PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
janeiro 06, 2010
Solidariedade ao povo de Paraitinga
Igreja da Matriz de São Luiz do Paraitinga desaba após ser invadida por água da enchente. Não restou nada, apenas 4 pilastras da Igreja.
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Elda:
Luciano:
Amigos,
Repasse para todos!
1) Eu e Lia (filha do Negão e Renata, Paranga) estamos no twitter, a comunicação por lá é mais rapida.
www.twitter.com/dinamarco
www.twitter.com/LiaMarques
2) Ito estará no Restaurante da Elisa Quiririm; a previsão para HJ é preparar 1000 quentinhas (almoço e jantar) e entrega-las na frente de batalha em SL Paraitinga. Estamos precisando de ajuda. Voluntarios apareçam a partir das 9:00 horas
O endereço do Restaurante é
Rua Virgilio Valerio nº57
Taubaté - SP, 12043-290
(0xx)12 3686-1791
3) Tudo é bem vindo, porem, os itens urgentes, que deverão ser entregues na galeria Mirian Badaro ( av. charles schneider, 1400 - loja 6 | cep 12040-000| taubaté - sp | (12) 3624-4454 | contato@mirianbadaro.com.br (ao lado da Toscana e Shopping Taubate) http://www.mirianbadaro.com.br/) são
-algodão
-gaze
-spray antisséptico
-pomada para assaduras
-absorvente
-fralda (geriátrica e infantil)
-luvas descartáveis
-cloro
-agua sanitária
-luvas(limpeza),
-sabonete,
-papel higiênico,
-copos descartáveis,
-agua mineral
-vassoura
-rodo
-bucha
-pano(limpeza)
4) O Ponto de doação em são Paulo é http://yfrog.com/4frnqkj
5) Em Taubaté os amigos da Família de Elpidio e Cinira dos Santos, Parangas, estão recebendo donativos na rua Panamá, nº20, jardim das nações. é a rua que sai de frente do quartel, que no começo chama-se Nicarágua e no outro quarteirão passa a se chamar Panamá com Raquel Roman e Lia Marques
visualizar o perfil de Luciano: http://www.orkut.com.br/Profile?uid=5211659503490562834&mt=5
* * *
Elda:
DOAÇÕES END. casa da Raquel Marques Roman: rua Panamá, nº20, Jardim das Nações TAUBATÉ
acabei de saber que agora eles estão precisando de material de limpeza, vassouras, rodos, luvas, galochas, etc...a casa da Raquel em Taubaté virou um QG para receber e enviar as doações.
O restaurante da Elisa - Quiririm- leva todos os dias mil quentinhas...precisam de voluntarios lá!
Raquel tb abriu uma conta no Banco do Brasil......entre em contato pelo email: raquelsaoluiz@gmail.com
bjus no coração, Elda
Luciano:
DOAÇÕES END. casa da Raquel Marques Roman: rua Panamá, nº20, Jardim das Nações TAUBATÉ
acabei de saber que agora eles estão precisando de material de limpeza, vassouras, rodos, luvas, galochas, etc...a casa da Raquel em Taubaté virou um QG para receber e enviar as doações.
O restaurante da Elisa - Quiririm- leva todos os dias mil quentinhas...precisam de voluntarios lá!
Raquel tb abriu uma conta no Banco do Brasil......entre em contato pelo email: raquelsaoluiz@gmail.com
1) Fotos de hj de SL Paraitinga http://www.flickr.com/photos/dinamarco/sets/72157623148032748/
2) Existe um blog para organizar a comunicação do Grupo http://www.sosparaitinga.blogspot.com/
3) Depoimento do Ito sobre as frentes de Batalha em SL Paraitinga http://www.youtube.com/watch?v=adZZfqwo4dU
4) Estamos muito preocupados, a Equipe que prepara as quentinhas no restaurante da Elisa em Quiririn está desfalcada, precisamos mais do que nunca de voluntarios para ajudar a montar as aguardadas quentinhas.
5) Existe uma conta aberta para depósitos por parte dos amigos da família Santos, organizada para suprir emergências da comunidade e logística de ajuda, administrada pela Raquel Marques Roman. Os interessados em ajudar entrem em contato pelos emails dinamarco@me.com ou marcimou@hotmail.com para obter detalhes.
janeiro 05, 2010
Tragédias ambientais: cobiça e descaso
O geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, é especialista no solo da região da Serra do Mar. Ele fala sobre as possíveis causas do acidente.
