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outubro 13, 2010

Duas denúncias sobre as origens do material difamatório contra Dilma Rousseff na internet

Manifestos sobre a eleição e seus desdobramentos.


EM DEFESA DE NOSSA DEMOCRACIA, BASTA DE OBSCURANTISMO !
Nestes tempos, muito se tem discutido sobre a proliferação de mensagens, principalmente via e-mails, contendo material DIFAMATÓRIO, INVERDADES e com nítido incitamento de ÓDIO POLÍTICO.  Neste feriado do dia das crianças, por exemplo, recebi a visita de um amigo empresário que me disponibilizou farto material com este conteúdo REPROVÁVEL sob todos os aspectos democráticos. Tive o cuidado de proceder a uma verdadeira investigação particular quanto a origem de tais mensagens. E me espantei com o que ele descobriu. Trata-se de esquema PROFISSIONAL contando com nítido suporte financeiro de grande monta. Obviamente eu pessoalmente não tenho as mínimas condições de enfrentá-los sozinho. Portanto, solicito a quem se interessar em se aprofundar na DEFESA DE NOSSO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO que entre em contato pois terei o maior prazer em fornecer todas as informações, nomes, endereços, e cópias do material que utilizam, em uma clara GUERRILHA PSICOLÓGICA que é COM TODA CERTEZA, ILEGAL . Com a firme convicção de estar atuando como um cidadão é que coloco a disposição dos VERDADEIROS DEFENSORES DE NOSSA DEMOCRACIA que tanto sangue e sofrimento acarretou em passado histórico recente, tudo o que tenho em mãos.

VIVA A VERDADEIRA DEMOCRACIA !

VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO !
CHEGA DE LEVIANDADES E OBSCURANTISMO !

Alexandre Cesar Costa Teixeira
alexandrecteixeira@globo.com


Fonte: Nova E

Nota do blog: Uma denúncia é da Nova E, que disponibilizaremos assim que formos autorizados. A outra é do Rodrigo Vianna, que você pode ler no Escrevinhador.

outubro 12, 2010

Assim como a esperança venceu o medo, a verdade vencerá a mentira (Lula): aborto, politica e hipocrisia

lmvp | 6 de outubro de 2010
Entrevista clara e sóbria. Percebe-se que ela não defende o aborto, no máximo defende sua descriminalização (o que não é a mesma coisa).
Paulo Moreira Leite, no blog da Época

A discussão sobre a discriminalização do aborto foi um tema da reta final do primeiro turno e deve permanecer na segunda fase da campanha presidencial.

Há um lado peculiar nessa discussão. Ninguém falou de aborto nos últimos anos. Os vários projetos sobre o assunto, no Congresso jamais mereceram atenção da imprensa nem dos partidos políticos. Ficaram adormecidos e eram lembrados, como bandeira feminista, nos festejos de 8 de março ou outras datas semelhantes.

Na última semana da campanha, o debate surgiu.

Por que? Honestamente, só há uma explicação política: era uma forma de prejudicar a candidatura de Dilma Rouseff e tentar impedir sua vitória no primeiro turno.

Não é uma conspiração. É uma intervenção política, nos subterrâneos da campanha. É dificil imaginar que o aborto tenha surgido de forma espontânea. Foi um assunto provocado, de fora para dentro. Todos os grandes candidatos têm suas conexões religiosas e seus aliados neste universo.

Da mesma forma que um partido pode mobilizar sindicatos para defender uma candidatura ou um grupo de empresários para conseguir apoio, outra legenda pode mobilizar uma liderança religiosa para prejudicar um adversário.

Os adversários de Dilma descobriram um ponto sensível, onde seria possível atingir a candidata e colocaram o assunto na internet, produzindo o estrago que se conhece. Não é um ataque sem base.

A posição de Dilma e do PT modificou-se ao longo do tempo. O PT decidiu não colocar o assunto em discussão na campanha eleitoral, ainda que ele tivesse surgido na primeira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, sendo extirpado por decisão do presidente Lula, que não teve receio de desautorizar seus próprios auxiliares. O eleitor tem o direito de saber que a liderança religiosa que condena um concorrente em função dessa questão tem vínculos com determinada candidatura e trabalha para ela.

Quem acha necessário levantar a discusssão deve fazer isso de modo transparente, e não na forma de insinuações e acusações pela internet. O esforço para criar um debate sem origem é revelador de uma operação eleitoral, de quem quer cativar o eleitor religioso sem perder apoio junto a setores da classe média urbana que tem outra visão sobre o assunto e pode achar esse comportamento reacionário e inaceitável.

A falta de interesse que o aborto costuma provocar na vida cotidiana do país só ressalta o caráter artificial dessa discussão agora.

Por exemplo: lendo a Folha de hoje descobri que o PV é a favor da legalização do aborto desde 2005. É espantoso, quando se recorda que é justamente o partido de Marina Silva.

(O PV também é a favor da legalização da maconha, diz o jornal. Não duvido que uma pesquisa aprofundada descubra uma resolução de algum encontro verde a favor de casamentos de homossexuais...)

Não acho essa revelação sobre a posição do PV sobre a legalização do aborto escandalosa. É sintomática.

A sociedade brasileira convive há muitos anos com o aborto, que é tolerado em todas as famílias com uma única diferença. Quando a pessoa tem posses, pode submeter-se a uma cirurgia como tantas outras. Caso contrário, é submetida a intervenções de risco. O debate é uma questão de saúde pública, acima de tudo.

Não conheço ninguém que seja a favor do aborto. Mas conheço muitas mulheres que realizaram um aborto porque não se sentiam capazes de criar um filho sob determinadas condições — o que me parece uma atitude tão respeitável como a daquela que não realiza o aborto por uma postura ética de não atentar contra a aquela forma de vida humana.

