Mostrando postagens com marcador lelê teles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lelê teles. Mostrar todas as postagens

agosto 11, 2010

Casal Bonner vs. Dilma Roussef

Tijolaco | 9 de agosto de 2010
Link para a matéria do vídeo no Tijolaço.com: http://www.tijolaco.com/?p=22413

***

Feitiço contra feiticeiro

por Lelê Teles – Nada está tão ruim que não possa piorar, reza o ditado. Os deformadores de opinião, no afã de salvarem Serra da irrevogável e fragorosa derrota, vão jogando na lata de lixo a pouca credibilidade de que dispõem. Pouca para não dizer exígua.

Dever ser desesperador para o aparato midiático apátrida e entreguista passar oito anos esculhambando Lula da Silva, usando para desconstruir sua imagem uma rede de emissoras de rádio e TV, jornais, sites, dando carta branca a seus mais inteligentes articulistas, se valendo ainda de ex-embaixadores, atrizes, especialistas em todas as especialidades, blogueiros, trolls, ex-presidentes, crises artificiais, caos orgânicos, factoides, pilhas de dinheiro, dossiês, estatísticas, leitões, índios, absolutamente tudo de que dispõem e no final verem o presidente chegar ao mais alto índice de aprovação da história. Não é um retrato da reprovação da mensagem deletéria?

A última trincheira seria a justiça, como afirmaram os mais desesperados. Pois agora veja você, o caldo parece ter desandado. A justiça disse que o PSDB mentiu e garantiu direito de resposta ao PT no sítio tucano, a mesma justiça disse que Veja mentiu e garantiu direito de resposta ao PT nas páginas do veículo de maledicências. E agora, José?

José Serra ainda contava com William Bonner e Fátima Bernardes. E o casal foi perfeito para fazer Dilma crescer e acertar o seu discurso, impor a sua marca que será, sem dúvida, martelada daqui pra frente: “Eu tenho experiência administrativa, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, eu tenho imenso orgulho da minha relação política com o presidente Lula”.

Era só o que faltava. Em pleno Jornal Nacional a candidata de Lula deixou claro para todos os brasileiros que ela é a candidata de Lula. Porque 25% dos eleitores ainda não sabiam quem era o candidato de Lula, um terço dos eleitores de Serra padecia da mesma dúvida, o casal Bonner prestou este imenso serviço à nação.

Os telespectadores do Jornal Nacional não deixaram de notar algo estranho. Eles nunca haviam visto o casal Bonner se desentender no ar, nunca viram o casal tão irascível e perceberam que as perguntas feitas para criar desconforto na candidata de Lula gerava mais desconforto neles próprios após cada resposta.

Graças ao Jornal Nacional, os brasileiros souberam quem é a candidata de Lula, o que ela pensa sobre o Brasil e que ela é uma mulher sorridente e ao mesmo tempo firme. Que esta mulher já ocupou importantes cargos administrativos, até se tornar ministra e em seguida chefe da Casa Civil. Ficou claro o quanto Lula confia nela. E que ela não foge de perguntas e não tem medo de entrevistadores. E agora José?

Leia também:


Fonte: Amálgama

julho 23, 2010

O fim do mundo para os Maia


AshtarTV | 14 de junho de 2008
assista ao canal web AshtarTV,24Hrs no ar.
http://marcelot.spaceblog.com.br/
Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente. Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice continha uma série de previsões astronômicas. Os eclipses e ciclos lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama da atividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro. Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais avançado até
mesmo que os atuais. Dentro deste calendário parecia haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil. Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as
profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as inscrições maias nos monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientistas chegaram é que os maias eram obcecados pelo tempo e tinham uma visão muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente. Para nós o tempo é linear.

"A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012." diz Steven Alten. Portanto o 5 e atual ciclo também terminará em destruição. O que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenômeno cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. "A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.

***
Nota do blog: O Lelê (abaixo) não acredita em nada do que foi dito acima. Para ele, o certo é que os Maia - César e Rodrigo - é quem estão com os dia contados. Para essa dupla, o mundo acaba em 2010. Já a civilização Maia deixou sinais de que o mundo findará em 2012. Cá pra nós, euzinho aqui, descendente dos omáguas, não vou dar mole pro futuro traçado por uma das civilizações mais inteligentes do planeta. consultado uma barata de estimação aqui de casa, que sabe tudo sobre desastres, calamidades e outras catástrofes.

