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setembro 09, 2010

Palestra no MUSA: Populações tradicionais e Estado na Amazônia

Populações tradicionais e Estado na Amazônia


Moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari. Criação da reserva foi analisada pela antropóloga e socióloga Kátia Schweickardt. Foto: www.ceuc.sds.am.gov.br

A região do Médio Rio Juruá, referência para estudos sobre as relações socioeconômicas entre seringueiros e seringais, é também reveladora das novas relações que têm impulsionado a produção de territórios na Amazônia. A afirmação é da socióloga e antropóloga Kátia Helena Serafina Cruz Schweickardt, que profere palestra no Musa na próxima quinta-feira, 9 de setembro.

A apresentação tem como pano de fundo a tese de doutorado da pesquisadora, defendida em 2010 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No trabalho, Schweickardt discute a relação entre populações tradicionais e o Estado na Amazônia analisando os processos de criação da Reserva Extrativista do Médio Juruá e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari.

“Tento demonstrar como as mudanças de conjuntura dos últimos anos alteraram os termos da relação das agências governamentais de reforma agrária e meio ambiente com os pequenos produtores locais”, diz a pesquisadora.

Segundo ela, nos anos de 1970 e 1980 as intervenções do Estado negavam as formas de apropriação do espaço adotadas por grupos locais e tratavam de tirá-los das áreas ocupadas em benefício das grandes empresas.

“A partir dos anos de 1990, as preocupações ecológicas se difundiram na sociedade e passaram a fazer parte da pauta das agências governamentais, os novos movimentos sociais se aliaram aos ambientalistas e se fortaleceram politicamente e os projetos de desenvolvimento sustentável passaram a disputar espaço com os projetos desenvolvimentistas e a ‘ressignificar’ o papel do Estado na região”, afirma.

Schweickardt é Professora Adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e tem experiência na elaboração e implementação de projetos de desenvolvimento sustentável ligados à reforma agrária e em pesquisas nas áreas agrária e ambiental na Amazônia, tendo atuado no Incra do Amazonas até 2010.

Palestra: As diferentes faces do Estado na Amazônia: etnografia dos processos de criação e implantação da RESEX Médio Juruá e da RDS Uacari, no médio Rio Juruá
Palestrante: Kátia Helena Serafina Cruz Schweickardt / UFAM
Data: 9 de setembro
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo

Fonte: MUSA

agosto 24, 2010

agosto 18, 2010

As constelações na cosmologia dos grupos Tukano

Palestra: As constelações na cosmologia dos grupos Tukano

 
A observação do céu sempre esteve na base do conhecimento de todas as sociedades

Na próxima quinta-feira, 19 de agosto, Melissa Santana de Oliveira, do Instituto Socioambiental (ISA), apresentará a palestra Através do universo: as constelações na cosmologia dos grupos Tukano do rio Tiquié, alto rio Negro. Esta pesquisa, realizada desde 2005, tem por objetivo identificar o ciclo de constelações do grupo Tukano e também da etnia Desana, registrando seus  mitos de origem e descrevendo os fenômenos ecológicos, econômicos e rituais associados às posições das estrelas.
 A etnoastronomia, definida como a ciência que estuda os conhecimentos astronômicos relacionados aos costumes de uma determinada cultura, é importante para nos ajudar a entender qual a relação do homem com o céu e a natureza. Muito ligados aos mitos cosmogônicos, que tratam da origem do universo, esses conhecimentos sempre foram transmitidos de maneira oral, constituindo saberes tradicionais que passaram de geração em geração, e que hoje são estudados como forma de entender e preservar o universo cultural e o imaginário de cada um desses povos.

Realizado em parceria com os profissionais do Programa Rio Negro do ISA, com o físico Walmir Thomazi Cardoso da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e pela Sociedade Brasileira para o Ensino de Astronomia (SBEA), a pesquisadora afirma que seu projeto está em constante interlocução com as comunidades indígenas do alto rio Negro, inserindo-se no âmbito das iniciativas de educação e manejo ambiental protagonizadas por indígenas do médio rio Tiquié, Terra Indígena Alto Rio Negro, organizados na Associação Escola Indígena Tukano Yupuri (AEITY) e na Associação das Comunidades Indígenas do Médio Tiquié (ACIMET). 

A palestra é gratuita e aberta ao público em geral.

