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agosto 26, 2010

Aumenta o apoio à chapa Cuidar da Profissão para o CFP. A eleição é amanhã.

Apoios ao Cuidar

Eu conheço pessoalmente muitos companheiros da chapa 21 e posso testemunhar seu compromisso pela profissão tanto como pelo bem-estar da sociedade toda! Estes companheiros têm sido parceiros na construção do fortalecimento da identidade do psicólogo na América Latina. Mas se não fora pouco tudo aquilo que tem feito e trabalhado é bom dizer que sobram as qualidades de inteligência e claridade conceitual pra saber tomar as melhores posições segundo os tempos políticos e respeitando sempre as diversidades. Então agora cabe a vocês cuidar do trabalho feito e votar pela chapa 21 pra cuidar do futuro da profissâo !!! Psic. Humberto Giachello. Ex-Secretario Geral da Coordenadoria de Psicólogos do Uruguai.


"Cuidar implica atenção, aproximação, diálogo. A Psicologia conta com a ética e a estética do Movimento do Cuidar para uma política que se efetive como pública entre nós". Meu apoio a vocês. Boa sorte! Abraços cariocas. Marisa Lopes da Rocha RJ“


Conheço a atuação da maioria das pessoas integrantes da Chapa Pra Cuidar da Profissão. Afirmo que são pessoas comprometidas com as mudanças sociais e com o combate ao preconceito e discriminação e lutam por uma sociedade com menos desigualdades e com mais justiça social. São grandes parceiros.” Toni Reis ABGLT


“Estou com vocês e não abro!” Ana Cleide Guedes Moreira UFPA


O CFP tem um papel destacado na defesa dos profissionais da psicologia e das causas importantes da democracia no Brasil como, por exemplo, a democratização da comunicação. É hora de avançar ainda mais. Por isso também estou com a chapa Cuidar Do FUTURO da profissão. Sérgio Murillo de Andrade Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas


Expansão da Proteção Social brasileira para atendimento das familias de menor renda e/ou sem direito previdenciário fez emergir uma nova composição, o trabalho em parceria de psicólogos e assistentes sociais no CRAS-Centro de Referencia de Assistência Social.A busca pela expansão do alcance dos direitos sociais vem criando uma nova plataforma de trabalho profissional que nos convoca a desenvolver novos conhecimentos, capacitações e suportes para o  profissional. É por assim pensar que apoio o trabalho de Humberto Verona e do grupo a que pertence. Sua presença no Conselho Federal de Psicologia com certeza ser um avanço não só para a categoria, mas para mais justiça social na sociedade brasileira.Aldaiza Sposati, prof.Titular da PUCSP,Coordenadora do CEDEST,do NEPSAS,vereadora em São Paulo.


Confiando em quem cuida.  Luis Claudio Figueiredo

Apoio "Prá cuidar do futuro da Profissão" pelos compromissos que assume com uma Psicologia crítica que, somada a outras práticas e saberes responsáveis pelo trabalho social e aos próprios movimentos sociais, garanta direitos em uma perspectiva democrática radical. Deise Mancebo UERJ


Entre tantas parcerias nos últimos tempos... Esta é especial! Acompanho de longe \ de perto o trabalho de vocês nesta empreitada que, sempre foi... Cuidar do futuro. Lurdinha Trassi PUC  SP


Prá Cuidar do Futuro da Profissão é preciso que estejamos atentos ao seu presente, na sua diversidade e riqueza, mas também nas suas necessidades e carências, guiados sempre pelo projeto do Compromisso com a Sociedade Brasileira. Construir o futuro da Psicologia exige que se Cuide hoje da Profissão. Peço seu voto na Chapa 21: Prá Cuidar do Futuro da Profissão.Ana Bock


"Compromisso social, democracia e responsabilidade ética são princípios marcantes do Cuidar da Profissão e vem assegurando um comprometimento cada vez maior da Psicologia com um futuro digno para nosso país.”Sandra Fischetti  Luta Antimanicomial SP


“Uma chapa para o Conselho Federal deve reconhecer as contradições, lutas e tensões que se constituem no campo da psicologia. Cuidar disso exige espaços para o diálogo. Nesse sentido, apoio a chapa "Para cuidar do futuro da profissão". Adriana Marcondes Machado USP


“O Cuidar conta com meu apoio integral quanto aos princípios que formula, e eu desejo que a nova gestão aprimore os métodos de inclusão dos psicólogos brasileiros na adesão aos mesmos, convocando-os a uma participação que aprimore as práticas democráticas, entre nós, e para todos.” Diva Conde UFRJ


“O grupo PRÁ CUIDAR DO FUTURO DA PROFISSÃO, a julgar por seus novos agentes e também por seu laço com velhos e caros agentes, haverá de confirmar e estender conquistas públicas que, nos últimos quinze anos do CFP, estão entre as mais importantes para a ação profissional e política dos psicólogos brasileiros”. José Moura Gonçalves Filho USP


"Cuidar da profissão articula redes, projetos e sonhos, na construção coletiva de uma psicologia comprometida com os desafios do mundo contemporâneo." Emília Estivalet Broide


"Ciente dos avanços propostos na direção de uma atuação comprometida com a inclusão social protagonizada pelo grupo da chapa Cuidar da Profissão, atesto meu apoio a seu projeto para a psicologia brasileira" Adriano Henrique Nurenberg UFSC


"Voto neste grupo pela sua capacidade de lutar por políticas universais - o acolhimento democrático e a inclusão da diversidade é hoje uma marca efetiva deste Movimento." Marcela Lucena Gerente de Atenção à Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde - PE"


Voto no Cuidar porque é uma movimento que constrói - hoje, aqui no Brasil, a Psicólogia é vista como uma categoria que luta ativamente por políticas públicas que respondam às nessidades e urgências da sociedade brasileira." Ângela Neves - Chefe Depto. Psicologia da FIR - Fafire


"Voto no Cuidar por seu compromisso incondicional com os movimentos sociais libertários". Nelma Melo - Coordenadora Nacional da Rede Internúcleos da Luta Antimanicomial.


