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julho 16, 2010

Declaração de Viena pede por reorientação da politica de drogas

Nota do blog: Mais de 5 mil pessoas assinaram a "Carta de Viena". Temos apenas 3 dias para triplicar ou quadruplicar esse número antes do presidente da International AIDS Society apresentar essa declaração para o mundo. Mobilize os companheiros(as) para assiná-la e ajude a agilizar o movimento internacional pela reforma das políticas de drogas. Para assinar acesse o site  http://www.viennadeclaration.com/ e para ler detalhes em portugues, cheque aqui http://www.adeclaracaodeviena.com/a-declaraccedilatildeo.html
(Fabi Mesquita)

A Declaração de Viena

A criminalização dos usuários de drogas ilícitas está fomentando a epidemia de HIV e resultou em consequências sociais e para a saúde extremamente negativas. É necessário uma reorientação completa da política.
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Em resposta ao dano social e à saude causado pelas drogas ilegais, um amplo regime de proibição internacional vem sendo desenvolvido sob os auspícios das Nações Unidas.1 Décadas de pesquisas proporcionam uma avaliação abrangente do impacto mundial da “Guerra às drogas”. Quando milhares de indivíduos se reúnem em Viena para a XVIII Conferência Internacional de AIDS, a comunidade científica internacional pede o reconhecimento dos limites e danos decorrentes da proibição ao uso de drogas, bem como a reforma das diretrizes, a fim de eliminar barreiras para a prevenção efetiva, o tratamento e cuidado do HIV.

A evidência de que o cumprimento da lei tem fracassado no que diz respeito à prevenção da disponibilidade de drogas ilegais em comunidades onde há demanda, agora é inequívoco.2, 3 Durante as ultimas décadas, os sistemas nacionais e internacionais de vigilância têm demonstrado um padrão geral de queda nos preços das drogas e um aumento da pureza das mesmas, a despeito dos investimentos maciços no cumprimento da lei.3, 4

Além disso, não há evidência de que o aumento na ferocidade do cumprimento da lei reduz de modo significativo a prevalência do uso de drogas.5 Os dados também demonstram claramente que o número de países em que as pessoas injetam drogas ilegais está aumentando, com mulheres e crianças sendo cada vez mais afetadas.6 Fora da África subsariana, o uso de drogas injetadas resulta em aproximadamente um em três casos novos de HIV.7, 8 Em determinadas áreas onde o HIV está se espalhando rapidamente, como a Europa Ocidental e a Ásia Central, a prevalência do HIV chega a até 70% entre os usuários de drogas injetadas e em determinadas áreas, mais de 80% de todas os casos de HIV encontram-se neste grupo.8

No contexto da evidência avassaladora de que o cumprimento da lei não tem alcançado seus objetivos declarados, é importante reconhecer e abordar suas consequências prejudiciais. Estas consequências incluem, mas não se limitam a:
  • Epidemia de HIV fomentada pela criminalização das pessoas que usam drogas ilícitas e pelas proibições ao fornecimento de agulhas esterilizadas e tratamentos de substituição a opioides.9, 10
  • Explosão do HIV entre usuários de drogas encarcerados e institucionalizados, como consequência de leis e normas punitivas, assim como a falta de serviços de prevenção do HIV nestes ambientes.11-13
  • Erosão dos sistemas de saúde pública, quando o cumprimento da lei impulsiona os usuários de drogas dos serviços de prevenção e cuidado, a ambientes onde o risco de transmissão de doenças contagiosas (ex.: HIV, hepatite C e B e tuberculose) assim como outros danos é redobrado.14-16
  • Crise nos sistemas de justiça criminal como consequência das taxas recordes de encarceramento em uma série de países.17, 18 Isto tem afetado negativamente o funcionamento social de comunidades inteiras. Enquanto as disparidades raciais nas taxas de encarceramento por crimes relacionados a drogas são evidentes no mundo inteiro, o impacto tem sido particularmente grave nos EUA, onde aproximadamente um em nove afro-americanos no grupo etário de 20 a 34 anos é encarcerado todos os dias, em consequência principalmente do cumprimento da lei.19
  • Estigma com relação às pessoas que usam drogas ilícitas, o que reinforça a popularidade política da criminalização dos usuários de drogas e enfraquece a prevenção do HIV, assim como outras iniciativas de promoção da saúde.20, 21
  • Violações graves dos direitos humanos, incluindo tortura, trabalho forçado, tratamento desumano e degradante, assim como a execução de delinquentes dependentes de drogas em uma série de países.22, 23
  • Enorme mercado ilícito de drogas equivalente a um valor anual estimado de $320 bilhões de dólares.4 Estes lucros permanecem totalmente fora do controle do governo, fomentando o crime, a violência e a corrupção em inúmeras comunidades urbanas e tem desestabilizado países inteiros, como a Colômbia, o México e o Afeganistão.4
  • Bilhões de dólares do contribuinte são desperdiçados na abordagem de "Guerra às drogas" para controlar as mesmas, que não alcança seus objetivos declarados e, em vez disso, direta ou indiretamente contribui para os danos acima.24

