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setembro 16, 2010

Ainda é hora de defendermos os rios da Amazônia


xinguvivoparasempre | 14 de setembro de 2010
Assine a petição agora para parar o Complexo de Belo Monte! https://hq-salsa.democracyinaction.or...

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Nota do blog: Sem contar com o ovo no c... da galinha, mas certo de que a eleição de Dilma são favas contadas, proponho que desde já comecemos a elencar criticamente os projetos sobre os quais pairam dúvidas sobre a pertinencia de seus propósitos.  Favor não confundir crítica fraterna com fogo amigo. Começo com o caso das hidrelétricas na Amazônia. Em sã consciência não se pode afirmar que eles são geradores de empregos por excelência, salvo por ocasião da construção das barragens. No mais, eles deixam um rastro de destruição, tanto na perspectiva da bio-diversidade, quanto das populações atingidas pelas hidrelétricas. Certo mesmo são os benefícios para os conglomerados do grande capital que atuam na Amazônica, pródigos em extrair riquezas através do emprego de escassa mão de obra. Não sei que apito toca a atriz paraense Dira Paes, quando o assunto é simpatia político-partidária. A mim pouco importa. Estou entre os fundadores do PT do Amazonas que são contra hidrelétricas na Amazônia. Somos poucos. Aprendi que toda unanimidade é burra... por conveniência. com a Dira e não abro. A construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, e a projeção da construção de mais sessenta outras hidrelétricas é um dos desafios para nossas inteligências.  O vídeo acima é auto-explicativo. Brevemente estarei postando neste blog meu vídeo "Balbina no País da Impunidade", um documentário sobre um mau exemplo que, infelizmente, não convenceu o governo do companheiro presidente. Novos péssimos exemplos estão vindo por aí.

julho 27, 2010

[Agência Consciência.Net] Atingidos por Barragens ocupam hidrelétrica em Foz do Iguaçu

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Atingidos por Barragens ocupam hidrelétrica em Foz do Chapecó

Mais de 450 atingidos por barragens e agricultores organizados na Via Campesina ocuparam hoje (26/7) a hidrelétrica de Foz de Chapecó, situada no rio Uruguai, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O objetivo da ação é reivindicar os direitos que estão sendo negados aos atingidos por barragens pelas empresas privadas do grupo CPFL (Votorantin, Bradesco e Camargo Correa).
No último dia 31 de junho, o Ministério Público Federal proibiu o IBAMA de emitir a Licença Ambiental da Operação – LAO da hidrelétrica, pois mais de 60% da vegetação não foi retirada da área onde se formará o lago da barragem. De acordo com os atingidos, caso essa vegetação não seja retirada, ocasionará um enorme impacto ambiental na qualidade da água. Além disso, na jusante, o rio Uruguai ficará sem água (vazão reduzida) em um trecho de mais de 23 KM.
Segundo Rudinei Cenci, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, a construção da Hidrelétrica não trouxe desenvolvimento como prometido pela empresa construtora da obra. “Para os atingidos e os municípios ela gerou desestruturação econômica, social e ambiental, pois atingiu mais de 3 mil famílias, sendo que mais de 300 famílias estão com os direitos totalmente negados”, afirma Cenci.
Para o agricultor Airton Cristiuk, atingido pela hidrelétrica, a empresa está criminalizando o povo atingido. “Fui despejado com um grande aparato policial de minha própria casa, de minha terra e não tenho mais pra onde ir. Por isso, hoje estou, juntamente com mais de 15 famílias, alojado no ginásio do município de Rio dos Indios”, diz o agricultor.
Setor de Comunicação
Contatos:
Secretaria MAB- 49-33255137
Rudinei – 49-91499056
Evanclei – 49-91333531
E-mail: mab_sul@mabnacional.org.br
MAB Nacional: www.mabnacional.org.br




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fevereiro 27, 2010

Hidrelétrica de Belo Monte: crime contra a humanidade


Cenas gravadas na Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro. Nesse período, os ministros do Meio Ambiente e Minas e Energia foram convidados a ir ao Xingu para discutir os impactos da obra na região.

