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agosto 23, 2010

Pesquisa sobre Literatura e Internet





SCAR
(NOVÍSSIMOS AUTORES) ... Eu queria não ter querido o que aconteceu. Eu gostaria de não estar gostando de ter acontecido. Nenhuma emoção forte está em mim agora além de uma grande felicidade. E por isso estou triste ... Milena Martins

Seleta Twitter - Desvairados inutensílios
(SELETA TWITTER) ... Perder-se é divino. Mim Tarzã, You Tube. Sanduíche de elefantes? Sinto muito, acabou o pãozinho ... Silas Corrêa Leite

Encontro com Eunice Arruda
O Lugar Pan temporâneo convida você a participar de um encontro literário, junto com os escritores Claudio Willer, Donizete Galvão, Álvaro Alves de Faria, Celso de Alencar e muitos outros. Veja mais aqui.

A Ficção Científica na Literatura e outras artes
(EVENTO ESPECIAL) A terceira edição do evento INVISIBILIDADES, do Itaú Cultural, debate a Ficção Científica na literatura e suas expressões artísticas. Dias 21 e 22. Mais informações aqui.

Haikai coletivo
(CRIAÇÃO) ... Após a seleção brasileira tomar aquele vareio da Holanda, fomos almoçar em uma churrascaria. Em clima de descontração começamos a escrever haikais ... Gust avo Felicíssimo

A fragilidade da pedra
(PERFIL ESPECIAL) ... Beatriz Bracher é romancista. Em comum, os personagens dos seus romances falam em primeira pessoa, num tom confessional e intimista ... Sissa Frota

Retraços do poeta de quando nem em Marte nem em Terra
(ENSAIO) ... Logística e transporte possibilitam mergulhos incríveis sem sair de casa. Agente de viagens não é agente literário ... Marco Aqueiva

Último encontro
(NOVÍSSIMOS AUTORES) ... Diante do espelho: nua, ela quer ser beijada por um homem doce e violento ... Paulo Mohylovski

I Pin Pin de Literatura comemora o centenário do escritor Edgard Cavalheiro
(NOVO ENCONTRO LITERÁRIO) ... Com o simpático nome de I Pin Pin de Literatura, a cidade de Espírito Santo do Pinhal comemora os 100 anos de nascimento do escritor Edgard Cavalheiro, um dos criadores do Prêmio Jabuti ... Alexandre Staut

Investigação sobre blogs: implicações entre literatura e mídia digital
(PESQUISA INÉDITA) ... A discussão que propomos nesta investigação apresentará dados significativos a respeito da literatura digital produzi da atualmente no Brasil: o que pensa a nova geração de criadores literários ... Ana Carolina Coelho

Poeira branca
(CONTO) ... Nunca se case com alguém de Jacuí-Mirim. A pessoa pode ser belíssima, inteligente, agradável, mas aceite meu conselho: afaste-se dela ... Cláudio Feldman

Interior Via Satélite, de Marcos Siscar
(CRÍTICA) ... A capa do livro reproduz uma foto feita via satélite, e o que se vê ali é o rio Tietê, e numa curva, a casa natal do poeta, seu pequeno barco enferrujado quase imperceptível ... Masé Lemos

Romério Rômulo: uma poética implacável
(ESTUDO) ... Romério se movimenta num universo de contrastes, em que a experiência vivida testa as realidades estabelecidas em favor de uma lucidez cada vez maior ... Maria da Conceição Paranhos

Acta Media discute processo criativo nas artes tradicionais e nas novas mídias
In-Pacto, 8ª edição do simpósio internacional, aborda criatividade artificial, arte no mundo virtual, design e tecnologia, entre outros temas. De 13 a 27 de agosto. Veja mais aqui.

Aprendizado
(CONTO) ... Hist órias daquele tempo, dos anos 60 e 70, houve muitas. Há quem diga que não devem ser lembradas, remexidas, fazem mal, ainda, parece. Para quê? diz o Tribeca, velho cabo da PM ...
Cecília Prada


Uma porta (entre)
(POESIA) ... Começa aqui /o processo de desintoxicação /da língua /vão-se embora as pimentas /as palavras destemperadas /a saliva espessa /as peles ásperas /fica só a língua /presa /fácil /da última flor ... Vagner Muniz

Flash Mob da Bienal de SP será neste sábado, dia 14, às 15h
Uma mobilização relâmpago foi planejada via Twitter e Facebook para ocorrer durante a 21ª Bienal de São Paulo e é apoiada por diversos sites culturais, inclusive o Cronópios. Saiba mais aqui.