Nota do blog: O jornal A Crítica de hoje traz matéria assinada pela jornalista Ana Célia Ossame sobre áreas de risco da cidade de Manaus, cidade com alto índice pluviométrico e um incontrolável processo de favelização. Recentemente, uma dessas áreas ocupadas irregularmente no beiradão (orla) do bairro de Educandos veio abaixo. A Secretaria Municipal de Defesa Civil reconhece a existência de cerca de 120 áreas de risco, mas ressalva que nenhuma delas tem situação "semelhante à Angra do Reis". O que respostas óbvias como essa escondem é a ausência de planejamento urbano, omissão e descaso histórico quanto a ocupação de áreas de risco, sobretudo a dos igarapés e do beiradão. Neste último, além de assujeitar milhares de famílias ao risco de desabamento, deixou a cidade de costas para a bela baía do Rio Negro.
***
Causa em mim, uma angústia profunda ao testemunhar, pela televisão, os recentes “incidentes da Natureza” na região central de Angra dos Reis e na Ilha Grande. Mas não só por conta das perdas irreparáveis. Também pela lógica que a manterá, depois deste momento inicial de “indignação”.
Perdi um amigo em Paraty, Bernhard Metzger, e fui obrigado a reconhecê-lo no mesmo IML de Angra dos Reis, apesar da minha indignação com o descaso das autoridades locais. Ele era suíço e não tinha qualquer obrigação – assim como milhares de turistas – de saber que o mar da região não é para brincadeira. Nenhuma placa de sinalização na praia de Trindade, onde ele se despediu de nós. Nenhum informe. Quase nenhum apoio oficial diante do nosso desespero. Na semana seguinte, eu observava durante horas a praia. Famílias inteiras passavam pela mesma situação. Desconhecem totalmente os perigos da ressaca, o poder da Natureza, pouco sabem sobre os riscos iminentes.
No lugar de alertas, recebemos apenas panfletos mostrando “as maravilhas de Paraty”, oferecendo serviços, hotéis luxuosos. Em toda a região é assim. A mídia, igualmente, nem sequer nota. Toda semana alguém é pego pela ressaca, pelos deslizamentos, por falta de aviso. O problema é complexo, mas temos que dar o nome aos bois: é descaso e cobiça.
Na época, sem holofotes, eu tive que ficar durante uma semana em Paraty buscando Bernhard no mar, quase que implorando por atenção. Alguns exemplos de reação: o gabinete da prefeitura de Paraty duvidou da minha palavra (!) e o editor-chefe do RJTV tratou com desrespeito a namorada do rapaz, fazendo pouco caso do ocorrido e desdenhando da dor alheia (!!). Por uma questão de ética, não citarei o nome desse monstro em forma de humano, mas ele sabe quem é. Um típico editor de TV, a la Boris Casoy. A solidariedade veio apenas da população. Das pessoas reais.
Mídia a serviço da espetacularização
No caso mais recente, nem sequer os holofotes ajudam: a imprensa se limita a noticiar as histórias trágicas, depoimentos de parentes, sobreviventes e conhecidos. Mostra ainda recortes de depoimentos de políticos, que se limitam a desinformar o público ou fazer demagogia, conforme demonstrarei neste artigo. E voltam a se preocupar com o turismo, com os negócios. É tudo muito previsível. Que atividade mais medíocre é o jornalismo hoje em dia.
Uma única reportagem no Jornal da Band dia dois de janeiro – que por sinal é uma das poucas que não está no site deles! (aqui) – possui uma fala lúcida (e se alguém souber de outras, comente aqui nesta postagem). Um especialista, geólogo, é objetivo e direto neste vídeo: “Neste tipo de região o ser humano não poderia nem chegar perto”. Poderia, claro, explorar, conhecer, como eu mesmo gosto de fazer. Mas nunca, em hipótese alguma, ocupar. Em seguida o Jornal da Band mostrou um infográfico que deixa claro o posicionamento do especialista. É aterrorizante ver o quanto a tragédia estava anunciada.
