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novembro 01, 2010

Intolerância e preconceito tomam conta do Twitter e do Facebook

PICICA: Uma onda de preconceito e intolerância tomou conta do Twitter, tendo como alvo os nordestinos, após a vitória de Dilma Rousseff. Veja o texto abaixo comprobatório do ódio racista, estimulado pela campanha tucana. A dica é de uma amiga amazonense que mora no Rio de Janeiro. Omito o nome, que é para que ela não seja importunada pelos tuiteiros futriqueiros contrafeitos com a derrota do candidato tucano. No Facebook, o destinatário do ódio são os eleitores de Dilma Roussef e o PT. Trata-se de segmentos incultos das classes médias que destilam todo o veneno do ódio classista acumulado ao longo das conquistas do governo Lula, governo que conseguiu incluir mais gente na cultura dos nossos tempos do que o que a burguesia orientada por interesses subalternos conseguiu fazer em todos os tempos. Os autores de tamanha leviandade tem como fonte de leitura a revista VEJA  e seus colunistas. É de dar dó a pobreza dos seus argumentos. Vejamos o infantilismo perverso de alguns termos adotados por estas criaturas, néscios na arte de viver com os contrários. O termo "PTralhas", por exemplo, foi adotado a partir dos textos do colunista ultra-reacionário Reinaldo Azevedo, da revista supracitada. Já o termo "gentinha" é o termo farta e ideologicamente usado pelo preconceito de classe de uma elite que perdeu o rumo da história, e que vem alimentando o apartheid social que tomou conta de nossas cidades, coisa que não se via na Manaus dos anos 1960. Tais termos, adotados como rótulo para com as ações públicas dos petistas e dos eleitores do PT, é sinal de uma intolerância inaceitável numa sociedade que se quer civilizada. Acautelai-vos, fariseus. Não vos escondeis sob o manto da impunidade. Vossos argumentos, de que estais sendo vítimas de Patrulha Ideológica, são risíveis. Vossos comentários não são outra coisa do que a prática da projeção de seus ideais e valores de mundo. Nelas estão expressas a mais abjeta das ideologias: o ódio e o preconceito de classe. 

O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter


Ontem, dia do resultado das eleições presidenciais, que deveria ser um dia de festa da democracia, ficou marcado como um dia em que o preconceito e o ódio tomou conta do Twitter, tão popular que é no Brasil. Um dia em que os Nordestinos foram tratados de forma altamente discriminatória. Um dia para não ser esquecido.
No Brasil, é muito comum se escandalizar com preconceito contra negros e gays. Casos assim ocupam páginas de jornais, provocam discussão e tem o tratamento que merecem ter. Mas, infelizmente, ainda existe o preconceito com relação à região de procedência, que é algo ainda pouco levado a sério e divulgado pela imprensa. E é algo que me assusta pela proporção com que tem crescido.
Eu sou Nordestina, de Fortaleza, Ceará. Nascida e criada aqui, com todos os sotaques e trejeitos característicos da região. Falo “oxente” e “vixe”, porque cresci com estas palavras fazendo parte do meu vocabulário. E tenho um baita orgulho de ser cearense. Por nada sairia daqui, porque aqui é o lugar que eu amo e onde me sinto feliz, com seus defeitos e virtudes.Por isso, me senti muito ofendida e triste com as mensagens que vi ontem no Twitter.
Para quem não acompanhou, tivemos um espetáculo digno de Goebbels. Vergonhoso, repugnante, capaz de fazer qualquer nordestino se sentir mal. Ver pessoas incitando a discriminação, pessoas com estudo e conhecimento incompatível com suas palavras, me provocou uma profunda tristeza.
Vejam vocês a que nível chegamos:

