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julho 12, 2010

Vale a pena esclarecer

Imagem postada no Blog do Figueira

Nota do blog: Confira o tratamento dado pelo blog do prefeito de Manacapuru a uma das reportagens de uma série publicada pela Agência Brasil sobre a Reforma Psiquiátrica brasileira, que tem pelo menos uma informação distorcida. O cuidado com que ela foi 'naturalizada' é de deixar o leitor com a pulga atrás da orelha. Se o meu amigo Afonso Toscano, que sabe das coisas, tivesse lido essa história, perspicaz, como ele só, no mínimo teria dito: "Vem cá, isso aqui não é uma tremenda de uma cascata?" É isso aí! Só que uma cascata repetida mil vezes tem tudo para lograr os incautos. Leia a generosidade com o texto abaixo acolhe uma inverdade, deixando o Brasil crente de que a história é verdadeira. Uma coisa é o personagem em questão ser reconhecido como assessor técnico da Semsa de Manacapuru, outra coisa é alardear que coordena um programa para o qual são necessários pre-requisitos que lhe faltam. Esse tipo de falso empoderamento geram ruídos de comunicação que deveriam ser evitados, para o bem da comunicação que queremos: franca e transparente. Cascata, não!

***

Colaborador do município se destaca na imprensa nacional

O assessor técnico da Secretaria Municipal de Saúde, Setemberg Rabelo, ganhou destaque na imprensa nacional na semana passada quando participou da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, ocorrida em Brasília, no fim de junho, ao contar sua experiência e trabalho a frente da luta pela melhoria da assistência à saúde mental.
Ao assumir a campanha de melhoria da área município já comemora vitórias como a implantação do primeiro Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) em Manacapuru que ocorre até o fim do próximo mês.

Confira a reportagem veiculada pela Agência Brasil:

Ex-interno vai coordenar área de saúde mental de município no Amazonas

Luana Lourenço
Enviada Especial

Manaus - Aos 37 anos, Setemberg Rabelo vai votar pela primeira vez nas eleições de outubro. Portador de transtorno psíquico, ele passou anos sem direito à cidadania, escondido atrás das estatísticas de saúde mental, nos prontuários do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, em Manaus.

“A internação desqualifica você como ser humano, nos tiram coisas básicas, como olhar no espelho, vestir uma roupa que não seja coletiva. É como se doido não fosse cidadão”, compara.

Desde o primeiro surto, ainda na adolescência, até o último, há cerca de três anos, Rabelo passou por várias internações, tornou-se umas das referências na luta antimanicomial no Amazonas e está prestes a assumir a gestão de saúde mental do município de Manacapuru município da região metropolitana de Manaus (Devagar com o andor que o santo é de barro! O que parece ser um cargo de assessoria, segundo o texto acima, colhido no blog do prefeito de Manacapuru Angelus Figueira, virou coordenação do programa municipal de saúde mental, na matéria assinada por Luana Lourenço, da Agência Brasil. Ora, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ambas tem como suporte diferentes qualificações. Salvo se estivermos diante da reedição de um arremedo democrático vivido pelos docentes e discentes de algumas universidades brasileiras ali pelos anos 1990. No furor mudancista, um radicalismo ingênuo queria emplacar como candidato ao cargo de reitor os companheiros vigias, servidores - com todo respeito - sem qualificação para tal. E não me venham os radicais de araque dizer que o argumento aqui apresentado é contra o usuário. Há regras nesse jogo. O fato é que a jornalista não publicaria o que não ouviu).

A militância pela reforma psiquiátrica foi motivada pelo horror vivido durante as internações no hospital psiquiátrico. “Eu achava que estava preso em uma penitenciária. Demorei a me dar conta de que era um hospício, me perguntava por que fui parar ali.” (O personagem refere-se à equivocada criação da Associação dos Pacientes e Amigos da Saúde Mental do Amazonas, entidade instalada na segunda metade dos anos 1990 no interior do próprio hospital psiquiátrico. Não se sabia se ela defendia os interesses do manicômio ou dos usuários).

Depois da passagem pelo hospital, foi a vez do preconceito. “Você é chamado de louco. As pessoas começam a te olhar com medo, no supermercado, na fila do pão. Você vai passando e as mães pegam as crianças no colo”, lembra.

A revolta e o estigma da loucura, que afastaram Rabelo dos amigos e da convivência social, levaram-no a tentar suicídio e a pensar em matar a própria família. “Depois de tudo isso, saí denunciando, comecei a reivindicar. E foi mais ou menos na época da aprovação da lei [nº 10.216, que regulamenta a reforma psiquiátrica no Brasil]”. (Não há referência ao vínculo com a entidade referida acima, que prestou um desserviço à causa da luta antimanicomial).

