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outubro 06, 2010

Serra vai pro tudo ou nada. E o PSOL, vai com quem?

Nota do blog: Enquanto o tucano Serra vai pro tudo ou nada, os socialistas do PSOL discutem porque a neo-verde Marina Silva era uma falsa alternativa, mas nada de declarar o voto do segundo turno. Estimular o voto nulo é covardia, meu. À lucta socialistas!

Marina Silva: a persistência da falsa alternativa Imprimir E-mail
Escrito por Gilson Amaro e Valério Paiva   
05-Out-2010
 
"No nos pongamos a discutir si el alma es mortal o es inmortal, sino pensemos que el hambre y la pobreza son las que en realidad matan" (Camilo Torres).
 
Para que vieram Dilma e Serra, todos já sabem. Mas outros dois personagens de modos e conteúdos diferentes se destacaram nesta eleição presidencial, de um lado Plínio Sampaio (PSOL) e do outro Marina Silva (PV).
 
Plínio ganhou notoriedade nos debates, defendendo mudanças estruturais na sociedade, com um programa que visa à igualdade, desmascarando a falsa polarização entre as outras três candidaturas citadas. Já a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina, recentemente desfiliada do PT por falta de espaço para seus projetos pessoais e não por uma questão de princípios, ganhou destaque ao lançar uma cruzada em defesa do segundo turno, e por apostar num discurso amplo, generalista, que se arroga acima das diferenças: conciliador, antenado com o século XXI, acima dos embates, uma suposta nova política.

Leia mais em Correio da Cidadania

outubro 05, 2010

Para Celso Lungaretti, Marina está numa sinuca de bico e o PT flerta com a derrota

MARINA ESTÁ NUMA SINUCA DE BICO E O PT FLERTA COM A DERROTA

O   day after  foi melancólico.

De um lado, os demotucanos estão sendo bem persuasivos nas tentativas para convencer Marina Silva a suicidar-se politicamente.

Tomara que ela não ouça o canto dessas sereias -- como as mitológicas, carnívoras.

Se fizer uma composição com os representantes da ganância capitalista exacerbada e sem limites, ajudará a devolver o poder à pior direita brasileira.

Em termos ambientais, será um desastre.

E, claro, isto lhe seria cobrado adiante: sua responsabilidade pessoal num grave retrocesso histórico.

Iria virar uma morta sem sepultura, como o ex-Gabeira.

Voltar ao PT para receber um Ministério mais importante desta vez? É pouco para a dimensão que ela atingiu.

O pior é que seu partido está traindo o compromisso assumido de combater as práticas ambientais predatórias, ao aliar-se com quem as encarna.

Então, Marina está numa sinuca de bico.

Como a decisão de a quem apoiar no 2º turno é impostergável, a sabedoria política manda que fique neutra, liberando o voto do seu eleitorado.

Assim, conservará intacto o patrimônio político que acumulou como terceira via, preservando-se para passos mais ambiciosos no futuro.

Depois, com mais vagar, vai ter de escolher um partido para o  projeto 2014, já que o PV virou mera linha auxiliar da direitona.

Aliás, a única afirmação reveladora de Marina nesta 2ª feira, desconsiderado o blablablá convencional sobre as consultas que fará antes de anunciar sua decisão, foi esta:
"O resultado que tivemos de aprovação ao projeto meu e do [vice] Guilherme [Leal] é muito maior que o nosso partido".
Corretíssimo. Ela precisará de um partido mais adequado para suas pretensões vindouras, nem que tenha de criar um, como Fernando Collor fez (PRN).

Suas próximas decisões determinarão se ela é uma estrela que veio para ficar ou uma supernova que logo irá perdendo o brilho, como Heloísa Helena.

FASCINADOS PELO ABISMO

Já as avaliações que petistas fizeram do resultado frustrante foi mais frustrante ainda: aconselharam a campanha de Dilma a perseverar nos erros.

Uns falam em  esclarecer  melhor a questão do aborto, no sentido de tentar iludir o eleitorado, martelando sem parar que, desde criancinha, ela nega às mulheres o direito de opção.

Isto só servirá para fazê-la parecer oportunista, pois o que disse no passado está publicado e será relembrado ad nauseam  pelos antagonistas.

Outros recomendam a insistência nas comparações entre os governos de Lula e de FHC, quando a comparação a ser feita é bem outra: entre um projeto político esquerdista, sintonizado com a justiça social, e um projeto político direitista, sintonizado com a desigualdade e a exclusão inerentes ao capitalismo.

