Mostrando postagens com marcador centro de mídia alternativa barão de itararé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador centro de mídia alternativa barão de itararé. Mostrar todas as postagens

setembro 23, 2010

Entenda o que é o Partido da Imprensa Golpista (PIG)


Latuff | 22 de setembro de 2010
Este vídeo foi produzido com trechos de editoriais de jornais brasileiros logo após o golpe militar de 1º de abril de 1964. Baseado na postagem de Cristiano Freitas Cezar no blog Crítica Midiática: http://analisedanoticia.blogspot.com

Nota do blog: Segundo o sociólogo Emir Sader, "Os mesmos de 64 (Frias, Mesquitas, Marinhos, Civitas apoiaram a ditadura) e a mesma hipocrisia: denunciam risco p/ a democracia e preparam o golpe". É bom não subestimar os estragos que esse tipo de jornalismo de aluguel faz ao país. De todo modo, o mesmo Emir Sader, citando o escritor Veríssimo, afirma: "O q talvez precise ser revisado, depois dos 8 anos do Lula e destas eleições, seja o conceito da imprensa como formadora de opiniões -Verissimo". Portanto, segundo o jornalista Miguel do Rosário: "O que está em jogo no Brasil não é o "por fora" que alguns garotos supostamente podem ter recebido na Casa Civil, e sim um projeto para mudar um país que há séculos marginaliza impiedosamente a maior parte da população". Para Miguel do Rosário, "denúncias de corrupção só tem importância eleitoral se estiverem ligadas diretamente à campanha; em caso contrário, tornam-se denuncismo vazio e má fé jornalística". Há um clima de golpe midiático sim, o povo já percebeu. Para Luis Nassif, o que causa perplexidade é "relacionar a manifestação contra a mídia como um ato fascista comandado por Lula". Tenha santa paciência. Para o editorialista do jornal "Amazonas em Tempo", só faltou dizer que o jornalista Altamiro Borges, integrante do comitê central do PC do B e membro do principal dirigente do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé - organizadora de um ato de protesto contra a imprensa golpista na sede do Sindicatos dos Jornalistas de São Paulo - está sendo financiado com o "ouro de Moscou" (ainda que historicamente o PC do B não se alinhe aos camaradas soviéticos). Essa acusação marcou os que faziam oposição ao regime militar. Há uma imprensa golpista no país. Todo o povo sabe. O que não se pode é alimentar e repetir uma farsa. Tampouco criar artíficios que influenciem o imaginário popular. A imprensa é livre no país, para criticar e ser criticado. Mas, não queremos uma democracia de uma mão só. Queremos um jornalismo plural, com distribuicão democrática dos recursos publicitários, e o fim do monopólio da comunicação nas mãos de meia dúzia de famílias golpistas. Essa é a questão, que passa ao largo do editorial abaixo reproduzido. Emir Sader adverte: "1932 - 1964 - 2010: nascimento, auge e morte dos oligopolios golpistas dos corvos e de sua capacidade de manipulação da opinião pública". É preciso por um fim a este ciclo. É preciso, sim, democratizar os meios de comunicação, queiram ou não os robertofreires, gabeiras e serras-da-vida, os novos porta-vozes do golpe.
Amazonas em Tempo, 22.09.2010