Palestra: Através do universo: as constelações na cosmologia dos grupos Tukano
Palestrante: Melissa Santana de Oliveira / Instituto Socioambiental (ISA)
Data: 19 de agosto
Horário: 17h
Local: Sede Administrativa do Museu da Amazônia (Musa)
Avenida Constelação, 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo

Fonte: Musa - Museu da Amazônia

agosto 12, 2010

Musa - Palestra Saberes e Sabores: uma nova mesa amazônica

Ilha de São Vicente - ao fundo, o Bairro de São Raimundo - Manaus-Amazonas-Brasil
Foto: Rogelio Casado, 2005

Palestra Saberes e Sabores:uma nova mesa amazônica

Nesta quinta-feira, 12 de agosto, realizaremos a palestra Saberes e Sabores - uma nova mesa amazônica, sobre a produção e consumo de hortaliças não convencionais, com Catarina Jakovac, consultora em agroecologia do Musa.

São chamadas de “não convencionais” aquelas hortaliças pouco conhecidas da culinária da região, as quais dificilmente são encontradas em feiras e mercados locais, como a taioba, o ariá e o cubiu. Estas plantas nativas da Amazônia possuem significante valor nutritivo e sabor agradável, o que, aliado ao baixo custo de produção, fazem-nas uma alternativa viável para uma alimentação saudável de nossa população.

Através de oficinas de capacitação e assistência técnica promovidas pela equipe do Musa, o Saberes e Sabores promove a produção destas hortaliças no Projeto de Assentamento Água Branca, no Puraquequara, bairro da Zona Leste de Manaus. Atualmente, esses produtores cultivam organicamente 15 diferentes hortaliças que hoje incrementam a renda das famílias envolvidas. A divulgação deste projeto faz parte dos esforços para a construção de novos hábitos alimentares que respeitem a cultura local, disseminando estes conhecimentos como uma alternativa de alimentação saudável e de baixo custo, baseada no uso sustentável da terra.

A palestra é gratuita e aberta ao público em geral. Na ocasião, haverá degustação de doces e sucos, além da venda das hortaliças após a palestra pelos próprios produtores.

Palestra: Saberes e Sabores - uma nova mesa amazônica
Palestrante: Catarina Jakovac / Museu da Amazônia (Musa)
Data: 12 de agosto
Horário: 17h
Local: Sede Administrativa do Museu da Amazônia (Musa)
Avenida Constelação, 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo

agosto 07, 2010

Curso de ilustração botânica no JB de Manaus

 Curso de ilustração botânica no JB de Manaus

O Museu da Amazônia (Musa) e o Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus (JB de Manaus)  promoverão,  entre os dias 26 e 28 de agosto, o curso de ilustração botânica com Maria Alice de Rezende, ilustradora do  Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). O curso tem por objetivo ensinar técnicas de ilustração em grafite e nanquim, disponibilizando 15 vagas com inscrições no valor de R$ 20,00. 

Lembramos que o curso será realizado no Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus, mas as inscrições serão realizadas na sede administrativa do Musa.  Abaixo você pode conferir algumas informações, assim como o currículo da instrutora e um texto explicativo sobre Ilustração Botânica. 

Curso de Ilustração Botânica
15 vagas
Para pessoas acima de 18 anos
Inscrição: R$ 20,00
Período:26, 27 e 28 de Agosto de 2010
Horário: 09h às 12h
Local: Jardim Botânico Adolpho Ducke
Av. Uirapuru, bairro Cidade de Deus, Manaus – AM

 Local de Inscrições
Museu da Amazônia (Musa)
End.: Av. Constelação, Nº 16, Conj. Morada do Sol. Cep.: 69060-081. Aleixo. Manaus/AM
Fone: 92 3236-3079/9197 

Currículo - Maria Alice de Rezende
Formada em Artes Plásticas pela Escola Nacional de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Iilustração Botânica pela Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT/JBRJ). Com aperfeiçoamento no New York Botanical Garden, e Royal Botanic Gardens Kew- Londres, como vencedora da bolsa artística da Fundação Botânica Margaret Mee- 2004. Com trabalhos publicados em livros e periódicos no Brasil e exterior. E trabalhos selecionados para exposições em Chicago, St. Louis, Illinois, New York, Washington, Albany, Tókio, e Londres. Ganhadora do prêmio The Anne Ophelia Dowden Award 2009 de ilustração botânica. Atualmente ilustrando em projetos para pesquisadores no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 


