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novembro 03, 2010

Uma lição sobre cisco e trave no olho, avec José Ribamar Bessa Freire

PICICA: Quelque chose a changé avec José Ribamar Bessa Freire. Il est le père spirituel de PICICA. Il a les pieds sur terre. Il n'a pas peur de dire ce qu'il pense. Malheurement, j'ai écouté ce qu'il a dit mais je ne l'ai pas pris au sérieux. Mon Dieu! Serrá e Marriná, ils sont "farrinha de memê sac". Sacanagens à parte não escreveria estas mal traçadas, não fosse o enorme carinho que todos temos pelo considerado Bessa. Além do mais ele é o tio da Clélia, e uma das pessoas mais bem humoradas que já conheci. Mas, meu compadre, ser entrevistado pela nossa estimada Marilza de Melo Foucher, falar das alianças de Dilma e esquecer das de Marina, é olhar o cisco no olho do irmão, e não perceber a trave que está no próprio olho. Com o carinho deste seu piciqueiro de sempre, je vous embrasse. Rogelio Casado.
Analyse du resultat des elections par Jose Ribamar Bessa, professeur a l universite de Rio de Janeiro

outubro 01, 2010

A participação das mulheres brasileiras na democratização dos poderes


dilmanaweb | 30 de setembro de 2010

A participação das mulheres brasileiras na democratização dos poderes.
Marilza De Melo Foucher (*)


As mulheres têm tido um papel importante nas transformações socioculturais e políticas no Brasil. Mesmo que estas conquistas se inscrevam dentro de um lento processo, com certos zigszags, recuos e avanços.

Desde 1932 a mulher brasileira conquistou o direito de votar, entretanto, o fato de votar não sacudiu em quase nada o alicerce da estrutura conservadora da sociedade brasileira. Todavia vale reafirmar que a mulher brasileira sempre integrou o cenário político de conquistas sociais e, sobretudo no processo de democratização do Brasil.

Como estamos em vésperas de eleições, depois de escrever 3 artigos visando estimular o debate político em outras áreas, não poderia deixar de escrever algo sobre evolução do papel político das mulheres no Brasil. Percebi que nessas eleições a participação das mulheres na política eletiva bate todos os recordes. Esse fato é um orgulho para qualquer brasileira, independente de sua opção política. Contar com a presença das mulheres, na disputa pelo mais alto posto do poder eletivo é motivo de grande emoção.

Apesar da existência da sub-representação política da mulher no poder legislativo, entretanto, isto não significa que a mulher brasileira tenha pouca participação política, não podemos esquecer que elas foram às principais protagonistas que permitiram a emergência de uma nova sociedade civil e vem participando ativamente na luta pela inclusão social dos das camadas pobres e excluídos do progresso econômico brasileiro. Chamo atenção sobre o uso da palavra política às vezes pode criar uma confusão semântica. As mulheres, através da participação popular estão no âmago da vida política brasileira.

As mulheres de minha geração, que lutaram contra a ditadura no Brasil não podem ser apresentadas como terroristas, tais como a mídia conservadora tentou passar junto à opinião publica. A caricatura que eles fizeram da candidata Dilma é demonstrativo da falta de reconhecimento por milhares de mulheres lutaram por conquistas sociais e pela democracia no Brasil.

Mulheres guerreiras protagonistas da democratização dos poderes.

Para não alongar a historia vamos relembrar os anos 70. Em plena ditadura, um grupo de mulheres de São Paulo e Rio, diga-se de passagem, de origem burguesa, vão conseguir se aproveitar do evento do ano internacional da mulher decretada pela ONU em 1975, para organizar o primeiro encontro sobre o comportamento da mulher na realidade brasileira. Apesar de terem sido criticadas por algumas feministas que consideraram este encontro de mulheres, meio morno e, apolítico, este encontro vai oferecer pela primeira vez a oportunidade de politizar o feminismo brasileiro. Com a criação do movimento da anistia internacional as mulheres exiladas na Europa, Estados Unidos regressam ao Brasil e será o marco mais relevante para a evolução da causa feminista brasileira.

Sem duvida nenhuma, podemos afirmar que o retorno das mulheres intelectuais exiladas nos anos 80, irá contribuir para enriquecer o debate sobre questões femininas e dinamizar a luta das mulheres na conquista de direitos. Elas conseguiram fazer emergir um feminismo acadêmico comprometido com a ação. A teoria se juntou a pratica e a questão feminina se politiza no combate pela democratização dos poderes.

Vamos tomar a historia do poder como testemunho dessa evolução. O poder foi sempre detido pelos homens que seja na família (esfera domestica), na sociedade (esfera social) ou no Estado (esfera política). Toda análise de desigualdade entre mulheres e homens deve levar em conta, essas 3 esferas: domestica, social e política. Daí pode-se dizer que o poder sempre foi conjugado no masculino. O poder, este obscuro objeto do desejo masculino foi sempre percebido ao longo da historia societal como um território masculino proibido de ser exercido pelas mulheres! Porém as mulheres simplesmente almejam um equilíbrio de poder, com os mesmos direitos e mesmos deveres.

