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novembro 18, 2010

I Seminário Internacional "A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos"

PICICA: Saiba as principais informações sobre o I Seminário Internacional "A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos", realizado de 11 a 13 de ovembro. Em anexo, o manifesto mencionado no texto e que foi aprovado em plenário.
17 de novembro de 2010
Medicalização não é solução para enfrentar os problemas de aprendizagem, apontam especialistas

Notas baixas, dificuldades na leitura e na escrita, desatenção em sala de aula. Situações como essas, comuns entre os escolares, muitas vezes estão associadas a problemas neurológicos ou psicológicos, não considerando, por exemplo, a má qualidade do ensino. Recorre-se, então, à medicalização, entendida como um processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Para discutir essas e outras considerações afins, especialistas do Brasil e do exterior se reuniram de 11 a 13 de novembro durante o I Seminário Internacional "A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos", na Unip campus do Paraíso, em São Paulo.
O evento foi organizado por várias entidades, entre as quais o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP SP, e teve por objetivos divulgar e discutir controvérsias acerca do diagnóstico e tratamento de supostos transtornos de aprendizagem, tendo como pano de fundo a medicalização da sociedade e, mais especificamente, das dificuldades do sistema escolar. Buscou também oferecer subsídios para a discussão e o posicionamento frente às políticas públicas que têm sido propostas e/ou implementadas por meio de leis e programas de ação, partindo das diferentes compreensões desses supostos transtornos de aprendizagem.
Dois convidados americanos enriqueceram os debates. O sociólogo Peter Conrad, professor da Brandeis University de Boston, Massachussets, foi enfático: “Não há nenhuma prova fisiológica, neurológica ou física que associe direta ou indiretamente a TDAH a crianças com dificuldades de ler e escrever, outros problemas na aprendizagem devem ser considerados nestes casos”, afirmou. O neurologista Steven Strauss, professor do Hospital Franklin Square de Baltimore, em Maryland, por sua vez, fez duras críticas à medicalização na educação. “A medicalização é um tipo de controle social, define-se que o aluno é disléxico e já se receitam medicamentos, rotula-se esta criança”, alertou.
O evento foi palco também para o lançamento oficial do Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. De caráter político e de atuação permanente, o Fórum tem por finalidade articular entidades, grupos e pessoas para o enfrentamento e a superação do fenômeno da medicalização, bem como mobilizar a sociedade para a crítica à medicalização da aprendizagem e do comportamento. Para tanto foi produzido um manifesto, com as diretrizes do Fórum, que convida pessoas e entidades a serem signatários desta mobilização.
 Durante a mesa-redonda “Medicalização e Políticas Públicas”, o vereador Eliseu Gabriel, representando a Câmara Municipal de São Paulo, anunciou um projeto de lei, de sua autoria, instituindo 11 de novembro como o Dia Municipal de Luta contra a Medicalização na Educação.
Um público em torno de mil pessoas compareceu ao encontro. Para aprimorar as discussões, o Seminário ofereceu aos participantes conferências, mesas-redondas, minicursos, oficinas e exposição de vídeos e de trabalhos em painéis (85 trabalhos foram selecionados), além de performances artísticas. Também foi lançado o livro Medicalização de Crianças e Adolescentes. Conflitos silenciados pela redução de questões sociais a doenças de indivíduos, organizado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo e pelo Grupo Interinstitucional Queixa Escolar. É a primeira publicação do gênero no Brasil.

Waltair Martão
Comunicação
                                 Conselho Regional de Psicologia SP                                  
comunicacao@crpsp.org.br
tel.: (11) 3061 9494, ramal 136


***

Manifesto de Lançamento do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade


A sociedade brasileira vive um processo crescente de medicalização de todas as esferas da vida.
 

Entende-se por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Problemas de diferentes ordens são apresentados como “doenças”, “transtornos”, “distúrbios” que escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais, afetivas que afligem a vida das pessoas. Questões coletivas são tomadas como individuais; problemas sociais e políticos são tornados biológicos. Nesse processo, que gera sofrimento psíquico, a pessoa e sua família são responsabilizadas pelos problemas, enquanto governos, autoridades e profissionais são eximidos de suas responsabilidades.

Uma vez classificadas como “doentes”, as pessoas tornam-se “pacientes” e consequentemente “consumidoras” de tratamentos, terapias e medicamentos, que transformam o seu próprio corpo no alvo dos problemas que, na lógica medicalizante, deverão ser sanados individualmente. Muitas vezes, famílias, profissionais, autoridades, governantes e formuladores de políticas eximem-se de sua responsabilidade quanto às questões sociais: as pessoas é que têm “problemas”, são “disfuncionais”, “não se adaptam”, são “doentes” e são, até mesmo, judicilializadas.
 