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Nota do blog: Tô bem arranjado! O vídeo é do Greenpeace - entidade que defende baleias, mas é indiferente ao futuro dos jaraquis que sofrerão com o impacto da construção do terminal portuário das Lajes, em Manaus-AM - e o texto é do Leonardo Boff, que está certo em criticar a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, mas ingenuamente acredita que sua candidata à presidência da república pode enfrentar os dispositivos do capital profundamente encravados na cultura política brasileira. Pior. Nesse cenário, até os alunos do ginásio sabem que a candidatura de Marina Silva só servirá para beneficiar o candidato tucano (vixe!) comprometido até o tucupi com o capital predatório. Haverão de dizer: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ora, o país está anestesiado, e o exemplo mais vexatório é o pífio abaixo-assinado dos brasileiros contra a construção das barragens do rio Madeira. A "opinião pública" não está nem aí. A noção de desenvolvimento nacional pelo brasileiro comum tem a cara da mídia corporativa. E não me venham com o fator Marina para evitar que se troque seis por meia dúzia. A eleição será plebiscitária, quer gostemos ou não. Pois bem! Como quem não tem cão caça com gato, diante do silêncio da maioria dos intelectuais brasileiros, esse vídeo e esse texto é o que tenho a oferecer aos meus leitores, com o meu mais profundo repúdio à construção de barragens na Amazônia. Nesse caso, estou com Boff: Belo Monte é um crime contra a humanidade. Todos juntos à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Belo Monte: a volta triunfante da ditadura militar?
Escrito por Leonardo Boff
24-Fev-2010


O governo Lula possui méritos inegáveis na questão social. Mas na questão ambiental é de uma inconsciência e de um atraso palmar. Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX. É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza.

Este modelo está sendo questionado no mundo inteiro por desestabilizar o planeta Terra como um todo e mesmo assim é assumido pelo PAC sem qualquer escrúpulo. A discussão com as populações afetadas e com a sociedade foi pífia. Impera a lógica autoritária; primeiro decide-se depois se convoca a audiência pública. Pois é exatamente isto que está ocorrendo com o projeto da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, estado do Pará.

Tudo está sendo levado aos trambolhões, atropelando processos, ocultando o importante parecer 114/09 de dezembro de 2009, emitido pelo IBAMA (órgão que cuida das questões ambientais), contrário à construção da usina, e a opinião da maioria dos ambientalistas nacionais e internacionais que dizem ser este projeto um grave equívoco com conseqüências ambientais imprevisíveis.

O Ministério Público Federal que encaminhou processos de embargo, eventualmente levando a questão a foros internacionais, sofreu coação da Advocacia Geral da União (AGU), com o apoio público do presidente, de processar os procuradores e promotores destas ações por abuso de poder.

Esse projeto vem da ditadura militar dos anos 70. Sob pressão dos indígenas apoiados pelo cantor Sting em parceria com o cacique Raoni foi engavetado em 1989. Agora, com a licença prévia concedida no dia 1º de fevereiro, o projeto da ditadura pôde voltar triunfalmente, apresentado pelo governo como a maior obra do PAC.

Neste projeto tudo é megalômano: inundação de 51.600 hectares de floresta, com um espelho d’água de 516 km², desvio do rio com a construção de dois canais de 500m de largura e 30 km de comprimento, deixando 100 km de leito seco,  submergindo a parte mais bela do Xingu, a Volta Grande e um terço de Altamira, com um custo entre 17 e 30 bilhões de reais, desalojando cerca de 20 mil pessoas e atraindo para as obras cerca de 80 mil trabalhadores para produzir 11.233 MW de energia no tempo das cheias (4 meses) e somente 4 mil MW no resto do ano, para, por fim, transportá-la até 5 mil km de distância.

Esse gigantismo, típico de mentes tecnocráticas, beira a insensatez, pois, dada a crise ambiental global, todos recomendam obras menores, valorizando matrizes energéticas alternativas, baseadas na água, no vento, no sol e na biomassa. E tudo isso nós temos em abundância. Considerando as opiniões dos especialistas podemos dizer: a usina hidrelétrica de Monte Belo é tecnicamente desaconselhável, exageradamente cara, ecologicamente desastrosa, socialmente perversa, perturbadora da floresta amazônica e uma grave agressão ao sistema-Terra.

Este projeto se caracteriza pelo desrespeito às dezenas de etnias indígenas que lá vivem há milhares de anos e que sequer foram ouvidas; desrespeito à floresta amazônica cuja vocação não é produzir energia elétrica mas bens e serviços naturais de grande valor econômico; desrespeito aos técnicos do IBAMA e a outras autoridades científicas contrárias a esse empreendimento; desrespeito à consciência ecológica que devido às ameaças que pesam sobre o sistema da vida pedem extremo cuidado com as florestas; desrespeito ao Bem Comum da Terra e da Humanidade, a nova centralidade das políticas mundiais.

Se houvesse um Tribunal Mundial de Crimes contra a Terra, como está sendo projetado por um grupo altamente qualificado que estuda a reinvenção da ONU sob a coordenação de Miguel d’Escoto, ex-presidente da Assembléia (2008-2009), seguramente os promotores da hidrelétrica de Belo Monte estariam na mira deste tribunal.

Ainda há tempo de frear a construção desta monstruosidade, porque há alternativas melhores. Não queremos que se realizem as palavras do bispo Dom Erwin Kräutler, defensor dos indígenas e contra Belo Monte: "Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu".

Leonardo Boff, teólogo, é representante e co-redator da Carta da Terra.