[18] Verso livre obrigatório versus forma fixa voluntária
(ANARCHICO ARCHAICO) ... Antes que me accusem de caretice, vou mais longe e digo o que penso dos vanguardismos tendentes a 'abolir' regras. Sempre admirei auctores iconoclastas que ousaram transgredir ... Glauco Mattoso

Crônica dos festivais abundantes
(CORRESPONDENTE FLIP) ... E neste cenário no qual se fala muito de erotismo, um desfile de contra-moda, onde os caipiras se vangloriam e as parisienses se rendem, tudo conjugado por um saudável erotismo de meia-idade ... Artur Matuck

A atualidade de Sigmund Freud. Será que vale a pena ainda ler Freud?
A Editora Civilização Brasileira, a Casa do Saber e a Livraria da Vila convidam para a mesa redonda. A partir de pontos de vista diversos, três autores falarão por que vale a pena sempre reler o pai da psicanálise. Mais informações aqui.

julho 28, 2010

Confira o que há de novo em Cronópios


Carta a uma senhorita em Paris - ''Redux''

Em 2008 o escritor e ator Jorge Miguel Marinho apresentou, na Livraria Martins Fontes em São Paulo, um monólogo que criou a partir de um famoso conto de Julio Cortázar chamado Carta a uma senhorita em Paris. Eu me posicionei junto à plateia com uma minicâmera de vídeo, estava registrando o evento para a TV Cronópios. As condições de luz, de som e mobilidade para a câmera eram as mais precárias possíveis. E, no entanto, surgiu um vídeo com uma personalidade toda especial, um dos meus favoritos dentre os que já realizamos. O excelente trabalho do Jorge Miguel Marinho, claro, é o motor do registro, e o que levou o nosso precário vídeo ficar tão bacana.

Relançamento Remasterizado

Hoje as condições para exibição de vídeo na web são melhores que em 2008. Por isso vale a pena relançar o vídeo Carta a uma senhorita em Paris em modo de exibição melhorado. Aproveitei para acrescentar algumas cenas e remasterizar a imagem com um novo filtro, alcançando agora um pouco mais de textura. Também, o tamanho da tela de exibição agora no site pode ser bem maior que o utilizado antigamente, a experiência ao assistir ficou mais vibrante. Veja se vale a pena mesmo ver de novo.

Pipol
Editor - Portal Cronópios




Carta a uma senhorita em Paris - 'Redux'
(RELANÇAMENTO) ... Eu me posicionei junto à plateia com uma minicâmera de vídeo, estava registrando o evento. As condições de luz, de som e mobilidade para a câmera eram as mais precárias possíveis ... Pipol

Desde Manhattan, Nueva York, habla el editor y escritor Robert Roth
(ENTREVISTA) ... Robert Roth nació en Nueva York en 1943 y es el coeditor de la revista And Then, una de las publicaciones neoyorquinas más conocidas entre las especializadas en letras ... Luis Benítez

Medéia: lenda e arte
(PALAVRA E IMAGEM) ... Os crimes mais espantosos e a violência mais inaudita percorrem as sagas mitológicas, mas nenhum deles atinge a exacerbação, a maldade, o cálculo frio e o desespero agônico de Medéia ... Guido Bilharinho

Garrafas
(CONTO) ... Chamei o sr aqui mais por obrigação, desencargo formal de consciência, sabe, foi o pessoal da seccional do IBAM que trouxe o problema ... Silas Corrêa Leite

Rumos Itaú Cultural Literatura: prorrogadas as inscrições
Itaú Cultural prorroga o prazo de inscrições para receber projet os de ensaios literários do programa Rumos Literatura 2010-2011: de 31 de julho para 13 de agosto de 2010. Veja mais aqui.

Servicinho extra!
(ANTOLOGIA) ... Preparo especial para o Cronópios: 18 haicais dispersos e 6 microcontos para twitter e orquestra de 140 toques da vida que nos toca ... JC.Pompeu

Jesus, a vingança
(MAHATMATHILDA) ... Desde criança, quando astrologia não era moda ainda, Pedro fazia mapa astral, estudava quiromancia e outros esoterismos. Lia mãos das pessoas, nas ruas, e acertava tudo ... Mathilda Kóvak

Andara: viagem ao lugar da reminiscência narrativa
(ENSAIO) ... Vista por parte da crítica como a metáfora da Amazônia, Andara, a região-conceito da obra de Vicente Cecim, engloba e excede esta definição ... Karina Jucá

Na língua materna
(NAS DOBRAS DA LÍNGUA) ... No dia 10 de julho de 2010 caminhei pelas ruas de minha cidade. Procurei um local para um café. E escrevi em português do Brasil ... Solange Rebuzzi

Fábio Oliveira Nunes lança CTRL+ART+DEL: Distúrbios em Arte e Tecnologia
É certo que você está sendo observado neste momento sob algum aspecto. Olhe à sua volta. Há câmeras de vigilância, satélites, telefones celulares, cartões de fidelidade de supermercados, chips de identificação.
+ Informações aqui.