A aprendizagem e os modos de ser e agir – campos de grande complexidade e diversidade – têm sido alvos preferenciais da medicalização. Cabe destacar que, historicamente, é a partir de insatisfações e questionamentos que se constituem possibilidades de mudança nas formas de ordenação social e de superação de preconceitos e desigualdades.

O estigma da “doença” faz uma segunda exclusão dos já excluídos – social, afetiva, educacionalmente – protegida por discursos de inclusão. 


A medicalização tem assim cumprido o papel de controlar e submeter pessoas, abafando questionamentos e desconfortos; cumpre, inclusive, o papel ainda mais perverso de ocultar violências físicas e psicológicas, transformando essas pessoas em “portadores de distúrbios de comportamento e de aprendizagem”. 

No Brasil, a crítica e o enfrentamento dos processos de medicalização ainda são muito incipientes.
 

É neste contexto que se constitui o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, que tem como objetivos: articular entidades, grupos e pessoas para o enfrentamento e superação do fenômeno da medicalização, bem como mobilizar a sociedade para a crítica à medicalização da aprendizagem e do comportamento.
 

O caráter do Fórum é político e de atuação permanente, constituindo-se a partir da qualidade da articulação de seus participantes e suas decisões serão tomadas, preferencialmente, por consenso. É composto por entidades, movimentos e pessoas que tenham interesse no tema e afinidade com os objetivos do Fórum.

O Fórum se fundamenta nos seguintes princípios:



  1. Contra os processos de medicalização da vida.
  2. Defesa das pessoas que vivenciam processos de medicalização.
  3. Defesa dos Direitos Humanos.
  4. Defesa do Estatuto da Criança e Adolescente.
  5. Direito à Educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada para todas e todos.
  6. Direito à Saúde e defesa do Sistema Único de Saúde – SUS e seus princípios.
  7. Respeito à diversidade e à singularidade, em especial, nos processos de aprendizagem.
  8. Valorização da compreensão do fenômeno medicalização em abordagem interdisciplinar.
  9. Valorização da participação popular.

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade se propõe os seguintes desafios:


I. Ampliar a democratização do debate o Estabelecer mecanismos de interlocução com a sociedade civil
 

i. Popularizar o debate, sem perder o rigor científico.
ii. Pluralizar os meios de divulgação, incluindo cordéis, sites, artes em geral.
iii. Construir estratégias para ocupar espaços na mídia.
 

  • Estabelecer mecanismos de interlocução com a academia

i. Ampliar a discussão entre profissionais das diversas áreas;
ii. Construir estratégias para ocupar espaços nos cursos de formação inicial e continuada dos profissionais das diversas áreas.
iii. Apoiar propostas curriculares de humanização das práticas de educação e de saúde.
 

  • Socializar o significado da medicalização e suas consequências

i. Reconhecer as necessidades das famílias que vivenciam processos de medicalização.
ii. Esclarecer riscos da drogadição – drogas lícitas e ilícitas - como consequência da medicalização.
 

  • Ampliar a compreensão sobre a diversidade e historicidade dos processos de aprendizagem e de desenvolvimento humano.

II. Construir estratégias que subvertam a lógica medicalizante

  • Ampliar a produção teórica no campo da crítica à medicalização.
  • Intervir na formulação de políticas públicas, subsidiando o embasamento em novas concepções de ser humano e de sociedade.
  • Apoiar iniciativas de acolhimento e o fortalecimento das famílias, desmitificando pretensos benefícios da medicalização.
  • Apoiar ações intersetoriais que enfrentem os processos de medicalização da vida.

São Paulo, 13 de novembro de 2010


outubro 16, 2010

Manifesto em Defesa da Educação Pública condena o bonapartismo de Serra


Manifesto em Defesa da Educação Pública (clique aqui para saber como aderir)