"Estou com o Cuidar da Profissão, porque suas gestões são capazes de regulamentar e nortear parâmetros para uma prática profissional não discriminatória, que reconhece e fortalece ao protagonismo da diversidade." Danielle Sátiro- Professora do curso de graduação em Psicologia da Faculdade Esuda e da Pós-Graduação da Fafire


"O Cuidar é o Movimento agregador e atento às lutas dos movimentos sociais no Brasil”. Severino Lima - Professor e Supervisor de Estágio da Fafire


"Voto neste Movimento, porque sabem fazer gestões olhando para o futuro, sem perder de vista as necessidades do povo brasileiro." Lígia de Abreu Duarte - Professora e Supervisora de Estágio da Fafire


"Este é um movimento que faz gestões de forma ética, representativa e democrática."  Maria das Graças Victor - Professora da Fafire


"No mundo atual em que a circulação de idéias e divulgação de fatos ocorre tão rapidamente as profissões se defrontam com novos desafios e demandas. A nossa profissão precisa ser cuidada para que continuemos avançando norteados pelos princípios éticos de respeito aos direitos humanos e justiça social. Acredito que é isso que propõe o grupo da chapa que apoio" Odete Godoy Pinheiro


"Conheço a seriedade com que atuas profissionalmente, sempre mantendo uma maneira gentil de abordar os assuntos mais delicados. Conto com esta empreendedora equipe na continuidade da sensibilização da categoria às práticas da Psicologia em relação à longevidade populacional". Ruth Gelehrter da Costa Lopes


“Pela construção de espaços e processos coletivos na nossa profissão" "Para avançarmos no comprometimento social da Psicologia" Irme Bonamigo - Unochapecó


“O apoio ora manifestado é alicerçado nas propostas apresentadas pela chapa, notadamente no que tange ao compromisso social da Psicologia como Ciência e Profissão...” Fernando Ponçano  Alves Silva - Defensoria Pública SP - Assessor do Núcleo de Situação Carcerária 


Cuidar da Profissão acolhe a diversidade da Psicologia e multiplica parceiros: confira quem está conosco! É o Cuidar da Profissão em Boa companhia! 


“Por uma Psicologia presente nos diversos contextos, fazendo acontecer o seu compromisso social, em consonância com as realidades regionais e nacional brasileiras. Sou Prá Cuidar da Profissão!” (Maria Fernanda Jorge de Assis  -Unisul - Tubarão - SC)

“Quem já fez seguirá fazendo. Atos dizem, estão aí os feitos! ”(Carla Cumiotto - FURB - SC)

"Compromisso com a sociedade e com a profissão de psicólogo que se manifesta através das atitudes éticas e participativas.” (Maryahn Koehler Silva - UNIVILLE - SC)


"O movimento Prá Cuidar da Profissão significa zelo e ética na gestão das nossas entidades." (Lilia Kanan - Uniplac - Lages)


"Creio que chegou a hora de cuidarmos mais da profissão através do CFP e do CRP. A proposta da chapa coincide com esta postura que é inovadora para os interesses da Psicologia."
(Carlos Augusto M. Remor - Tuto - UFSC)


"Parabéns por se dedicarem a cuidar da Profissão. Já foram vencidas tantas lutas. Especialmente na expansão do Profissional Psicólogo com sua importância e valor como profissional bem preparado, e que por isso deve gozar dos direitos e deveres que lhe compete pela sua competência alcançada com esforço e sacrifício, seja pelos estudos em tempos que vivemos numa sociedade em que a Psicologia se faz tão necessária.Apoio esta luta 21!" Maria Helena Brandalise SP 


