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dezembro 11, 2009

Porque Cesare Battisti Livre?

Nota do blog: O ato de solidariedade a Cesare Battisti rolou ontem em São Paulo. Leia na deliciosa linguagem anarquista os argumentos pela liberdade de Battisti. Nenhum telejornal noticiou. Viva a mídia nanica!

Porque cesare Battisti Livre?


Cesare Battisti foi condenado na Itália em 1988, por 4 crimes sobre os quais não existe NENHUMA PROVA. Há 30 anos que vive entre México, França e Brasil e em todos esses lugares fez enormes quantidade de amigos, formou uma linda família, e escreveu 17 livros, enriquecendo a cultura de México organizando vários congressos de escritores e artes gráficas. Não esquecendo que vem escrevendo aqui no Brasil também e que tem o livro Minha Fuga sem Fim, já publicado em território nacional pela editora Martins Fontes.Os abaixo assinados prometemos dar todo o apóio e a força ao presidente LULA, para que resista as infames pressões e SE RECUSE A EXTRADITAR A BATTISTI. Pedimos que o presidente Lula, o primeiro chefe de estado popular que teve este país, dê ASILO POLÍTICO a Battisti, e garanta sua condição de residente permanente.

Assim mesmo, REPUDIAMOS AS PRESSÕES, os insultos contra nosso povo, as sabotagens e as canalhices da máfia neofascista italiana e por seus cúmplices e carrascos, por parte do STF, da mídia brasileira, da classe política e das altas elites, e de numerosos mercenários aliados. Lembramos a todos eles que o Brasil acolheu milhões de seus ancestrais quando, por causa das guerras em que se envolveu Itália, passaram miséria, fome e desolação.

Abaixo Assinado: http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4914

Liberdade a Battisti Já! - Comitê Avante Zapatista! BR

Contato: cesarelivre@riseup.net SÍTIO: http://cesarelivre.org

***

Liberdade a Cesare Battisti Já!


Perseguido pelo governo italiano, acusado de crimes que não cometeu, o escritor Cesare Battisti também tem sido vítima de perseguição política no Brasil. Apesar de sua condição de refugiado político, absurdamente é mantido preso no próprio país que lhe concedeu refúgio.


Cesare Battisti se encontra preso ilegalmente, como afirma o Ministro do STF, Joaquim Barbosa. Ele é de fato um preso político, como também afirma o Ministro da Justiça, embora Gilmar Mendes e a mídia se esforcem para tratá-lo como preso comum.


Os que querem mantê-lo preso e extraditá-lo para a Itália desferem um ataque às instituições humanitárias e democráticas da sociedade, minando a instituição do refúgio político e usurpando do Poder Executivo, eleito pelo voto popular, a prerrogativa de concedê-lo. Extraditá-lo abriria perigosos precedentes: muitos países já elaboraram listas de refugiados para pedir extradições; além disso, abriria uma onda de perseguição e criminalização contra trabalhadores, sindicalistas combativos e movimentos sociais.


Exigir a liberdade de Cesare Battisti, além de um ato de justiça e humanitário, é imprescindível como forma de manter liberdades políticas e direitos humanos, tão caros a muitas gerações. Estamos todos sendo atacados. Calar ante isso é ser cúmplice.


Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti (http://cesarelivre.org )


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dezembro 06, 2009

Asilo Presidencial para Battisti

Cesare Battisti
Foto postada no defesadotrabalhador.blogspot.com

http://www.petitiononline.com/mod_perl/petition-sign.cgi?btstlng

Queridos Amigos:


Está publicado no site PETITION ON LINE, um texto no qual se pede ao presidente Lula para dar asilo presidencial a Battisti, e rejeitar as pressões de todos os inimigos dos Direitos Humanos.

Como todos sabem, Battisti é um escritor italiano, autor de 17 livros e promotor de eventos culturais de grande importância na França e no México, onde fundou a primeira bienal de artes gráficas. Tem duas filhas que o amam e têm uma ótima relação com ele, apesar da forma iníqua em que tem sido perseguido pelo mundo durante TRINTA ANOS.

Ele foi julgado em ausência, sem saber que estava sendo julgado até 2 anos após da sentença. Não houve nenhuma prova material, nem nenhuma testemunha válida. Seus advogados foram colocados pela mesma promotoria, para criar situações que fizessem sua acusação mais verossímil.