Acredito nos políticos que dizem que são contrários ao aborto. Não conheço nenhuma pessoa que, em pleno gozo de sua saúde mental, seja a favor de interromper o desenvolvimento de um feto, de modo gratuito, em vez de utilizar métodos anticoncepcionais.

Na vida pública, nossos políticos se comportam da mesma forma, independente de cor, filiação partidária ou origem religiosa: toleram o aborto. Por essa razão as clínicas que realizam esse tipo de cirurgia funcionam de forma discreta e jamais são incomodadas pelas autoridades. A partir de uma certa idade, toda mulher brasileira sabe onde pode encontrar o nome de um médico que pode interromper sua gravidez. Marie Claire, uma das grandes revistas do país, tem posição editorial firmada a favor da discriminalização do aborto.

Periodicamente, os jornais e revistas entrevistam celebridades que já fizeram aborto — e nada lhes acontece, ao contrário do que ocorreu com o galã Dado Dolabella, que será processado porque recentemente foi apanhado com algumas gramas de maconha.

* * *

Nota do blog: Leia também o artigo de Leonardo Boff, Para Dilma Rousseff: lo femenino y la política actual.

outubro 10, 2010

Hoje Dilma debate com o candidato que disseminha o ódio e o preconceito no Brasil

dilmanaweb | 9 de outubro de 2010 
 
Nota do blog: O debate será realizado na TV Bandeirantes. Se você ainda não se convenceu de que a melhor opção é Dilma Roussef, lembre-se dos difíceis anos do governo dos tucanos, da falta de empregos, dos baixos salários e da privataria que abalou a soberania nacional. A turma que queria privatizar a Petrobrás quer voltar pra concluir o serviço.  

outubro 09, 2010

Dez falsos motivos para não votar na Dilma

Dez falsos motivos para não votar na Dilma



Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Bornhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Bornhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”.

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista”.

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política”.

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.

8. “O PT apóia as FARC”.

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa”.

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.


10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.

Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

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(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

Geração de empregos (incluindo com e sem carteira assinada):
FHC/Serra = 5 milhões x Lula/Dilma = 15 milhões

http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/taxadesemprego.jpg


Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/salariominimoxcestabasica.jpg


http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/salario-minimo-reajustado.jpg


Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/linhadamiseria.jpg


Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

Reservas cambiais:
FHC/Serra = menos 185 bilhões de dólares  x Lula/Dilma = mais 239 bilhões de dólares

Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

Inflação:
FHC/Serra =12,5% (2002) x Lula/Dilma = 4,7% (2009)

Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%


(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:

José Serra começou sua campanha dizendo: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles", e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.


xx

Atualizado em 08.10.10:

Mais comparações entre os governos Lula/Dilma x FHC/Serra:

http://www.idelberavelar.com/Lula-vs-FHC-2.jpg

  

Fonte: Jorge Furtado

outubro 07, 2010

10 vitórias dos aliados de Dilma pra ficar na história

10 vitórias das forças políticas que apoiam Dilma em 03 de outubro

vanessa.jpg Da mesma forma em que, na avaliação dos votos marinistas, não cabe tomar as calúnias e os spams pseudo-religiosos como se fossem a identidade da candidatura verde, a avaliação do campo dilmista não pode, não deve, de jeito nenhum, deixar que a decepção pela não decisão em primeiro turno nas presidenciais obscureça um fato indiscutível das eleições à Câmara e ao Senado: a esquerda teve uma grande vitória, talvez seu mais significativo triunfo na história das legislativas da República. Este é, inclusive, um potente argumento em favor de Dilma Rousseff e contra José Serra. O Congresso que acabamos de eleger se alinha esmagadoramente com Dilma; Serra não teria mais que 25% da Câmara na base da sua coalizão. Com toda aquela “paciência” e “poder de negociação” que são típicos seus, imaginem o inferno que viveríamos nas relações do Executivo com as duas casas. Os números são cabais.

1) Câmara: Há três partidos, entre os de alguma importância, que encolheram em mais de 15% na Câmara. Quem são eles? A trinca do antilulismo: o PSDB encolheu 20%, o DEM 34% e o PPS 45,5%. É um tremendo recado das urnas. PTB e PMDB também encolheram, em 13,6% e 11,2%, respectivamente. A esquerda lulista, sem exceções, cresceu: o PT volta a ser a maior bancada da Câmara, com 88 deputados e crescimento de 6%. Seus três aliados preferenciais na esquerda tiveram ótima performance. O PSB saltou de 27 para 34 (+26%), o PDT foi de 24 para 28 (+16,7%) e o PcdoB subiu de 13 para 15 (+15,4%).

O campo dilmista deve saber desses números, tê-los na ponta da língua e usá-los como potente argumento nestes 25 dias: o Congresso que elegemos está alinhado com Dilma, não com Serra. O ex-governador de São Paulo não é conhecido por sua maleabilidade e capacidade negociadora. É eleger Dilma ou tornar um inferno as relações entre o Executivo e Legislativo brasileiros.

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Senado da República

2010 foi o ano em que o PSOL elegeu o mesmo número de senadores que o DEM. O signatário deste blog acredita que as mudanças descritas abaixo, em particular, farão do Senado da República um lugar mais comprometido com a realidade da maioria do povo. Com a exceção do revés parcial em São Paulo, onde as pesquisas indicavam dobradinha lulista, mas só uma senadora do lado governista se elegeu-- e felizmente foi Marta Suplicy--, todas as outras expectativas principais e batalhas chave se resolveram a contento para a esquerda. A eleição da própria Marta, claro, conta como uma das vitórias significativas, dado o contexto e o perigo. É a primeira da minha lista para o Senado, segunda vitória importante, então, das legislativas.

