PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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agosto 21, 2010
O escândalo das pensões vitalícias no Amazonas
Nota do blog: Em negrito/itálico você lê, acima, as perguntas feitas por este blog e o pedido de identificação, pelo jornal Amazonas em Tempo, dos autores desse atentado aos cofres públicos do povo amazonense. A matéria é de interesse público. Por ora, parabéns ao jornal.
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maio 05, 2010
O rei da cizânia
Nota do blog: A charge política acima foi publicada por engano na coluna da jornalista Bettsy Bell, quando integrava a redação do jornal A Crítica. Pretendia anunciar uma reconciciliação. Taí uma manchete que não verás, caro(a) leitor(a). Pelo menos, não nas eleições deste ano. Amazonino acabar de taxar Braga de "delirante", tudo porque o seu desafeto resolvou implantar um monotrilho em Manaus (conforme a nota acima, publicada na coluna Claro & Escuro, da edição de hoje do Diário do Amazonas). A cidade já viu esse filme com outro personagem. O alvo era Alfredo Nascimento. Entrevistado pelo Amazonsat, Amazonino declara que o Programa Saúde da Família, criado por seu desafeto político, era uma "brincadeira". O PSF havia simplesmente reduzido os índices de mortalidade infantil em Manaus, fato desconsiderado pelo entrevistado. Com carros entupindo até becos e vielas, o monotrilho é uma proposta inteligente, que reorganiza todo o fluxo de transporte público. Ou seja, a "máfia" do transporte, outra expressão usada por Amazonino na edição de hoje de uma matéria publicada no jornal A Crítica ("Amazonino Mendes alegou que a prefeitura ainda não fez a licitação para o sistema de transporte coletivo porque existe uma “máfia” entre empresários de ônibus e fábricas que produzem os veículos para dificultar a venda de ônibus para outras instituições." - A Crítica, 5.5.2010), seria submetida a um nova lógica, que, certamente, ajudará a reduzir o caos no trânsito de Manaus, já que o futuro das cidades está irremediavelmente comprometido pela civilização do automóvel. O problema do monotrilho é seu traçado. O resto é discurso de ano eleitoral.
janeiro 20, 2010
Lajes, Mindu e a doença dos movimentos sociais
Nota do blog: Se o Mindu está doente; parte dos movimentos sociais, por sua vez, estão à beira da morte: perderam o sentido da luta. Os que sobrevivem ao confuso quadro político atuam de maneira pontual, aqui e ali, incapaz de agirem de maneira sistêmica. A questão da construção do porto terminal das Lajes ou a questão do Mindu não são problemas dos moradores dessa região e adjacências, são problemas organicamente ligados às desastradas políticas públicas que estão desfigurando Manaus. E como tal exige ação organizada dos diversos segmentos da sociedade civil organizada. A quem interessa essa fragmentação?
Prefeito, o Tietê não é aqui!
O Tietê já foi um dos cartões postais da cidade de São Paulo. Hoje é um rio morto, exemplo deprimente de desrespeito ao meio ambiente.
Entre as intervenções degradantes que atingiram este curso de água, está a construção de uma via marginal, a famosa Marginal Tietê. A construção da marginal foi o tiro de misericórdia que fez do rio um esgoto a céu aberto. Há anos, gastam milhões de reais para tentar ressuscitá-lo, tudo em vão. Ele continua morto!
Manaus possui o único corredor ecológico urbano do Brasil, o Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu, instituído pelo Decreto nº 9.329, de 26/10/2007, último resquício de mata contínua urbana pública da cidade de Manaus.
O igarapé do Mindu tem hoje um papel importante na regulação ambiental de suas áreas adjacentes, cumprindo as funções de absorção das águas de chuva, abrigo de animais, manutenção da vegetação que o margeia, embelezamento da cidade, espaço de lazer, entre outras.
No entanto, anos de descuido deixaram o Mindu doente. Para curar o doente, o prefeito anterior aprovou, junto ao governo federal, o Projeto de Revitalização do Igarapé do Mindu, que consiste na construção na faixa do Corredor Ecológico do Mindu de áreas de lazer, parques, ciclovias e uma pista, na área onde é possível construir sem degradar, além de garantir o tratamento de todo o esgoto despejado nesse curso d'água. O projeto prevê um investimento de R$120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais).
Para surpresa de todos, o atual prefeito substituiu o projeto pela construção de uma pista marginal por toda a extensão do igarapé (tal como o Tietê, devastando toda a encosta, aterrando as margens alagadas, cortando no meio o Parque do Mindu (Isso mesmo; a pista dividirá o parque ao meio) e passando dentro da Reserva Particular do Patrimônio Natural da Honda.
Assim é Amazonino! Se a cidade está doente, não dê remédio! Dê um tiro de misericórdia e acabe com o problema.
dezembro 25, 2009
Educação Ambiental em vez de Taxa do Lixo!