Retirado daqui: http://twitter.com/#!/kewenpantcho/status/29339798428

Retirado daqui: http://twitpic.com/32tlvx
E a pior de todas:
@mayarapetruso
Retirado daqui: http://twitpic.com/32ted4
Há muitos mais. Basta fazer uma busca no Twitter por “Nordestino“. Me recuso a comentar estes tweets.
Para quem não sabe, isso dá cadeia. Quem diz é a lei 7.716, de 1989, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente. A lei afirma:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores.
O preconceito tem que ser divulgado, não pode simplesmente ser aceito ou ignorado. O preconceito é crime e deve que ser tratado como tal. Não é porque uma pessoa nasceu em outra cidade, outro estado, outra região que será menos capaz do que você. Somos todos brasileiros, apesar das diferenças regionais.
Da mesma forma como muitos nordestinos são discriminados ao ir para o sul/sudeste, somos todos discriminados ao irmos para os Estados Unidos ou Europa, porque para eles tanto faz se você fala oxente, meu ou bah. Você é brasileiro e será taxado e julgado por isso. Agora imagine sofrer isso no seu próprio país.
Espero que você que é leitor do Mundo Tecno, reflita sobre isso. Tenho certeza de que, como meu leitores são pessoas inteligentes, irão se arrepender caso tenha falado alguma bobagem, e eu o desculpo por isso. Espero também que tenham consciência de que, no final das contas, nós estamos todos no mesmo barco.
Respeito ao próximo é o primeiro passo para vivermos em um país melhor. Então, vamos nos respeitar?



Dilma se emociona ao agradecer o apoio de Lula, o companheiro presidente

PICICA: Mulher testada na dureza que a vida lhe proporcionou no período mais repressivo da história da república, e habituada ao universo racional das decisões políticas, Dilma Rousseff deixou-se levar pela emoção quando, no discurso da vitória, agradeceu o apoio do operário-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Momento de singular beleza é ver um líder manifestar o gesto mais humano de gratidão para com seus companheiros. Só os grandes líderes são capazes reconhecer gestos magnânimos com a gratidão das emoções mais simples. Não, Dilma não chorou. O que se viu foi sua alma chorar por ela. Afinal, Lula levou-a ao mais alto posto do país graças à sua extraordinária habilidade política e por uma razão suprema: "ponho minhas mãos no fogo por Dilma". A confiança é a prova que dá dignidade nas relações entre companheiros. Quem tem a graça de ter Lula como conselheiro e companheiro de partido, tem tudo o que se pode desejar para alcançar todos os sonhos de um país mais justo, mais fraterno e solidário. Começamos a viver a mais sentida despedida de um líder político de um cargo público. Novos vôos aguardam Lula. Estaremos com ele. Indissolúveis são os laços que nos une, porque mais fortes são os poderes do povo. A dica dos vídeos abaixo é do blog Conexão Maranhão Brasília.
rogeriotomazjr | 31 de outubro de 2010
Brasília(DF), 31/10/2010 - Primeiro pronunciamento oficial de Dilma Roussef (PT), após ter sido eleita à Presidência da República Federativa do Brasil. Primeira mulher na história a ser eleita para governar o Brasil. PARTE 1/2/3


Com a vitória de Dilma, grupelhos de Manaus, que disseminaram mentiras e preconceitos, enfiam o rabo entre as pernas

PICICA: Em Manaus, um grupelho (facção ou grupo insignificante, sem maior importância) usou o Facebook para disseminar mentiras e preconceitos contra a candidatura de Dilma Rousseff. Mandaram a etiquetas às favas, pisotearam a ética, arrotaram bacaba, abusaram em argumentos escatológicos, revelaram toda sua arrogância classista, exigindo um grande exercício de paciência revolucionária. Que o diga o poeta Dorival Carvalho, que resistiu à maledicência, sem perder a ternura jamais.

Os derrotados da eleição


A guerra acabou. Dilma Rousseff é presidente do Brasil. Para chegar até aqui, teve que enfrentar uma das batalhas mais violentas da história da República. E venceu.

Derrotou não só seu adversário, José Serra, mas também um exército implacável, cruel e muito poderoso: os principais grupos de comunicação do país. Estes são os grandes derrotados nesse dia de glória para a democracia.

Os milhões de votos recebidos pela candidata petista são a prova gigantesca de que os brasileiros nunca mais se deixarão ser manipulados. Nem permitirão ser tratados como gente ignorante. O povo, definitivamente, não é bobo.

Durante meses, houve um bombardeio incessante de manchetes, chamadas, apelos, boatos e factoides. Um massacre impiedoso, orquestrado. Em fiapos de verdade, urdiram uma rede de mentiras e preconceitos.

Não bastou ser atacada durante o horário eleitoral gratuito. Isso faz parte do jogo. Infame foi ser fustigada diariamente pela propaganda política voluntária dos barões da mídia.