Adeus cativeiro da métrica
(NOVÍSSIMOS AUTORES) ... Poesia de sílabas contadas /é feito café requentado, /vendedor de enciclopédia /em sua triste empreitada, /joelhada no cimento, /última aula na sexta-feira, /moeda rolando ralo adentro ... Gerson Chagas

Poesia para dançar
(LETRA & MÚSICA) ... O cd A Mulher das Palavras propõe um diálogo entre a poesia e a música. É esse trabalho que apresento agora, na ínt egra, com todas as letras e sons, para os leitores e ouvintes do Cronópios ... Karen Debértolis

Basicamente tudo parece blues
(ENTREVISTA) ... Jovino Machado traz para as páginas do Cronópios entrevista mais que recente realizada com o dramaturgo Mário Bortolotto.
- Para leitura imediata!


Ordenados
(MINICONTOS) ... Chegou à chefia do Seminário. Mesmo assim, ainda não se contentava. Seu desejo era alcançar o posto máximo da Igreja. Imaginava-se no Vaticano, acenando para as nações ...
Wilson Gorj


Nelson Rodrigues em seis atos
Cinédia Estúdios Cinematográficos, fundada em 1930, amplia suas atividades e oferece cursos e palestras no Rio de Janeiro. Em agosto, Ricardo Oiticica inicia curso sobre Nelson Rodrigues. Mais informações aqui.

Ricardo Aleixo faz 50 anos e apresenta seus novos trabalhos
O poeta, performador, artista visual e designer sonoro apresentará a leitura-concerto Música para modelos vivos movidos a moedas em São João Del Rei, abrindo a programação de literatura do Inverno Cultural da cidade. Saiba mais aqui.

No comprimento de águas e conchas
(POESIA) ... Alma embrulhada em rotina /reentrâncias na ponta da língua /sob os roncos da /nuvem escura /na vastidão do sem limite /navio à frente invisível /o incerto não mede aventuras ... Marco Aqueiva

Criação literária na prática
Curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema, coordenado por Donizete Galvão, abre nova turma em agosto. Saiba mais aqui.

Jazz Band na sala da gente
(LANÇAMENTO) Romance de Alexandre Staut traz a história de um judeu, músico de jazz e proprietário de um funerária, no interior de São Paulo, durante os momentos finais da segunda guerra mundial. Saiba mais aqui.

Antologia Poenocine
(NOVÍSSIMOS AUTORES) No passado era muito comum a formação de grupos de poetas com nome, endereço e produção conjunta. Hoje não mais, algo mudou. O grupo Poenocine recria a boa e velha fórmula.

julho 17, 2010

Cronópios - Literatura e Arte


 
Era uma meta que acalentávamos internamente aqui no Cronópios. Chegar aos 2 milhões de páginas movimentadas ao mês. São 2 milhões de páginas de Literatura lidas todo mês!! São 2 milhões de páginas tipo pergaminho - na web as páginas vão rolando, rolando... Assim, uma página web pode conter várias páginas, se usarmos o parâmetro de uma folha de papel tipo ofício. Se usarmos a medida "ofício", então chegamos a números ainda maiores de páginas de Literatura lidas mensalmente.

A meta agora é triplicar todos os números até 2012. Estamos trabalhando num novo portal para o Cronópios e ele terá mais tecnologia e novos recursos para os usuários e autores. Terá maior usabilidade e novas ferramentas de divulgação. Teremos uma Agência de Notícias autônoma e independente para divulgar o que se faz nos quatro cantos desse imenso Brasil.

O Portal Cronópios prepara muitas novidades para o segundo semestre de 2010. Fique conosco.

Pipol
Editor - Portal Cronópios


 

 
Basicamente tudo parece blues
(ENTREVISTA) ... Jovino Machado traz para as páginas do Cronópios entrevista mais que recente realizada com o dramaturgo Mário Bortolotto.
- Para leitura imediata!


Ordenados
(MINICONTOS) ... Chegou à chefia do Seminário. Mesmo assim, ainda não se contentava. Seu desejo era alcançar o posto máximo da Igreja. Imaginava-se no Vaticano, acenando para as nações ...
Wilson Gorj


Nelson Rodrigues em seis atos
C inédia Estúdios Cinematográficos, fundada em 1930, amplia suas atividades e oferece cursos e palestras no Rio de Janeiro. Em agosto, Ricardo Oiticica inicia curso sobre Nelson Rodrigues. Mais informações aqui.

Ricardo Aleixo faz 50 anos e apresenta seus novos trabalhos
O poeta, performador, artista visual e designer sonoro apresentará a leitura-concerto Música para modelos vivos movidos a moedas em São João Del Rei, abrindo a programação de literatura do Inverno Cultural da cidade. Saiba mais aqui.

No comprimento de águas e conchas
(POESIA) ... Alma embrulhada em rotina /reentrâncias na ponta da língua /sob os r oncos da /nuvem escura /na vastidão do sem limite /navio à frente invisível /o incerto não mede aventuras ... Marco Aqueiva

Criação literária na prática
Curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema, coordenado por Donizete Galvão, abre nova turma em agosto. Saiba mais aqui.

