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setembro 30, 2010

Dilma e a TV Globo

Lélia Abramo
Aonde foi que Dilma errou?

Nos últimos dias, alguns blogs lulistas têm demonstrado uma grande preocupação com os lances finais dessa campanha eleitoral de 2010, que poderá ter um desfecho inesperado. Sobre os acontecimentos das últimas quatro semanas, muito há o que ser considerado.

1- A manifestação mais eloqüente de que algo não vinha andando bem nos rumos da campanha foi à tensa participação da candidata, no último debate promovido pela Tevê Record, no domingo dia 26. Dois personagens muito caros a Dilma, lamentavelmente ausentes, hoje (a atriz Lélia Abramo * e o jornalista Jorge Batista **), com toda a certeza, dariam a ela nesse momento a palavra certa. Lélia dizia que em política não se pode errar, porque isso pode ser fatal; e a direção da campanha do PT tem cometeu alguns erros imperdoáveis. No caso citado, não orientou a candidata a ser incisiva, em duas questões cruciais. Dilma deveria responder, objetivamente, principalmente sobre a questão de Erenice Guerra e, também, da liberdade de Imprensa:

a) No primeiro caso, quando uma das jornalistas fez a pergunta, carregando nas tintas, ao lembrar outras denúncias de corrupção no governo Lula, Dilma não deveria aceitar o estigma de “corrupção consentida”, no governo do qual ela fez parte. O mais acertado seria Dilma afirmar que, diante de qualquer suspeita de irregularidade, houve medidas cirúrgicas para que uma investigação fosse feita e justiça, idem. Ao mesmo tempo, alertar que não se comprovou até este momento nada que indicasse concordância e/ou aproveitamento de atos ilícitos, por parte do governo; pelo contrário, caso houvesse qualquer ato ilícito, não duvidem que este já teria sofrido processo de impeachment;

b) A segunda questão (sobre a liberdade de imprensa) a mais importante, se considerarmos o momento político atual, quanta falta fez a presença, ao seu lado, do amigo e companheiro de luta estudantil, Jorge Batista. Ao ser chamada para comentar a pergunta feita a Plínio de Arruda, sobre censura à imprensa ou normas de controle ao que pode ser publicado, faltou ser enfática ao afirmar que ela, o PT e o governo Lula são absolutamente FAVORÁVEIS À LIBERDADE DE IMPRENSA, em todos os sentidos, e isso não poderia ser diferente. Lula e o PT sempre estiveram à frente da Sociedade Civil, ao longo de três décadas, como peças fundamentais da democratização do Brasil. Alguém duvida? E, partindo para o ataque, dizer que ainda existem inúmeras questões que necessitam ser resolvida para o aperfeiçoamento democrático. Indagar à jornalista que a escalou para comentar, o que fazer diante da ação danosa de alguns setores da imprensa que misturam prerrogativas garantidas pela Constituição a interesses políticos, partidários? Em qualquer situação que envolva calúnia, pronunciamentos danosos à vida de uma pessoa, inocente, essa mesma Constituição garante à vítima uma indenização material. A questão é, como vamos tratar as questões que envolvam danos eleitorais, irreversíveis, a um candidato ou candidata? Pior, como devemos nos conduzir, diante do uso criminoso dessas prerrogativas constitucionais, como à liberdade de imprensa, e o uso mal intencionado que provoca a mudança no rumo da história? Esta é uma questão que diz respeito a todos nós, e não somente ao PT.

2 - Toda eleição presidencial trás uma novidade, dessa vez trata-se do desenvolvimento da comunicação, virtual, aonde todos os assuntos são dissecados ao limite. Esta discussão que, de fato, já existe e interfere positivamente na escolha do eleitor, por outro lado abre espaço para a prática do crime, sendo que um deles é a calunia e, com toda certeza, a sua assessoria não pensou nisso antes. E se pensou não fez nada, preventivamente. Jorge Batista - jornalista e ex-companheiro de luta mais radical - diria que no processo de mudança, é sempre importante dar o primeiro tiro. Claro que falamos, aqui, de uma luta democrática, justa, e sem armas letais. Dilma precisa reagir, inspirada nesses seus amigos, ausentes, antes que seja tarde, especialmente, hoje, durante o debate na Tevê Globo. Objetividade e o destemor serão o caminho, uma vez que ela estará ali defendendo o sonho e a realização de inúmeros brasileiros e, por isso, não há margem de erros.