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Fábio Konder Comparato, USP - Carlos Nelson Coutinho, UFRJ - Heloisa Fernandes, USP - Theotonio dos Santos, UFF - Emilia Viotti da Costa, USP - José Arbex Jr., PUC-SP - Marilena Chaui, USP - João José Reis, UFBA - Joel Birman, UFRJ - Leda Paulani, USP - Dermeval Saviani, Unicamp - João Adolfo Hansen, USP - Flora Sussekind, Unirio - Otávio Velho, UFRJ - Renato Ortiz, Unicamp - Luiz Renato Martins, USP - Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP -
Enio Candotti, UFRJ - Glauco Arbix, USP - Laymert Garcia dos Santos, Unicamp - Franklin Leopoldo e Silva, USP - Luis Fernandes, UFRJ - Antonio Carlos Mazzeo, Unesp - Wander Melo Miranda, UFMG - Ronaldo Vainfas, UFF - Caio Navarro de Toledo, Unicamp - Celso Frederico, USP - Armando Boito, Unicamp - Henrique Carneiro, USP - Angela Leite Lopes, UFRJ - Afrânio Catani, USP - Otavio Soares Dulci, UFMG - Laura Tavares, UFRJ - Wolfgang LeoMaar, UFSCar - João Quartim de Moraes, Unicamp - Ildeu de Castro Moreira, UFRJ - Scarlett Marton, USP - Emir Sader, UERJ - Sidney Chalhoub, Unicamp - Marcelo Perine, PUC-SP - Flavio Aguiar, USP - Léon Kossovitch, USP - Celso F. Favaretto, USP - Benjamin Abdalla Jr., USP - Irene Cardoso, USP - Vladimir Safatle, USP - José Ricardo Ramalho, UFRJ - Gilberto Bercovici, USP - Ivana Bentes, UFRJ - José Sérgio F. de Carvalho, USP - José Castilho de Marques Neto, Unesp - Maria Ligia Coelho Prado, USP - Peter Pal Pelbart, PUC- SP - Sergio Cardoso, USP - Ricardo Musse, USP - Consuelo Lins, UFRJ - Iumna Simon, USP - Vera da Silva Telles, USP - Elisa Kossovitch, Unicamp - Edilson Crema, USP  - Liliana Segnini, Unicamp - José Jeremias de Oliveira Filho, USP - Sebastião Velasco e Cruz, Unicamp - Ligia Chiappini, Universidade Livre de Berlim - Giuseppe Cocco, UFRJ - Luiz Roncari, USP - Marcio Suzuki, USP - Francisco Foot Hardman, Unicamp - Eleutério Prado, USP - Eliana Regina de Freitas Dutra, UFMG - Helder Garmes, USP - Marcos Dantas, UFRJ - Adélia Bezerra de Meneses, Unicamp - Luís Augusto Fischer, UFRS - Zenir Campos Reis, USP - Alessandro Octaviani, USP - Federico Neiburg, UFRJ - Maria Lygia Quartim de Moraes, Unicamp - Cilaine Alves Cunha, USP - Evando Nascimento, UFJF - Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos, USP - Juarez Guimarães, UFMG - Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, PUC-SP Marcos Silva, USP - Walquíria Domingues Leão Rego, Unicamp - Sérgio de Carvalho, USP - Rosa Maria Dias, Uerj -  Jorge Luiz Souto Maior, USP - Gil Vicente Reis de Figueiredo, UFSCar - Ladislau Dowbor, PUC-SP - Lucilia de Almeida Neves, UnB - Bernardo Ricupero, USP - Joaquim Alves de Aguiar, USP - Maria Lúcia Montes, USP - Eugenio Maria de França Ramos, Unesp - Ana Fani Alessandri Carlos, USP - Mauro Zilbovicius, USP - Jacyntho Lins Brandão, UFMG - Paulo Silveira, USP - Marly de A. G. Vianna, UFSCar - José Camilo Pena, PUC-RJ - Lincoln Secco, USP - Mario Sergio Salerno, USP - Rodrigo Duarte, UFMG - Paulo Nakatani, UFES - Sean Purdy, USP - Adriano Codato, UFPR - Ricardo Nascimento Fabbrini, USP - Denilson Lopes, UFRJ - Marcus Orione, USP - Ernani Chaves, UFPA - Gustavo Venturi, USP - João Roberto Martins Filho, UFSCar - Marcos Siscar, Unicamp - Nelson Cardoso Amaral, UFG - Evelina Dagnino, Unicamp - Vinicius Berlendis de Figueiredo, UFPR - Silvia de Assis Saes, UFBA - Carlos Ranulfo, UFMG - Flavio Campos, USP - Liv Sovik, UFRJ - Marta Maria Chagas de Carvalho, USP - Paulo Faria, UFRGS - Rubem Murilo Leão Rego, Unicamp - Maria Helena P. T. Machado, USP - Francisco Rüdiger, UFRS - Nelson Schapochnik, USP - Maria Augusta da Costa Vieira, USP - Elyeser Szturm, UnB - José Geraldo Silveira Bueno, PUC-SP - Reginaldo