Todos os dados que se encontram nas sentenças da Corte d’Asisse de Milano, 1988/90/93, foram inventadas por delatores “alugados” pelo promotor Armando Spataro, em troca de descontos de até 80% do tempo de prisão.
Battisti é perseguido porque ele descreve as mazelas da sociedade italiana atual, uma sociedade na qual o FASCISMO NUNCA FOI ELIMINADO, como foi na Alemanha, na qual dominam as máfias, as Sociedades Secretas e instituições de tipo inquisitorial. Itália é o único país do mundo que usa o método de ISOLAMENTO ABSOLUTO dos presos, de maneira muito mais dura inclusive que nos EEUU. Nos últimos tempos, 504 presos se suicidaram por não resistir a brutalidade dessa prisão.

Periodicamente, alguns presos morrem durante a Tortura. Itália é o único país de Europa Ocidental que não inclui nunca a tortura no código penal. Até Turquia considera crime a tortura.

Pedimos que a todos vocês assinem essa petição, e enviem cópia desta mensagem a TODAS AS REDES SOCIAIS e pessoas que vocês conheçam e que possam assinar. A continuação, damos instruções para que possam entrar no site, e assinar.

Os que Podem Assinar:

Queremos que assinem pessoas que se identifiquem com o caso. Não precisam ser politizadas. Apenas pessoas que estejam de acordo com esta frase “Ninguém pode ser castigado por crimes que não cometeu”, e também “Um povo não deve ser humilhado como foi o Brasil pela Itália”.

Qualquer pessoa que tenha essa visão, pode assinar. Não precisam ser colegas nem militantes: podem ser parentes, amigos, vizinhos, precisamos a maior união possível. Os que possam, acrescentem algum breve comentário, se quiserem para saber como pensam.

Por favor, não se equivoquem nem assinem duas vezes, porque queremos evitar qualquer coisa que pareça fraude. Não somos como os chefes do STF. Há uma petição pedindo a extradição de Battisti que está cheia de fraudes e nomes falsos. Queremos evitar isso. Temos força suficiente.

Obrigado a Todos.

***

Sr. Presidente da República do Brasil,
Sr. Presidente do Supremo Tribunal,
Sr. Ministro da Justiça,


Abaixo-assinados pedimos-lhe solenemente de não extraditar Cesare Battisti, de oferecer-lhe o Refúgio político humanitário e lhe permitir viver no seu país como ele disse desejar.

A decisão tomada pelo ministro da Justiça em 23 de Janeiro de 2009 de atribuir-lhe o Refúgio político humanitário honra o seu país e o povo brasileiro. Honra todo o Brasil, não somente pelo seu alcance individual, mas sobretudo pelo seu alcance universal porque, como sublinhou a O.N.U, existe no mundo um real perigo de que se acabe com o direito de refúgio. Apesar desta decisão soberana, a Itália continua fazer pressão sobre o vosso governo para exigir a extradição de Cesare Battisti. Frente a essa pressão reiterada, sem considerar o conjunto do processo a partir de agora conhecido, desejamos retomar alguns elementos que devem permitir compreender que além do caso Cesare Battisti, que não é unico, é da defesa das liberdades democráticas que se trata. Não é o caso de discutir o carácter democrático ou não da Itália, é indispensável recordar que este país foi objeto de numerosas denúncias por parte do Tribunal europeu dos direitos humanos e organizações reconhecidas em nível internacional relativo à tortura bem como à implicação dos diferentes serviços policiais e judiciais em casos de suspensão e não respeito as regras do direito internacional em matéria de direitos humanos. Desde 1979, os relatórios da Anistia International referem alegações de tortura ou de tratamentos cruéis, inumanos ou degradantes, tanto nas detenções como em prisão preventiva, bem como de cuidados médicos insuficientes à detidos. Até hoje e no seu último relatório de 2009, a Anistia Internacional destaca : “As autoridades italianas ainda não inscreveram a tortura entre os crimes, sancionados pelo Código Penal. Também não instauraram mecanismo eficaz que assegure que a polícia preste conta dos seus atos”

“Os anos de chumbo” na Itália inscrevem-se num contexto internacional onde, do México à França, passando pela Checoslováquia, milhões de pessoas manifestam contra o autoritarismo e procuram construir um mundo ideal de liberdade e de justiça.