A Ilustração Botânica
por Maria Alice de Rezende
      A ilustração botânica é uma forma de representação da natureza difundida universalmente, e como muitos gostam de dizer: “uma forma de arte que é ciência”. Mas  acima de tudo é uma demonstração de admiração e respeito à natureza.
     Ao observarmos uma planta atentamente podemos ver que detalhes como  folhas,  pétalas e ramos podem estar próximos ou afastados, podem ser lisos ou ásperos, cobertos por suaves pêlos ou mesmo ornados por espinhos. Em relação as cores, podemos notar sutis variações, como um branco que pode ter  tons de verde, amarelo, ou rosa. As variações são infinitas. Aos olhos do ilustrador botânico nenhum destes pequenos detalhes poderá escapar. Às vezes perde-se tempo tentando desvendar um emaranhado de pequenas folhas ou estames, até entender-se toda sua estrutura. Na maioria das vezes o auxílio de um pesquisador é indispensável, para a total compreensão.
    É importante conhecer profundamente a espécie para a realização de um trabalho de boa qualidade artística, e ao mesmo tempo, fidelidade a  planta representada.
    O trabalho de ilustração apóia o texto descritivo e tem como função deixar claras as características da planta descrita, por isso a importância da fidelidade na representação. O compromisso com a realidade está na consciência de cada ilustrador, ao lembrar que seu trabalho é um documento orientando ou desviando um pesquisador que, impossibilitado de ter a planta viva para observar, às vezes por tratar-se de uma espécie já extinta, terá apenas a ilustração para sua análise. Tradicionalmente, a aquarela e o nanquim são as  técnicas mais utilizadas na ilustração botânica. A planta a ser ilustrada deve conter o maior número de informações possíveis, ou seja, a planta em vários estágios de desenvolvimento, com botões, flores abertas, murchando, frutos verdes e maduros, se possível. O desenho inicial é feito a grafite em proporções reais, com a planta em uma posição que mostre claramente todos os detalhes fundamentais que a diferem de outras espécies.
Depois de finalizar a montagem da prancha suavemente em grafite é hora da montagem final e da cobertura em nanquim ou aquarela, se preciso for, com o auxílio de uma lupa. A riqueza de detalhes quase imperceptíveis é uma característica marcante da Ilustração Botânica. A ilustração de uma só planta pode levar algumas semanas ou vários meses, trabalho que requer extrema dedicação e paciência.

julho 28, 2010

As mudanças socioculturais e ambientais na Manaus de 1890 a 1910 é tema de palestra

Rita Chaves (Secretaria Executiva do MUSA) e Edneia Mascarenhas Dias (pesquisadora)
Foto: Rogelio Casado - Manacapuru-AM, 2007

As mudanças socioculturais e ambientais na Manaus de 1890 a 1910 é tema de palestra no Musa
A pesquisadora Edinea Mascarenhas, autora do livro A Ilusão do Fausto: Manaus de 1810 a 1920 ,  apresentará a os resultados de seus estudos sobre as mudanças socioculturais e ambientais na Manaus do período áureo da borracha, que vai de 1890 a 1910.
Ao tentar recuperar a constituição histórica da Manaus, quando capital da borracha, a autora tenta desvendar a aliança entre Estado e interesse privado, numa política de exclusão e dominação contra pessoas ou grupos que não se enquadravam nos conceitos de valores da elite local.

Nas palavras de Milton Hatoum, a pesquisa de Edinea nos faz refletir sobre os impasses gerados por uma modernidade incompleta. De um lado - o fausto - uma cidade limpa e urbanizada, um espaço urbano pensado e planejado para os ricos e estrangeiros. Do outro, a Manaus dos excluídos, dos desempregados e carentes que não figuram na historiografia da época.

A palestra é gratuita e aberta ao público em geral.
Palestra: Manaus de 1890 a 1910: A ilusão do Fausto  
Palestrante: Edneia Mascarenhas
Data: 29 de julho
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo

julho 06, 2010

Nem tudo é cartão postal

Teatro Amazonas
Manaus-Amazonas-Brasil
Poluição do Ar e Energia é tema de palestra no Musa em 08/07

A pesquisadora Ilsa Valois, do Núcleo Interdisciplinar de Energia, Meio Ambiente e Água (NIEMA), avaliará os impactos dos gases poluentes na atmosfera urbana na cidade de Manaus, cuja principal fonte de energia é a termelétrica na palestra Poluição do ar e energia que acontece dia 08 de julho, próxima quinta-feira, no Musa.

Serão abordados os fenômenos físicos e químicos que interferem no clima local e aceleram os efeitos do aumento da concentração de alguns componentes e de poluentes secundários produzidos devido às atividades antrópicas, a poluição térmica e as reações químicas responsáveis pela destruição da camada de ozônio na estratosfera, entre outros assuntos.

Os dados são provenientes de pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Amazonas e concluem a necessidade de um monitoramento efetivo da qualidade do ar da cidade.

A palestra é gratuita e aberta ao público em geral.