Dilma Rousseff e milhões de brasileiros enfrentaram o maior jornal do país, a Folha de S.Paulo. E a maior emissora de TV, a Globo. A revista de maior tiragem, a Veja. Nessa tropa de choque incansável também perfilam os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo. Turma da pesada.

Nos próximos dias, sempre às 10h e às 16h, vamos usar este espaço para detalhar a forma como esses derrotados agiram do alto de seus palanques. Como pisotearam a liberdade de imprensa.

Cada um com seus soldados. Ou capangas. Tanto poder para quê? Tanta arrogância, fulminada pela força das urnas. Os que escrevem e entrevistam e ditam editoriais ficaram mudos. Quem manda, senhores do universo, é quem lê, quem ouve, quem vê. Os vitoriosos. Deste Brasil.

Fonte: O provocador

O discurso da vitória da companheira presidenta, Dilma Vana Rousseff

PICICA: Nós, da geração dos anos 1970, sempre tivemos profundo respeito pela geração dos anos 1960. A geração dos sessenta soube honrar, num dos momentos mais difíceis da vida da república, na primeira hora do golpe civil e militar de 1964, os versos do hino nacional: "Verás que um filho teu não foge à luta". Uma parte dessa geração foi torturada e morta, outra seguiu para o exílio; uma terceira permaneceu no Brasil comendo o pão que o diabo amassou. Nos anos seguintes, tentamos honrar a luta desses valorosos brasileiros em defesa da liberdade e pelo fim da ditatura militar. O PICICA  homenageia alguns personagens da resistência dos anos 1960, nesse momento de orgulho nacional, com a vitória da companheira Dilma Rousseff sobre a direita brasileira, ela mesma representante desta extraordinária geração: José Genoíno, José Dirceu, Celso Lungaretti, Nestor Nascimento, Carlos Eugênio Clemente, Edson Luís e Thomas Meirelles, entre outros. Oxalá, agora possamos acertar as contas com a história do nosso país e, sobretudo, tirar da invisibilidade o papel e a participação da mulher no enfrentamento ao regime militar. Aproveitamos o ensejo para recomendar a leitura do artigo sobre o tempo da longa noite de repressão e supressão da liberdade no Brasil: A LUTA CONTRA A DITADURA MILITAR E O PAPEL DOS INTELECTUAIS DE ESQUERDA.
Íntegra do pronunciamento da presidente eleita Dilma
FOTO: Roberto Stuckert Filho

Íntegra do pronunciamento da presidente eleita Dilma

31.10.2010
Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para  além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:
  • Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
  • Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
  • Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
  • Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
  • Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem  e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos  gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.


Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos  para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. 
Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é  difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

Fonte: Dilma13 

outubro 31, 2010

A vitória de Dilma é uma vitória sobre a mídia que mentiu e omitiu verdades

PICICA: Saibam os mercadores dos templos, os manipuladores de informação, os artistas reacionários e os segmentos incultos das classes médias: não há espaço para o fascismo no Brasil. Dilma Vana Rousseff é a resposta do povo brasileiro contra os reacionários de sempre. Eles não passarão.

Uma imagem com uma frase que simboliza o desejo dos eleitores de Dilma

PICICA: Taí uma imagem que os mercadores dos templos, os manipuladores de informação, os artistas reacionários e os segmentos incultos das classes médias jamais entenderão, devido a um defeito grave no aparelho simbólico dessas criaturas. Quem sabe na próxima reencardenação, eles entendam o sentido do que eles passaram negando, de modo fascista, durante todas essas eleições: o Brasil dos senhores de engenho, o Brasil do latinfúndio midiático deu lugar para o Brasil da igualdade de oportunidades para todos os seus filhos. O Brasil arcaico está dando lugar ao Brasil moderno. Não há lugar para o fascismo no Brasil.

A manchete que a Folha de S. Paulo não queria dar

PICICA: A vitória de Dilma é a vitória sobre a mídia que não viu a mudança social produzida pelo governo do companheiro presidente, o líder operário que mudou a cara do Brasil. Os jornalistas que testemunharam essa mudança e recusaram fazer o jogo do patronato comeram o pão que o diabo comeu nas redações de empresas como a CBN, um mau exemplo longe de ser solitário. Leia CBN: a barra pesada na redação e constate que liberdade de imprensa na velha mídia é peça de ficção. A imagem foi postada por Marcos Lula, no Facebook.

