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novembro 12, 2010

"Minha Terra, África", de Cleire Denis

PICICA: Um filme sobre o abismo entre duas civilizações, abismo que separa duas culturas, duas realidades irreconciliáveis, subproduto do colonialismo cruel dos europeus.
imovision | 20 de outubro de 2010

Em algum lugar da África, numa província devastada pela guerra civil, Maria, uma feroz e corajosa mulher branca, se recusa a abandonar suas plantações de café ou a reconhecer o perigo que coloca sua família. Para Maria, partir é se render, um sinal de fraqueza, de covardia. Nessa plantação, que foi passada por três gerações de brancos, André -- seu ex-marido, e pai do seu filho adolescente -- teme pelo orgulho cego e resistente de Maria. Sem ela saber, ele planeja sair do país. Enquanto isso, um oficial rebelde está escondido nas redondezas. Com a vida se desintegrando em torno deles, cada um faz suas escolhas, nenhuma delas, previsível.

* * *

[ Amálgama ]




-- Isabelle Huppert em "Minha Terra, África" (em cartaz) --

por Bruno Cava – A diretora francesa Claire Denis filma na África colonial, onde viveu quando criança. Reminiscências de uma terra avermelhada de ferro e sangue, cindida racial, social e culturalmente em duas realidades inconciliáveis. A realidade do negro, pobre, oprimido, nativo, “selvagem”, cru(el) e pagão, originária de tantos imigrantes na França, da maioria dos jogadores de sua seleção de futebol, do ator costa-marfinense Isaac de Bankolé, que neste longa interpreta Boxeador. E a realidade do branco, proprietário, bem-educado, estrangeiro, “civilizado” e humanista, de Sarkozy, do ex-técnico Raymond Domenech, da atriz Isabelle Huppert, que faz a protagonista Maria.

Maria é ruiva, sardenta, num tom de pele que se confunde com o alarajando terroso da paisagem. Administra um engenho de café, em que vive com a família de europeus colonizadores: o filho, o ex-marido, o sogro. Todos os empregados são negros. Esse microcosmo é fraturado por uma guerra civil genérica, anunciada logo no início pelo helicóptero-anjo. A barbárie iminente afugenta a população, esvazia a fazenda, mas Maria se obstina. Decide desafiar a ordem das coisas. Teima a ponto de acreditar que a África pode ser a sua terra, pode ter a sua cor. Mas não é e não tem.

Rapidamente, o mundo em extinção abole a estrutura social: crianças empunham fuzis, vilas são saqueadas, cadáveres perfilam-se na beira das estradas. Os negros não respeitam mais os patrões brancos. Desmontados os instrumentos de dominação de classe/raça, isto é, o estado, nada refreia os negros colonizados de ofender os europeus colonizadores, enganá-los, extorqui-los, roubá-los, torturá-los, matá-los a golpes de machete, arrancar-lhes os escalpos loiros.

Porém, Claire Denis não tem por foco a violência, e sim as bordas da violência: os seus interregnos, o antes e o seu depois, a sua tensa espera, o seu epílogo silencioso e estático. A narrativa descompassada vai e vem no tempo, a fim de cercar a brutalidade, sem penetrar no âmago. A câmera come pelas bordas. Daí Boxeador aparecer antes e depois do tiro que o mata, mas o momento fatal não aparece. Daí o pudor na chacina dos soldados mirins, que dormiam depois da orgia de drogas. Ou então a cena dos últimos funcionários da fazenda, no solo de bruços, após uma matança que tampouco é mostrada. Só o final do filme inverte essa lógica, numa intrigante seqüência que reservo à surpresa (estupefação) do espectador.

Minha Terra, África fala do abismo que cisalha a África, a França, a Europa hodierna. O europeu branco e rico, ainda que humanista e bem-intencionado, não consegue se comunicar com o outro lado. É incapaz de ativar um devir-negro. Nisso, falha Maria, na tentativa de liderar humanamente os funcionários. E fracassa o seu filho, Manuel, quando raspa a cabeça e junta-se à cruzada delirante de crianças negras. Ambos os personagens chegam perto do abismo e terminam por ele sugados.