Acácia Angeli dos Santos SP


Adriana Benevides Soares UERJ/UNIVERSO


Adriana Marcondes USP


Adriana Mello RS


Adriano Henrique Nurenberg UFSC


Alberto Olavo Advíncula Reis Faculdade de Saúde Pública Lasamec/USP


Aletéia Henklain Ferruzi   UNIGRAN   MS


Alexandra Ayach Anache UFMS


Altemir Gonçalves Barbosa UFJF/MG


Ana Cleide Guedes Moreira UFPA


Anna Elisa Villemor Amaral USFSP


Ana Luiza Aranha


Ana Márcia Gaspar  Caixa de Assistência ao Servidor MS


Ana Maria Caran Miranda ULAPSI/ FIPS/GO


Ana Marta Lobosque  Saúde Pública MG


Ana Paula Portela PE


Andrea Brunetto   Instituto Ágora   MS


Alberto de Oliveira PUC GO


Ângela Neves  FIR  PE


Angela Soligo


Anna Elisa Villemor Amaral SP USF


Antonio Jose Angelo Motti Escola de Conselhos/UFMS


Beatriz Landoli Xavier UFMG


Blanca Werlang  PUCRS


Branca Chedid RS


Carla Regina Cumiotto FURB SC


Carlos Afonso Marcondes Medeiros SEJUSP  MS


Carlos Augusto M. Remor Tuto  UFSC


Carlos Nunes FURB SC


Carlos Robert Drawin UFMG


Carmen Sílvia de Moraes Barros Defensoria Publica SP


Carmem Rodrigues Paulino GO


Carolina Moll Uruguai


Carolina Repoldi RGS


Catarina Costa Marques Pereira da Rosa UFMS


Cecilia Azevedo Collares UNICAMP


Celi Correa Neres  UEMS


Célia Vectore  UFMG


Cesar Ades USP


Claudia Regina Sampaio Fernandes da Costa  UFAM


Claudio Capitão SP USF


Cristina Ferreira RJ


Cristina Joly SP


Danielle Sátiro  Esuda


Deise Mancebo RJ


Daisy Bernardi  TJ SP


Delvo Ferraz da Silva  SOBRAPA


Denis Petuco Redutor de Danos PB


Deusdet do Carmo Martins GO


Dilma Castro Costa Alves Saúde Mental


Diva Conde UFRJ


Edílson Ribeiro de Araújo FDCA/CEDCA/GO


Edna Peters Kahhale PUCSP


Edla Grisard de Andrade UFSC


Eliane Pessoa SBP RJ


Ednéia Cerchiari UEMS e SPMS


Eliz Marine Wiggers Ituporanga


Elvira Araújo UNITAU SP


Emilia Broide SP


Esther Arantes RJ


Euriza Santana, UESC Ilhéus


Eveli Freire de Vasconcelos UCDB MS


Fabián Rueda SP USF


Fabíola Margherita Pacheco de Menezes Cons. Nac.de Defensores Públicos Gerais


Fernanda Magano FENAPSI


Fernanda Nicácio SP


Fernanda Otoni  de Barros MG


Fernando Ponçano  Alves Silva Defensoria Pública SP


Filomena Gutierrez Costa CRASPI GO


Grace Wanderley de Barros Corria  Libertas Comunidade PE


Haroldo Caetano da Silva - Promotor Público GO- Idealizador do PAILIHeloísa Freire UCDB/ MS


