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novembro 22, 2010

Teatro: O Mestre de Obras

PICICA: “O texto nasceu de uma pequena verdade chinesa sobre o desapego: toda vez que cria uma mandala, o artista a destrói assim que está pronta para não se apegar ao que faz”.
Críticas do Macunaíma convidou você para o evento 'O Mestre de Obras' em Portal Macunaima
Horário: 24 novembro 2010 às 18:00 a 16 dezembro 2010 às 19:00
Local: Teatro Augusta
Organizado por: Marcela Lima

Descrição do evento:
A peça O Mestre de Obras, com texto do jovem dramaturgo Julio Santi e dirigida por Fernando Nitsch, volta ao cartaz dia 24 de novembro, na Sala Nobre do Teatro Augusta, onde cumpre temporada até 16 de dezembro, sempre quartas e quintas-feiras, às 21 horas.

Depois do sucesso da primeira temporada, sempre com lotação esgotada no Viga Espaço Cênico, O Mestre de Obras passa a ser encenado em um teatro maior com capacidade para 302 espectadores. A peça impressiona pela profundidade do texto e pela encenação de Nitsch, baseada no realismo fantástico

Sinopse

Para ficar completa, a equipe “perfeita” (engenheiro, pedreiro, encanador etc.) precisa de um arquiteto. Durante o trabalho de erguer uma casa, cada personagem conta sua história e traz ao público imagens da imaginação e dos sonhos. A metáfora da construção toca em temas caros à vida do homem contemporâneo, seja jovem, adulto ou idoso: desapego, nostalgia, ambições, aqui-agora e, o principal deles, as transformações.

Julio Santi explica que “O texto nasceu de uma pequena verdade chinesa sobre o desapego: toda vez que cria uma mandala, o artista a destrói assim que está pronta para não se apegar ao que faz”. E completa: “a peça adapta a pequena fábula e utiliza a construção de uma casa como alegoria para a vida.”

Sobre o autor

Julio Santi é bacharel em Língua Portuguesa e Chinesa pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da USP, e mestrando em Teoria Literária na Unicamp. É ator pelo Teatro-Escola Célia Helena e concluiu em 2010 o curso Introdução ao Método do Ator no Centro de Pesquisa Teatral (CPT/SESC), coordenado por Antunes Filho. Seu primeiro texto, A Mesa Já Está Posta, foi encenado em 2007, no Instituto Cultural Capobianco.

Sobre o diretor

Fernando Nitsch está em cartaz com a peça Ceci Beijou Perí, e aí José?, último texto escrito pelo dramaturgo Reinaldo Maia. É formado ator pelo Teatro-Escola Célia Helena e desponta como um potente jovem diretor. Já esteve à frente de A Mesa Já Está Posta, de Julio Santi, Novos Velhos Dias, de Reinaldo Maia, e A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht. Também foi integrante do grupo Folias D’Arte.

Espetáculo: O Mestre de Obras

Texto: Julio Santi

Direção: Fernando Nitsch

Elenco: André Sakajiri, Fábio Takeo, Léo Stefanini, Lucas Pretti, Renan Winnubst e Ricardo Gimenes

Iluminação: Aline Santini

Ilusionismo: Cláudio

Cenografia e figurino: Renan Winnubst

Reestreia: 24 de novembro – quarta-feira – às 21 horas

Teatro Augusta - Sala Nobre - Capacidade: 302 lugares

Rua Augusta, 943 - Cerqueira César/SP - Tel: (11) 3151-4141

Temporada: quartas e quintas - às 21 horas - Até 16/12/2010

Duração: 55 min – Classificação etária: 12 anos – Gênero: Comédia (realismo fantástico)

Ingressos: R$ 30,00 (meia entrada: R$ 15,00 p/ idosos, estudantes, classe teatral e professores da rede pública, mediante a apresentação de comprovante) - Bilheteria: 4ª a 6ª (a partir de 14h); sab. e dom. (a partir de 15h) – Reservas por telefone: 4ª a sab. (15h às 19h) e dom. (15h às 17h) - Aceita cheque, dinheiro e cartões (MC, D, RS).

Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel 4003-1212) ou (s/ custo adicional) pelo www.omestredeobras.com.br/ingressos - Possui acesso universal e ar condicionado

Mais informações s/ a peça: www.omestredeobras.com.br e twitter.com/omestredeobras.
Fonte: Portal Macunaima 

agosto 27, 2010

Zumbi or not Zumbi

 O Espaço Ay Carmela Convida para a apresentação da peça 'Zumbi or not Zumby', uma adaptação do texto "Arena Conta Zumbi" de Augusto Boal e Francesco Guarnieri, com direção de Thiago Reis Vasconcelos. Ela será apresentada neste sábado, dia 28 de Agosto, a partir das 19 horas.

Tendo o tema da escravidão no Brasil e a história de Zumbi dos Palmares como base, os atores do Projeto Y da Cia. Antropofágica narram neste musical uma história muito maior: a de todos os que já lutaram e lutam por liberdade.

A peça, além de estrear e ficar em cartaz durante temporada no Espaço Pyndorama, foi apresentada em escolas públicas e em unidades da
Fundação Casa, o que gerou um enriquecimento no processo ao tratar de temas como escravidão, liberdade, submissão e revolta justamente em instituições de alto controle social e de hierarquização.

Contribuição sugerida: R$ 5,00 (ou pague o quanto puder!).
Todo o dinheiro arrecadado será revertido para a manutenção do espaço!

Espaço Ay Carmela!
Contatos: tel. 11 3104-4330 e e-mail ay-carmela@riseup.net
Rua das Carmelitas, 140 - Sé - São Paulo / SP (Travessa da Rua Tabatinguera / Saída Poupatempo do Metro Sé) Siga as placas ; Mapa:
http://maps.google.com.br/maps?f=d&source=s_d&saddr=-23.550877,-46.63238...

agosto 19, 2010

O nascimento do velho, por Paulo José Cunha

Imagem postada em Mitos do Teatro Brasileiro
  O nascimento do velho
                                                  
Paulo José Cunha (para o querido Gê Martú)

        No dia 28 de julho de 2020 o velho que morava dentro do menino resolveu nascer. O menino ficou sem saber direito o que dizer, nem disse: apenas olhou o velho nascer como se o velho se erguesse das entranhas da própria morte, até chorar o primeiro choro, entre aplausos da platéia que acompanhava aquele estranho parto. O velho teve medo de nascer, e mesmo antes de vir ao mundo já chorava por dentro, um choro preso, contido, um choro imenso, que guardava as milhares de histórias recolhidas pela vida. O menino olhava o velho que nascia, e como se tudo de repente estivesse às avessas, o menino que recolhia e acalentava em seus braços o corpo do velho, e o embalava suavemente, e o consolava, e o protegia dos medos - cantava. Ah, o menino cantava com uma voz bonita, como fazem as mães. Cantava as mais antigas canções de ninar...

        O menino, asmático, tinha mais medo que o velho, de num suspiro mais fundo ver a vida esvair-se, e o ar faltar-lhe, e findar-se o tempo. Mas, ao invés, o menino aprendeu olhando o velho que viver é fácil, é só viver. E estar sempre disposto a respirar fundo, bem fundo, cada vez mais fundo, como se no pulmão coubesse todo o ar que existe no mundo.  

        O menino olhava o velho que dormia em seu colo e rezava pedindo a Deus que o deixasse envelhecer bem, assim como envelhecera o velho que dormia. E no delírio do sonho que sonhava, o velho ouviu mais uma vez as palmas da platéia.

        O menino cantou, de todas, a mais bela canção de ninar. E enquanto ninava o velho, que dormia cada vez mais profundamente em seu colo, a cortina foi se fechando, as luzes se apagando, e o mistério da vida acontecendo. As lágrimas do menino molharam as faces do velho que sorria dentro do sono, até que ouviu-se a mais formidável salva de palmas deste mundo.