3) Amazonas: Foi a mãe de todas as batalhas no terreno alegórico: o mais estridente, arrogante, histriônico, histérico e parlapatão Senador da República, Arthur “dou surra em Lula” Virgílio, foi a nocaute, obra de mulher, jovem e comunista, Vanessa Grazziotin. Este blog apostou na corrida desde o primeiro momento como seu objeto de desejo. Na época, Vanessa ainda estava dois dígitos atrás. Sempre acreditei nessa mui especial vitória, e o vídeo em que declarei apoio à Senadora Grazziotin contém minhas razões.

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4) Piauí. O Brasil é um lugar mais respirável, tolerante e bonito para se viver sem a figura de Heráclito Fortes no Senado. Perguntem ao Daniel. Ainda por cima, caiu o Mão Santa também. Apostamos na corrente pra trás do Heráclito desde o começo e celebramos esse belo golpe desferido sobre o atraso coronélico. Wellington Dias, do PT, se elegeu, e o outro Senador, Ciro Nogueira (PP), é da base de apoio a Dilma.

5) Ceará. Seria chamado de louco quem dissesse, há uma década, que Tasso Jereissati se candidataria ao Senado, num ano em que há duas vagas em disputa, e não conseguiria se reeleger. As vitórias de Eunício e Pimentel na corrida ao Senado são, talvez, o golpe mais violento sofrido pelo PSDB nestas eleições, junto com o sacode-Iaiá comunista do Amazonas. Talvez não seja ruim para o partido, inclusive, na medida em que pode favorecer o surgimento de lideranças mais propositivas do que Tasso tem sido.

6) Bahia. Duas vagas para o Senado em disputa na Bahia, e o carlismo não levou nenhuma. Esse fato, por si só, também teria sido impensável até pouco tempo atrás. Ocorreu uma baita renovação, com as eleições de Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB). Ambas, especialmente ela, já são figuras históricas na cidade de Salvador. Em contraste com a redução (pequena, mas real) da bancada feminina na Câmara, Lídice é parte de uma significativa vitória das mulheres de esquerda nestas eleições para o Senado, e foi parte de um barba-cabelo-bigode na Bahia, que incluiu a reeleição do governador Jaques Wagner em primeiro turno.

paulo%20paim%201.jpg 7) Paraná. Também aqui o lulismo levou ambas as vagas, e a renovação inclui outra mulher de esquerda: Gleisi Hoffman foi uma grande aposta para o Senado em chapa com Roberto Requião. Ela terminou em primeiro, cheia de moral, e Requião se elegeu em segundo. Hoffman faz do Senado um lugar mais inteligente e receptivo à sociedade. Requião, além de trazer sua perspectiva nacionalista, com certeza não contribuirá para tornar o Senado um lugar mais monótono.

8) Rio Grande do Sul: Um líder histórico dos trabalhadores, Paulo Paim, enfrentou o que parecia, ao princípio, uma briga de foice com três cabeças, mas chegou em primeiro lugar com folga, também cheio de moral. O Senado brasileiro continua tendo um líder negro, continua contando a dignidade de Paulo Paim. Para completar a dobrada, Tarso Genro se elegeu governador no primeiro turno. Os petistas guascas de novo mostraram como se faz a coisa bem feita. O PMDB gaúcho, como o pernambucano, escolheu o antilulismo e sofreu pesada derrota, perdendo a vaga no Senado e não disputando sequer segundo turno contra o PT na briga pelo Piratini.

9) Pernambuco: Pela primeira vez em quarenta anos, Marco Maciel perdeu uma eleição. Desde a época de Telê Santana no comando da seleção, Brasília não terá o esguio líder do DEM como Ministro, Vice-Presidente ou Senador. Em reconhecimento à sua elegância, o blog não tripudiará. Mas considero, sim, a queda de Maciel uma grande vitória para a esquerda e para a democracia em geral. Elegeu-se a dobradinha lulista: Humberto Costa, do PT, redimiu-se de injustiças sofridas com acusações pouco fundamentadas (por denunciar um esquema de faturamento de ambulâncias que ocorreu sob José Serra, em governo tucano) e Armando Monteiro, do PTB, ligado à indústria, e que traz uma visão mais arejada que Maciel. Obrigado pelos serviços prestados, Senador. Mas já era hora. Raul Jungmann, do PPS, passou longe, muito longe de competir por uma vaga.

10) Rio de Janeiro: Elegeu-se Senador um jovem petista, Lindberg Farias, e César Maia ficou fora. Não se conta Crivella como parte de uma bancada de "esquerda", mas ele foi um Senador fiel a Lula, é bem avaliado pelo Transparência Brasil e teve boa atuação legislativa, sem nada que o desabonasse. É uma enorme vitória da esquerda bater César Maia de forma tão categórica, relegando-o a um quarto lugar e negando-lhe qualquer possibilidade de protagonismo como liderança nacional.

São maiúsculas vitórias que devem ser mencionadas, estudadas e trazidas à baila nestes 25 dias de campanha de Dilma Rousseff.

PS: Em especial, saudamos as eleições de Dr. Rosinha, Alessandro Molon e Jô Moraes, endossados pelo blog, respectivamente, em eleições para a Câmara no Paraná, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, assim como a eleição de Raul Pont, também endossado aqui, para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

PS 2: Basta aparecer uma pessoa que sabe fazer algumas continhas básicas e morre um meme do jornalismo brasileiro.