Iany Barros UNIPE PB


Irme Bonamigo Unochapecó


Iúri Novaes Luna  Unisul SC


Irani Argimon PUC RS


Isabel Friches  ABRASM UFMG


Ivarlete Guimarães de França RGS


Jane Calhau RJ


Jayme Panerai Alves Libertas Comunidade PE


Joel Vazquez  México ULAPSI


Jolise Saad Leite DPS/UFMS


Jorge Broide Psicanalista SP


José Fernando B. Lomônaco  USP


Jorge José Solla, Secretário de Saúde BA


Jose Helder Teixeira CAPS/Goiânia/GO


José Moura Gonçalves Filho USP


José Roberto Heloani  PUCAMP


Julio Schruber Junior ACE Joinville


Jureuda Duarte Guerra PA


Karin Koshima BA


Katya Luciane de Oliveira UEL PR


Kleber Prado Filho  UFSC


Laura de Carvalho UFMT


Leila Mércia Zanatta MS


Leandro Castro Oltramari Unisul e Univali


Leila Maria Torraca de Brito UERJ


Leila Mércia Zanatta MS


Leôncio Camino  UFPB


Lígia de Abreu Duarte  Fafire


Ligia Serpa Campinas  SP


Lilia Aparecida Kanan Uniplac   Lages


Lília Maíse de Jorge UNITAU  SP


Liliane Froemming UFRGS

Lino de Macedo USP


Liza Fensterseifer  PUC São Gabriel MG


Lourival Belém de Oliveira Junior GO


Lucia Conceiçao Gollner Medeiros Moreira Paraná


Lucy Nunes Ratier Martins   UCDB   MS


Luis Fernando Galvão  UFMS


Luiz Cláudio Figueiredo PUC SP


Lumena de Castro Furtado SP


Makilim Baptista SP USF


Manuel Calvino Cuba


Marcela Lucena Saúde Mental PE


Marcelo Tavares UNB DF


Marcos Ferreira SC


Marcus Vinicius Oliveira UFBA


Maiana Oliveira Nunes UFRGS


Maria Ângela Cassundé  PE


Maria Aparecida Affonso Moyses UNICAMP


Maria Clotilde Rossetti Ferreira Usp Ribeirão


Maria da Conceição Procópio Ferreira PUC GO


Maria Cristina Vicentim PUC SP


Maria das Graças Victor Fafire


Maria de Lourdes Jeffery Contini (Biluca) UFMS


Maria de Lourdes Trassi Teixeira SP


Maria Luisa S. Schmidt USP


Maria Inês Gasparetto Higuchi INPA AM


Maria Lucia Karam Juiza  RJ


Maria Luiza Moura Oliveira (MALU) GO CONANDA


Maria Marques Rodrigues Sátiro PB


Maria Nazaré Zenaide UFPB


Marie Claire Sekkel USP


Marilene Wittitz ACE Joinville


Marisa Lopes da Rocha UERJ


Marisa Feffermann  Instituto de Saúde Estácio Uniradial


Marluce de Oliveira HGP TO


Marta Elizabeth de Souza  Saúde Mental  MG


Mary Jane Spink PUC SP


Marisa Cocenza UFJF MG


Marta Maria Brandão CAPS Anápolis GO


Mauro Ruben DH Assembléia Legislativa/GO


Miriam Abou Id  Saúde Mental   BH MG


Mitsuko Aparecida Antunes (Mimi) PUC SP


Mônica Giacomini  FENPB


Mônica Gianfaldoni


Monica Lima UFBA


Nelma Melo  RENILA


Neimy Batista da Silva CRESS GO


Nesdete Mesquita Correa UFMS


Nicolau Maluf Jr IFP Reich


Nildo Ouriques  UFSC


Odair Furtado PUC SP


Odette Godoy Pinheiro  SP


Oliver Zancul Prado São Carlos


Otávio Mendonça UFPB


Patricia Schellini UFSCAR SP


Paulo Albertini USP


Paulo Amarante RJ Abrasme/FIOCRUZ


Paulo Cesar Endo SP


Paulo Roberto Pinto UESB Vitória da Conquista


Paulo Sandrini  UNISUL SC


Pedro Paulo Bicalho UFRJ


Peter Spink PUC SP


Rachel Rizério  UESB  Vitória da Conquista


Regina Ingrid Bragagnolo Unisul USJ


Ricardo Primi USF SP


Roberta Azzi UNICAMP


Roberto Tykanori  Luta  Antimanicomial  Santos


Rogério Gianini Sindicato dos Psicólogos SP


Rosa Macedo PUCSP


Rosane Mantila  PUCSP


Rosilene Caramalac UFMS


Rosimeire Aparecida da Silva  MG


Ruth Lopes PUC SP


Sandra Fischetti SP


Sergio Antonio da Silva Leite UNICAMP


Sergio Leite UNICAMP


Severino Lima   Fafire


Sônia Grubitz  UCDB MS


Soely Polydoro Unicamp SP


Sonia Mari Shima Barroco Univ. Est. Maringá


Stanley Gusman Presidente da Comissão de DH da OAB


Susie Amâncio Gonçalves de Roure  UFG/GO


Tarsila de Magalhães Andrade UNIFESP


Tatiana Nakano Puccamp SP


Terezinha Noronha Ribeirão Preto SP


Vanderlei Brasil  UNISUL SC


Vera Socci UMC SP


Vera Victer  PUC MG


Walfrido Menezes FIR PE


Wanda Junqueira Aguiar PUC SP


Wanderley Gomes da Silva Conam


Zaira de Andrade Lopes UFMS


Fonte: Cuidar do Futuro da Profissão                     

agosto 24, 2010

Chapa 21 - Cuidar da Profissão: Uma Confissão, uma Crítica e um Apanhado de nossas Propostas

24 de agosto de 2010

Boletim Cuidar da Profissão Chapa 21 05/2010 Uma Confissão, uma Crítica e um Apanhado de nossas Propostas


Para o Conselho Federal de Psicologia
FAZ UM 21
PRA CUIDAR do futuro DA PROFISSÃO

UMA CONFISSÃO, UMA CRÍTICA E UM APANHADO DE NOSSAS PROPOSTAS

A Psicologia brasileira está crescendo! A campanha eleitoral é um momento importante desse crescimento. Para contribuir com esse momento é que vamos dedicar este último boletim a uma confissão, uma crítica e um apanhado geral de nossas propostas.

Este ano, especificamente está sendo possível identificar de forma mais clara as vertentes existentes no nosso meio, quando o assunto é o papel dos Conselhos na construção de um projeto de futuro para a nossa profissão. Visões que antes ficavam restritas aos corredores, ganharam expressão.

Nós, do Pra Cuidar da Profissão, fizemos a nossa parte. Apresentamos nossas propostas e buscamos o máximo de diálogo com as diferentes visões que surgiram nesse processo. Sentimos que nossa responsabilidade aumentou devido ao tipo de postura que alguns oponentes tomaram nesse processo.

Atentamos às propostas que estão indicadas na plataforma oponente. Nos sentimos elogiados pelo fato de quase todas as propostas parecerem ter nascido de nossa prática quando na gestão dos Conselhos. De fato, com exceção da tese de transformar os Conselhos em um grande sindicato (o que desvirtuaria sua função institucional), a maior parte das propostas parece um requentamento de coisas que estamos fazendo há anos. Ficou parecido com a campanha da sucessão presidencial no Brasil: todo mundo tem que ficar prometendo que vai continuar o que está sendo feito.

Percebemos, também, um comportamento de críticas pessoais e acusações infundadas. Por mais que os estudiosos do comportamento político estejam na mídia aconselhando um dos candidatos à presidência da república a não adotar esse tipo de método, nossos oponentes parecem não aproveitar a lição. Mas, ainda que esse método possa parecer incompatível com a comunidade a que pertencemos, entendemos que é algo que possa fazer parte de processos eleitorais.

Mas, tem acontecido algo que pode ser muito preocupante. Antes de apresentar um apanhado de nossas propostas neste último boletim, precisamos fazer um alerta. Estamos vendo ressurgir um discurso típico dos tempos da ditadura militar e do tempo que universidades como a UnB eram comandadas por capitães de corveta. Pois, depois de conseguirmos superar a organização política da Psicologia em torno de personalidades, algumas delas resolveram “atacar” o Pra Cuidar acusando o nosso movimento de ser um “partido político”.

Nós do Pra Cuidar da Profissão recusamos esse tipo de procedimento. Se nos acusam de nos organizarmos e, à luz do dia, elaborarmos propostas para a Psicologia, de fato somos culpados. Se nos acusam de colocar os interesses da Profissão acima dos interesses de personalidades, de fato somos culpados. Se nos acusam de buscar que a nossa Profissão esteja no compasso do desenvolvimento social brasileiro, de fato somos culpados.

Feitas a confissão e a crítica, vamos ao apanhado de propostas.

