Mostrando postagens com marcador discriminação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador discriminação. Mostrar todas as postagens

setembro 24, 2010

A derrota da mídia tradicional

Ivan Cabral
Postada em esqerdopata.blogspot.com
Velha mídia, nova derrota
Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas

Por Marilza de Melo Foucher

Uma vez mais a mídia tradicional brasileira será derrotada numa eleição presidencial. Ela assumiu nas ultimas eleições de Lula, e agora com Dilma, a candidata de Lula, o principal papel de opositor. A chamada grande imprensa brasileira, que de grande não tem nada, tendo em vista sua parcialidade, sempre detestou o cidadão Lula e o presidente Lula. Não se conhece na historia republicana mundial um presidente que tenha sido tão desrespeitado quanto Lula.

Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas. Tentaram por todos os meios impedir que chegasse ao poder. Como Lula persistiu, foi eleito e reeleito para o desespero deles, passaram a praticar uma oposição permanente ao governo, sem nenhuma visão critica. Foram incapazes de reconhecer que o governo conseguiu desenvolver um bom trabalho de inclusão social, diminuindo consideravelmente as desigualdades no território brasileiro. Foram também incapazes de reconhecer que hoje o Brasil é exemplo internacional na luta contra a fome, que tem credibilidade internacional.

Tentam agora, a todo custo, criar sensacionalismo por meio de um clima permanente de denúncias sem provas. Esta passou a ser a única estratégia para desacreditar o governo Lula e sua candidata. Nesses últimos anos o debate político no Brasil perdeu o brilho da racionalidade que exige a boa análise. Aquela que contextualiza, que coloca a nu certas contradições e cujo conteúdo leva o leitor a refletir sobre sua realidade.


A TV Globo, certas revistas e jornais alimentaram e provocaram sempre o baixo nível do debate político no Brasil e nada ajudaram na construção de uma cidadania política. O pior, para essa mídia reacionária, é que o presidente Lula, que tanto lutou pela democratização do Brasil, nunca utilizou da censura. A imprensa sempre teve total liberdade. No fundo eles gostariam de provocar o acirramento para serem censurados, assim poderiam acusar o Lula de ditador!

Também para o desespero desse tipo de mídia, acostumada a manipular a opinião publica brasileira, um parte da população passou a ter acesso a outro tipo de informação política via internet, que vai proporcionar outro tipo de debate político, com efeito multiplicador nos centros de formação de opinião, fora do “padrão globo” habitual. Houve também um amadurecimento político no exercício da cidadania. Os brasileiros, mesmo sendo críticos a certos projetos do governo Lula, reconhecem que o Brasil mudou para melhor e querem a continuidade com Dilma.

O Brasil é hoje uma grande nação e merece que o jornalismo seja praticado dentro do rigor intelectual necessário. Nada de bajulação, apenas neutralidade necessária para analisar os fatos tais como eles se apresentam. Um jornalismo independente do poder político enaltecerá sem duvida a democracia dessa jovem nação. Felizmente nos restam alguns jornais e poucas revistas politicamente corretos.

O que fazer, seu Zé?

Lamentavelmente, José Serra perdeu a capacidade política de participar num debate digno de uma eleição presidencial. Trata-se de um momento propício para a confrontação de idéias, programas sobre o que cada um tem a propor para o povo brasileiro. Quando a política perde seu “P” maiúsculo, a politicagem assume o picadeiro do circo. Aí vira esse triste espetáculo que só enfraquece a jovem democracia brasileira.

O governador Serra, que viveu exilado no Chile, poderia pelo menos ter uma visão mais digna de um homem político que lutou pela democracia. Ou ele é cego ou vê mal a realidade brasileira, daí não aceita comparar os resultados do governo FHC (de que participou) com o governo Lula. Daí o desespero e despreparo político de Serra para enfrentar uma conjuntura econômica e política mais propícia ao governo de Lula. Seu comportamento de vampiro que quer sugar sua adversária, gorgolejando palavras ferinas em nada enaltece o modo de exercer um cargo político.

Ele esquece, junto com seus aliados da mídia reacionária, que o povo hoje está vacinado contra o efeito nefasto do padrão Globo. Espera dos políticos outro tipo de comportamento. Quer propostas concretas para assegurar o futuro de um Brasil para todos, sem exclusão.

Marilza de Melo Foucher
é doutora em economia e especializada em desenvolvimento territorial integrado e solidário


Fonte: Outras Palavras

Nota do blog: A charge acima é cortesia do PICICA. Ela não consta no post de Outras Palavras. 

julho 01, 2010

Centro de Referência contra homofobia, intolerância religiosa e discriminação a portadores de HIV

cons.jpg

Um espaço para chamar de seu!

