
22.04.2010

Entre os estados brasileiros, apenas três possuem conselhos de comunicação (Alagoas, Amapá e Minas Gerais), mas apenas um foi de fato implementado – o de Alagoas, vinculado à Secretaria Estadual de Comunicação. Em âmbito municipal, poucas são as experiências publicizadas sobre o processo de criação dessas estruturas, mas alguns exemplos são as cidades de Pelotas (RS), Goiânia e Juazeiro (BA).

Mesmo pontuais, ou mesmo a maioria não funcionando à contento, essas experiências servem como estímulo e subsídio. Na cidade de Pelotas, por exemplo, o conselho foi criado por lei em 1999, tendo natureza deliberativa e sendo composto por um terço de representantes do poder público local e por dois terços de representantes de organizações não governamentais, sendo seus representantes eleitos em audiência pública.

Já na cidade de Goiânia, a experiência é ainda mais antiga. O conselho foi instituído por lei em 1 de julho de 1994. Seu caráter é consultivo e sua composição é fechada em torno de 12 organizações citadas na legislação e inclui representantes do poder público, sindicatos de trabalhadores em comunicação, representantes de empresas e um representante universitário.

Mais recentemente, uma experiência interessante é a da cidade de São José da Lapa, em Minas Gerais, onde além da criação do conselho, vem sendo discutida a implementação de um Fundo Municipal para Comunicação Comunitária e Popular. Para saber mais sobre essa experiência, clique aqui.

Ainda em âmbito municipal, a cidade de Juazeiro construiu uma experiência interessante, onde segmentos da sociedade civil, unificados em torno da Comissão Pró Conferência local, subsidiaram a criação do capítulo sobre comunicação da Lei Orgânica do município, aprovada no ano de 2009. Além disso, eles pleiteiam a criação de um conselho local nos moldes da experiência de Pelotas, ou seja, com caráter consultivo e formado por um terço de representantes do poder público e dois terços de representantes da sociedade civil.

Em âmbito estadual, no estado do Rio de Janeiro existem, pelo menos, dois projetos tramitando na Assembléia Legislativa, o mais conhecido deles é o do atual Ministro da Cultura e na época deputado Carlos Minc (PT) e, o segundo, de autoria da deputada Beatriz Santos (PRB). Na proposta de Minc, ele seria consultivo e composto por 20 membros, sendo formado por metade de representantes do poder público e metade por representes do setor de comunicação, entre movimentos sociais, órgãos de classe e empresários. O projeto de Beatriz prevê que 15 dos 20 representantes já seriam indicados pela própria lei e, curiosamente, o texto não fala se o caráter do órgão seria consultivo ou deliberativo.

Já em Alagoas, o conselho é formado por 18 membros, sendo 6 representantes do poder público, 10 da sociedade civil e 2 de empresas de comunicação. Seu caráter é consultivo mas, no momento, está em discussão sua transformação em órgão deliberativo. Em Minas Gerais, o Conselho está na Constituição Estadual e tem os membros indicados pelo Executivo, mas não funciona.

* André Araújo colaborou com a realização desta matéria como integrante do Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da Universidade Federal da Bahia.

VEJA TAMBÉM:
Na BA, demandas empresariais podem atrasar conselho
Experiências de outras áreas inspiram discussão sobre conselhos de comunicação
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fevereiro 11, 2010

Boletim do Observatório do Direito à Comunicação

Boletim # 0052 - Fevereiro 2010

Pós Confecom

Conselho de Comunicação é pauta unânime entre organizações

Resolução sobre órgão regulador aprovada na 1ª Conferência Nacional de Comunicação tende a virar agenda prioritária da sociedade civil. Outra preocupação é dar continuidade à mobilização alcançada no processo. Leia mais.

Pós Confecom

Identificar propostas prioritárias é primeiro desafio pós-Conferência

Em debate realizado em Brasília, governo, sociedade civil, Parlamento e parte dos empresários propuseram organizar agenda para o setor. Voz dissonante, Abert questiona validade das resoluções da Confecom. Leia mais.

Banda larga

Cobertura da banda larga obedece critérios de renda

Ao se analisar dados sobre acesso à internet em alta velocidade, é possível visualizar grandes clarões nas regiões menos desenvolvidas do país. Leia mais.

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janeiro 28, 2010

Boletim do Observatório do Direito à Comunicação

Boletim # 0051 - Janeiro 2010

Comunicação e Cultura

Conferência Nacional de Cultura discutirá diversidade na mídia

Citações aos efeitos do monopólio nas comunicações e pedidos de regulamentação da Constituição no texto base da 2ª CNC provocam reação do empresariado. Leia mais.