Infelizmente, a evidência do fracasso da proibição de drogas ao alcançar seus objetivos declarados, assim como as graves consequências negativas destas diretrizes são frequentemente negadas por aqueles com interesse em manter o status quo.25 Isto tem criado confusão no público e tem custado inúmeras vidas. Os governos e as organizações internacionais têm obrigações éticas e legais de responder a esta crise e devem procurar sancionar alternativas apoiadas em evidência que possam efetivamente reduzir o dano causado pelas drogas sem causar mais prejuizos. Nós, abaixo assinados, pedimos aos governos e organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas, que:

  • Comprometam-se a fazer uma revisão transparente da eficácia das diretrizes atuais com relação a drogas.
  • Implementem e avaliem uma abordagem de saúde pública com base científica para abordar os danos individuais e comunitários decorrentes do uso ilícito de drogas.26
  • Descriminalizem os usuários de drogas, aumentem as opções de tratamento para dependência de drogas apoiadas em evidência, bem como a abolição dos centros ineficazes obrigatórios de tratamento de drogas, que violam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.27
  • Apoiem e aumentem inequivocamente o finaciamento para a implementação do pacote abrangente de intervenções do HIV descrito no Guia de Estabelecimento de Objetivos da OMS, UNODC e UNAIDS.
  • Busquem o envolvimento significativo da comunidade afetada no desenvolvimento, monitoramento e implementação de serviços e diretrizes que afetem suas vidas.

Além disso, pedimos ao Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki moon que implemente urgentemente medidas para garantir que o sistema das Nações Unidas, incluindo o Conselho Nacional de Controle de Narcóticos, se pronuncie com uma única voz para apoiar a descriminalização dos usuários de drogas e para a implementação de abordagens ao controle de drogas apoiadas em evidência.28

Basear normas relativas a drogas em evidência científica nao eliminará o uso de drogas ou os problemas decorrentes do injetamento de drogas. Entretanto, a reorientação das diretrizes para abordagems apoiadas em evidência que respeitam, protejam e cumpram com os direitos humanos tem o potencial de reduzir os danos derivados das diretrizes atuais e permitiriam o redirecionamento dos vastos recursos financeiros para onde são mais necessários: A implementação e avaliação de medidas de intervenção prevenção, regulamentação, tratamento e redução de danos apoiadas em evidência.