Centros de Referência contra homofobia, intolerância religiosa e discriminação a portadores de HIV ganham estrutura pioneira no Brasil
Portadores do vírus HIV, vítimas de preconceito e intolerância religiosa e o público LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – ganharão uma estrutura pioneira no país para a defesa e a promoção das suas causas. A partir de julho, um andar inteiro no prédio da Central do Brasil, onde fica a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública, abrigará diversos centros de referência que darão apoio psicológico e jurídico e terão auditório para seminários, workshops e cursos profissionalizantes.
O espaço, com área total de 1.500 metros quadrados, foi doado pela Secretaria de Segurança para a Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir), órgão subordinado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Totalmente reformado, após seis meses de obras, e projetado de acordo com as necessidades dos diferentes segmentos-alvo, o local tem sinalização visual para facilitar a mobilidade das pessoas, salas de atendimento para aconselhamento e orientação psicológica, um auditório multifuncional, com 200 lugares e uma sala de telemarketing, onde funcionará o Disque LGTB, 24 horas por dia, com 14 atendentes, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação.
– Já pesquisei em várias partes do Brasil e da América Latina e não há nada igual ao que criamos com essa estrutura. É um marco para a luta pelos direitos LGBT, pela liberdade religiosa e contra a intolerância, no Rio de Janeiro e no Brasil – diz Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos.
O Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Ricardo Henriques, destaca a importância da abordagem integrada e técnica que será feita no novo espaço, pois o projeto pretende não só levar atendimento a seu público-alvo, como também produzir conhecimento. Já estão previstos para este ano 32 cursos e seminários. A capacitação na área de cidadania incluirá a formação de 3.500 policiais.
Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT. Créditos: Marino Azevedo
Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT. Créditos: Marino Azevedo
A equipe da superintendência será composta por 125 funcionários, que prestarão os seguintes serviços:
  • Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT – defesa e apoio jurídico, psicológico e social a vítimas de discriminação e violência a LGBT.
  • Disque Cidadania LGBT – Tel.: 0800 0234567, 24 horas por dia, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação.
  • Comissão Processante para o Cumpra-se da Lei 3406, de autoria do Carlos Minc, que pune a discriminação contra LGBT, e da Lei 3559, de Sérgio Cabral, contra a discriminação a pessoas portadoras do vírus HIV.
  • Núcleo de Monitoramento de Crimes contra LGBT
  • Centro de Referência de Promoção da Liberdade Religiosa e Contra a Intolerância, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com o governo federal.
  • Centro de Referência de Promoção dos Direitos das Pessoas Vivendo com HIV-Aids e pessoas discriminadas por outras doenças, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com a Secretaria Estadual de Saúde.
  • Centro de Documentação e Informação LGBT, implantação do primeiro arquivo público no estado sobre o tema
  • Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, formado por representantes da secretarias estaduais e também representantes do movimento
  • Centro de Formação de Cidadania e Diversidades, promoção de seminários, oficinas e  cursos: Noções de Cidadania; Sexualidade e Direitos Humanos, voltados principalmente para gestores públicos. Outros cursos: Teatro, Turismo, Estética, Produção de Eventos, Relações Públicas e Administração, com a finalidade de capacitação e colocação no mercado de trabalho.
Rio sem Homofobia
Também ficará sediada no mesmo espaço a gestão institucional do programa Rio Sem Homofobia, que realizará ações estratégicas de apoio a projetos de fortalecimento de instituições públicas e não-governamentais que atuam na promoção da cidadania LGBT e no combate à homofobia. Para a realização dessas ações, o Governo do Estado investe R$ 7 milhões por ano, sendo R$ 1,5 milhão repassado pelo Governo Federal.
Equipe da SuperDir | Seasdh com Movimento LGBt fluminense. Créditos: Marino Azevedo
Equipe da SuperDir | Seasdh com Movimento LGBt fluminense. Créditos: Marino Azevedo
Participam das ações do Programa Rio Sem Homofobia, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, mais 11 Secretarias do Governo do Estado do Rio: Educação, Segurança Pública, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos, Trabalho e Renda, Ambiente, Casa Civil, Administração Penitenciária e Ciência e Tecnologia.
– Estamos quebrando preconceitos e superando barreiras ao combater a violência e a intolerância contra uma parte da população que durante muito tempo ficou marginalizada. Com um trabalho sério e inovador, estamos no caminho certo para construir uma sociedade mais justa e fraterna, e um estado que dá a todos os seus cidadãos os mesmos direitos – afirma o governador Sérgio Cabral.
Informações para a imprensa:
Márcia Vilella | Diego Cotta (SuperDir)
Tels.: 21 2284 2475 | 2234 9621 | 8158 9692
Anabela Paiva | Fabiane Proba (Seasdh)
Tels.: 21 2334-5519 | 2334-5533
Ivone Malta (Palácio Guanabara)
Tels.: 21 2334-3637 | 8596-5100
Mais matérias sobre a temática LGBT em http://www.consciencia.net/agencia/tema/lgbt/

março 10, 2010

Discriminação, não!