Rabelo buscou o apoio do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), organização não governamental que dá suporte à reforma psiquiátrica no estado, e passou a contar sua experiência em eventos sobre saúde mental pelo Brasil e até no exterior. (Poder-se-ia dizer que aqui houve um 'progresso', se a referida entidade não tivesse insistido em afirmar que trabalhava como inclusão social no hospital psiquiátrico - o que convenhamos é surreal, afinal inclusão se faz fora dos muros do manicômio, uma das mais sinistras instituições criadas pelo homem. Essa afirmação está contida numa outra matéria da série de reportagens feitas pela Agência Brasil, que já foi objeto de comentário neste blog).

Usuário de um dos centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Manaus, o ex-interno quer usar a experiência dos anos vividos atrás das grades do hospício para não repetir erros e garantir a implementação dos serviços de saúde mental de base comunitária no município de Manacapuru. (O que surpreende na postagem do blog do prefeito de Manacapuru é a naturalização de uma informação distorcida, afinal o personagem não exerce a função de coordenação do programa de saúde mental do município. Sobre esse tipo de informação, registro o desconforto da coordenação estadual de saúde mental do Amazonas, incomodada com o fato do personagem se apresentar em vários lugares como 'representante do Ministério da Saúde". Uma fonte em Manacapuru confirma o fato. Segundo ela, o personagem se apresentava como alguém que tem influências no referido ministério. Durma-se com um barulho desses.)

“Pensamos não só em construir Caps, nosso compromisso é implantar uma rede de cuidados. O desafio vai ser mostrar que a loucura está dentro do contexto da sociedade, que ela não pega. Se a comunidade compreender isso, as pessoas [com transtornos mentais] sofrerão menos”, avalia.

Rabelo diz que ainda é chamado de louco, mas o estigma parece não incomodar mais. “Posso dizer que sou louco pelo meu trabalho, pela minha família, pelo movimento antimanicomial, pela Amazônia”, brinca. (O personagem sabe onde o calo aperta, mas não aprende a lição. Reclama dos que lhe atiraram as pedras do estigma, mas em 2004 não mediu as palavras na tentativa de estigmatizar o coordenador do programa estadual de saúde mental - por acaso, este blogueiro - ao acusá-lo de ter desviado 2 milhões de reais de verbas do ministério da saúde, cuja trajetória no serviço público amazonense começou ao participar de uma denúncia coletiva de corrupção administrativa no hospital psiquiátrico do Estado. O destempero deu-se por ocasião da II Parada do Orgulho Louco - organizada numa parceria entre o movimento social e a secretaria estadual de saúde -, para perplexidade do presidente do sindicato dos psicólogos, Alberto Jorge, que se encontrava comigo no alto do carro de som da CUT. Lembro-me de ter usado o microfone para condenar a provocação, que envolvia sujeitos que se ocultavam por trás de um usuário mal informado. Ao que parece a dura advertância não fez efeito. O personagem dá o tratamento que quer para a informação, sem se importar com a veracidade dos fatos.)

Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo
Agência Brasil

Fonte: Blog do Figueira

Nota do blog: Leia a série de reportagens veiculadas no decorrer da IV Conferência Nacional de Saúde Mental. Acesse Agência Brasil.

 

julho 05, 2010

Pará tem o pior desempenho no IDEB

Postada em www.ivancabral.com

Pará ficou com a nota mais baixa do Ideb em 2009


Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Pará foi o estado que obteve o pior desempenho na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2009 para as séries iniciais do ensino fundamental. A nota do estado, que levou em conta a avaliação das escolas urbanas públicas e privadas, foi 3,6, em uma escala que vai de 0 a 10.

A maior nota, com os mesmos critérios, foi registrada no Distrito Federal e em Minas Gerais, que ficaram com 5,6. Todos os estados tiveram crescimento da nota na avaliação das séries iniciais, mas 59,2% ainda ficaram com nota abaixo da média nacional, que foi de 4,6.

Na avaliação das séries finais, de 5ª à 8ª, o pior desempenho foi o de Alagoas, com nota 2,9, e o estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, que obteve a nota 4,5. Para o ensino médio, o pior classificado foi o Piauí, com nota 3 e o melhor colocado foi o Paraná, com 4,2.

Na amostragem por região, o Norte e o Nordeste ficaram com a pior classificação nas séries iniciais: 3,8. No outro extremo está a Região Sudeste, com 5,3. A Região Sul ficou com 5,1 e a Centro-Oeste com 4,9.