Filme sem meias-verdades nem romantização, Minha Terra, África vai ao ponto da questão racial e social.

setembro 05, 2010

Exposição de Pintura de Miguel Barros em Lisboa

Rostos de um Continente especial...África!
Um projecto desenvolvido em Angola sobre as Áfricas e trazido até Lisboa para partilhar convosco.
 

Um abraço
Miguel

julho 14, 2010

OMS: seleção de profissionais de saúde para erradicação da poliomielite

OMS Seleciona profissionais de saúde para atuar no combate a Pólio nos países da África e Ásia
Está aberta a Seleção de Profissionais de Saúde com experiência mínima de cinco anos em Vigilância Epidemiológica, que tenham interesse em atuar por um período de três meses em países da África e Ásia, em atividades de controle do Poliovírus Selvagem, visando o alcance da erradicação global da Pólio. Trata-se de uma iniciativa denominada Parada da Transmissão da Poliomielite - STOP.

O objetivo é capacitar e, posteriormente, designar equipes de profissionais de saúde para trabalhos curtos que possam ajudar na erradicação da poliomielite e controle do sarampo na África e Ásia. A formação/treinamento incluiu uma introdução para a compreensão das doenças imunopreveníveis e da epidemiologia da poliomielite e do sarampo em diferentes regiões, as estratégias para as campanhas de vacinação em massa efetiva, estudos de casos e habilidades de comunicação.

O treinamento será no Centro de Controle de Doenças (CDC) em Atlanta, nos Estados Unidos. Por isso, faz-se necessário o domínio do idioma. Os interessados devem encaminhar o formulário de inscrição para o endereço eletrônico flanneryb@bra.ops-oms.org.

Mais informações por e-mail ou nos contatos abaixo:

Brendan Flannery
Consultor Internacional
Imunizações e Doenças Imunopreveníveis
OPAS-Brasil
Fone: (61) 3251-9513
Fax: (61) 3251-9591

Alessandra Cardoso
Vigilância de PFA/Poliomielite
GT_PFA/COVER/CGDT/DEVEP/SVS/MS
Fone: (61) 3213-8101
Fax: (61) 3213-8103

Ana Lourdes Marques
81-9127.4689

junho 15, 2010

Corrupção e nepotismo na Copa do Mundo de Futebol

Campeonato do Mundo de Futebol atolado em corrupção e nepotismo


África do Sul - Cultura e desportos
Terça, 15 Junho 2010 02:00
150610_mundial O Diário - [Matteo Patrono] Dizem os jornalistas sul-africanos que a suite «renascentista» escolhida pelo presidente da FIFA, Joseph Blatter, no Hotek Michelangelo de Sandton, tinha uma passadeira vermelha diante da porta, uma habitação do tamanho de um campo de futebol, um «jacuzzi» decorado em estilo africano e um minibar individual com cubos de gelo da marca Evian.

As instalações estão no último piso de uma das torres do hotel de cinco estrelas que domina o distrito económico mais branco e mais rico de Johannesburgo. Monarca indiscutido da República mundial do futebol, o coronel construiu a sua sucessão a Havelange no trono da FIFA com os votos da Confederação África e a promessa (primeiro na Alemanha em 2000 e depois em 2004 na presença de Mandela) do primeiro Mundial da história do continente negro. Isso explica por que é uma figura tão popular na região. A tal ponto que num almoço de gala realizado em Johannesburgo, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, lhe atribuiu a Ordem dos Companheiros de Oliver Reginald Tambo, uma da mais prestigiosas do país atribuídas a personalidades estrangeiras. Tambo, juntamente com Mandela, foi um dos grandes lutadores contra el apartheid.

Vendo esta personagem não falta alguém disposto a encontrar na magnanimidade de Blatter, uma minudência para disfarçar as falhas da sua mastodôntica máquina de gerar dinheiro. Tal é o caso do semanário sul-africano Mail & Guardian que nos últimos meses meteu o nariz no grande negócio dos mundiais, onde deparou com uma parede. Dada a escassa colaboração do Comité Organizador Sul-Africano (LOC), dirigiu-se a um tribunal a pedir uma decisão que lhe proporcionasse acesso aos documentos oficiais relacionados com os contratos do campeonato do Mundo em nome da liberdade de informação. E logo, mesmo antes que o tribunal pronunciasse qualquer sentença, começaram a saltar alguns detalhes embaraçosos.