As mulheres exiladas brasileiras entenderam que o poder deveria ser conjugado no masculino e feminino, e tinham consciência que as conquistas femininas em qualquer lugar do mundo, se deram dentro de uma enorme resistência às mudanças estruturais...
Essas mulheres guerreiras que enfrentaram sem medo a ditadura, arriscando às vezes à própria vida passaram então a socializar experiências e aprendizados com outras mulheres.
Deferentes centros de pesquisas sobre questões femininas, sobre o papel da mulher nas diferentes esferas do poder foram criados praticamente em todas as universidades brasileiras. Também surgiram varias associações feministas, movimentos de mulheres, centros de mulheres contra a violência.

As mulheres intelectuais na maioria de classe média, algumas de famílias ricas irão descobrir os bairros populares, as favelas, vão conhecer diversas iniciativas desenvolvidas em “clubes de mães”, organizações sociais, comunidades eclesiais de base, apoiadas pela ala da igreja católica progressista. A teologia da liberação estava na época muito presente nesses lugares. Elas vão estabelecer contatos com mulheres simples, confrontadas a outra realidade, além do combate feminista elas tinham que assegurar o dia a dia.
O baixo nível de educação e a falta de capacitação não permitiam a essas mulheres entenderem certas “divagações” teóricas originarias dos Estados Unidos e Europa abraçada por uma intelectualidade feminista. O encontro entre esses dois universos, um oriundo da pequena e da grande burguesia, outro de mulheres humildes, que levam uma batalha dura para sobreviverem, vai ser extremamente profícuo a evolução da causa feminista brasileira.

Temas até então considerados tabus, vão surgir nas discussões, tais como: as diferentes formas de violências feitas às mulheres, o controle da natalidade, o uso de preservativos, da contracepção, a apropriação do corpo, dentre outros. A militância feminina vai então sair da capela intelectual para contextualizar a realidade para depois conceptualiza-la. Uma nova perspectiva de lutas se abre agregando novas temáticas às pesquisas universitárias. Do qual seus resultados vão dividir certas correntes do feminismo brasileiro. Por exemplo, a noção de gênero passará a ser uma temática transversal dentro de todos os movimentos sociais que lutam para transformar a realidade brasileira. A questão do exercício da cidadania passa a ser uma questão sine qua non para as mulheres, passarão a ocupar todos os espaços para democratizar os poderes, seja ele na esfera doméstica, social ou na esfera do Estado.
Esta reafirmação de igualdade, não é em nenhum momento reivindicada em detrimento das diferenças. Os homens serão também associados à questão do gênero. O movimento das mulheres e o movimento feminista terminarão por ser entenderem e sairão dos centros urbanos para a periferia e zona rural.

O feminismo pragmático que contextualiza a realidade para poder agir em conseqüência, sem negar a necessidade teórica, ganha terreno e legitimidade. A teoria feminista brasileira se enriquece e o feminismo muda também de pele e de classe social. Ele passa a ser mestiço, preto, branco, colorido e popular. As mulheres excluídas passam a ser sujeitos políticos. Pouco a pouco elas deixam de serem invisíveis e irão participar em todas as frentes de combates, principalmente na democratização do Brasil.

Assim vai a mulher brasileira conquistando o espaço político e se impõe como interlocutora visível nas transformações sócio-politica-cultural-ambiental e econômica do Brasil. Sem nenhuma pretensão podemos dizer que as mulheres brasileiras não esperaram pelos homens políticos para validarem seus direitos, elas participaram ativamente na nova constituição e formam um grupo de pressão fundamental para o fortalecimento e inovação da vida política brasileira. A paridade não se decreta a paridade se conquista.

Estou convicta que as mulheres brasileiras votarão em Dilma. Votarão em Dilma não pelo fato de ser mulher, votarão em Dilma porque ela foi também protagonista de nossa historia de lutas por um Brasil democrático e sem exclusão social, nem política.
As mulheres brasileiras, mesmo sabendo que Dilma é uma aliada, continuarão como grupo de pressão político, a fim de ajudar o Governo de Dilma a continuar com a missão do governo Lula. Contamos contigo mulher guerreira, para que possas mudar a concepção e pratica do desenvolvimento, que não seja pautado somente no econômico, um desenvolvimento ainda mais humano, mais solidário, mais articulado setorialmente, onde o econômico não massacre a natureza, onde a cultura, a educação seja privilegiada e que nenhum serviço público, seja transformado em valor mercantil, submetidos a resultados econômicos. Um verdadeiro desenvolvimento que possa reduzir ainda mais as desigualdades sociais, as discriminações de toda ordem. Com a participação ativa da cidadania política, seremos capazes de construir uma sociedade mais fraterna em que mulheres e homens se apropriem e cuidem bem desse imenso território chamado Brasil.

* Doutora em Economia
Participou do movimento feminista na França e como responsável de projetos numa agência Francesa de desenvolvimento apoiou varias organizações feministas no Brasil e América do Sul.

setembro 24, 2010

A derrota da mídia tradicional

Ivan Cabral
Postada em esqerdopata.blogspot.com
Velha mídia, nova derrota
Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas

Por Marilza de Melo Foucher

Uma vez mais a mídia tradicional brasileira será derrotada numa eleição presidencial. Ela assumiu nas ultimas eleições de Lula, e agora com Dilma, a candidata de Lula, o principal papel de opositor. A chamada grande imprensa brasileira, que de grande não tem nada, tendo em vista sua parcialidade, sempre detestou o cidadão Lula e o presidente Lula. Não se conhece na historia republicana mundial um presidente que tenha sido tão desrespeitado quanto Lula.

Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas. Tentaram por todos os meios impedir que chegasse ao poder. Como Lula persistiu, foi eleito e reeleito para o desespero deles, passaram a praticar uma oposição permanente ao governo, sem nenhuma visão critica. Foram incapazes de reconhecer que o governo conseguiu desenvolver um bom trabalho de inclusão social, diminuindo consideravelmente as desigualdades no território brasileiro. Foram também incapazes de reconhecer que hoje o Brasil é exemplo internacional na luta contra a fome, que tem credibilidade internacional.

Tentam agora, a todo custo, criar sensacionalismo por meio de um clima permanente de denúncias sem provas. Esta passou a ser a única estratégia para desacreditar o governo Lula e sua candidata. Nesses últimos anos o debate político no Brasil perdeu o brilho da racionalidade que exige a boa análise. Aquela que contextualiza, que coloca a nu certas contradições e cujo conteúdo leva o leitor a refletir sobre sua realidade.


A TV Globo, certas revistas e jornais alimentaram e provocaram sempre o baixo nível do debate político no Brasil e nada ajudaram na construção de uma cidadania política. O pior, para essa mídia reacionária, é que o presidente Lula, que tanto lutou pela democratização do Brasil, nunca utilizou da censura. A imprensa sempre teve total liberdade. No fundo eles gostariam de provocar o acirramento para serem censurados, assim poderiam acusar o Lula de ditador!

Também para o desespero desse tipo de mídia, acostumada a manipular a opinião publica brasileira, um parte da população passou a ter acesso a outro tipo de informação política via internet, que vai proporcionar outro tipo de debate político, com efeito multiplicador nos centros de formação de opinião, fora do “padrão globo” habitual. Houve também um amadurecimento político no exercício da cidadania. Os brasileiros, mesmo sendo críticos a certos projetos do governo Lula, reconhecem que o Brasil mudou para melhor e querem a continuidade com Dilma.

O Brasil é hoje uma grande nação e merece que o jornalismo seja praticado dentro do rigor intelectual necessário. Nada de bajulação, apenas neutralidade necessária para analisar os fatos tais como eles se apresentam. Um jornalismo independente do poder político enaltecerá sem duvida a democracia dessa jovem nação. Felizmente nos restam alguns jornais e poucas revistas politicamente corretos.

O que fazer, seu Zé?

Lamentavelmente, José Serra perdeu a capacidade política de participar num debate digno de uma eleição presidencial. Trata-se de um momento propício para a confrontação de idéias, programas sobre o que cada um tem a propor para o povo brasileiro. Quando a política perde seu “P” maiúsculo, a politicagem assume o picadeiro do circo. Aí vira esse triste espetáculo que só enfraquece a jovem democracia brasileira.

O governador Serra, que viveu exilado no Chile, poderia pelo menos ter uma visão mais digna de um homem político que lutou pela democracia. Ou ele é cego ou vê mal a realidade brasileira, daí não aceita comparar os resultados do governo FHC (de que participou) com o governo Lula. Daí o desespero e despreparo político de Serra para enfrentar uma conjuntura econômica e política mais propícia ao governo de Lula. Seu comportamento de vampiro que quer sugar sua adversária, gorgolejando palavras ferinas em nada enaltece o modo de exercer um cargo político.

Ele esquece, junto com seus aliados da mídia reacionária, que o povo hoje está vacinado contra o efeito nefasto do padrão Globo. Espera dos políticos outro tipo de comportamento. Quer propostas concretas para assegurar o futuro de um Brasil para todos, sem exclusão.

Marilza de Melo Foucher
é doutora em economia e especializada em desenvolvimento territorial integrado e solidário


Fonte: Outras Palavras

Nota do blog: A charge acima é cortesia do PICICA. Ela não consta no post de Outras Palavras. 

setembro 17, 2010

Conquêtes sociales: Fierté ou handicap?

Manifestação contra Sarkozy
Foto: Gregory Pigot - GranAngular

Conquêtes sociales: Fierté ou handicap?


Conquêtes sociales : fierté ou handicap ?

La France traverse une période sombre de son histoire politique. Son modèle républicain vacille. 

Que ce soit pour les citoyens ou leurs gouvernants, de gauche comme de droite, les conquêtes sociales du XXe siècle constituaient le socle de la république française.
Elles sont représentées, aujourd'hui, par la droite Sarkozyste comme un handicap.

A travers l'idéologie qu'il véhicule, le gouvernement, issu du pouvoir de l'argent, assène sans relâche un message simple, voire simpliste : le modèle social français serait obsolète !

Le principal vecteur de ce message ce sont les médias qui véhiculent sans véritable objectivité ni sens critique cette idéologie. Force est de constater que la démocratie d'opinion fait loi.

Il est regrettable qu'une grande partie des journalistes de la télévision, des radios et de la presse écrite acceptent d'endosser cette image. 

Le martèlement médiatique dure déjà plusieurs années. Il présente à l'opinion publique les conquêtes sociales comme un frein au progrès.
La France serait rétrograde, en retard sur les autres pays. et ferait peser un vrai handicap sur l'Europe.
La gauche ne serait plus porteuse d'aucun projet.
Quel français n'a pas perçu ces messages ? 

