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outubro 16, 2010

Manifesto em Defesa da Educação Pública condena o bonapartismo de Serra


Manifesto em Defesa da Educação Pública (clique aqui para saber como aderir)

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Fábio Konder Comparato, USP - Carlos Nelson Coutinho, UFRJ - Heloisa Fernandes, USP - Theotonio dos Santos, UFF - Emilia Viotti da Costa, USP - José Arbex Jr., PUC-SP - Marilena Chaui, USP - João José Reis, UFBA - Joel Birman, UFRJ - Leda Paulani, USP - Dermeval Saviani, Unicamp - João Adolfo Hansen, USP - Flora Sussekind, Unirio - Otávio Velho, UFRJ - Renato Ortiz, Unicamp - Luiz Renato Martins, USP - Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP -
Enio Candotti, UFRJ - Glauco Arbix, USP - Laymert Garcia dos Santos, Unicamp - Franklin Leopoldo e Silva, USP - Luis Fernandes, UFRJ - Antonio Carlos Mazzeo, Unesp - Wander Melo Miranda, UFMG - Ronaldo Vainfas, UFF - Caio Navarro de Toledo, Unicamp - Celso Frederico, USP - Armando Boito, Unicamp - Henrique Carneiro, USP - Angela Leite Lopes, UFRJ - Afrânio Catani, USP - Otavio Soares Dulci, UFMG - Laura Tavares, UFRJ - Wolfgang LeoMaar, UFSCar - João Quartim de Moraes, Unicamp - Ildeu de Castro Moreira, UFRJ - Scarlett Marton, USP - Emir Sader, UERJ - Sidney Chalhoub, Unicamp - Marcelo Perine, PUC-SP - Flavio Aguiar, USP - Léon Kossovitch, USP - Celso F. Favaretto, USP - Benjamin Abdalla Jr., USP - Irene Cardoso, USP - Vladimir Safatle, USP - José Ricardo Ramalho, UFRJ - Gilberto Bercovici, USP - Ivana Bentes, UFRJ - José Sérgio F. de Carvalho, USP - José Castilho de Marques Neto, Unesp - Maria Ligia Coelho Prado, USP - Peter Pal Pelbart, PUC- SP - Sergio Cardoso, USP - Ricardo Musse, USP - Consuelo Lins, UFRJ - Iumna Simon, USP - Vera da Silva Telles, USP - Elisa Kossovitch, Unicamp - Edilson Crema, USP  - Liliana Segnini, Unicamp - José Jeremias de Oliveira Filho, USP - Sebastião Velasco e Cruz, Unicamp - Ligia Chiappini, Universidade Livre de Berlim - Giuseppe Cocco, UFRJ - Luiz Roncari, USP - Marcio Suzuki, USP - Francisco Foot Hardman, Unicamp - Eleutério Prado, USP - Eliana Regina de Freitas Dutra, UFMG - Helder Garmes, USP - Marcos Dantas, UFRJ - Adélia Bezerra de Meneses, Unicamp - Luís Augusto Fischer, UFRS - Zenir Campos Reis, USP - Alessandro Octaviani, USP - Federico Neiburg, UFRJ - Maria Lygia Quartim de Moraes, Unicamp - Cilaine Alves Cunha, USP - Evando Nascimento, UFJF - Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos, USP - Juarez Guimarães, UFMG - Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, PUC-SP Marcos Silva, USP - Walquíria Domingues Leão Rego, Unicamp - Sérgio de Carvalho, USP - Rosa Maria Dias, Uerj -  Jorge Luiz Souto Maior, USP - Gil Vicente Reis de Figueiredo, UFSCar - Ladislau Dowbor, PUC-SP - Lucilia de Almeida Neves, UnB - Bernardo Ricupero, USP - Joaquim Alves de Aguiar, USP - Maria Lúcia Montes, USP - Eugenio Maria de França Ramos, Unesp - Ana Fani Alessandri Carlos, USP - Mauro Zilbovicius, USP - Jacyntho Lins Brandão, UFMG - Paulo Silveira, USP - Marly de A. G. Vianna, UFSCar - José Camilo Pena, PUC-RJ - Lincoln Secco, USP - Mario Sergio Salerno, USP - Rodrigo Duarte, UFMG - Paulo Nakatani, UFES - Sean Purdy, USP - Adriano Codato, UFPR - Ricardo Nascimento Fabbrini, USP - Denilson Lopes, UFRJ - Marcus Orione, USP - Ernani Chaves, UFPA - Gustavo Venturi, USP - João Roberto Martins Filho, UFSCar - Marcos Siscar, Unicamp - Nelson Cardoso Amaral, UFG - Evelina Dagnino, Unicamp - Vinicius Berlendis de Figueiredo, UFPR - Silvia de Assis Saes, UFBA - Carlos Ranulfo, UFMG - Flavio Campos, USP - Liv Sovik, UFRJ - Marta Maria Chagas de Carvalho, USP - Paulo Faria, UFRGS - Rubem Murilo Leão Rego, Unicamp - Maria Helena