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REFERENCES
1. William B McAllister. Drug diplomacy in the twentieth century: an international history. Routledge, New York, 2000.
2. Reuter P. Ten years after the United Nations General Assembly Special Session (UNGASS): assessing drug problems, policies and reform proposals. Addiction 2009;104:510-7.
3. United States Office of National Drug Control Policy. The Price and Purity of Illicit Drugs: 1981 through the Second Quarter of 2003. Executive Office of the President;
Washington, DC, 2004.
4. World Drug Report 2005. Vienna: United Nations Office on Drugs and Crime; 2005.
5. Degenhardt L, Chiu W-T, Sampson N, et al. Toward a global view of alcohol, tobacco, cannabis, and cocaine use: Findings from the WHO World Mental Health Surveys.
PLOS Medicine 2008;5:1053-67.
6. Mathers BM, Degenhardt L, Phillips B, et al. Global epidemiology of injecting drug use and HIV among people who inject drugs: A systematic review. Lancet
2008;372:1733-45.
7. Wolfe D, Malinowska-Sempruch K. Illicit drug policies and the global HIV epidemic: Effects of UN and national government approaches. New York: Open Society
Institute; 2004.
8. 2008 Report on the global AIDS epidemic. The Joint United Nations Programme on HIV/AIDS; Geneva, 2008.
9. Lurie P, Drucker E. An opportunity lost: HIV infections associated with lack of a national needle-exchange programme in the USA. Lancet 1997;349:604.
10. Rhodes T, Lowndes C, Judd A, et al. Explosive spread and high prevalence of HIV infection among injecting drug users in Togliatti City, Russia. AIDS 2002;16:F25.
11. Taylor A, Goldberg D, Emslie J, et al. Outbreak of HIV infection in a Scottish prison. British Medical Journal 1995;310:289.
12. Sarang A, Rhodes T, Platt L, et al. Drug injecting and syringe use in the HIV risk environment of Russian penitentiary institutions: qualitative study. Addiction
2006;101:1787.
13. Jurgens R, Ball A, Verster A. Interventions to reduce HIV transmission related to injecting drug use in prison. Lancet Infectious Disease 2009;9:57-66.
14. Davis C, Burris S, Metzger D, Becher J, Lynch K. Effects of an intensive street-level police intervention on syringe exchange program utilization: Philadelphia,
Pennsylvania. American Journal of Public Health 2005;95:233.
15. Bluthenthal RN, Kral AH, Lorvick J, Watters JK. Impact of law enforcement on syringe exchange programs: A look at Oakland and San Francisco. Medical Anthropology
1997;18:61.
16. Rhodes T, Mikhailova L, Sarang A, et al. Situational factors influencing drug injecting, risk reduction and syringe exchange in Togliatti City, Russian Federation: a
qualitative study of micro risk environment. Social Science & Medicine 2003;57:39.
17. Fellner J, Vinck P. Targeting blacks: Drug law enforcement and race in the United States. New York: Human Rights Watch; 2008.
18. Drucker E. Population impact under New York's Rockefeller drug laws: An analysis of life years lost. Journal of Urban Health 2002;79:434-44.
19. Warren J, Gelb A, Horowitz J, Riordan J. One in 100: Behind bars in America 2008. The Pew Center on the States Washington, DC: The Pew Charitable Trusts 2008.
20. Rhodes T, Singer M, Bourgois P, Friedman SR, Strathdee SA. The social structural production of HIV risk among injecting drug users. Social Science & Medicine 2005;61:1026.
21. Ahern J, Stuber J, Galea S. Stigma, discrimination and the health of illicit drug users. Drug and Alcohol Dependence 2007;88:188.
22. Elliott R, Csete J, Palepu A, Kerr T. Reason and rights in global drug control policy. Canadian Medical Association Journal 2005;172:655-6.
23. Edwards G, Babor T, Darke S, et al. Drug trafficking: time to abolish the death penalty. Addiction 2009;104:3.
24. The National Centre on Addiction and Substance Abuse at Columbia University (2001).  Shoveling up: The impact of substance abuse on State budgets.

25. Wood E, Montaner JS, Kerr T. Illicit drug addiction, infectious disease spread, and the need for an evidence-based response. Lancet Infectious Diseases
2008;8:142-3.
26. Klag S, O'Callaghan F, Creed P. The use of legal coercion in the treatment of substance abusers: An overview and critical analysis of thirty years of research. Substance
Use & Misuse 2005;40:1777.
27. WHO, UNODC, UNAIDS 2009. Technical Guide for countries to set targets for universal access to HIV prevention, treatment and care for injection drug users.

28. Wood E, Kerr T. Could a United Nations organisation lead to a worsening of drug-related harms? Drug and Alcohol Review 2010;29:99-100.

junho 21, 2010

Se liga na fita, moçada!


vivafavela — 18 de junho de 2010 — Novo vídeo que aborda o tema de drogas na juventude. Participe!

