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setembro 25, 2010

Abaixo as patifarias da mídia golpista

Bessinha

Mídia e José Serra (PSDB) x Dilma Rousseff (PT)


(2'00'' /471 Kb) - As eleições 2010 estão sendo marcadas por um ataque particular da chamada “grande mídia” à candidatura de Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Lula. Os donos dos jornais “O Estado de S. Paulo”, “Folha de S. Paulo”, da rede Globo de televisão, da revista “Veja”, entre outros, constantemente, em suas publicações, relacionam Dilma e o PT com escândalos, narcotráfico, crime organizado, entre outros.

Especialistas políticos e veículos de comunicação alternativos definem essa ação como “golpe midiático”. Para o jornalista Altamiro Borges o principal objetivo dos ataques é levar as eleições presidenciais para o 2º turno, já que as pesquisas apontam que a candidata Dilma venceria o candidato do PSDB, José Serra, no primeiro turno.

“Esse crescimento da candidatura Dilma está mudando a correlação de força política nos estados. Candidatos vinculados ao PSDB estão começando a perder fôlego. Outro objetivo, e a mídia pensando no futuro, e deslegitimar um possível governo Dilma. E fazer com que Dilma tome posse com muitas denúncias, questionando-se inclusive a legitimidade de sua eleição. E o outro objetivo é tentar enquadrar um possível governo Dilma. Colocá-la na defensiva, fazer com que ela faça mudanças no seu governo para garantir a pauta da direita.”

Nesta quinta feira (23) no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, mais de 800 pessoas, entre jornalistas, parlamentares e integrantes de entidades sociais participaram do ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”. Para Altamiro, o ato representou a luta brasileira pela liberdade de expressão.

“Uma parcela da sociedade não aceita mais as patifarias dessa mídia golpista, não cai mais nesse terrorismo midiático. Foi um exemplo para entrar na história da luta pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil.”

Ao final do encontro, entre muitos pontos, ficou acordado a criação de um “documento” que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições.

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.


Fonte: Radioagência NP

novembro 17, 2009

Declaração de Caracas do Primeiro Encontro Latino-americano contra o Terrorismo Midiático

Declaração de Caracas do Primeiro Encontro Latino-americano contra o Terrorismo Midiático

1. Jornalistas, comunicadores e estudiosos da comunicação da América Latina, Caribe e Canadá, reunidos em Caracas entre 27 e 30 de março de 2008 neste Primeiro Encontro Latino-americano contra o Terrorismo Midiático, denunciamos o uso da falsificação pelas transnacionais informativas como uma agressão permanente contra os povos e governos que lutam pela paz, a justiça e a inclusão.

2. O terrorismo midiático é a primeira expressão e condição necessária do terrorismo militar e econômico que os países do Norte industrializado empregam para impor à humanidade sua hegemonia imperial e seu domínio neocolonial. Como tal é inimigo da liberdade, da democracia e da sociedade aberta e deve ser considerado como a peste da cultura contemporânea.

3. Em nível regional, o terrorismo midiático, utilizado como arma política na derrubada de governos democráticos de países como Guatemala, Argentina, Chile, Brasil, Panamá, Granada, Haiti, Peru, Bolívia, República Dominicana, Equador, Uruguai e Venezuela, está sendo empregado hoje para sabotar qualquer acordo humanitário ou saída política para o conflito colombiano e para regionalizar a guerra na região andina.

4. A atual luta democrática no Equador, Bolívia e Nicarágua, junto ao Brasil, Argentina, Uruguai e México, confirma a vontade política de nossas sociedades para desbaratar a agressiva e simultânea campanha de difamação das transnacionais informativas e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Cuba e Venezuela representam com clareza os marcos mais vigorosos desta batalha ainda não concluída. Por outro lado, estamos obrigados a redobrar nossos esforços diante da dramática situação pela qual atualmentea travessa o jornalismo democrático no Peru, Colômbia e outras nações.

5. Este Encontro Latino-americano mostrou a necessidade de criar a Plataforma Internacional contra o Terrorismo Midiático, que convoca a um novo encontro, a ser realizado em um prazo não maior de dois meses, para o que atuará em conjunto com outras organizações como a Federação Latino-americanade Jornalistas (Felap) que, no crescimento da consciência dos povos latino-americanos e caribenhos, defendeu com exemplaridade o direito à verdade e ao distintivo que mantêm seus princípios: Por um jornalismo livre em pátrias livres.

6. Obstinada em criminalizar todas as modalidades de luta e resistência popular, sob pretexto de uma falaciosa noção de segurança, a administração fundamentalista de George W. Bush foi responsável pela sistemática agressão terrorista dos últimos anos contra os meios de comunicação alternativos, populares, comunitários e inclusive alguns empresariais.

7. A informação não é uma mercadoria. Tal como a saúde e a educação, a informação é um direito fundamental dos povos e deve ser objeto de políticas públicas permanentes.

8. Convencidos de que esta história começou há 200 anos, ratificamos o compromisso dos que nela nos precederam com o propósito de nos ajustar a um exercício ético de nossa profissão, apegados aos valores da democracia real e afetiva e à veracidade que se merece a diversidade de pensamentos, crenças e culturas.

9. Não só a SIP, mas grupos de choque como Repórteres Sem Fronteiras, respondem aos ditames de Washington na falsificação da realidade e na difamação globalizada. Neste contexto, a União Européia cumpre um papel vergonhoso que contradiz a heróica luta de seus povos contra o nazi-fascismo.

10. Na forja da unidade dos povos latino-americanos e caribenhos, os firmantes desta Declaração chamam os professores e estudantes de comunicação social a considerar o terrorismo midiático como um dos problemas centrais da humanidade. Convocamos os jornalistas livres a se comprometerem a redobrar seus esforços em prol da paz, do desenvolvimento integral e da justiça social.

11. Neste espírito, exortamos os chefes de Estado da América Latina e do Caribe a incluir o tema do Terrorismo midiático em todas as reuniões e fóruns internacionais.
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