Fonte: O Biscoito Fino e a Massa

outubro 04, 2010

Num só dia, não se joga fora oito anos de um bom governo. À luta, companheiro(a)s


O segundo turno e a revolução democrática no Brasil

Quem sabe, no segundo turno, Serra consiga travar um debate de melhor nível. Lamentavelmente, no primeiro turno, assumiu posições de extrema-direita. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza. O artigo é de Emiliano José.
O resultado do primeiro turno indica que toda a nossa militância política, a do PT e de todos os partidos aliados, teremos que ir à luta para garantir a continuidade da revolução democrática em andamento no Brasil, elegendo Dilma contra Serra. O governo Lula colocou em marcha essa revolução, depois da eleição de 2002. Não foi até agora um processo simples. Não o será daqui para frente. É, no entanto, uma revolução inédita no Brasil, e que, levada adiante, pode assegurar a construção de uma nação não só poderosa economicamente, como já o somos, como também, e sobretudo, uma nação justa, que modifique nossas tradicionais estruturas voltadas à concentração de renda e à desigualdade, ainda das maiores do mundo entre nós. Uma nação que democraticamente incorpore em profundidade a presença do povo brasileiro, que pense o desenvolvimento sempre em razão da maioria, e não voltado a atender aos interesses de uma minoria. Por tudo isso, será essencial que nos coloquemos todos em campo, insistindo na importância de levar adiante tal revolução.

Essa revolução, que será de longo curso, já quebrou alguns paradigmas. O primeiro deles, talvez, o de imaginar o glorioso dia da revolução, como muitos de nós imaginávamos acontecer, dia em que o paraíso se estabeleceria, e as estruturas antigas desmoronariam como que por encanto. Não pensávamos a longo prazo. Não pensávamos como Gramsci na guerra de posição. Imaginávamos sempre a guerra de movimento, a conquista do Palácio de Inverno. Advogávamos, muitos de nós, o corte abrupto, súbito, a tomada do poder, a ditadura do proletariado, e então, tudo se faria, com violência se fosse o caso, e sem democracia. Sob a democracia, então denominada burguesa, não seria possível promover transformações na vida do povo.

O governo Lula provou o contrário. A guerra de posição, se me permitem a metáfora, foi caminhando, e promovendo conquistas extraordinárias. E essas conquistas levaram sempre em conta as necessidades, os direitos do nosso povo, especialmente do nosso povo mais pobre. Depois de Vargas, este foi o primeiro governo a novamente pensar no povo brasileiro mais pobre, e o governo Lula, para ser verdadeiro, foi muito mais amplo no esforço de garantir a presença do povo brasileiro, e insista-se, do povo mais pobre, na dinâmica de desenvolvimento do País, à Celso Furtado, que é sempre bom lembrar os grandes pensadores, e Celso é um dos maiores deles. Aqui, a revolução democrática derrotava outro paradigma – o paradigma tecnocrático e com origem nas classes dominantes, de que era primeiro necessário crescer para depois então distribuir renda.

Vargas, para não sermos injustos, pensou um projeto de nação, e desenvolveu economicamente o País à base da idéia da inclusão dos trabalhadores urbanos, e não seria justo dizer, à FHC, que toda aquela experiência deveria ser negada sob o rótulo simplista de populismo. O governo Lula, no entanto, no leito da revolução democrática, foi muito além, e por isso incorporou à vida, à cidadania coisa de mais de 30 milhões de pessoas, retiradas da miséria absoluta, retiradas da condição do não ser. Incorporou com políticas públicas ousadas, enfrentando o apetite da grande burguesia, das classes dominantes, e até os preconceitos do esquerdismo infantil, que não aceita a melhoria das condições de vida do povo senão pelo processo do corte abrupto, como se esse corte fosse possível nas condições brasileiras. E enquanto ele não se dá, essa esquerda permanece imobilizada. A idéia, tão acalentada pela esquerda, da criação de um mercado de massas, concretizou-se sob o governo Lula, sob a revolução democrática em andamento.

Claro que essas transformações, efetivadas pelas políticas públicas em andamento, que vão do Bolsa Família à recuperação do salário mínimo, e passam pelo Luz para Todos, pelo Pronaf, pelo Prouni, para lembrar alguns aspectos dessas políticas, foram feitas à base da extraordinária coragem e determinação do presidente Lula e, também, de sua fantástica capacidade de negociação. E Lula, aqui, quebrava outro paradigma nosso, da esquerda: o de que tudo se conquista pelo confronto. Lula aprendeu, na vida sindical, e depois levou esse ensinamento para a política, que é sempre melhor uma boa negociação do que uma greve. Que a greve pela greve não interessa. Na política, nunca perdeu o rumo, nunca deixou de olhar para os mais pobres, em momento algum. Mas, soube dar um passo adiante, dois atrás, depois três adiante, tendo como objetivo a melhoria de condições de vida do nosso povo.

O governo Lula teve a coragem de colocar na agenda política brasileira as questões da luta pela igualdade racial, pela emancipação feminina, pelos direitos humanos e por um meio ambiente equilibrado, temas caros a uma esquerda renovada e democrática. Temas da revolução democrática. Recentemente, os direitos humanos, abrigados no Plano Nacional de Direitos 3, sofreram um bombardeio de setores conservadores, como se tal plano fosse apenas uma iniciativa do governo, e não resultado de uma ampla e democrática conferência nacional. E por falar nisso, outro aspecto colocado na agenda política pelo governo Lula foi o da participação popular. Contribuiu decisivamente para a realização de conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas e que contribuem decisivamente para a elaboração das políticas públicas do governo. Na democracia atual, reclama-se o crescimento da participação direta. Não é mais possível pensar apenas no seu caráter representativo.

Quando falo da capacidade de negociação do presidente Lula, não desconheço sua ousadia quando necessário. Esses temas todos não são fáceis de serem apresentados à sociedade. Quando Lula vai, por exemplo, a uma conferência de LGBT, não só legitima o direito à diversidade, quanto enfrenta o pensamento conservador, que ainda tem força em nossa sociedade. Lula, mesmo que não tenha tido uma formação clássica de esquerda, foi ao longo da vida, e do governo, assumindo posições da esquerda contemporânea, tomando atitudes próprias de uma esquerda renovada. Foi ao longo do governo um extraordinário dirigente da revolução democrática em curso, que orgulhou a todos nós. Sobretudo porque, insisto, em momento algum vacilou em relação à prioridade das políticas públicas, que deveriam estar voltadas, como estiveram, para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.