“Esta área é instável naturalmente. Ocorrem escorregamentos mesmo sem a ação humana. No caso específico do desabamento na Ilha Grande era uma das situações naturais mais críticas, mais instáveis que se conhece. Costa bastante íngreme, com uma camada delgada de solo sobre uma laje de rocha impermeável, ou seja, de forma nenhuma poderia ser autorizada a ocupação do sopé daquelas encostas”, disse o geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos, em matéria no Portal Terra.
Essa situação era conhecida. E não só pelos especialistas.
Nesta matéria, e em outras declarações, o vice-governador e secretário de Obras do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, confirma em letras garrafais que a situação era conhecida. Há muito tempo. Agora, apenas após uma tragédia, eles “anunciam” mudanças (será?). Ou alguém com o mínimo de bom senso acredita que, da noite para o dia, um político qualquer “descobre” que existem 40 pontos suscetíveis a deslizamentos em uma única cidade?!
Sobre o turismo e a cobiça humana
A região de Angra dos Reis, todo o seu entorno – incluindo Paraty, onde meu amigo morreu – é conhecida pelos riscos. Mas a equação é conhecida: a mais importante secretaria destas cidades não é a de obras, e sim a de turismo. É pelo turismo que os políticos da região – e também os do governo estadual – pensam. É com o bolso.
Voluntaria ou involuntariamente, turistas e moradores em encostas, se afetados por qualquer tragédia, são considerados “efeito colateral”. Este é o pior tipo de “ação humana”: o descaso. O que deve ser feito não o é em nome do lucro, do turismo, do interesse em gerar renda a partir da exploração de áreas perigosas.
Eu já fui na Ilha Grande dezenas de vezes e a praia mais longe que visitei foi Aventureiro. Mesmo não sendo geólogo, sei que é inimaginável que se ocupe aquela região seriamente. No mínimo, com chuva forte, é essencial a evacuação imediata.
Solução e tecnologia já existem há anos
O Brasil já possui tecnologia. É simples. Basta o município se interessar em fazer uma carta geológica. Seria fácil se os nossos ditos “representantes” não estivessem comprometidos com medidas eleitoreiras e burras, como atenuar as exigências que restringiriam a ocupação desordenada do solo pelo homem. Foi o que o Senhor Sergio Cabral, co-responsável por estas mortes, fez. Quase toda a “imprensa”, que se diz livre, omitiu esta informação. Na TV a informação sumiu. Reproduzo matéria de suma importância na Folha de S. Paulo:
Tragédia anunciada
Renata Lo PreteEm setembro, três meses depois da edição do decreto de Sérgio Cabral (PMDB) que permitiu ocupação maior em áreas de preservação ambiental, como o local da tragédia em Angra dos Reis, o Ministério Público Federal na região elaborou um parecer apontando irregularidades nas novas regras.
O texto alerta para o risco de crescimento imobiliário desordenado e defende que esse tipo de alteração territorial só poderia ser feita por meio de lei. O relatório foi enviado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Para referendar o documento, os procuradores se ampararam em uma decisão sobre um caso semelhante do ministro Celso de Mello, do STF.
Dado seu caráter tolerante para com as construções de ricos e famosos, as regras do governo do Rio para Angra ganharam na região o apelido de “decreto Luciano Huck”, em alusão à casa que o apresentador tem no local. [...] (Matéria reproduzida no Blog do Noblat)
“Nossa briga sempre incluiu uma política que modificasse essa ocupação desordenada. A gente derrubava tanto casas populares como mansões clandestinas que ocupavam encostas, mas ainda é difícil mudar a realidade”, afirmou Carlos Minc, que foi secretário de Meio Ambiente do Estado. A pressão política que representa a cobiça humana, infelizmente, é maior.
Agora Cabral vem posar de administrador competente, “denunciando” a situação em Angra?! Demagogo. Assassino. É isso o que ele é. Se não foi ele o responsável, que aponte os responsáveis pelas autorizações criminosas, ou deve ser ele o responsabilizado. Porque, no fundo, este é o ponto central: quem autorizou o decreto assassino de Cabral?
E assim seguimos, perdendo nossas Yumis e Bernhards (fotos). Pessoas com sonhos do tamanho do mundo.
Lembro-me que Bernhard comprou uma edição de um jornal popular carioca. Ele se preocupara em aprender o português antes de vir para o Brasil.