(*) Atriz e fundadora do PT falecida em 09/04/2004 (foto acima)

(**) Jornalista e amigo de Dilma desde o Movimento Estudantil em BH - falecido em 24/12/1986
Foi candidato a Constituinte no ano de sua morte.

Nota do blog: Texto enviado por Ana Engelen / Pulsar.

setembro 24, 2010

A grande imprensa já não tem o poder do silêncio

 

Tijolaco | 23 de setembro de 2010

A Globo confirma: Globo engavetou denúncia

O telejornal local da Globo no Mato Grosso do Sul colocou ontem no ar uma matéria que confirma o que o Tijolaco.com afirmou: a Rede Globo ocultou a denúncia de corrupção envolvendo deputados estaduais, Ministério Público, Judiciário e o Governador André Puccinelli, aliado de Serra no Estado.

Na matéria, se aproveitam trechos de uma reportagem preparada para o Fantástico de domingo, dia 19, que não foi levada ao ar, já contendo os vídeos que, na terça-feira, explodiram no Youtube.
 

Foi o que salvou o povo sul-mato-grossensse de continuar ignorando o esquema. Porque a Globo engavetou a matéria, que estava pronta no final de semana e não foi veiculada. A emissora que colocou, sem qualquer prova, um homem condenado por receptação de carga e de um BMW roubados, guardou a matéria feita pelo seu próprio repórter Maurício Ferraz, que tinha para comprovar as denúncias nada menos que o vídeo-confissão do operador do esquema de Puccinelli.

O jornal local da emissora, ontem à noite, veiculou trechos da matéria produzida e editada uma semana antes, porque explodiu na internet. Coloco aí em cima uma versão editada, com o trecho onde se admite que o Fantástico tinha o material. A versão na íntegra você pode assistir aqui.


A liberdade de imprensa da Globo é assim. Só quando a verdade inconveniente vaza publicamente é que vai ao ar.


A da Folha vai ao mesmo caminho. Hoje, veicula-se a explicação do editor de política do jornal, via “ombudsman”, de que nada havia sido publicado sobre a denúncia da Carta Capital envolvendo a quebra de sigilo de milhões de brasileiros pela empresa dirigida pela filha de José Serra e pela irmã de Daniel Dantas. O jornal diz, candidamente, que “está apurando” o fato, que estaria sob sigilo judicial.


O repórter Leandro Fortes, em seu blog, informa que não há nenhum procedimento judicial instaurado. Portanto, não há sigilo algum.


O jornal está apurando há 15 dias uma história que é de seu conhecimento desde 2001, quando a publicou sem revelar a quem pertencia a empresa. Agora, não publica uma linha. Mas abre, em apenas um dia, seus espaços para o receptador condenado e recém saído da prisão para atacar integrantes do Governo. Leia aqui a impressionante descrição do caso, feita pelo blogueiro e supercineasta Jorge Furtado.


É isso que a oligarquia dos dirigentes da grande imprensa não compreende. Agora, com a internet, eles já não têm o poder do silêncio.


O poder da censura.


Fonte: Tijolaço

junho 15, 2010

Corrupção e nepotismo na Copa do Mundo de Futebol

Campeonato do Mundo de Futebol atolado em corrupção e nepotismo


África do Sul - Cultura e desportos
Terça, 15 Junho 2010 02:00
150610_mundial O Diário - [Matteo Patrono] Dizem os jornalistas sul-africanos que a suite «renascentista» escolhida pelo presidente da FIFA, Joseph Blatter, no Hotek Michelangelo de Sandton, tinha uma passadeira vermelha diante da porta, uma habitação do tamanho de um campo de futebol, um «jacuzzi» decorado em estilo africano e um minibar individual com cubos de gelo da marca Evian.

