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maio 09, 2010

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassu


fabiopixel 18 de abril de 2010 — Abençoado com o extraordinário dom de guiar a imaginação dos outros, o Doutor Parnassus é amaldiçoado com um sinistro segredo. Jogador inveterado há milhares de anos ele fez uma aposta com o diabo, o Sr. Nick, graças à qual ele obteve a imortalidade. Séculos depois, ao conhecer o seu verdadeiro amor, o Dr. Parnassus fez outra aposta com o diabo, na qual ele trocaria a imortalidade pela juventude, desde que, ao atingir 16 anos, a sua filha se tornasse propriedade do Sr. Nick. Valentina está prestes a completar 16 anos e o Dr. Parnassus fica desesperado para protegê-la do seu destino iminente. O Sr. Nick chega para cobrar a dívida, mas como não pode deixar passar uma boa aposta, resolve renegociar o prêmio. Agora, o destino de Valentina será decidido por aquele que seduzir as cinco primeiras almas. Seguido por uma série de personagens loucas, cômicas e fascinantes, o Dr. Parnassus promete a mão da sua filha àquele que o ajudar a ganhar a aposta. Nesta luta cativante, explosiva e maravilhosamente imaginativa contra o tempo para salvar a sua filha o Dr. Parnassus deve enfrentar uma série de infinitos obstáculos surrealistas e desfazer, uma vez por todas, os erros que cometeu no passado!

DATA DE LANÇAMENTO: 07/05/2010
GENERO: Aventura
DURAÇÃO: 122 minutos (2 horas e 2 minutos)
DIREÇÃO: Terry Gilliam


***

[ Amálgama ]

por Jean Garnier O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (em cartaz) é um filme que certamente ficará marcado mais por um acontecimento durante as filmagens do que pela história em si. Não que não possua brilho, muito pelo contrário, mas quando o ator Heath Ledger morreu, deixou a obra inacabada. Para aumentar ainda mais a expectativa, o Coringa representado por Ledger em Batman: O Cavaleiro das Trevas ganhou o Oscar como ator coadjuvante.


O longa retrata a Inglaterra atualmente, na qual um senhor chamado Parnassus (Christopher Plummer) é um showman decadente que viaja por diversas cidades levando a sua companhia teatral batizada de “Imaginarium”. A trupe oferece aos espectadores experiências inesquecíveis e desafiadoras, que acabam sempre indo para o lado moral da vida, seja na ganância, seja na depravação total. O problema é que Parnassus esconde há anos um segredo: todo o poder que possui foi conseguido através de um pacto que fez com o diabo, Senhor Nick (Tom Waits), que resolve aparecer e cobrar a dívida: Valentina (Lily Cole), a filha do Doutor que está para completar 16 anos e que foi prometida ao diabo quando atingisse essa idade.

-- Lily Cole em cena --

Desesperadamente, Parnassus busca uma solução e propõem um novo pacto: Valentina será daquele que conseguir seduzir cinco almas primeiro. No meio da sua empreitada, conhece o vigarista Anthony Shepherd (Ledger) pendurado na ponte Blackfriers. Shepherd se junta ao grupo, reclama que eles são muito arcaicos, sugere mudanças e começa a levar o público a mundos paralelos enquanto foge da máfia russa. Durante as inclusões ao mundo mágico, Shepherd também se transforma, para isso foram escalados os atores Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law para substituir Ledger. Em outras cenas foram utilizadas a técnica CGI para finalizar a obra.

O diretor Terry Gilliam (“As aventuras do Barão Münchhausien” e “Os Doze Macacos”) conseguiu trabalhar em torno da tragédia que assolou o seu elenco, fazendo com que o enredo permitisse em momentos distintos a participação de outros atores assumindo o personagem Shepherd. Assim como Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), os filmes de Gilliam às vezes passeiam pelo lado bizarro da fantasia, e por outras pela personificação da loucura. O Mundo Imaginário… consegue percorrer ambos os caminhos e, se é o que procura, irá se divertir!


abril 24, 2010

Zona Verde


LixeiraDourada 15 de abril de 2010 — Acesse http://www.lixeiradourada.com para ler sobre filmes e participar de promoções exclusivas.

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SINOPSE:

Em 2003, o subtenente do exército americano Roy Miller e sua equipe são designados para achar armas de destruição em massa supostamente guardadas no deserto do Iraque. Mas, indo de um lugar cheio de armadilhas e trincheiras a outro, os homens que buscam agentes químicos mortais esbarram em uma farsa que subverte o propósito da missão.

