Mostrando postagens com marcador intervozes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intervozes. Mostrar todas as postagens

julho 30, 2010

Por que a Unesco condena a concentração da mídia?

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá 

Estudo da Unesco condena a concentração da mídia

Na avaliação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, o Estado deve impedir a concentração indevida no setor de mídia e assegurar a pluralidade. Para isso, diz estudo da entidade, governos podem adotar regras para limitar a influência que um único grupo pode ter em um ou mais setores. A organização afirma que os responsáveis pelas leis antimonopólio precisam atuar livres de pressões políticas. As autoridades devem ter, por exemplo, o poder de desfazer operações de mídia em que a pluralidade está ameaçada, defende a Unesco.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lancou o estudo “Indicadores de desenvolvimento da mídia: marco para a avaliação do desenvolvimento dos meios de comunicação”. Segundo o documento da Unesco o Estado deve impedir a concentração indevida no setor de mídia e assegurar a pluralidade. “Os governos podem adotar regras para limitar a influência que um único grupo pode ter em um ou mais setores”, diz o estudo.

A organização afirma que os responsáveis pelas leis antimonopólio precisam atuar livres de pressões políticas. “As autoridades devem ter, por exemplo, o poder de desfazer operações de mídia em que a pluralidade está ameaçada”, destaca.


O estudo recomenda ainda a divisão equitativa das frequências de rádio e televisão entre as emissoras públicas, privadas e comunitárias, e entre as estações nacionais, regionais e locais.


Para a Unesco, a distribuição de concessões deve ser transparente e aberta ao público. “O processo deve ser supervisionado por órgão isento de interferência política ou interesses particulares”, afirma.


Na primeira categoria de indicadores proposta para avaliar a mídia de um país, a Unesco questiona se a liberdade de expressão e o direito à informação são garantidos por lei e respeitados na prática.


A publicação ressalta ainda a importância de se preservar a independência editorial e o sigilo das fontes jornalísticas. Além disso, conforme o texto, é preciso averiguar se a população e as organizações da sociedade civil participam da formulação de políticas públicas relativas à mídia.


A Unesco recomenda que o Estado não imponha restrições legais injustificadas à mídia e que as leis sobre crimes contra com a honra (como a difamação) imponham restrições o mais específicas possível para proteger a reputação dos indivíduos.


“Restrições à liberdade de expressão, o discurso do ódio, a privacidade, o desacato a tribunal e a obscenidade têm de ser definidas com clareza na lei e devem ser justificáveis em uma sociedade democrática”, diz o estudo.


Segundo o documento, a mídia não pode estar sujeita à censura prévia – ou seja, qualquer violação às regras para o conteúdo da mídia deve ser punida apenas após sua publicação ou divulgação.


Além disso, o Estado não deve tentar bloquear ou filtrar conteúdo da internet considerado sensível ou prejudicial. “Os provedores, sites, blogs e empresas de mídia na internet não têm a obrigação de registrar-se em um órgão público ou obter uma permissão dele”, informa.


Com relação ao sistema de rádio e televisão, a Unesco recomenda que haja às emissoras garantias legais de independência editorial contra interesses partidários e comerciais. O órgão regulador do setor também deve ser composto por integrantes escolhidos em processo transparente e democrático, e deve prestar contas à população.


Na terceira categoria de indicadores prevista no documento, a Unesco questiona se o conteúdo da mídia – seja ela pública, privada ou comunitária – reflete a diversidade de opiniões na sociedade, inclusive de grupos marginalizados.


A UNESCO também considera essencial para o fortalecimento da democracia o desenvolvimento da mídia comunitária; a capacitação dos profissionais da área; e o avanço da infraestrutura de comunicação, para recepção da radiodifusão, acesso a telefones e à internet.

Fonte: Carta Maior 

dezembro 28, 2009

Intervozes - Levante sua voz

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.


Vídeo sobre direito à comunicação produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung retrata a concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e- câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

CC - Alguns direitos reservados
Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra livremente com finalidades não comerciais.
Você pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você deve dar crédito ao autor original.

Intervozes lança vídeo sobre Direito à Comunicação

Numa linguagem inspirada no filme de Jorge Furtado, diretor do documentário "Ilha das Flores" vídeo compara a regulação da comunicação no Brasil com a lei da selva, onde os mais fortes ditam as regras.

Já está disponível no Observatório do Direito à Comunicação o vídeo do Intervozes sobre a temática do Direito à Comunicação. O curta traz uma breve história da concentração dos meios de comunicação no Brasil, com os nomes dos principais atores do cenário, e um panorama sobre a dificuldade de se ter uma comunicação mais democrática no país.

Na história, a personagem central representa telespectadores que encontram barreiras para conseguir se fazerem ouvidas frente ao monopólio dos grandes grupos empresariais de mídia. Assim, registra-se a dificuldade que existe no Brasil no cumprimento de normas constitucionais que garantem um cenário mais democrático. A linguagem escolhida para o vídeo foi a mesma do curta “A Ilha de Flores”, devido à simplicidade com que o diretor Jorge Furtado tenta expor características de uma sociedade capitalista. “Fizemos esta opção porque queríamos falar de maneira leve sobre um tema pesado, com pontos polêmicos e difíceis”, explica Pedro Ekman, integrante do coletivo e roteirista do vídeo.