Pourtant, la république française se définit comme : Une et indivisible, laïque, démocratique, sociale. Les principes de citoyenneté sur lesquels elle repose sont Liberté, égalité et fraternité. Elle doit garantir à tous une aide de la collectivité pour affronter les difficultés que chacun peut rencontrer au cours de sa vie (maladie, chômage). Cette solidarité est palpable et se traduit dans les faits par des services tels que la Sécurité sociale, la santé, la justice, l'éducation pour tous. 

Mais qui le rappelle encore ? Qui transmet cette histoire ? 

La régression des valeurs républicaines semble inéluctable, annihilant ainsi tous les efforts de la démocratie sociale pour une meilleure prise en compte de la citoyenneté. 

Ceux qui résistent au nouveau modèle sont des dinosaures, des rétrogrades sont pointés du doigt, ils empêcheraient la France, l'Europe d'avancer dans un monde globalisé Aujourd'hui  l'expansion de cette droite a été un peu affaibli  par la crise économique, toutefois elle a tellement de pouvoir qu'elle a déjà laissé son emprunt dans la société auquel l'individualisme prime sur l'intérêt collective. La conception de l'Etat en tant que défenseur de l'intérêt général n'existe plus pour la droite Sarkozyste, l'esprit républicain est enterré ! Elle essaie de détruire les valeurs du monde de travail, du monde intellectuel lié à la recherche de sciences humaines. Ce martèlement  dure depuis tellement longtemps, que l'opinion publique finit par adhérer cette fatalité.La France a bien changée, dans les années 80 les journalistes faisaient des analyses politiques percutantes et contradictoires, ils connaissaient bien leurs dossiers  et respectaient une certaine déontologie professionnelle. Ce type de journalisme avait une réputation internationale et faisait école partout où la liberté d'expression était mise en cause. Pourquoi les nouveaux propriétaires financiers de  la presse semblent-ils avoir disqualifié ce type de journalisme ?

Le peuple français a lutté durement pour acquérir et défendre ses acquis sociaux. 

De nombreuses catégories sociales sont descendues  dans les rues pour crier leur révolte. Ne touche pas à mes droits ! Ne touche pas à mon école ! Ne touche pas à mon pote !
L'esprit démocratique de la république française primait et le droit de  grève était la traduction sociale de liberté politique.

Mais aujourd'hui la télévision nous assène que les français en auraient marre des grévistes. Fini la solidarité du chacun pour tous, aujourd'hui le chacun pour soi remplace la société du droit.
La république française serait prête à brader ses valeurs d'égalité et de liberté, indissociables de la fraternité. 

Autrefois valorisée, la citoyenneté semble aujourd'hui en déshérence. Faut-il vraiment le  croire ?

Aujourd'hui les compagnons de genre humain vaguent sur les pavés de la ruine sociale. 

Triste France qui a perdu le sens la fraternité. 

Triste France qui a perdu son identité. 

Aujourd'hui, la majorité des médias ressassent la rhétorique de la droite conservatrice au pouvoir : les pays de l'Union européenne ont tous augmenté l'âge de la retraite, la France devrait faire de même.

Rien d'étonnant en somme, l'Europe étant  devenue majoritairement conservatrice, l'échiquier politique étant dominé par la droite néolibérale. 

Il est temps de mettre la citoyenneté politique au service de la  République.

La fraternité repose sur le respect de la dignité humaine et de la solidarité entre les hommes et femmes. Elle n'est pas ringarde, elle est moderne !

Ne touche pas à ma NATION !

Sans rêve, la réalité perd la saveur du défi !


Marilza de Melo Foucher
Docteur en Economie, spécialiste en développent territorial intégré

Fonte: Mediapart

julho 16, 2010

Petição de apoio ao jornal Mediapart

Nota do blog: Aos amigos jornalistas, professores universitários, organizações populares que viveram e estudaram na França, que tem relação com a França, se voces puderem divulgar e assinar essa petição em defesa de uma justiça independente e imparcial ficarei agradecida. A situação na França de Sarkozy mudou muito. Antes a gente assinava coisas daqui pra lá, em solidariedade com o Brasil e América Latina, hoje os intelectuais franceses solicitam solidariedade e apoio de voces. O Jornal Médiapart, que eu colaboro, está sendo perseguido em justiça porque ter divulgado a relação do Ministro de Finanças de Sarkozy, ao mesmo tempo responsável das finanças do partido do Sarko, o UMP, com a familia Bittencourt, a dona da Loreal. Descobriram todo um sistema de corrupção, pior que no período do Chirac! Assinem a petição no endereço abaixo:
 
Hola amigos, amigas del conosur, de nuestra america del sur, por favor hacer circular y assinar la petition precisamos de la solidariedad sulamericana. Ese periodico que yo colaboro estar sendo difamado, processado por denunciar el mayor escandalo de corruption del sistema sarkozy! 
Fraternura
Marilza de Melo Foucher


La rédaction de Mediapart

Déjà plus de 11.000 signataires de l'appel pour une justice indépendante et impartiale