***

[ Amálgama ]




por Lelê Teles – Os maias foram aquela civilização maravilhosa que floresceu na América Central. Embora vivessem em magníficas edificações, trabalhassem o ouro de forma artística e tivessem um extraordinário conhecimento matemático, inclusive com o número zero, são tratados pela historiografia canônica e eurocêntrica como indígenas. Claro que o epíteto indígena aqui tem uma conotação pejorativa.



No entanto, Pizarro, o bizarro personagem ibérico que veio conquistar aquela região, era um imundo soldado raso e analfabeto, e trouxe uma malta de doentes com ele. Ao contrário do que se imagina, não foi Saddam Hussein o primeiro a usar arma biológica em uma batalha, foi Pizarro. Ao chegar ao continente novo com a sua virótica gente, abateu os povos de cá com inúmeras moléstias, tendo feito o povo sucumbir pelas suas imundícies, mais que por sua astúcia.

Pois veja você, um povo que vivia em cidades fortificadas, com uma população maior que a de qualquer cidade europeia, com prédios públicos, templos, com conhecimento de astrologia e astronomia, com um maravilhoso e preciso calendário que os ajudava a metrificar o tempo, prever as estações, plantar e colher sem obressaltos, é chamado de selvagem ou indígena. E um povo jovem, que herdou quase tudo o que sabia dos exploradores árabes e romanos, é chamado civilizado. A Espanha de hoje, embora seja um país, ainda nem é uma nação, e talvez nunca venha a ser.

Mas voltemos aos maias. Por falar em maia e índio, lembrei-me agora, ventilam por essas paragens que o povo maia previu o fim do mundo para 2012. Para César Maia e Rodrigo Maia, da tribo do cacique da Costa, o mundo desaba no final de 2010.

Deficientes Cívicos

O presidente Lula sancionou no dia 20 a Lei do Estado da Igualdade Racial. Um enorme avanço para esta nação racista. No entanto, o sistema de cotas para negros nas universidades e nas inscrições de candidatos nas eleições foi retirado do texto final. Um grande atraso.


O DEM foi à justiça contra as cotas para negros. Ali Kamel usou as Organizações Globo para pregar o seu discurso racista de que não existem raças e nem racismo no Brasil. No Brasil, para os racistas, as raças só existem quando querem justificar que o Brasil é uma país miscigenado, que nasceu da mistura de 3 raças. Mas na hora de assegurar direitos, a raça desaparece.

Com um cientificismo raso dizem que a biologia não determina a existência de raças. Mas no afã de se fazerem assertivos selecionam malandramente o apelo científico que lhes ratifica o discurso. À luz das ciências sociais o conceito de raça está mais do que claro. Raça é uma categoria social. Porque é socialmente que ela se afigura como uma realidade. O negro não é simplesmente uma cor, negro como raça é mais do que cor. Preto é cor, negro é raça. Pode-se se dizer que todo preto é negro, mas nem todo negro é preto. Os negros são os não-brancos, são os pretos, os pardos, os mulatos, os que sofrem discriminação no trabalho, nos shopping centers e que são alvo preferencial de policiais e seguranças. Na sociedade não faltam agentes qualificados para identificar um negro. Embora todos eles digam que o negro não existe. Talvez queiram dizer que o negro não deveria existir.

Na Copa do Mundo realizada na África do Sul, o tratamento dado àquele país pelo aparato midiático tupiniquim destoou de tudo o que já se viu na cobertura de uma Copa. O que soubemos sobre a África do Sul? O que nos contaram sobre a literatura, a música, as edificações, a poesia, os teatros, cabarés, bares, boates, shoppings, praças… o que soubemos sobre a África do Sul além do clichê que já conhecíamos?
Pela primeira vez na minha vida eu ouvi narradores e comentaristas esportivos reclamando do barulho de uma torcida. Falavam das infernais vuvuzelas. As vuvuzelas são velhas cornetas conhecidas dos estádios brasileiros, nem são uma novidade. A novidade foi vê-las sopradas pela boca de negros alegres. Incomodou. Lembro que os nossos narradores falam com entusiasmo sobre os estádios argentinos onde os torcedores não param de gritar e cantar, mesmo que o seu time esteja perdendo. Mas os negros são barulhentos.