        Nos camarins, um velho e um menino, em frente ao espelho, entre risos, caprichavam em cada detalhe da maquiagem.  

        O porteiro do teatro pegou a vassoura de pelos e começou a varrer o tapete entre as poltronas, sonhando com o espetáculo que dali a pouco encheria de emoção o palco do velho teatro. Na bilheteria, lá fora, já se formava uma fila enorme. A noite prometia.   

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Gê, meu querido, não o vejo há tanto tempo que já nem sei. Mas a emoção de ler aquela página do Correio com sua entrevista e ver a foto (que merece moldura eterna) não me permitiram ficar em silêncio. Por isso escrevi essa pequena crônica, que lhe ofereço, só para registrar o momento e seu mistério.

Um beijo. PJ

julho 26, 2010

Teatro: dois amazonenses entre os premiados

Teatro Amazonas
Foto: João Eduardo Penna de Carvalho

 Parabéns, Douglas Rodrigues e José Diego

Prêmio Myriam Muniz de Teatro: lista de contemplados divulgada

A Fundação Nacional de Artes divulgou nesta terça-feira, dia 20 de julho, a lista de contemplados com o Prêmio de Teatro Myriam Muniz 2010. Ao todo, 68 projetos de  montagem e circulação de espetáculos foram selecionados. As premiações chegam a R$ 150 mil.

O processo seletivo esteve aberto a artistas independentes, produtores, associações, cooperativas, companhias, grupos e empresas teatrais de todo o Brasil. Mais de 2.100 projetos foram inscritos no programa. A análise do material coube a uma comissão formada por Marcio Boaro, Antônio Alcântara, Leone Silva, Valência Losada, Benedita Martins, Monica Ribeiro, Samuel Baldani e Ricardo Libório, especialistas das cinco regiões do país.

O Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz é uma ação fundamental de incentivo à produção artística, à circulação de espetáculos e à formação de público para o teatro brasileiro. O nome do programa presta homenagem à atriz Myriam Muniz (1931-2004), que, reconhecida por interpretações marcantes, dedicou os últimos anos de sua carreira à formação de novos talentos.

Veja a lista de contemplados – categoria Circulação de Espetáculos

Veja a lista de contemplados – categoria Montagem de Espetáculos

março 10, 2010

"Benditos sejam os que nadam contra a corrente"

Tainha e Querô
Foto: Francisco Mattos
Grupo Sombrero de Teatro & Cooperativa Paulista de Teatro

Apresentam

GRITO!

Da Obra de Plínio Marcos

"Benditos sejam os que nadam contra a corrente".

Reestreia do espetáculo Grito! do Grupo Sombrero de Teatro. A peça é uma adaptação de três obras fundamentais de Plínio Marcos (Querô - Uma reportagem maldita, O Abajur Lilás e Navalha na Carne). Grito! fica em cartaz do dia 13 de março a 13 de junho de 2010, na Oficina de Atores Nilton Travesso - Teatro Irene Ravache.

Sinopse - Querô, um menor abandonado, luta, a seu modo, para livrar-se de um destino de miséria e de injustiças que lhe impõe uma sociedade "cega" para seus filhos e suas atitudes. Constrói-se, então, um universo repleto de seres em busca de um pouco de afeto, de amor, de dignidade e - por que não? - de humanidade, no qual muitas histórias de dor, de sofrimento, apontam, livres de qualquer julgamento, as inúmeras facetas e potências do espírito humano, característica primordial da obra grandiosa de um dos maiores dramaturgos brasileiros e do mundo. Neste espetáculo, morte e vida, desespero e esperança, agressividade e delicadeza se tocam, comungam, caminham lado a lado, demonstrando que, por mais que a alma humana, uma e outra vez, tangencie um desses sentimentos, o ser humano é complexo, dono de desejos puros e espurcos, às vezes, incompreensíveis. Ademais do "grito" de angústia e de liberdade social que se eleva das personagens, há o "grito" íntimo, secreto, que identifica cada alma, numa anelante busca de si mesma.