Essa não é, como se sabe, como já disse, uma caminhada fácil. Chegar a isso exigiu muita luta. Confesso que alimentei ilusões de um debate de bom nível sobre o Brasil nessas eleições. Especialmente porque olhava para o passado de Serra, e imaginava que ele tentasse ser digno dele. Penso no passado de resistência à ditadura e de seu papel como ex-presidente da UNE. Até de sua capacidade de formulação intelectual. Enganei-me. Serra assumiu no primeiro turno posições próprias da extrema-direita, lamentavelmente. E escondeu o seu programa neoliberal, como escondeu o próprio Fernando Henrique Cardoso. Preferiu ser um udenista tardio, um Lacerda do novo milênio. Lacerda foi a tragédia, Serra a triste, melancólica farsa.

Quem sabe, no segundo turno ele consiga travar um debate de melhor nível. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza. Em duas eleições demonstramos nossa capacidade. E vamos também demonstrar nas deste ano.

O segundo turno permitirá uma discussão mais aprofundada do nosso projeto. Devemos dizer que a revolução democrática deve caminhar mais. Sempre e sempre com base na democracia, na participação cada vez mais consciente do nosso povo, e não apenas nas eleições, mas também nestas, sempre. Insistir que nosso projeto pretende garantir mais e mais a distribuição de renda. Combater a desigualdade social profunda que ainda nos afeta. Ir fundo na revolução educacional iniciada nos primeiros oito anos. Assegurar o desenvolvimento sustentável. Crescimento econômico a taxas altas não pode nos inebriar e nos levar a uma política que não leve em conta a importância da preservação do meio ambiente. Enfrentar de peito aberto, com firmeza e capacidade, a questão urbana brasileira, especialmente a das médias e grandes metrópoles, que condensam nossos principais problemas nos dias de hoje.

Segundo turno é outra eleição, costuma se dizer, e com razão. Não está posto que os votos dados a Marina, mesmo que eventualmente o PV venha a apoiar Serra ou que Marina também o faça, se transfiram para o candidato tucano. Seguramente, tais votos têm um claro pendor progressista, ao menos uma grande parcela deles. E penso tendem a migrar em sua maioria para a candidatura Dilma. Ou, dito de outra forma, tendem a optar pela revolução democrática em andamento no Brasil. Claro que isso pode parecer apenas expressão do meu pensamento desejoso, e de alguma forma o é. Mas, também, é parte da análise de outras situações de segundo turno.

O povo brasileiro adiou a sua decisão, quem sabe para avaliar melhor o quadro, como o fez nas duas eleições de Lula. E agora, como agiu em relação a Lula, penso, no segundo turno também elegerá Dilma para não perder tudo que conquistou ao longo dos oito anos de governo Lula. Nossa militância, no entanto, sabe que deverá estar nas ruas, defendendo com toda firmeza o nosso projeto, a revolução democrática que está mudando a vida do povo brasileiro.

(*) Jornalista, escritor, militante político, filiado ao PT.

Fonte: Carta Maior

outubro 03, 2010

Que responsa, hein, dona Dilma?

Agora não é só esperança: é senso de dever cumprido

Que responsa, hein, dona?

Hoje vou pegar a bicicleta e sair para votar, pela primeira vez na vida, em outro candidato a presidente que não o velho Luís Inácio. Para eleger esse corintiano miserável, passei boa parte dos meus vinte anos distribuindo panfleto. Uma vez eu fiquei parado numa esquina distribuindo panfleto do Lula enquanto o cabo eleitoral do candidato da direita do meu lado distribuía vale-leite da prefeitura.

Eu já subi a Tabajaras com um homem-sanduíche da Benedita, eu já levei uma namorada para fazer campanha em favela (mesmo assim, o namoro acabou, vejam que incrível), eu usava uma camisa rosa das “Mulheres do PT”, e, quando me diziam, “porra, tu não é mulher”, eu respondia “até aí, também não sou trabalhador”. Eu me reunia com o pessoal do meu núcleo do PT num Forró, que hoje é uma boate famosa em Copacabana (aquela ali perto da República do Peru), e a gente acabava às oito para os caras do Forró poderem entrar, e o líder comunitário poder voltar pra casa antes do toque de recolher. Eu sabia o nome, e tinha uma razoável idéia do que era o programa, de coisas como o PLP, o PCR, e sabia a diferença entre as 3…4…bom, eu sabia quantas Internacionais trotskystas havia.
E a playboyzada amiga minha (gente que até hoje eu adoro) me achava um prego miserável por fazer isso, e muita gente deve estar se perguntando, porque esse sujeito pagou esse mico todo, e eu agora respondo: para chegar no ponto em que a leitura que mais me emociona é gráfico com evolução de estatísticas de pobreza nos últimos oito anos.

Não sei se a eleição acaba esse domingo, ou se ainda tem campanha, mas o partido que eu conheci não tinha medo de campanha. Se me arrumarem um homem-sanduíche não muito pesado (não tenho mais dezenove anos), Tabajara acima eu vou.

O que eu realmente queria era que todo mundo que acompanhou essa luta de vinte anos amanhã fosse votar pensando que, de besteira em besteira, de crise em crise, de decepção em decepção, DEU CERTO, PORRA! A gente fez certo, a gente mandou bem, trabalhamos direito. Os pobres brasileiros vivem melhor por causa daquela luta toda, por SUA causa, porque a gente aprendeu no caminho e não desistiu.