As instalações estão no último piso de uma das torres do hotel de cinco estrelas que domina o distrito económico mais branco e mais rico de Johannesburgo. Monarca indiscutido da República mundial do futebol, o coronel construiu a sua sucessão a Havelange no trono da FIFA com os votos da Confederação África e a promessa (primeiro na Alemanha em 2000 e depois em 2004 na presença de Mandela) do primeiro Mundial da história do continente negro. Isso explica por que é uma figura tão popular na região. A tal ponto que num almoço de gala realizado em Johannesburgo, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, lhe atribuiu a Ordem dos Companheiros de Oliver Reginald Tambo, uma da mais prestigiosas do país atribuídas a personalidades estrangeiras. Tambo, juntamente com Mandela, foi um dos grandes lutadores contra el apartheid.

Vendo esta personagem não falta alguém disposto a encontrar na magnanimidade de Blatter, uma minudência para disfarçar as falhas da sua mastodôntica máquina de gerar dinheiro. Tal é o caso do semanário sul-africano Mail & Guardian que nos últimos meses meteu o nariz no grande negócio dos mundiais, onde deparou com uma parede. Dada a escassa colaboração do Comité Organizador Sul-Africano (LOC), dirigiu-se a um tribunal a pedir uma decisão que lhe proporcionasse acesso aos documentos oficiais relacionados com os contratos do campeonato do Mundo em nome da liberdade de informação. E logo, mesmo antes que o tribunal pronunciasse qualquer sentença, começaram a saltar alguns detalhes embaraçosos.

Antes de tudo o resto, as garantias concedidas pelo Governo de Pretória à FIFA, na altura de lhe atribuir a organização do Mundial, em 2004, confirmadas pelos diferentes ministros do executivo, então dirigido por Thabo Mbeki, e são 17, todas elas destruidoras da soberania do país, indefensáveis mesmo que a FIFA fosse o Fundo Monetário Internacional. Para começar, tanto a FIFA como as suas sociedades e delegações estão isentas do pagamento de impotos. Entre elas a Host, a empresa do neto de Blatter, que administrou a venda de entradas do Mundial, dos hotéis oficiais e dos pacotes de receptivo (apesar de para as Federações e para os seus amigos se assegurasse um desconto de 20% em todos os hotéis). Não haverá restrições para ninguém quanto à importação e exportação de moeda estrangeira. Num país onde ninguém pode ser atendido num hospital sem um seguro privado, o Governo ofereceu a este exército cobertura médica integral, além de segurança privada 24 horas por dia. Uma importante fracção das forças da ordem ficou adstrita e foi dirigida ao que é mais importante dos amores do chefe da FIFA: proteger a exclusividade dos sócios comerciais, os generosos e fidelíssimos patrocinadores em tudo o que respeita a marketing, marcas, direitos televisivos, propriedade intelectual. Inclusivamente no caso de controvérsias legais, a África do Sul comprometeu-se a pagar à FIFA uma indemnização para além do pagamento dos honorários dos advogados. Não vale a pena esclarecer que os processos contra os falsificadores e os vendedores não autorizados do logótipo do Mundial se multiplicam: só na África dos Sul são 450, 2.500 em todo o mundo. Alguns são ridículos: um bar de Pretória foi processado por ter pintado no seu próprio teto a Taça do Mundo, uma fábrica de caramelos por ter impresso sobre os invólucros da sua mercadoria uma bola de futebol e a bandeira da África do Sul. Aos vendedores de bebidas fora do estádio para garrafas neutras qualquer bebida que possa competir com a arquifamosa bebida de borbulhas que desde há 40 anos enche os cofres da FIFA. Mas o mais badalado é o da linha aérea de baixo custo, Kulula, que recebeu uma carta com aviso de recepção a dizer-lhe que retirasse imediatamente a genial publicidade lançada nos diários locais em Fevereiro: «A companhia não oficial do vós sabeis». Segundo a FIFA uma artimanha para fugir aos direitos de autor devido à presença de vuvuzelas, bolas e bandeiras sobre as quais o governo suíço do futebol pretende ter copyright absoluto. Isto apareceu rapidamente no Twiter, desencadeando uma onda de debates e protestos bem resumidos por Heidi Brauer, directora de marketing da Kulula: «É um pouco exagerado acreditar que tudo o que tem relação com o Campeonato do Mundo pertence à FIFA, as vuvuzelas, a bandeira nacional, o futebol pertencem à África do Sul. E a África do Sul pertence à África do Sul. Em contraparytida parece que vendemos os símbolos e a economia ao senhor Blatter».

Finalmente, a Kulula retirou a publicidade, mas a raiva pelo excesso de poder concedido à FIFA está muito difundida entre as pequenas e médias empresas sul-africanas, que esperavam obter alguns lucros com o grande acontecimento. Já houve quem recordasse que muitos dos processos postos pela FIFA na Alemanha há quatro anos ainda estão pendentes (é muito referido um contar um padeiro de Hamburgo que fez os seus pães com a forma da Taça do Campeonato do Mundo). E aqui regressa a jogo o Mail & Guardian, a quem na passada terça-feira um juiz do Supremo Tribunal de South Gauteng reconheceu o direito de acesso aos documentos sobre os contratos. O Comité Organizador, que pretendia ser um organismo privado livre da obrigação de transparência, deverá pôr à disposição do semanário, no prazo de 30 dias, a relação das sociedades que obtiveram a outorga de contratos em que ganham milhares de rands (indicando a que preço e sob que condições de licitação lhes foram atribuídos). «Recusar esses documentos – explicou o juiz Les Manson – permitiria aos organizadores ocultar da opinião pública eventuais casos de corrupção, violação ou incompetência». O director de Mail & Guardian, Nic Dawes, disse que também eles, como todos os sul-africanos, esperam com ansiedade o começo do Mundial mas «esta vitória mostra que a liberdade de informação é uma lei viva e não um pedaço de papel»

* Jornalista, enviado-especial de Il Manifesto à África do Sul

Este texto foi publicado no jornal italiano Il Manifesto de 10 de Junho de 2010.
Tradução de José Paulo Gascão

fevereiro 12, 2010

Corrupção e a alagação: por enquanto, só o primeiro dá cadeia

Nota do blog: A Rede Globo atribui a alagação de São Paulo à plebe rude e ignara. Seria ela a responsável pelo entupimento dos bueiros, ao deixar na rua o lixo nosso de cada dia (nunca ouvi argumento mais "panetone" do que esse). O que a Rede Globo esconde é a escandalosa omissão do governo tucano em construir piscinões para reduzir o drama das enchentes. Dos quarenta projetados, apenas três sairam do papel. Esse crime administrativo passa batido no jornalismo global. Já o governador do Distrito Federal, Zé Panetone, que cometeu crime de corrupção, teve sua sorte decidida pelo STJ: cadeia. Para este crime, os rigores da mídia. Nada mais justo. O que o Zé Alagão não perde por esperar são os rigores da urna, para punir um crime tolerado pela mídia corporativa. Essa dupla sertaneja, também conhecida no meio artístico como Zé da Meia & Tietê, continuam unidos por laços indissociáveis e por toda essa temporada continuarão na parada de sucessos.

janeiro 19, 2010

Carnaval de corrupcão: tema da Banda dos Jornalistas Imprensa Que Eu Gosto

Nota do blog: Jornalistas vão esculachar com a corrupção (de ontem e de hoje) neste carnaval. A grande expectativa é saber quem sairá fantasiado de "O Homem da Mala Preta" - recheada de verdinhas -, que saiu do Amazonas para a reeleição de FHC. Não me peçam para dar as iniciais do homem da mala, seria muito óbvio. Bom carnaval aos jornalistas amazonenses.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS NO ESTADO DO AMAZONAS

A T E N Ç Ã O P E S S O A L!!!!!!!!!

Neste sábado, dia 23, acontece o último Esquenta do sindicato. É uma espécie de ensaio geral para a Banda dos Jornalistas Imprensa Que Eu Gosto. Este ano, a banda traz como tema a corrupção. O CD com a marchinha O Escambau já está gravado. As camisas da banda já estão à venda e cada unidade custa R$ 15,00. A banda sai no dia 30 deste mês, no mesmo local do ano passado: rua Getúlio Vargas (entre Boulevard Álvaro Maia e avenida Ayrão - referência é o banco HSBC).

Então não esqueçam, sábado, dia 23, último Esquenta da Banda dos Jornalistas.

Local: Área de Lazer do Sindicato (sede do sindicato)
Hora: a partir das 16 horas

Venha brincar o Carnaval 2010 com a gente!