Nota do blog: Veja o vídeo e responda à pergunta sobre o que você acha da política de drogas no Brasil. Mande seu vídeo para o Viva Favela. A dica é de Rossana Rameh.

maio 16, 2010

Política de drogas y reducción de daños


smjoao 12 de julho de 2008 — Clip mostra um pouco do histórico e das intervenções da ARD-FC com estratégias de redução de riscos e danos entre usuários de álcool e outras drogas. 

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Alerta informativa del IDPC – abril de 2010

Le damos la bienvenida a la alerta informativa del IDPC de abril de 2010. El Consorcio Internacional sobre Políticas de Drogas (IDPC) es una red mundial integrada por ONG y redes profesionales que trabajan conjuntamente para fomentar un debate abierto y objetivo sobre las políticas de drogas. En esta alerta informativa encontrará noticias, publicaciones recientes y una breve agenda sobre cuestiones relacionadas con las políticas internacionales en materia de drogas.

El IDPC acaba de publicar una completa Guía sobre políticas de drogas que reúne pruebas y buenas prácticas de todo el mundo sobre elaboración y puesta en práctica de políticas y programas de drogas a escala nacional. La guía está disponible en inglés y en español en nuestra página web.

Noticias


Durante las negociaciones sobre una resolución de la UE con vistas al período de sesiones de la Comisión de Estupefacientes 2010, el Gobierno italiano cuestionó la postura europea frente a la definición de ‘reducción de daños’, hecho que ha desembocado en importantes debates entre el Departamento Italiano sobre Políticas de Estupefacientes y un grupo de ONG italianas. La polémica ha sido recogida por el diario nacional Il Manifesto y varias ONG italianas han publicado una declaración conjunta sobre la cuestión. Leer la declaración completa (en inglés).


La organización Hungarian Civil Liberties Union abre la presentación de candidaturas para las becas ‘el lado oscuro de las drogas', dirigidas a periodistas que deseen trabajar en un informe de investigación sobre un problema concreto generado por las políticas de drogas en sus países. El objetivo de las becas es mejorar la sensibilización mediática sobre las consecuencias de las políticas de control de drogas a escala local o nacional.

Se abre la convocatoria al premio literario WOLA-Duke de derechos humanos en América Latina 

La Oficina en Washington para Asuntos Latinoamericanos (WOLA) anuncia la tercera edición del premio literario anual WOLA-Duke de derechos humanos en América Latina, que se concede a la mejor obra actual de no ficción, publicada en inglés, que verse sobre temas de derechos humanos, democracia y justicia social en la América Latina contemporánea. El autor o la autora de la obra galardonada recibirá un premio en metálico de 1.000 dólares.

Les damos la bienvenida a la nueva página de fans de Facebook sobre la metadona. Esta página busca fomentar la colaboración entre las ONG con miras a atraer atención mediática e involucrar al público en la lucha para el acceso a tratamientos de sustitución de opiáceos en todo el mundo.


La Red Eurasiática de Reducción de Daños (EHRN) y Youth R.I.S.E presentaron una declaración sobre el punto 6 de la agenda, ‘Reducción de la demanda de drogas: la situación mundial con respecto al uso indebido de drogas’, durante el 53º período de sesiones de la Comisión de Estupefacientes que tuvo lugar en Viena el 11 de marzo de 2010. Leer la declaración completa en inglés y en ruso.

Publicaciones

Guía sobre políticas de drogas del IDPC: disponible en español

Ya se ha publicado la primera edición de la Guía sobre políticas de drogas del IDPC, dirigida a responsables de formulación de políticas de Gobiernos nacionales. Esta publicación es fruto de una labor de colaboración en que han participado varios miembros y socios del IDPC y reúne pruebas y buenas prácticas de todo el mundo sobre la elaboración y puesta en práctica de políticas y programas de drogas a escala nacional. La guía está disponible en inglés y en español en nuestra página web.