Entre as capitais brasileiras, a que obteve a pior média foi Maceió (AL), com nota 3,6 para as séries iniciais e 2,6 para as séries finais do ensino fundamental. Pela segunda vez, Curitiba teve a maior nota para as séries iniciais, com nota 5,7. Na avaliação de 2007, a capital paranaense também obteve o melhor resultado na avaliação, com 5,1. Para as séries finais, Palmas ficou na frente entre as capitais, com nota 4,6.

O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e serve para medir a qualidade da educação no país, levando em conta as notas obtidas pelos alunos na Prova Brasil e dados sobre a aprovação escolar.

Edição: Graça Adjuto

julho 01, 2010

Ou avançamos na reforma psiquiátrica antimanicomial ou vamos pro beleléu

Nota do blog: Zefofinho de Ogum, sociólogo carioca, correspondente do PICICA, está na Itália. Amanhã, ele assistirá a partida Brasil x Holanda na Vila Borghese. Atualmente mora no Rio de Janeiro, mas é da Itália que ele envia a entrevista abaixo, publicada no Correio Brasiliense, sempre atento ao cenário político-social da cidade onde nasceram suas filhas: Manaus. Não resisti. Leia os comentários críticos em vermelho. O belo trabalho de reportagem da Agência Brasil pode servir para corrigir as distorções da reforma psiquiátrica no Amazonas. Aguardem. Tem mais, ainda. Optei em fazë-lo em doses homeopáticas. Assim posso preparar o meu leitor a não se deixar envenenar pelo mau exemplo de algumas práticas e discursos.


29/06/2010
Único hospital psiquiátrico do Amazonas está prestes a fechar (desde 2004 ele está prestes a fechar)

O único hospital psiquiátrico do Amazonas está com os dias contados. O Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro foi construído em 1894, transferido para a atual sede na década de 80 (A informação foi dada de maneira distorcida: o velho hospício de Manaus tem o mesmo endereço desde a primeira metade do século XX) e, em breve, deverá ser transformado em hospital de clínicas (A proposta nasceu na gestão do Programa Estadual de Saúde Mental - 2003-2007, do especialista em Saúde Mental Rogelio Casado. Tá na boca do povo!). Os 45 moradores finalmente deixarão o hospital para morar em residências terapêuticas, como prevê a Lei da Reforma Psiquiátrica, sancionada há quase dez anos.

Com boa parte do prédio já desativada, o Eduardo Ribeiro tem ares de elefante branco. Na parte mais antiga do prédio, corredores longos, muitas portas fechadas, pátios internos rodeados de muros, paredes descascadas e um forte cheiro de hospital. O cenário, de acordo com a diretora da instituição, Maria Ivone de Oliveira, já foi bem pior. “Quando cheguei aqui, fiquei assustada com o que vi. Era uma situação de prisão, de porão de navio, de Auschwitz (campos de concentração nazistas na Polônia), era um terror de Holocausto”, lembra. (Quando a atual diretora chegou ao hospício local, no início dos anos 1990, o  cenário  dessa instituição da violência já havia sido modificado, de modo que a expressão 'campo de concentração' é uma metáfora sensacionalista de quem ouviu o galo cantar. Não surpreende o uso deste recurso, para quem já afirmou, numa entrevista para um jornal local, que "A reforma psiquiátrica no Amazonas está nas mãos de Jesus". É certo que houve uma regressão da reforma psiquiátrica com o fim do trabalho agrícola remunerado, ali pelo final dos anos 1980. Sintomaticamente, após a extinção do primeiro trabalho de reabilitação, surgido quando a bandeira de luta girava em torno da humanização dos manicômios, houve recrudescimento da violência, a mesma que vitimaria a personagem, que teve o braço quebrado por um usuário do ambulatório medicalizador do velho hospício. O certo é que não se pode afirmar que houve a "humanização" de uma instituição que é violenta por natureza).

Em 2006, 60 leitos do hospital foram fechados, seguindo as diretrizes da nova política nacional de saúde mental. Para Maria Ivone, que trabalha há mais de 20 anos no Eduardo Ribeiro, a mudança foi “precipitada”. “O argumento usado é que [o fechamento de leitos no hospital psiquiátrico] foi ousado para provocar a abertura de leitos em hospitais gerais. Mas foi precipitado, porque colocaram o carro na frente dos bois. Os pacientes que utilizavam esse serviço ficaram a ver navios”, critica. (Precipitação e passividade são as faces de uma mesma moeda. Foram os "precipitados" que romperam a passividade das últimas décadas de algumas categorias do campo da saúde mental. Tanto assim, que ao longo dos últimos anos, entre os reformistas de boa cêpa, surgiram os "reformistas de araque". O perigo é que eles costumam agir nos bastidores do poder).