Agora Miller precisa vasculhar os serviços secreto e de inteligência
escondidos em terra estrangeira para encontrar respostas que ora acabarão com um regime nocivo ora propagarão uma guerra em uma região instável. Nesse momento delicado e nesse lugar inflamável, ele descobre que a arma mais ilusória de todas é a verdade.

*()*()*()* 

[ Amálgama ]


por Jean Garnier – Uma das coisas mais curiosas em relação ao drama Zona Verde (em cartaz) é que os Estados Unidos iniciam, de uma maneira tímida, a reconhecer que houve exagero em relação à guerra do Iraque. No filme já admitem de que as tais bombas de destruição em massa não existiam e que tudo não passou de uma fábula para derrotar um inimigo que de início já sabiam que não teria muita resistência.

Em 2003, na capital Bagdá, o general iraquiano Mohammed Al-Rawi (Yigal Naor) se reúne com seus assessores para discutir o poder do exercito norte-americano e que medidas deveriam tomar. Enquanto isso, o subtenente inimigo, Roy Miller (Matt Damon), lidera a tropa numa perseguição por caminhos perigosos no meio de armadilhas e trincheiras para descobrir possíveis depósitos de armas de destruição em massa. Não encontram. E assim se sucedem mais algumas frustradas tentativas de localizar armas químicas. Enquanto o oficial começa a ficar cada vez mais cheio de dúvidas, surge uma esperança quando recebe a ajuda de um iraquiano coagido chamado Freddy (Khalid Abdalla), que afirma que Al-Rawi estaria na região. Paralelo a isso, um representante do governo americano, Clark Poundstone (Greg Kinner), afirma à repórter do Washington Post Lawrie Dayne (Amy Ryan) que a sua fonte – a quem dá o nome fictício de “Magalhães” – garante que o Iraque é um grande pavio de pólvora.


-- Matt Damon em cena --

Parece confuso, não? Só que perturbada mesmo fica a mente do personagem de Matt Damon, ao começar a perceber que estava fazendo parte de um grande circo montado pela sua pátria. A evidência de que tudo aquilo não passou de uma conspiração baseada em mentiras, incompetência e manipulação começa a ficar evidente.

O diretor Paul Greengrass fez dessa história de ação um misto de suas últimas produções. intercalou momentos de perseguições frenéticas (como em O Ultimato Bourne) com o caos documentário de Voo United 93. Zona Verde foi adaptado do livro Imperial Life in the Emerald City, escrito pelo jornalista Rajiv Chandrasekaran, e, pelo seu tema político misturado ao cenário de destruição e ao clima de suspense, fica difícil não lembrar do recente vencedor do Oscar de melhor filme, Guerra ao Terror. A diferença entre eles é que Guerra tem um clima mais tenso e um conflito mais determinado.

abril 09, 2010

Um Beatle contra o presidente dos Estados Unidos


[ Amálgama ]


Os Estados Unidos X John Lennon


por Jean Garnier – Semana passada, enquanto eu lia uma reportagem sobre a série de homenagens prestadas ao saudoso Armando Nogueira, na mesma página uma outra matéria sobre novas suspeitas de desvio de dinheiro em Brasília me chamou a atenção. Logo fiz a mim mesmo uma pergunta: que tipo de legado essa classe política pensa em deixar para as futuras gerações, se é que isso passa pela cabeça dela? Foi impossível não lembrar novamente no assunto quando vi a abertura do documentário Os Estados Unidos X John Lennon (em cartaz no Brasil), no qual a imagem do ex-Beatle fica em oposição, como se fosse um confronto, à do ex-presidente Richard Nixon.

Com direção e roteiro de David Leaf e John Scheinfeld, o filme, que se estende do período de 1966 a 1976, pouco fala sobre os Beatles, apenas é enfatizada a passagem polêmica em que Lennon declara que sua banda é mais popular que Jesus Cristo. Sequências mostram as pessoas juntando pilhas e pilhas de quaisquer quinquilharias que dissessem respeito aos rapazes de Liverpool e tacando fogo. Aqueles que pouco sabem do lado militante do vocalista, irão se deliciar. Depois do casamento com a artista plástica Yoko Ono, ele se especializou em protestos provocantes contra o desperdício de vidas que acontecia no Vietnã.

Criticas à guerra, injustiça racial e social se tornaram para Lennon muito mais importantes do que sua banda, e imagens são entrelaçadas a relatos de Tariq Ali (escritor), Carl Bernstein (jornalista), Noam Chomsky (linguista) e Bob Gruen (fotógrafo), e ainda juntam-se o fundador dos Panteras Negras, Bobby Seale, e a própria Yoko. Está tudo bem contado, desde o famoso “bed-in for peace” no Hotel Hilton de Amsterdã em 1969 (que parte da imprensa considerou oportunista) até entrevistas em diversos programas e um show em homenagem ao poeta John Sinclair, que fora preso injustamente por um motivo banal. Como o FBI achava Lennon suspeito, Nixon viu aí uma grande oportunidade de ganhar a reeleição para presidente e camuflar o massacre que seu exército estava levando a cabo no Vietnã. Uma solução para melhorar sua popularidade foi deportar Lennon sob a desculpa “o problema não é a sua música, mas os seus amigos”.