Dilma, o povão está contigo

PICICA: Um passo adiante, o Brasil não volta atrás. Está nascendo um novo país. 
dilmanaweb | 26 de outubro de 2010
O compositor Wagner Tiso regravou o sucesso de 89 para Dilma.

Bom Dilma, queridos leitores!

PICICA: Bom Dilma, para todos. Hoje é dia de eleger a primeira mulher presidente da república do Brasil. Hoje é dia de prevalecer a verdade sobre a mentira. Hoje é dia de celebrar a criatividade, a comunicação e cooperação da blogosfera em sua luta implacável contra a distorção da informação da mídia corporativa, que, nestas eleições, atropelaram a ética da comunicação, desinformando e manipulando informação. Somos a força de uma nova comunicação que está em construção no país. Somos uma rede, sem hierarquia, nem porta-vozes, de uma sociedade que exige o básico: liberdade e organização democrática. Dilma Rousseff representa a garantia de um novo projeto de produção econômica e social, com ampla liberdade de informação, comunicação e cooperação. Por isso, votar em Dilma 13 é um ato de amor e fé na produção de novas subjetividades, capazes de criar novos corações e mentes através da construção de novos circuitos de comunicação, novos modos de interação e novos modos de colaboração social, que expressem nossos reais interesses e desejos. 

outubro 30, 2010

Dilma supera seu último obstáculo: o debate na TV Globo

PICICA: O desempenho medíocre do candidato do obscurantismo ficou claro ao final do debate da TV Globo. Todos os 80 eleitores indecisos, pero no mucho, presentes ao debate pediram autógrafos e fotografias para a candidata Dilma Rousseff, a candidata que usou da verdade para vencer a mentira.
dilmanaweb | 29 de outubro de 2010

Mensagem cheia de calor e doçura de Nich Vendola à Dilma Rousseff

PICICA: Mensagem à Dilma de Nich Vendola, provável candidato da esquerda italiana a premier. (Piccolo mensaggio de Astrid Lima) Gracie, Astrid, le cose nono un po' pazze questi ultimi tempi. Me mantenga aggiornato

Post: Miracolo Brasile

Autore: Nichi

Un intero continente guarda con sollievo e speranza alla vittoria di Dilma Rousseff al ballottaggio di domenica prossima in Brasile. Dopo otto anni di governo Lula, la speranza di cambiare in profondità il Brasile è diventata una realtà. La popolarità di Lula è la più alta nella storia così tanto tormentata di quel paese. Per noi, che fummo presenti all’annuncio di quella vittoria nelle strade gioiose del Forum sociale mondiale di Porto Alegre, questa notorietà e il probabile successo della candidata del Pt sono una conferma che la buona politica può cambiare il corso della storia. In quello che era uno dei paesi più segnati dalle grandi disuguaglianze, oggi c’è un’euforia e una crescita economica che hanno pochi rivali al mondo. Mentre i paesi che un tempo definivamo sviluppati, compresa l’Italia, oggi sono profondamente in declino, dall’altra parte del mondo il BRIC (Brasile, Russia, India e Cina) segna una crescita di tutti i livelli, macroeconomici e di quelli che riguardano lo sviluppo umano. Dilma Rousseff raccoglie un’eredità che l’intero popolo brasiliano potrà e dovrà custodire. A noi piace la sua determinazione e competenza, la sua biografia, segnata dalla tortura e dall’anelito di libertà. Ci piace perché potrebbe essere la prima donna a guidare un paese tanto importante per il futuro dell’umanità. In Brasile la politica del governo ha spostato molto più a sinistra l’intero quadro politico e anche il successo della candidata ambientalista, Marina Silva, sottolinea una domanda forte di partecipazione alle scelte di fondo di quel paese. 

A Dilma va tutto il nostro entusiasmo, che spero possa arrivare come un soffio lontano ma pieno di calore e dolcezza. Se un tempo guardavamo all’America del nord per immaginare il futuro, oggi non possiamo far altro che volgere lo sguardo verso i paesi a sud, e tra questi, il Brasile è davvero un miracolo.

