PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
Nota do blog: Em 2009, a atriz Maitê Proença envergonhou os brasileiros ao ofender 10 milhões de portugueses. Um caso de lusofobia explícita. Neste ano de 2010, a doidivanas resolveu desrespeitar as mulheres brasileiras ao fazer uma declaração de voto. Um caso de flagrante leviandade. A dica da informação é do jornalista Miguel do Rosário. Abaixo o comentário insultuoso proferido durante entrevista a uma "blogueira" do Estadão:
Já decidiu seu voto? O que acha das atuais opções para a Presidência da República? Gosto da Marina e do Serra.
O feminismo já era ou a mulher ainda precisa lutar contra as discriminações da sociedade? A mulher ainda é tratada como escrava na África, Ásia, países árabes, na maior parte do planeta. Só no ocidente houve progressos, muitos, mas ainda há discriminação. Quem sabe a própria venha a calhar nesse momento de eleições, atiçando os machos selvagens e nos salvando da Dilma?
Pessoa viveu, nos anos de 1915 e 16 num prédio na Rua Almirante Barroso, n.º 12 usando um quarto contíguo à Leitaria Alentejana, propriedade de um Sr. Sengo. João Gaspar Simões, o seu primeiro biógrafo, diz na "Vida e Obra de Fernando Pessoa" que o poeta lá viveu por caridade do proprietário, embora mais tarde essa visão tenha sido corrigida e atribuida possivelmente ao facto de Simões ter visto textos escritos em papel da tal leitaria.
Nasceu, no seio de uma abastada família alto-burguesa, sendo filho e neto de militares.
Inicia-se na poesia com doze anos, sendo que aos quinze já traduzia Victor Hugo, e com dezasseis, Goethe e Schiller.
Em 1911, com dezenove anos, vai para Coimbra, onde se matricula na Faculdade de Direito. Viria aqui a conhecer aquele que foi, sem dúvida, o seu melhor e mais compreensivo amigo, Fernando Pessoa, que, em 1912, o introduziu no ciclo dos modernistas.
Video realizado por alunos da Secção de Jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Coordenação: Clara Almeida Santos.
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Nota do blog: Com esta postagem, homenageio meu amigo luso-brasileiro Waldemar Rebelo, médico que iniciou formação na gloriosa Faculdade de Ciências das Saúde da Universidade do Amazonas e concluiu seus estudos em Coimbra. Dá última vez que tive notícias, soube que ele vive a fazer a ponte aérea entre Portugal e um país africano, onde presta serviço médico. Grande Waldemar!
PCP recorda fuga da Fortaleza de Peniche e lamenta a deturpação da História da luta contra o fascismo.
Jerónimo de Sousa, na sessão pública do PCP para assinalar o 50º aniversário da Fuga de Peniche, sublinhou que este acontecimento constituiu uma importante vitória da resistência antifascista e lembrou que, no tempo difícil da opressão e da repressão fascistas, os militantes comunistas souberam sempre assumir dignamente a primeira fila da luta e da resistência, da mesma forma que, após o 25 de Abril, deram um contributo determinante para a construção da democracia.
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Já lá vão 50 anos. Corria o dia 3 de Janeiro de 1960, 10 reclusos comunistas, Álvaro Cunhal e outros nove presos políticos, proporcionavam à PIDE um dos piores dias da Ditadura."
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Faz 50 anos que Alvaro Cunhal fugiu do Forte de Peniche.