Bernhard conhecera, por mim, a situação de uma creche em Shangrilá, periferia de Belford Roxo, em que 72 crianças de famílias da região passavam enormes dificuldades. Essa é uma das regiões mais problemáticas do Brasil, com toda sorte de dificuldades. Queria conhecer o local, intervir na realidade. Era um apaixonado pela vida e não admitia sua supressão a quem quer que fosse. Como Yumi, que transparece com facilidade sua grandeza espiritual. E assim seguimos, sem nossas Yumis e nossos Bernhards.
Se a Natureza não tem representante legal, falemos por ela. Não é culpa da chuva. É a ação humana, ou sua falta. É a cobiça pelo lucro e o desrespeito à Natureza os verdadeiros responsáveis por esta situação. Até quando?
Dedicado aos pais de Bernhard Metzger e a Ana Rachel Dantas, pela surpreendente força interna. E ao Bernhard, que está conosco.
Texto publicado em 04/01/2010 às 22:15 na(s) seção(ões) Ecologia, Opinião, Rio de Janeiro.
Fonte: www.consciencia.net
SOS Rio de Janeiro
SOS para o Rio de Janeiro – Chuvas causam mortes na capital e interior
Prezado leitor,
Iniciamos o ano de 2010 com notícias tristes e abaladoras.
Municípios do Rio de Janeiro sofreram e estão sofrendo com as perdas causadas pelas chuvas.
Na capital e no interior é o caos.
Estaremos relatando os fatos assim que recebermos mais dados e dados que a mídia não está publicando…
Pessoas morreram soterradas e muitas outras perderam suas casas e pertences.
Desejamos começar o ano com o pedido de que todos tenham solidariedade e compaixão.
Por favor procure saber se perto de onde você mora alguém está precisando de sua ajuda ou se você pode doar algo.
O Blog Amigos do Crivella tem leitores de todos os estados do Brasil e no exterior.
Caso você queira participar deste movimento de compaixão envie-nos um e-mail e diremos como proceder.
Nós cremos em um Deus que está nos montes e nos vale.
Desde já agradecemos seu empenho e colaboração.
Por favor divulgue este pedido.
@Crivella
e-mail: amigosdcrivella@gmail.com
Especulação imobiliária e ocupação do solo: uma sugestão de pauta
Em Angra dos Reis, no litoral fluminense, 22 pessoas morreram em dois deslizamentos de terra. Em uma pousada de luxo, na Ilha Grande, 15 pessoas morreram soterradas durante a madrugada.
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Especulação imobiliária e ocupação do solo: uma sugestão de pauta
Por Marcelo Salles, editor do Fazendo Media, publicado originalmente sob o título “Uma excelente reportagem e uma sugestão de pauta“.
Na noite desta segunda-feira, dia 4, a TV Brasil mostrou que está a fim de produzir e veicular um outro tipo de Jornalismo. Em seu principal telejornal, o Repórter Brasil, a emissora exibiu extensa e corajosa reportagem sobre a tragédia ocorrida em Angra dos Reis, mas com uma grande diferença em relação às empresas comerciais: a especulação imobiliária aparece entre os atores causadores das cinquenta mortes.
A TV Brasil foi a campo e entrevistou um vereador da oposição, em Angra, e o deputado estadual Alessandro Molon. Eles criticaram, respectivamente, o desvio de verba da prefeitura municipal, que deveria ser usada na proteção ao meio-ambiente, e o afrouxamento, pelo governador Sérgio Cabral, da legislação que garante a segurança das construções em áreas de encosta. De quebra, o telejornal ainda explicou, didaticamente, como funcionam as autorizações para as intervenções em regiões consideradas de risco.
Enquanto isso, as corporações de mídia culpam a chuva – que não tem assessoria de imprensa e nem verba publicitária. Quem assistiu a esta reportagem do Repórter Brasil não apenas tomou conhecimento de aspectos fundamentais para a compreensão da tragédia em Angra dos Reis. Também entendeu por que é tão importante a existência de veículos de comunicação que não sejam pautados pela lógica comercial, da audiência a qualquer preço.