Este informe tiene por objetivo proporcionar un resumen de lo ocurrido durante el 53º período de sesiones de la Comisión de Estupefacientes, que tuvo lugar en marzo de 2010, incluidos los actos paralelos. Ofrece asimismo un análisis integral de las discusiones y los debates clave que se sucedieron durante el encuentro. Leer el informe completo (en inglés). En breve, estará también disponible la versión en español.


Este informe examina la utilización de los análisis de detección de drogas en los centros escolares, estudiando los supuestos en los que se basan, sus dimensiones éticas y las investigaciones realizadas hasta la fecha sobre su aplicación en la práctica. Analiza asimismo si esta táctica se debería emplear en estrategias de prevención y de reducción de daños. Leer el informe completo (en inglés).


Este informe repasa dos guías de reciente publicación dedicadas a los responsables de formular políticas de drogas a escala nacional, la Guía sobre políticas de drogas del IDPC y la titulada ‘Desarrollo de políticas públicas sobre drogas: guía para responsables políticos, técnicos y expertos', publicada por la Comisión Interamericana para el Control del Abuso de Drogas (CICAD), para proporcionar recomendaciones detalladas a responsables de Gobiernos latinoamericanos con el objetivo de que adopten políticas de drogas más eficaces y humanas. Leer el informe completo en inglés y en español.


El mes pasado, el IDPC publicó la versión en inglés de una nota para la incidencia política en la que se celebraba la designación de Jonathan Lucas como secretario de la Junta Internacional de Fiscalización de Estupefacientes (JIFE) y jefe de la Secretaría del organismo. El IDPC también identifica en la nota una serie de puntos clave sobre los que desea llamar la atención del Sr. Lucas. El documento está disponible en inglés y en español.


Como suele ser habitual, el informe no refleja plenamente los debates y acontecimientos sucedidos durante el período de sesiones de la Comisión de Estupefacientes 2010. Sin embargo, sí incluye los textos finales de todas las resoluciones adoptadas durante la sesión. En comparación con años anteriores, en los textos de las resoluciones se ha producido un claro viraje hacia los derechos humanos, tanto en lo que se refiere a reducción de la demanda como a reducción de la oferta. Leer el informe completo (en inglés). A juzgar por la documentación de sesiones previas ofrecida en la página web de la Comisión de Estupefacientes, el texto estará pronto disponible en todas las lenguas oficiales de la ONU, español incluido.


Este documento de debate promueve un enfoque con respecto a la dependencia de las drogas basado en la salud. En él, se esboza un modelo de derivación del sistema de la justicia penal al sistema de tratamiento que es más eficaz que la terapia obligatoria, que se traduce en una menor restricción de la libertad, genera menor estigmatización y ofrece mejores perspectivas para el futuro de la persona y la sociedad. Leer el informe completo (en inglés) .


Este artículo arroja luz sobre las prácticas crueles, inhumanas y degradantes que se dan contra las personas que consumen drogas en nombre de la aplicación de la ley o en centros gestionados por personal policial o militar. También subraya la dificultad e importancia de proteger los derechos de grupos criminalizados que se encuentran bajo custodia del Estado. Leer el artículo completo (en inglés).


En un artículo publicado en la revista Addiction, investigadores canadienses afirman que, basándose en la revisión de la literatura existente sobre los programas de intercambio de agujas –un análisis de cinco revisiones anteriores de programas de este tipo–, las evidencias que demuestran la eficacia de los programas son menos sólidas de lo que se suele creer. Por otro lado, las revisiones presentan firmes evidencias de que los programas de intercambio de agujas reducen la práctica de compartir y reutilizar las agujas usadas, y nada que indique la presencia de efectos nocivos. Leer el artículo completo (en inglés) .


En muchos países, la adicción a las dogas y el tráfico de estupefacientes no han dejado de aumentar a pesar de los altos niveles de encarcelamiento. En Portugal, donde se adoptó una política de descriminalización en 2000: “los centros penitenciarios se han vaciado y los organismos encargados de la aplicación de la ley tienen más tiempo para seguir a los grandes traficantes". Los datos indican que, desde que se puso en marcha la estrategia hasta 2007, el índice de contagio de VIH se había reducido hasta prácticamente cero y la prevalencia de consumo de drogas también había disminuido. En ese mismo período, las muertes se redujeron un 60 por ciento y, actualmente, toda aquella persona que busca tratamiento puede acceder a él rápidamente. Leer el artículo completo (en inglés) .


