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julho 28, 2010

Ordem e Progresso Por Dom e Regresso

Ordem e Progresso Por Dom e Regresso
MD Magno
Aoutra Editora
Transcrição da exposição oral de MDMagno em seu Seminário de 1983, no Colégio Freudiano do Rio de Janeiro. O autor aborda, primeiro, o tema de Augusto Comte, inscrito pelos positivistas da novel república brasileira em nossa Bandeira Nacional. Rejeitando a postura positivista, retorna o lema e o re-historiciza e recupera com os nomes de plexo e nexo, na esteira das lacanianas metáfora e motonímia.

Além de introduzir novas tomadas teóricas, este Seminário também questiona a suposta (por alguns autores) "paranóia" de Comte, com seus efeitos sociais e políticos, munido da noção de Psicose Perversista ou Fetichista, introduzida alhures, de modo a sugerir que uma prática obsessiva bem pode produzir o que em tal estado de tome como fetiche a ser brandido numa prática política paranóide.


A seguir, o autor retorna a pontos básicos da Psicanálise (por ele trabalhados em Seminários anteriores), no intuito de operar uma revisão dos conceitos de Real, Simbólico e Imaginário - revisão que tem neste Seminário seus primeiros passos, com base nas reflexões encetadas no de 1982 (A Música), principalmente pela introdução do ponto-bífido, com o conceito de Revirão.
 

maio 11, 2010

Novamente lança livros de MD Magno

A Rebelião dos Anjos: Eleutéria e Exousia
Em 2007, MD Magno, no Falatório que chega agora ao público, afirma que os Anjos somos nós, mensageiros que anunciam como Mundo todas as mensagens possíveis, por nossa condição de poder "topar toda e qualquer informação, conhecimento, idéia ou situação" em função da experiência de Real que é dada para cada Um. Situação precária essa: por efeito de recalque, somos anjos decaídos e, contudo, disponíveis ao angélico pela possibilidade de referência ao Real. Eis o ponto de partida para a reconsideração do problema do conhecimento, tema central deste livro.

A Gnômica, que é a teoria do conhecimento proposta pela Nova Psicanálise, parte do conhecimento absoluto da Pessoa como experiência de Haver, presença imanente do Real para cada Um em sua solidão e derrelição. Nesse sentido, a psicanálise é uma gnose. Mas o é também pela ampliação conferida ao que é da ordem do conhecimento, pois aquém do ponto de Real todo e qualquer conhecimento é válido como modo de lidar com esse mal-estar originário.

Donde a proposição do conhecimento compreensivo, abordado através da noção de formações do Haver, isto é, estruturas na realidade passíveis de descrição, aí incluída a conjetura da homogeneidade do campo. Estamos além do estruturalismo, do significante, do sujeito (do inconsciente), do objeto (do desejo), da heterogeneidade dos registros real, simbólico e imaginário, e da estrutura como elemento mínimo garantidor do conhecimento. Navegamos na dinâmica da polarização das formações, discerníveis e operáveis em zonas focais, mas se dispersando nas zonas franjais. Conhecimento é, portanto, resultante de transa entre pólos de formações, sempre precário, provisório e discutível, trazendo, por isso mesmo, a defesa de um instrumentalismo radical por parte da psicanálise.

Pessoas são pólos de formação que transam com outras formações e, a partir de sua experiência de Haver, produzem e transformam Mundo. Desta conseqüência gnoseológica se extraem outros questionamentos, dessa vez para o campo político. Quais os recursos possíveis da Pessoa diante da Lei, da Justiça, da Diferença, da Escolha e Afirmação na ordem sexual?

A "Rebelião dos Anjos" é não apenas o reconhecimento sereno da turbulência contemporânea por parte da psicanálise. É também a aposta na eficácia de seu aparelho clínico. De alguma maneira, a heresia está sempre presente.

Fonte: Novamente Editora

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Economia Fundamental, MetaMorfoses da Pulsão

Este livro, que transcreve o Falatório 2004 de MD Magno, trata da operação que Freud chamou de “economia das forças nervosas” quando nela se inclui a noção de quantidade. Isto, no sentido de reforçar que Freud tinha ambição de pensar mais o comum dos acontecimentos psíquicos do que a nosologia, esta sendo apenas o caminho para pensar como funcionamos.