Artigo do Vereador José Ricardo publicado no Jornal Dez Minutos sobre a Taxa de Lixo – 23/12/2009
Educação Ambiental em vez de Taxa do Lixo!
O Projeto de Lei que cria a taxa de coleta de lixo na cidade de Manaus chegou à Câmara Municipal com pedido de urgência e gerou muita polêmica. Pela proposta, os moradores da cidade teriam que pagar de R$ 10 a R$ 90 por mês para a realização de serviços de coleta do lixo, o que por ano poderia chegar a R$ 2,7 mil, para quem tem imóvel avaliado em mais de R$ 35 mil. Aos cofres públicos, esse novo imposto iria gerar anualmente mais de R$ 150 milhões.
A coleta de lixo e limpeza pública faz parte do saneamento, e está submetida à Lei Nacional 11.445/2007, do Governo do Federal, que prevê a necessidade da realização de audiências públicas e de uma maior discussão do assunto com a sociedade. Isto não aconteceu. O povo não está sendo ouvido.
Esse Projeto do Lixo afeta a vida da maioria das pessoas, já que onera o bolso do cidadão, e não vai diminuir a quantidade de lixo na cidade. Defendemos que o lixo deve ser utilizado para geração de emprego e renda, por meio da coleta seletiva e da reciclagem. Há alguns anos, apoiamos a organização de grupos de catadores e reciclagem na cidade, como o grupo do Rio Piorini, Zona Norte. Mas por parte da Prefeitura, pouco ou quase nada foi feito nesse sentido.
O prefeito da cidade anda na contramão. Não discutiu esse assunto com a sociedade e nem tem interesse em conscientizar a população a diminuir a quantidade de lixo em suas casas, bem como reduzir os entulhos e a não jogar lixo nas ruas. Seria uma atitude nobre da Prefeitura se em vez de criar imposto organizasse uma premiação para os moradores que conseguissem reduzir o lixo doméstico. No entanto, prefere penalizar a população.
O orçamento destinado à coleta de lixo da Secretaria Municipal de Limpeza Pública, para o próximo ano, é de R$ 94 milhões. Se a Prefeitura conseguisse reduzir a quantidade de lixo, por meio da educação ambiental, sobraria mais dinheiro para ser investido em construção de escolas. Mais uma vez o prefeito promete e não cumpre. Porque prometeu reduzir os impostos, mas hoje quer cobrar esta taxa do lixo. Aproveito para desejar a todos e a todas um Feliz Natal.
Educação Ambiental em vez de Taxa do Lixo!
O Projeto de Lei que cria a taxa de coleta de lixo na cidade de Manaus chegou à Câmara Municipal com pedido de urgência e gerou muita polêmica. Pela proposta, os moradores da cidade teriam que pagar de R$ 10 a R$ 90 por mês para a realização de serviços de coleta do lixo, o que por ano poderia chegar a R$ 2,7 mil, para quem tem imóvel avaliado em mais de R$ 35 mil. Aos cofres públicos, esse novo imposto iria gerar anualmente mais de R$ 150 milhões.
A coleta de lixo e limpeza pública faz parte do saneamento, e está submetida à Lei Nacional 11.445/2007, do Governo do Federal, que prevê a necessidade da realização de audiências públicas e de uma maior discussão do assunto com a sociedade. Isto não aconteceu. O povo não está sendo ouvido.
Esse Projeto do Lixo afeta a vida da maioria das pessoas, já que onera o bolso do cidadão, e não vai diminuir a quantidade de lixo na cidade. Defendemos que o lixo deve ser utilizado para geração de emprego e renda, por meio da coleta seletiva e da reciclagem. Há alguns anos, apoiamos a organização de grupos de catadores e reciclagem na cidade, como o grupo do Rio Piorini, Zona Norte. Mas por parte da Prefeitura, pouco ou quase nada foi feito nesse sentido.
O prefeito da cidade anda na contramão. Não discutiu esse assunto com a sociedade e nem tem interesse em conscientizar a população a diminuir a quantidade de lixo em suas casas, bem como reduzir os entulhos e a não jogar lixo nas ruas. Seria uma atitude nobre da Prefeitura se em vez de criar imposto organizasse uma premiação para os moradores que conseguissem reduzir o lixo doméstico. No entanto, prefere penalizar a população.
O orçamento destinado à coleta de lixo da Secretaria Municipal de Limpeza Pública, para o próximo ano, é de R$ 94 milhões. Se a Prefeitura conseguisse reduzir a quantidade de lixo, por meio da educação ambiental, sobraria mais dinheiro para ser investido em construção de escolas. Mais uma vez o prefeito promete e não cumpre. Porque prometeu reduzir os impostos, mas hoje quer cobrar esta taxa do lixo. Aproveito para desejar a todos e a todas um Feliz Natal.
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