Antes de tudo o resto, as garantias concedidas pelo Governo de Pretória à FIFA, na altura de lhe atribuir a organização do Mundial, em 2004, confirmadas pelos diferentes ministros do executivo, então dirigido por Thabo Mbeki, e são 17, todas elas destruidoras da soberania do país, indefensáveis mesmo que a FIFA fosse o Fundo Monetário Internacional. Para começar, tanto a FIFA como as suas sociedades e delegações estão isentas do pagamento de impotos. Entre elas a Host, a empresa do neto de Blatter, que administrou a venda de entradas do Mundial, dos hotéis oficiais e dos pacotes de receptivo (apesar de para as Federações e para os seus amigos se assegurasse um desconto de 20% em todos os hotéis). Não haverá restrições para ninguém quanto à importação e exportação de moeda estrangeira. Num país onde ninguém pode ser atendido num hospital sem um seguro privado, o Governo ofereceu a este exército cobertura médica integral, além de segurança privada 24 horas por dia. Uma importante fracção das forças da ordem ficou adstrita e foi dirigida ao que é mais importante dos amores do chefe da FIFA: proteger a exclusividade dos sócios comerciais, os generosos e fidelíssimos patrocinadores em tudo o que respeita a marketing, marcas, direitos televisivos, propriedade intelectual. Inclusivamente no caso de controvérsias legais, a África do Sul comprometeu-se a pagar à FIFA uma indemnização para além do pagamento dos honorários dos advogados. Não vale a pena esclarecer que os processos contra os falsificadores e os vendedores não autorizados do logótipo do Mundial se multiplicam: só na África dos Sul são 450, 2.500 em todo o mundo. Alguns são ridículos: um bar de Pretória foi processado por ter pintado no seu próprio teto a Taça do Mundo, uma fábrica de caramelos por ter impresso sobre os invólucros da sua mercadoria uma bola de futebol e a bandeira da África do Sul. Aos vendedores de bebidas fora do estádio para garrafas neutras qualquer bebida que possa competir com a arquifamosa bebida de borbulhas que desde há 40 anos enche os cofres da FIFA. Mas o mais badalado é o da linha aérea de baixo custo, Kulula, que recebeu uma carta com aviso de recepção a dizer-lhe que retirasse imediatamente a genial publicidade lançada nos diários locais em Fevereiro: «A companhia não oficial do vós sabeis». Segundo a FIFA uma artimanha para fugir aos direitos de autor devido à presença de vuvuzelas, bolas e bandeiras sobre as quais o governo suíço do futebol pretende ter copyright absoluto. Isto apareceu rapidamente no Twiter, desencadeando uma onda de debates e protestos bem resumidos por Heidi Brauer, directora de marketing da Kulula: «É um pouco exagerado acreditar que tudo o que tem relação com o Campeonato do Mundo pertence à FIFA, as vuvuzelas, a bandeira nacional, o futebol pertencem à África do Sul. E a África do Sul pertence à África do Sul. Em contraparytida parece que vendemos os símbolos e a economia ao senhor Blatter».

Finalmente, a Kulula retirou a publicidade, mas a raiva pelo excesso de poder concedido à FIFA está muito difundida entre as pequenas e médias empresas sul-africanas, que esperavam obter alguns lucros com o grande acontecimento. Já houve quem recordasse que muitos dos processos postos pela FIFA na Alemanha há quatro anos ainda estão pendentes (é muito referido um contar um padeiro de Hamburgo que fez os seus pães com a forma da Taça do Campeonato do Mundo). E aqui regressa a jogo o Mail & Guardian, a quem na passada terça-feira um juiz do Supremo Tribunal de South Gauteng reconheceu o direito de acesso aos documentos sobre os contratos. O Comité Organizador, que pretendia ser um organismo privado livre da obrigação de transparência, deverá pôr à disposição do semanário, no prazo de 30 dias, a relação das sociedades que obtiveram a outorga de contratos em que ganham milhares de rands (indicando a que preço e sob que condições de licitação lhes foram atribuídos). «Recusar esses documentos – explicou o juiz Les Manson – permitiria aos organizadores ocultar da opinião pública eventuais casos de corrupção, violação ou incompetência». O director de Mail & Guardian, Nic Dawes, disse que também eles, como todos os sul-africanos, esperam com ansiedade o começo do Mundial mas «esta vitória mostra que a liberdade de informação é uma lei viva e não um pedaço de papel»