Ecco la versione tradotta in portoghese:

Um continente inteiro contempla com alívio e esperança a vitória de Dilma Roussef no segundo turno das eleições brasileiras, no próximo domingo. Depois de oito anos de Governo Lula, a esperança de mudar profundamente o Brasil tornou-se uma realidade. A popularidade de Lula é a mais alta na história tão atormentada do país. Para nós, que estivemos presentes no anúncio daquela vitória nas ruas em festa do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, essa popularidade e o provável sucesso da candidata do PT são uma confirmação de que a boa política pode mudar o curso da história. Naquele que era um dos países mais marcados pelas grandes desigualdades, hoje há uma euforia e um crescimento econômico que encontra poucos rivais no mundo. Os países que no passado definíamos como desenvolvidos, incluída a Itália, hoje estão em profundo declínio. Em outros recantos do mundo, o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mostra um crescimento em todos os níveis, macroeconômicos e no que diz respeito ao desenvolvimento humano. Dilma Rousseff carrega uma herança que todo o povo brasileiro poderá e deverá proteger. Nos agrada a sua
determinação e competência, a sua biografia, marcada pela tortura e pelo sonho de liberdade. Nos agrada porque ela poderá ser a primeira mulher a conduzir um país tão importante para o futuro da humanidade. No Brasil, a política do governo tem levado o quadro político muito mais pelas vias da esquerda, sem esquecer também que o sucesso da candidata ambientalista, Marina Silva, destaca um clamor por participação nas escolhas importantes daquele país.


À Dilma vai todo o nosso entusiasmo, que espero possa chegar como um sopro distante mas cheio de calor e doçura. Se no passado olhávamos para a América do Norte para imaginar o futuro, hoje não podemos fazer outra coisa senão voltar nosso olhar em direção aos países do sul e, entre esses, ao Brasil, que é sem dúvida um milagre.

Fonte: Vendola Presidente

A direita no Brasil não é civilizada, segundo Rodrigo Vianna

PICICA: Segundo Zefofinho de Ogum, o poeta que para melhor declamar versos usa um bongô como marcador de ritmo: "A direita brasileira, não só não é civilizada, como ela trava o debate. Há uma abissal diferença entre 'travar debate' e 'travar o debate'".
Política| 07/10/2010 | Copyleft

O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir. Ciro Gomes disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. O Brasil precisa que se faça esse debate.Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país. Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida. O artigo é de Rodrigo Vianna.

Texto publicado originalmente no blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.

É um atraso gigantesco para o Brasil.

Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.

Penso um pouco diferente.

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.

Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:

(Ciro Gomes) “Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”

O Brasil, agora digo eu, precisa que se faça esse debate.

O Brasil precisa, também, comparar os resultados econômicos e sociais de FHC e Lula. Mas precisa de politização, precisa que se enfrente o pensamento conservador.

Essa é uma hora boa para desmascarar a intolerância religiosa.

Aliás, é preciso tomar cuidado ao associar “evangélicos”, apenas, a esse discurso intolerante. Não. Os ataques mais coordenados e mais perigosos partem da Igreja Católica.

É preciso – com muito cuidado e respeito pelos milhares de católicos e evangélicos que praticam a religião apenas para confortar suas almas, e para difundir o amor ao próximo – lembrar que já houve um tempo em que a religião mandava na política.

No Brasil Colonial, tivemos a Inquisição católica a prender, torturar e executar. A intolerância religiosa já matou muito – no mundo inteiro. Aprendemos isso na escola, ou deveríamos aprender (quem não se lembra da “Noite de São Bartolomeu”, na França, pode ler algo aqui).

Já que Serra quer travar esse debate, devemos pendurar o guiso no gato, e perguntar se o que ele quer é um Estado teocrático. É isso?

Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país.

Na Espanha, esse debate é travado nas eleições. O PP (partido conservador) tem uma parceria muito próxima com a Opus Dei e com o catolicismo mais reacionário. O PSOE (social-democrata) não tem medo de assumir a defesa de um Estado laico – respeitando as práticas religiosas.

O PSOE ganhou eleição prometendo união civil de homossexuais. A direita católica do PP realizou marchas com quase um milhão de pessoas, contra essa plataforma. Levou bispos e padres (de batina e tudo) para as ruas. O PP tentou intimidar o PSOE. O que fez a centro-esquerda? Travou o debate, resistiu, deu uma banana para o terrorismo religioso. E ganhou.