1. O protagonismo do Sistema Conselhos na formulação de uma pauta para as demandas e urgências da psicologia brasileira é fato inquestionável, até mesmo pela oposição.

Nos últimos anos, sob a direção do Pra Cuidar, o Conselho se fez presente nas políticas públicas de saúde, educação, assistência social, para crianças e adolescentes, idosos, mulheres, diversidade sexual, mobilidade e trânsito, comunicação, defesa civil, sistema prisional. Foi instalada a busca por referências técnicas e éticas para o nosso trabalho ao mesmo tempo em que a Psicologia contribuía para a construção destas políticas. Os Conselhos fizeram isso sem nunca descuidar de outros temas e áreas como a avaliação psicológica, a relação entre psicologia e trabalho, a psicoterapia.

2. Essa potente agenda política passou a estar presente na vida da psicologia brasileira, seja na formação, (de forma crescente) na pesquisa ou nos campos de prática.

Todo esse movimento só tem sido possível porque está em curso na história do Sistema Conselhos uma política, organizada a partir de um projeto de transformação. Nele, o compromisso da profissão com as urgências da sociedade brasileira tem possibilitado o avanço de nossa ciência e o reconhecimento social do nosso trabalho.

Essa política tem a marca da militância de psicólogas e psicólogos que participam do Movimento Um Conselho Pra Cuidar da Profissão.

3. Sob a gestão do Pra Cuidar, o CFP deixou a condição de insignificância institucional que o caracterizava e se projetou como uma Entidade que é modelo de democracia institucional, transparência na gestão dos recursos públicos, posicionada na linha de frente da luta política por um país efetivamente republicano e empenhado na luta pela adoção de políticas públicas. O CFP tem sido capaz de conjugar a luta pela ampliar a cidadania e os direitos humanos, com a luta para garantir a ampliação da empregabilidade para grande parte dos nossos colegas (hoje atingindo o número de 230.000), psicólogos que inscritos na entidade. E mais, os Conselhos conseguem buscar a produção de empregabilidade sem o recurso aos corporativismos. Neste caso, vale a pena citar a nossa oposição que prega estratégias parecidas com a adoção de um 'ato psicológico' nos nivelando ao odioso "ato médico".

4. A partir da gestão do Pra Cuidar, o CFP se relaciona às claras com o Estado Brasileiro nas múltiplas frentes das políticas publicas. Em todas elas a nossa parceria nunca implicou na perda da nossa autonomia de critica. Toda política sempre será marcada por lacunas, todo gestor público poderá ser questionado sobre a diferença entre o que se pode fazer e o que se deve fazer.

5. O processo de democratização dos Conselhos de Psicologia, iniciado antes do surgimento do Pra Cuidar da Profissão, conseguiu garantir que todo psicólogo que queira, possa participar de forma efetiva das decisões de nossa entidade. Sob a gestão de nosso movimento, essa democratização se ampliou e aprofundou. Ainda que nossos opositores tentem desqualificar essa estrutura, sabemoss que não há outro conselho com estrutura tão aberta à participação dos profissionais em seu cotidiano.

Chegamos ao fim da campanha.

Votar para as gestões do CFP e CRPs é escolher um projeto para a Psicologia.

Nosso projeto, como dissemos, é do compromisso social da Psicologia com as necessidades da sociedade brasileira; nosso projeto é de rigor na gestão das entidades; de garantia de espaços democráticos para a construção de referências para a profissão; de respeito à diversidade da Psicologia; de ampliação do lugar social da Psicologia; de valorização dos fazeres e saberes; de permanente estado de atenção para a qualidade do exercício profissional.

É também fortalecer a presença dos Direitos Humanos como valor na profissão; de diálogo com a sociedade na busca da definição das possibilidades de contribuição da Psicologia para a sociedade brasileira com a participação dos psicólogos na construção e desenvolvimento das políticas públicas. Já fizemos muito nesta direção, mas há ainda muito para se fazer.

Nosso projeto e nossa história nos qualificam a pedir seu voto e a afirmar que não trairemos sua confiança.

Obrigado,

agosto 21, 2010

Psicólogo apoia e conclama voto na Chapa 21 "Cuidar da Profissão"

Pude presenciar em diversas ocasiões o empenho e a seriedade com que os integrantes da CHAPA 21 “CUIDAR DA PROFISSÃO” têm trabalhado em prol da Psicologia.  Dentre suas iniciativas gostaria de destacar o combate contundente que fizeram ao Ato Médico, a defesa coerente da Psicologia e, sobretudo, a abertura para novas dimensões da psicologia inauguradas pelas políticas públicas voltadas à saúde mental coletiva. Mais recentemente, esses atos de defesa e de avanço, dentro de compromissos éticos e políticos claros, voltaram a se manifestar por ocasião da realização da Conferência Estadual de Saúde Mental - Intersetorial do Estado de São Paulo.  Desta forma, gostaria não só de declarar meu apoio à CHAPA 21 CUIDAR DA PROFISSÃO como conclamar a todos, que consideram necessários realizar avanços socialmente comprometidos que venham, igualmente, fortalecer no plano social e profissional nossas atividades, a votar (no dia 27 de agosto) na CHAPA 21 CUIDAR DA PROFISSÃO.

Abaixo podem conhecer melhor a chapa e seus integrantes.

Abraço a todos

Moacyr Miniussi Bertolino Neto
Psicólogo (a)

* * * * *

No dia 27 de Agosto, Dia do Psicólogo, haverá eleições no Sistema Conselhos de Psicologia. Vá à Sede do seu Conselho onde você receberá duas cédulas.  Na cédula Azul vote chapa 21 – Pra Cuidar da Profissão.
 