Acesse o nosso site: www.jornalistasam.com.br

Sindicato dos Jornalistas
www.jornalistasam.com.br

(92) 3234-9977
(92) 3635-9445
(92) 9985-6585
(Presidente César Wanderley)
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janeiro 09, 2010

Cenas explícitas de corrupção (Fora Arruda!)


O jeito democrata de governar


Arruda recebendo propina


Arruda não vale nada


Cenas explícitas de corrupção no DF

dezembro 16, 2009

Arruda já daí!

Bolei a frase e o genial Netto bolou o visual. Agora é só copiar num pen-drive, mandar imprimir e colar no carro. É o mínimo que a gente pode fazer. Deixar tudo nas mãos dos meninos da UnB, que estão apanhando todo dia desses caras, é covardia nossa. Precisamos fazer alguma coisa.

Vamos lá, gente!

Abraços.

Paulo José Cunha
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dezembro 13, 2009

Filha de Arruda tem cargo na presidência do TJDF

TJDF - Brasília
Foto postada em congressoemfoco.ig.com.br


Fachada do tribunal: Assessoria do TJDF diz
que conversas entre presidência e governador
são sempre institucionais

Filha de Arruda tem cargo na presidência do TJDF


Diálogos da Operação Caixa de Pandora mostram interesse do governador em processos. Arruda e tribunal negam ingerência

Edson Sardinha, Lúcio Lambranho e Eduardo Militão

A influência do governador José Roberto Arruda (DEM) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) vai além da relação apontada na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A filha mais velha do governador, a bacharel em direito Bruna Santana Arruda, é assessora jurídica da presidência do TJDF.

Bruna, de 32 anos, não é servidora efetiva da Casa, ou seja, não foi admitida por concurso público. Ocupa um cargo comissionado (CJ-3), de livre nomeação da presidência do órgão, cujo salário bruto é de R$ 10.352,00. Servidores do tribunal informam que a filha do governador trabalha no TJDF desde 2000.

Um ato administrativo assinado em 22 de abril de 2004 pelo então presidente do órgão, desembargador José Jerônimo de Souza, exonerou Bruna de um cargo CJ-2, cujo salário é ligeiramente inferior, também na assessoria jurídica da presidência. Ela foi recontratada em seguida para a nova função.

O nome do atual presidente do tribunal, Níveo Gonçalves, é citado na transcrição de um diálogo entre Arruda e o então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. Num vídeo gravado com autorização judicial, no último dia 21 de outubro, o governador diz que vai visitar o presidente do TJDF para pedir conselhos. Arruda e Durval conversavam sobre o andamento no Tribunal de Justiça de um processo de seu então auxiliar.

Conversa institucional

A assessoria do TJDF disse ser comum que o presidente do tribunal receba, institucionalmente, autoridades como o governador do Distrito Federal, mas que isso não significa que haja ingerência sobre votos em processos. Ainda de acordo com o tribunal, Bruna está de licença maternidade e só deve voltar ao trabalho no ano que vem.

O Congresso em Foco enviou uma mensagem para o e-mail funcional da filha do governador, questionando-a sobre a indicação para o cargo. Mas não obteve resposta.

O site perguntou à assessoria do TJDF se há eventual conflito de interesse entre a manutenção da filha de Arruda em um cargo comissionado na presidência da corte e os processos sobre os quais o governador demonstra ter interesse, conforme os diálogos gravados. Os assessores informaram que o presidente do tribunal, Níveo Gonçalves, poderia falar somente na segunda-feira (7), mas que tentariam obter esclarecimentos ainda nesta sexta-feira. Até o momento, não houve resposta.Por meio de sua assessoria, o governador Arruda disse ao Congresso em Foco que o Tribunal de Justiça é um órgão independente e sobre o qual não tem qualquer tipo de ingerência.

O nome da filha dele aparece na internet na relação de inscritos para diversos concursos públicos, como da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), em 2005, e do próprio Tribunal de Justiça, em duas edições. Bruna figura na 359ª colocação na lista dos aprovados em 2007 para o cargo de analista judiciário. Mas não foi chamada para a vaga. Até agora 255 pessoas foram chamadas. O concurso vence no próximo ano.