Funcionários e pacientes vivem atualmente a expectativa da mudança para as residências terapêuticas, mas a transferência ainda é um impasse. A prefeitura quer oferecer casas em um projeto habitacional em um bairro distante do hospital, proposta criticada por médicos e psicólogos (Um doce de cupuaçu japonês para quem identificar os autores da proposta de deslocamento de usuários residentes no manicômio para um longínquo bairro manauara. Macacos me mordam se a proposta não tem um caráter discriminador. Uma dica, eles tentaram viabilizar a proposta através de articulação com o governo do estado. Deram com o burros n'água. Atualmente estão a serviço da prefeitura). Uma alternativa seria a transformação de parte do atual prédio em uma espécie de vila para os internos, sem grades e com portas para a rua. (Essa idéia de jerico, concebida por um equívoco de uma profissional do velho hospício, tem um componente perverso ao contar com o apoio de egressos do curso de especialização de saúde mental da Fiocruz da Amazônia. Isente-se de responsabilidade essa respeitada entidade científica.).

Maria Ivone diz que “oficialmente” nada está definido, mas pondera que a saída dos pacientes talvez não seja a melhor solução. “Aqui é o melhor lugar do mundo para eles. Tem médico 24 horas por dia, remédio, comida, clínico-geral, psiquiatra, cama, televisão, a referência entre eles. As residências exigem cuidadores, não basta ter a casa, com a cortininha e o vasinho de flor”, argumenta. (Eita pensamentozinho mais manicomial, maninho!).

Já a psicóloga Ana Maria Marques é categórica na defesa do fim da internação dos 45 moradores do Eduardo Ribeiro. “É uma dívida que toda a sociedade tem com esses pacientes. O que nos motivou inicialmente nesse trabalho foi justamente a ideia de tirá-los do hospital. É penoso ver aquelas pessoas envelhecerem e serem destruídas pela instituição manicomial. Cada morte dá uma sensação de frustração e de impotência”, afirma a psicóloga, uma das fundadoras do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), organização não governamental que desenvolve projetos de inserção social no hospital (Retiro o prêmio do cupuaçu. Entrego o jogo. Eis a entidade responsável pelos dois imbróglios manicomiais, travestidos por um discurso supostamente reformista. A repórter captou sutilmente a contradição da prática dessa entidade. Aonde já se viu "inserção social no hospital"? Essa é a cara do reformismo estéril e ilusionista. Mato a cobra e mostro o pau. Vamos aos dois imbróglios: alfabetização de usuários no interior do velho hospício e criação de "residências terapêuticas" no longínquo bairro Nova Cidade. Se o primeiro teve o apoio do gestor incapaz de ter uma visão crítica da realidade, o segundo corre o risco de obter apoio sob a alegação de que agora o bairro tem um CAPS. É pouco, considerando as perdas a que serão submetidos os usuários quanto aos equipamentos sociais e culturais que eles perderão com o deslocamento do centro da cidade para o citado bairro. Estamos de olho).

Fora da área de internação, a situação do hospital também não é saudável. O Serviço de Pronto Atendimento ainda tem 20 leitos para pacientes que chegam ao hospital em surto. O prazo máximo para internação breve deveria ser de duas semanas, mas há pacientes que chegaram há mais de um ano. O ambulatório também está sobrecarregado. “Tem 2 milhões de pacientes cadastrados e em 2009 realizaram 68 mil atendimentos”, contabiliza Ana Maria, do Isat. (O discurso e a prática antimanicomial, sustentada por poucos no Amazonas, contabiliza um ganho extraordinário: tá na boca do povo o fechamento do hospital psiquiátrico e sua substituição por um hospital de clínicas. Até os reformistas de araque embarcaram nesse projeto. Mesmo assim, ainda não está garantido para eles um lugar no céu no dia do Juízo Final).

Em meio aos problemas, há espaço para iniciativas de humanização do tratamento e reinserção dos usuários de serviços mentais, como a oficina de terapia ocupacional (Os que defendem a bandeira da humanização - leia-se manutenção do hospício - perderam o bonde da história. Essa bandeira não altera o poder contratual entre usuários e sociedade).

“A maioria chega aqui sem vontade de nada, numa apatia total. Com o tempo, percebemos a evolução, as pessoas voltam a fazer planos. O objetivo é que as atividades aprendidas aqui se tornem projetos de geração de renda”, explica a terapeuta ocupacional Márcia Souza, rodeada pelo artesanato feito pelos pacientes e que tem dado um pouco de cor ao hospital cinzento (Cores pálidas, certamente, porque o arco-íris só é possível num sistema de serviços substitutivos plenos).