Hoje votaremos com esperança, mas dessa vez, não só com esperança, dessa vez também com senso de dever cumprido, de trabalho bem-feito. Dessa vez, sabendo que, aconteça o que acontecer, seja lá quantos turnos tivermos que lutar, nós já merecemos a chance que tivemos. Nem toda geração tem a chance de saborear isso, e ninguém aqui deve deixar passar a oportunidade de fazê-lo.

PS: a propósito, não percam as declarações de voto dos sempre alertas Idelber e Hugo Albuquerque. Eu sei, vocês provavelmente já leram, mas quis associar meu nome aos deles pra ver se ganho mais uma moral.

Fonte: Na Prática a Teoria é Outra

Sangue na Goela, por Jair Alves

Sangue na Goela (*)

As próximas 24 horas nos colocam diante de duas Nações brasileiras. Uma delas, voltada para um futuro brilhante, libertando-se das amarras de um Brasil atrasado; outra mergulhada num mar de incertezas, representado por um gigante adormecido onde quem pode mais chora menos. Não há dúvida que o nosso destino será decidido entre as nove e às 17 horas deste domingo, três de outubro. O que virá depois será conseqüência. O principal jornal televisivo, numa coreografia ensaiada com os dois principais Institutos de pesquisa, anuncia que “nem tudo está perdido”, que “nosso futuro é incerto”, e que “nada está decidido”. Não está mesmo! Resta saber qual o instrumento que a grande maioria da população tem para, com justiça, escolher o seu melhor caminho? É pouco compreensível que um presidente da república que, segundo esses mesmos institutos, goza de prestígio espetacular, tenha sua proposta de continuidade e estabilidade econômica e social “esculhambada” pelos veículos de comunicação. A principal peça publicitária, diz respeito a pouca experiência demonstrada pela candidata do governo. Contra isso, um argumento simples pode desmontar a farsa. Ou, uma pergunta: o quê a população efetivamente conhecia, de Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso? Presidentes que antecederam Lula à frente da Nação. A população conhece hoje Dilma Rousseff, menos ou mais do que os dois à sua época?

Duas questões explicam este momento de incerteza, fabricado pelos principais órgãos de Comunicação:

O primeiro, diz respeito aos números. São 128.805.829 brasileiros, aptos a votar neste domingo (três de outubro) e as pesquisas, quando publicadas, se baseiam no número de entrevistados, o que em si já é uma contradição. É possível dizer com pequena margem de erro que há uma semana ao menos uma, entre duas pessoas já tinha se decidido a votar na candidata de Lula. A razão é que não há dúvida sobre o que poderá acontecer nos próximos anos, com ela presidente. A certeza em cada brasileiro tem sido bem mais robusta, do que àquela às vésperas de se escolher Collor ou FHC. É possível dizer, também, que desses 50% da totalidade dos eleitores brasileiros (64 milhões), somente 10% (12,8 milhões) poderia mudar de opinião em uma semana. Vem daí a pergunta: que fato extraordinário teria acontecido nesses últimos sete dias, que pudesse reverter o quadro de tal maneira para se chegar aos números sugeridos pelas pesquisas nessa noite de sábado? Nada, absolutamente nada, se comparada às barbaridades proferidas pelas revistas e jornais, ou pelo principal oponente ao longo das três primeiras semanas de setembro. A resposta está na forma matreira como tem sido apresentado o resultado das pesquisas, nesses últimos dias. Fala-se, agora, em um percentual sobre os votos válidos. Mas, que bola de cristal nós temos (ou, quem sabe, esses dois institutos tenham) que possa garantir qual será o percentual de comparecimento ás urnas, e o principal, qual extrato social irá se abster, e por qual razão? Trocando em miúdos, os Institutos disseram neste sábado que seis milhões e quatrocentos mil brasileiros aptos a votar, mudaram de opinião como num passe de mágica. Isso, nós vamos conferir dentro de algumas horas.

Segunda questão, e a mais grave - o que transforma esse otimismo, demonstrado pela maioria da população brasileira, numa reprovação beirando a cólera, e que vem alimentando a linha editorial e as centenas de mensagens iradas pela Internet, muitas delas próximas à insanidade? A razão de tamanho ódio, paradoxalmente quando atingimos este nível de otimismo numa população que tem tudo para se considerar vivendo no inferno, é o mesmo mote que transformou a descoberta das riquezas do pré-sal numa disputa sovina, despertando a cobiça dos já endinheirados, e dos pretendentes a novos ricos. Isso assusta, pois esta parcela diminuta pode incendiar um plenário disperso, sem veículos de comunicação, imparciais. Isso explica, também, porque as “denúncias” ligadas ao sigilo fiscal e bancário não colaram. Segundo esta parcela, o vice-presidente do PSDB e a filha de Serra se deram bem. Já no caso de uma hipotética propina de 100 mil reais, do filho (da agora ex-ministra) despertou a revolta escondida, dessa legião dos candidatos a novos ricos. “Por quê, não eu?”. Paradoxal, ainda, que façam uso justamente da moralidade, quando essa moral está muito distante do seu objetivo como proposta de vida.

Esta mesma parcela diminuta e radical é capaz de se organizar, pois parodiando um revolucionário brasileiro morto durante a ditadura - a ação mobiliza. A ação proposta por esta parcela, é destruir, desestabilizar e, se for preciso, matar;  e não escrever uma nova história harmoniosa para a Nação Brasileira.

Jair Alves – dramaturgo 03/10/2010

(*) Verso de referência do compositor Gordurinha feito a Rui Barbosa

E Rui Barbosa, cabra de sangue na goela,
Foi pra Inglaterra ensinar inglês

do frevo Baiano Burro Nasce Morto

imortalizado na voz de Jackson do Pandeiro

OBS: aproveito deixando aqui homenagem a ator Mário Tupinambá, falecido recentemente

BOM DI(lm)A. Vote 13, para o Brasil seguir mudando.