Jazz Band na sala da gente
(LANÇAMENTO) Romance de Alexandre Staut traz a história de um judeu, músico de jazz e proprietário de um funerária, no interior de São Paulo, durante os momentos finais da segunda guerra mundial. Saiba mais aqui.

Antologia Poenocine
(NOVÍSSIMOS AUTORES) No passado era muito comum a formação de grupos de poetas com nome, endereço e produção conjunta. Hoje não mais, algo mudou. O grupo Poenocine recria a boa e velha fórmula.

[17] Desalongando o pappo e desmedindo forças
(ANARCHICO ARCHAICO) ... Os poetas que, como eu, cultivam o metro fixo reconhecem que, para o soneto, o verso appropriado é o decasyllabo, à moda classica, ou o alexandrino, à moda parnasiana ... Glauco Mattoso

Poeta dos lamentos solidários
(PROJETO MEDAUAR) ... A maneira de Medauar identificar-se com as suas personagens e abrir-se às suas emoções vem de uma atitude de quem deseja mais ouvir do que falar. Seus contos são escritos aparentemente de fora para dentro... Hélio Pólvora

Terra afiada
(PROJETO MEDAUAR) ... Envio, daqui de Portugal, três poemas baseados na obra de Jorge Medauar. Uma contribuição minha ao projeto de resgate literário Semear a Web com Jorge Medauar ...
Paulo Pego


Jorge Medauar - Água Preta do Mocambo, BA
(PROJETO MEDAUAR) ... O novo me atrai, mas o velho, o escondido, o anônimo, me atrai ainda mais. Foi envolvido nesse sentimento que eu l i os contos A Maçonaria e o O Filho do Gringo ... Morani

As tartarugas telepáticas
(O RAIO DA SILIBRINA) ... Felicidade nossa que as Tartarugas do Cosmos são telepáticas. Destarte, a tartaruga número 1 pode se comunicar instantaneamente, de modo não-linear, com qualquer outra ... Bráulio Tavares

Caprica e caretas
(BURACO DE MINHOCA) ... No universo ficcional da série, a humanidade habita planetas espalhados pelo espaço. Um deles, de nome Caprica, parece uma parábola dos EUA contemporâneo ...
Alfredo Suppia


Primeira Epístola a Geraldo Lima
(ANTI-ENSAIO) ... Ler seu livro não foi prazeroso. Mas não se preocupe, isso não é ruim. Pois, não sou adepto da macrobiótica, nem da União do Vegetal ... Homero Gomes

A Fuga de Pulcinella
(TRADUÇÃO) ... Gianni Rodari (1920-1980), jornalista e escritor italiano que se destacou como autor de histórias infantis. Dentre suas publicações está Favole al Telefono, onde se encontra a fábula aqui traduzida ... Bruna Galvão

Um não-autor apresenta uma não-obra em Paris
(ALTERSC IENTIA) Este artista-comunicador constitui-se num autor que carrega sua própria obra, inaugurando e ocupando o espaço criado por seu desempenho-performance, tornando-se performer-disseminador de suas próprias ideias ...
Artur Matuck


Escuela de mujeres
(LAS VOCES Y LOS ECOS) ... En este trabajo se ha querido comentar la obra de cinco escritoras ligadas tanto por lazos afectivos como literarios ...
Antonio Maura


A autora e seu alter ego
(VIDA DE QUEM ESCREVE) ... A autora senta-se à frente do computador para começar a frase de abertura de um novo livro. Pequena pausa. A autora levantava-se, toma um copo d ´água, volta ...
Maria José Silveira


Coisas óbvias e lugares comuns XI
(A DIFERENÇA É O QUE HÁ) ... Clara continuava uma mulher bonita. Ambiciosa, aos quarenta anos tornou-se um sucesso nacional. Seu programa de TV queria mostrar a vida como ela é ... Eliana Pougy

abril 25, 2010

Como deixei de ser Deus

Clique para ampliar

"Os cientistas deixaram de ser deuses antes dos escritores"..., só os políticos ainda não aprenderam a lição.

abril 17, 2010

Jorge Medauar, um escritor BOM COMO O DIABO

Sábado, dia 17, a TV Cronópios começa a produzir um novo filme documentário. As filmagens começam pelo lançamento do livro Jorge Medauar em Prosa e Verso, no Esporte Clube Sírio, aqui em São Paulo. É uma honra e uma grande sorte a possibilidade de fazer esse filme que pretende ser um humilde resgate de um dos grandes escritores desse país. O Jorge Medauar não era só amigo, era também ídolo de gente como Manuel Bandeira, Drummont, Jorge Amado, Flávio de Carvalho, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, todo mundo. Era admirado porque era um homem de espírito livre, aventureiro e misto de empreendedor e boêmio. Todo mundo queria ser como ele, só faltava a coragem. E mais, e para completar ainda, era um escritor BOM COMO DIABO - veja só, esse é o título de um livro seu para crianças. Estamos produzindo o filme com a ajuda de Jorge Medauar Jr., filho do grande escritor e responsável hoje pela obra e acervo pessoal do pai (falecido em 2003). O Cronópios está com sorte, muita sorte. Muita sorte ao Cronópios! Quem quiser ir lá ver a gente e ajudar também na produção, será muito bem vindo e acarinhado.