A seriedade do trabalho desenvolvido no CRP-09, nos últimos seis anos, foi reconhecida por colegas de diversas regiões brasileiras que compõem a Chapa 21 e nos convidou a fazer parte do grupo. Cuidar da Profissão é compromisso com a sociedade e com a profissão, pautados no método democrático; transparência de gestão; defesa dos direitos humanos; pela inclusão e justiça social respeitando a diversidade humana.

Prá Cuidar do futuro da Profissão

CHAPA:
Presidente: Humberto Verona- MG
Vice-presidente: Clara Goldman- PE
Tesoureira: Monalisa Barros- BA
Secretária: Deise Nascimento- SC
Sul: efetiva: Ana Luiza Castro- RS
Suplente: Celso Tondim- SC
Sudeste: efetiva: Marilene Proença- SP
Suplente: Roseli Goffman-RJ
Centro-Oeste: efetiva: Heloiza Massanaro-GO
Suplente: Cynthia Ciarallo- DF 
Nordeste:   efetivo: Aluizio Lopes- PB
Suplente: Marilda Castelar- BA
Norte: efetiva: Flavia Lemos- PA
Suplente: Tania Brasileiro- RO
  
Suplentes da diretoria:
Maria Erminia Ciliberti-SP
Henrique Leal - RJ
Adriana Eiko- SP
Sandra Amorim- MS

Convidados:
Ana Paula Noronha- SP
Angela Caniato- PR
Marcia Mansur- MG
Mariana Torres- PI
Nossos princípios:
1. Ampliação da inserção social da Psicologia A Psicologia deve ocupar um lugar maior na sociedade brasileira. Os conhecimentos e fazeres acumulados permitem uma contribuição mais significativa da Psicologia na transformação da sociedade, na direção de condições dignas de vida para todos.

2. Eficiência técnica e responsabilidade ética
É preciso melhorar permanentemente a qualidade de nosso desempenho profissional.
É preciso termos responsabilidade coletiva com as técnicas que utilizamos.
Tomar nas mãos nossa profissão e cuidar de seu futuro na sociedade brasileira.

3. Democracia, transparência e rigor na gestão
É preciso sempre estar atento para o fato de que a profissão é diversa e para construir suas referências, cumprindo a função dos Conselhos, é preciso criar formas democráticas de participação nesta construção.
Também é preciso se estar atento para o fato de que o dinheiro recolhido pelo Conselho é público. Geri-lo com rigor sempre foi nosso compromisso.

4. Cidadania A Psicologia deve avançar socialmente conectada com as necessidades sociais. Deve contribuir nas lutas pelo avanço da democracia na sociedade brasileira.
 Utilizar método democrático para produzir referências e construir o projeto da profissão, garantindo que muitas vozes que representam a diversidade da psicologia estejam presentes.

CUIDAR DA PROFISSÃO: CONSTRUINDO HOJE O FUTURO DA PROFISSÃO
A produção do grupo é extensa, tanto em ações como textos que você pode conferir no site. Conheça o projeto - Prá cuidar do futuro da Profissão - e as propostas para os próximos três anos, por meio do site www.cuidardaprofissao.org 

agosto 18, 2010

Por um CFP comprometido com os movimentos sociais, vote 21 - "Cuidar da profissão"


ozp11 | 27 de julho de 2007
Apresentando o movimento para Cuidar da Profissão e seus princípios

***

Nota do blog: A psicologia brasileira tem do que se orgulhar. O movimento "Cuidar da Profissão", que tem à sua frente profissionais como a professora Ana Bock, entre outros, e que criou um Centro de Referência Técnica de Psicologia e Política Pública é um dos mais longos movimentos comprometidos com as políticas públicas de que tenho conhecimento. Parceiro dos movimentos sociais, tem trabalhado com o mais amplo leque de diversidade do campo dos Direitos Humanos, abrindo para todos um canal de interlocução com o Estado. Por isso tudo é que este blog presta sua homenagem  aos(às) combativos(as) companheiros(as) e recomenda o voto na Chapa 21, para reconduzir o psicólogo Humberto Verona à frente do Conselho Federal de Psicologia. No dia 27 de agosto - Dia do Psicólogo -, vote 21.

julho 29, 2010

Eleições para o CFP: Pra cuidar do futuro da profissão, vá com o Humberto Verona. Vote 21.

Informativos : PRA CUIDAR do futuro DA PROFISSÃO ...SE MUITO VALE O JÁ FEITO, MAIS VALE O QUE SERÁ... 



1996, ano em que o movimento Pra Cuidar da Profissão se consolidou, lançando uma chapa para o Conselho Federal de Psicologia. 


1997, ano em que iniciamos nossos trabalhos, colocando em ação um projeto ambicioso: contribuir para mudar o rumo da Psicologia no Brasil. Algumas mudanças na sociedade, na década de 80, permitiam acreditar que era ambicioso mas viável. Na própria Psicologia o surgimento da Psicologia Social Comunitária e de toda a área da Saúde Pública indicava que os psicólogos haviam inaugurado um novo compromisso com a sociedade brasileira. Faltava reunir, dar visibilidade, permitir o diálogo.


