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novembro 19, 2010

Salve, Acram! O sobrinho de tia Pátria te saúda. O ódio não mora em nossos corações.

PICICA: A imagem abaixo, retirada do álbum de Antoine Giuseppe Vieira, foi postada por Acram Isper no Facebook. Acram é filho da comunidade sírio-libanesa que residia na Praça dos Remédios, no tempo que Manaus se organizava em torno de suas paróquias. A nossa, nos anos 1950-1960, era de Nossa Senhora dos Remédios. Ali também vivia uma pequena comunidade lusitana, do qual sou descendente por via materna. Por pouco mais de dez anos vivi numa outra comunidade onde tive entre meus primeiros amigos os filhos de uma família judia, que à epoca viviam os dias-de-vacas-magras. Ao retornar para minha comunidade de origem, além de Acram, que se tornaria mais tarde um empresário bem sucedido no ramo do turismo, convivi com outros descendentes dessa extraordinária civilização que foi a dos árabes, sobre quem minha avó paterna, descendente de espanhóis, nascida no Peru, me apresentou os primeiros contos de que tenho lembrança da infância: As Mil e Uma Noites (vale lembrar que a Península Ibérica ficou sob "domínio mouro" por alguns séculos). Entre os amigos de infância/adolescência desta época estavam Cid Loureiro Nadaf, William Abrahim, Carlos Guedes Seffair, Sérgio Litaiff e o estimado João Bosco Chamma, além de Acram Isper, que soube manter vivo o espírito que norteava nossas relações: a fraternidade entre os povos. Grande Acram! O desejo expresso na imagem que você postou no Facebook chega em boa hora, no momento em que o mundo vive a turbulência do racismo, e que lamentavelmente foi estimulada pela campanha política deste ano no nosso país. Comungo do seu desejo de paz.
Acram Isper muito legal...seria otimo..se isto acontecsse de verdade

novembro 10, 2010

Massa cheirosa, que só queria o voto dos fedidos, continua disseminando o ódio

PICICA: "Essa elite separatista que se manifestou, sobretudo via twitter, já vem há tempos espalhando e-mails onde sustentam a tese de que o Sul e Sudeste “trabalham para sustentar os vagabundos que recebem Bolsa Família no Nordeste”". Em tempo: Em Manaus, essa elite perdeu a vergonha de manifestar o ódio classista adormecido nos últimos oito anos. Refratários à crítica, a indigência de seus argumentos é de fazer corar seus próprios pares. Estes quando os advertem são tratados com a mesma forma grosseira com que eles respondem aos antagonistas de suas idéias. Essas "idéias", adotadas sem qualquer exame, acrescidas, à exaustão, da expressão "fala sério", é o retrato mal acabado da indigência mental de uma "elite" habituada a estigmatizar seus opositores. A falta de reflexão e de fundamentos razoáveis faz deste grupelho a banda podre do Facebook. Requiescat in pace.

Tribuna Petista



*Por Fernando Augusto

Não surpreendeu a reação preconceituosa e ignorante de jovens de classe média e alta, após proclamada a vitória incontestável de Dilma Rousseff. Quem convive ou conversa com essas pessoas já sabe como elas pensam. As redes sociais na internet só as deixam mais à vontade para manifestar suas ideias mais radicais.

Essa elite separatista que se manifestou, sobretudo via twitter, já vem há tempos espalhando e-mails onde sustentam a tese de que o Sul e Sudeste “trabalham para sustentar os vagabundos que recebem Bolsa Família no Nordeste”.

Além deste programa social não ser bancado apenas com os impostos cobrados nos estados do Sul e Sudeste, foi um dos responsáveis pela redução da pobreza e crescimento do mercado consumidor nos últimos oito anos. O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, quando veio ao Brasil, comentou: “o Bolsa Família já se tornou um modelo altamente elogiado de políticas sociais. Países, ao redor do mundo estão aprendendo lições com a experiência brasileira e estão tentando reproduzir os mesmos resultados para suas populações”.

É fato que a campanha de ódio disseminada por José Serra contribuiu para gerar esse clima após o resultado da eleição. O tucano, inclusive, já chegou a atribuir à migração o baixo desempenho das escolas paulistas nos exames nacionais.
Portanto, é normal a reação dos eleitores do Serra contra não só o Bolsa Família, mas também a distribuição de renda, política de valorização do salário mínimo, entre outras ações para incluir pessoas.

Daí, vê-se como eram eleitoreiras as promessas do PSDB de aumentar o mínimo e dar o 13º salário do Bolsa Família.