Ficha Técnica
Textos: Plínio Marcos
Adaptação, Direção e Concepção Artística: Sérgio Milagre / Co-Direção: Zaqueu Machado / Assistência de Direção, Gestual e Corpo: Rico Malta / Supervisão Geral: Nilton Travesso / Preparação Corporal, Teatro-Dança Butoh: Sérgio Milagre / Preparação Vocal: Flávia Cruzatto / Produção Executiva: Laila Pas e Daniela Persan / Produção de Espetáculo: Daniela Gomes / Cenografia: Sérgio Milagre e Daniela Gomes / Sonoplastia: Sérgio Milagre / Figurinos: Daniela Gomes, Flávia Cruzatto, Aline Oliveira e Dorival Barreiros / Visagismo e Maquiagem: Rogério Magalhães / Direção Musical: Ana Paula Ramos e Maria Fernanda Poli
Assessoria de Imprensa: Zaqueu Machado e Edson Lima (O Autor na Praça)

Elenco: Aline Oliveira / Andréa Brito / Bruna Brito / Cíntia Moreira / Daniela Gomes / Daniela Persan / Denise Jordão / Dorival Barreiros / Fernando Sahium / Flávia Cruzatto / Guilherme Nullius / Juh Victor / Laila Pas / Leonardo Bizerra / Lucas Faria / Maycon Cunha / Marcos Paschoal / Marcelo Vila’Nato / Marcelo Nascimento / Sérgio Mathias / Sérgio Milagre / Sergio Valentim / Vitor Schelp / Zaqueu Machado

Serviço:
Oficina de Atores Nilton Travesso - Teatro Irene Ravache


R. Capote Valente, 667 - Pinheiros - Tel. 3088-1258 / 3081-5493 - www.niltontravesso.com.br
Sábado, 21h e Domingo, 19h30 - Temporada: de 13 de março a 13 de junho de 2010
Ingresso: R$ 30,00 - Desconto para terceira idade e estudantes: 50% (Meia) - Aceita cheque
Duração: 90 min - Faixa etária 16 anos - 120 lugares - Acesso para deficientes
Estacionamento conveniado: Hotel Mercury (Rua Capote Valente, 500)

O Grupo Sombrero de Teatro, da Cooperativa Paulista de Teatro, sob a direção de Sérgio Milagre, montou, em 2007, Lamento por Ignacio Sánchez Mejías (monólogo), baseado em texto homônimo de Federico García Lorca. Homens de papel, de Plínio Marcos, é a segunda montagem do grupo, também de 2007, e Grito!, a terceira.

fevereiro 06, 2010

Mulheres de M

Postada em clotildetavares.wordpress.com
COMPANHIA DE INTÉRPRETES INDEPENDENTES

apresenta

MULHERES de M

é uma remontagem do primeiro espetáculo da companhia, quando ainda se denominava Risuenho Cia de dança, chamado Mulheres de Macbeth. Abordando o universo feminino da peça teatral Macbeth de William Shakespeare faz uma reflexão sobre o papel desempenhados pelas mulheres na derrocada do personagem título da obra do autor inglês, utilizando a linguagem da dança teatro.

07, 20 e 27 de fevereiro 2010 – 19h

Casa Ivete Ibiapina - Espaço Lindalva Cruz (Rua 10 de julho, 451 – Centro)

ENTRADA FRANCA – Somente 50 lugares (Liberação de senhas 30 minutos antes do espetáculo)

INFORMAÇÕES – (92) 8175-2366 e 82358653

FICHA TÉCNICA

Encenação Coreográfica Ricardo Risuenho

Concepção de Figurino e Cenografia Ricardo Risuenho

Confecção de Figurino Luís Ferreira

Operação de luz Eduardo Amaral

Elenco:

Branco Souza

Carol Santa Ana

Dyego Monnzaho

Leilane Saburi

Francis Madson

Valdemir Oliveira


APOIO: SEC - Secretaria Estadual de Cultura

dezembro 08, 2009

Torcendo por Bortolotto







Entrevista concedida por Mário Bortolotto ao programa "Sem Frescura", apresentado pelo ator Paulo César Peréio no Canal Brasil.

