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setembro 01, 2010

Vitória expressiva do Movimento Para Cuidar da Profissão nas Eleições para o CFP e Conselhos Regionais

Vitória expressiva do Movimento Para Cuidar da Profissão nas Eleições para o CFP e Conselhos Regionais

Vitoriosa  em 10 dos 17 colégios eleitorais a política do Movimento Para Cuidar da Profissão foi mais uma vez confirmada pela categoria na direção do CFP, bem como foram retomadas as direções dos CRPs de Minas e da Paraíba, que estavam nas mãos de forças da oposição. Chapas aliadas do Cuidar da Profissão nos CRPs foram vitoriosas também em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás /Tocantins, Santa Catarina, Ceará/Maranhão/Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. No DF ganhou uma chapa que, ainda que não alinhada com o Cuidar da Profissão, derrotou a chapa organizada pela atual presidente Marisa Borges, ferrenha opositora do Cuidar. Assim sendo o Cuidar da Profissão  ampliou as suas bases políticas regionais, contando agora com 11 Conselhos alinhados numa mesma política de fazer avançar o compromisso social da Psicologia, através da busca de ampliar a presença social da psicologia pela via preferencial das políticas públicas, reafirmando o engajamento na luta pelos  Direitos Humanos  e pela ampliação da Cidadania. Vitória importante porque derrotou uma oposição que se apresentou pregando o retrocesso de um CFP corporativista (Um Conselho para Cuidar dos Psicólogos), que pregou o alinhamento do CFP com a Coordenação Nacional de Saúde Mental (informações seguras de que o próprio coordenador Pedro Gabriel mobilizou pessoalmente integrantes para compor a chapa de oposição) rompendo com a posição de autonomia e independência institucional da entidade frente ao Estado; que se apresentou atacando a conquista democrática representada pela existência do CNP - Congresso Nacional da Psicologia - como instância máxima de deliberações da entidade; que se apresentou pregando  uma concepção estreita em torno dos compromissos da Psicologia com o tema do Trabalho, tal como defendido por alguns psicólogos organizacionais que pretender manter a despolitização do tema - como se isso fosse possível; que se apresentou de forma anti-ética e anti-democratica na condução do processo eleitoral em alguns dos Regionais em que era direção, escancaradamente prejudicando o Cuidar da Profissão como nos casos de Minas Gerais e Alagoas, que contavam com ex-presidentes dos CRPs na chapa de oposição...
Vitória da Democracia, vitória da categoria dos Psicólogos que tem uma das entidades mais democráticas do Brasil...




regional
chapa21
21%
Chapa 22
22%
total
Crp 01
1078
36%
1895
64%
2973
Crp 02
1767
74%
611
26%
2378
Crp 03
925
60%
612
40%
1537
Crp 04
3519
68%
1643
32%
5162
Cro 05
2822
44%
3542
56%
6364
Crp 06
15660
61%
10204
39%
25864
Crp 07
1231
20%
4860
80%
6091
Crp 08
758
24%
2346
76%
3104
Crp 09
1566
66%
796
34%
2362
Crp 10
237
36%
425
64%
662
Crp 11
812
48%
891
52%
1703
Crp 12
2084
61%
1309
39%
3393
Crp 13
513
57%
387
43%
900
Crp 14
765
61%
493
39%
1258
Cro 15
125
19%
529
81%
654
Crp 16
662
63%
381
37%
1043
Crp 17
425
69%
187
31%
612
total
       34.949
53%
       31.111
47%
       66.060
Marcus Vinicius de Oliveira
IPSI-UFBA

agosto 24, 2010

Chapa 21 - Cuidar da Profissão: Uma Confissão, uma Crítica e um Apanhado de nossas Propostas

24 de agosto de 2010

Boletim Cuidar da Profissão Chapa 21 05/2010 Uma Confissão, uma Crítica e um Apanhado de nossas Propostas


Para o Conselho Federal de Psicologia
FAZ UM 21
PRA CUIDAR do futuro DA PROFISSÃO

UMA CONFISSÃO, UMA CRÍTICA E UM APANHADO DE NOSSAS PROPOSTAS

A Psicologia brasileira está crescendo! A campanha eleitoral é um momento importante desse crescimento. Para contribuir com esse momento é que vamos dedicar este último boletim a uma confissão, uma crítica e um apanhado geral de nossas propostas.

Este ano, especificamente está sendo possível identificar de forma mais clara as vertentes existentes no nosso meio, quando o assunto é o papel dos Conselhos na construção de um projeto de futuro para a nossa profissão. Visões que antes ficavam restritas aos corredores, ganharam expressão.

Nós, do Pra Cuidar da Profissão, fizemos a nossa parte. Apresentamos nossas propostas e buscamos o máximo de diálogo com as diferentes visões que surgiram nesse processo. Sentimos que nossa responsabilidade aumentou devido ao tipo de postura que alguns oponentes tomaram nesse processo.

Atentamos às propostas que estão indicadas na plataforma oponente. Nos sentimos elogiados pelo fato de quase todas as propostas parecerem ter nascido de nossa prática quando na gestão dos Conselhos. De fato, com exceção da tese de transformar os Conselhos em um grande sindicato (o que desvirtuaria sua função institucional), a maior parte das propostas parece um requentamento de coisas que estamos fazendo há anos. Ficou parecido com a campanha da sucessão presidencial no Brasil: todo mundo tem que ficar prometendo que vai continuar o que está sendo feito.