Partindo de que “a base sobre a qual repousa a sociedade humana é, em última análise, de natureza econômica”, como diz Freud, a proposta de Magno é pensar sobre a Economia Pulsional, que constitui o fundo de toda a Psiconomia – nome que ele já sugerira para a psicanálise –, para depois retornar com mais recursos às formações progressivas, estacionárias e regressivas (anteriormente chamadas de nosológicas) presentes na lida com a clínica.

O foco está numa Economia Fundamental, reconfiguradora da Clínica como Economia das Formações no Mercado Pulsional. Nela vigora um Pensamento Perplexo, que valoriza a Indiferença, o Inumerável, e apregoa que a diferença e a multiplicidade, características do chamado pensamento complexo, se tornam aceitáveis e acolhíveis de fato só depois da Indiferenciação.

Falar em economia é considerar as composições do poder. Lacan já dissera que o inconsciente é capitalista, mas agora trata-se de partir de que o Haver é capitalista, pois o Inconsciente, para Magno, é o que se passa entre Haver e não-Haver. Será, pois, no contexto da Economia e do Inconsciente Capitalista que serão abordadas: a questão (trazida por Jean-Claude Milner) sobre os judeus e a democracia na Europa, aqui vista sob a ótica do Creodo Antrópico (conceito de 1995); as noções de alienação, apropriação e mais-valia, que se mostram dependentes do conceito de Transferência; os quatro tempos – composição, estatuação, catásfrofe e ruína – das Morfoses Regressivas (antes chamadas de psicoses), cujo efeito tem sido a generalizada difusão do processo de regressão sustentada, ou hipóstase firme, na vida das pessoas...

Sobretudo, é neste livro que o autor dá inicio à investigação direta dos conceitos de Pessoa e de Eu como formações constituídas de Primário, Secundário e Originário, e definidos como rede dotada de pólos, cada qual com uma região focal e uma região franjal infinita. Investigação esta que continuará nos anos subseqüentes com precisões importantes e necessárias, uma vez que as idéias de indivíduo e sujeito têm se evidenciado cada vez mais insustentáveis no mundo contemporâneo.

Fonte: Novamente Editora

fevereiro 25, 2010

Falatório

Polo de Pensamento Contemporâneo

10 março
Evento especial

FALATÓRIO

MD Magno

Ao longo do primeiro semestre de 2010, terá lugar no POP, uma quarta-feira por mês, o Falatório do psicanalista MD Magno, criador da Nova Psicanálise e do grupo Novamente – movimento de estudo, pesquisa, clínica, eventos e publicações para o desenvolvimento e divulgação da Nova Psicanálise. Além de sua atividade como psicanalista, MD Magno desenvolve sua produção teórico-clínica (work in progress) em “Falatórios” e “Oficinas Clínicas”, cujos textos têm sido regularmente publicados pela www.novamenteeditora.com.br.

10 de março, 07 de abril, 05 de maio e 09 de junho
Sic Transit
“Esta falação começou em 1976 – e ainda não terá terminado. Trata-se agora (2010) de considerar o fim de uma Era junto com o começo de uma Nova – que chamo Quarto Império. Para tentar entender o caos da passagem – que cursamos – e buscar expedientes para lidarmos com o trauma. A ferramenta é a Psicanálise – também a mais nova – a qual não ficou também sem fortes mutações durante o mesmo prazo (como será demonstrado). Com o que teremos dois procedimentos de abordagem: a psicanálise da Atualidade e a atualização da Psicanálise. E o resultado desse périplo vai depois virar um Livro”.

MD Magno é psicanalista. Bacharel e licenciado em Arte e Psicologia. Mestre em Comunicação (UFRJ), doutor em Letras (UFRJ), com pós-doutorado em Comunicação (UFRJ). Professor aposentado da UFRJ e da Uerj. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Santa Maria. Discípulo e ex-analisando de Jacques Lacan. Ex-professor associado do Departamento de Psicanálise da Universidade de Paris VIII (Vincennes). Criador da Nova Psicanálise (1986) e do grupo Novamente. Fundador do Colégio Freudiano do Rio de Janeiro e da UniverCidadeDeDeus (instituição cultural sob a orientação da Nova Psicanálise).

Fonte: POP