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agosto 08, 2010

Ciclo de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial Ainda não Conta”

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Maceió faz encontro nacional sobre racismo estrutural

O Ciclo de Conversas Negras visa à união de esforços em prol da sociedade inclusiva.
Jornalistas, pesquisadores, educadores, representantes de órgãos federais, estaduais e municipais e da sociedade civil participam de um ciclo de debates que visa a união de esforços para o enfrentamento do racismo estrutural. Trata-se do I Ciclo de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial Ainda não Conta” a ser realizado, entre os dias 24 e 26 de agosto, em Maceió. A iniciativa, do Projeto Raízes da África, conta com 150 vagas para inscrições, e tem como perspectiva estimular e valorizar atividades acadêmicas focadas na temática do negro no Brasil e incentivar o ensino da História da África na rede de ensino pública e privada.
A iniciativa, fruto da interlocução entre o movimento social negro e diversas instituições, dentre elas a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/Seppir, o Ministério de Educação/Secad, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Livrarias Paulinas, contará com a participação de atores sociais vindos de várias partes do país. Entre os convidados, a jornalista Sandra Martins representando a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Cojira-Rio/SJPMRJ).
Para a jornalista, é fundamental haver um diálogo entre os diversos segmentos da sociedade em prol da própria sociedade brasileira, heterogênea na cultura, nas cores, na historicidade de seu povo. “Com a Lei 10.639/03 – que criou a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro-descendentes no currículo escolar – o brasileiro passa ser visto a partir de sua própria constituição e não a que lhe foi imposta por idealizações construídas ainda no Brasil Colônia. E a mídia, os meios de comunicação e seus profissionais, têm um papel importantíssimo na visibilização destas discussões proativas.”
Arísia Barros, coordenadora do Projeto Raízes, diz que “construir conversas negras” é criar possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo. “Não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca da criação de um processo de diálogo que contemple e problematize temas relacionados à discriminação e desigualdades raciais. E, sobretudo, discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas”.
O Ciclo Nacional de Conversas Negras, que tem como um dos alicerces a transversalidade da Lei Federal nº 10.639/03 e em Alagoas com a especificidade da Lei Estadual nº 6.814/07, será aberto a diversas artes que dialoguem sobre pertencimento identitário e nossas histórias afirmativas.
Black August - A inspiração da titulação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda não Conta” – Black August – tem suas raízes fincadas na década de 1970 na Califórnia, nos Estados Unidos. Este período ficou marcado para a cultura negra, como um mês de grande resistência à repressão e dos esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento, liderado pelo grupo afro-americano Black/New Afrikan Liberation Movement, surgiu das ações de homens e mulheres que se opunham às injustiças contra os afro-descendentes. A repercussão positiva do movimento afroamericano gerou adaptações do Black August à realidade de outros países – como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia – que lutam contra a discriminação e desigualdade racial.
Serviço:
I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou O Que a História Oficial ainda não Conta”
Período: 24 e 26 de agosto
Horário: 8h à 18h
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas – FIEA.
Av. Fernandes Lima, 385. Ed. Casa da Indústria, auditórios do térreo e 4º andar
57055-902 – Farol – Maceió – AL
Inscrições: e-mails raizesdeafricas@gmail.com e promomaceio@paulinas.com.br
Informações: Tels.: (82) 8815-5794, (82) 8898-0689, (82) 8882-2033.





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julho 25, 2010

O ENEAMA defende uma sociedade sem manicômios

I ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES ANTIMANICOMIAIS

A Reforma Psiquiátrica, em curso no País, é fruto da construção de um amplo processo democrático, de mudança no cenário Político-Social Brasileiro, que contou com a participação dos diferentes Seguimentos Sociais, de usuários, trabalhadores e gestores comprometidos com a transformação do modelo de atenção em Saúde Mental, para consolidação de um Sistema Único de Saúde integral, de caráter universal. O I Encontro Nacional de Estudantes Antimanicomiais será um importante evento para os estudantes do Brasil, bem como para usuários dos serviços e para o fortalecimento da nossa rede. Esse evento é uma grande oportunidade para fomentar a troca de experiências e idéias, fortalecendo o trabalho com a saúde mental dos futuros profissionais de saúde do Brasil. A sua realização no Rio Grande do Sul o contextualiza em uma região do país que foi pioneira na reforma psiquiátrica, mas que hoje em dia está com sua rede de saúde mental bem aquém do que seria desejável.