A América Latina pagará muito caro esta sede de liberdade. Os diferentes golpes de estados fomentados pelos Estados Unidos para parar os movimentos que prejudicam os seus interesses serão apoiados pelos países da OTAN, e a França. Estratégia do terror, tortura, desaparecimentos e eliminação sistemática dos oponentes serão erigidos então em método de governo. A Europa não escapou à este processo, a Itália sem dúvida menos que outros.

Aí está porque é necessário recordar que precisamente estas estratégias de tensão e terror, bem como os riscos de golpe de estado fascista, tomam corpo neste país, como testemunham os atentados e massacres perpetrados pelo grupo “Loja” P2, os circulos fascistas e os serviços de informação italianos.

Piazza Fontana (1969: 17 mortos, 88 feridos), Brescia (1974: 8 mortos, 94 feridos), Bolonha (1980: 85 mortos, 200 feridos) são os atentados mais notáveis deste período mas estão longe de ser os únicos.

No decreto de novembro de 1995, O tribunal supremo italiano revelou a «existencia de uma vasta associacão subversiva composta, de uma parte por elementos provenientes de movimentos neo-facistas dissolutos, sendo eles Paolo Signorelli, Massimiliano Fachini, Stefano Delle Chiaie, Adriano Tilgher, Maurizio Giorgi, Marco Ballan, (...) e por outra parte Licio Gelli, chefe do grupo “Loja” P2, Francesco Pazienza, o colaborador do diretor geral do serviço de informação militar SISMI, e dois outros oficiais do serviço a saber, o general Pietro Musumeci e o coronel Giuseppe Belmonte ».

É nesse contexto, que mais de 400 organizacões nascem nessa ocasião para lutar contra o facismo e que dezenas de milhares de italianos, vão às ruas e atacam essas insituiçéoes. Milhares serão condenados à seculos de prisão decretadas para esses milhares de vencidos.

Procurar hoje demonstrar que estas condenações não se inscreveram num contexto político e que foram decretadas apenas contra qualquer malfeitor sem fé nem lei, revela simplesmente uma negação da realidade ou mais precisamente, um disfarce da história que serve para ocultar as razões pelas quais, ainda hoje o risco fascista persiste na Itália.

A derivação fascista ameaça à Europa democrática desde a primeira eleição de Silvio Berlusconi em 1994. Este aliou-se com um partido abertamente xenófobo e federalista, a Liga do Norte, e a Aliança Nacional, que retomou o chefe do MSI Giorgio Almirante, (chefe de gabinete de ministro da Cultura popular de Mussolini e membro da guarda nacional da República de Salò). Mas a página mussoliniena está longe de ser página virada .

As últimas leis votadas são elas também objeto de preocupações crescentes entre os organismos internacionais de defesa dos direitos humanos, devido ao seu carácter racista, xenófobo, e incumprimento às suas obrigações internacionais. (Relatório A.I 2009 - Comunicados de imprensa 03.07.09, 07.05.09 etc.). Numerosas são as acusações de maus tratos, tortura, violação da dignidade humana que continuam pesar sobre o sistema carcerario italiano. Em Julho de 2009, a Itália ainda foi condenada pelo Tribunal europeu dos direitos humanos pelas condições de detenção julgadas degradantes. Nessas condições, é evidente que a extradição de Cesare Battisti que poderia conduzi-lo às prisões italianas constituiria por conseguinte efetivamente um perigo para a sua integridade física e psicologica. Os fatos pelos quais Cesare Battisti foi condenado situam-se claramente num contexto político e a obstinação da qual é objeto resulta igualmente politica. É por isso que, seguindo a decisão do Ministro da justiça, rogamos-lhe liberar Cesare Battisti e garantir-lhe o Refúgio político humanitário político que lhe foi atribuído em Janeiro de 2009. O seu país faz doravante parte de um continente onde a esperança renasce e que essas nações que, afirmando a sua independência, se liberaram das tutelas estrangeiras. Estamos convencidos que vocês não voltarão ao passado, extraditando Cesare Battisti e que vocês não reatarão o gesto de um governo que entregou Olga Benario, companheira de Carlos Prestes, à Alemanha nazista.

Estamos certos que reafirmará a independência do seu país e a sua luta por ideais de liberdade e de justiça.

Cremos que colocarão Cesare Battisti em liberdade.

Comitê de Solidariedade à Cesare Battisti.

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Porque cesare Battisti Livre?