Fonte: Agência Brasil

junho 30, 2010

Ampliar os serviços substitutivos ao manicômio e investir em formação

Nota do blog: O presidente da Associação Chico Inácio - filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA) -, e a companheira Helinda, presentes à IV Conferência Nacional de Saúde Mental, assinam embaixo da declaração da Secretária Executiva da RENILA, e dizem mais: além de ampliação do recurso financeiro para a expansão da rede substitutiva aos manicômios (vixe!), é preciso investir maciçamente em formação, caso queiramos impedir a transformação dos CAPS em CAPSicômios.

Especialistas dizem que reforma psiquiátrica foi revolução, mas cobram ampliação de atendimento

Agência Brasil

Publicação: 28/06/2010 16:36

A Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216), criada em 2001, promoveu uma revolução no tratamento de pessoas com transtornos mentais no país. Depois de nove anos de implantação, as mudanças começam a se consolidar com o fechamento de grandes hospitais psiquiátricos, mas a rede substitutiva está muito aquém da demanda gerada pela reforma, afirmam especialistas.

A lei regulamenta os direitos do portador de transtornos mentais, veta a internação em instituições psiquiátricas com característica de asilo e cria programas que propõem um tratamento humanizado. Nestes nove anos, foram fechados 17.536 leitos em hospitais psiquiátricos. Ainda restam, no entanto, mais de 35 mil.


Além do fechamento dos leitos, os hospitais psiquiátricos estão ficando menores. Em 2002, apenas 24,11% das vagas estavam em hospitais de pequeno porte (até 200 leitos), hoje são cerca de 50%. O programa consiste no incentivo, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para que os hospitais de grande porte (acima de 400 leitos) e de médio porte (acima de 200 leitos) reduzam essas vagas progressivamente.

O Ministério da Saúde criou um tripé de desinstitucionalização psiquiátrica no Brasil: os centros de Assistência Psicossocial (Caps), as residências terapêuticas e o programa De Volta pra Casa.

Atualmente, há em todo o país 1.513 Caps. Existem ainda 564 residências terapêuticas (dado de maio deste ano) onde vivem pessoas que saíram dos manicômios e perderam seus vínculos familiares. Além disso, 3.445 pacientes que foram internados por mais de dois anos em hospitais psiquiátricos são atendidos pelo programa De Volta para Casa e recebem mensalmente um auxílio-reabilitação no valor de R$ 320.

Paralelamente ao fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos, a reforma propõe a abertura de vagas em unidades de saúde comuns. Nesses espaços, conhecidos como hospitais gerais, as pessoas com transtornos mentais são atendidas em momentos de crise e não ficam internadas por longos períodos, como ocorria nos antigos manicômios.

Para o vice-diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Ileno Izídio da Costa, a reforma é um caminho sem volta. Ele defende a necessidade de mais investimento para a área e a qualificação de profissionais.

“É preciso aumentar os recursos para a saúde mental. Se pensarmos que deve haver um Caps para cada 100 mil habitantes e que o Brasil tem cerca de 200 milhões de habitantes, então, 1,5 mil Caps é muito pouco. Obviamente o país todo não está coberto”, afirma.

A secretária executiva da Rede de Internúcleos da Saúde Mental (Renila), Nelma Melo, também critica a demora na implantação da rede substitutiva. “A gente vê os avanços, mas não podemos continuar a conviver com esses modelos, completamente antagônicos, o manicomial e o que vem para substituí-lo”, disse.

O coordenador de Saúde Mental, Álcool e Drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, reconhece que é preciso avançar na ampliação e qualificação dos mecanismos de substituição para consolidar da reforma.

“A cobertura em saúde mental é ainda insuficiente em vários estados. Alguns Caps precisam ser mais bem qualificados, precisamos melhorar a articulação da nossa rede com a de urgência e emergência e ampliar muito as ações de saúde mental no âmbito da atenção básica”, destaca.

A Lei de Reforma Psiquiátrica levou 12 anos para ser aprovada no Congresso Nacional. Ela alterou o modelo de tratamento de pessoas com transtorno mental no país, nos moldes do que foi feito, na década de 70, em países como a Itália – que inspirou a reforma brasileira –, a França, a Inglaterra e os Estados Unidos.

De acordo com vice-diretor do Instituto de Psicologia da UnB, a reforma brasileira é a mais avançada da América Latina. “Segundo a Organização Mundial da Saúde [OMS], o Brasil é protagonista de uma reforma diferenciada em relação à saúde mental”, destaca.