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Camaradas,
seguem links sobre a fuga de Peniche empreendida por dez comunistas portugueses, entre eles o dirigente Alvaro Cunhal, no dia 03 de janeiro de 1960. O Forte de Peniche era a principal prisão política das várias que existiam em Portugal e para onde eram levados os presos polítcos considerados mais perigosos pelo regime salazarista. Localizado na região centro sul de Portugal e relativamente próximo à conhecida cidade de Óbidos, Peniche recebeu no último dia 03 a visitação de centenas de pessoas. A fuga de Peniche é coniderada ainda hoje uma das ações mais espetaculares realizada pelos comunistas portugueses. Mas nem tudo são recordações positivas. O prédio onde funcionava a Pide (Polícia Internacional de Defesa do Estado), a polícia política da ditadura fascista portuguesa, no romântico e simpático bairro do Chiado, em Lisboa, está sendo reformado para abrigar moradias de alto padrão. Questionei o senhor que tomava conta das obras quem teria interesse em morar em um local onde milhares de pessoas foram torturadas e assassinadas. Ele disse que a maioria dos apartamentos já estavam vendidos. Os construtores mantiveram a fachada, mas dentro tudo foi modificado. Foi em frente a Pide que no dia 25 de abril quatro portugueses foram assassinados pelos pides (como eram chamados os políciais da corporação), que abriram fogo contra a população que comemorava a revolução em frente ao principal centro de tortura do país. Uma placa com o nome dos quatro portugueses informando que ali foram assassinados no dia 25 de abril teima em continuar na fachada do edifício, porém a história vai sendo aos poucos apagada. As três reportagens sobre a fuga de Peniche foram exibidas em três canais abertos da TV portuguesa. O primeiro é o na RTP (pública), o segundo na TVI e o terceiro na SIC, ambos canais privados
Nota do blog:Todo o Brasil habituou-se a ouvir no Congresso Nacional um homem franzino que se agigantava a cada discurso proferido, sobretudo quando se dirigia contra o comportamento político de seus pares. Sua morte comoveu o país, onde parlamentares vivem a deslizar na ética. Jefferson Peres, senador pelo Amazonas, encarnou o desejo da maioria silenciosa e dos que ousaram levantar a bandeira da ética na política, que a cada dia que passa torna-se peça de ficção. O senador amazonense, que tinha uma coluna no jornal "A Crítica", um belo dia surpreendeu ao defender a tese da descriminalização das drogas. Vindo de alguém com perfil conservador, ressalve-se a coragem da atitude. Dizia desconhecer o tema, mas dava crédito aos especialistas que advogavam mudanças na legislação. Seu raciocínio embasava-se na leitura de revista The Economist. Segundo a prestigiada revista inglesa, a descriminalização iria reduzir em 10% o número de presos por porte de maconha nas terras de Sua Majestade Elizabeth II (vale registrar que a defesa de mudança na legislação incidia apenas sobre a cannabis sativa); com isso sobraria dinheiro para projetos educacionais e geração de renda, entre outras medidas a ser adotadas. Para mim, o único senão no raciocínio do senador era a questão do paraíso fiscal onde são lavados o dinheiro do tráfico internacional. Defendi, e defendo, que a ação deveria ser internacional para evitarmos o cenário pós-liberação de drogas ocorrido na Holanda nos anos 1990. Entrentato, devo reconhecer que o exemplo de Portugal (texto abaixo) aponta uma perspectiva por mim miseravelmente desprezada: todo conhecimento, e sua práticas, está sujeito a mudança; é ele quem não permite a repetição da história, o que quando acontece ocorre como tragédia ou farsa. O exemplo de Portugal, desde 2001, está aí não mais como aposta no futuro, mas como um presente que só volta atrás se ultra-conservadores assumirem outra vez o poder (o exemplo do Rio Grande do Sul, onde parlamentares tucanos querem destruir a primeira Lei de Saúde Mental do país, segunda da América Latina, tá mais pra farsa do que pra tragédia; mas é bom não bobear). Já não é uma luz no fim do túnel, mas a própria iluminação desses tempos líquidos. E eu que estava a pensar em montar um esquadra, atravessar o Atlântico, e tomar posse do Portugal, desisto da idéia para dar vivas à terra de meu avós maternos Tereza de Jesus Barbosa e Antônio Barbosa, pais de Tereza (minha mãe), Pátria e Lusitânia Barbosa. Viva Portugal!
Descriminalização das Drogas em Portugal - Primeiros Relatos Em 01 de julho de 2001, Portugal adotou política antiproibicionista, descriminalizando o porte de drogas para consumo - inclusive para drogas consideradas 'pesadas' como cocaína e heroína. As primeiras conclusões, a partir de dados empíricos, é de que a Legislação trouxe inúmeros benefícios, sobretudo no que tange à implementação de política de redução de danos.
Mas o interessante dos dados é a possibilidade de refutar os discursos sensacionalistas de pânico moral.
A Lei, considerada pelos políticos conservadores de Portugal, como ultra-liberal, foi acusada, na época, de criar condições de consumo o que redundaria no incremento do uso de drogas pela juventude portuguesa e o incentivo de 'drug tourists'.
Importante estudo do Cato Institute esclarece os efeitos e o impacto da Lei, para o pânico dos empresários morais.
A pesquisa, realizada por Glenn Greenwald, mereceu destaque na edição de 27 de agosto do The Economist.
A íntegra do estudo pode ser acessada via web (clique aqui).