Novos desastres anunciados
Na última quinzena de 2009, o deputado estadual Marcelo Freixo protagonizou uma discussão importantíssima para o cidadão fluminense, mas que infelizmente ainda não teve grande repercussão nos meios de comunicação (quem sabe a TV Brasil não se interessa?). Trata-se da tentativa de aprovação da lei que amplia a área de proteção do Parque Estadual da Serra da Tiririca – que abrange os municípios de Niterói e Maricá -, cuja votação estava marcada para agosto. A demora, segundo denúncia gravíssima de Marcelo Freixo, ocorre devido a um acordo do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, com o presidente da Alerj, Jorge Picciani. A maior beneficiária desse acordo é a especulação imobiliária, que em Niterói está concentrada nas mãos de uma empresa privada chamada Patrimóvel.
Em razão de sua luta pela aprovação da lei (assinada também pelos deputados Rodrigo Neves e Luiz Paulo), Freixo foi xingado de “leviano” por Jorge Roberto num jornal local. Sua resposta, na mesma moeda, foi dada no dia 15 de dezembro, no plenário da Alerj, e publicada no Diário Oficial.
Quem vive em Niterói, como eu vivo há 30 anos, conhece bem os males da especulação imobiliária. Crescimento desordenado; muita gente sem casa, muita casa vazia; preços exorbitantes dos imóveis; um trânsito cada vez pior (já levei 50 minutos para percorrer 8km); problemas graves de distribuição de água e energia; poluição crescente das praias (incluindo uma das mais belas do mundo, a de Itacoatiara); saneamento básico comprometido.
Se a sociedade não se mobilizar agora, Niterói pode viver uma tragédia de enormes proporções nos próximos anos. Além, é claro, de as tragédias cotidianas citadas no parágrafo anterior continuarem deteriorando, aos poucos e sem divulgação, a vida de milhares de pessoas. Muitas delas devido a esse profundo caso de amor entre o prefeito e a Patrimóvel.
Publicado em 05/01/2010 por Redação Consciência.Net na seção: Rio de Janeiro
Fonte: www.consciencia.net/agencia
dezembro 18, 2009
Lula na Conferência do Clima em Copenhague
Todas as fichas foram colocadas na mesa em busca de acordo para a Conferência do Clima, em Copenhague.
Nota do blog: Enquanto isso, as hienas de sempre apostam num fracasso da conferência.
O Amazonas no COP-15
Entrevista com o governador do Amazonas, Eduardo Braga, após reunião realizada em São Paulo com o presidente Lula para discutir propostas da sociedade civil para a posição brasileira na reunião da ONU sobre clima em Copenhague (Dinamarca).
Nota do blog: Cuidado! As hienas de sempre apostam num fracasso da COP 15 sobre clima em Copenhague.
dezembro 12, 2009
Les néo-écolos de droite face à leurs contradictions
11 Décembre 2009 Par Marilza de Melo Foucher
Edition : Quel temps à Copenhague?
Du 7 au 18 décembre 2009, l'attention mondiale est concentrée sur le Sommet de Copenhague, un événement organisé par l'ONU portant sur les changements climatiques, la COP15. A l’occasion de ce sommet se décidera dans quelle mesure les membres de l'Organisation des Nations unies vont agir, après le Protocole de Kyoto qui expire en 2012.
Tous les dirigeants et experts du monde entier seront présents afin d'identifier, de discuter, ratifier et appliquer des mesures concrètes concernant le changement climatique actuel à l'horizon 2050. Les résultats des négociations de Copenhague ne doivent pas se limiter à une conjugaison de la réduction des gaz à effet de serre et des mesures de protection de l’environnement. Il est aussi urgent d’y ajouter d’autres mesures concrètes sur le traitement social.
La préservation des écosystèmes sur lesquels reposent la vie humaine, animale et végétale est tout aussi fondamentale que la lutte contre les inégalités sociales et la redistribution des richesses. Les pays riches peuvent changer les infrastructures pour résister aux changements climatiques, peuvent inventer de nouvelles technologies vertes, mais les pays les plus pauvres ne peuvent pas produire ou acheter des solutions. Il faut donc leur donner les moyens de garantir leurs programmes d’éducation et de formation pour que les acteurs locaux puissent mettre en place des politiques publiques de développement durable et investir dans des écotechnologies.