* Jornalista, enviado-especial de Il Manifesto à África do Sul

Este texto foi publicado no jornal italiano Il Manifesto de 10 de Junho de 2010.
Tradução de José Paulo Gascão

junho 11, 2010

El otro Mundial

Nota do blog: Segundo o jornalista Bob Fernandes: "A morte da bisneta de Mandela é, além de trágica, simbólica. Mandela que já discordava da roubalheira na organização se recolherá de vez".


De Sudáfrica a la resistencia hondureña...
El otro Mundial

Sergio Ferrari
Rebelión


* Tarjeta amarilla contra la FIFA
* Por una real libertad de prensa
* No al trabajo infantil
* Contra el abuso sexual

La euforia futbolística estalla. En apenas algunas horas, a partir de este viernes 11 de junio y durante exactamente un mes –hasta la esperada final del 11 de julio- el planeta se mimetizará en un gran balón.

El mundial de fútbol ocupará entonces el epicentro mediático internacional. Nada, o muy poco, se escapará a la fiebre deportiva estimulada por enormes intereses económicos. Derechos de televisión varias veces millonarios; ganancias extraterrestres para las firmas auspiciantes; premios indecentes para los triunfadores... Excitación –comprensible- de la mano de beneficios económicos –inimaginables- en el mayor carnaval planetario jamás vivido hasta ahora. Con el escenario particular de un país de África. Continente que por primera vez en la historia acogerá al Mundial de la FIFA (Federación Internacional del Fútbol)


El apartheid social

Organizaciones sociales sudafricanas aumentaron en las últimas horas el tono de la denuncia. Acusan a las autoridades municipales del *Cap* y de otras ciudades del país de expulsar a miles de “sin techo” hacia zonas periféricas alejadas de la vista de los visitantes.

Derrotado heroicamente el apartheid en 1994, sin embargo el impacto colonial no ha sido superado radicalmente en estos tres lustros de la nueva Sudáfrica, principal potencia económica del continente.

Si bien desde 1995 el ingreso mensual medio de la mayoritaria población de color aumentó en un 37 %, en igual período el de la población blanca superó el 83%. África del Sur es una de las diez naciones del mundo con mayor desigualdad interna.

El 20 % de las familias más ricas concentran el 62 % de los ingresos a nivel nacional, mientras que el 40 % más pobre de la población total araña apenas el 10 %.

El desempleo explota junto con la desesperación. Oficialmente, el 24.3% de la población en edad productiva no tiene trabajo. Cifra que en realidad oscila en el 40%. Uno de cada dos jóvenes esta excluido del proceso productivo. Tasa que aumenta sensiblemente entre los jóvenes negros: 70% de ellos no tiene acceso al trabajo al concluir la escuela.

Cuatro de cada diez sudafricanos viven con menos de 2 dólares diarios –frontera del concepto de la pobreza según las Naciones Unidas-. Desde 1990 a la actualidad la esperanza de vida media descendió de 62 a 51 años.

¡Fuera de juego!: tarjeta amarilla a la FIFA

Más de 13 mil suizos sostuvieron con su firma la campaña lanzada en abril pasado contra la FIFA y en solidaridad con los sectores más excluidos de la población sudafricana.

Iniciativa promovida por la “Ayuda Obrera Suiza” (AOS), que dio así continuidad a la Campaña Internacional a favor del “Trabajo Digno” lanzada por las principales centrales sindicales mundiales en el marco del Foro Social Mundial de Nairobi, Kenya, en enero del 2007. Ya entonces se anticipaban los potenciales estragos sociales que llegarían de la mano del mundial 2010.