Comentários (3)
1. Escrito por Marquinho O fim da floresta
Caro Leonardo. Belo Monte é apenas o desartre que está em vista hoje. Mas o monstro é maior. Aqui no Pará, além de Belo Monstro o Governo pretende ainda construir o Complexo Hidrelétrico doTapajós, no qual serão construidas 5 hidrelétricas que vão afetar aproxiamadamente 14.000 indíos mundurukus, além de ribeiRESEX, FLONAS. É realmente lamentável ver Lula dançando conforme a música de quem sempre tentou destruí-lo junto com o sonho de uma sociedade mais fraterna e sustentável.

Indignado,
Marquinho Mota
Rede FAOR.
Comitê metropolitano do Moviemnto Xingu Vivo para Sempre.
Belém - PA
http://www.xingu-vivo.blogspot.com/

2. Escrito por Frank de Luca energia limpa
peco gentileza abrir nosso site http://www.careelectric.com.br. Assunto peertinente a este artigo
http://www.careelectric.com.br/

3. Escrito por Mariana Também crime contra a humanidade
Belo Monte não é só um crime contra a Terra, é também um crime contra a humanidade também, o que será do povo que vive lá? se seu modo de vida, sua subsistência, sua sobrevivência for inviabilizada, como está previsto, não ocorrerá um verdadeiro genocídio? marcadamente dos povos indígenas, principalmente os não-contactados, que serão afetados. simplesmente irão desaparecer. É também uma questão social, talvez a mais séria que existe no Brasil, o extermínio dos povos autóctones dessa terra. o Brasil devia ser condenado pela Corte Internacional de Justiça, pela Corte Interamericana de Direitos Humanos

Fonte: Correio da Cidadania


fevereiro 17, 2010

Aviso aos navegantes: "Balbina no País da Impunidade" vai para o Youtube


Selda Valle, professora da Universidade Federal do Amazonas, abre a IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico (2009) e cita, na sua fala, o documentário Balbina no País da Impunidade - sobre a construção da hidrelétrica de Balbina -, cujas cópias viraram raridade.

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Nota do blog: Aviso aos navegantes que o vídeo "Balbina no País da Impunidade" brevemente estará no YouTube. Graças à professora Edneia Mascarenhas Dias, Pro-Reitora de Graduação da Universidade do Estado do Amazonas, que me presenteou com uma cópia em DVD, finalmente poderei socializar as imagens de uma obra que faz jus à sandice do capitalismo desvairado. Quando realizei esse "documentário de urgência" em 1989, a mídia da época resumia-se ao VHS, material que se deteriora com o tempo, principalmente pela ação de fungos. Vendi uma mísera dúzia de cópias, mal paguei o microfone comprado para registro das entrevistas durante a viagem até o local da barragem, patrocinada pela Associação dos Servidores do INPA - ASSINPA. Trinta outras cópias foram feitas para a CPT e o Movimento contras as Barragens; a minha sumiu no tempo. É possível que a Universidade Federal da Bahia tenha uma cópia, pois o vídeo participou da Mostra de Cinema e Vídeo sobre Meio Ambiente, realizado por aquela universidade. A extinta Associação Brasileira de Vídeo Popular possuia no seu acervo oito horas da filmagem que fiz no rio Uatumã, inclusive a entrevista com o missionário Egydio Schwade. Soube que no catálogo da ABVP havia um certo vídeo sobre Balbina. Espero, ao menos, que tenham me concedido o crédito. Minha profunda gratidão à professora Edineia. Aguarde! Brevemente na tela do seu computador.

dezembro 22, 2009

Lúcio Flávio crítica métodos de decisão sobre projetos hidrelétricos no Brasil


Assista a entrevista de um dos mais importantes jornalistas da Amazônia e depois leia a entrevista em que ele crítica os métodos de decisão sobre projetos hidrelétricos no Brasil.

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É preciso mudar radicalmente o método de decidir e colocar em prática projetos hidrelétricos no Brasil. Entrevista especial com Lúcio Flávio Pinto

A polêmica construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (Pará) é o tema desta entrevista com o jornalista Lúcio Flávio Pinto. Para ele, a hidrelétrica foi concebida para atender os grandes consumidores de energia, no caso, as fábricas de alumínio da Albrás, no Pará, e da Alumar, em São Luís do Maranhão.

Confira a entrevista no site Instituto Humanitas Unisinos

dezembro 13, 2009

Manifesto dos movimentos sociais de Marabá

Município de Marabá - Pará - Brasil
Mapa postado em media.photobucket.com

Nota do blog: A causa das ocupações e dos conflitos agrários no Pará deve-se à crescente migração interna no país. É possível antever o que acontecerá com o asfaltamento da floresta no entorno da BR-319, no estado do Amazonas, após a conclusão das obras de barragens no rio Madeira. Propagandas agressivas não têm base científica para dar credibilidade sobre o futuro desse território. Nunca a ciência foi tão desprestigiada.