Palestra: Poluição do Ar e Energia
Palestrante: Ilsa Valois / Ufam- NIEMA
Data: 08 de julho
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo
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junho 24, 2010

Conservação do Gavião-real é tema de palestra no Musa

Gavião real
Imagem postada em sosespecies.com
Conservação do Gavião-real é tema de palestra no Musa

A pesquisadora Tânia Sanaiotti, do Departamento de Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), apresentará as atividades do programa de conservação do gavião-real, o monitoramento de ninhos e estudos de reabilitação, nesta quinta-feira, 24 de junho, no Museu da Amazônia.

De acordo com a pesquisa de Tânia, apesar do perigo de extinção desta espécie não ser reconhecida pelo IBAMA, o gavião-real está ameaçado. Por exemplo, no município de Parintins, onde são desenvolvidas algumas atividades do projeto, a exploração ilegal de madeira, desmatamentos e caça, que foram, no século passado, também os responsáveis pelo seu quase desaparecimento na Mata Atlântica, somados à especulação imobiliária crescente na região, contribuem para a diminuição da espécie.Em seus mais de 10 anos de existência, o projeto de conservação do Gavião-real atua nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal, e também desenvolve atividades de educação ambiental para as comunidades, que são envolvidas nas ações de monitoramento e conservação da ave.

A palestra é gratuita e não há necessidade de inscrição.

Palestra: Programa de conservação do Gavião-real
Palestrante: Tânia Sanaiotti / Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)
Data: 24 de junho
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo
Entrada gratuita
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junho 09, 2010

FAPEAM: uma trajetória de amparo ao desenvolvimento científico e social do Amazonas

Odenildo Sena
Foto: Rogelio Casado - Manaus-AM, 2008

Fapeam é tema de palestra no Museu da Amazônia

A trajetória da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas - FAPEAM, como agência de fomento à pesquisa científica e tecnológica do Estado, será o tema da palestra do Musa,  na próxima quinta-feira, 10 de junho. 

Desde sua implantação, em 2003, a  FAPEAM fomenta o apoio à produção e divulgação científica no Estado. Os resultados de sua atuação, os indicadores da formação de pesquisadores e seu papel no desenvolvimento tecnológico regional serão apresentados pelo diretor-presidente da entidade, Odenildo Sena.

Segundo a FAPEAM, atualmente o Amazonas já pode se beneficiar com mais de 100 doutores e mais de 700 mestres titulados, e as instituições de ensino e pesquisa podem encontrar  na Fundação o apoio necessário para direcionarem seu foco para o  “fazer ciência”.

A palestra é gratuita e não há necessidade de inscrição. 

Palestra: FAPEAM: uma trajetória de amparo ao desenvolvimento científico e social do Amazonas
Palestrante: Odenildo Sena/ Diretor-presidente FAPEAM
Data: 10 de junho
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo
Entrada gratuita

maio 27, 2010

O que se encontra no Encontro das Águas

MUSA - Museu Amazônico - SBPC
Foto: Rogelio Casado - Manaus-AM, 2009
Nota do blog: Vá com sua família conhecer o MUSA (Reserva Florestal Adolpho Ducke, zona leste de Manaus) e saiba o que se encontra no Encontro das Águas.

A típica floresta de terra firme amazônica é, sem dúvida, um dos maiores atrativos do Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus. Mas a instituição oferece bem mais que isso aos visitantes.

Apresentar as atividades e a história do Jardim ao público é o objetivo da palestra do Musa desta quinta-feira, 27/05.

Rita Mesquita, bióloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), diretora adjunta do Musa e coordenadora das atividades do museu desenvolvidas no Jardim, falará sobre a experiência de implantação, os desafios da gestão e as perspectivas para o futuro da instituição.

Situado em 500 hectares de floresta primária de terra firme, na borda da Reserva Florestal Adolpho Ducke, zona leste de Manaus, o Jardim Botânico é administrado em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Prefeitura de Manaus.

O público que hoje visita o local encontra a sua disposição espaços educativos, como biblioteca e sala de aula; trilhas na floresta; um viveiro de mudas com diversas espécies de orquídeas e bromélias; sessões de cineclube; cursos e atividades para crianças, além da exposição O que se encontra no encontro das águas.

A palestra é gratuita e não há necessidade de inscrição. 

Palestra: A floresta amazônica ao alcance de todos
Palestrante: Rita Mesquita / Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) / Musa
Data: 27 de maio
Horário: 17h
Local: Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo
Entrada gratuita

março 11, 2010

"Para entender os equinócios"

Postada em brazadv.com.br
Oficina "Para entender os equinócios" dias 13 e 20 de março no Jardim Botânico de Manaus

Museu da Amazônia

Venha conhecer mais sobre os movimentos do sol e ver a passagem dessa estrela pelo ponto mais alto do céu. Participe da oficina “Para entender os equinócios”!