Sábado, às 16h - Esporte Clube Sírio - SP.

Leia mais em Literatura e Arte - Cronópios

Posted by Picasa

março 06, 2010

Milton Hatoum fala de Manaus e esquece do Encontro das Águas

Baía do Rio Negro e Ilha de São Vicente
Foto: Rogelio Casado - Manaus-AM, 2005
Nota do blog: Talvez Milton não tenha falado do imbróglio criado pela empresa Lajes Logística - que quer construir um terminal portuário na região do Encontro das Águas - porque seria chover no molhado dar mais um exemplo da burrice que campeia por aqui no tratamento do nosso patrimônio cultural, arquitetônico e paisagístico. Com a palavra o estimado escritor amazonense, criado em Manaus na Av. Getúlio Vargas, quase esquina com a Rua 24 de Maio. Certamente, Milton Hatoum está entre os que repudiam aqueles que agridem nossa cultura. Chega de aberrações!

ENTREVISTA / MILTON HATOUM
O mito, a história e a literatura

Por Livia Almendary em 2/3/2010

Reproduzido do Brasil de Fato nº 365, de 26/2/2010; título original "Quando o mito vira história, e a história vira literatura"

O escritor Milton Hatoum se considera um "paulistano de Manaus". Estranha forma de localizar uma origem, não fosse o fato de revelar logo de cara a ideia de um país marcado por realidades socioculturais e econômicas muito distintas, porém simultâneas no tempo e no espaço e separadas, sobretudo, pela nossa "narrativa política esquizofrênica".

Não dá mais para pensar numa Amazônia desvinculada das questões urbanas de forma geral, ou pensar o Norte como um Oriente longínquo, uma massa verde povoada de apenas índios, esse nome genérico que designa "muitas vontades". Também nos lembra que na época da ditadura militar o movimento estudantil em Manaus, Belém e outras cidades amazônicas era muito ativo e que ali foi um ponto de encontro privilegiado de culturas de muitos lugares do mundo. Mostra-nos uma Manaus que passou dos milhares de habitantes para a casa dos milhões e que enfrenta problemas socioeconômicos que não são exclusividade dessa região, mas que precisam ser pensados nas suas especificidades.

Em suma, Hatoum nos convoca – por suas palavras nesta entrevista, mas principalmente por meio de sua literatura – a prestar mais atenção na Amazônia, ainda desconhecida não porque a floresta é profunda, mas porque o olhar viciado construiu discursos e mitos que contribuem para ignorância que ainda impera sobre a região.

***

Paulistano de Manaus

"Geralmente me apresento como um brasileiro de Manaus. Minha relação com a cidade onde nasci é muito forte e talvez seja, das muitas cidades em que vivi, a que mais me sensibiliza. Porém, sou um brasileiro de Manaus que já tem uma parte considerável de sua vida em São Paulo. Na verdade, sou paulistano de Manaus. Morei toda a década de 1970 aqui, depois morei em outras cidades, na Europa, voltei para Manaus, morei nos Estados Unidos. As duas cidades brasileiras com as quais tenho uma relação mais íntima, onde estão meus amigos, são Manaus e São Paulo.

"São Paulo tem muitas atividades literárias, é onde as coisas acontecem, é aqui que estão meus leitores, ou a maioria deles. Por outro lado, tornou-se uma cidade muito cara, caríssima. É uma cidade cujo urbanismo é burro, não foi planejada – apesar de que poucas cidades brasileiras o foram –, a questão do transporte urbano é muito mal pensada. Tem 12 milhões de habitantes, é enorme e tem pouquíssimas estações de metrô, por exemplo. É uma aberração."

Manaus de 68

"Estudei no Colégio Amazonense Dom Pedro II, uma escola estadual do Amazonas em edifício neoclássico, enorme. É um colégio muito combativo. Durante o regime militar, criamos um jornalzinho chamado O Elemento 106. Na natureza, são 105 elementos químicos, nós criamos o elemento 106. Participava desse jornal com uns amigos; dois deles saíram de Manaus em 68. Esse jornal já expressava a participação de um movimento estudantil naquela região. Depois, em Manaus, houve uma série de protestos e resistência. As pessoas pensam que só houve manifestações e resistência nas grandes cidades. Não, lá também teve, em Belém, na Amazônia toda."