Nota do Blog: Hoje, dia 3 de outubro de 2010, o Amazonas deve dar a Dilma Roussef a maior votação proporcional que um candidato à presidência da república já recebeu no Brasil. Ela repetirá e ultrapassará a votação que Lula recebeu em eleições passadas. Vote 13. Vai dar borboleta na cabeça.

outubro 01, 2010

A participação das mulheres brasileiras na democratização dos poderes


dilmanaweb | 30 de setembro de 2010

A participação das mulheres brasileiras na democratização dos poderes.
Marilza De Melo Foucher (*)


As mulheres têm tido um papel importante nas transformações socioculturais e políticas no Brasil. Mesmo que estas conquistas se inscrevam dentro de um lento processo, com certos zigszags, recuos e avanços.

Desde 1932 a mulher brasileira conquistou o direito de votar, entretanto, o fato de votar não sacudiu em quase nada o alicerce da estrutura conservadora da sociedade brasileira. Todavia vale reafirmar que a mulher brasileira sempre integrou o cenário político de conquistas sociais e, sobretudo no processo de democratização do Brasil.

Como estamos em vésperas de eleições, depois de escrever 3 artigos visando estimular o debate político em outras áreas, não poderia deixar de escrever algo sobre evolução do papel político das mulheres no Brasil. Percebi que nessas eleições a participação das mulheres na política eletiva bate todos os recordes. Esse fato é um orgulho para qualquer brasileira, independente de sua opção política. Contar com a presença das mulheres, na disputa pelo mais alto posto do poder eletivo é motivo de grande emoção.

Apesar da existência da sub-representação política da mulher no poder legislativo, entretanto, isto não significa que a mulher brasileira tenha pouca participação política, não podemos esquecer que elas foram às principais protagonistas que permitiram a emergência de uma nova sociedade civil e vem participando ativamente na luta pela inclusão social dos das camadas pobres e excluídos do progresso econômico brasileiro. Chamo atenção sobre o uso da palavra política às vezes pode criar uma confusão semântica. As mulheres, através da participação popular estão no âmago da vida política brasileira.

As mulheres de minha geração, que lutaram contra a ditadura no Brasil não podem ser apresentadas como terroristas, tais como a mídia conservadora tentou passar junto à opinião publica. A caricatura que eles fizeram da candidata Dilma é demonstrativo da falta de reconhecimento por milhares de mulheres lutaram por conquistas sociais e pela democracia no Brasil.

Mulheres guerreiras protagonistas da democratização dos poderes.

Para não alongar a historia vamos relembrar os anos 70. Em plena ditadura, um grupo de mulheres de São Paulo e Rio, diga-se de passagem, de origem burguesa, vão conseguir se aproveitar do evento do ano internacional da mulher decretada pela ONU em 1975, para organizar o primeiro encontro sobre o comportamento da mulher na realidade brasileira. Apesar de terem sido criticadas por algumas feministas que consideraram este encontro de mulheres, meio morno e, apolítico, este encontro vai oferecer pela primeira vez a oportunidade de politizar o feminismo brasileiro. Com a criação do movimento da anistia internacional as mulheres exiladas na Europa, Estados Unidos regressam ao Brasil e será o marco mais relevante para a evolução da causa feminista brasileira.

Sem duvida nenhuma, podemos afirmar que o retorno das mulheres intelectuais exiladas nos anos 80, irá contribuir para enriquecer o debate sobre questões femininas e dinamizar a luta das mulheres na conquista de direitos. Elas conseguiram fazer emergir um feminismo acadêmico comprometido com a ação. A teoria se juntou a pratica e a questão feminina se politiza no combate pela democratização dos poderes.

Vamos tomar a historia do poder como testemunho dessa evolução. O poder foi sempre detido pelos homens que seja na família (esfera domestica), na sociedade (esfera social) ou no Estado (esfera política). Toda análise de desigualdade entre mulheres e homens deve levar em conta, essas 3 esferas: domestica, social e política. Daí pode-se dizer que o poder sempre foi conjugado no masculino. O poder, este obscuro objeto do desejo masculino foi sempre percebido ao longo da historia societal como um território masculino proibido de ser exercido pelas mulheres! Porém as mulheres simplesmente almejam um equilíbrio de poder, com os mesmos direitos e mesmos deveres.

As mulheres exiladas brasileiras entenderam que o poder deveria ser conjugado no masculino e feminino, e tinham consciência que as conquistas femininas em qualquer lugar do mundo, se deram dentro de uma enorme resistência às mudanças estruturais...
Essas mulheres guerreiras que enfrentaram sem medo a ditadura, arriscando às vezes à própria vida passaram então a socializar experiências e aprendizados com outras mulheres.
Deferentes centros de pesquisas sobre questões femininas, sobre o papel da mulher nas diferentes esferas do poder foram criados praticamente em todas as universidades brasileiras. Também surgiram varias associações feministas, movimentos de mulheres, centros de mulheres contra a violência.

As mulheres intelectuais na maioria de classe média, algumas de famílias ricas irão descobrir os bairros populares, as favelas, vão conhecer diversas iniciativas desenvolvidas em “clubes de mães”, organizações sociais, comunidades eclesiais de base, apoiadas pela ala da igreja católica progressista. A teologia da liberação estava na época muito presente nesses lugares. Elas vão estabelecer contatos com mulheres simples, confrontadas a outra realidade, além do combate feminista elas tinham que assegurar o dia a dia.
O baixo nível de educação e a falta de capacitação não permitiam a essas mulheres entenderem certas “divagações” teóricas originarias dos Estados Unidos e Europa abraçada por uma intelectualidade feminista. O encontro entre esses dois universos, um oriundo da pequena e da grande burguesia, outro de mulheres humildes, que levam uma batalha dura para sobreviverem, vai ser extremamente profícuo a evolução da causa feminista brasileira.