Processos na Justiça

Outros três desembargadores tiveram nome citado no inquérito da Operação Caixa de Pandora: Romeu Gonzaga Neiva, José Cruz Macedo e o corregedor, Getúlio Pinheiro.

Em uma conversa com Durval, o chefe da Casa Civil e ex-secretário de Saúde José Geraldo Maciel comentam sobre o andamento de processos judiciais. Maciel diz que Cruz Macedo “tem sido bacana com a gente” e que até lhe pediu para transferir um médico parente do desembargador de um hospital para outro.

Noutro diálogo, Arruda também trata de processos com Durval. O governador afirma que vai falar com o presidente do tribunal, Níveo Gonçalves, para ver “o que ele nos aconselha”. Arruda ainda diz que conversou com o corregedor Getúlio Pinheiro, mas o desembargador lhe dissera que estava apenas com um processo. “Ele disse, tem um outro processo e tal. Ele disse, e tá seguro comigo”, narrou Arruda.

Em conversa com jornalistas na manhã de sexta-feira, os desembargadores negaram a interferência em seus votos e acórdãos e divulgaram cópias dos esclarecimentos prestados formalmente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Exibiram cópias de decisões tomadas por eles que contrariavam os interesses dos acusados e do governo.

Fonte: Congresso em Foco

Leia tudo sobre a Operação Caixa de Pandora
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novembro 29, 2009

A história do homem que violou o painel eletrônico do Senado e virou governador de Brasília


CONHEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CANDIDATO JOSÉ ROBERTO ARRUDA (O QUE ELE CHAMA DE ERRO, NA VERDADE FOI UM CRIME, QUE O OBRIGOU A RENUNCIAR EM 2001 PARA NÃO TER TER O MANDATO CASSADO)

Nota do blog: Se Zé Roberto for cassado desta vez (veja a postagem anterior), pobre Brasília, ficará à mercê do seu vice, Paulo Otávio. Os compas que lutam em defesa do Santuário dos Pajés, que se cuidem e redobrem a luta.

Zé Roberto Arruda flagrado outra vez, desta vez com testemunha


Vídeo mostra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) , recebendo um pacote misterioso de dinheiro. Advogado dele diz que era para comprar panetones para carentes.

Nota do blog: O Zé Roberto é reincidente. Da primeira vez pelo PSDB, que deixou sob a alegação de que o partido o abandonara. O crime: ajudar ACM (Toinho Malvadeza) a violar o painel eletrônico do senado durante importantes votações. Foi obrigado a renunciar para não ficar inelegível. Agora pelo DEM, que certamente o deixará na mão também, pela segunda vez ele é acusado por outro crime. A Polícia Federal quer saber se o governador do Distrito Federal está faltando com a verdade, ao alegar que uma determinada quantia de dinheiro recebida misteriosamente seria usada para comprar e "distribuir brioches para a plebe rude e ignara", informa Zefofinho de Ogum - consultor do PICICA -, que acaba de enviar o vídeo acima. Se tia Pátria estivesse viva, ela diria: "PSDB, DEM... é tudo a mesma corja".

novembro 27, 2009

O jornal que ousou contar a verdade

Germano Rigotto
Foto postada em estado.rs.gov.br
JÁ, RESISTÊNCIA E AGONIA
O jornal que ousou contar a verdade

Por Luiz Cláudio Cunha em 24/11/2009

A maior fraude com dinheiro público da história do Rio Grande do Sul carrega nos ombros o sobrenome ilustre de Germano Rigotto. O irmão do ex-governador gaúcho, Lindomar, brilha como o principal implicado entre as 22 pessoas e 11 empresas denunciadas pelo Ministério Público e arroladas na CPI da Assembléia gaúcha que investigou há 14 anos uma milionária falcatrua na construção de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Foi uma tungada, em valores corrigidos, de aproximadamente 800 milhões de reais – quase 15 vezes o valor do mensalão do governo Lula (nota do blog: pega leve Luiz Cláudio, até hoje não tá provado a existência de mensalão no governo Lula - esse rótulo criado pela mídia hegemônica golpista -, mas uso anti-ético do chamado caixa dois, sem o qual não decolam as candidaturas, que todos sabemos custam muito caro à democracia brasileira), três vezes o valor dos desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, cerca de 20 vezes o valor apurado no escândalo do Detran que expôs a governadora gaúcha Yeda Crusius a um pedido de impeachment.