Mediapart accueille l'Appel du 14-Juillet pour une justice indépendante et impartiale dans les affaires Bettencourt. Vous pouvez le signer en ligne ci-dessous.
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APPEL DU 14 JUILLET 
Pour une justice indépendante et impartiale 
À propos des affaires Bettencourt
Les affaires Bettencourt qui dominent la vie politique française depuis plus de trois semaines donnent en spectacle une justice aux antipodes des principes directeurs du procès pénal et des exigences du droit européen récemment rappelées par la Cour européenne des droits de l'homme dans ses arrêts «Medvedyev».
Le procureur de la République de Nanterre comme le procureur général de Versailles, du fait de leur lien direct et statutaire avec le pouvoir exécutif, ne peuvent présenter aucune garantie d'impartialité.
Quant à la procédure d'enquête préliminaire privilégiée par le pouvoir dans ce dossier, elle est secrète et non contradictoire.
Il est urgent qu'une instruction soit ouverte et qu'elle soit confiée à un collège de juges indépendants respectant les règles du procès équitable, notamment la présomption d'innocence, le principe du contradictoire et les droits de la défense.  
Le discrédit jeté sur notre justice ne doit plus durer.  
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Les cinquante premiers signataires 
1. Christine Lazerges, professeur de droit à l'université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, présidente du club Droits, Justice et Sécurités;
2. Thomas Clay, doyen de la faculté de droit de Versailles , président d'honneur du club Droits, Justice et Sécurités;
3. Gilbert Flam, magistrat, secrétaire général du club Droits, Justice et Sécurités;
4. Simone Gaboriau, magistrat, vice-présidente du club Droits, Justice et Sécurités;
5. Sabrina Goldman, avocat, secrétaire générale-adjointe du club Droits, Justice et Sécurités;
6. Caroline Diot, avocat, secrétaire générale-adjointe du club Droits, Justice et Sécurités;
7. Elisabeth Guigou, députée, ancienne Garde des Sceaux;
8. Paul Cassia, professeur de droit à l'université Paris 1 Panthéon-Sorbonne;
9. Yves Cochet, député, ancien ministre;
10. Emmanuelle Saulnier, professeur de droit à l'université de Versailles;
11. Arnaud Montebourg, député;
12. Alain Molla, avocat;
13. Sandrine Mazetier, députée;
14. Frédérique Cassereau, avocat, maître de conférences à l'IEP de Paris;
15. Alain Anziani, sénateur;
16. William Bourdon, avocat;
17. Bernard Derosier, député;
18. Matthias Guillou, avocat;
19. Alain Vidalies, député;
20. Christophe Leguevaques, avocat;
21. George Pau Langevin, députée;
22. Christian Mouhanna, chercheur;
23. Jean-Marc Mojica, avocat;
24. Elisabeth Auerbacher, avocat;
25. Noël Mamère, député;
26. Patrick Klugman, avocat;
27. Olivier Dussopt, député;
28. Xavier Autain, avocat;
29. Jean-Pierre Versini-Campinchi, avocat;
30. Jean-Pierre Dintilhac, magistrat honoraire;
31. Guy Delcourt, député;
32. Françoise Neher, magistrat honoraire;
33. Guillaume Barbe, avocat;
34. Pascal Montfort, magistrat;
35. Dominique Raimbourg, député;
36. Marie-Pierre de la Gontrie, avocat, secrétaire nationale à la justice et aux libertés du PS;
37. Paul Alliès, professeur de science politique à l'université de droit de Montpellier;
38. François Colcombet, magistrat honoraire;
39. Roland Rappaport, avocat;
40. Jean Codognes, avocat;
41. Dominique Barella, magistrat;
42. François-Yves Boscher, controleur général honoraire de la police nationale;
43. Evelyne Pisier, professeur de droit émérite à l'université Paris 1 Panthéon-Sorbonne;
44. Olivier Duhamel, professeur des universités à SciencesPo;
45. Bastien François, professeur de sciences politiques (Paris I);
46. Aurélie Filippetti, députée;
47. Olivier Beaud, professeur de sciences politiques (Paris II);
48. Jean-Jacques Urvoas, député, secrétaire national à la sécurité du PS;
49. Christophe Régnard, magistrat, président de l'Union syndicale des magistrats (USM);
50. Jean Danet, universitaire, avocat honoraire, ancien président du Syndicat des avocats de France (SAF).

Fonte: Mediapart

junho 22, 2010

Por outra concepção do desenvolvimento: fragmento de esperança

ECOLOGIA

Por outra concepção do desenvolvimento: fragmento de esperança

“O desenvolvimento territorial integrado e sustentável exige uma democracia participativa”, afirma a autora. Para ela, ano de eleição é ano de desmitificar os conceitos e pensar em soluções duráveis

por Marilza de Melo Foucher

Constato de um fracasso: Nem tudo é possível!

O paradoxo da história das grandes nações consideradas desenvolvidas era de se sentir com a missão coletiva de reconstruir um mundo que eles destruíram com as guerras fratricidas. Entretanto, essa missão não ajudou as nações ditas desenvolvidas a forjar um mundo mais solidário. Pelo fato de que fizeram dos conhecimentos científicos e tecnológicos uma potente arma comercial e passaram a açambarcar o poder econômico, impondo às regiões por eles consideradas “atrasadas” ou “subdesenvolvidas” um modelo ocidental de desenvolvimento puramente econômico. A economia torna-se tão determinante que as ideologias do século XIX e XX vão compartilhar da mesma base cultural do liberalismo econômico, a natureza e o ser humano serão tratados como fator de produção, os bens fundamentais como a terra, o ar, a água, as florestas e a vida não terão valor ecológico.