Experiência e cidade

"A diferença é fundamental para quem escreve romance. Hoje, a vida de uma criança em São Paulo pode ser muito limitada a uma balada, um bairro, um shopping e eu não vivi isso. Minha infância foi em Manaus, mas não na beira do rio, como um ribeirinho de família cabocla. Foi uma infância mais urbana. Depois me mudei para Brasília muito jovem. Então vivi em Manaus, que é uma cidade portuária, numa época em que ainda era razoavelmente pequena, tinha uns 300 mil habitantes. De todos os modos, sempre foi uma cidade muito misturada, cheia de aventureiros, viajantes, imigrantes de vários lugares. Convivi um pouco com imigrantes do Líbano, da Síria, judeus marroquinos; foi uma experiência muito rica nesse sentido, fundamental para quem escreve.

"Meu avô me levava para a cidade flutuante, que era um bairro proletário, com uma vida muito intensa, me levava às vezes para o interior. Ele era um contador de histórias, não havia televisão, então a relação com a cidade, com as pessoas, era muito mediada por narradores. As pessoas contavam histórias."

Mito, história, literatura

"A literatura é mito porque a literatura surgiu da narrativa e qualquer narrativa pode se transformar num mito. Há mitos positivos e mitos negativos. Hoje, o Brasil é um mito positivo no exterior, mas isso oscila muito, pode ser visto também com um mito negativo ou clichê, ou como um conjunto de clichês. E há sempre um momento em que mito deixa de ser uma crença e se transforma em história. Como o mito da cidade encantada de Órfãos do Eldorado. O narrador lembra as histórias que ele ouvia de uma índia quando era criança na beira do rio e depois essas histórias rebateram na vida dele. A literatura pode ser explorada em quatro ou cinco grandes mitos, mas a questão é como narrar."

Narradores da vida moderna

"Acho que a literatura se revela na forma, na linguagem. Na narrativa, a principal questão é encontrar a voz do narrador, pois é a partir dela que vai se configurando a historia, as relações estabelecidas entre o narrador e os outros personagens. A escolha do narrador tem implicações até ideológicas. Se você construir um narrador cínico, completamente cínico, certamente está aí algum traço que você quis dar ao narrador que pode ter uma conotação ideológica. É como o discurso jurídico, uma arte, sem dúvida – mais ou menos explícita, mais ou menos oculta. É assim também no discurso político. O tom da voz narrativa pode deixar entrever posições ideológicas.

"O gênero romance, de maneira geral, é escorado na trajetória de vida de um indivíduo em torno do qual transitam outras personagens; podem ser parentes, desconhecidos, relacionados por encontros e desencontros. Nesse sentido, com exceção de Relato de um certo Oriente – que foi pensado como um coral de vozes, como uma história construída por diversos narradores e múltiplos pontos de vista –, meus livros se aproximam desse grande gênero da vida moderna. O grande tema da vida moderna é a solidão, que por sua vez faz parte da própria história da narrativa, se pensarmos que ela passou das vozes coletivas para a história do individuo, e do espaço coletivo para o espaço, sobretudo, da família burguesa. Em Dois irmãos e Cinzas do Norte, os que sobrevivem para contar a história são esses narradores solitários, ambíguos porque contam a história da qual eles mesmos fazem parte.

"Contudo, muitas vezes, a partir dessas relações entre as personagens, é possível construir um mundo maior que elas. Essas personagens estão num espaço que é político, cultural, geográfico, e que extrapola suas vidas. Então, o romance abarca desde a visão mais microscópica de um individuo, ou um par de indivíduos, até um movimento que sai da luneta e vai para uma tela, um afresco, um movimento social mais significativo. É o caso do romance histórico do século 19, por exemplo, em que figuram escritores como Balzac, Sthendal.

"Agora, isso é muito diferente do blog que fala do indivíduo o tempo todo e um indivíduo que passa o dia em frente ao computador. "Eu faço isso, eu faço aquilo." Não tem conflito, não tem personagem, nada intriga. Parece uma história qualquer que poderia ter acontecido com qualquer um e nesse sentido reduz muito a ideia de experiência. E dela depende muito o romance, a literatura de forma geral."

Literatura e política

"A literatura não dá respostas, ela expõe questões, problematiza, faz perguntas a partir de conflitos, de situações que envolvem tragédias e dramas humanos, mas o faz de maneira oblíqua, mediada. Em Órfãos do Eldorado, esses "órfãos" podem ser pensados como aqueles que muitas vezes são iludidos com uma ideia de país da abundancia, uma promessa de desenvolvimento. Uma das cenas importantes desse livro é o desembarque dos seringueiros que saíram dos seringais e foram morar num bairro chamado Paraíso, quase cegos pela fumaça produzida pelo processamento do látex. São personagens, mas é possível pensar que, como eles, milhões de brasileiros também "perdem a visão", ou são iludidos, na busca por uma promessa de vida melhor.