Luta Antimanicomial
Foto: Marquinhos - Manaus-AM, 2003

Nota do blog: Sem falsa modéstia sou um dos militantes históricos da luta antimanicomial no estado do Amazonas, atualmente exercendo o cargo de Pro-Reitor de Extensão da Universidade do Estado do Amazonas. Mesmo os desafetos políticos reconhecem esse dado da minha biografia. Mas, existem aqueles que são capazes de um golpe tão baixo como o que vai narrado abaixo. São reformistas de araque, que jamais participaram da luta por uma sociedade sem manicômios. E quando o fizeram, é porque estavam de carona nos discursos de uma prática que não ajudaram a construir. Basta consultar os arquivos da mídia local. Não há uma referência, uma fala sequer dessas criaturas a favor da luta que encarnamos no campo da saúde mental do Sistema Único de Saúde. Não contentes em fraudar a história, dão-se ao desfrute de tentar eliminar seus protagonistas. Comigo não, violão!

Discriminação, não!

Bastava uma leitura atenta das recomendações da coordenação nacional sobre os procedimentos para organização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental e a coordenação estadual teria evitado o constrangimento de não convidar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) como parceira do evento em sua etapa regional. Ainda é tempo de corrigir o erro.

Instituição parceira é aquela que contribui com inovações no campo das políticas públicas de saúde mental.

Neste ano, a UEA, em parceria com a Secretaria de Estado de Ações Sociais, inova ao apoiar projeto de inclusão social de pessoas com transtorno mental através de um Cyber. Trata-se de um projeto pioneiro de inclusão social nascido fora da instituição psiquiátrica, com o objetivo de estimular formas criativas de cooperativismo, gerando assim novas formas de sensibilidade social para com sujeitos historicamente estigmatizados.

Teria o texto enviado pela coordenação nacional induzido a erro de interpretação? Vejamos:
“Os coordenadores devem buscar ativamente o diálogo com a intersetorialidade, seja para constituir a Comissão Organizadora Estadual, seja para assegurar a participação dos demais setores. Ação Social, Direitos Humanos, Justiça, Educação, Cultura, Trabalho são parceiros essenciais. Sugiro que agendem reuniões com as respectivas secretarias estaduais destas políticas”.

Ora, não há referências explícitas às universidades. Tanto que uma delas foi convidada e não compareceu. Ou seja, o conceito de intersetorialidade foi compreendido, corretamente, para além do que diz o texto. Deduz-se daí que houve exclusão da UEA. Deliberada, acintosa e antidemocrática.

É hora de por fim a esse canibalismo institucional, oriundo das tensões de uma sociedade competitiva. É inaceitável o desrespeito à alteridade. Essa visão discriminatória impede que a discussão das idéias de uma vertente do movimento de resistência à sociedade de controle se expresse através dessa parceria.

Outro trecho da mensagem foi desprezado: “todos os coordenadores estaduais deveriam entrar em contato com o MS (Ministério da Saúde), para todas as dúvidas”. Não houve dúvida. Havia, sim, uma certeza, ou uma estratégia: fingir-se de morto. Não deu certo. Reivindico publicamente o direito de participação.

De 2003 até a presente data, o traçado geográfico da saúde mental foi modificado a despeito de todos os boicotes. Na zona norte da cidade começamos a desmanchar o mundo antimanicomial. Não faltou sensibilidade ao governo estadual, quando já não era sua a competência da oferta de serviços. Criamos a primeira paisagem psicossocial de Manaus, e espantamos a inércia do setor.
Para ficar nesse exemplo que funda uma nova percepção sobre o sofrimento psíquico, querer nos tirar do mapa é impedir que os cartógrafos dêem voz aos afetos que pedem passagem, ao registro das marcas dos nossos (des)encontros.

O silêncio ainda não fez morada no coração desse militante das causas públicas.

Manaus, Março de 2010.
Rogelio Casado, especialista em Saúde Mental
Pro-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA
www.rogeliocasado.blogspot.com

Nota do blog: Artigo publicado no jornal Amazonas em Tempo, caderno Saúde & Bem Estar, que sai aos domingos.

fevereiro 11, 2010

Boris Casoy foi parar no olha da rua

Foto publicada no blog do Altamiro Borges
Nota do blog: Enquanto no Maranhão o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação do Maranhão produziu um outdoor criticando a discriminação classista de Boris Casoy, no Amazonas um grupo de cidadãos não conseguiu encontrar um empresa de outdoor - uminha sequer - que aceitasse uma singela encomenda: veicular crítica à Taxa de Lixo criada pela Prefeitura de Manaus. Todas as empresas são fiéis à lógica do ditado popular: "em terra de sapo, de cócoras com ele".