Não foi pra menos que as primeiras ações à frente do CFP foram: a iniciativa de criar o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira - FENPB (junho 1997), o prêmio monográfico Madre Cristina Sodré Dória de Psicologia, Direitos Humanos e Sofrimento Mental (julho 1997), a formação da Comissão Nacional de Direitos Humanos (agosto 1997) e I Mostra de Práticas em Psicologia: Psicologia e Compromisso Social (outubro de 2000) seguida do I Congresso Nacional de Psicologia Ciência e Profissão (2002), este último já em parceira com várias entidades do FENPB. 

Era realmente fantástico acompanhar a Psicologia mudando sua cara e seu compromisso com a sociedade brasileira! As iniciativas do Conselho Federal de Psicologia eram, sem dúvida, importantes nisto tudo. Era o projeto do Compromisso Social da Psicologia como forma de CUIDAR DA PROFISSÃO que se desenvolvia a olho nu.

Mas Cuidar da Profissão era também democratizar o Conselho de Psicologia. Este trabalho começou antes de nós, no início dos anos 90, mas soubemos aproveitar o que já estava feito e ir adiante. Demos forma à Assembléia de Políticas, de Administração e de Finanças do Sistema; regulamentamos a consulta nacional para eleição dos gestores do CFP, estabelecemos acordos de como se poderiam criar referências para a profissão, exigindo consulta às bases e participação de todos os Conselhos Regionais. Quando chegamos ao CFP havia um domínio dos chamados “grandes Conselhos” e foi com acordos e regras claras que pudemos reverter este cenário e ter uma participação importante de todos os CRPs na construção da profissão. 

Criamos coletivamente regras para garantir gestões rigorosas nos Conselhos. As auditorias regulares se tornaram conhecidas dos gestores. Sempre entendemos que as contas dos Conselhos deveriam ser avaliadas pelo Tribunal de Contas da União e lutamos por isto quando se pensou em ser diferente. 

Rigor ao tratar e cuidar do que é dos psicólogos e da sociedade brasileira. Este pensamento também nos levou a produzir nacionalmente esclarecimentos sobre o papel dos Conselhos Profissionais. Muitos, até então, acreditavam que os Conselhos eram entidades da categoria e por isto deveriam trabalhar na defesa dos psicólogos. Os Conselhos são órgãos da sociedade, sob os cuidados dos psicólogos, para cuidar da profissão; isto é, fazer dela um instrumento de atenção às necessidades da sociedade, a partir do que tem a oferecer a Psicologia como ciência e profissão. 

Cabe ainda destacar que, seguindo esta compreensão, transformamos o CFP em uma entidade para criar referências para a profissão, qualificando-a. Fizemos dos problemas encontrados nas fiscalizações um conjunto de desafios para produzir orientações. 

Resoluções sobre documentos escritos, resolução da orientação sexual, do preconceito racial, dos registros documentais na prestação de serviços, dos testes psicológicos, da atuação nos presídios, da escuta de crianças, do registro de especialistas, do credenciamento de cursos de especialização, residência em Psicologia, enfim, foram muitas as resoluções que procuraram e procuram oferecer as referências para um exercício qualificado da profissão.
 
Assim como entendemos que estas medidas eram sinônimo de Cuidar da Profissão, entendemos também que o diálogo com a sociedade e o Estado eram ferramentas fundamentais para esse desenvolvimento. 

Nos aliamos ao movimento social que afirmou a luta pela melhoria das condições de vida de nossa população; buscamos o diálogo com o Estado para apresentar a Psicologia como profissão e suas possibilidades de colaboração. O Banco Social de Serviços e o CREPOP são traduções desta política. 

No entanto, não foram poucos os embates neste trajeto. A Psicologia é diversa e muitos projetos convivem nela. Aí talvez se encontre a melhor qualidade do Cuidar da Profissão: a certeza de que o avanço se faz por meio do diálogo com o diferente. 

Nossas gestões têm a marca da inclusão. Nosso trabalho e nosso projeto acompanharam o tempo. Progrediram porque absorveram o novo, porque acreditamos no movimento incessante da realidade e porque trabalho e projeto se relacionam em uma transformação permanente.

...SE MUITO VALE O JÁ FEITO, MAIS VALE O QUE SERÁ...
É com esta disposição que nos candidatamos para uma sempre nova gestão.

Humberto Verona

julho 07, 2010

Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial! Por um CFP comprometido com as políticas públicas, autônomo e independente em relação a Estado e governos!

Nota do blog: Estou com a Chapa 21 e não abro. A corajosa posição política assumida pelo Conselho Federal de Psicologia no campo da luta por uma sociedade sem manicômios é motivo de orgulho para os militantes da causa. Por essa e por outras é que alguns membros dessa entidade tem sido alvo de ações judiciais pela Federação Brasileira de Hospitais; tudo por causa da luta intransigente contra a mais sinistras das instituições: o manicômio travestido de clínicas e hospitas psiquiátricos. Basta! Chapa 21 neles!