Fonte: Correio Brasiliense

junho 09, 2010

Pinguelli defende Belo Monte, com reservas

Luiz Pinguelli Rosa
Foto postada em upload.wikimedia.org

Pinguelli defende necessidade de Belo Monte

Construção de hidrelétricas sempre gera impactos ambientais, afirma físico

Por: Nielmar de Oliveira

Publicado em 20/04/2010, 13:20


Pinguelli defende necessidade de Belo Monte
Para Pinguelli, desenvolvimento do país passa necessariamente por novas hidrelétricas (Foto: Lars Sundstrom/Sxc.hu) 

Brasília - O diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, defende que o suprimento de energia para o desenvolvimento do país passa “necessariamente” pela construção de novas usinas hidroelétricas.

“O fato é que o desenvolvimento do país e o suprimento energético necessário passa necessariamente pela construção de novas hidrelétricas. É claro que sempre há impactos ambientais numa obra desse porte”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Na avaliação do ex-presidente da Eletrobras, houve, no entanto, “uma certa falta de competência” do governo federal na construção de um pacto em torno da necessidade da construção da hidroelétrica de Belo Monte. Duas subsidiarias da Eletrobras disputam a licitação para a construção da Usina de Belo Monte – cujo leilão deve ocorrer nesta terça-feira (20), caso não haja reviravolta na disputa de liminares na Justiça.

“Houve uma certa falta de competência do governo em fazer um pacto com os grupos e movimentos sociais e ambientais. Há a questão das terras indígenas, um complicador. Havia e há a necessidade de se chegar a um acordo com eles. As condições de vida na região são muito precárias em geral e tem muito que se fazer. Isto também não foi bem resolvido. A princípio, eu sou a favor (da construção de Belo Monte), mas com essa ressalva”.

Luiz Pinguelli Rosa disse que também concorda com as posições defendidas pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, e pelos últimos dois ministros de Minas e Energia (Silas Roundeau e Edison Lobão) de que o país tem que optar por qual tipo de energia prefere na continuidade do seu modelo energético: as hidrelétricas (com menos impacto ambiental e proveniente de uma fonte mais limpa), a água, ou a obtidas de fontes não tão limpas e, em geral utilizando combustível fóssil – como o carvão e o óleo combustível.

“Se você não tiver as hidrelétricas, outras usinas, utilizando outras fontes, serão feitas. E pelo andar da carruagem tenderão majoritariamente ser usinas termelétricas, a partir do carvão, do gás, do óleo combustível. O fato é que esse impasse ambiental tem levado a um crescimento grande da participação do combustível fóssil na nossa matriz energética.”

Segundo Pinguelli Rosa, é “uma utopia” pensar que é possível atender ao crescimento da economia brasileira a partir do aumento da oferta de energias alternativas – como a eólica e a solar. “É muito difícil que isso possa ocorrer. Elas podem ter uma participação, um papel maior do que tem hoje, mas nunca cobrirão toda a oferta de geração que propiciará Belo Monte, por exemplo. Seria impossível.”

Para Pinguelli, porém, o governo tem a obrigação de respeitar e ouvir os ambientalistas. “Acho que os ambientalistas devem ser respeitados. Acho que o governo deve responder a todas as perguntas e questionamentos deles, mas eu não vejo, a princípio, um impedimento maior em fazer essa usina (de Belo Monte). Ela não inunda muito. O problema é, inclusive, o contrário: a redução da água em grande parte do Rio (Xingu), mas isso pode ser evitado com condições restritivas na operacionalização da usina. Então, há solução.”

Leia também:

Fonte: Agência Brasil

Fonte da fonte: Brasil Atual

maio 10, 2010

Mortalidade materna mantém índices altos no Norte e Nordeste

Mortalidade materna diminui no Brasil, mas regiões Norte e Nordeste mantêm índices altos

Da Agência Brasil

Brasília – O Brasil registrou uma queda de quase 50% na taxa de mortalidade materna de 1990 a 2007, segundo o relatório do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (5). De 140 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 1990, a Razão da Mortalidade Materna passou para 75 mortes em 2007.

De acordo com o ministério, índices como o de partos assistidos por profissionais de saúde qualificados, gestante com acompanhamento pré-natal e uso de contraceptivos cresceram desde 2006. A cobertura pré-natal do Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 1904%, entre 1994 e 2009.

Apesar dos números animadores de redução de morte materna, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu, na última terça-feira (4), que não será fácil cumprir a meta do milênio que estabelece uma queda de 75% na razão de mortes maternas até 2015.

Ainda existem problemas como as discrepâncias regionais, já que o Norte e o Nordeste apresentam índices maiores do que o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste. Em 2008, por exemplo, a região Nordeste registrou em 543 mortes maternas. Na região Sul o número foi de 189.