Moraes, Unicamp - Luiz Recaman, USP - Iram Jácome Rodrigues, USP - Roberto Grun, UFSCar - Edson de Sousa, UFRGS - Márcia Cavalcante Schuback, UFRJ - Luciano Elia, Uerj - Julio Ambrozio, UFJF - Oto Araujo Vale, UFSCar - João Emanuel, UFRN - Paulo Martins, USP - Analice Palombini, UFRSAlysson Mascaro, USP José Luiz Vieira, UFF - Paulo Benevides Soares, USP - Marcia Tosta Dias, Unifesp - Salete de Almeida Cara, USP - Anselmo Pessoa Neto, UFG - Marta Kawano, USP - Ricardo Basbaum, Uerj - Iris Kantor, USP - Fernando Lourenço, Unicamp - Luiz Carlos Soares, UFF - André Carone, Unifesp - Adriano Scatolin, USP - Richard Simanke, UFSCar - Francisco Alambert, USP - Arlenice Almeida, Unifesp - Miriam Avila, UFMG -  Sérgio Salomão Shecaira, USP - Carlos Eduardo Martins, UFRJ - Antonio Albino Canelas Rubim, UFBA - Claudio Oliveira, UFF - Eduardo Brandão, USP - Jesus Ranieri, Unicamp - Mayra Laudanna, USP - Aldo Duran, UFU - Luiz Hebeche, UFSC - Eduardo Morettin, USP - Adma Muhana, USP - Fábio Durão, Unicamp - Amarilio Ferreira Jr., UFSCar - Jaime Ginzburg, USP - Ianni Regia Scarcelli, USP - Marlise Matos, UFMG - Mauricio Santana Dias, USP - Adalberto Muller, UFF - Ivo da Silva Júnior, Unifesp - Cláudio Oliveira, UFF - Ana Paula Pacheco, USP - Sérgio Alcides, UFMG - Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG - Bento Itamar Borges, UFU - Tânia Pellegrini, UFSCar - José Paulo Guedes Pinto, UFRRJ - Luiz Damon, UFPR - Emiliano José, UFBA - Eduardo Passos, UFF - Horácio Antunes, UFMA - Laurindo Dias Minhoto, USP - Paulo Henrique Martinez, UnespIgor Fuser, Faculdade Cásper Líbero - Herculano Campos, UFRN - Adriano de Freixo, UFF - Suzana Guerra Albornoz, UNISC/RS - Sonia Campaner, PUC-SP- Alexandre Fonseca, UFRJ - Raul Vinhas Ribeiro, Unicamp - Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo, Uerj - Carmen Gabriel, UFRJ - Ana Gonçalves Magalhães, USP - Regina Mennin, Unifesp - Regina Pedroza, UnB - Regina Vinhaes Gracindo, UnB - Elina Pessanha, UFRJ - Elisa Maria Vieira, UFMG - Reinaldo Martiniano, UFMG - Freda Indursky, UFRGS - Frederico Carvalho, UFRJ - Renata Paparelli, PUC-SP - Renato Lima Barbosa, UEL - Antonio Prado, Unicamp - Antonio Teixeira, UFMG - Aparecida Neri de Souza, Unicamp - Ricardo Barbosa de Lima, UFG - Ricardo Kosovski, UNIRIO - Ricardo Mayer, UFAL - Rita Diogo, UERJ - Adalberto Paranhos, UFU - Adalton Franciozo Diniz, PUC-SP - Alcides Fernando Gussi, UFC - Aldo Victorino, UERJ - José Guilherme Ramos, Unincor - Alex Fabiano Jardim, Unimontes - Alexandra Epoglou, UFU - Alexandre Henz, Unifesp - Alfredo Cordiviola, UFPE - Alícia Gonçalves, UFPB - Alita Sá Rego, UERJ - Alvaro Luis Nogueira, CEFET/RJ - Amaury Júnior, UFRJ - Amilcar Pereira, UFRJ - Amon Pinho, UFU - Ana Maira Coutinho, PUC-Minas - Ana Maria Araújo Freire, PUC/SP - Ana Maria Chiarini, UFMG - Ana Maria Doimo, UFMG - Ana Maria Medeiros, UERJ - André Daibert, CEFET/RJ - André Figueiredo, UFRRJ - André Leclerc, UFC - André Martins, UFRJ - André Paulo Castanha, U Unioeste - Andrea Franco, PUC-Rio - Andrea Macedo, UFMG - Andrea Silva Ponte, UFPB - Angela Prysthon, UFPE - Angelita Matos Souza, Facamp - Angelita Pereira de Lima, UFG - Aníbal Bragança, UFF - Anita Leandro, UFRJ - Anna Carolina Lo Bianco, UFRJ - Antonio Carlos Lima, UFRJ - Antônio Cristian Saraiva Paiva, UFC - Antonio Justino Ruas Madureira, UFU - Antonio Pinheiro de Queiroz, UnB - Armen Mamigonian, USP - Benito Bisso Schmidt, UFRGS - Benjamin Picado, UFF - Branca Jurema Ponce, PUC/SP - Brasilmar Nunes, UFF - Bruna Dantas, Univ. Cruzeiro do Sul - Bruno Guimarães, UFOP - Carla Dias, UFRJ - Carlos Bauer, Uninove - Carlos José Espíndola, UFSC - Carolina Martins Pulici, Centro Universitário Senac - Cauê Alves, PUC-SPCelia