P. T. Machado, USP - Francisco Rüdiger, UFRS - Nelson Schapochnik, USP - Maria Augusta da Costa Vieira, USP - Elyeser Szturm, UnB - José Geraldo Silveira Bueno, PUC-SP - Reginaldo Moraes, Unicamp - Luiz Recaman, USP - Iram Jácome Rodrigues, USP - Roberto Grun, UFSCar - Edson de Sousa, UFRGS - Márcia Cavalcante Schuback, UFRJ - Luciano Elia, Uerj - Julio Ambrozio, UFJF - Oto Araujo Vale, UFSCar - João Emanuel, UFRN - Paulo Martins, USP - Analice Palombini, UFRSAlysson Mascaro, USP José Luiz Vieira, UFF - Paulo Benevides Soares, USP - Marcia Tosta Dias, Unifesp - Salete de Almeida Cara, USP - Anselmo Pessoa Neto, UFG - Marta Kawano, USP - Ricardo Basbaum, Uerj - Iris Kantor, USP - Fernando Lourenço, Unicamp - Luiz Carlos Soares, UFF - André Carone, Unifesp - Adriano Scatolin, USP - Richard Simanke, UFSCar - Francisco Alambert, USP - Arlenice Almeida, Unifesp - Miriam Avila, UFMG -  Sérgio Salomão Shecaira, USP - Carlos Eduardo Martins, UFRJ - Antonio Albino Canelas Rubim, UFBA - Claudio Oliveira, UFF - Eduardo Brandão, USP - Jesus Ranieri, Unicamp - Mayra Laudanna, USP - Aldo Duran, UFU - Luiz Hebeche, UFSC - Eduardo Morettin, USP - Adma Muhana, USP - Fábio Durão, Unicamp - Amarilio Ferreira Jr., UFSCar - Jaime Ginzburg, USP - Ianni Regia Scarcelli, USP - Marlise Matos, UFMG - Mauricio Santana Dias, USP - Adalberto Muller, UFF - Ivo da Silva Júnior, Unifesp - Cláudio Oliveira, UFF - Ana Paula Pacheco, USP - Sérgio Alcides, UFMG - Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG - Bento Itamar Borges, UFU - Tânia Pellegrini, UFSCar - José Paulo Guedes Pinto, UFRRJ - Luiz Damon, UFPR - Emiliano José, UFBA - Eduardo Passos, UFF - Horácio Antunes, UFMA - Laurindo Dias Minhoto, USP - Paulo Henrique Martinez, UnespIgor Fuser, Faculdade Cásper Líbero - Herculano Campos, UFRN - Adriano de Freixo, UFF - Suzana Guerra Albornoz, UNISC/RS - Sonia Campaner, PUC-SP- Alexandre Fonseca, UFRJ - Raul Vinhas Ribeiro, Unicamp - Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo, Uerj - Carmen Gabriel, UFRJ - Ana Gonçalves Magalhães, USP - Regina Mennin, Unifesp - Regina Pedroza, UnB - Regina Vinhaes Gracindo, UnB - Elina Pessanha, UFRJ - Elisa Maria Vieira, UFMG - Reinaldo Martiniano, UFMG - Freda Indursky, UFRGS - Frederico Carvalho, UFRJ - Renata Paparelli, PUC-SP - Renato Lima Barbosa, UEL - Antonio Prado, Unicamp - Antonio Teixeira, UFMG - Aparecida Neri de Souza, Unicamp - Ricardo Barbosa de Lima, UFG - Ricardo Kosovski, UNIRIO - Ricardo Mayer, UFAL - Rita Diogo, UERJ - Adalberto Paranhos, UFU - Adalton Franciozo Diniz, PUC-SP - Alcides Fernando Gussi, UFC - Aldo Victorino, UERJ - José Guilherme Ramos, Unincor - Alex Fabiano Jardim, Unimontes - Alexandra Epoglou, UFU - Alexandre Henz, Unifesp - Alfredo Cordiviola, UFPE - Alícia Gonçalves, UFPB - Alita Sá Rego, UERJ - Alvaro Luis Nogueira, CEFET/RJ - Amaury Júnior, UFRJ - Amilcar Pereira, UFRJ - Amon Pinho, UFU - Ana Maira Coutinho, PUC-Minas - Ana Maria Araújo Freire, PUC/SP - Ana Maria Chiarini, UFMG - Ana Maria Doimo, UFMG - Ana Maria Medeiros, UERJ - André Daibert, CEFET/RJ - André Figueiredo, UFRRJ - André Leclerc, UFC - André Martins, UFRJ - André Paulo Castanha, U Unioeste - Andrea Franco, PUC-Rio - Andrea Macedo, UFMG - Andrea Silva Ponte, UFPB - Angela Prysthon, UFPE - Angelita Matos Souza, Facamp - Angelita Pereira de Lima, UFG - Aníbal Bragança, UFF - Anita Leandro, UFRJ - Anna Carolina Lo Bianco, UFRJ - Antonio Carlos Lima, UFRJ - Antônio Cristian Saraiva Paiva, UFC - Antonio Justino Ruas Madureira, UFU - Antonio Pinheiro de Queiroz, UnB - Armen Mamigonian, USP - Benito Bisso Schmidt, UFRGS - Benjamin Picado, UFF - Branca Jurema Ponce, PUC/SP - Brasilmar Nunes, UFF - Bruna Dantas, Univ. Cruzeiro do Sul - Bruno Guimarães, UFOP - Carla Dias, UFRJ - Carlos Bauer, Uninove - Carlos José Espíndola, UFSC - Carolina Martins Pulici, Centro Universitário Senac - Cauê Alves, PUC-SPCelia Rocha Calvo, UFU - César Barreira, UFC - César Nigliorin, UFF - Clara Araujo, UERJ - Clarice Mota, UFAL - Claudinei Silva, Unioeste-  Claudio Benedito Baptista Leite, Unifesp - Cláudio DeNipoti, UEPG -  Cleber Santos Vieira, Unifesp -  Custódia Selma Sena do Amaral, UFG - Daniela Frozi, UERJ -  Daniela Weber, FURG - Daniele Nilym, UFC - Dau Bastos, UFRJ - Débora Barreto, UCM -  Debora Breder, UCM - Débora Diniz, UnB - Denise Golcalves, UFRJ - Diva Maciel, UnB - Doris Accioly, USP - Doris Rinaldi, Uerj - Douglas Barros, PUC-Campinas - Edgar Gandra, UFPel - Edson Arantes Junior, UEG - Eduardo Sterzi, Faap - Elizabeth Maria Azevedo Bilange, UFMS - Emerson Giumbelli, UFRGS - Ercília Cazarin, Univ. Passo Fundo - Ernesto Perini, UFMG - Eugênio Rezende de Carvalho, UFG - Fabiana de Souza, UFG - Fabiele Stockmans, UFPE - Fábio Franzini, Unifesp - Fábio Franzini, Unifesp - Fernanda dos Santos - Castelano Rodrigues, UFSCar - Fernando Fragozo, UFRJ - Fernando Freitas, UERJ - Fernando Resende, UFF - Fernando Salis, UFRJ - Filipe Ceppas, UFRJ - Flavio Fogliatto, UFRGS - Geísa Matos, UFC - George Lopes Paulino, UFC - Geovane Jacó, UECE - Geraldo Orthof, UnB - Geraldo Pontes Jr., UERJ - Gesuína Leclerc, UFC - Gilberto Almeida, UFBA - Gilson Iannini, UFOP - Giselle Martins Venancio, UFF - Gizelia Maria da Silva Freitas, UFPA- Graciela Paveti, UFMG - Gustavo Coelho, UERJ - Gustavo Krause, UERJ - Hélio Carlos Miranda de Oliveira, UFU - Hélio Silva, UFSC - Henri Acselrad, UFRJ - Henrique Antoun, UFRJ - José Carlos Prioste, Uerj - José Carlos Rodrigues, PUC – Rio - José Claudinei Lombardi, Unicamp - Henrique Antoun, UFRJ - Henrique de Paiva, Uninove - Humberto Hermenegildo de Araújo, UFRN - Ianni Scarcelli, USP - Irlys Barreira, UFC - Isaurora Cláudia Martins, UVA -  Ivan Rodrigues Martin, Unifesp - Izabela Tamaso, UFG - Jackson Aquino, UFC - Jacqueline Girão Lima, UFRJ - Jacqueline O.L. Zago, UFTM - Janete M. Lins de Azevedo, UFPE - Jania Perla Diógenes de Aquino, UFC - Joana Bahia, UERJ - Joelma Albuquerque, UFAL - John Comerford, UFRRJ - Jorge Valadares, Fund Oswaldo Cruz - José Artur Quilici Gonzalez, UFABC - José Lindomar Albuquerque, UNIFESP - José Luiz Ferreira, UFERSA - José Messias Bastos,UFSC - José Otávio Guimarães, UnB - José Ubiratan Delgado, IRD- CNEN - Joziane Ferraz de Assis, UFV - Kátia Paranhos, UFU - Kelen Christina Leite, UFSCar - Laura Feuerwerker, USP - Leandro Melo, Senac - Simone Wolff, UEL - Solange Ferraz de Lima, USP - Sônia Maria Rodrigues, UFG - Lena Lavinas, UFRJ - Leonardo Daniato, UniFor - Lia Tomas, Unesp - Liliam Faria Porto Borges, UNIOESTE - Lúcia Maria de Assis, UFG - Lucia Pulino, UnB - Luciana Hartmann, UnB - Luciano Mendes de Faria Filho, UFMG - Luciano Rezende, Instituto Federal de Alagoas - Luciano Simão, UFF - Luís Filipe Silvério Lima, Unifesp - Luis Mattei, UFF - Luiz Fábio Paiva, UFAM - Luiz Paulo Colatto, CEFET-RJ - Luiz Sérgio Duarte da Silva, UFG - Madalena Guasco Peixoto, PUC-SP - Marcelo Carcanholo, UFF - Marcelo de Sena, UFMG - Marcelo Martins de Sena, UFMG - Marcelo Paixão, UFRJ - Marcelo Pinheiro, UFU - Marcia Angela Aguiar, UFPE Marcia Cristina Consolim, Unifesp - Márcia Maria Menendes Motta, UFF - Marcia Maria Motta, UFF - Marcia Paraquett, UFBA - Marcio Galdman, UFRJ - Marco André Feldman Schneider, UFF - Marcos Aurélio da Silva, UFSC - Marcos Barreto, UFRJ - Marcos Cordeiro Pires, Unesp - Marcos Santana de Souza, UFS - Marcus Wolff , UCM - Maria Amélia Dalvi, UFES - Maria Aparecida Leite Soares, Unifesp - Maria Augusta Fonseca, USP - Maria Cristina Batalha, UERJ - Maria Cristina Giorgi, CEFET- RJ - Maria Cristina