Ao longo dos séculos, o capitalismo se expandiu exportando um tipo de desenvolvimento que vai degradar e esgotar os recursos naturais, destruir relações sociais, sem levar em conta a especificidade cultural e dinâmica locais dos chamados países subdesenvolvidos. As desigualdades sociais, o aumento da pobreza, as diferenças de renda entre os países, a degradação dos ecossistemas rurais e urbanos, passam a ser indicadores do fracasso das políticas chamadas desenvolvimentistas.

Em vez de criar uma cooperação baseada na solidariedade entre os povos, na autonomia para escolher seu próprio desenvolvimento, as grandes potências impõem suas próprias regras. O poder econômico vai subordinar os direitos sociais e políticos ao direito comercial, a vida privada se transforma em mercadoria e o ser vivo será patenteado. Os países ricos irão continuar a pagar licenças para poluir. Tudo virou possível! O constato é que nem tudo é possível.

O mea-culpa das grandes potências

Hoje a realidade em que se encontra nosso planeta Terra é a prova que o desenvolvimento econômico ultrapassou seus próprios limites. Ele se torna globalmente inadaptado e se transforma numa ameaça ao meio ambiente, aumentando a desertificação e provocando a fome de milhares de seres humanos.

A Organização das Nações Unidas, o principal organismo criado com o intuito de assegurar a paz mundial e reestruturar o mundo através da cooperação internacional, teria também como missão resolver pacificamente os problemas de ordem econômica, social, cultural e humanitária. Apesar de mais de 500 reuniões de cúpula de presidentes e primeiros-ministros, inúmeras convenções internacionais, as instâncias ligadas à ONU não conseguiram até hoje mudar as regras da globalização excludente.

O espaço de decisão das Nações Unidas, restrito às grandes potências, vai se transformar em uma excelente tribuna para os atores globais assumirem a defesa do novo conceito de desenvolvimento sustentável. Desta vez a economia deveria se conciliar com o social e com o meio ambiente.

Confrontados às catástrofes econômicas e ecológicas e diante do aumento constante da adesão da opinião publica internacional à questão ambiental, os protagonistas do crescimento econômico sustentável, reconvertidos em ecologistas, irão apresentar um novo receituário e definir um aparentemente novo paradigma de desenvolvimento! Nasce assim a ilusão da sustentabilidade do desenvolvimento coroada de boa vontade política. Mas, concretamente, o que as grandes potências fazem para sair do campo puramente economicista do desenvolvimento? Por que os países que lideram a governança mundial não levam em conta a dívida financeira e a dívida ecológica que eles fizeram proliferar nos países do Sul? Deixo esta reflexão para o leitor.

Perspectiva de uma governabilidade com desenvolvimento territorial integrado e solidário para o Brasil. Desafio possível?

A questão do desenvolvimento sustentável, que tanto rendeu artigos e projetos, é repleta de contradições. Muitos se apropriaram dela, mas não pararam para refletir sobre estas contradições para poder agir com conseqüência e reinventar uma nova prática para mudar a realidade em que se vive. Como construir projetos duráveis de desenvolvimento?

Em primeiro lugar, quando se elabora um programa, um plano, prioriza-se os projetos e atividades que serão executados ao longo dos anos. Daí faz-se necessário que todos os projetos e atividades sejam pensados, elaborados e implantados de modo global e articulado. Articulados entre a esfera federal, estadual e municipal, assim como, articulados setorialmente e com um acompanhamento coordenado entre as três esferas do poder. Desta forma evita-se a visão setorial do desenvolvimento. Por exemplo, a cultura, o meio ambiente, a economia devem ser tratadas conjuntamente.

Seria como imaginar o funcionamento de um ecossistema. Nos ecossistemas, tudo interage, tem efeitos e causas. A mesma coisa é a intervenção humana no campo de desenvolvimento, as questões locais não se dissociam de questões globais, elas estão interconectadas. Em um espaço geográfico, não existe somente bens e circulação de mercadorias, existe os atores, cidadãos com pleno exercício da cidadania, e existe o meio natural. Os cidadãos e suas comunidades não são somente consumidores dentro da rede de mercados e de serviços públicos. Cada cidadão deve ser responsável pela preservação da natureza, assim como pelo bom funcionamento do Estado. Quando exigimos nossos direitos devemos também pensar que temos deveres diante da república brasileira.

Como organizar um novo modo de desenvolvimento em um espaço territorial sem tocar na malha do poder?

O desenvolvimento territorial integrado e sustentável exige uma democracia participativa. A democracia representativa será reforçada com a participação da sociedade civil organizada. Cabe aos atores locais de desenvolvimento (comunidades autogestionárias, entidades cooperativas e associativas, empresas, universidades, centro de pesquisas, movimentos sociais e entidades estatais e para-estatais) a responsabilidade de ativar os canais de diálogos e de controle social junto aos Governos (municipal estadual e federal).

Para viabilizar essa forma política inovadora de governabilidade, o ideal seria capacitar lideranças sociais e políticas, altos funcionários e dirigentes para se educar para o exercício do poder. Tendo em vista que a sociedade brasileira foi, durante séculos, caracterizada como uma estrutura autoritária de poder, os governantes bloquearam a participação e criação de direitos. Daí a exigência de mudar nossa relação com o poder, e um programa de educação para o exercício do poder pode ser propício para criar as bases para uma nova governabilidade.