É preciso ter coragem.

O círculo da direita se fecha: ela tem as igrejas (algumas), ela tem a velha mídia, ela tem a prática da intolerância.

“A ideologia da direita é o medo”, já nos ensinava Simone de Beauvoir.

A intolerância e o medo é que levaram o “Estadão” (que, diga-se, abre espaços para a Opus Dei) a demitir Maria Rita Kehl por ter escrito um artigo que contraria a linha oficial de “somos Serra até a morte”.

Nas redações, não há espaço para dissenso. Quem levanta a cabeça tem a cabeça cortada.

“Folha” (que censura blogs), “Estadão” (que demite colunista), “Veja” (com seu esgoto jornalístico a céu aberto) e “Globo” (sob comando de Ali “não somos racistas” Kamel) são a armada a serviço desse contra-ataque conservador. Isso já está claro há muito tempo. Mas Lula parece ter minimizado essa articulação, e acreditado que enfrentaria tudo no gogó – sem politizar o debate. Não deu certo. É preciso enfrentamento, politização.

Esse é um combate que merecer ser travado. Para ganhar ou perder. E acho que temos toda chance de ganhar.

Até porque, se Serra ganhar com esse discurso de ódio, e com esses apoios (panfletos da TFP, reuniões no Clube Militar, pregação e intolerância religiosas), o país (empresários, trabalhadores, classe média) precisa saber que teremos uma nação conflagrada durante 4 anos.

Não dá pra fazer de conta que isso não está acontecendo.

Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil? Claro. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida, como fazem os espanhóis e como fez o Ciro Gomes.

Com coragem.

Fonte: Carta Maior

O que está em jogo na eleição presidencial

PICICA: FALTAM 24 HS: O QUE ESTÁ EM JOGO? O aborto ou os 70 bilhões de barris do pré-sal; uns seis trilhões de dólares; o maior impulso industrializante do país desde Vargas? Quais valores estão em jogo, esses, confirmados hoje nos 15 bilhões de barris, só no poço de Libra, ou os da água benta falsa de Serra? Se prevalecer o modelo tucano de exploração, o pré-sal vira remessa de lucros e exportação de óleo bruto nas mãos das petroleiras internacionais. Perde-se seu efeito multiplicador numa cadeia de suprimento industrial da ordem de 55 mil itens, desde plataformas e navios, a válvulas, aço e parafusos. Porém mais que isso, perder-se-ia a chance histórica deste país eliminar a miséria e abrir uma avenida de ampla convergência de oportunidades e direitos para as gerações do presente e do futuro. Qual é a discussão mais relevante? É essa, por isso não sai no Jornal. (Fonte: Carta Maior)

A noite de pesadelos de Serra e Bento XVI

PICICA: Fontes do Vaticano informam que Bento XVI passou a noite com pesadelos. Sonhou com o Senhor a vociferar: "Cuida da tua igreja, Bento. Ela está a prevaricar. Separa das boas as más ovelhas. E não caias na tentação dos velhacos vendedores do templo. Deixa para os fiéis a escolha do candidato à presidência do Brasil, se quiseres te reconciliar comigo. Não estou nada satisfeito com esses bispos movidos à gráfica no Brasil. Lembra-te: foi-se o tempo da teocracia. Toda vez que seguimos este caminho, só dá pro nosso. Te manca, Bento! Não ponhas tudo a perder". Bento teria sido visto, no resto da madrugada, atravessado por uma dúvida: escrever, ou não, uma nova encíclica. Enquanto isso, no Brasil Serra, o Obscuro, teve pesadelos com a denúncia de um jornalista sobre sua relação com a privatização das empresas públicas brasileiras no governo de FHC. Sonhou que estava com uma corda no pescoço. Bye-bye, Serra. Para mais detalhes da escandalosa ação do candidato tucano e sua "tchurma", leia "As relações perigosas de Serra".