Dia 13 de março o sol passará a pino por Manaus. Isso significa que formará um ângulo de 90° com a cidade. A passagem é parte da “caminhada” desta estrela pelo céu em direção ao hemisfério Norte. Dia 20 ela atinge “o meio do caminho” e se posiciona exatamente sobre a Linha do Equador, marcando o equinócio de primavera no hemisfério Norte e o equinócio de outono no hemisfério Sul, data na qual o dia e a noite têm a mesma duração.

Para marcar essas datas e levar ao público mais informações sobre os movimentos do sol, o Musa oferece a oficina “Para entender os equinócios”.

Os participantes irão realizar experimentos que permitem medir o raio da Terra e determinar a altura do sol no céu. Também será possível ver porque os movimentos aparentes do sol são diferentes em várias regiões brasileiras e conhecer particularidades da passagem desta estrela pela região amazônica.

Confira a programação e participe!

“Para entender os equinócios”

Programação


· 13 de março (sábado)

No Jardim Botânico

11h – Apresentação “Para entender os equinócios” no Planetário

12h – Observação da passagem do sol a pino e determinação do Meio Dia Solar.*

Na Ponta Negra*

18h – Observação do Pôr do Sol, para determinar a latitude de Manaus.

Ponto de encontro: anfiteatro da Ponta Negra

· 20 de março (sábado)

No Jardim Botânico

11h – Apresentação “Para entender os equinócios” no Planetário

12h – Observação da altura da passagem do Sol ao meio dia solar em Manaus para determinar a distância de Manaus a São Gabriel da Cachoeira.*

Na Ponta Negra*

18h – Observação do Pôr do Sol, para determinar o ponto cardeal Oeste

Ponto de encontro: anfiteatro da Ponta Negra

*Atividade será cancelada em caso de chuva

As atividades são gratuitas e abertas ao público geral, adulto e infantil

O Jardim Botânico de Manaus fica na Avenida Uirapuru s/nº - Cidade de Deus.

Como chegar: http://www.museudaamazonia.org.br/?q=94-lista-1702-Localizaçao

Mais informações em http://www.museudaamazonia.org.br/

março 02, 2010

"Amazônia, uma abordagem filosófica”


Heidegger e a metafísica da subjetividade, pelo filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

* * *

Nota do blog: A metafísica de Heidegger você já conhece. O que você não conhece são os caminhos teóricos que a obra desse filósofo abre para pensar a Amazônia. É o que o professor Renan Freitas Pinto promete apontar em sua palestra no MUSA.

"Amazônia, uma abordagem filosófica”

A obra de filósofos como o alemão Martin Heidegger (1889-1976) serviria para apontar novos caminhos teóricos para pensar a Amazônia? O sociólogo e cientista social Renan Melo de Freitas Pinto, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), aposta que sim e aborda o tema em palestra no Musa nesta quinta-feira, dia 04 de março.

“Vivemos um momento novo de interpretação da Amazônia”, afirma Renan. “A discussão de questões relacionadas ao meio ambiente e às culturas tradicionais, por exemplo, tem muito a se beneficiar da base teórica oferecida por diferentes filósofos”, completa.

Para Renan, durante muito tempo aqueles que se dispuseram a estudar a Amazônia e seus autores se depararam com um algo semelhante a um “vazio teórico”. “Muitas vezes lemos autores como Euclides da Cunha mas não esclarecemos sua obra de maneira satisfatória”, exemplifica.

O pesquisador afirma que a situação começou a mudar e que algumas universidades abordam autores como Heidegger em seus cursos de pós-graduação.

Apontar os caminhos dessa mudança é propósito da palestra de Ernesto Renan Pinto. Além de analisar trechos da obra de Heidegger, o pesquisador falará sobre o trabalho do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer (1900-2002) e do francês Paul Ricoeur (1913-2005). “É claro que há outros autores importantes. Falarei sobre esses três, todos fortes críticos da ciência que acreditavam que há outros conhecimentos, como a arte e a filosofia, que conseguem explicar as situações”, afirma.

Palestra: Amazônia, uma abordagem filosófica

Palestrante: Ernesto Renan Melo de Freitas Pinto/ Ufam

Data: 04 de março

Horário: 17h

Local:
Avenida Constelação 16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo

http://www.museudaamazonia.org.br/

fevereiro 22, 2010

MUSA abrirá em março um planetário indígena

Foto: Ricardo Oliveira/Agência Fapeam
Postada em Folha Online
O planetário indígena, que tem 8 metros de diâmetro e capacidade para 45 pessoas deitadas, abre em março

Planetário em Manaus mostra céu segundo visão dos índios da Amazônia

KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

Um planetário cilíndrico para ensinar a astronomia indígena da Amazônia será aberto ao público em Manaus, em março.