"A morte materna no Brasil mantém a mesma lógica de equidade do desenvolvimento industrial, acesso a emprego, renda e escolaridade. Por isso encontramos índices maiores no Nordeste e na Amazônia Legal. Por outro lado, há cidades como Curitiba com 12 mortes para cada cem mil nascidos. O recomendado pelo OMS é de 20 para cada cem mil", explica o assessor especial do ministro da Saúde, Adson França.

Para o coordenador estadual de Saúde da Mulher do governo do Ceará, Garcia Souza Neves, essas regiões deveriam receber atenção espacial do governo. "Falta ainda a sensibilidade dos gestores federais para equipararem os recursos financeiros das regiões Norte e Nordeste com o restante do país", avalia. O Ceará é o estado do Nordeste que mais reduziu a quantidade de mortes, de 110 em 1990 para 63 em 2008. "Cumprimos na íntegra a política nacional, mas só foi possível porque criamos mecanismos próprios no estado", completa.

Além do Ceará, somente o Rio Grande do Norte e Sergipe conseguiram diminuir a razão de mortes maternas no Nordeste. No Maranhão, Piauí, em Pernambuco, Alagoas, na Paraíba e Bahia os índices cresceram, apesar das políticas nacionais que estabeleceram, por exemplo, a distribuição gratuita de contraceptivos em todo o país, o que reduz as gestações indesejadas e mortes por aborto.

Edição: Rivadavia Severo

Fonte: Agência Brasil
Posted by Picasa

abril 22, 2010

O Contestado, de Sylvio Back


julycats10 20 de agosto de 2009 — História da Guerra do Contestado ocorrida no Estado do Paraná vira filme produzido por Sylvio Back...

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O Contestado – Restos mortais

Divulgação


   Filme de Sylvio Back (Digital, Cor/PB, 155 min.)


   Sinopse

Com o testemunho de trinta médiuns em transe, articulado ao memorial sobrevivente e à polêmica com especialistas, "O Contestado – Restos Mortais" é o resgate mítico da chamada Guerra do Contestado (1912-1916). Envolvendo milhares de civis e militares, o sangrento episódio conflagrou Paraná e Santa Catarina por questões de fronteira e disputa de terras, mesclado à eclosão de um surto messiânico de grandes proporções.


   Ficha técnica
Produção Usina de Kyno/Anjo Azul Filmes
Fotografia e câmara Antonio Luiz Mendes
Diretor assistente Zeca Pires
Som-direto Juarez Dagoberto
Montagem/edição Sylvio Back/PH Souza
Abertura/efeitos visuais Fernando Pimenta
Produção PH Souza
Produção executiva Margit Richter
Pesquisas, roteiro e direção Sylvio Back

   Primeiras exibições (durante o Festival Internacional
É Tudo Verdade - o filme está na competição):

dia 12 de abril, São Paulo, no Espaço Unibanco, às 21h00
dia 13 de abril, São Paulo, no Espaço Unibanco, às 15h00dia 10 de abril, Rio de Janeiro, no Unibanco Arteplex, às 21h00dia 13 de abril, Rio de Janeiro, no Unibanco Arteplex, às 14h00


 
O Diretor
Sylvio Back é cineasta, poeta, roteirista e escritor. Filho de imigrantes húngaro e alemã, é natural de Blumenau (SC). Ex-jornalista e crítico de cinema, autodidata, inicia-se na direção cinematográfica em 1962, tendo escrito, dirigido e produzido até hoje trinta e sete filmes – entre curtas, médias e onze longas-metragens, esses, a saber: “Lance Maior” (1968), “A Guerra dos Pelados” (1971), “Aleluia, Gretchen” (1976), “Revolução de 30” (1980), “República Guarani” (1982), “Guerra do Brasil” (1987), “Rádio Auriverde” (1991), “Yndio do Brasil” (1995), “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro” (1999), “Lost Zweig” (2003), e “O Contestado – Restos Mortais” (2010).
Tem editados vinte livros – entre poesia, ensaios e os argumentos/roteiros dos filmes, “Lance Maior”, “Aleluia, Gretchen”, “República Guarani”, “Sete Quedas”, “Vida e Sangue de Polaço”, “O Auto-Retrato de Bakun”, “Guerra do Brasil”, “Rádio Auriverde”, “Yndio do Brasil”, “Zweig: A Morte em Cena”, “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro” (tetralíngüe), “Lost Zweig” (bilíngüe) e “A Guerra dos Pelados”.
Obra poética: “O caderno erótico de Sylvio Back” (Tipografia do Fundo de Ouro Preto, Minas Gerais, 1986); “Moedas de Luz” (Max Limonad, São Paulo, 1988); “A Vinha do Desejo” (Geração Editorial, SP, 1994); “Yndio do Brasil” (Poemas de Filme) (Nonada, MG, 1995); “boudoir” (7Letras, Rio de Janeiro, 1999); “Eurus” (7Letras, RJ, 2004); “Traduzir é poetar às avessas” (Langston Hughes traduzido) (Memorial da América Latina, SP, 2005), “Eurus” bilíngüe (português-inglês) (Ibis Libris, RJ, 2006); “kinopoems” (@-book) (Cronópios Pocket Books, SP, 2006); e “As mulheres gozam pelo ouvido” (Editora Demônio Negro, SP, 2007). Com 72 láureas nacionais e internacionais, Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil. 

