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agosto 22, 2010

Aviso aos leitores do "Amazonas em Tempo"

Nota do blog: O mundo está desconfigurado. Há uma turbulência em todas as áreas e um rompimento trágico da substância ética. Ao longo da minha vida profissional, tenho buscado espaços públicos onde possa assumir a defesa intransigente do fim dos manicômios na sociedade do século XXI. Encontrei um deles no jornal Amazonas em Tempo, onde há mais de 280 artigos - atualmente publicados no Caderno "Saúde & Bem Estar" - inseri o tema no debate público da cidade de Manaus. Entretanto, a matéria "Loucura em cárcere", publicada no referido jornal, neste domingo, distorce de forma obscena o que comentei por telefone com a autora do texto. Nada do que está publicado no box foi dito por mim. Só há um acerto, a que me identifica como militante antimanicomial; o que está contradito no resto do texto. Lástima!
Nota do blog: Jamais, em tempo algum, nos 280 artigos que escrevi para o jornal Amazonas em Tempo, nomeei pessoas em sofrimento psíquico como "portadores de necessidades especiais". São definições absolutamente distintas. Nunca afirmei que o preconceito contra as pessoas em sofrimento psíquico vem da própria família. Ao contrário, disse ao telefone que pior do que eventuais abandonos familiares foi o abandono do Estado quanto ao futuro das pessoas em sofrimento psíquico, e que durou mais de 250 anos. Disse ainda que somente no novo modelo de atenção às pessoas em sofrimento psíquico vigente na maioria dos estados brasileiros, baseado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros dispositivos, é que as famílias passaram a ter um outro modo de participação no tratamento do familiar doente. A exceção no Amazonas até o início deste ano, entre 2006-2010, ficou por conta de um único CAPS, implantando na minha gestão como Coordenador Estadual de Saúde Mental, na zona norte da cidade de Manaus. Nesse mesmo período (2003-2007) foram implantado dois CAPS, respectivamente nos municípios de Parintins e Tefé. Por fim, seria um contrasenso afirmar que defendo a construção de "centro psiquiátrico" para atender pessoas em sofrimento psíquico. Nos 280 artigos escritos para o jornal Amazonas em Tempo não se encontrará uma linha nesse sentido. Ao contrário, defendo a implantação de todos os dispositivos que estão definidos nas portarias ministeriais vigente: CAPS - Centros de Atenção Psicossocial para adultos, crianças, abusadores de alcóol e outras drogas, Centros de Convivência (todos sob a responsabilidade da gestão municipal), além dos Lares Abrigados e Leitos Psiquiátricos em Hospitais Gerais (estes sob a responsabilidade da gestão estadual). O jornal perdeu a oportunidade de ser reconhecido como um dos poucos jornais a defender, nos últimos dez anos, um novo modelo de atenção à saúde mental do Estado do Amazonas, menos pelo que sustentei na minha coluna, ao longo desses anos, do que por convicção editorial. Lástima!

março 07, 2010

Mini-curso: Clinica Psicossocial – Intensificação de Cuidados para o Usuário Com Sofrimento Mental Grave

Marcha à Brasília
Foto: Nivya Valente - Brasília-DF, 2009

Mini-curso

Clinica Psicossocial – Intensificação de Cuidados para o Usuário Com Sofrimento Mental Grave.


A atual conjuntura da Reforma Psiquiátrica em Goiás apresenta muitos desafios que precisam ser enfrentados. Como exemplo, podemos citar os Centros de Atenção Psicossocial – CAPS que, como espaço estratégico para organização dos cuidados à saúde mental, tem apresentado alguns limites. Mesmo com a expansão desses serviços, as equipes de saúde mental, de uma maneira geral, enfrentam dificuldades para lidar com o usuário portador de transtorno mental grave, haja vista a exigência de uma atitude clínica de intensificação de cuidados.

O Programa de Intensificação de Cuidados a Pacientes Psicóticos, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Bahia, realizado com estagiários/as de medicina, psicologia e terapia ocupacional, demonstra que cuidados intensivos ao usuário com transtorno mental grave produzem mudanças significativas na qualidade de vida desses usuários.

Com o objetivo de contribuir com as discussões sobre a atitude clínica compatível com as exigências do cuidado intensivo, realizaremos o Mini Curso – Clínica Psicossocial – Intensificação de Cuidados para o Usuário com Sofrimento Mental Grave.

Contamos com sua presença!

Entrada franca – Restrito a profissionais.

Mini Curso – Clínica Psicossocial – Intensificação de Cuidados para o Usuário com Sofrimento Mental Grave.

Data – 12/03/10

Horário – das 8h às 11h30

Local – Auditório da Área I – PUC/GO - Pontifícia Universidade Católica de Goiás – (Prédio da Biblioteca).

Facilitador - Marcus Vinicius de Oliveira – Psicólogo, Prof. Departamento Psicologia UFBA e integrante do NESM Núcleo de Estudos Pela Superação dos Manicômios da Bahia e Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Realização – Conselho Regional de Psicologia e Fórum Goiano de Saúde Mental