Rocha Calvo, UFU - César Barreira, UFC - César Nigliorin, UFF - Clara Araujo, UERJ - Clarice Mota, UFAL - Claudinei Silva, Unioeste-  Claudio Benedito Baptista Leite, Unifesp - Cláudio DeNipoti, UEPG -  Cleber Santos Vieira, Unifesp -  Custódia Selma Sena do Amaral, UFG - Daniela Frozi, UERJ -  Daniela Weber, FURG - Daniele Nilym, UFC - Dau Bastos, UFRJ - Débora Barreto, UCM -  Debora Breder, UCM - Débora Diniz, UnB - Denise Golcalves, UFRJ - Diva Maciel, UnB - Doris Accioly, USP - Doris Rinaldi, Uerj - Douglas Barros, PUC-Campinas - Edgar Gandra, UFPel - Edson Arantes Junior, UEG - Eduardo Sterzi, Faap - Elizabeth Maria Azevedo Bilange, UFMS - Emerson Giumbelli, UFRGS - Ercília Cazarin, Univ. Passo Fundo - Ernesto Perini, UFMG - Eugênio Rezende de Carvalho, UFG - Fabiana de Souza, UFG - Fabiele Stockmans, UFPE - Fábio Franzini, Unifesp - Fábio Franzini, Unifesp - Fernanda dos Santos - Castelano Rodrigues, UFSCar - Fernando Fragozo, UFRJ - Fernando Freitas, UERJ - Fernando Resende, UFF - Fernando Salis, UFRJ - Filipe Ceppas, UFRJ - Flavio Fogliatto, UFRGS - Geísa Matos, UFC - George Lopes Paulino, UFC - Geovane Jacó, UECE - Geraldo Orthof, UnB - Geraldo Pontes Jr., UERJ - Gesuína Leclerc, UFC - Gilberto Almeida, UFBA - Gilson Iannini, UFOP - Giselle Martins Venancio, UFF - Gizelia Maria da Silva Freitas, UFPA- Graciela Paveti, UFMG - Gustavo Coelho, UERJ - Gustavo Krause, UERJ - Hélio Carlos Miranda de Oliveira, UFU - Hélio Silva, UFSC - Henri Acselrad, UFRJ - Henrique Antoun, UFRJ - José Carlos Prioste, Uerj - José Carlos Rodrigues, PUC – Rio - José Claudinei Lombardi, Unicamp - Henrique Antoun, UFRJ - Henrique de Paiva, Uninove - Humberto Hermenegildo de Araújo, UFRN - Ianni Scarcelli, USP - Irlys Barreira, UFC - Isaurora Cláudia Martins, UVA -  Ivan Rodrigues Martin, Unifesp - Izabela Tamaso, UFG - Jackson Aquino, UFC - Jacqueline Girão Lima, UFRJ - Jacqueline O.L. Zago, UFTM - Janete M. Lins de Azevedo, UFPE - Jania Perla Diógenes de Aquino, UFC - Joana Bahia, UERJ - Joelma Albuquerque, UFAL - John Comerford, UFRRJ - Jorge Valadares, Fund Oswaldo Cruz - José Artur Quilici Gonzalez, UFABC - José Lindomar Albuquerque, UNIFESP - José Luiz Ferreira, UFERSA - José Messias Bastos,UFSC - José Otávio Guimarães, UnB - José Ubiratan Delgado, IRD- CNEN - Joziane Ferraz de Assis, UFV - Kátia Paranhos, UFU - Kelen Christina Leite, UFSCar - Laura Feuerwerker, USP - Leandro Melo, Senac - Simone Wolff, UEL - Solange Ferraz de Lima, USP - Sônia Maria Rodrigues, UFG - Lena Lavinas, UFRJ - Leonardo Daniato, UniFor - Lia Tomas, Unesp - Liliam Faria Porto Borges, UNIOESTE - Lúcia Maria de Assis, UFG - Lucia Pulino, UnB - Luciana Hartmann, UnB - Luciano Mendes de Faria Filho, UFMG - Luciano Rezende, Instituto Federal de Alagoas - Luciano Simão, UFF - Luís Filipe Silvério Lima, Unifesp - Luis Mattei, UFF - Luiz Fábio Paiva, UFAM - Luiz Paulo Colatto, CEFET-RJ - Luiz Sérgio Duarte da Silva, UFG - Madalena Guasco Peixoto, PUC-SP - Marcelo Carcanholo, UFF - Marcelo de Sena, UFMG - Marcelo Martins de Sena, UFMG - Marcelo Paixão, UFRJ - Marcelo Pinheiro, UFU - Marcia Angela Aguiar, UFPE Marcia Cristina Consolim, Unifesp - Márcia Maria Menendes Motta, UFF - Marcia Maria Motta, UFF - Marcia Paraquett, UFBA - Marcio Galdman, UFRJ - Marco André Feldman Schneider, UFF - Marcos Aurélio da Silva, UFSC - Marcos Barreto, UFRJ - Marcos Cordeiro Pires, Unesp - Marcos Santana de Souza, UFS - Marcus Wolff , UCM - Maria Amélia Dalvi, UFES - Maria Aparecida Leite Soares, Unifesp - Maria Augusta Fonseca, USP - Maria Cristina Batalha, UERJ - Maria Cristina Giorgi, CEFET- RJ - Maria Cristina Giorgi, CEFET/RJ - Maria Cristina Volpi, UFRJ - Mônica de Carvalho, PUC-SP - Natalia Reis, UFF - Neide T. Maia González, USP - Nelson Maravalhas, UnB - Nelson Tomazi, UEL - Maria de Fátima Gomes, UFRJ - Maria Fernanda Fernandes, Unifesp - Maria Jacqueline Lima, UFRJ - Maria José Aviz do Rosário, UFPA - Maria José Vale, Unicastelo - Maria Lúcia Homem, FAAP - Maria Lúcia Seidl, UERJ - Maria Luiza de Oliveira, Unifesp - Maria Luiza Heilborn, UERJ - Maria Neyara de Oliveira Araújo, UFC - Maria Rita Aprile, Uniban - María Zulma M. Kulikowski, USP - Mariana Cassab, UFRJ - Mariana Cavalcanti, FGV-RJ - Marisa Bittar, UFSCar - Markus Lasch, Unifesp - Marlon Salomon, UFG - Marly Vianna, UFSCar - Marly Vianna, UFSCar - Márnio Pinto, UFSC -Marta Peres, UFRJ - Marta Pinheiro, UFRJ - Mary Castro, UCSal - Miroslav Milovic, UnB - Edson Arantes Jr., UERJ - Moema Rebouças, UFES - Monica Alvim, UFRJ - Monica Bruckmann, UFRJ - Nereide Saviani, Unisantos - Neusa Maria Dal Ri, Unesp - Nina Leite, Unicamp - Nise Jinkings, UFSC - Nora Krawczyk, Unicamp - Olga Cabrera, UFG - Olgamir Amancia Ferreira de Paiva, UnB - Ovídio de Abreu, UFF - Patrícia Reinheimer, UFRRJ - Patrícia Sampaio, UFAM - Paulino José Orso, Unioeste - Paulo Bernardo Ferreira Vaz, UFMG - Paulo Machado, UFSC - Paulo Pinheiro Machado, UFSC - Paulo Roberto de Almeida, UFU - Rafael Haddock-Lobo, UFRJ - Ramón Fernandez, FGV-SP - Raul Pacheco Filho, PUC-SP - Rita Schmidt, UFRGS - Robespierre de Oliveira, UEM - Rodrigo Nobile, UERJ - Rogério Medeiros, UFRJ - Ronaldo Gaspar, Unicastelo - Rosana C. Zanelatto Santos, UFMS -  Rosana Costa, UFRJ - Rosemary de Oliveira Almeida, UECE - Sabrina Moehlecke, UFRJ - Sara Rojo, UFMG - Sarita Albagli, UFRJ - Sidnei Casetto, Unifesp -  Silviane Barbato, UnB -  Silvio Costa, PUC/GO - Simone Michelin, UFRJ - Suzzana Alice Lima Almeida, UNEB - Sylvia Novaes, USP - Tadeu Alencar Arrais, UFG - Tadeu Capistrano, UFRJ - Tania Rivera, UnB - Tatiana Roque, UFRJ - Telma Maria Gonçalves Menicucci, UFMG - Tercio Redondo, USP - Théo Lobarinhas Piñeiro, UFF - Tomaz Aroldo Santos, UFMG - Valdemar Sguissardi, UFSCar - Vera Chuelli, UFPR - Vera Figueiredo, PUC-Rio - Victor Hugo Pereira, UERJ - Viviane Veras, Unicamp - Volnei Garrafa, UnB - Wagner da Silva Teixeira, UFTM - Waldir Beividas, USP - Wilson Correia, UFRB - Adriano de Freixo, Universidade Federal  - Fluminense - Andre Gunder Frank, UFF - Flávia Nascimento, UNESP - Graziela Serroni Perosa, EACH/USP -Gustavo Caponi, Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC - Helena Esser dos Reis, UFG - Jaime Rodrigues, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp - Jaqueline Kalmus, UniFIEO - Joana Ziller, Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP - Juliana Tavares, IFF - Luis Guilherme Galeão da Silva, USP - Luiz Mariano Carvalho, UERJ - Maria Margareth de Lima, UFPB - Maria Waldenez de Oliveira, UFSCAR - Nelson Schapochnik, USP - Paulo Rodrigues Belém, PUC/Rio de Janeiro - Raul Vinhas Ribeiro, UNICAMP - Rita Fagundes, UFS - Tercio Loureiro Redondo, USP - Valéria Vasconcelos, UNIUBE/MG - Ana Paula Cantelli Castro, Universidade Federal do Piauí/UFP - Hélio Lemos Sôlha – Professor, UNICAMP - Pedro C. Chadarevian, UFSCAR - Ivaldo Pontes Filho, UFPE - Ricardo Summa, UFRRJ - Ernesto Salles, UFF - Sidney Calheiros de Lima, USP - Claudia Moraes de Souza, Unesp/Marília - Estêvão Martins Palitot, Universidade Federal da Paraíba/UFB - Lilian Sagio Cezar, USP - Gislene Aparecida dos Santos, EACH – USP - Eliézer Cardoso de Oliveira, Universidade Estadual de GoiásLuiz Menna-Barreto, EACH/USP - Raquel Alvarenga Sena Venera, UFSC - Aida Marques, Universidade Federal Fluminense - Cleria Botelho da Costa, UnB - Ernestina Gomes de Oliveira, Faculdade de Direito do Instituto Superior de Ciências Aplicadas de Limeira - Kátia