MANIFESTO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE MARABÁ

No momento em que Marabá recebe a visita do presidente da mais alta corte de justiça desse país para lançar um “mutirão agrário” que tem como objetivo cumprir liminares que beneficiam fazendeiros e grileiros de terras públicas na região, os movimentos sociais vêm a público dizer:

1 – As causas das ocupações e dos conflitos.
Nos três últimos anos ocorreram 67 ocupações na área rural da região, envolvendo 10.600 famílias e 22 ocupações urbanas, só em Marabá, envolvendo cerca de 18 mil famílias. O aumento das ocupações se deve à crescente migração de famílias pobres para a região devido a agressiva propaganda dos governos e das grandes empresas sobre a geração de milhares de empregos na implantação de grandes obras do PAC e de imensos projetos de mineração da VALE. Atraídas pela falsa propaganda do emprego que não está ao alcance dos mais pobres, milhares de famílias ao chegarem à região só tem dois destinos: as ocupações urbanas e os acampamentos rurais. A ausência de políticas publica de habitação e Reforma Agrária, empurra essas famílias para a pobreza, a miséria e a violência. Marabá é a 2ª cidade mais violenta do país. É a região com maior número de assassinatos no campo, registros de ameaça de morte e de vítimas de trabalho escravo. Ao invés de responder ao grave problema social com políticas públicas, o Estado e o Judiciário respondem de modo irresponsável com violência policial. São quase 10 mil famílias urbanas e rurais que poderão ser despejadas e que não terão para onde ir!

2 – A justiça não pode proteger produto de crime. O Estado do Pará é também campeão dos crimes de grilagem e de apropriação ilegal de terras públicas. São mais de 6 mil títulos falsos registrados ilegalmente pelos cartórios, são milhões de hectares em poder dos criminosos. A Comissão Estadual de Combate à grilagem rastreou e comprovou essa situação no Estado e propôs que o Tribunal de Justiça do Pará (TJ) cancelasse, administrativamente , as matrículas objeto do crime. Para a surpresa e indignação de todos nós, o TJ Pará se negou a fazer isso. Só aceita o cancelamento judicial, o que jamais vai ocorrer devido à morosidade da justiça. A comissão recorreu ao Conselho Nacional de Justiça que precisa dar uma resposta urgente a esse crime. Arrecadando essas terras, milhares de famílias poderão ser assentadas, diminuindo assim os conflitos. Mesmo com a posição firme e corajosa da juíza da Vara Agrária de Marabá em ouvir o INCRA e o ITERPA antes de decidir os pedidos de liminares, o TJ Pará insiste em deferir liminares e exigir o despejo de famílias das fazendas do banqueiro Daniel Dantas. São terras já confiscadas pela Justiça Federal por terem sido compradas para lavar dinheiro sujo, são imóveis multados pelo IBAMA em centenas de milhões de reais por crimes ambientais, grande parte são compostas de terras públicas apropriadas ilegalmente ou griladas já comprovado pelo INCRA e ITERPA. Um verdadeiro flagrante de desrespeito aos requisitos da posse agrária e ao cumprimento da função social da propriedade previstos na Constituição Federal. A Justiça não pode rasgar a Constituição e as leis agrárias para proteger os crimes do latifúndio!

3 – O judiciário não pode promover a impunidade. Apenas nas regiões sul e sudeste do Pará, nos últimos 30 anos, são mais de 600 assassinatos de trabalhadores rurais e suas lideranças. Mais de 70% desses crimes sequer tiveram investigação para apurar a responsabilidade das mortes. Os cerca de 30% que resultaram em um processo, marcham para a vala da impunidade. Não há um único mandante preso, cumprindo pena por ter mandado matar trabalhadores rurais na região. A impunidade é uma espécie de licença para matar.

4 - Frente a essa situação exigimos:
a suspensão imediata das liminares de despejo nas áreas urbanas e rurais e o assentamento imediato das famílias acampadas; O cancelamento administrativo das matrículas de imóveis frutos de grilagem; Punição para todos os responsáveis por crimes contra os trabalhadores; O fim da criminalização dos Movimentos Sociais e de suas lideranças; Revogação dos mandados de prisão das lideranças do MST perseguidas pela bancada ruralista, pela imprensa e o governo!

Marabá, 04 de dezembro de 2009.

CPT, MST, MAB, CIMI, SDDH, PASTORAIS SOCIAIS DA DIOCESE DE MARABÁ,
CEPASP, FETAGRI REGIONAL, STR DE MARABÁ.


Apoio: FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO e COORDENAÇÃO DO CAMPUS DA UFPA EM MARABÁ.
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