Nota do blog: O blogueiro, ao tempo que homenageia o dramaturgo Mário Bortolotto, torce pela sua plena recuperação. Anteontem, na madrugada paulistana, Bortolotto reagiu a um assalto no interior do Espaço Parlapatões e foi baleado.

dezembro 03, 2009

Cem Anos de Solidão

Postada em carmezim.files.wordpress.com

Evento: Exercício Cênico sobre Cem Anos de Solidão
Data de início: 03 de dezembro às 21:00
Término: sexta, 4 de dezembro às 00:00
Local: Vila Maria Zélia - Sede do Grupo XIX de Teatro
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dezembro 02, 2009

Cinema, Literatura Marginal, Contos, Poesia e Teatro

Helena Ignez (A Mulher de Todos, Rogério Sganzerla, 1969)
Foto postada em quixotando.wordpress.com

O Autor na Praça realiza uma tarde de Cinema, Literatura Marginal, Contos, Poesia e Teatro com a atriz e diretora de cinema Helena Ignez, o escritor e educador Rodrigo Ciríaco, a antropóloga e escritora Érica Peçanha, a poeta Tula Pilar e o grupo teatral “Os Mesquiteiros”.

No próximo sábado, dia 5 de dezembro, nossos convidados são Helena Ignez, apresentando os DVDs dos Filmes “Canção de Baal” e “Bandido da Luz Vermelha”, além de cartazes de alguns filmes; Rodrigo Ciríaco autografando o livro “Te Pego Lá Fora”; Érica Peçanha com o livro “Vozes Marginais na Literatura” e Tula Pilar com seu primeiro livro de poesias “Palavras Inacadêmicas”. Claro que haverá leituras, depoimentos e participação especial do Grupo Teatral “Os Mesquiteiros” apresentando trechos da peça “De aqui de dentro da Guerra”. O cartunista Júnior Lopes participa do evento realizando caricaturas. Outras informações abaixo.

Serviço
O Autor na Praça
em Tarde de Cinema, Literatura Marginal, Contos, Poesia e Teatro
Dia 05 de dezembro, sábado, a partir das 14h.
Espaço Plínio Marcos - Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto - Pinheiros.
Informações: Edson Lima – 3739 0208 / 9586 5577 - edsonlima@oautornapraca.com.br
Realização: Edson Lima e AAPBC – Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto.
Apoio: Max Design, Jornal da Praça, TV da PRAÇA, Enlace-media.com, Letras em Cena, Restaurante Consulado Mineiro, Cantinho Português, Bar do Jeová e Vozoteca LEK.

Sobre Helena Ignez é figura de destaque na cultura brasileira. Integrou inúmeros movimentos de vanguarda e é chamada de MUSA DO CINEMA NOVO. Com 40 anos de produção e atuação em vários campos da arte cênica e cinematográfica. Foi homenageada em 2006, pelo 20º FESTIVAL DE FILMS DE FRIBOURG, Suíça, onde foram exibidos 25 filmes em que atuou, produziu ou dirigiu – O PÁTIO, de Glauber Rocha, O BANDIDO DA LUZ VERMELHA e A MULHER DE TODOS de Rogério Sganzerla. Também na Suíça estreou a cine-instalação, de sua concepção, ELECTRIC SGANZERLAND, no Centre D’Art Contemporain - Fri-Art Suíça. Seu filme REINVENÇÃO DA RUA, montado por Rogério Sganzerla, foi homenageada em 2005 no Festival Internacional de Filmes – FEMINA, Rio de Janeiro. Em 2005 no Torino Film Festival – Itália, foi exibido REINVENÇAO DA RUA e seu último filme, o premiado curta-metragem, A MISS E O DINOSSAURO, a partir de imagens de arquivo em super-8 de 1970, juntamente com o lançamento da versão italiana do livro organizado por Helena Ignez – “Tudo é Brasil” de Rogério Sganzerla, editado pelo Museo Nazionale Del Cinema, e lançado nacionalmente em maio de 2006.