Chapa 21 – Prá cuidar do Futuro da Profissão
Eleições para o Conselho Federal de Psicologia-CFP – Ago/2010
Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial! Por um CFP comprometido com as políticas públicas, autônomo e independente em relação a Estado e governos!
Com grande satisfação saudamos aos delegados, convidados e observadores presentes nessa Conferência. Saudamos especialmente aos  nossos parceiros do movimento antimanicomial, sobretudo aos usuários e familiares, a quem tivemos o privilegio de oferecer apoio para a viabilização da Marcha dos Usuários, fonte da potencia que garantiu, contra toda má vontade de tantos, a convocação e realização dessa IV Conferência. Como é do conhecimento público, sob a gestão do grupo “Cuidar da Profissão” o CFP nos últimos anos não mediu esforços para fazer avançar o processo da Reforma Psiquiátrica em nosso país. Dentre as várias políticas públicas, de interesse da sociedade e da nossa categoria profissional, nas quais o CFP tem se colocado como interlocutor e parceiro para os Governos e Estado, a Saúde Mental é uma das que tem merecido atenção prioritária. Como linha de atuação, além da propagação cultural das bandeiras antimanicomiais, temos defendido em nossas instâncias internas, e feito prevalecer como posição pública da entidade uma defesa intransigente do caráter antimanicomial da Reforma Psiquiátrica, com total vigilância frente a questão da violação dos direitos humanos, com a exigência democrática de que os gestores respeitem as organizações do movimento social e com todo apoio ao processo de organização política dos usuários. Nessa condição temos mantido um apoio crítico à Política Nacional de Saúde Mental, não nos furtando a nos manifestarmos em relação aos pontos de divergência que temos estabelecido com a gestão. Assim, de forma firme e dialogante, ao longo dos últimos anos na gestão do CFP, aliado às organizações como a RENILA, OAB, FENTAS, protestamos contra o ritmo lento da desospitalização que vem caracterizando um projeto de convivência “alternativa”, onde a positiva multiplicação dos serviços substitutivos não significa necessariamente o fechamento dos 35.000 leitos restantes em hospitais psiquiátricos, que consomem ainda 35% do orçamento da saúde mental, quase meio bilhão por ano do SUS, investido na manutenção dessa “indústria da loucura” em muitos estados brasileiros. Não concordamos com a qualidade da fiscalização que é feita pelo Ministério da Saúde em relação a estes milhares de leitos. O atual PNASCH em muitos estados é uma farsa, realizado sem regularidade, sem a participação dos movimentos sociais, com aviso prévio aos proprietários. Não concordamos com as violências e mortes que continuam acontecendo nestes estabelecimentos, sem apuração, numa flagrante violação dos Direitos Humanos. Achamos que o “De Volta pra Casa” como programa para produzir a desinternação dos “moradores de longa permanência” apresenta deficiências estruturais e sete anos depois de sua edição, conseguiu tirar apenas pouco mais de 25% dos então 12.000 moradores estimados. Temos preocupação com o fato de que, desde a realização do único Congresso dos CAPS em 2004, nenhuma outra oportunidade tenha sido criada pela gestão para possibilitar os trabalhadores destas unidades discutisse as suas praticas e os inúmeros problemas de funcionamento apresentados no cotidiano das mesmas. Assim não concordamos com a supressão e esvaziamento de todos os espaços de dialogo da gestão federal ou estaduais com os movimentos sociais que leva a uma condução autocrática da Reforma, hegemonista e nem sempre antimanicomial.
Neste ano, é muito importante considerarmos o cenário de eleições majoritárias no país onde uma das candidaturas à Presidência da República tem assumido a proposta de um retorno à grande internação como recurso para enfrentar os desafios da complexa problemática que envolve a questão do álcool e outras drogas na sociedade, além de assumir publicamente a perspectiva da privatização da gestão do SUS. Tal posicionamento exige de todos os que têm compromisso com a Reforma Psiquiátrica e Sanitária uma atenção redobrada em relação aos projetos e programas em disputa na eleição.
Da mesma forma, em agosto de 2010 os psicólogos irão novamente às urnas para escolherem diretamente os dirigentes do Conselho Federal de Psicologia e mais uma vez o Movimento “Um Conselho Prá Cuidar da Profissão” apresenta à categoria um coletivo renomado, de destacados psicólogos unidos pelo ideal de construir, hoje, o futuro da profissão, numa linha de compromisso social da Psicologia, ampliando a participação dos psicólogos no campo das políticas públicas e defendendo a ampliação da cidadania para todos os brasileiros!
Como em outras eleições este ano se apresenta uma chapa de oposição. Que seja bem vinda! É patrimônio do método político que deu origem ao Movimento “Um Conselho prá Cuidar da Profissão” o acolhimento da pluralidade que constitui o campo da psicologia e o diálogo com a diversidade das posições políticas que nele se expressam. Da mesma forma, entendemos que nossas entidades devem ser apartidárias, independentes e autônomas em relação ao Estado e aos Governos e assim conduzimos as nossas gestões. Como gestores do CFP somos parceiros pontuais de vários Ministérios de Secretarias, tais como Justiça, Direitos Humanos, Desenvolvimento Social, Defesa Civil, Saúde, sem que isso, todavia, tenha significado a qualquer momento um alinhamento acrítico com os seus gestores e suas propostas e concepções.
Lamentamos que setores da chapa de oposição ao Cuidar da Profissão estejam numa posição de alinhamento irrestrito à Coordenação Nacional de Saúde Mental e tentem utilizar desta posição para nos imputar a responsabilidade de fragilizar a condução da Reforma Psiquiátrica no Brasil.
De nossa parte seguiremos na defesa intransigente de que as nossas entidades não se subordinem a outras dinâmicas que não sejam aquelas da nossa instância máxima – Congresso Nacional da Psicologia – de onde tiramos a legitimidade para sustentar as posições críticas que tem orientado a nossa ação no campo da saúde mental. Ademais desafiamos aos oponentes a explicitarem as suas diferenças políticas no que diz respeito a condução do CFP na política da Reforma Psiquiátrica. Certamente os psicólogos poderão assim de forma esclarecida melhor fazer a sua escolha!
Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial!
Por um CFP comprometido com as políticas públicas,
autônomo e independente em relação ao Estado e
governos!
www.cuidardaprofissao.org