Para assegurar as conquistas do governo Lula, vote Dilma 13

PICICA: "O perfil oficial de Dilma Rousseff foi excluído sem explicação do Facebook nesta sexta-feira (29). A coordenação das Redes Sociais da candidata está apurando quais foram as causas dessa exclusão e aguarda uma resposta. Lamentamos essa situação, pedimos desculpas aos amigos de Dilma no Facebook e esperamos que o perfil da candidata volte ao ar em breve. Enquanto isso não acontece, convidamos os amigos de nossa candidata na rede para acompanhar o perfil da Dilmanarede. (Fonte: #dilmanarede
dilmanaweb | 28 de outubro de 2010


outubro 29, 2010

Mais vagas nas universidades para os jovens brasileiros

PICICA: Um dos compromissos de campanha de Lula certamente terá continuidade no governo de Dilma Rousseff: mais vagas nas universidades para os jovens brasileiros. Reveja um dos mais belos momentos da campanha de Lula sobre este tema.  
AlexFreireRP | 30 de junho de 2008
"Meu nome é João eu sou brasileiro! AMO MEU PAÍS..."

Martinho da Vila está com Dilma Rousseff

PICICA: "Eleitor desesperado do tucano cafajeste anda propondo, aí em Manaus, o boicote aos artistas da MPB que apoiam Dilma Rousseff. Ora vejam! Vai ter que jogar toda a coleção de MPB fora, meu rei. Avisa aí o dia do bota-fora, que eu mando o meu pessoal recolher o material". Mensagem enviada por Zefofinho de Ogum (andava sumido o nosso correspondente do PICICA), ao saber que a indigitada criatura pretende cometer esse crime de lesa-cultura.
dilmanaweb | 26 de outubro de 2010
Martinho da Vila também está com Dilma.

Uma mulher na presidência (música de Aniceto do Império)

PICICA: Foi preciso um operário chegar à presidência, para termos uma mulher com chances de assumir o cargo mais importante do país.
IbereCarvalho | 27 de outubro de 2010
Clip realizado por iniciativa independente em prol da candidatura da Dilma Rousseff à Presidência da República com a Música de Aniceto do Império "Mulher na Presidência".

EXTRA: A Grande Virada de Serra

Editorial da revista Brasil de Fato: A história não tem rascunhos

PICICA: Taí um editorial feito sob medida para os companheiros que resolveram ficar em cima do muro, ou os que advogam uma insustentável independência. Ainda há tempo de rever a posição adotada. Em jogo a soberania do país. Passada as eleições aí, sim, podemos pautar o debate público com os temas que nos pareçam mais inconsistentes no programa de governo de Dilma Rousseff. Convenhamos, o do Serra é uma fraude só, e põe em risco as conquistas democráticas obtidas até aqui. Juízo, companheiros(as). A foto abaixo não consta do editorial da revista Brasil de Fato.
Dilma Rousseff