Pour cela, l’OMC doit changer son fonctionnement en créant de nouvelles règles de marché basées sur des échanges technologiques commerciaux équitables. Les échanges avec les pays du sud, pauvres ou pays émergents sont toujours marchands. Malheureusement la coopération pour un développement équitable et soutenable entre les pays est encore loin de passer du discours à l’acte. Malgré les sommets de l’ONU, les politiques de coopération conduite par les gouvernements du Nord, n’ont jamais été basées sur la réciprocité dans les relations Nord/Sud.
Ces dernières années la lutte contre la pauvreté et contre toutes autres formes d’exclusion n’est plus une priorité. Pour les néolibéraux convertis en néo-écolos de droite, l’impératif économique prédomine face à la bonne volonté politique de changer les modes de production et de diminuer la consommation. Nous savons que la consommation toujours croissante produit de fortes tensions sur l’environnement, avec des émissions et des déchets qui contaminent le sol et détruisent les écosystèmes. Ce mode de vie entraîne des dépenses en ressources naturelles et énergétiques croissantes et de plus en plus insoutenables.
Rien d’étonnants qu’à quelques jours du sommet de Copenhague N. Sarkozy et ses amis conservateurs européens n’aient pas que des préoccupations climatiques ; ils ont eu du mal à chiffrer leurs engagements pour diminuer le réchauffement global. Ces mesures à adopter sont un peu trop espacées dans le temps… Toutefois ils s’organisent rapidement pour s’approprier d’un marché juteux en ce qui concerne le commerce avec les services environnementaux.
Le marketing écologique est en marche avec les grandes entreprises transnationales prêtes à contrôler le marché des énergies renouvelables et d’autres technologies dites vertes. Les différences d’approche politiques, entre les 190 pays présents à Copenhague sont notoires: entre protection environnementale, protection sociale et développement économique.
Les contradictions en matière de développement durable sont aussi nombreuses, elles se traduisent aussi dans les réponses politiques et économiques données, par exemple, dans le domaine des innovations scientifiques, tels que les OGM, le nucléaire, les énergies renouvelables, le biocarburant, pour ne citer que les plus emblématiques. Sans compter la résistance des pays du nord à un changement du fonctionnement des institutions de l’ONU qui les rendraient plus démocratiques.
Comment les pays qui sont à la tête de la gouvernance mondiale peuvent-ils prendre en compte à la fois la dette financière et la dette écologique qu’ils ont laissées aux pays du Sud ? Les inégalités sociales, l’augmentation de la misère, la dégradation des écosystèmes ruraux et urbains sont les indicateurs de l’échec du modèle occidental de développement.
Devant ce constat nous ne pouvons pas nous empêcher de dénoncer l’hypocrisie de la conversion tardive des écolos de droite, principalement en France. Cette conversion de façade, cache derrière l’effort planétaire pour stopper les effets du changement climatique, d’autres enjeux qui sont plutôt d’ordre économique. Si les gouvernements européens sont si préoccupés par le réchauffement climatique qui représente une vraie menace pour l'humanité, pourquoi laissent-ils toujours pour demain ce qu’ils pourraient faire aujourd’hui ? « El futuro se cambia en el presente » comme disent nos amis d’Amérique latine.
Pour quoi dans les discours et les actes du gouvernement, N.Sarkozy qui prône aujourd’hui une écologie populiste, ne parle jamais de changer le mode de production pour mettre en place un autre développement conçue de mode plus intégré ? Ils font du bla, bla, bla sur le développement durable mais ne l’appliquent pas à leur programme de gouvernabilité. Un vrai développement durable est un processus qui concilie l'écologique, l'économique et le social et établit un cercle vertueux entre ces trois pôles.
C'est un développement, économiquement efficace, socialement équitable et écologiquement soutenable. Cela signifie que le développement durable repose en réalité sur une nouvelle forme de gouvernance, où la mobilisation et la participation de tous les acteurs de la société civile aux processus de décision doivent prendre le pas sur le simple échange d’informations. Le développement durable entend promouvoir la démocratie participative et rénover l'approche citoyenne. L'accès à l'information, et la transparence en sont des pré-requis. C’est cette interaction qui donne une viabilité à la conception systémique du développement. Lorsque l’on pense de façon systémique, on ne sépare pas l’écologique du politique, du culturel, du social ou de l’économique. L’économie est au service du genre humain, lequel doit protéger la biodiversité et la socio-diversité. Chacun de nous est responsable de l’environnement où il vit. Même si nous ne pouvons pas agir directement sur le climat, nous pouvons rendre notre mode de vie plus adapté à la préservation de notre environnement.
