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outubro 31, 2010

A vitória de Dilma é uma vitória sobre a mídia que mentiu e omitiu verdades

PICICA: Saibam os mercadores dos templos, os manipuladores de informação, os artistas reacionários e os segmentos incultos das classes médias: não há espaço para o fascismo no Brasil. Dilma Vana Rousseff é a resposta do povo brasileiro contra os reacionários de sempre. Eles não passarão.

outubro 04, 2010

Nem Serra, nem Marina; vitorioso foi o latifúndio midiático

Serra não teve mérito por levar disputa ao 2º turno, diz analista

Para professor da UnB, tucano foi ao segundo turno mais por erros do adversário e bombardeio contra Dilma; diretor do Diap diz que petista será eleita com certa folga 
 

São Paulo – Na visão do cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB), o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, foi ao segundo turno por erros dos adversários e não por méritos próprios. Apesar de a disputa não ter sido definida neste domingo (3), a candidata é favorita, segundo Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

"A campanha dele (Serra) foi ruim, nos debates ele não se destacou. No último debate, parecia que ele já tinha assumido a condição de derrotado", comenta Barreto. Para ele, Serra precisaria mudar a estratégia drasticamente para cogitar uma virada. Ele também se mostrou surpreso com a reação de Marina Silva (PV), principalmente pela velocidade de crescimento. "Se houvesse uma semana ou dez dias a mais de campanha, talvez tivesse superado Serra", afirmou.

"Basta que um terço (do eleitorado de Marina) migre para que Dilma se eleja" –  Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)
 
O analista acrescenta que Marina foi a grande beneficiada com a queda de Dilma Rousseff (PT) nas últimas semanas. "A Dilma enfrentou um final de primeiro turno muito pesado. Ela sofreu um bombardeio de três semanas, o que a levou a uma estratégia mais defensiva", avalia.

Como os votos foram perdidos para Marina, Barreto acredita que, em tese, a maior probabilidade é de que esses votos retornem para Dilma no segundo turno. Quanto ao candidato do PSDB, terá de buscar outro perfil de eleitor. "O eleitor de Serra não é tanto dele, tem conservadores, antipetistas... Ele tem de escapar desse patamar conservador", projeta.

Já o diretor do Diap vaticina que a candidata do PT ganhará com certa margem o segundo turno. "Sinceramente, acho que ele (Serra) não tem chance", afirma Queiroz. "Marina vai ter de declarar apoio a Dilma ou neutralidade", prevê, sem apostar na proposta de plenária apresentada neste domingo (3) pela candidata do PV.

"Essa vitória é dela, não é do PV. Basta que um terço (do eleitorado de Marina) migre para que Dilma se eleja." Para o diretor do Diap, a petista perdeu a chance de ganhar no primeiro turno basicamente por perder votos no eleitorado feminino.

Fonte: Rede Brasil Atual

outubro 03, 2010

Pelo fim do coronelismo eletrônico

Poder do cartel da mídia controla até o Congresso


03 Out 2010

Monitor Mercantil

“De acordo com pesquisa do Instituto de Estudos e Pesquisa em Comunicação (Epcom), o Brasil vive um momento de "caos regulatório", causado principalmente pela concentração do controle dos meios de comunicação, exercido por poucos grupos. Noventa e dois por cento dos grupos afiliados das seis maiores redes atuam somente em um estado e 74,7% delas possuem apenas emissoras de rádio e TV.

A Rede Globo tem o maior número de
empresas afiliadas. Segundo o Epcom, 40,6% de todas rádios, TVs e jornais do país estão sob o controle "global".

A televisão no país também é dominada por essas seis redes, que recebem 80% de toda receita publicitária. Além de 294 emissoras de TV, o seleto grupo também publica os dez jornais impressos de maior circulação no país e ainda controla 15 canais em UHF, 122 emissoras de rádio AM, 184 de FM e 50 jornais. No total, esse mercado totaliza US$ 3 bilhões, segundo a pesquisa.


"Na maioria dos estados, as concessões de radiodifusão estão nas mãos de políticos dos partidos mais conservadores", relata Berenice Mendes, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. (FNDC). Para ela, isso dá ao cartel da mídia poder quase absoluto sobre o Congresso.


Já o engenheiro eletrônico Israel Fernando de Carvalho Bayma denuncia, em trabalho elaborado para a bancada do PT na Câmara, que "o compadrio, a patronagem, o clientelismo e o patrimonialismo ganharam, no Brasil, a companhia dos mais sofisticados meios de extensão do poder da fala até então inventados pelo homem: o rádio e a televisão". Para ele, tal fato constitui um dos traços determinantes do atual poder oligárquico nacional. "É o que se convencionou chamar de coronelismo eletrônico", resumiu.”


Fonte: Brasil! Brasil!