Fonte: Cronópios - Literatura e Arte

abril 21, 2010

Tiradentes: O mártir da Independência do Brasil

Nota do blog: Bem lembrado por Maurício Machado, taí um mártir que morreu de morte matada, diferente da morte morrida de Tancredo Neves, que há quem diga foi programada para coincidir com a morte do herói da Independência do Brasil. Heróis não morrem jamais.

"Joaquim José da Silva Xavier / Morreu a 21 de abril / Pela Independência do Brasil / Foi traído e não traiu jamais / A Inconfidência de Minas Gerais / Joaquim José da Silva Xavier / Era o nome de Tiradentes / Foi sacrificado pela nossa liberdade / Este grande herói / Pra sempre há de ser lembrado." Império Serrano (1949)

Do álbum: "Wall Photos" por Mauricio Machado
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fevereiro 18, 2010

Esse filme a gente já viu

Usina de Santo Antonio - Rio Madeira - Rondônia - Brasil
Foto postada em www.gentedeopiniao.com.br

Nota do blog: Esse filme a gente viu com a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas. Tamanha foi a mortandade de animais, maior ainda a docilidade da mídia da época, que foram gastos quilos de tinta e metros de papel para convencer a plebe rude e ignara que bastava capturar os exemplares sobreviventes, recolhê-los numa "reserva", e estava garantida a perpetuação da espécie. Pura invencionice! Medidas como a que está sendo proposta para a Usina de Santo Antonio tem mais efeito na mídia do que na vida real. Costumam ser medidas para inglês ver.

Empresa responsável pelas obras da Usina de Santo Antônio vai ter que repor 150 mil peixes ao Rio Madeira

Meio Ambiente

Luana Lourenço

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A empresa Santo Antônio Energia, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO) assinou o termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Púbico Federal (MPF) comprometendo-se em apresentar um projeto de reposição de 150 mil peixes ao rio.

O acordo assinado dá prazo de seis meses para a apresentação do projeto de reposição e do cronograma de execução. De acordo com o MPF, após a análise do plano, será assinado um novo TAC com um prazo para a colocação dos peixes.

As obras preparatórias da usina mataram pelo menos 11 toneladas de peixes, de acordo com o MPF. O número estipulado para a reposição – 150 mil – é três vezes maior que o montante de peixes mortos.

O TAC também prevê uma multa diária de R$ 5 mil caso a empresa não cumpra as condições e prazos do acordo.

Fonte: Agência Brasil

Leia o que diz o Portal Amazônia sobre a Hidrelétrica de Balbina (Pres. Figueiredo - Amazonas - Brasil:

Hidrelétrica de Balbina

A Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, localiza-se no rio Uatumã, próximo ao município de Presidente Figueiredo. Sua construção começou no ano de 1973, no governo de Gilberto Mestrinho. Na época, a cidade de Manaus era abastecida apenas por usinas termelétricas que consumiam petróleo dia e noite. O governo achou que a solução para o gasto com petróleo, seria a construção de uma usina hidrelétrica. Foi projetada então a Usina Hidrelétrica de Balbina.

Na ocasião, grandes grupos ambientalistas foram contra e vários manifestos foram feitos para impedir a construção, pois previa-se que o empreendimento causaria grande impacto ambiental. Consequências como a mortandade de animais, a alagação de grandes área de floresta foi motivo de polêmica e de debates.

A usina começou a funcionar em 1988. Nessa época o próprio governo reconheceu que havia cometido um erro, pois a energia que a usina produz, além de ter um custo altíssimo, era insuficiente para abastecer a própria cidade de Manaus, além de ter inundado grande área florestal e matado muitos animais.

Os habitantes das margens do rio não mais puderam usar a água, que ficou poluída e ácida. A maioria dos municípios do Amazonas ainda trabalham com geradores movidos a petróleo.

Portal Amazônia 15/07/2004-GC