Cesare Battisti foi condenado na Itália em 1988, por 4 crimes sobre os quais não existe NENHUMA PROVA. Há 30 anos que vive entre México, França e Brasil e em todos esses lugares fez enormes quantidade de amigos, formou uma linda família, e escreveu 17 livros, enriquecendo a cultura de México organizando vários congressos de escritores e artes gráficas. Não esquecendo que vem escrevendo aqui no Brasil também e que tem o livro Minha Fuga sem Fim, já publicado em território nacional pela editora Martins Fontes.

Os abaixo assinados prometemos dar todo o apóio e a força ao presidente LULA, para que resista as infames pressões e SE RECUSE A EXTRADITAR A BATTISTI. Pedimos que o presidente Lula, o primeiro chefe de estado popular que teve este país, dê ASILO POLÍTICO a Battisti, e garanta sua condição de residente permanente.

Assim mesmo, REPUDIAMOS AS PRESSÕES, os insultos contra nosso povo, as sabotagens e as canalhices da máfia neofascista italiana e por seus cúmplices e carrascos, por parte do STF, da mídia brasileira, da classe política e das altas elites, e de numerosos mercenários aliados. Lembramos a todos eles que o Brasil acolheu milhões de seus ancestrais quando, por causa das guerras em que se envolveu Itália, passaram miséria, fome e desolação.

Abaixo Assinado: http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4914

Liberdade a Battisti Já! - Comitê Avante Zapatista! BR

Contato:
cesarelivre@riseup.net
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novembro 18, 2009

Pela libertação de Battisti

Oleo do Diabo

Pela libertação de Battisti

Tenho evitado, nem sei porque, falar sobre o caso Cesare Battisti, mas já expressei por aqui várias vezes minha opinião. Acho que o STF deveria respeitar a decisão do governo brasileiro de conceder refúgio político ao italiano. Não tenho tido tempo e, admito, paciência, para ler as toneladas de documentos pró-Battisti (e alguns contra) que recebo por email, sobretudo porque formei uma opinião muito firme sobre o episódio. Os crimes que ele supostamente cometeu ocorreram há mais de 30 anos. A sua condenação na Itália expirou há mais de 20 anos. O Brasil não tem prisão perpétua. Battisti é um homem notoriamente pacífico há décadas. Recebeu asilo político por mais de 20 anos na França. Outros membros do seu grupo político recebem asilo político na França.

Além disso, eu sou contra o encarceramento de seres humanos. Apenas em casos que eles realmente representam um perigo muito grande à sociedade. De resto, não vejo sentido. Quando leio sobre fugas de presos, sempre sinto alegria e sempre torço para que todos consigam fugir. Por isso, estou torcendo para que Battisti não seja extraditado.

Fiquei, como todos, extremamente decepcionado com o ministro Toffoli, por sua covardia imperdoável em decidir não votar. Teve medo de quê? Agora, ficará tudo nas mãos do Lula, ao que parece, produzindo mais um desgaste do presidente junto ao conservadorismo nacional. Por outro lado, eu fico pensando: será que eles combinaram? Será que os estrategistas políticos em torno do Lula, ou o próprio, querem ter a prerrogativa de libertar Battisti?

Pelo que conheço de Lula, ele não deixará Battisti ser extraditado. Lula é amigo de muita gente da esquerda que participou de movimentos de guerrilha, e ele sabe que a extradição seria uma derrota política para seu governo, pois foi o seu ministro da Justiça quem deu asilo à Battisti.

Ontem, Lula tergiversou sobre o caso, mas deu pistas. Disse que cumpriria a decisão do STF se ela for determinativa. Mas a decisão do STF deverá ser autorizativa, ou seja, a palavra final voltará às mãos do presidente da república e, neste caso, acredito que ele não permitirá a extradição.

Mas quem pode saber? Battisti não parece ter muita popularidade junto à esquerda mundial. Na Itália, criou-se um consenso tenebroso contra a sua figura. Parece que ele se tornou o inimigo público número 1 da Itália. O fascismo cresce na Itália e parece estar arrastando até a esquerda em seu curso avassalador.

O negócio agora é esperar e torcer para que as autoridades brasileiras tenham bom senso e evitem tomar uma decisão que, além de praticamente significar a morte de Battisti (pois ele diz que vai morrer), corresponde a um perigoso precedente contra a instituição do refúgio político no mundo.

Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
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