Atualmente lança o seu longa-metragem CANÇÃO DE BAAL, exibido nos festivais: Festival do Rio – 2008; 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; 12º Festival de Cinema Luso-Brasileiro, Portugal; e no IV CinePort. Além de participar do Marché Du Film no Festival de Cannes-2009. Em setembro do presente ano o filme recebeu o prêmio Ano Unno no Festival de Trieste, Itália. Ainda em 2009 dirigiu com Ícaro C. Martins o longa-metragem LUZ NAS TREVAS - A REVOLTA DE LUZ VERMELHA, roteiro de Rogério Sganzerla, em finalização.

FILMOGRAFIA:
Longas-Metragens: LUZ NAS TREVAS - A REVOLTA DE LUZ VERMELHA –
(2009) - Filmado e em processo de finalização; CANÇÃO DE BAAL – (2008). Lançado nos festivais : IX Festival do Rio; 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; 12º Festival de Cinema Luso – Brasileiro ; Festival de Tiradentes; 4º Cineport, 2009; Marché Du Film - 62º Festival de Cannes, 2009;

Curtas Metragens: A MISS E O DINOSSAURO – Bastidores da Belair 2005 – (2005): Prêmio de Melhor Direção no RECINE 2007 – Festival Internacional de Cinema de arquivo; 23° Torino Film Festival, Itália- 2005; Mostra Cinema do Caos no CCBB do Rio de Janeiro; 20º Festival International de Films de Fribourg, Suíça, 2006; 17º Festival de curtas-metragem de São Paulo (2006); REINVENÇÃO DA RUA – (2003) - Roteiro e Direção: Helena Ignez: Mostra do Audiovisual Paulista; Festival de Cinema e Vídeo do MERCOSUL; Festival Internacional de Cinema- Femina, 2005; 23° Torino Film Festival, 2005; 20º Festival International de Films de Fribourg, Suíça, 2006

Sobre o livro “Te pego Lá Fora” é um livro de contos que aborda o cotidiano dramático de uma escola pública na periferia de São Paulo, sem meias palavras. Meninos envolvidos com o tráfico, a aluna que abandona a escola para virar uma "Placa", jovens que não aprenderam a ler com treze, catorze anos; o abandono do ensino público, o fracasso escolar. Está tudo lá, pela ótica de quem conhece bem as entranhas e mazelas das nossas "masmorras" disfarçadas de escola pois vive - e é torturado - lá dentro. E apesar de tudo resiste. Pois Te Pego Lá Fora é também isso: um grito de resistência, um sinal de alerta para algo que todos sabemos que existe, mas fingimos esquecer: a nossa (des)Educação Pública. (Apresentação do livro por Sérgio Vaz). Edições Toró - 2ª EDIÇÃO - R$ 15,00

Sobre Rodrigo Ciríaco, formado em História pela Universidade de São Paulo, é professor efetivo da rede pública estadual em Ermelino Matarazzo, Zona Leste da cidade, onde já desenvolveu projetos de jornal, literatura, sexualidade e agora trabalha teatro com o grupo Os Mesquiteiros. Integrante da Cooperifa desde 2006, já participou das Antologias SARAU (Dulcinéia Catadora, 2007), MOSCAS (Dulcinéia Catadora, 2007), Sarau Elo da Corrente (Elo da Corrente Edições, 2008), Amor Lúbrico (Prefeitura de Suzano, 2008) e Um Segredo no Céu da Boca (Ed. Toró, 2008). Ano passado, publicou seu primeiro livro, Te Pego Lá Fora (Ed. Toró, 2008) que versa numa linguagem nua e crua, contos sobre o cotidiano sa(n)grado de uma escola pública da periferia da Cidade. Outras informações: www.efeito-colateral.blogspot.com.