Os índios observam as constelações para seus rituais e atividades como o plantio. Mas as figuras formadas pelas estrelas têm nomes e significados diferentes dos da astronomia ocidental.

A instalação, climatizada, fica dentro de um pavilhão do Jardim Botânico Adolpho Ducke, zona leste da cidade.

"A Amazônia é cortada pela linha do equador. Como está no meio, o melhor sistema de projeção de uma esfera, que seria a abóbada celeste, é um cilindro", diz Germano Afonso, consultor do Musa (Museu da Amazônia), responsável pelo projeto.

Para desenhar o céu amazônico do planetário, os pesquisadores desenvolveram softwares a partir da astronomia greco-romana e tupi-guarani. Fotos da Via Láctea são a base das projeções.

Consultora do grupo de etnoastronomia do Musa, a índia torá Luciana da Cunha Ferreira, 27, retornou à aldeia em que nasceu para pesquisar o significado das estrelas.

"Minha avó de 93 anos até hoje não precisa de relógio nem de calendário para identificar em que época tem de plantar a mandioca", diz ela.

Ferreira descobriu que no céu dos torás a constelação de Escorpião é uma ave, o mutum. "Quando o pássaro aparece entre os meses de agosto e setembro, é sinal de que a seca será muito forte", diz.

Fonte: Folha Online
Nota do blog: O MUSA - Museu da Amazônia é dirigido pelo presidente de honra da SBPC Ênio Candotti.

dezembro 17, 2009

"O outro - meu espelho"

O outro
Foto postada em sol.sapo.pt

Palestra “O outro - meu espelho”

O Musa recebe o entomólogo do Núcleo de Ciências Humanas e Sociais do Instituto Nacional de Pesquisas Inpa, Victor Py Daniel, nesta quinta-feira, dia 17 de dezembro, às 17h, que promete uma reflexão sobre as alternativas de pesquisa científica de campo. “Uma das práticas nos estudos etnológicos é descrevermos o ‘outro’. Será que os descritores (pesquisadores, alunos, etc..) já estão em condições de fazê-lo? Será que ao ocorrer a descrição, grande parte que ocorre é apenas projeção?”, questiona. Conforme antecipa Py Daniel, na palestra serão apresentados questionamentos quanto a este “pequeno” aspecto de uma possível arrogância humana.

O que? Palestra “O outro - meu espelho”
Quem? Victor Py Daniel - Inpa
Quando? 17 de dezembro, às 17h
Onde? Museu da Amazônia – Musa (Av. da Constelação, n16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo, Manaus)

Mais informações
Jane Dantas
Jornalista (MG 07326JP)
Telefone: 92 8128 5070
E-mail: jane@museudaamazonia.org.br, dantas.jane@gmail.com
skype: dantas.jane
msn : janesdantas@hotmail.com
www.museudaamazonia.org.br
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dezembro 09, 2009

Museu Amazônico da Ufam: museu e coleções etnográficas

Museu Amazônico da UFAM
Foto postada em museuamazonico.ufam.edu.br

Museu Amazônico da Ufam: museu e coleções etnográficas

Na próxima quinta-feira, dia 10 de dezembro, às 17h, o Museu da Amazônia – Musa recebe o diretor do Museu Amazônico, Sérgio Ivan Gil Braga, para a palestra Museu Amazônico da Ufam: museu e coleções etnográficas.

Onde: Av. da Constelação, n16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo – Manaus/AM
Data: 10/12/2009
Hora: 17h

Para mais informações,

Jane Dantas
Jornalista (MG 07326JP)
Telefone: 92 8128 5070
E-mail: jane@museudaamazonia.org.br, dantas.jane@gmail.com
skype: dantas.jane
msn: janesdantas@hotmail.com
www.museudaamazonia.org.br
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dezembro 01, 2009

Musa debate sobre a história da saúde pública e da medicina tropical no Amazonas entre 1890 e 1930

A história da saúde pública e da medicina tropical no Amazonas entre 1890 e 1930

Para refletir a respeito das atividades de saneamento no Estado do Amazonas no período da Primeira República no Brasil, o Museu da Amazônia – Musa recebe no dia 3 de dezembro, às 17h, o pesquisador Júlio César Schweickardt, que ministra a palestra “A história da saúde pública e da medicina tropical no Amazonas entre 1890 e 1930”.