No atual cenário da Reforma Psiquiátrica, que aponta a existência de novos desafios para a melhoria do cuidado em saúde mental no território, com a construção de alternativas conjuntas que produzam os avanços necessários no campo da atenção integral em Saúde mental, viu-se a necessidade de discutirmos a formação em Saúde Mental que estamos recebendo. O movimento estudantil não pode ficar à parte destas discussões, é preciso reforçar a sensibilização e multiplicação do protagonismo estudantil na luta antimanicomial. Há muitos desafios a vencer. Como construir coletivamente, quando somos herdeiros de um individualismo? Como falar em multiplicidade, quando se somam os esforços pela homogeneização? Como falar de loucura, quando a palavra de ordem é a racionalidade? Nesse contexto, somos convidados a nos aventurar e a sustentar uma proposta inventiva e singularizante de formação e de cuidado em Saúde Mental numa perspectiva Antimanicomial.

O ENEAMA é um chamamento à organização dos estudantes a tomar conhecimento das diferentes realidades e construir uma proposta coletiva de atuação em prol de um mundo antimanicomial!

Contamos com seu apoio para divulgação desta proposta!
Saudações Antimanicomiais!
Comissão Organizadora

julho 06, 2010

I Encontro Nacional de Estudantes Antimanicomiais – ENEAMA

Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos


O I Encontro Nacional de Estudantes Antimanicomiais será um importante evento para os estudantes do Brasil, usuários dos serviços substitutivos e para o fortalecimento da rede de saúde mental do país.

INSCRIÇÕES: Até o dia 08 de agosto de 2010. Há um limite de 300 participantes em função da infra-estrutura do encontro.  A inscrição só estará garantida com o pagamento e envio do comprovante para o email do eneama. As inscrições podem ser feitas no site www.eneama.cjb.net

INSCRIÇÃO DE TRABALHOS: Espaço que se propõem a ser interativo na construção do ENEAMA. Os trabalhos deverão ser submetidos neste site até  30 de julho de 2010. Modalidades:
  • Mostra Antimanicomial – formato de apresentação flexível, pôster, vídeo, fotografias, artes plásticas, composições musicais, etc.;
  • Simpósio Temático – Trabalhos acadêmicos de pesquisa;  relato de experiências antimanicomiais – oficinas, estágios, coletivos, extensão universitária e outras possibilidades de campos de práticas.
INFRA-ESTRUTURA: Na inscrição está incluso o ALOJAMENTO durante os quatro dias do evento.  Informaremos em breve sobre a alimentação. Evento – Dependências da UFRGS (Campus do Vale);   

Alojamento – Colégio de Aplicação UFRGS – (Acampamento em àrea coberta, trazer barraca).  
**Os locais do evento e alojamento são próximos, deslocamento à pé**.

INFORMAÇÕES: eneama.org@gmail.com

PÚBLICO-ALVO: Estudantes de diversos cursos de graduação vinculados a saúde mental, usuários dos serviços, familiares, estudantes de residências multiprofissionais em saúde e profissionais da área.

O ENEAMA é um chamamento aos estudantes para a construção de uma proposta coletiva de atuação em prol de um mundo antimanicomial! Um convite a trocas de idéias e experiências sobre as diferentes realidades da saúde mental no Brasil!

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Leia também:
  1. Relatório final do II Encontro da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
  2. Brasil no Encontro Internacional de Saúde Mental em Trieste