Giorgi, CEFET/RJ - Maria Cristina Volpi, UFRJ - Mônica de Carvalho, PUC-SP - Natalia Reis, UFF - Neide T. Maia González, USP - Nelson Maravalhas, UnB - Nelson Tomazi, UEL - Maria de Fátima Gomes, UFRJ - Maria Fernanda Fernandes, Unifesp - Maria Jacqueline Lima, UFRJ - Maria José Aviz do Rosário, UFPA - Maria José Vale, Unicastelo - Maria Lúcia Homem, FAAP - Maria Lúcia Seidl, UERJ - Maria Luiza de Oliveira, Unifesp - Maria Luiza Heilborn, UERJ - Maria Neyara de Oliveira Araújo, UFC - Maria Rita Aprile, Uniban - María Zulma M. Kulikowski, USP - Mariana Cassab, UFRJ - Mariana Cavalcanti, FGV-RJ - Marisa Bittar, UFSCar - Markus Lasch, Unifesp - Marlon Salomon, UFG - Marly Vianna, UFSCar - Marly Vianna, UFSCar - Márnio Pinto, UFSC -Marta Peres, UFRJ - Marta Pinheiro, UFRJ - Mary Castro, UCSal - Miroslav Milovic, UnB - Edson Arantes Jr., UERJ - Moema Rebouças, UFES - Monica Alvim, UFRJ - Monica Bruckmann, UFRJ - Nereide Saviani, Unisantos - Neusa Maria Dal Ri, Unesp - Nina Leite, Unicamp - Nise Jinkings, UFSC - Nora Krawczyk, Unicamp - Olga Cabrera, UFG - Olgamir Amancia Ferreira de Paiva, UnB - Ovídio de Abreu, UFF - Patrícia Reinheimer, UFRRJ - Patrícia Sampaio, UFAM - Paulino José Orso, Unioeste - Paulo Bernardo Ferreira Vaz, UFMG - Paulo Machado, UFSC - Paulo Pinheiro Machado, UFSC - Paulo Roberto de Almeida, UFU - Rafael Haddock-Lobo, UFRJ - Ramón Fernandez, FGV-SP - Raul Pacheco Filho, PUC-SP - Rita Schmidt, UFRGS - Robespierre de Oliveira, UEM - Rodrigo Nobile, UERJ - Rogério Medeiros, UFRJ - Ronaldo Gaspar, Unicastelo - Rosana C. Zanelatto Santos, UFMS -  Rosana Costa, UFRJ - Rosemary de Oliveira Almeida, UECE - Sabrina Moehlecke, UFRJ - Sara Rojo, UFMG - Sarita Albagli, UFRJ - Sidnei Casetto, Unifesp -  Silviane Barbato, UnB -  Silvio Costa, PUC/GO - Simone Michelin, UFRJ - Suzzana Alice Lima Almeida, UNEB - Sylvia Novaes, USP - Tadeu Alencar Arrais, UFG - Tadeu Capistrano, UFRJ - Tania Rivera, UnB - Tatiana Roque, UFRJ - Telma Maria Gonçalves Menicucci, UFMG - Tercio Redondo, USP - Théo Lobarinhas Piñeiro, UFF - Tomaz Aroldo Santos, UFMG - Valdemar Sguissardi, UFSCar - Vera Chuelli, UFPR - Vera Figueiredo, PUC-Rio - Victor Hugo Pereira, UERJ - Viviane Veras, Unicamp - Volnei Garrafa, UnB - Wagner da Silva Teixeira, UFTM - Waldir Beividas, USP - Wilson Correia, UFRB - Adriano de Freixo, Universidade Federal  - Fluminense - Andre Gunder Frank, UFF - Flávia Nascimento, UNESP - Graziela Serroni Perosa, EACH/USP -Gustavo Caponi, Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC - Helena Esser dos Reis, UFG - Jaime Rodrigues, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp - Jaqueline Kalmus, UniFIEO - Joana Ziller, Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP - Juliana Tavares, IFF - Luis Guilherme Galeão da Silva, USP - Luiz Mariano Carvalho, UERJ - Maria Margareth de Lima, UFPB - Maria Waldenez de Oliveira, UFSCAR - Nelson Schapochnik, USP - Paulo Rodrigues Belém, PUC/Rio de Janeiro - Raul Vinhas Ribeiro, UNICAMP - Rita Fagundes, UFS - Tercio Loureiro Redondo, USP - Valéria Vasconcelos, UNIUBE/MG - Ana Paula Cantelli Castro, Universidade Federal do Piauí/UFP - Hélio Lemos Sôlha – Professor, UNICAMP - Pedro C. Chadarevian, UFSCAR - Ivaldo Pontes Filho, UFPE - Ricardo Summa, UFRRJ - Ernesto Salles, UFF - Sidney Calheiros de Lima, USP - Claudia Moraes de Souza, Unesp/Marília - Estêvão Martins Palitot, Universidade Federal da Paraíba/UFB - Lilian Sagio Cezar, USP - Gislene Aparecida dos Santos, EACH – USP - Eliézer Cardoso de Oliveira, Universidade Estadual de GoiásLuiz Menna-Barreto, EACH/USP - Raquel Alvarenga Sena Venera, UFSC - Aida Marques, Universidade Federal Fluminense - Cleria Botelho da Costa, UnB - Ernestina Gomes de Oliveira, Faculdade de Direito do Instituto Superior