Embora as televisões mostrassem estadunidenses, suecos, holandeses, japoneses e alemães tocando vuvuzelas, os narradores insistiam que o barulho incomodava. Se incomodasse porque os não-africanos estavam tocando? O que incomodava é que o som lembrava os negros a tocar, felizes e sorridentes.
Dê sua opinião

Leia também:

março 31, 2010

José Serra e Roberto Jefferson

Foto postada em Amálgama-- Agente secreto da polícia de Portugal --

[ Amálgama ]

José Serra e Roberto Jefferson

por Lelê Teles – É sabido que José Serra, ou Zé Alagão como é mais conhecido, usa de sujos e abjetos subterfúgios como arma política, sempre com o apoio incondicional do seu partido político, a mídia golpista. Agora surge a foto de um agente secreto (P2) agindo às escâncaras. Tudo bem que parece meio surreal o quadro, porque na verdade ou é secreto ou é às escâncaras; mas na verdade a foto revela um fato intrigante: há policiais infiltrados em manifestações populares, eles servem como estopim, medem a temperatura das manifestações, fazem coro com os mais exaltados, lançam pedras na polícia e estimulam os outros a fazerem o mesmo. Quando a arruaça está pronta, o banzé armado, os infiltrados se retiram para os seus colegas fardados começarem a atirar e sentar o pau.

Por trás de toda foto há uma história. Essa é uma farsa: diz-se que a policial levou uma paulada na cabeça, teve que ser socorrida e encaminhada ao hospital. O diabo é que a PM continuava de capacete. Para uma paulada desacordar uma pessoa de capacete há que ser forte o suficiente para provocar um trauma. Se foi esse o caso, o procedimento adotado pelo policial (carregá-la no colo de capacete na cabeça) está incorreto. Aliás não é só esse procedimento que está incorreto, sabe-se agora que o policial à paisana embarcou no ônibus dos professores (!) como se fosse um deles, portanto estava infiltrado. P2 é para investigar outros policiais e não para se fingir de manifestante. Isso se fazia na época da ditadura.

O BEIJO DE JUDAS

É sabido que Judas Iscariotes foi o primeiro malandro beneficiado pelo instituto da delação premiada. Entregou o chefão, foi absolvido e ainda saiu com uma sacola cheia de dinheiro. Durval Barbosa é da escola de Judas. Foi ele quem jogou merda no ventilador e arriou as calças do rei. Tentam fazer dele um herói. Mas ele é um bandido. Tentaram fazer o mesmo com Bob Jefferson, o cantor de óperas. Roberto Jefferson, que teve que renunciar para não ser cassado, denunciou o que chamou de mensalão do PT, e disse que ele mesmo recebeu uma mala cheia de dólares. Em seguida disse, cinicamente, que a mala (a dele) e os dólares sumiram. Foi absolvido pela opinião pública. Durval, se pegar uma pena branda, periga ser eleito para Câmara Legislativa do DF no pleito seguinte.

É mister saber, Bob Jefferson tentou matar o monstro que o alimentava com dinheiro motivado, segundo suas próprias palavras, por “instintos mais primitivos”, o ódio e a paixão eram o dínamo. Jefferson foi ao sacrifício para destruir Zé Dirceu. Barbosa, por sua vez, delatou a gangue da qual fazia parte porque busca atenuar a sua pena, uma vez que já está nas mãos da justiça por malversação de dinheiro público. O gesto destes bandidos devem ser interpretados sob a luz da hermenêutica, vamos a ela:

No excelente livro A Interpretação das Culturas, do antropólogo estadunidense Clifford Geertz, há um capítulo dedicado a um evento vivido por Geertz entre os balineses, onde ele era visto como uma não-pessoa, ignorado pelos nativos. Em meio a uma briga de galos, evento proibido e reprimido pelas forças policiais, o etnógrafo assistia à pelea em uma grande rinha, quando de repente todos começaram a correr; Geertz viu a chegada dos policiais e temeu pela sua segurança. Porém, ao invés de se apresentar como um branco acadêmico em estudo etnográfico, coisa complicadíssima de se explicar a um policial com uma arma na mão, o experto Clifford disparou atrás dos locais e se refugiou em uma casa. Ao passar a refrega, todos vieram cumprimentar o antropólogo aceitando-o em seu meio. O seu gesto foi interpretado pela cultura como um símbolo de companheirismo, Geertz estava ao lado deles e não das forças repressoras. Atentai bem, Jefferson e Barbosa fizeram como o velho Clifford, se é que você me entende.