Sobre Érica Peçanha e o livro “Vozes Marginais na Literatura - o livro é resultado de uma pesquisa de mestrado em Antropologia Social, desenvolvida entre 2004 e 2006 na Universidade de São Paulo. O livro toma como mote a atribuição do adjetivo marginal, por parte de alguns escritores da periferia, para caracterizar a si ou aos seus produtos literários no limiar do século XXI. Partindo da análise das três edições especiais Caros Amigos/Literatura Marginal e da relevante cena literária que se constituiu nas periferias paulistanas após o lançamento dessas revistas, a obra investe na articulação da produção literária e da atuação político-cultural dos escritores, dando ênfase às carreiras e intervenções de três deles: Ferréz, Sérgio Vaz e Sacolinha (Ademiro Alves). Érica Peçanha do Nascimento é antropóloga e pesquisadora da produção cultural periférica.

Sobre Tula Pilar e o livro “Palavras Inacadêmicas” – Tula Pilar é vendedora da Revista OCAS e tem participado de vários saraus e movimentos culturais, entre eles o Sarau do Binho, da Cooperifa, Encontro de Utopias e tantos outros. Esta mulher batalhadora tem três filhos: Pedro Lucas, Samantha e Dandara que junto com a mãe formam o Grupo Raizarte. As poesias e textos que tem escrito e espalhado pelos saraus da cidade foram reunidas em seu primeiro livro: “Palavras Inacadêmicas”.

Sobre o Grupo Teatral “Os Mesquiteiros” e a peça “De aqui de dentro da Guerra - Adaptações de contos e poemas de Dinha, Fanti Manumilde, Marcelino Freire, Rodrigo Ciríaco e Sérgio Vaz. Trilha Sonora incidental: Elis Regina, Elvis Presley, Inquérito, Maria Rita, O Rappa, Legião Urbana e Z'África Brasil. Assistente de Produção: Caroline Silva Coordenação Pedagógica e Direção: Rodrigo Ciríaco

Sinopse da peça: Meninos nas ruas vendendo picolés. Anjos e demônios que atormentam a nossa fé. Um roubo no trem. O filho que não quer ser um peso para a mãe. O assalto agendado com o crime organizado. A mãe que não quer mais a filha. Uma revolta na cozinha. A perda do filho. O dia-a-dia da periferia. Sejam todos bem-vindos. Estas são - algumas - histórias de nossas vidas.

A peça será apresentada na Escola Estadual Jornalista Francisco Mesquita, nos dias 6, 12 e 13 de dezembro, as 19h30. Duração: 60 min / Lotação: 50 lugares / Reservas: Vanessa (11) 88169391 / Ingresso: P.Q.P.: Pague Quanto Puder Rua Wenceslau Guimarães, 581 - Jd. Verônia - Ermelino Matarazzo. informações: www.efeito-colateral.blogspot.com/ 9457-6708 - Rodrigo Ciríaco.
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novembro 28, 2009

Volví encerrou temporada. Leia o comentário do autor

Volví
Foto postada em Cooperativa 7985

AUTOR DE VOLVÍ FALA SOBRE REPERCUSSÃO DA PEÇA NA CIDADE DE SÃO PAULO

Após 21 anos de espera pude ver, finalmente, minha peça Volvi, ou A Volta do Clown montada na cidade de São Paulo. Essa estréia para mim já seria motivo de muita alegria, mas não é só isso. Um outro componente aguçou a minha satisfação, por ser apresentada no teatro aonde conheci um dos grandes amigos e personagem dessa trama, Adilson Barros. Ali pensamos e inventamos a CPT que, neste ano, está completando 30 anos. Já o outro personagem, Luis Antônio, eu o conhecia desde as nossas atividades teatrais, ainda no interior de São Paulo, quando ambos davam os primeiros passos, cada um inspirado no seu guru. Ele, movido pelo seu interesse em Brecht e eu, modestamente, aprendendo vagarosamente a complexidade de Artaud.

