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fevereiro 17, 2010

Uma tragédia anunciada dá início à criminalização de um movimento social

Acervo Movimento Sem Teto



Nota do blog: Sexta-feira, dia 12.02, o Movimento dos Sem-Tetos, pede a presença de parlamentares em área ocupada na região do Tarumã, onde três comunidades - Novo Paraíso, Gurgel e Jefferson Peres - estão em litígio com supostos proprietários da terra. Ninguém apareceu. Domingo, dia 14.02, tiros na ocupação Novo Paraíso. Um morto, por afogamento, e seis desaparecidos. Antes dessa tragédia anunciada a mídia ali compareceu para dar cobertura apenas uma vez. Só um lado da história foi ouvido. Depois o silêncio. Sinais de censura. Ninguém atendeu o apelo por nova cobertura, para ouvir os detidos e presos no IPAT ou as demais famílias de pequenos agricultores que lutam por um pedaço de chão. Segunda-feira, dia 15.02, a mídia dá sinais de vida, desta vez para registrar a tragédia anunciada e dar voz a uma certa autoridade do poder público comprometida até a raiz do cabelo com o suposto proprietário do lugar. Segundo um dos líderes da ocupação, basta conferir a prestação de contas da última eleição. O suposto proprietário aparece como financiador da campanha do então candidato. Faz-se urgente uma posição do Ministério Público do Estado do Amazonas. Está em curso a criminalização do movimento social conhecido como Movimento dos Sem Teto.

fevereiro 02, 2010

Sem ordem de prisão, Batalhão do Meio Ambiente da PM desocupa a Comunidade Jefferson Peres

Acervo Movimento dos Sem-Teto


DENÚNCIA - Movimento de Sem-Tetos denuncia o Batalhão de Meio Ambiente da Polícia Militar do Amazonas.

Sem mandato de prisão, o batalhão deteve 75 pequenos agricultores. Quinze deles continuam presos irregularmente. Eles fazem parte de uma centena de pessoas que há mais de um ano ocupam terras na região do Tarumã. O líder do movimento está com prisão preventiva decretada.

Todo o trabalho de um ano das famílias de agricultores sem terra foi destruído: mudas de frutíferas, animais de criação, roçado de subsistência.

Depois da cobertura inicial da mídia local, veio um silêncio suspeito. Há informações de que os jornalistas estão impedidos de gerar novas matérias.

A comunidade que se nomeia como Comunidade Jefferson Peres teve, até o presente momento, a solidariedade de um padre da Igreja Católica e do vereador Mario Frota.

As fotografias acima foram enviadas pelo Movimento Sem Teto.