Menezes de Sousa, Universidade Federal de Goiás - Aluizio Moreira, UFCG - Luiz Gonzaga Godoi Trigo, EACH/USP - Lucas Bleicher, UFMG - Luiz Carlos Seixas, FMU e UniFIEO - Giane da Silva Mariano Lessa, UFRRJ - George Gomes Coutinho, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - Walter Andrade, Fundação Padre Albino - Antonio Torres Montenegro, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE - Regina Beatriz Guimarães Neto, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE - Enilce Albergaria Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora - Reinaldo Salvitti, USP - Vania Noeli Ferreira de Assunção, PUC/SP - José Arlindo dos Santos, Fundação Universidade do Tocantins/UNITINS - Jose Carlos Vaz, USP - Marisa Midori Deaecto, USP - Luiz Cruz Lima, Universidade Estadual do Ceará/UECE - Maria do Carmo Lessa Guimarães, Universidade Federal da Bahia/UFBA - Ebe Maria de Lima Siqueira, Universidade Estadual de Goiás/UnU - Alexei Alves de Queiroz, UnB - Francisco Mazzeu, Unesp - Cláudia Regina Vargas, UFSCAR - Fábio Ferreira de Almeida, Universidade Federal de Goiás - Celso Kraemer, Universidade Regional de Blumenau - Gladys Rocha, UFMG - Murilo César Ramos, UnB - Deolinda Freire, Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Corinta Maria Grisolia Geraldi, UNICAMP - João Wanderley Geraldi, UNICAMP - Durval Muniz de Albuquerque Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Rafael Sanzio, UnB - Sônia Selene Baçal de Oliveira, Universidade Federal do Amazonas/UFAM - Arlindo da Silva Lourenço, Uniban - Izabel Cristina dos Santos Teixeira, UFT/Araguaína - Glaucíria Mota Brasil, Universiade Estadual do Ceará - Maria Neyara de Oliveira Araújo, Universidade Federal do Ceará - Alícia Ferreira Gonçalves, UFPB - Francisco Alves, UFSCar - Luiz Armando Bagolin, USP - Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero - Paula Glenadel, UFF - Lana Ferreira de Lima, Universidade Federal de Goiás/UFG - Karina Chianca Venâncio, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE - Surya Aaronovich Pombo de Barros, Universidade Federal da Paraíba/UFPB - Fausto Fuser, USPSilvia Beatriz Adoue, UNESP/Araraquara - Sônia Campaner, PUC/SP - Paulo Henrique Martinez, Unesp - Iram Jácome Rodrigues, USP -Sílvio Camargo, Unicamp - Fernando Nogueira da Costa, Unicamp - Mariana Cassab, UFRJ - Suzana Guerra Albornoz, FURG/Rio Grande e UNISC/RS - Alexandre Abda, FAP/SP - José Edvar Costa de Araújo, Universidade Estadual Vale do Acaraú - Gabriel Almeida Antunes Rossini, PUC/SP - Cláudio Oliveira, Universidade Federal Fluminense/UFF - Aixa Teresinha Melo de Oliveira, CEFET/RJ – UnED/Petrópolis - Flávio Rocha de Oliveira, FESP/SP - Viviane Conceição Antunes Lima, UFRRJ - Rita Maskell Rapold, UNEB - Valter Duarte Ferreira Filho, UERJ e UFRJ - Romeu Adriano da Silva, Universidade Federal de Alfenas - Paulo Cesar Azevedo Ribeiro, Universidade Estácio de Sá - Andréa Lisly Gonçalves, Universidade Federal de Ouro Preto - Álvaro Luis Martins de Almeida Nogueira, Cefet - Welerson Fernandes Kneipp, Cefet - Jarlene Rodrigues Reis, Cefet - André Barcelos Damasceno Daibert, Cefet - Luiz Antonio Mousinho Magalhães, Universidade Federal da Paraíba/UFPB - Maria Cristina Cortez Wissenbach, USP - Denise Helena P.Laranjeira, Universidade Estadual de Feira de Santana - Magnus Roberto de Mello Pereira, Universidade Federal do Paraná/UFPR - Ricardo Cardoso Paschoal, CEFET/RJ - Luciano dos Santos Bersot, UFPR - Sérgio de  Paula Machado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ - Antônio Alberto Machado, Unesp/Franca-SP - Sérgio Ricardo de Souza, CEFET/MG - Angela Thalassa, Faculdade de Arujá / IESA - Débora C. Piotto, USP - Marcelo Parizzi Marques Fonseca, UFSJ