Durante as primeiras semanas dessa nossa rápida temporada, a assessoria de imprensa procurou passar para o público e os iniciados em teatro, uma "palhinha" de que a peça é um depoimento de uma geração que foi alijada do processo político e social em que vivemos, hoje. Ao trazer a público a vida desses dois amigos, imaginei que isso fosse o suficiente para ter início uma discussão profunda, sobre o que vem acontecendo com o teatro e a sua relação com a Sociedade. Ledo engano! Hoje, vivemos uma luta encarniçada pela pauta e a inclusão de um tema novo ou de interesse alheio à vontade dos meios de comunicação, é praticamente impossível, a não ser que venha acompanhada de uma campanha publicitária vigorosa. Se não for do interesse das grandes corporações, por mais relevante que seja o assunto, ele não entra na ordem do dia. O exemplo atual de esconder à greve dos bancários que, afinal, afeta a vida da maioria da população, é a prova mais evidente de que só é discutido àquilo que, de alguma forma, atenda a determinados interesses, nem sempre expressos.

Nessa última semana de apresentação, no Teatro de Arena de São Paulo, resolvi escancarar os motivos que me levaram a escrever esta peça, já há muitos anos e, agora, com o Patrocínio da Funarte mostrada ao público paulista. Tanto Luis Antônio como Adilson são protagonistas de uma tragédia pessoal, sem precedentes e, por isso mesmo entendi que fosse lida como uma tragédia da geração. Apesar de atenuar o desenvolvimento do texto, com o lado engraçado da vida de ambos, e de todos nós, a verdade é que a reação do público foi diferente do esperado. Quem teve à oportunidade de assistir viu que a sociedade continua arredia para tratar de assuntos, como a loucura e a brutalidade praticadas nos dias de hoje. O tema da loucura, manifesta na vida de Adilson, conheço desde os primeiros textos que li sobre Artaud, ainda em Araraquara, quando lá também conheci Luis Antônio. Por outra, a forma sinistra com que morreu Luis Antonio poderia ter acontecido, também, com Adilson, pois ambos viviam da mesma forma - perigosamente.

A verdade é que ambos, também, faziam parte de uma geração patologicamente enraizada, na solidariedade e no amor pela Humanidade. Verdade, ainda, é que se vivos, com direito à voz e voto, o mundo de hoje não seria tão árido e individualista. Quem tiver interesse e oportunidade a de assistir a essas três últimas sessões, verá que Luis Antônio Martinez Corrêa e Adilson Barros fazem parte de uma mesma trama. Espero, portanto, ver amigos (e adversários) todos juntos na mesma Arena.

* Jair Alves - Autor e Diretor de Volví

Leia mais sobre a peça. Acesse http://cooperativa7985.ning.com/xn/detail/2874844:Event:3523?xg_source=activity
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outubro 31, 2009

Homenagem a Paulo Leminski, Alice Ruiz e Itamar Assumpção na Saraiva MegaStore Manaus

Lígia Marina e Guilherme Furtado
Cia. Navalha na Liga, Nada na Barriga

Homenagem a Paulo Leminski, Alice Ruiz e Itamar Assumpção na Saraiva Mega

Na quarta-feira, 4, a com Cia. Navalha na Liga, Nada na Barriga apresentará o espetáculo Sabe o que é?, uma interpretação cênico-musical sobre a obra do casal de poetas Alice Ruiz e Paulo Leminski e do compositor Itamar Assumpção. A apresentação será às 19h30, no Espaço Cultural Thiago de Mello (Saraiva MegaStore/Manauara Shopping).

O experimento poético-musical mistura músicas e poemas dos escritores . É um show onde toca-se, recita-se e atua-se de forma descontraída.

A Cia Navalha na Liga, Nada na Barriga é formada pela atriz, arte-educadora e contadora de história Lígia Marina e pelo músico-compositor Guilherme Furtado. Ambos são de São Paulo mas estão passando uma temporada em Manaus. A dupla formou-se este ano unindo uma vasta experiência teatral e musical de ambos.

Contato: Lígia Marina limarina70@yahoo.com.br

Andreia Mayumi
Assistente de comunicação
Saraiva MegaStore Manaus
(92) 3236 9200 R-2033 / 8102 7432
andreiam@livrariasaraiva.com.br
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