*Fernando Augusto é chefe de reportagem do Visão Oeste

novembro 09, 2010

Saiba quem quer o fim do ENEM


PICICA: Ontem, Paulo Henrique Amorim postou no Conversa Afiada este texto esclarecedor sobre quem é contra e porque tanto ódio contra o ENEM. Um site dos companheiros do PT afirma que há um temor generalizado nas elites, sobretudo nas classes médias conservadoras, de que, neste ritmo, irão acabar as empregadas domésticas e outros serviçais. Na Itália, acabou faz tempo. Não existem regalias para a classe média. Se a moda pega por aqui, vai ser um deus-nos-acuda... Se você ouvir alguém estrebuchando de ódio por aí, saiba que o bicho tá pegando por causa dessa prosaica cultura que vem do tempo da escravatura. Há quem projete o aumento do número de empregadas domésticas com carteira assinada, como benefício imediato deste temor, convenhamos, não de todo infundado. Quanto mais os pobres entrarem na universidade, adeus a vida mansa proporcionada por esta escravidão moderna. Acabou-se o tempo em que se mandava buscar uma "caboquinha" no interior para cuidar dos serviços domésticos. Leia, também, O ENEM, O DEM, E O PRECONCEITO (33 mil falhas, em 1 milhão de provas aplicadas).

O PiG e o Serra odeiam o ENEM por causa dos pobres

    Publicado em 08/11/2010
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Por que ele não dá uma aula em Caruaru em vez de Biarritz ?

O Estadão de hoje dedica a capa e duas páginas – A15 e A16 a desmoralizar o ENEM.

Uma desmoralização arrasadora.

É porque 0,04% dos alunos VOLUNTARIAMENTE inscritos na prova talvez venham a refazê-la, por causa de uma troca do cabeçalho de alguns cartões de resposta.

0,04% !

Que horror!

Foram 4,6 milhões estudantes inscritos e talvez 2 mil tenham a possibilidade de refazer a prova.

Ontem, o UOL e a Folhaonline bradaram o dia inteiro contra a “inépcia” do ENEM.

A Folha (**), se entende.

Ano passado, as provas vazaram da gráfica da Folha, que foi devidamente afastada da concorrência deste ano.

O Estadão se acha na obrigação, todo ano, de desmoralizar o ENEM.

Como fez no ano passado, com a divulgação do vazamento.

Por que o Estadão, a Folha (**) e o Serra são contra o ENEM ?

Ano passado, com o vazamento na gráfica da Folha, o Serra, célere, tirou as universidades de São Paulo do ENEM – para acentuar o “fracasso” do Governo Lula.

Qual é o problema deles com o ENEM ?

O Governo Fernando Henrique instituiu o ENEM para copiar o SAT americano: o vestibular único em todo o país, para facilitar o acesso às universidades federais e o deslocamento de estudantes pelo país afora.

O que tem a vantagem de baratear dramaticamente o sistema.

Antes – como em São Paulo, hoje – cada “coronel” faz o seu vestibular e estimula a iniciativa privada – com os serviços do vestibular e os cursinhos o Di Gênio.

De Fernando Henrique para cá, o ENEM cresceu 30 vezes !

30 vezes, amigo navegante.

Saiu de 157 mil inscritos em 98 para 4,6 milhões de hoje.

É sempre assim.

O Bolsa Família da D. Ruth atendia quatro famílias.

O do Lula, que virou “Bolsa Esmola”, segundo Mônica Serra, a grande estadista chileno-paulista, atende 40 milhões.

O que é o ENEM ?

É o passaporte do pobre à universidade pública.

É por isso que a Folha, o Estado e o Serra odeiam o ENNEM.

Porque esse negócio de pobre estudar é um problema.

Fica com mania de grandeza, de autonomia.

Pensa que pode mandar no seu destino.

E não acredita mais na fita adesiva do “perito” Molina.

Isso é um perigo.

Pobre é para ficar na senzala.

50 universidades públicas federais aderiram ao ENEM.

Isso significa que 47 mil vagas em universidades federais dependem do resultado do ENEM.

Em 2004, um milhão de estudantes se inscreveu no ENEM.

Aí, o Lula e o Ministro Haddad resolveram estabelecer o ENEM como critério para entrar no ProUni (para a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – não dizer que o ProUni é a “faculdade de pobre burro”).

Sabe o que aconteceu, amigo navegante ?

O ENEM passou de um ano para o outro de um milhão para 2,9 milhões de inscritos.

Quanto pobre !

Para o ano que vem, o ministro Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES.

Vai ser outro horror !

Mais pobre inscrito no ENEM para pagar a faculdade com financiamento público.

Um horror !

Tudo público.

ENEM, faculdade, financiamento …

“Público” quer dizer “de todos”.

Amigo navegante, sabe qual foi o contingente nacional que mais cresceu entre os inscritos no ENEM ?

Agora é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar.

Foi o Nordeste !

Que horror !

Já imaginou, amigo navegante ?