Percebemos, também, um comportamento de críticas pessoais e acusações infundadas. Por mais que os estudiosos do comportamento político estejam na mídia aconselhando um dos candidatos à presidência da república a não adotar esse tipo de método, nossos oponentes parecem não aproveitar a lição. Mas, ainda que esse método possa parecer incompatível com a comunidade a que pertencemos, entendemos que é algo que possa fazer parte de processos eleitorais.

Mas, tem acontecido algo que pode ser muito preocupante. Antes de apresentar um apanhado de nossas propostas neste último boletim, precisamos fazer um alerta. Estamos vendo ressurgir um discurso típico dos tempos da ditadura militar e do tempo que universidades como a UnB eram comandadas por capitães de corveta. Pois, depois de conseguirmos superar a organização política da Psicologia em torno de personalidades, algumas delas resolveram “atacar” o Pra Cuidar acusando o nosso movimento de ser um “partido político”.

Nós do Pra Cuidar da Profissão recusamos esse tipo de procedimento. Se nos acusam de nos organizarmos e, à luz do dia, elaborarmos propostas para a Psicologia, de fato somos culpados. Se nos acusam de colocar os interesses da Profissão acima dos interesses de personalidades, de fato somos culpados. Se nos acusam de buscar que a nossa Profissão esteja no compasso do desenvolvimento social brasileiro, de fato somos culpados.

Feitas a confissão e a crítica, vamos ao apanhado de propostas.

1. O protagonismo do Sistema Conselhos na formulação de uma pauta para as demandas e urgências da psicologia brasileira é fato inquestionável, até mesmo pela oposição.

Nos últimos anos, sob a direção do Pra Cuidar, o Conselho se fez presente nas políticas públicas de saúde, educação, assistência social, para crianças e adolescentes, idosos, mulheres, diversidade sexual, mobilidade e trânsito, comunicação, defesa civil, sistema prisional. Foi instalada a busca por referências técnicas e éticas para o nosso trabalho ao mesmo tempo em que a Psicologia contribuía para a construção destas políticas. Os Conselhos fizeram isso sem nunca descuidar de outros temas e áreas como a avaliação psicológica, a relação entre psicologia e trabalho, a psicoterapia.

2. Essa potente agenda política passou a estar presente na vida da psicologia brasileira, seja na formação, (de forma crescente) na pesquisa ou nos campos de prática.

Todo esse movimento só tem sido possível porque está em curso na história do Sistema Conselhos uma política, organizada a partir de um projeto de transformação. Nele, o compromisso da profissão com as urgências da sociedade brasileira tem possibilitado o avanço de nossa ciência e o reconhecimento social do nosso trabalho.

Essa política tem a marca da militância de psicólogas e psicólogos que participam do Movimento Um Conselho Pra Cuidar da Profissão.

3. Sob a gestão do Pra Cuidar, o CFP deixou a condição de insignificância institucional que o caracterizava e se projetou como uma Entidade que é modelo de democracia institucional, transparência na gestão dos recursos públicos, posicionada na linha de frente da luta política por um país efetivamente republicano e empenhado na luta pela adoção de políticas públicas. O CFP tem sido capaz de conjugar a luta pela ampliar a cidadania e os direitos humanos, com a luta para garantir a ampliação da empregabilidade para grande parte dos nossos colegas (hoje atingindo o número de 230.000), psicólogos que inscritos na entidade. E mais, os Conselhos conseguem buscar a produção de empregabilidade sem o recurso aos corporativismos. Neste caso, vale a pena citar a nossa oposição que prega estratégias parecidas com a adoção de um 'ato psicológico' nos nivelando ao odioso "ato médico".

4. A partir da gestão do Pra Cuidar, o CFP se relaciona às claras com o Estado Brasileiro nas múltiplas frentes das políticas publicas. Em todas elas a nossa parceria nunca implicou na perda da nossa autonomia de critica. Toda política sempre será marcada por lacunas, todo gestor público poderá ser questionado sobre a diferença entre o que se pode fazer e o que se deve fazer.

5. O processo de democratização dos Conselhos de Psicologia, iniciado antes do surgimento do Pra Cuidar da Profissão, conseguiu garantir que todo psicólogo que queira, possa participar de forma efetiva das decisões de nossa entidade. Sob a gestão de nosso movimento, essa democratização se ampliou e aprofundou. Ainda que nossos opositores tentem desqualificar essa estrutura, sabemoss que não há outro conselho com estrutura tão aberta à participação dos profissionais em seu cotidiano.

Chegamos ao fim da campanha.

Votar para as gestões do CFP e CRPs é escolher um projeto para a Psicologia.

Nosso projeto, como dissemos, é do compromisso social da Psicologia com as necessidades da sociedade brasileira; nosso projeto é de rigor na gestão das entidades; de garantia de espaços democráticos para a construção de referências para a profissão; de respeito à diversidade da Psicologia; de ampliação do lugar social da Psicologia; de valorização dos fazeres e saberes; de permanente estado de atenção para a qualidade do exercício profissional.

É também fortalecer a presença dos Direitos Humanos como valor na profissão; de diálogo com a sociedade na busca da definição das possibilidades de contribuição da Psicologia para a sociedade brasileira com a participação dos psicólogos na construção e desenvolvimento das políticas públicas. Já fizemos muito nesta direção, mas há ainda muito para se fazer.

Nosso projeto e nossa história nos qualificam a pedir seu voto e a afirmar que não trairemos sua confiança.

Obrigado,