O momento abordado coincide com o auge e o declínio da economia da borracha, fazendo da Região um importante centro de repercussão da cultura e das ideias científicas. “Analisaremos como as ideias da medicina tropical foram apropriadas por médicos do Amazonas e como seus princípios foram colocados em prática, com o objetivo de realizar a profilaxia da febre amarela e da malária”, exemplifica Júlio César. Essas duas endemias mobilizaram os diversos atores em torno das teorias, que debatiam sobre os mecanismos de transmissão e sobre as formas de combater e controlar os vetores.

Diferentes comissões atuaram no Amazonas nesse período, que envolveram: médicos, cientistas e engenheiros de Manaus, da Capital Federal e de Instituições internacionais. A única comissão que realizou o saneamento do interior do Estado foi o Serviço de Saneamento e Profilaxia Rural, que transformou o posto rural em posto itinerante. O saneamento do Amazonas foi proposto e realizado por estas diferentes comissões, que teve como pano de fundo o ambiente e o regime das águas: na capital os igarapés, e no interior a imensa rede de rios e lagos.

O Amazonas, nesse período, constituiu-se, portanto, em uma espécie de laboratório para a pesquisa e a experimentação das idéias científicas correntes. A região, em relação à nação, afirmou a sua autonomia e a sua identidade, através da ação dos médicos e cientistas que refletiram sobre a o saneamento do Estado.

Graduado em Teologia pela Escola Superior de Teologia (1990) e em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas – Ufam (1997), Júlio Cesar Schweickardt é mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Ufam (2000). Atualmente é pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane/Fiocruz Amazônia e doutor em História das Ciências e da Saúde pela Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Tem experiência na área de Antropologia da Saúde e História das Ciências, atuando nos seguintes temas: saúde coletiva, história das doenças tropicais e das instituições na Amazônia.

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Jane Dantas
Jornalista (MG 07326JP)
Telefone: 92 8128 5070
E-mail: jane@museudaamazonia.org.br, dantas.jane@gmail.com
skype: dantas.jane
msn: janesdantas@hotmail.com
www.museudaamazonia.org.br
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novembro 24, 2009

Musa debate Cosmologia, Ambiente e Práticas Alimentares dos Baniwa

Arte Baniwa
Postada em karipuna.blogspot.com/

Musa debate Cosmologia, Ambiente e Práticas Alimentares dos Baniwa

As práticas alimentares do grupo indígena Baniwa têm relação estreita com sua cosmologia e com o meio ambiente, conforme aponta a pesquisadora Luiza Garnelo, que conduz a palestra “Cosmologia, Ambiente e Práticas Alimentares Baniwa”, na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro, às 17h, no Museu da Amazônia – Musa.

Segundo Garnelo o grupo indígena Baniwa, do Alto Rio Negro, detém um conhecimento preciso sobre os ecossistemas locais e técnicas eficientes de retirada de alimentos na natureza com as quais gerenciam a escassez alimentar no território em que vivem. “A mitologia do grupo congrega informações sobre a preservação dos ambientes naturais, das fontes alimentares e técnicas eficientes de caça e de pesca”, diz, acrescentando que a mitologia também rege as relações de reciprocidade que orientam a produção, circulação e consumo dos alimentos.

A pesquisadora também considera que a cosmologia Baniwa fundamenta a ética das relações com a natureza, limitando comportamentos predatórios e o desperdício dos alimentos. “Tais práticas alimentares se relacionam à cosmologia do grupo e têm rico simbolismo que auxilia na manutenção dos vínculos sociais interfamiliares e intercomunitários, viabilizando um cardápio com teor nutricional equilibrado, variando de acordo com as estações do ano e evitando a punção excessiva sobre espécies animais ou vegetais”, afirma Luiza Garnelo.

Médica e filósofa, Luiza Garnelo atualmente é pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz em Manaus e professora adjunta da disciplina de saúde coletiva da Universidade Federal do Amazonas. Desenvolve pesquisa e extensão em Saúde Coletiva e Antropologia, com ênfase em Antropologia e Saúde e Etnologia Indígena, atuando prioritariamente na área indígena do Alto Rio Negro. Sua produção científica tem enfocado temas como políticas de saúde indígena; organização da atenção básica; etnografias de práticas sanitárias, sistemas tradicionais de doença cura e cuidados à saúde e controle social em saúde indígena.