de Ciências Aplicadas de Limeira - Kátia Menezes de Sousa, Universidade Federal de Goiás - Aluizio Moreira, UFCG - Luiz Gonzaga Godoi Trigo, EACH/USP - Lucas Bleicher, UFMG - Luiz Carlos Seixas, FMU e UniFIEO - Giane da Silva Mariano Lessa, UFRRJ - George Gomes Coutinho, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - Walter Andrade, Fundação Padre Albino - Antonio Torres Montenegro, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE - Regina Beatriz Guimarães Neto, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE - Enilce Albergaria Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora - Reinaldo Salvitti, USP - Vania Noeli Ferreira de Assunção, PUC/SP - José Arlindo dos Santos, Fundação Universidade do Tocantins/UNITINS - Jose Carlos Vaz, USP - Marisa Midori Deaecto, USP - Luiz Cruz Lima, Universidade Estadual do Ceará/UECE - Maria do Carmo Lessa Guimarães, Universidade Federal da Bahia/UFBA - Ebe Maria de Lima Siqueira, Universidade Estadual de Goiás/UnU - Alexei Alves de Queiroz, UnB - Francisco Mazzeu, Unesp - Cláudia Regina Vargas, UFSCAR - Fábio Ferreira de Almeida, Universidade Federal de Goiás - Celso Kraemer, Universidade Regional de Blumenau - Gladys Rocha, UFMG - Murilo César Ramos, UnB - Deolinda Freire, Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Corinta Maria Grisolia Geraldi, UNICAMP - João Wanderley Geraldi, UNICAMP - Durval Muniz de Albuquerque Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Rafael Sanzio, UnB - Sônia Selene Baçal de Oliveira, Universidade Federal do Amazonas/UFAM - Arlindo da Silva Lourenço, Uniban - Izabel Cristina dos Santos Teixeira, UFT/Araguaína - Glaucíria Mota Brasil, Universiade Estadual do Ceará - Maria Neyara de Oliveira Araújo, Universidade Federal do Ceará - Alícia Ferreira Gonçalves, UFPB - Francisco Alves, UFSCar - Luiz Armando Bagolin, USP - Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero - Paula Glenadel, UFF - Lana Ferreira de Lima, Universidade Federal de Goiás/UFG - Karina Chianca Venâncio, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE - Surya Aaronovich Pombo de Barros, Universidade Federal da Paraíba/UFPB - Fausto Fuser, USPSilvia Beatriz Adoue, UNESP/Araraquara - Sônia Campaner, PUC/SP - Paulo Henrique Martinez, Unesp - Iram Jácome Rodrigues, USP -Sílvio Camargo, Unicamp - Fernando Nogueira da Costa, Unicamp - Mariana Cassab, UFRJ - Suzana Guerra Albornoz, FURG/Rio Grande e UNISC/RS - Alexandre Abda, FAP/SP - José Edvar Costa de Araújo, Universidade Estadual Vale do Acaraú - Gabriel Almeida Antunes Rossini, PUC/SP - Cláudio Oliveira, Universidade Federal Fluminense/UFF - Aixa Teresinha Melo de Oliveira, CEFET/RJ – UnED/Petrópolis - Flávio Rocha de Oliveira, FESP/SP - Viviane Conceição Antunes Lima, UFRRJ - Rita Maskell Rapold, UNEB - Valter Duarte Ferreira Filho, UERJ e UFRJ - Romeu Adriano da Silva, Universidade Federal de Alfenas - Paulo Cesar Azevedo Ribeiro, Universidade Estácio de Sá - Andréa Lisly Gonçalves, Universidade Federal de Ouro Preto - Álvaro Luis Martins de Almeida Nogueira, Cefet - Welerson Fernandes Kneipp, Cefet - Jarlene Rodrigues Reis, Cefet - André Barcelos Damasceno Daibert, Cefet - Luiz Antonio Mousinho Magalhães, Universidade Federal da Paraíba/UFPB - Maria Cristina Cortez Wissenbach, USP - Denise Helena P.Laranjeira, Universidade Estadual de Feira de Santana - Magnus Roberto de Mello Pereira, Universidade Federal do Paraná/UFPR - Ricardo Cardoso Paschoal, CEFET/RJ - Luciano dos Santos Bersot, UFPR - Sérgio de  Paula Machado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ - Antônio Alberto Machado, Unesp/Franca-SP - Sérgio Ricardo de Souza, CEFET/MG - Angela Thalassa, Faculdade de Arujá / IESA - Débora C. Piotto, USP - Marcelo Parizzi Marques Fonseca, UFSJ