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novembro 05, 2009

Decisões da CON enfraquecem etapas estaduais da Confecom

Decisões da CON enfraquecem etapas estaduais da Confecom

Jacson Segundo - Observatório do Direito à Comunicação
22.10.2009

As etapas estaduais da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) devem perder peso político com as deliberações tomadas pela Comissão Organizadora Nacional (CON) em reunião realizada na terça-feira (20). Essa é a avaliação de parte de representantes de comissões organizadoras locais. Uma das principais preocupações é a decisão que tira dos delegados eleitos nos estados a prerrogativa de votarem as propostas surgidas na etapa local. Todas elas serão enviadas diretamente para a nacional, sem qualquer tipo de filtro.

Com isso, a avaliação dos membros das comissões ouvidos pelo Observatório do Direito à Comunicação é que as etapas estaduais perdem importância. Além de apenas reunir propostas referentes às políticas e regulamentações nacionais, há o receio também de as conferências estaduais não gerarem deliberações para as próprias regiões em que serão realizadas.

“Nossa conferência vai virar um seminário. Foi um balde de água fria. Houve um desprestígio das discussões que estão acontecendo nos estados por interesse que não estão claros. A etapa estadual vai ser uma mera definição de delegados”, diz, com certo desânimo, o diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro e membro da comissão organizadora local da Confecom, Álvaro Britto.

Além disso, existe uma preocupação sobre a metodologia desse sistema. A representante da comissão paraense Nilde Souza acredita que haverá uma dificuldade na sistematização. “Vai chegar na nacional com cinco mil propostas? Vai complicar pra quem for sistematizar. Não ajuda o debate”, diz ela, que também é membro do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense.

A comissão nacional da Confecom também decidiu em sua reunião que o método de quem poderá se candidatar a delegado nos estados será feito por cada segmento durante a etapa local. Assim, os três setores (empresarial, não-empresarial e Poder Público) vão definir seus próprios critérios de elegibilidade. Questões como se haverá ou não alguma reserva de cotas regionais e se a votação será em chapas ou em indivíduos serão decididas dessa forma.

“Além de nunca ter visto isso em conferência nenhuma, avalio que esta dinâmica tenciona desnecessariamente as etapas estaduais, que correm o risco de se resumirem às disputas por delegados, e favorece a força que tiver mais credenciados no momento da definição”, avalia o representante do Coletivo Intervozes na Comissão Organizadora Nacional, Jonas Valente. De forma semelhante pensa a membro da comissão paraense Nilde Souza. “Tem que ter critério. Se a pessoa não participou de conferência (preparatória) nenhuma, pode se candidatar? Se deixar livre, pode acontecer coisas desse tipo”, entende.

40-40-20

Outra decisão importante foi em relação a quantidade de delegados que cada setor terá direito. A resolução que existe sobre a questão institui a divisão em 40% para o segmento não-empresarial, 40% para os empresários e 20% para o Poder Público. A novidade é que se algum desses não conseguir número suficiente de candidatos, o restante das suas vagas serão remanejadas não pelo Estado, mas pelos membros da Comissão Organizadora Nacional.

Mais uma resolução que recebeu críticas. “Para resolver um problema dos empresários, se cria um casuísmo. A decisão que cabia aos estados vai para a (comissão) nacional. Qual o critério que ela vai usar?”, pergunta Álvaro Britto, da comissão fluminense, sobre a decisão do remanejamento das vagas que por acaso não forem preenchidas.

O integrante da comissão organizadora do Paraná Douglas Moreira acredita que essas decisões foram tomadas devido aos reclames apenas dos empresários. “É mais uma concessão que se está fazendo ao campo empresarial. As comissões (estaduais) devem se manifestar. Elas têm que denunciar esses problemas”, conclama ele, que representa a Ciranda – Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência na comissão.

Um outro acerto é que, também a pedido dos empresários, cada comissão estadual vai ter que garantir a presença de, no mínimo, dois representantes para cada segmento. E ainda diz que essas pessoas devem ser indicadas pela comissão nacional. Na prática, a medida busca encaixar membros da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) e da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) nas comissões nos estados em que elas não se fazem presentes.

Por fim, ficou decidido a possibilidade de adiamento das etapas estaduais da Confecom. Antes o prazo máximo para elas acontecerem seria dia 8 de novembro. Agora, esse limite se estende para o dia 22 do mesmo mês. Isso porque a data da etapa nacional foi adiada em duas semanas. Ela acontecerá entre os dias 14 e 17 de dezembro, em Brasília.

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
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