(**) Jornalista e amigo de Dilma desde o Movimento Estudantil em BH - falecido em 24/12/1986
Foi candidato a Constituinte no ano de sua morte.
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
| Campeonato do Mundo de Futebol atolado em corrupção e nepotismo |
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Nota do blog: A Rede Globo atribui a alagação de São Paulo à plebe rude e ignara. Seria ela a responsável pelo entupimento dos bueiros, ao deixar na rua o lixo nosso de cada dia (nunca ouvi argumento mais "panetone" do que esse). O que a Rede Globo esconde é a escandalosa omissão do governo tucano em construir piscinões para reduzir o drama das enchentes. Dos quarenta projetados, apenas três sairam do papel. Esse crime administrativo passa batido no jornalismo global. Já o governador do Distrito Federal, Zé Panetone, que cometeu crime de corrupção, teve sua sorte decidida pelo STJ: cadeia. Para este crime, os rigores da mídia. Nada mais justo. O que o Zé Alagão não perde por esperar são os rigores da urna, para punir um crime tolerado pela mídia corporativa. Essa dupla sertaneja, também conhecida no meio artístico como Zé da Meia & Tietê, continuam unidos por laços indissociáveis e por toda essa temporada continuarão na parada de sucessos.

Esta história foi contada em detalhes, em 2001, por um pequeno jornal de Porto Alegre, com tiragem de apenas cinco mil exemplares numa capital com quase 1,5 milhão de habitantes – e está recontada, a partir desta semana, numa edição extra do JÁ que chega às bancas e no seu site.
O JÁ é um bravo mensário que sobrevive há 24 anos pela teimosa resistência de seu editor, Elmar Bones da Costa, nascido há 65 anos em Santana do Livramento, cidade gaúcha no limite com o Uruguai, de onde ele trouxe a rebeldia indomável do fronteiriço. Ao longo de 40 anos de carreira, Bones construiu com talento uma sólida e reconhecida biografia na imprensa nacional que passa pelas redações de Veja, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo, IstoÉ e Folha da Manhã.
Seu troféu mais lustroso, porém, é o CooJornal, um mensário editado pela extinta Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) nos duros anos de chumbo da ditadura. Era um jornal de reflexão sobre a imprensa e seus profissionais, que abria espaço para a memória e a história recente do país, contada por intelectuais de peso e cores que não tinham lugar na imprensa tradicional. Em 1980, ainda em plena ditadura, Bones publicou um documento sigiloso do Exército em que os generais faziam uma dura autocrítica à atuação de suas tropas na repressão às guerrilhas do Vale da Ribeira e do Araguaia. Os militares não gostaram e ele, junto com três colegas do CooJornal, foi condenado a 18 meses de prisão. Gramou 15 dias de cadeia e foi libertado com sursis.