Marilza de Melo Foucher
Consultante Internationale dans les domaine du développement intégré et solidaire
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Quel bonheur de lire un tel texte.
Quelle tristesse de penser qu'il n'a aucune chance d'être pris en compte par nos dirigeants.
11/12/2009 09:34
Par raybor
Voici un plaidoyer pleinement écologiste, tel que je pourrais le tenir, mais tout comme "raybor", je suis plus que sceptique -même si je combats pour son application avec l'énergie du désespoir- quant à sa réalisation, authentiquement révolutionnaire pour nos sociétés consuméristes. Je viens de terminer un très bon petit livre de B. Méheust "La politique de l'oxymore", qui traite de la récupération, notamment par Sarkozy (mais d'autres dirigeants politiques le font aussi) des thèmes écologistes et leur dévoiement vers une tournure productiviste. Ceci est simplement, selon l'auteur, le fruit d'une règle selon laquelle -et c'est sa thèse- "Un univers mental ne renonce jamais à lui-même si des forces extérieures ne l'y contraignent pas." Autrement dit, la plupart des gens sont prêts à se laisser abuser par les oxymores de nos politiques ("agriculture raisonnée",plutôt qu' agriculture pleinement bio, "développement durable", plutôt que décroissance sélective, "flexisécurité", "vidéo-protection", "offre d'emploi raisonnable" etc...) pour se masquer à eux-mêmes les gigantesques efforts qu'il faudrait dès à présent fournir pour limiter la casse environnementale et donc les terribles conséquences sur les humains. Copenhague sera un échec -c'est pévu, les négociations suivantes seront à peine plus probantes, mais il ne nous reste qu'à nous activer pour amener au pouvoir les Verts et autres Europe Ecologie -j'en suis partie prenante évidemment- pour au moins tenter quelque chose à l'échelle française ... enfin on peut toujours rêver
11/12/2009 11:03
Par vert73
Bravo ! Très beau texte et très bons commentaires. Rien à ajouter, sinon le teste majeur sur la bio-divseristé sincère : La Chasse; la chasse est une catatrophe annuelle, où tous les imbéciles sortent de chez eux pour tuer tout ce qui bouge encore, en toute ignorance de la vie naturelle. La nature n'est plus qu'un grand élevage de gibiers, c'est le droit de tuer et d'expulser tous les autres.
Autre teste de sincérité : les transferts d'argent à ceux qui polluent, détruisent et tuent . Et rien pour la nature et les amoureux de la nature.
Troisièmes testes : Le nucléaire et l'agriculture productiviste.
Sur ces testes-là aucune avancée à attendre de l'U.M.P. écologique.
11/12/2009 11:46
Par Phylloscopus
D'accord avec l'article et avec les commentaires.
Il reste quelque espoir tout de même. Essayons de nous donner une maxime du genre: "Il n'est jamais trop tard pour arrêter de faire des conneries". Autrement dit: même si Copenhague ne suscite pas les engagements nécessaires, et ne fait pas adopter les mesures adéquates, il faudra continuer à se battre, et chaque jour, chaque mois, chaque année qui passera nous rapprochera de l'évidence.
Cette évidence, c'est celle que les gens un peu éduqués et matures ont compris depuis des décennies, et qui est exposée notamment dans les livres d'Hervé Kempf, quand il parle (par exemple) de la rivalité ostentatoire décrite par Veblen. Beaucoup d'humains prétendûment sérieux, responsables et adultes se conduisent en réalité comme le dernier des enfants gâtés. Ils n'ont jamais passé (psychologiquement) le cap fatidique des 7-8 ans, quand l'égocentrisme fait théoriquement place à la conscience que les Autres existent et que ces autres sont autant de "moi".
L'exemple le plus typique de cette immaturité est bien entendu un certain petit Nicolas (Je, Moi, moi...), toujours dans l'illusion de la toute-puissance!
Ce que je veux dire, c'est qu'il faudra bien un jour sortir de l'esprit "magique".
A mon avis, on peut déjà commencer à percevoir les premiers frémissements. Mais bien entendu ce n'est pas suffisant.
11/12/2009 23:21
Par Dominique Couturier
Fonte: Mediapart