Esa organización de solidaridad helvética acusa a la Federación con sede en Zürich de pasividad o falta de compromiso activo en tres áreas sensitivas .

No presionar a los países organizadores de competencias (en este caso África del Sur) para que sus empresas y auspiciantes respeten las normas mínimas de trabajo digno y consulten a los sindicatos.

No denunciar la violación de derechos humanos, en particular las expulsiones de los “sin techo”. Y en tercer lugar, no respetar a fondo la libertad de prensa.

Organizaciones del sector denuncian las restricciones impuestas para el trabajo informativo y las condiciones para la acreditación de sus miembros. En particular, el inciso que estipulaba que la actividad periodística “no debe atacar la reputación de la FIFA”. Esa fuerte reacción llevó a la Federación a relativizar ese punto.

La presión internacional y la movilización social interna produjeron frutos parciales. El caso de los obreros que construyeron los estadios fue significativo. Lograron pasar de los 2500 *Rands* por mes a 3000 *Rands* (en torno a los 460 dólares estadounidenses). Sin embargo todavía menor a los 700 dólares exigidos como salario mínimo – vital por parte de los sindicatos sudafricanos.

Flagelos sociales contra la niñez

La Organización Internacional del Trabajo (OIT) convocó el jueves 10 de junio a su campaña “Ir derecho hacia el arco” para eliminar las peores formas de trabajo infantil hasta 2016.

Al tiempo que crece la excitación planetaria por el Campeonato Mundial de fútbol, señala la OIT, “215 millones de niños en todo el mundo deben trabajar para sobrevivir. Para ellos, la educación y el juego son un lujo”, sentencia.

Y es al organismo internacional de convocar, en este caso en colaboración con la FIFA, a la jornada “Tarjeta roja al trabajo infantil” a realizarse en 60 naciones, el mismo viernes de la apertura del Mundial.

En paralelo la Organización de Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF), aprovecha del telón de fondo de la competencia futbolística para lanzar un alerta sobre el riesgo de abusos sexuales potenciales contra niños y niñas durante esa competencia que reunirá a casi 3 millones de espectadores locales.

La resistencia hondureña

La cara oculta del “otro mundial” saldrá a la luz en actividades creativas de protesta y denuncia en los más diversos rincones del planeta.

Honduras – que hace parte del mismo grupo junto con España, Chile y Suiza- sufrió en junio del año pasado un Golpe de Estado. La actual “normalización” democrática encabezada por Porfirio Lobo es fuertemente criticada en Latinoamérica y por sectores solidarios europeos. La represión continúa y se agudiza contra el Frente de Resistencia y su militancia.

Asociaciones de solidaridad y de residentes latinoamericano en Suiza, por ejemplo, decidieron darle una imagen a la resistencia. Durante la transmisión televisiva de los partidos en que juegue Honduras, militantes solidarios distribuirán en locales públicos figuritas tipo “Panini” pero en este caso con las fotos de algunas de las víctimas de la resistencia.

Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

Fonte: Rebelión

abril 18, 2010

Descubra a sua voz cultural


About this talk

As nossas vidas, as nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural - e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.
Translated into Portuguese (Portugal) by Goreti Araújo
Reviewed by Paulo Calçada
Comments? Please email the translators above.

About Chimamanda Ngozi Adichie

Inspired by Nigerian history and tragedies all but forgotten by recent generations of westerners, Chimamanda Ngozi Adichie’s novels and stories are jewels in the crown of diasporan literature. Full bio and more links

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Carolina Acevedo (0)

  • Mar 29 2010: Retomando la teoría de la comunicación, en la cual muchos éticos contemporáneos, como Habermas de Alemania y Adela Cortina de España, enuncian la importancia de la dignidad y los derechos humanos de cada persona en el mundo.
    Se pueden manifestar ciertos vacios, debido a que es una ética mínima; Dusell hace referencia, a que no puede ser posible que todos los sujetos sean seres dialógicos, como lo afirma la teoría de la comunicación, ni se pueden llevar a cabo consensos que propicien un diálogo o una actitud dialógica, porque específicamente en Latinoamérica, no todos son escuchados ni todos son tomados en cuenta para tener aunque sea, una idea del diálogo; tal como Chimamanda Adichie lo afirma en su discurso. Vale la pena hacer un examen de conciencia y mirar más allá de lo que encontramos en los medios y de lo que los gobiernos inculcan o imponen en la sociedad, para conocer la realidad de todas las historias que se cuentan de un mundo tan diverso, como el nuestro.