Esta história foi contada em detalhes, em 2001, por um pequeno jornal de Porto Alegre, com tiragem de apenas cinco mil exemplares numa capital com quase 1,5 milhão de habitantes – e está recontada, a partir desta semana, numa edição extra do que chega às bancas e no seu site.

O é um bravo mensário que sobrevive há 24 anos pela teimosa resistência de seu editor, Elmar Bones da Costa, nascido há 65 anos em Santana do Livramento, cidade gaúcha no limite com o Uruguai, de onde ele trouxe a rebeldia indomável do fronteiriço. Ao longo de 40 anos de carreira, Bones construiu com talento uma sólida e reconhecida biografia na imprensa nacional que passa pelas redações de Veja, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo, IstoÉ e Folha da Manhã.

Seu troféu mais lustroso, porém, é o CooJornal, um mensário editado pela extinta Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) nos duros anos de chumbo da ditadura. Era um jornal de reflexão sobre a imprensa e seus profissionais, que abria espaço para a memória e a história recente do país, contada por intelectuais de peso e cores que não tinham lugar na imprensa tradicional. Em 1980, ainda em plena ditadura, Bones publicou um documento sigiloso do Exército em que os generais faziam uma dura autocrítica à atuação de suas tropas na repressão às guerrilhas do Vale da Ribeira e do Araguaia. Os militares não gostaram e ele, junto com três colegas do CooJornal, foi condenado a 18 meses de prisão. Gramou 15 dias de cadeia e foi libertado com sursis.

Leia mais em Observatório da Imprensa
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novembro 02, 2009

Honoráveis Bandidos será lançado no Amapá

Xô, Sarney!
Foto postada em chicobruno.com.br
*Honoráveis Bandidos será lançado no Amapá *

O livro Honoráveis Bandidos, um retrato do Brasil na era Sarney, será lançado no Amapá com a presença do autor Palmério Dória. O evento promovido pela Livraria Amapaense acontece na sexta-feira, dia 06 de novembro, às 19h no restaurante da Celina, na Av. Antonio Coelho de Carvalho esq. com Hamilton Silva ao lado do Ibama. Palmério Dória tem 53 anos, é paraense nascido em Santarém e criado em Belém, foi chefe de reportagem na Rede Globo, nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de São Paulo. Por requerimento do deputado Camilo Capiberibe, Palmério foi agraciado com um Voto de Congratulação na Assembléia Legislativa, aprovado no dia 27 de outubro último, por unanimidade.

"É a primeira vez o mercado editorial receberá um livro com toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional da família Sarney no Maranhão e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou um Estado no quintal de sua casa e ainda beneficiou amigos e parentes. Um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das trevas – uma devassa na vida do senador Antonio Carlos Magalhães, do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, também da mesma editora, e que na época do lançamento contribuiu para a queda do poderoso coronel da política baiana. Um best seller que ficou semanas nas listas dos mais vendidos." - Geração Editorial.

O livro já está à venda na livraria Amapaense, Av Pres Getúlio Vargas nº 271s C.

*Capítulos:*

- Nasceu, cresceu e criou dentes dentro do Tribunal.

- As primeiras trapaças com a urna.

- Al Capone seria aprendiz perto desse rapaz de bigodinho, disse o italiano logrado.

- Coronéis baixam no Maranhão com ordens de Castelo: “eleger” Sarney.

- Um milhão de maranhenses migram.

- Caçula diploma-se em delinquenciologia no governo Maluf.

- Homem da mala morre, dinheiro some, Sarney tem um troço.

- No confisco de Collor, caçula salva a grana da família na calada da noite.

- Na área de energia, vendem até o poste.

- Maranhenses só veem na tevê o que os netinhos da ditadura querem.

- Operação Boi-Barrica pega diálogos de arrepiar.

- Caçula não sai de casa sem o principal adereço: habeas corpus preventivo.

- Lama jorra no Senado. A máquina de atos secretos.

Fonte: honoraveis-bandidos.jpg
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