A pocos meses de finalizar su mandato, Manfred Nowak, Relator Especial de la ONU sobre la tortura, ha elaborado un estudio global para el Consejo de Derechos Humanos en que recoge sus experiencias y principales preocupaciones. Uno de sus principales motivos de inquietud, señala Nowak, es la situación de los prisioneros. Leer el informe completo (en inglés) .


El décimo monográfico científico del Observatorio Europeo de las Drogas y las Toxicomanías (OEDT) ofrece una completa panorámica del ámbito de la reducción de daños. El monográfico repasa los orígenes del concepto de reducción de daños y su difusión, sus evidencias empíricas e impactos actuales, y los desafíos e innovaciones que plantea en el campo de las políticas de drogas. El monográfico está dirigido a responsables de la formulación de políticas, a profesionales de la sanidad que trabajan con consumidores de drogas y a todo tipo de público interesado en la cuestión. Leer el informe completo (en inglés) .

Informe del Instituto Burnet – Reducción de daños en Asia: avances hacia un acceso universal a servicios de reducción de daños entre los consumidores de drogas inyectadas

El Grupo Regional de la ONU sobre consumo de drogas por vía parenteral y VIH/SIDA para Asia y el Pacífico ha actualizado el documento cuyo título se traduciría como Evaluación de líneas de base de políticas, recursos y servicios para consumidores de estupefacientes por vía parenteral, que se publicó originalmente en 2006 y abarca 15 países del Asia meridional y el sudeste asiático. El estudio actualizado incluye una revisión de los datos disponibles de diversas fuentes, así como información sobre contextos jurídicos y normativos, obstáculos que se interponen en la ampliación de las intervenciones de reducción de daños, ejecución de programas y oferta de servicios. Leer el informe completo (en inglés) .


Este nuevo informe de Open Society Institute documenta programas de metadona y buprenorfina de bajo umbral, es decir, programas que buscan, en consonancia con el espíritu de la reducción de daños, encontrarse con los pacientes ‘donde están’ y minimizar los trámites burocráticos. Leer el informe completo (en inglés) .

Nuevos informes sobre derechos humanos y políticas de drogas de la Asociación Internacional de Reducción de Daños, Open Society Institute y Human Rights Watch

Coincidiendo con el período de sesión de la Comisión de Estupefacientes 2010, la Asociación Internacional de Reducción de Daños, Open Society Institute y Human Rights Watch han presentado una serie de breves informes sobre las repercusiones de las políticas y las prácticas de lucha contra las drogas sobre los derechos humanos. Los informes, disponibles en inglés, se centran en seis temas: reducción de daños; drogas, leyes penales y prácticas policiales; reducción de daños en centros de detención; tratamiento de drogas obligatorio; medicamentos esenciales fiscalizados y erradicación de cosechas.


La Asociación Internacional de Reducción de Daños, en colaboración con varios socios nacionales e internacionales, ha presentado informes sobre cuatro de los cinco países (Kazajstán, Mauricio, Afganistán y Colombia) que serán objeto de revisión durante el 44º período de sesiones del Comité de Derechos Económicos, Sociales y Culturales de la ONU.


Cada año mueren en todo el mundo más de un millón de personas a causa de le tuberculosis. Las personas que consumen drogas inyectadas y las reclusas en centros penitenciarios se ven desproporcionadamente afectadas por esta enfermedad curable. También tienen menos acceso al diagnóstico y tratamiento de la tuberculosis que el resto de la población. Para saber más sobre el Día Mundial de la Tuberculosis (24 de marzo de 2010) y la labor que se está realizando en todo el mundo para mejorar el acceso a servicios de esta enfermedad, visite la página web de Stop TB Partnership.