Nota do blog: A dica deste vídeo é da psicanalista Rita de Cássia de Almeida.

março 03, 2010

Fuga de cérebros em África

Imagem postada em exim.gov

Fuga de cérebros em África

Uma hemorragia perniciosa: o continente africano esvazia-se cada vez mais de pesquisadores, de informáticos, de médicos, de pessoal altamente qualificado. Há cerca de sete anos, a Comissão Económica das Nações Unidas para África e a Organização Internacional para as Migrações estimaram que, entre 1960 e 1975, 27 mil Africanos deixaram o continente, estabelecendo-se nos países industrializados, especialmente nos da Europa ocidental e nos Estados Unidos. De 1975 a 1984, a cifra atingiu 40 mil. Depois de 1990, calcula-se que anualmente pelo menos 20 mil pessoas tenham deixado e continuem a deixar o continente africano. Em francês aqui. Para um quadro geral, incluindo as causas, leia em português aqui. Entretanto, um livro sobre o tema acaba de ser publicado em França, confira aqui.

Fonte: Diário de um sociólogo

dezembro 17, 2009

Pambazuka News - fórum eletrônico para informação e justiça social em África

Pambazuka News

Fahamu (www.fahamu.org) publica semanalmente o Pambazuka News - o premiado fórum semanal eletrônico para informação e justiça social em África. Ele é produzido por uma comunidade Pan-africana de aproximadamente 500 cidadãos e organizações, acadêmicos, políticos, ativistas sociais, organizações de mulheres, organizações da sociedade civil, escritores artistas, poetas, bloggers e comentadores.

Semanal, atual e gratuito.

Você pode ler o Pambazuka News on-line no site www.pambazuka.org

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De Chica a Helena: Representações de gênero, raça e violência simbólica na mídia brasileira

Raquel Luciana de Souza (2009-12-09)

Neste artigo, Raquel Luciana discute a difícil relação da mídia brasileira com os estereótipos ligados a mulher negra brasileira, bem como a manipulação do imaginário popular num mês crucial para os movimentos negros brasileiros, o mes de novembro em que é comemorado em 20 de novembro, o dia da consciência negra no Brasil.

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Ações afirmativas no Brasil

Edson Borges (2009-11-16)

Segundo Edson Borges, o movimento social negro brasileiro colocou na agenda nacional a discussão sobre a “questão racial”, há muito focada como uma grave questão nacional. Com isso, a agenda brasileira da luta por justiça social modificou-se radicalmente, e, inevitavelmente, todo o conjunto da sociedade está discutindo e rediscutindo formas de implementação de ações afirmativas. Neste momento, os movimentos negro brasileiros enfrentam a forma mais feroz da branquitude nacional.

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Brasil, um país de todos? Implicações jurídicas da falácia da democracia racial

Thaís Pinhata de Souza, Felipe Drehmer e Thiago A. P. Hoshino (2009-11-16)

Os autores discutem neste artigo, o peculiar processo de invisibilização histórica do negro nos países da América Latina e, com especial ambigüidade no Brasil (uma vez que o país busca simultaneamente destacar e esconder sua presença, conforme determinadas intenções políticas: há negros quando se deseja afirmar uma identidade nacional específica, embora eles não existam quando se busque encarar política e juridicamente o problema da desigualdade). De fato, para que se compreenda o ponto de chegada do mito da democracia racial no Brasil, devemos recorrer brevemente a trajetória da própria noção de “raça” e sua (ir)relevância para o campo jurídico.

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Brasil: O marketing do racialismo explícito

José Roberto F. Militão

É relevante a notícia veiculada na Afropres, de 15/11 "Troféu consagra talento de reitor para negócio de eventos". Na semana pp.recebi os convites para o evento Troféu Raça Negra. O convite era familiar, extensivos à esposa e meus três filhos, e todos os homens deveriam ir de "smoking" e a mulher de longo social.

