Populações tradicionais e Estado na Amazônia
Moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari. Criação da reserva foi analisada pela antropóloga e socióloga Kátia Schweickardt. Foto: www.ceuc.sds.am.gov.br
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
Oficina "Para entender os equinócios" dias 13 e 20 de março no Jardim Botânico de Manaus
Heidegger e a metafísica da subjetividade, pelo filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.
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Nota do blog: A metafísica de Heidegger você já conhece. O que você não conhece são os caminhos teóricos que a obra desse filósofo abre para pensar a Amazônia. É o que o professor Renan Freitas Pinto promete apontar em sua palestra no MUSA.
"Amazônia, uma abordagem filosófica”
A obra de filósofos como o alemão Martin Heidegger (1889-1976) serviria para apontar novos caminhos teóricos para pensar a Amazônia? O sociólogo e cientista social Renan Melo de Freitas Pinto, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), aposta que sim e aborda o tema em palestra no Musa nesta quinta-feira, dia 04 de março.
“Vivemos um momento novo de interpretação da Amazônia”, afirma Renan. “A discussão de questões relacionadas ao meio ambiente e às culturas tradicionais, por exemplo, tem muito a se beneficiar da base teórica oferecida por diferentes filósofos”, completa.
Para Renan, durante muito tempo aqueles que se dispuseram a estudar a Amazônia e seus autores se depararam com um algo semelhante a um “vazio teórico”. “Muitas vezes lemos autores como Euclides da Cunha mas não esclarecemos sua obra de maneira satisfatória”, exemplifica.
O pesquisador afirma que a situação começou a mudar e que algumas universidades abordam autores como Heidegger em seus cursos de pós-graduação.
Apontar os caminhos dessa mudança é propósito da palestra de Ernesto Renan Pinto. Além de analisar trechos da obra de Heidegger, o pesquisador falará sobre o trabalho do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer (1900-2002) e do francês Paul Ricoeur (1913-2005). “É claro que há outros autores importantes. Falarei sobre esses três, todos fortes críticos da ciência que acreditavam que há outros conhecimentos, como a arte e a filosofia, que conseguem explicar as situações”, afirma.
Palestra: Amazônia, uma abordagem filosófica
Palestrante: Ernesto Renan Melo de Freitas Pinto/ Ufam
Data: 04 de março
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo
http://www.museudaamazonia.org.br/
O planetário indígena, que tem 8 metros de diâmetro e capacidade para 45 pessoas deitadas, abre em março