A burocracia brasileira nunca foi uma forma de organização no sentido de “agilizar” o funcionamento da máquina estatal. Ao contrário, ela instala uma forma de poder altamente hierarquizado, com uma cadeia de comando, quem está no nível superior detém os conhecimentos; estes conhecimentos devem permanecer desconhecidos para seus subordinados, que também têm seus subalternos. Privados de conhecimentos, eles não inovam e nem fazem uso de criatividade, eles foram contratados para obedecer às ordens dos escalões superiores. Assim se caracterizou o poder dos altos funcionários públicos, na lógica de que quem detém o saber, detém o poder.

Quanto mais ignorante é o povo, mais fácil será manipulá-lo. O poder burocrático exercido pela hierarquia é dificilmente assimilado com o poder democratizado, no qual o cidadão funcionário age em função da igualdade dos direitos e se torna um defensor do bom funcionamento da máquina estatal e de uma empresa com finalidade pública. Esta concepção de burocracia, infelizmente, vai também se instalar em alguns partidos políticos.

O poder na história política do Brasil vai ser praticado como uma forma de tutela e de favor, sem mediações políticas e sociais. O governante é sempre aquele que detém o poder, o saber sobre a lei e sobre o social, privando os governados dos conhecimentos, criando-se assim uma relação clientelista e de favor. O uso abusivo da máquina pública levou à falência o Estado Brasileiro e, hoje, o desafio é restaurar um verdadeiro Estado democrático e cidadão compatível com o modo de desenvolvimento territorial integrado com sustentabilidade ambiental, social, política, cultural, e econômica. Nesse sentido, o modo inovador de desenvolvimento, dentro de uma visão integrada da realidade, exige mudança de atitude, mudança no modo de fazer política. Exige um sistema de educação compatível com este desafio.

Apesar dos avanços que tivemos nessa última década com os dois mandatos do governo Lula, a caminhada para mudanças estruturais é longa... Infelizmente algumas correntes da esquerda brasileira ainda não se deram conta de que é impossível separar a ecologia do modo de desenvolvimento. Ainda existe no meio dos cargos eletivos a predominância do pensamento economicista do desenvolvimento. Basta escutar os discursos da maioria dos governadores, a dificuldade que eles têm de planejamento a curto, médio e longo prazo, dentro de uma visão mais integrada do desenvolvimento em um espaço territorial.

O período de eleições é sempre um momento propício para somar forças e exigir dos candidatos um compromisso com o bem-estar das novas gerações e com o futuro de nosso planeta Terra. Devemos nos mobilizar para que o Brasil seja protagonista de outro modo de desenvolvimento que diminua as desigualdades ainda presentes nas regiões brasileiras, conciliando crescimento econômico com respeito aos ecossistemas. A proteção social e ambiental é inseparável. Devemos nos mobilizar para que o combate que o presidente Lula assumiu contra a pobreza continue. Devemos nos mobilizar também para que o Estado continue no seu papel regulador, a fim de garantir a qualidade nos serviços públicos principalmente na área de educação e na saúde.

Estaria Dilma, candidata de Lula, disposta a enfrentar esse desafio? Não vamos deixar a ecologia política nas mãos dos conservadores, de naturalistas iluminados, que na certa, utilizarão a questão ambiental como pretexto para ganhar as eleições. Devemos batalhar para que essa outra concepção de desenvolvimento territorial integrado seja abraçada e defendida por Dilma ou por quem for eleito. Agora que o Brasil é respeitado como grande nação na cena internacional, e convidado à mesa de negociações dos organismos multilaterais, ele deve dar exemplo de que outro desenvolvimento é possível.

Marilza de Melo Foucheré doutora em Economia e especialista em desenvolvimento territorial integrado e solidário

Fonte: Le Monde diplomatique - Brasil

maio 09, 2010

Avec Nicolas Sarkozy, le développement durable est de plus en plus insoutenable

Nicolas Sarkozy
Avec Nicolas Sarkozy, le développement durable est de plus en plus insoutenable

06 Mai 2010 Par Marilza de Melo Foucher
Edition : Les invités de Mediapart

Marilza de Melo Foucher, économiste franco-brésilienne, est consultante internationale spécialisée dans la planification et le développement régional. A l'occasion du troisième anniversaire de l'élection de Nicolas Sarkozy, elle constate que le Grenelle de l'environnement est un échec. Selon elle, «le concept et la mise en œuvre du développement durable pour ce gouvernement demeurent flous et indéfinis».

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Nicolas Sarkozy et son gouvernement sont en contradiction avec l'initiative du Grenelle de l'environnement. En effet l'environnement n'est pas une démarche isolée, il est nécessaire de l'appréhender par le biais d'une vision systémique du développement se fondant sur la recherche d'intégration et de mise en cohérence de politiques sectorielles. Ceci impose un traitement conjoint des effets économiques, sociaux et environnementaux de toute politique ou action humaine. La préservation des écosystèmes sur lesquels reposent la vie humaine, animale et végétale est tout aussi fondamentale que la lutte contre les inégalités sociales et la redistribution des richesses. Nonobstant, il semble que M. Sarkozy ne soit pas soucieux de lier exigences environnementales et revendications sociales. Le Grenelle de l'environnement a été simplement une tribune pour apparaître à côté d'un prix Nobel et attirer la presse américaine et européenne. Pour les écolos de façade, les grandes messes sont toujours utiles pour leur notoriété ! M. Sarkozy est un bon prédicateur quand il lit les discours de son conseiller, et le Grenelle de l'environnement fut une mise en scène parfaite pour créer un impact du monde médiatique jusqu'alors sous le charme de Nicolas Sarkozy le 1er.