Fonte: Vi o Mundo

outubro 15, 2010

O que o jornalismo da Rede Globo escondeu sobre Paulo Preto, um dos homens do caixa 2 do PSDB

luizazenha | 13 de outubro de 2010
Denúncia contra ex-integrante do governo Serra, no Jornal da Record

Nota do blog: Leia como Serra et caterva usam dinheiro público para agradar os barões da mídia paulista. “Desde 2004, especialmente de 2007/2008 em diante, a FDE pagou no mínimo R$250 milhões (R$248.653.370,27) [valores não corrigidos] à Abril, Folha, Estadão, Globo/Fundação Roberto Marinho”, denuncia NaMaria, do NaMaria News, ao Viomundo. “A maioria sem licitação.” Leia em Vi o Mundo.

outubro 11, 2010

Onde está o "Negão" que sumiu com R$ 4 milhões do caixa 2 do PSDB?

Onde está Paulo "Wally" Preto?
Nota do blog: Saiba tudo do personagem sobre quem o candidato tucano tergiversou no debate da BAND, segundo Luiz Carlos Azenha.

"Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra. Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial".

Leia mais em Nova E

outubro 07, 2010

Enquanto a TV Globo omite, a TV Record não esconde o ato falho de Serra, o obscuro, sobre o aborto

luizazenha | 6 de outubro de 2010
Candidato cometeu ato falho?
 
uizazenha | 6 de outubro de 2010
Jornal Nacional, ao cobrir evento de José Serra, preferiu não colocar o candidato falando sobre o aborto.

***

Jornal Nacional esconde ato falho de Serra sobre o aborto

O Jornal Nacional desta quarta-feira escondeu a gafe cometida pelo candidato José Serra durante a reunião que ele teve com aliados em Brasília.
Foi uma gafe relevante, já que ele tratava da questão que os tucanos trouxeram com força para o debate político nos últimos dias: o aborto.
Serra disse: “Eu nunca disse que sou contra o aborto, até porque sou a favor”. Depois, consertou: “Eu nunca disse que sou a favor, até porque sou contra o aborto, alguns até me chamam de atrasado”.

PS do Viomundo:
No Valor Econômico, Raymundo Costa descreveu assim o episódio:
No trecho em que falou de aborto chegou a deixar a dúvida de que cometera um ato falho. “Nunca disse que sou contra o aborto porque sou a favor, ou melhor, nunca disse que sou a favor, porque sou contra”. Alguns políticos entenderam que ele quis dizer que Dilma diz ser contra a descriminalização do aborto porque, na realidade, seria a favor.
Fonte: Vi o Mundo

* * *

O ato falho de Serra, o Estadão e Freud

Freud, mais que Marx, ajuda a entender o obscurantismo que vem à tona no Brasil

Por Rodrigo Viana*

Como sabem aqueles que conhecem um pouquinho de Freud, os atos falhos são – por definição – reveladores daquilo que anda em nosso inconsciente, e que muitas vezes tentamos esconder.

Quando alguém vai ao psicanalista, às vezes passa horas e horas tentando explicar o que pensa e o que sente. Discurso controlado, consciente – e que no mais das vezes encobre a verdade.

Um ato falho, que o paciente deixe escapar em meio a dezenas de sessões, às vezes dá uma pista mais importante para o psicanalista do que horas e horas de blá-blá-blá. O ato falho revela o que está reprimido, e pode apontar o longo caminho da cura (ainda que – quase sempre – a cura não seja a felicidade absoluta, mas a infelicidade suportável).

Vejam se não é um ato falho maravilhoso esse cometido por Serra hoje, ao falar do aborto: “Estão querendo tirar o aborto da pauta. Eu nunca disse que sou contra o aborto, porque sou a favor o aborto”, disse primeiro Serra, para surpresa da plateia. “Ou melhor, sou contra o aborto”, corrigiu em seguida.” A notícia eu li aqui.
Não é sensacional?

A campanha de Serra foi a beneficiária do terrorismo religioso envolvendo o aborto na reta final da eleição. Ou vocês acreditam que essa história tenha sido um debate que surgiu “naturalmente” na sociedade? O Paulo Moreira Leite – jornalista que trabalha na revista “Época”, mas que tem a qualidade de não brigar com os fatos – acha que não. Confiram aqui o que diz o Moreira Leite sobre isso.


Mas, de volta ao ato falho…

Serra, como sabemos, não é um homem formado nas tradições da direita. Isso é que é mais triste. Se fosse o Alckmin, que milita na Opus Dei, a gente entenderia. E até respeitaria mais – porque a Opus Dei é visceralmente contra o aborto.


Mas o Serra não vem dessa tradição conservadora. Está apenas usando esse discurso – de forma hipócrita, desavergonhada, sem nenhuma convicção.

Pra espalhar o medo e a boataria sobre aborto, Serra precisa reprimir o que ele mesmo – no íntimo – deve pensar sobre o fato. Tanto que – quando ministro – o tucano corretamente assinou uma portaria regulamentando o aborto no SUS.

Por que Serra fez isso? Porque é um malvado assassino de crianças? Não. Porque é o mais razoável. E porque o PSDB – por mais críticas que se possa ter ao programa político e econômico do partido – nunca foi uma legenda obscurantista. Não é essa a tradição de FHC, Covas, Montoro.

É por isso que o ato falho fez-se presente. Revelou a hipocrisia, revelou o que Serra gostaria de manter escondido.