Agenda 


6 de mayo de 2010, Washington D.C., Estados Unidos

La Oficina en Washington para Asuntos Latinoamericanos, el Transnational Institute y el Programa de Estudios Latinoamericanos de la Universidad George Washington organizan una conferencia sobre los debates y las reformas en materia de políticas de drogas que se están desarrollando en América Latina. El acto tendrá lugar el 6 de mayo de 2010 de 9:00 am a 1:00 pm. En él se contará con la presencia de funcionarios y legisladores de Gobiernos latinoamericanos que presentarán las reformas que se están planteando a escala nacional, y de expertos que abordarán cuestiones transversales como reducción de daños, aplicación de la ley, derechos humanos y políticas sobre cannabis. Para más información, en inglés, visite la página web en que se convoca el acto.


7 - 9 de junio de 2010, Zurich, Suiza

La Conferencia Club Health 2010 está destinada a todas aquellas personas que trabajan en el ámbito de la salud pública, el consumo de sustancias, la salud sexual, la prevención de la violencia, el sistema policial y la justicia penal, el turismo, la industria de la vida nocturna, el transporte, la salud medioambiental, la medicina general y la administración de terapias. La convocatoria para presentar ponencias está abierta hasta el 28 de febrero de 2010. Para más información, en inglés, visite la página web de la conferencia.


4-15 de junio de 2010, Naciones Unidas, Nueva York, Estados Unidos

Del 20 al 22 de septiembre de 2010, la Asamblea General de las Naciones Unidas celebrará una reunión plenaria de alto nivel, también conocida como ‘Cumbre de los ODM’. En el marco del proceso de preparación de la Cumbre, la Asamblea General convocará ‘audiencias’ con representantes de la sociedad civil y el sector privado los días 14 y 15 de junio. Pulse aquí para más información (en inglés).


24 - 25 de junio de 2010, Londres, Reino Unido

La Universidad de Kent se complace en anunciar la II Conferencia Europea del proyecto Connections, organizada por el Consorcio de la Conferencia y apoyada por Drink and Drugs News y Napo. La conferencia explorará una serie de intervenciones y tratamientos, desde la reducción de daños a la ‘recuperación’ sin drogas en el marco del sistema de justicia penal. La premisa es que no hay una única modalidad de tratamiento para abordar efectivamente la compleja gama de necesidades. La labor de la conferencia consistirá en discutir y debatir la mejor forma de combinar los distintos componentes de la forma más eficaz. Para más información, en inglés, visite lapágina web de la conferencia.


18 - 23 de julio de 2010, Viena, Austria

La XVIII Conferencia sobre SIDA tendrá lugar en julio de 2010 en Viena. La fecha límite para la presentación de resúmenes de ponencias es el 10 de febrero de 2010; el plazo máximo para enviar propuestas de sesiones paralelas es el 31 de marzo de 2010. Para más información, en inglés, visite la página web de la conferencia.


30 de septiembre - 2 de octubre de 2010, Ohrid, Macedonia

La conferencia de la Red de Tratamiento de Adicciones del Sudeste Europeo y el Adriático (SEEA net) de 2010 se centrará en el tratamiento de la dependencia de drogas con comorbilidad y en la cooperación con los servicios de tratamiento y prevención de drogas, los programas médicos y sociales, y las ONG de la región, así como sobre cuestiones como el tratamiento de la hepatitis C, distintas prácticas terapéuticas en la zona y los tratamientos en prisiones. Pulse aquí para descargar un documento con más información (en inglés).


18 - 21 de noviembre de 2010, Austin, Texas, Estados Unidos

En noviembre de 2010, la VIII Conferencia Nacional sobre Reducción de Daños reunirá a unos 1.000 consumidores y ex consumidores de estupefacientes, investigadores, trabajadores sexuales, trabajadores sociales, médicos, políticos y dinamizadores comunitarios de todos los Estados Unidos para compartir perspectivas sobre la reducción de daños. Para más información, en inglés, visite la página web de la conferencia.

Le agradecemos de antemano que reenvíe este mensaje a cualquiera de sus contactos que esté interesado en las políticas sobre drogas. Si ha recibido este mensaje por error o no desea seguir recibiendo nuestras alertas informativas, puede darse de baja de la lista enviando un mensaje a: cyoungers@idpc.net
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