A história não tem rascunhos

Equivocar-se na identificação do inimigo é um erro que costuma custar muito caro

 27/10/2010

Editorial ed. 400
  
Estamos diante da maior eleição de nossa história. A quinta eleição presidencial consecutiva, 21 anos depois do inesquecível embate de 1989. Esse período é o maior da história política brasileira, com liberdades democráticas e votação direta para o executivo e legislativo; comparável apenas com o brevíssimo período entre as duas ditaduras do Estado Novo e da resultante do golpe militar entre 1964 e 1985.
Golpe militar e período ditatorial seguem sendo o grande trauma não superado em nossa história. Os embates, polêmicas, acusações e personagens, que reaparecem neste segundo turno, seguem nos lembrando que os fantasmas do passado continuam ativos e dispostos a impedir qualquer mudança, por menor que seja, e que afete seus interesses.
Assim como em 1989, na campanha de Collor contra Lula, retomam o tema do aborto e todo um arsenal de calúnias para semear o ódio e o medo. Neste momento, são chamados os velhos atores sinistros que cumprem o papel de apavorar. Ressurgem antigos personagens, como a turma da Tradição Família e Propriedade (TFP), Opus Dei e toda a gama de fundamentalistas, acompanhados de generais de pijama, ruralistas e analistas de plantão. Novamente, a grande mídia atua como o verdadeiro partido político da direita e usa toda a sua força para propagar o medo. Nada mais simbólico do que a capa da revista Veja – com o monstruoso polvo vermelho que vai nos engolir. Com isto, se esvai a pouca credibilidade desses veículos de comunicação.
A batalha ideológica faz parte da luta política. Embora numa correlação de forças distinta daquela histórica campanha de 1989, e empunhando um programa muito mais rebaixado, a candidatura Dilma enfrenta todas as baterias da grande mídia, especialmente das quatro grandes famílias que controlam os principais veículos de comunicação do país. Novamente, a polarização divide a sociedade. Lideranças religiosas se posicionam no campo conservador ou progressista; artistas, dirigentes populares, não escapam da polarização.
Novamente, constatamos que enquanto os primeiros turnos das eleições são frios, distantes dos grandes debates e resumidos a shows e disputa de espaço na grande mídia, os segundos turnos forçam o confronto de ideias, propostas, visões do Brasil e do mundo, e de projetos políticos. Assim como nas eleições presidenciais passadas, o tema das privatizações é retomado, obrigando a candidatura da direita a fazer todos os malabarismos para contorná-lo.
Vacilar neste momento é um grave equívoco. Abster-se ou esconder-se no voto nulo, para depois invocar a falta de responsabilidade quando os previsíveis limites de um governo Dilma surgirem, é um senso de oportunidade que não condiz com um lutador do povo. As forças políticas que sustentam a candidatura Serra – desde a bancada ruralista até os ávidos negociantes das privatizações – são as mesmas que protagonizaram o desmonte do Estado brasileiro e toda a ofensiva neoliberal durante o período Fernando Henrique Cardoso. Recordemos que FHC saudou a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) como “bem-vinda” em seu discurso na II Cúpula das Américas em Quebec. E seu ministro Celso Lafer, notabilizado por tirar os sapatos quando visitava os EUA, demitiu o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães da diretoria do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri) por criticar a Alca. Além disso, aceitou passivamente a destituição do embaixador José Mauricio Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) para preparar os pretextos da invasão ao Iraque. Logo após o atentado de 11 de setembro, Lafer convocou uma reunião do órgão de consulta da OEA, invocando o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), manifestando que o Brasil poderia participar de ações militares contra o terrorismo. Também firmaram acordo para ceder a Base de Alcântara aos EUA, que fortaleceram os ataques e o boicote a Cuba. Tudo isso apenas para refletirmos sobre os impactos internacionais.
Não se trata de alimentar ilusões sobre as possibilidades de um governo Dilma. A provável conjuntura nacional e internacional dos próximos anos será muito mais complexa e exigirá muito mais, tanto do governo Dilma, quanto das forças populares. E a proposta política do PT já não é mais o seu histórico Programa Democrático Popular que empolgou a campanha de 1989. Sabemos que a construção de um projeto popular exige um programa de mudanças estruturais e que isso depende da organização de nosso povo e sua capacidade de construir a força social. A questão colocada pela história é outra. Derrotar o inimigo é sempre uma tarefa central na luta popular. A luta de classes é um fator objetivo do processo. Do inimigo podemos esperar tudo, menos complacência. Basta ver a capacidade das forças reacionárias  em aglutinar-se em torno da candidatura Serra para compreender porque a maioria da classe trabalhadora não vacila em posicionar-se.
Equivocar-se na identificação do inimigo é um erro que costuma custar muito caro, pois determina a capacidade de construir alianças e onde concentrar forças. Como ensina a velha sabedoria chinesa, “quem não sabe contra quem luta, jamais poderá vencer”. Alguns poderão esconder- se no voto nulo, esperando ansiosos que os anunciados limites de um governo Dilma lhes massageie a consciência impoluta. Pouco importa o movimento dos representantes do latifúndio, grandes meios de comunicação, igrejas conservadoras e aparatos de “inteligência” estrangeiros. Pouco lhes importa a defesa dos países que constroem a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) e, principalmente, ignoram a consciência da classe trabalhadora que se posiciona de forma clara. Somente a história poderá nominar esta postura. E a história não admite rascunhos.
Nossa luta é pela construção de um projeto popular para o Brasil. Estamos apenas diante de mais um desafio. Sabemos que as eleições não são a batalha final. Por isso, seguiremos numa luta prolongada, apostando na unidade de todas as forças populares em torno de um programa que altere a estrutura de poder em nosso país. Viveremos junto com o povo esse processo e não tememos a cooptação. Acreditamos no povo brasileiro e enfrentaremos mais essa batalha, confiantes em derrotar nossos inimigos.