Nordestino pobre com diploma de engenheiro ?

Nordestina pobre com diploma de médica ?

Vai faltar pedreiro.

Empregada doméstica.

Aí é que a elite branca – e separatista, no caso de São Paulo – vai se estrebuchar mesmo.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores

Fonte: Conversa Afiada

setembro 24, 2010

A derrota da mídia tradicional

Ivan Cabral
Postada em esqerdopata.blogspot.com
Velha mídia, nova derrota
Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas

Por Marilza de Melo Foucher

Uma vez mais a mídia tradicional brasileira será derrotada numa eleição presidencial. Ela assumiu nas ultimas eleições de Lula, e agora com Dilma, a candidata de Lula, o principal papel de opositor. A chamada grande imprensa brasileira, que de grande não tem nada, tendo em vista sua parcialidade, sempre detestou o cidadão Lula e o presidente Lula. Não se conhece na historia republicana mundial um presidente que tenha sido tão desrespeitado quanto Lula.

Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas. Tentaram por todos os meios impedir que chegasse ao poder. Como Lula persistiu, foi eleito e reeleito para o desespero deles, passaram a praticar uma oposição permanente ao governo, sem nenhuma visão critica. Foram incapazes de reconhecer que o governo conseguiu desenvolver um bom trabalho de inclusão social, diminuindo consideravelmente as desigualdades no território brasileiro. Foram também incapazes de reconhecer que hoje o Brasil é exemplo internacional na luta contra a fome, que tem credibilidade internacional.

Tentam agora, a todo custo, criar sensacionalismo por meio de um clima permanente de denúncias sem provas. Esta passou a ser a única estratégia para desacreditar o governo Lula e sua candidata. Nesses últimos anos o debate político no Brasil perdeu o brilho da racionalidade que exige a boa análise. Aquela que contextualiza, que coloca a nu certas contradições e cujo conteúdo leva o leitor a refletir sobre sua realidade.


A TV Globo, certas revistas e jornais alimentaram e provocaram sempre o baixo nível do debate político no Brasil e nada ajudaram na construção de uma cidadania política. O pior, para essa mídia reacionária, é que o presidente Lula, que tanto lutou pela democratização do Brasil, nunca utilizou da censura. A imprensa sempre teve total liberdade. No fundo eles gostariam de provocar o acirramento para serem censurados, assim poderiam acusar o Lula de ditador!

Também para o desespero desse tipo de mídia, acostumada a manipular a opinião publica brasileira, um parte da população passou a ter acesso a outro tipo de informação política via internet, que vai proporcionar outro tipo de debate político, com efeito multiplicador nos centros de formação de opinião, fora do “padrão globo” habitual. Houve também um amadurecimento político no exercício da cidadania. Os brasileiros, mesmo sendo críticos a certos projetos do governo Lula, reconhecem que o Brasil mudou para melhor e querem a continuidade com Dilma.

O Brasil é hoje uma grande nação e merece que o jornalismo seja praticado dentro do rigor intelectual necessário. Nada de bajulação, apenas neutralidade necessária para analisar os fatos tais como eles se apresentam. Um jornalismo independente do poder político enaltecerá sem duvida a democracia dessa jovem nação. Felizmente nos restam alguns jornais e poucas revistas politicamente corretos.

O que fazer, seu Zé?

Lamentavelmente, José Serra perdeu a capacidade política de participar num debate digno de uma eleição presidencial. Trata-se de um momento propício para a confrontação de idéias, programas sobre o que cada um tem a propor para o povo brasileiro. Quando a política perde seu “P” maiúsculo, a politicagem assume o picadeiro do circo. Aí vira esse triste espetáculo que só enfraquece a jovem democracia brasileira.

O governador Serra, que viveu exilado no Chile, poderia pelo menos ter uma visão mais digna de um homem político que lutou pela democracia. Ou ele é cego ou vê mal a realidade brasileira, daí não aceita comparar os resultados do governo FHC (de que participou) com o governo Lula. Daí o desespero e despreparo político de Serra para enfrentar uma conjuntura econômica e política mais propícia ao governo de Lula. Seu comportamento de vampiro que quer sugar sua adversária, gorgolejando palavras ferinas em nada enaltece o modo de exercer um cargo político.

Ele esquece, junto com seus aliados da mídia reacionária, que o povo hoje está vacinado contra o efeito nefasto do padrão Globo. Espera dos políticos outro tipo de comportamento. Quer propostas concretas para assegurar o futuro de um Brasil para todos, sem exclusão.

Marilza de Melo Foucher
é doutora em economia e especializada em desenvolvimento territorial integrado e solidário


Fonte: Outras Palavras

Nota do blog: A charge acima é cortesia do PICICA. Ela não consta no post de Outras Palavras.