"No romance Cinzas do Norte, a personagem do tio Ran debocha do sobrinho que quer estudar Direito. E olha que a época do romance é 1970, 80. Estruturalmente, o país não mudou: na altura dos três poderes, da pequena cidade com vereadores medíocres e corruptos ao supremo tribunal e ao congresso, as relações políticas são um acordo de cavalheiros para que as coisas não mudem.

"Temos mais de 5 mil municípios e quanta indolência, negligência, irresponsabilidade e ignorância existe por aí. Quer dizer, chega uma caixa de livros do MEC no município x e não são distribuídos para as crianças. O cara responsável por isso não é patriota, não tem o mínimo senso de patriotismo, mas está lá, como prefeito, vereador. Há aos montes. Vai lidar com essa gente...

"Nossa herança colonial deixou muita violência, nos deixou em estado de guerra. O Brasil vive uma guerra. No começo do ano foram assassinados 10 mil jovens no Brasil. Veja Manaus... Estive lá o ano passado; em um mês houve 21 assassinatos. Que é isso?

"Agora, o país avança assim mesmo porque é enorme, tem muita gente trabalhando pelo país, tem órgãos públicos horríveis, mas tem alguns também maravilhosos, tem a sociedade organizada, ou uma parte dela. Tem algumas políticas públicas que estão dando certo, políticas de inserção social, políticas educacionais. Há várias pessoas que pensam no Brasil de uma outra forma, participam. Por isso digo que isso aqui é um grande manicômio, uma loucura, um país esquizofrênico: há um país que quer avançar e outro Brasil que é retrógrado, arcaico. É um avião trabalhando com uma turbina reversa, para trás, e a outra que vai para frente. O voo sai torto, meio adoidado.

"É muito esquisito. Veja a Luiza Erundina, condenada a pagar mais de 300 mil reais; foi processada, quase perdeu o apartamento, o carro, enquanto há um Sarney na presidência do Senado. Falo isso porque acho a Luiza Erundina uma pessoa de uma enorme dignidade. Há mil casos de injustiças e isso está também no Cinzas do Norte, na figura dos prisioneiros que esperam por um julgamento. O desafio do romancista é falar dessas loucuras sem tomar partido, sem ser um romance ideológico no sentido dogmático.

Índios no plural

"Meu primeiro contato com a questão indígena foi o conhecimento dessas pessoas deslocadas do interior da Amazônia para Manaus. Os índios e as índias eram levados para Manaus pelos colégios de freiras ou orfanatos e depois iam trabalhar nas casas da classe média. Inclusive, ainda é assim. Muitas delas saíam do alto Rio Negro para morar no Rio de Janeiro, muitas vezes nem sequer eram assalariadas. A Domingas, de Dois Irmãos, é uma personagem que deve muito à Felicité, uma personagem do Flaubert. Em Manaus, havia muitas Felicités. Apesar de se ler uma história um século depois da história do Flaubert, e de ser uma geografia e uma cultura totalmente diferente, as relações sociais e as relações de trabalho são muito semelhantes. A Felicité é uma pobre mulher que durante meio século trabalha para uma burguesa, a madame Aubin. É essa a história das empregadas domésticas de Manaus, que eram em sua maioria de origem indígena; algumas nem falavam, ou mal falavam português. Então meu conhecimento sobre os índios aparece pela primeira vez por essa via, por esse contato urbano.

"Hoje a situação é muito mais complexa porque a Zona Franca, a indústria, atraiu muita gente de fora, muita gente do Pará, do interior do Amazonas, mas também do Nordeste, sobretudo os pobres do Maranhão. É um centro industrial no coração da Amazônia, o maior pólo de produção de eletroeletrônicos da América do Sul, então imagina que essas pessoas vão para Manaus em busca de um Eldorado e essas pessoas moram em ocupações, barracos, sofrem problema, preconceitos fortíssimos, como o caso dos paraenses.

"Há muitas comunidades de índios isoladas na periferia de Manaus, não se sabe ao certo quantas são. Alguns dizem que há 8, 10 mil índios em Manaus. Alguns vivem em comunidades fechadas e em bairros "indígenas"; outros são misturados com a população pobre e na maioria, quase todos são párias, fazem bicos, ou são ajudados pela Funai, formam uma espécie de proletariado urbano. Não houve nenhum esforço – ou melhor, houve – de integrá-los socialmente, mas aí também seria um esforço mais social, envolvendo a sociedade, a ideia que tem do que é "ser índio". E seria preciso falar em índios no plural porque tem gente que não quer ficar no Alto Rio Negro, não quer ficar no interior do Amazonas, mas há outros que sim. Há os povos que vivem bem no rio Negro, no Solimões, mas também há essa vontade de ir para cidade grande, vontade de muitas coisas, muitas ilusões."