Ponderei com a ilustre portadora do convite que tal condição era incompatível com as condições financeiras de 90% dos convidados. Ela disse que cada um "alugue" a sua roupa, pois sem ela não poderiam ter acesso ao luxuoso local do evento. Evidente que a ilusão ótica de uma platéia de 1.500 convidados, pretos e pardos, elegantes e vestidos à rigor, falseiam a realidade social do Brasil.

Conforme a pretensão dos organizadores – a OnG da Universidade Zumbi de Palmares - seria uma oportunidade para o prestígio pessoal onde se reúnem as principais lideranças do movimento negro de todo o Brasil ao lado das principais autoridades do país, dentre elas governadores de São Paulo e Rio de Janeiro com ampla cobertura publicitária e jornalística nos principais veículos de comunicação.

Por educação recebi os convites e agradeci a distinção e a gentileza da amiga portadora, mas não compareci ao evento, que repudio, uma vez que não sou racialista, sou apenas um convicto ativista contra o racismo que não admite a existência do conceito de raças, admitindo apenas a única espécie humana. Os humanos são brancos, pretos, pardos, amarela etc., enfim, humanos têm a natural cor da pele.

Sucede que tal como a revista Raça Negra da editora Escala, essas atividades de marketing racial não se destinam a promover melhores condições sociais e de cidadania aos afro-brasileiros, destinando-se a uma nova ideologia que surge entre nós – o racialismo – que exige a existência política de uma Raça Negra reforçando no imaginário público a idéia de um falacioso pertencimento racial que nós, afro-brasileiros, não temos. Nossos avós eram homens e mulheres "de cor".

Eles não eram e jamais quiseram ser da Raça Negra.

Afinal o que é o racialismo? O racialismo, é uma concepção política concebida por militantes de movimentos negros, nos EUA e agora no Brasil, que admite a convivência com o racismo, desde que o direito dos afro-brasileiros estejam assegurados. O racialismo admite conviver com a doença do racismo. O racialismo admite a existência de uma "raça" estatal e exige que o poder público faça leis segregando direito a fim de assegurar a inclusão dos afrobrasileiros. O racialismo quer que o racismo seja explicitado, em vez de ser sutil e constrangido, conforme ocorre no Brasil.

Os defensores do racialismo pensam que estão combatendo ao racismo, mas, na verdade, estão combatendo apenas os efeitos e, ao mesmo tempo, aprofundando a causa que é a crença racial.

Essa matéria da Afropress e outras já publicadas nos revela que o racialismo serve para que sejam oficializadas políticas públicas raciais e através delas, se façam políticas pública de divisão
racial com seus efeitos colaterais: mais racismo. Esse marketing racial serve também para que alguns mais espertos passem a viver disso e a fazer bons negócios privados à custa do racismo. Mesmo que sejam negócios para fazer o marketing da "raça negra" . Mesmo que a platéia esteja fantasiada com suas vestes alugadas e felizes com o evento estavam servindo, involuntariamente, para a preservação do racismo.

A ideologia da divisão humana em raças é uma doença social que flagela aos afro- descendentes em qualquer lugar do mundo. É uma doença que pode e deve ser combatida. Como doença o esforço a ser feito é para a sua destruição e não a convivência com a doença, conforme pregam os defensores do racialismo. Neste sentido prestam um grande desserviço no combate ao racismo os que usam e abusam do marketing da "raça negra", a partir da boa fé ou da consciência pesada de governantes que não fazem as políticas públicas de redução das desigualdades sociais e de empresários que não alteram suas políticas internas vincadas por preconceitos e discriminações raciais, já que é menos complexo e sai muito barato agradar a aproveitadores em nome da "raça negra".

Creiam, são essas atividades de marketing racial que fazem os políticos – e muitos militantes - acreditarem na existência de uma "raça negra", exatamente aquela que o racismo edificou no século XVIII para oprimir as "raças inferiores" e, especialmente, a "raça negra" a base inferior da pirâmide racial.

* José Roberto é Advogado, membro da Comissão de Assuntos Anti- Discriminatórios – CONAD-OAB/SP.

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