Il faut remarquer que les Français commencent à s'habituer aux mises en scène sarkozystes et aux grands discours sans lendemain. Depuis l'arrivée de M. Sarkozy à la tête du gouvernement de la France, la parole politique a perdu toute crédibilité tant on constate une banalisation du mensonge au plus haut sommet de l'Etat. Il suffit d'énumérer les derniers engagements restés sans suite et autres assertions gratuites : en finir avec les paradis fiscaux, les patrons voyous ; empêcher la fermeture des usines ; faire baisser le chômage ; chercher la croissance avec les dents, etc. Dans son discours lors de la conclusion du Grenelle de l'environnement en 2007 le Président affirmait avec conviction :


« L'Etat sera précurseur dès 2008, tous les ministères et toutes les administrations feront leur bilan carbone et engageront un plan pour améliorer de 20 % leur efficacité énergétique.

Dès 2008, le code des marchés publics sera réformé pour que les clauses environnementales ne soient plus facultatives mais obligatoires.

Dès 2008, tous les projets de bâtiments publics respecteront les meilleures normes de performance énergétique.

Et dès 2009, tous les nouveaux véhicules des administrations devront être propres. Ce grand programme n'est pas une dépense, c'est un investissement. C'est l'investissement le plus rentable que nous pouvons faire aujourd'hui.

Pour le seul secteur du bâtiment, nous allons créer 100 000 emplois et de nouvelles filières de formation.

Dans le seul secteur des nouvelles énergies, 50 000 emplois seront créés. »

(Pour un bilan détaillé des trois ans d'application du Grenelle de l'environnement, lire l'article de Jade Lindgaard sur Mediapart.)

Aujourd'hui la cacophonie sur la grande messe du Grenelle de l'environnement est au sommet du pouvoir. Le monde associatif et les ONG engagées dans le combat de longue date attendent toujours les engagements pris par M.Sarkozy ! Vous croyez toujours à ses promesses ? Lisez les mesures issues du Grenelle de l'environnement et faites vous-même le bilan !

Pour mettre en place les promesses du Grenelle de l'environnement, il fallait élaborer des politiques publiques ciblées, qui facilitent le changement des comportements. Mais aussi une vraie stratégie du développement conçue de façon systémique et articulée, afin de créer des instruments efficaces, capables de concilier la croissance économique avec le respect des écosystèmes, protection environnementale et sociale assurant un avenir pour les nouvelles générations. Mais le concept et la mise en œuvre du développement durable pour ce gouvernement demeurent flous et indéfinis.

Comment peut-on parler de développement durable en France quand les institutions politiques et économiques sont affaiblies et les programmes sociaux étouffés ? Où va l'économie lorsqu'elle est dominée par le monde des finances et lorsque l'économie se détache du social ?

Dans la vision de l'orthodoxie libérale du gouvernement Sarkozy, l'Etat est en train de perdre ses fonctions sociales et sa liberté d'agir pour le bien-être de ses citoyens. Dès le début de son mandat, M. Sarkozy agit en tant que PDG d'un « Etat entrepreneur » affaiblissant le rôle de l'état dans les prestations de services publics. Les premières mesures prises, tels que la franchise médicale et les cadeaux fiscaux faits aux riches, sont des exemples concrets sur la façon entrepreneuriale de gouverner la France : des cadeaux pour des riches et des contraintes pour les pauvres et la classe moyenne.... Dans l'avenir proche, cet Etat sera incapable de garantir une intégration politique et sociale fondée sur le droit élémentaire d'accès à une éducation de qualité, un système de santé, un assainissement, et enfin à l'usufruit du bien public.

Une chose positive est toutefois à relever : les jeunes sont très sensibles à la démarche du développement durable et l'opinion publique en France commence à se réveiller. Petit à petit l'opinion publique commence à faire la différence entre l'écologie politique, l'écodéveloppement solidaire, l'écologie du spectacle et tous ces faux écologistes qui agissent par opportunisme politique ou pour profiter d'un marché juteux en ce qui concerne le commerce avec les services environnementaux. Le marketing écologique est en marche avec les grandes entreprises transnationales prêtes à contrôler le marché des énergies renouvelables et d'autres technologies dites vertes.

J'espère que le monde associatif, académique engagés pour un autre développement ne sera pas dupe avec le Grenelle 2 ! Il ne faut pas baisser les bras face aux beaux discours qui en rien ne se traduisent dans des actions concrètes. Il faut continuer à se mobiliser pour un écodéveloppement solidaire, pour une société plus équitable. Cela veut dire un développement, économiquement efficace, socialement équitable et écologiquement soutenable. Cela signifie aussi une nouvelle forme de gouvernance, où la mobilisation et la participation de tous les acteurs de la société civile aux processus de décision doit prendre le pas sur le simple échange d'informations.

Il faut dorénavant insister sur les façons de supprimer les obstacles et les barrières qui bloquent l'action concrète et efficace d'un développement territorial intégré et solidaire, plutôt que de s'intéresser seulement aux concepts et aux énoncés de principes. Il revient à la gauche de construire ce paradigme !

Fonte: Mediapart