Amazônia por partes

"A Amazônia representa quase 50% do território nacional, é dona de uma riqueza cultural e econômica incalculável. E não há um projeto para ela. Nossa grande contribuição a ela, hoje, é a burrice de transformar a floresta em pasto. Há muita empolgação com a redução do desmatamento, mas o desmatamento tem que ser zero, tem que parar de desmatar.

"Agora, a Amazônia é muito complexa, não é essa floresta homogênea que faz parte do imaginário sobre uma região que continua desconhecida. Ela tem regiões densas, tem savanas, o Alto Rio Negro é uma paisagem, outra totalmente diferente é o Alto Solimões. Então, a Amazônia deve ser pensada por partes. Nesse sentido, o Jorge Viana, que já foi duas vezes governador do Acre, pensava a região de maneira brilhante, com um projeto para cada microrregião, cada uma delas com uma determinada vocação.

"Por outro lado, para se fazer um projeto para a Amazônia de ocupação econômica, exploração econômica, é preciso envolver as pessoas, a população, os cientistas que moram aí, que estudam o meio onde vivem. Há o INPA [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia], o Museu Emílio Goeldi no Pará, a Embrapa, as universidades federais e estaduais, quer dizer, é preciso envolver essas pessoas e o próprio ribeirinho. Às vezes, também é preciso desmatar, mas em que escala você vai desmatar? Que tipo de desmatamento e para quê? Não pode ser assim, sair queimando tudo para plantar soja e fazer pasto. Isso é loucura. Ao mesmo tempo é tão complexo – e por isso falei de manicômio – que tem até gente do Partido Verde da Marina Silva que é aliada a Blairo Maggi, eleito o motosserra de ouro por organizações socioambientais.

"E não podemos esquecer também que o drama da Amazônia é urbano. Quase 80% da população da Amazônia mora em cidades. As pessoas pensam que vão encontrar uma tribo, uma oca indígena em Manaus, chegam lá e encontram uma cidade extremamente diversa, plural, onde não importa a origem, se você é caboclo, índio, filho de libanês, filho de judeu, de marroquino, de espanhol ou italiano. E também tem todos os problemas urbanos de outras cidades do Brasil. O lixo em Manaus – assim como em São Paulo e outros centros urbanos, onde esse problema se tornou gravíssimo – é uma coisa de louco. Na saída de uma enchente, há poucos meses, a cidade foi inundada de garrafas plásticas. E a questão da habitação, mesma coisa. Acho por exemplo, que na Amazônia, as cidades, nas capitais e no interior, deveriam ter projetos de arquitetura específicos e adequados para escolas, para moradia popular, para tudo. Se você olha hoje para as habitações populares e as escolas da região, são vergonhosas, nada a ver com o ambiente. Uma arquitetura burra, que é fechar tudo e tocar ar condicionado. Caixotes com ar condicionado, caixotes horrorosos. A região está em plena linha do Equador e não tem sombra, isso para mim significa burrice, não há outra, é descaso total. Manaus é uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde, ao meio-dia, se você estiver na rua, fica com a cabeça torrada.

"Há um arquiteto carioca, Severiano Porto, que se estabeleceu em Manaus na década de 1960 e aí fez projetos maravilhosos. Fez o projeto do INPA, que virou uma espécie de oásis na cidade, com alamedas arborizadas, alpendrados, sombra. Esse tipo de atuação parece estar esquecido. Nesse sentido, há uma exposição aqui em São Paulo [ver serviço] de um fotógrafo francês chamado Marcel Gautherot que mostra fotos da Amazônia nas décadas de 1940 e 1950. É incrível ver nessas imagens a beleza da arquitetura popular, as palafitas, uma sabedoria local para evitar que a casa sofra em tempos de enchente, ventilação cruzada, essas coisas. Então, pensar na Amazônia hoje é também pensar em questões urbanas. O problema ambiental brasileiro passa – e talvez sobretudo – pela questão das cidades.

Exposição fotográfica

Marcel Gautherot - Norte

Sob curadoria de Milton Hatoum e Samuel Titan Jr, a exposição reúne 70 imagens captadas pelo fotógrafo entre os anos de 1940 e 1970. Com o olhar voltado para a Amazônia, pescadores, boiadeiros e ribeirinhos são retratados em meio a uma região norte pouco conhecido.

Instituto Moreira Salles, Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis, São Paulo. Terça a sexta, das 13h às 19h; sábado e domingo, das 13h às 18h. Até 21 de março 2010. Entrada franca

Quem é?

Milton Hatoum é de família de origem libanesa e nasceu no dia 19 de agosto de 1952 em Manaus, Amazonas. Considerado um dos principais escritores brasileiros vivos, Hatoum escreveu quatro romances: Relato de um Certo Oriente, de 1990, Dois Irmãos, de 2000, Cinzas do Norte, de 2005, (todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jabuti de melhor romance) e Órfãos do Eldorado, de 2008. Em 2009 lançou o seu primeiro livro de contos, Cidade Ilhada.

Fonte: Observatório da Imprensa