Um dos exemplos do cerceamento à voz da população é ilustrado pela batalha da rádio comunitária Constelação, criada em 1998 por cegos e dirigidas a este público. Os irmãos Roberto e Raimundo da Silva, fundadores da rádio em Belo Horizonte, tentam há mais de 10 anos conseguir uma autorização do Ministério das Comunicações para funcionar legalmente. Enquanto há eles não obtem uma resposta do Minis, tiveram a sede fechada e Roberto foi condenado à prisão por dois anos, em um caso onde a rádio foi tratada como Pirata. “Ali aparece como o Estado lida com os meios alternativos de comunicação”, percebe Paulo. O Ministério das Comunicações ainda não concedeu licença de funcionamento para a rádio.

O vídeo se soma a outros trabalhos que o Coletivo tem produzido, inclusive como material de contribuição para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Recentemente, um caderno de propostas foi lançado tratando sobre outros aspectos da Comunicação como regulamentações e alternativas, como o sistema público de televisão e rádio. “Uma das principais contribuições é levar os assuntos que detalhamos para debate. O vídeo não esmiuça tanto quanto os materiais escritos, mas amplia o potencial de formulação de propostas e abre a linguagem para pessoas que tem dificuldade de entender esta discussão”, aposta Pedro.

Fonte: http://ow.ly/HvuY

dezembro 24, 2009

Boletim Intervozes 10

Olá!

Desejando a todos e todas um excelente 2010. O Intervozes encerra o ano com importantes conquistas e novidades para partilhar. Celebramos um 2009 com alguns avanços no setor das comunicações do Brasil, coroado com a realização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). As resoluções da Confecom apontam para medidas democratizantes no setor com propostas para fortalecer e descriminalizar as rádios comunitárias, efetivar o sistema público de comunicação e dar mais transparência, critério e participação nas concessões de rádio e TV. A Conferência também definiu que o direito humano à comunicação seja incluído na Constituição Federal e que o serviço de banda larga deve ser prestado em regime público.

Também foi neste ano que o Intervozes encerrou o primeiro ciclo de debates sobre os Indicadores do Direito à Comunicação. As atividades, desenvolvidas em parceria com a UNESCO, o Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da UnB e o Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Comunicação e Consciência (NETCCon) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, passaram por Brasília (DF), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Em 2010, estão previstas a realização de um evento nacional e a conclusão do documento para aplicação de um projeto piloto no Brasil.

Outra grande novidade foi o lançamento do vídeo "Levante a Sua Voz". Numa linguagem inspirada no filme "Ilha das Flores", do diretor Jorge Furtado, o vídeo compara a regulação da comunicação no Brasil com a lei da selva, onde os mais fortes ditam as regras. Vale a pena conferir!

Por fim, também o Observatório do Direito à Comunicação encerrou o ano com ações de peso. Além da cobertura em tempo real e exclusiva da I Conferência Nacional de COmunicação (veja aqui), o portal portal lançou a série especial "Debates Fundamentais", que vai jogar luz sobre temas como "Convergência Digital" e "Sistema Público". Quatro documentos, que serão lançados até o fim de janeiro, vão se transformar em revista digital sobre a Comunicação no Brasil.

Faça um ótima leitura e boas festas!

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

*

Confecom aprova resoluções importantes para as organizações sociais

Rádios comunitárias, sistema público de comunicação, revisão dos processos de concessão de rádio e TV e banda larga foram alguns dos temas das propostas aprovadas, apontando para um novo cenário das comunicações no Brasil.

Conjunto de indicadores do Direito à Comunicação será desenvolvido em 2010

Encerramento de ciclo de debates promovidos pela Unesco, Intervozes, LapCom/UnB e NETCCon/UFRJ aponta para um seminário nacional no início de 2010 e para a construção de um conjunto de indicadores a serem aplicados de forma piloto no Brasil.

Intervozes lança vídeo sobre Direito à Comunicação

Filme denuncia a concentração da comunicação no país que viola os direitos dos cidadãos e cidadãs que querem se fazer ouvidos no Brasil.

Observatório lança série "Debates Fundamentais"

Portal lança série especial que vai jogar luz sobre temas como "Convergência Digital" e "Sistema Público". Quatro documentos, que serão lançados até o fim de janeiro, vão se transformar em revista digital sobre a Comunicação no Brasil.

Rua Rego Freitas 454, CJ
122 - 12º andar
São Paulo SP
CEP: 01220-010
11 3877.0824


*

Ed. José Severo, sala 509, Quadra
6 - Bl. A - 81, SCS
Brasília DF
CEP: 70326-900
61 3341.3637

Fonte: www.intervozes.org.br
Posted by Picasa