Fonte: Vi o Mundo

abril 17, 2010

Manifesto pela convocação da Conferência Estadual de Saúde Mental - SP

Nota do blog: O governo do estado de São Paulo boicota abertamente a IV Conferência Nacional de Saúde Mental, conquistada pela Marcha dos Usuários por uma Reforma Antimanicomial. O CRP-SP lidera uma manifestação pela chamada da conferência. Se você quiser ajudar a garantir esse direito conquistado, assine o manifesto abaixo. Para tanto, acesse http://www2.pol.org.br/main/manifesto_conferencia_SM_SP.cfm

Veja abaixo o Texto do Manifesto:

À Secretaria de Estado da Saúde

Considerando,

1. A necessidade da participação social, um dos pilares/princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), para elaboração e implementação de forma democrática das Políticas Públicas de Saúde, e em particular, da Saúde Mental;

2. A importância histórica das reivindicações dos movimentos sociais ligados à Reforma Psiquiátrica e à Luta Antimanicomial, principalmente consolidadas por meio das últimas conferências de Saúde Mental, que culminou em mudanças na Política Nacional de Saúde Mental alcançando a promulgação da lei 10.216;

3. Os 9 anos de implantação desta lei e conseqüente reestruturação dos serviços de Saúde Mental, em meio a uma lacuna quanto a realização de novas Conferências de Saúde Mental, essenciais para a promoção de discussões, avaliações e novas propostas em relação ao que foi implementado ao longo desses anos;

4. A aprovação da realização em 2010 da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, em conformidade à Resolução nº 433 do Conselho Nacional de Saúde, com base na Lei 8.142/1990;

5. As convocações de Conferências Estaduais realizadas em todos os estados brasileiros em função da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial, com exceção apenas do Estado de São Paulo;

6. A imprescindível participação da delegação do Estado de São Paulo na IV Conferência Nacional de Saúde Mental, respeitando as Conferências Municipais, com suas experiências locais e regionais, visto que as conseqüências da ausência de sua representação trariam danos irreparáveis à consolidação das Políticas públicas de Saúde Mental no Estado de São Paulo e no Brasil;

7. A decisão do pleno do Conselho Estadual de Saúde do Estado de São Paulo (CES), importante instância de controle social, que aprovou a convocação da III Conferência Estadual de Saúde Mental de São Paulo e a importância do cumprimento das deliberações desse órgão pelo gestor para a real democratização da administração da Saúde no estado.

Solicitamos a imediata convocação, pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, da III Conferência Estadual de Saúde Mental de São Paulo respeitando os parâmetros estabelecidos pelo regimento da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial.

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fevereiro 02, 2010

Manifesto de Fundação do Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental do Município do Rio de Janeiro


AVISA LÁ

Pessoas

estou enviando o Manifesto de Fundação do Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental do Município do Rio de Janeiro.

Ele foi aprovado na última reunião juntamente com a idéia de que seria lido nos serviços e assinado pelos que concordarem com seus termos.

O anexo vai com paginas pautadas para as assinaturas.

O manifesto tem a intenção de respaldar, reforçar e criar ações afinadas com os princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica.

Saudações democráticas

Sandra Autuori

novembro 26, 2009

Manifesto em defesa do MST

Manifesto em defesa do MST

“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996).

A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.

O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação, se traduz numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.

A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia do MST de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.

Em quarenta anos, desde a criação do INCRA (1970), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas. Mais da metade, entre 2003 e 2008. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos recursos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.

O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.

É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?

E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?

O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.

É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.

CONTRA A CRIMINALIZACÃO DO MOVIMENTO DOS SEM TERRA.

PELO CUMPRIMENTO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS QUE DEFINEM AS TERRAS DESTINADAS À REFORMA AGRÁRIA.

PELA ADOCÃO IMEDIATA DOS NOVOS CRITÉRIOS DE PRODUTIVIDADE PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA.

Brasília, 21 de setembro de 2009

PÉDRO TIERRA
OSVALDO RUSSO
PLINIO ARRUDA SAMPAIO
EDUARDO GALEANO
HELOISA FERNANDES
ALIPIO FREIRE
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