Temas até então considerados tabus, vão surgir nas discussões, tais como: as diferentes formas de violências feitas às mulheres, o controle da natalidade, o uso de preservativos, da contracepção, a apropriação do corpo, dentre outros. A militância feminina vai então sair da capela intelectual para contextualizar a realidade para depois conceptualiza-la. Uma nova perspectiva de lutas se abre agregando novas temáticas às pesquisas universitárias. Do qual seus resultados vão dividir certas correntes do feminismo brasileiro. Por exemplo, a noção de gênero passará a ser uma temática transversal dentro de todos os movimentos sociais que lutam para transformar a realidade brasileira. A questão do exercício da cidadania passa a ser uma questão sine qua non para as mulheres, passarão a ocupar todos os espaços para democratizar os poderes, seja ele na esfera doméstica, social ou na esfera do Estado.
Esta reafirmação de igualdade, não é em nenhum momento reivindicada em detrimento das diferenças. Os homens serão também associados à questão do gênero. O movimento das mulheres e o movimento feminista terminarão por ser entenderem e sairão dos centros urbanos para a periferia e zona rural.

O feminismo pragmático que contextualiza a realidade para poder agir em conseqüência, sem negar a necessidade teórica, ganha terreno e legitimidade. A teoria feminista brasileira se enriquece e o feminismo muda também de pele e de classe social. Ele passa a ser mestiço, preto, branco, colorido e popular. As mulheres excluídas passam a ser sujeitos políticos. Pouco a pouco elas deixam de serem invisíveis e irão participar em todas as frentes de combates, principalmente na democratização do Brasil.

Assim vai a mulher brasileira conquistando o espaço político e se impõe como interlocutora visível nas transformações sócio-politica-cultural-ambiental e econômica do Brasil. Sem nenhuma pretensão podemos dizer que as mulheres brasileiras não esperaram pelos homens políticos para validarem seus direitos, elas participaram ativamente na nova constituição e formam um grupo de pressão fundamental para o fortalecimento e inovação da vida política brasileira. A paridade não se decreta a paridade se conquista.

Estou convicta que as mulheres brasileiras votarão em Dilma. Votarão em Dilma não pelo fato de ser mulher, votarão em Dilma porque ela foi também protagonista de nossa historia de lutas por um Brasil democrático e sem exclusão social, nem política.
As mulheres brasileiras, mesmo sabendo que Dilma é uma aliada, continuarão como grupo de pressão político, a fim de ajudar o Governo de Dilma a continuar com a missão do governo Lula. Contamos contigo mulher guerreira, para que possas mudar a concepção e pratica do desenvolvimento, que não seja pautado somente no econômico, um desenvolvimento ainda mais humano, mais solidário, mais articulado setorialmente, onde o econômico não massacre a natureza, onde a cultura, a educação seja privilegiada e que nenhum serviço público, seja transformado em valor mercantil, submetidos a resultados econômicos. Um verdadeiro desenvolvimento que possa reduzir ainda mais as desigualdades sociais, as discriminações de toda ordem. Com a participação ativa da cidadania política, seremos capazes de construir uma sociedade mais fraterna em que mulheres e homens se apropriem e cuidem bem desse imenso território chamado Brasil.

* Doutora em Economia
Participou do movimento feminista na França e como responsável de projetos numa agência Francesa de desenvolvimento apoiou varias organizações feministas no Brasil e América do Sul.

setembro 30, 2010

Para votar no dia 3 de outubro, basta um documento com fotografia


dilmanaweb | 30 de setembro de 2010 
Nota do blog: Durante seu pronunciamento no STF, Gilmar Mendes reclamou que não se pode ser pressuroso em derrubar a exigência de 2 documentos para votar. Mas, liberar o Dantas em 24 h pode. 

setembro 29, 2010

Lula alerta contra boatos na campanha, e e-mails falsos sobre Dilma Roussef são desmentidos num único post

 

 dilmanaweb | 29 de setembro de 2010

Todos os emails falsos sobre Dilma Rousseff desmentidos num único post



Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fizemos uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:

A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb

A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc

O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ

Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW

Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX

Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn

Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg

Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH

Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t

Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F

Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58

Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c

Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p


Fonte: Seja Dita a Verdade

Fonte: #dilmanarede

Nota do blog: Se você tiver um(a) amigo(a) mau caráter, desses que reproduzem informações falsas, que estão se lixando para a idoneidade da fonte, que querem ver o "circo pegar fogo" a qualquer preço, e cedem à tentação de fazer circular calúnias contra a candidata Dilma Roussef; caso tenha recebido algum dos e-mails acima, você está precisando melhorar suas companhias. Não se faz política maiúscula com informações de baixo nível. Mesmo que você esteja no centro da luta entre classes, o fato é que, maniqueismos à parte, enquanto os ricos não tem o que reclamar, os pobres só tem a festejar. E la nave va. 

setembro 26, 2010

Programa não recomendado para quem vive à sombra dos três monopólios: do dinheiro, da terra e da palavra


dilmanaweb | 25 de setembro de 2010

Balanço da campanha na sua reta final
Por Emir Sader
A velha imprensa ainda pode tentar novos golpes. Não se deve excluir a exploração de algum parente de vitima militar de alguma ação da resistência armada à ditadura, tentando vinculá-la a Dilma. Ela nunca participou de ações, menos ainda que tivessem vítimas do lado da ditadura. Mas como é um vale tudo, pode-se considerar a possibilidade desse tipo de manipulação.


Nota do blog: O título deste post é uma homenagem ao combativo sociólogo Emir Sader, autor da frase.