Infelizmente, vendo o passado notamos que pouca coisa mudou: censuras à liberdade de expressão, abuso do poder por governantes e guerras horrorosas e sem sentido ainda estão presentes. A diferença talvez seja a ausência de artistas politizados e realmente engajados como Lennon.

Voltando à questão do início do texto, enquanto o ícone, quase três décadas depois de morto, ainda tem suas músicas tocadas mundo afora e sua memória ainda é uma de energia que ofuscará a história do rock por muito tempo, as proezas de Nixon – que renunciou em 1974 depois do escândalo do Watergate – por vezes são temas de filmes (como o recente Frost/Nixon), motivo de piada em programas como os da série Futurama, e o ex-presidente é constantemente lembrado no topo de listas dos piores mandatários dos Estados Unidos, posição que George W. Bush fez tanto esforço para ocupar.

março 29, 2010


Nos cinemas em 26.03.10.

Com uma bem-humorada visão de fatos que, de tão estranhos são difíceis de acreditar, um jornalista descobre uma ala ultra-secreta do exército norte-americano ao acompanhar um enigmático operador das Forças Especiais em uma surpreendente missão.

Elenco:

George Clooney
Jeff Bridges
Ewan McGregor
Kevin Spacey
Robert Patrick
Stephen Root
Stephen Lang
Rebecca Mader


* * *

[ Amálgama ]

Homens que encaravam cabras

Posted: 28 Mar 2010 09:20 AM PDT

por Jean Garnier – Mesmo que no início de Homens que encaravam cabras (em cartaz) um comunicado afirme que tudo aquilo é algo real, é difícil acreditar que não vá acabar em pastiche. Baseado no livro homônimo de Joy Ronson, a história começa quando o repórter do jornal Daily Telegram, Bob Wilton (Ewan McGregor), durante uma rotineira entrevista, acaba conseguindo um furo: um doido de nome Gus Lacey (Stephen Root) confidencia que possui habilidades psíquicas, informação que Wilton leva com desdém. Apesar de não esquecer a entrevista, o jornalista, após ver a esposa trocá-lo por seu editor, resolve ir para a guerra do Iraque, vira correspondente e se embrenha cada vez mais naquela batalha.

-- Clooney em cena --

Ele encontrará em um bar Lyn Cassady (George Clooney), que revela ter feito parte das Forças Especiais de espiões psíquicos – ou como Lyn prefere chamar: “Guerreiros Jedi” -, espiões treinados para desenvolver habilidades parapsicológicas, incluindo invisibilidade e visualização remota. Impossível não se divertir com a cara de pau do protagonista perguntando, “O que é um Jedi?”, principalmente porque McGregor participou dos últimos três filmes da série Star Wars – ele era Obi-Wan Kenobi. Em breves flashbacks é contada a história do mentor dessa unidade, Bill Django (Jeff Bridges), um cara sério que depois de levar um tiro na guerra do Vietnã, revolveu viajar pela América explorando os movimentos da chamada Nova Era. Django resolve pregar sua filosofia no exército e vê com bons olhos seus melhores recrutas: um é o próprio Lyn, que enfatiza o lado positivo dos ensinamentos; o outro é Larry Hooper (Kevin Spacey), esse está mais interessado no lado negro da coisa – olha George Lucas aí novamente fazendo escola. Django cai no esquecimento e Wilson, que já não tinha mais nada a fazer e estava achando tudo aquilo uma tremenda maluquice, se espanta e fica atordoado, principalmente depois de ver um vídeo no qual animais são mortos pelo poder do cérebro humano.

Apesar de um elenco de causar inveja a qualquer outra produção hollywoodiana (Clooney, McGregor, Bridges e Spacey) e da tentativa de talvez fazer o Doutor Fantástico ou até, quem sabe, o Monty Python do século XXI, não dá para levar o trabalho muito a sério. Vale o alerta para quem for assistir: não vá achando que irá ver um filme para cair na gargalhada, porque ele não é isso. A produção é daquelas comédias agradáveis, só que recheada de bobeiras, e talvez esse seja o seu grande erro: a quantidade de piadas e situações nonsenses enjoa e, ao final, se arrasta um pouco, principalmente em cenas monótonas no meio do deserto.