Não sou psicanalista. Talvez Maria Rita Khel, que é psicanalista, pudesse escrever sobre esse magnífico ato falho. Isso se o “Estadão” não tivesse vetado textos dela com conteúdo político. É que a Maria Rita Khel não segue a linha do jornal – que apóia o tucano.
Serra dizer “sou a favor do aborto” é um ato falho tão revelador como o “Estadão” (tão preocupado com a “liberdade de expressão” sob ameaça do “lulo-petismo”) dizer à Maria Rita: “não escreva sobre política”.

A direita vem à tona. À tiracolo traz preconceito, hipocrisia, caça às bruxas.

É como se o segundo turno – tão comemorado como oportunidade de “qualificar o debate” – levasse o Brasil não para o futuro, mas de volta para os séculos XVI ou XVII. Naquela época, a Inquisição podia prender, interrogar, torturar e – no limite – executar aqueles que se afastavam da “verdade de Deus”.

O obscuratismo insuflado pelos tucanos leva-nos de volta a esse caminho. A Inquisição já não há. Mas o desejo inconsciente de prender, interrogar, torturar e executar segue a habitar os recantos das mentes mais conservadoras.

O debate sobre o aborto é necessário. E pode ser feito de forma séria. Mas os tucanos querem o boato, o medo.

Jogam no lixo a história de um partido que nasceu para “modernizar” a política brasileira – lembram? Mas que agora se afunda, de braços dados com a pauta da extrema-direita religiosa.
Por que Serra aceita esse papel?
Freud talvez explique.

*Matéria originalmente publicada no site O Escrevinhador
Fonte: CartaCapital

outubro 05, 2010

O PT ainda é jurássico em se tratando de internet, segundo Azenha

O mundo em rede é instantâneo; o PT, jurássico

por Luiz Carlos Azenha

Escrevi, muito antes da eleição brasileira, um artigo em que descrevia a campanha eleitoral dos Estados Unidos em 2008 — eu  morava em Washington, então.

Lá, a máquina de moer carne republicana fatiou Barack Obama com o objetivo de atender a preconceitos latentes nos eleitores estadunidenses:

1. Barack Obama, o muçulmano (cujo vice era satanista);

2. Barack Obama, que não nasceu nos Estados Unidos (“o búlgaro”);

3. Barack Obama, associado a um pastor “radical” (lutou contra o regime militar);

4. Barack Obama, o terrorista (recebeu em casa, uma vez, Bill Ayers, que havia integrado um grupo que jogou bombas no Pentágono e no Congresso);

5. Barack Hussein Obama, cujo sobrenome denotava submissão a bin Laden.

6. Barack Obama, que estudou em uma madrassa (a escola religiosa islâmica).

Pouco importava, então, se isso tinha ou não relação com a realidade.

O objetivo, como escrevi, era ter um boato, uma ilação, uma suposição para se encaixar em cada um dos preconceitos já existentes no eleitorado.

Não disseram que Obama era gay, mas disseram que ele apoiava o casamento gay.

Como a campanha de Obama enfrentou a onda de boatos, mentiras, ilações e suposições?

Montou um site na internet exclusivamente dedicado a combater os boatos. Quando o internauta desse um Google atrás da informação, tinha um contraponto à máquina republicana de moer carne.

Além disso, Obama montou uma força-tarefa de militantes virtuais e advogados exclusivamente dedicada a combater os boatos, tentar identificar a origem deles e ingressar na Justiça com as medidas cabíveis.

Por que?

Porque vivemos no mundo da informação instantânea. Porque vivemos no mundo em que aqueles que tem acesso às tecnologias da informação se transformaram em produtores e disseminadores de conteúdo, para o bem e para o mal.

Uma mentira disseminada na internet tem o potencial de se replicar N vezes antes que você seja capaz de articular uma resposta.

No dia do primeiro turno, assisti a um debate inócuo e cheio de lugares-comuns na Globonews. O objetivo do debate era óbvio: dizer que a TV era a grande formadora de opinião e que o papel da internet era ínfimo.

Bobagem. A disseminação de boatos a respeito de Dilma Rousseff pode ter tido um papel central no período que precedeu o primeiro turno.

E o PT com isso? E  a campanha de Dilma Rousseff com isso?

Nada.

O PT e a campanha de Dilma são jurássicos, quando se trata do uso da rede para combater a boataria.

O PT ainda é refém do ciclo de notícias dos jornais diários.

Aliás, o partido é fiador da mídia que investiu na destruição de seus candidatos.

Na campanha atual, de Dilma Rousseff, concedeu privilégios em três oportunidades a um repórter da TV Globo, que fez o perfil que estrelou o Jornal Nacional da véspera da eleição. O acesso a Dilma deu legitimidade ao perfil de Marina Silva, uma superprodução hollywodiana que estrelou o JN de sábado passado, com objetivos óbvios.

Aliás, no comício de encerramento da campanha de Dilma em Porto Alegre, um repórter da revista Veja teve acesso privilegiado ao palco.

Nota do blog: Vi o Mundo

setembro 24, 2010

A guerra da mídia comercial contra Lula e Dilma

Leonardo Boff
Publicada em trindade.org

Leonardo Boff: A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Por Leonardo Boff, na Adital, via Vermelho
23 de setembro de 2010
Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. 

Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
Fonte: Adital

Fonte: Vi o Mundo

setembro 22, 2010

Altamiro Borges denuncia mais uma manipulação grosseira de O Globo

Henfil, meu rei, com sua licença...

Altamiro Borges: O Globo e o ato contra o golpismo midiático

por Altamiro Borges


O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!


Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.


As mentiras sobre o protesto


As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística.


Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.


Falso defensor da liberdade de imprensa


O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.


Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.


* Altamiro Borges é jornalista, blogueiro e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Fonte: Vi o Mundo

Nota do blog: A imagem acima é cortesia do PICICA. Ela não consta no post do blog do Azenha. 

setembro 15, 2010

A velha classe média tem arrepios do pescoço até o cóccix com a nova classe média


fgvtv | 10 de setembro de 2010
Principais resultados da pesquisa "A Nova Classe Média: O lado brilhante dos Pobres" disponível em www.fgv.br/cps/ncm .
Apresentação: Marcelo Neri - Centro de Políticas Sociais/FGV

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Quando a ascensão social causa medo e perplexidade

por Luiz Carlos Azenha

Há, por toda parte, da direita à esquerda, uma certa perplexidade. Intelectuais à esquerda e à direita se debruçam sobre a campanha eleitoral com uma ponta de saudosismo e desprezo pela aparente despolitização do eleitorado. O domínio do marketing, a presença do Tiririca e a influência de Lula são apontados como sinais de que a democracia brasileira está às vésperas de um naufrágio.

Em um caderno especial, “Desafios do Novo Presidente”, o Estadão exibe sua saudade de um tempo em que ainda era possível controlar o protagonismo das multidões para negociar, por cima,  uma “solução política”. Foi assim no movimento das Diretas Já! , em que o vozerio das ruas foi instrumentalizado para buscar uma democracia “de bastidores”. “Democracia à brasileira”, anuncia o Estadão, obviamente sem notar a ironia contida na escolha da foto. Se tivesse escolhido uma imagem da greve dos metalúrgicos do ABC, em 1980, não seria, naturalmente, o Estadão, embora a greve tenha sido o golpe que de fato chacoalhou o regime militar.

Na Folha, um colunista identificou no Tiririca o símbolo de tudo o que há de errado com a política brasileira. Ele se esqueceu que a despolitização é herança da cidadania negada e está explícita não só nos candidatos bizarros, mas também em partidos que não resistem a prévias internas para a escolha do candidato a presidente. O dedaço, como se sabe, é um mal apenas quando praticado pelo atual presidente da República, nunca quando se dá em um apartamento de Higienópolis. Politização exige engajamento. A  amnésia do colunista se estende à campanha movida contra as tênues tentativas do governo Lula de promover a cidadania política, através das conferências nacionais e do Plano Nacional de Direitos Humanos, campanha da qual fez parte…  a Folha.

O Globo de domingo gastou uma página inteira de papel e tinta para falar em Vazio de ideias, por que a apatia e a ausência de reflexão tomaram conta da campanha eleitoral. Na página, o poeta Claufe Rodrigues prega “mudar radicalmente o sistema de representação”. Será que ele sonha com o voto censitário? O jornalista Eugenio Bucci trata como “discurso autoritário”  a propaganda eleitoral de Dilma Rousseff que dá ênfase à ascensão social (‘”pusemos” não sei quantos brasileiros na classe média’). O sociólogo Bernardo Sorj fala em “massa apática”, sustentada pela “classe média pagadora, que se preocupa com problemas como liberdade de expressão, transparência do Estado e corrupção”.

Curiosamente, as pílulas de O Globo revelam mais sobre os entrevistados do que sobre a população brasileira, os eleitores brasileiros e a conjuntura política e econômica do Brasil. Revelam desconhecimento, preguiça intelectual e a falta de reflexão que eles, os entrevistados, preferem atribuir — como sempre — “aos outros”.

Infelizmente, pouca gente tem se dedicado até agora a estudar a erupção política de milhões de brasileiros como resultado da ascensão social que eles viveram nos últimos anos. O fenômeno, em números, foi retratado mais recentemente no estudo A Nova Classe Média: o Lado Brilhante dos Pobres, da Fundação Getúlio Vargas. Do ponto de vista da ciência política, foi estudado por André Singer, em Raízes sociais e ideológicas do Lulismo.

Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz para a atual campanha eleitoral também serve a um objetivo político: desqualificar antecipadamente os eleitos. Para além do golpismo, no entanto, está a perplexidade de classe — e aqui localizamos a esquina onde se encontram direitistas e esquerdistas (alguns, pelo menos). O Brasil é um país de extrema concentração de poder, de riqueza e de saber. E o fenômeno que vai influenciar as eleições brasileiras a longo prazo representa uma ameaça a essa sociedade, em que as “ideias” políticas, de comportamento e de consumo “vertem” dos ungidos em direção às massas.

Assistimos, em câmera lenta, a uma revolução nos papéis sociais, que vai se acelerar quando a ascensão econômica se combinar com a interiorização do conhecimento, o acesso à universidade e as tecnologias de informação.

Perplexos, os que se acreditam mantenedores de nossa ordem hierarquizada confundem sua irrelevância com a decadência definitiva da democracia brasileira. É um jeito elegante de dizer que eles sentem desprezo pelos pobres.

Fonte: Vi o Mundo