Próximas palestras:
Dezembro
03 – Júlio César (FioCruz)
10 – Museu Amazônico – Sérgio Ivan (Ufam)
17 – "O outro - Meu Espelho"– Victor Py Daniel (Inpa)

Jane Dantas
Jornalista (MG 07326JP)
Telefone: 92 8128 5070
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novembro 11, 2009

Palestras no MUSA

MUSA
Foto: Rogelio Casado - Stand do SBPC - Encontro das Águas - Manaus-AM, 2009

Medição dos níveis de CO2 na Amazônia requer nova metodologia

Estudo conduzido pelo pesquisador Julio Tota, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), demonstra que a medição da quantidade de gás carbônico (CO2) absorvido e emitido pela floresta amazônica requer uma metodologia diferente da utilizada desde a década de 50. Para falar sobre o assunto, o Museu da Amazônia – Musa recebe amanhã, às 16h, os pesquisadores Antonio Ocimar Manzi e Júlio Tota, ambos do Inpa e LBA.

A constatação é resultado da análise de dados obtidos com monitoramento das trocas gasosas entre a biosfera e a atmosfera na região Amazônica feitas em duas torres do Programa LBA (Manaus/AM e Santarém/PA) juntamente com um monitoramento complementar, feito pelo pesquisador ao longo de seis anos.

Júlio Tota conta que realizou inicialmente experimentos com a liberação de fumaça colorida para observar o deslocamento das camadas de ar entre as árvores. “Em muitos casos, o deslocamento desceu até os vales, em uma trajetória que fugia completamente do alcance do monitoramento da torre do LBA, que analisa, principalmente, o deslocamento vertical e as camadas mais superiores”, diz, ressaltando que, por esta razão, os resultados estimados pelas torres passariam a ser considerados incompletos. Segundo o pesquisador, a medição desse transporte horizontal de CO2 poderia ajustar 70% do déficit da respiração noturna entre as medidas ecológicas (respiração total do ecossistema) e aquelas oriundas somente das torres.

Armadilhas indígenas para caça

Já na quinta-feira, dia 12 de novembro, às 17h, também no Musa, o antropólogo suíço-peruano, Jurg Gasche, ministra palestra sobre as armadilhas utilizadas pelos índios Bora, Huitoto e Cocama do Peru para capturar micos. Gasche antecipa que a partir do exemplo, abordará o método de articulação de conteúdos indígenas e científicos.

As palestras são abertas ao público, na sede administrativa do Musa (Rua da Constelação n16, Conjunto Morada do Sol, Aleixo - próximo à Casa da Sopa).

Mais informações,

Jane Dantas
Jornalista (MG07326JP)
Assessora de Comunicação Museu da Amazônia - Musa
Fone: +55 92 32363079 / 9197 Cel.: 8128 5070
Skype: dantas.jane
Msn: janesdantas@hotmail.com
E-mail: jane@museudaamazonia.org.br, ascom@museudaamazonia.org.br
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outubro 28, 2009

Olhares sobre Manaus - espaço e movimento

Manaus Moderna
Foto: Rogelio Casado - Manaus-Amazonas-Brasil, 2006

Nota do blog: Não há nenhuma ironia na nomeação da fotografia acima. Manaus Moderna foi o nome dado à beira-rio que margea o centro histórico da capital do mormaço (expressão do escritor Márcio Souza). De moderno só tem o nome. Dinheiro público desperdiçado por uma visão urbanística anti-histórica, desumana e displicente. Tudo isso para anunciar a programação do Musa para hoje e amanhã, enviada pela charmosa assessora de comunicação Jane Dantas. A de hoje não pude ir. A de amanhã não perderei. Dois talentosos amazonólogos: o geógrafo José Aldemir de Oliveira e o artista plástico Otoni Mesquita. Ambos professores doutores da Universidade Federal do Amazonas.

Confira a programação no Museu da Amazônia - Musa para hoje e amanhã

Dia 28 às 17h, na sede do Musa - Releituras de Musicais Indígenas - Grupo Aldeia Indígena

O grupo Aldeia Instrumental apresenta "Releituras Musicais indígenas com o objetivo de valorizar, reconhecer, divulgar e expandir as manifestações musicais e culturais dos povos indígenas que habitam a região amazônica. O projeto mescla informações e sons, com a proposta de reler a música de alguns dos povos indígenas da Amazônia, entre os quais, Tariano, Tukano e Desana, e outras latino-americanas como da etnia Guarani.

Dia 29 às 17h, na sede do Musa - Palestra "Olhares sobre Manaus" - José Aldemir (Ufam) e Otoni Mesquita (Ufam).

Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, às 17 h, o Museu da Amazônia – Musa recebe os pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, José Aldemir de Oliveira, do departamento de Geografia, e Otoni Mesquita do departamento de Artes, que abordam o tema “Olhares sobre Manaus – espaço e movimento”. A palestra acontece justamente alguns dias após a cidade de Manaus completar 340 anos e tratará das mudanças ocorridas em dois momentos distintos: século XIX e de 1920 a 1967.Mais informações no www.museudaamazônia.org.br.--
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