Caso seja necessário, ilustrarei com desenhos: O PT NÃO VAI GANHAR ESTA ELEIÇÃO SEM SUA MILITÂNCIA IDEALISTA, AQUELA QUE SÓ SE MOBILIZARÁ POR MUDANÇAS EM PROFUNDIDADE E NÃO POR RETOQUES COSMÉTICOS NA FACE MONSTRUOSA DO CAPITALISMO.

Para esvaziar a ofensiva ideológica direitista, terá de guinar à esquerda.

Se continuar em cima do muro, tímido e nem um pouco convincente, alienará seus apoios naturais e não vai conquistar o eleitorado conservador de classe média, que sempre se colocará na trincheira contrária.

Trata-se da receita infalível para ser inapelavelmente batido, jogando no ralo uma eleição que estava 99% ganha.
Fonte: Náufrago da Utopia

Nota do blog: Enquanto o Celso Lungaretti propõe uma guinada à esquerda para esvaziar o ofensiva ideológica direitista, o Idelber Avelar dá dicas de como conquistrar os votos de Marina Silva.

setembro 30, 2010

Marina vira ecochata e braço direito do demo-tucanato

A TRAÍRA


Marina Silva é uma grande traidora. Traiu o povo brasileiro quando se posicionou contra o crescimento do país. Traiu o presidente Lula. Traiu o PT. Traiu também a memória de Chico Mendes quando se uniu àqueles que, disfarçadamente, alegraram-se com a morte do grande líder seringueiro. Marina Silva jogou no lixo uma biografia de defensora dos povos da floresta, defensora da Amazônia. Traiu por despeito e por vingança. Ela alimentava esperanças de que o presidente Lula a escolhesse para ser sua sucessora, e quando percebeu que não seria a escolhida deu o bote tal qual uma cascavel. Marina não foi escolhida pelo presidente Lula porque não tem capacidade, conhecimento e caráter para governar um país, porque não seria capaz de manter a política econômica de crescimento e desenvolvimento, não conseguiria gerir os programas sociais do governo. Não seria capaz de entender a importância das descobertas no Pré-Sal pela Petrobras, nem conseguiria atribuir tais riquezas ao povo. Marina Silva, é óbvio, não vai para o segundo turno, mas vai para o colo do Serra /PSDB/DEM, que ela combateu nos 30 anos em que esteve no PT. Marina mostra que não tem pudor nem ideologia, é só uma ecochata fazendo o jogo sujo do poder por despeito e vingança. Está se vingando do presidente Lula porque não a escolheu, pouco se lhe dá prejudicar o país e milhões de brasileiros, desde que alcance seu seu objetivo de vingança. Marina é muito religiosa, ligada à Assembléia de Deus, mas não é nenhuma santa. É apenas uma traíra.
Jussara Seixas
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Fonte: Blog da Dilma

setembro 27, 2010

A agenda desnecessária de Marina Silva

Marina Silva e as novas florestas

 Marina Silva e as novas florestas

Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão.

Por Gilson Caroni Filho (*)

O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.

Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a "cabocla de tantas malárias e alergias" coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.


Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma "celebridade" que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.


Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.


Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?


Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce" Marina e seus aliados recentes?


Quando, em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: "tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança". Marina mistura oportunismo e desorientação espacial.


A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates" se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.


Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver". Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.

*Gilson Caroni Filho é sociólogo e mestre em ciências políticas. Mora no Rio de Janeiro, onde é professor titular de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha). É colunista da Carta Maior e colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?"


Fonte: Quem tem medo do Lula?

Nota do blog: Leia também como o discurso udenista vulgar de Plínio de Arruda Sampaio, no debate de ontem à noite na TV Redord, recheado de clichês, envergonhou até mesmo os que lhe tem simpatia. A crítica é do Miguel do Rosário.

setembro 26, 2010

Marina Silva vende caro sua derrota. Lástima!

Nota do blog: Restam duas balas de pratas para serem cravadas no coração da campanha de Dilma Roussef. Na verdade, a primeira , como se pode ver, é verde. Tem como alvo o presidente da república e seus companheiros do PT. A dúvida é se Marina da Silva prestou-se a esse papel por estupidez política ou por má fé. Pelo sim, pelo não, definitivamente ela atira sua biografia no lixo ao fazer o jogo da direita mais reacionária deste país. Bem diz Leandro Fortes: "Marina, morena Marina, você se pintou... de verde-oliva. Virou a musa do golpismo light da direitinha envergonhada que assina a Folha". Descanse em paz, Marina!

***

ENTREVISTA MARINA SILVA
Estúpidos são os que não aprendem nem com os seus erros
CANDIDATA DO PV AFIRMA QUE O PT NÃO TOMOU NENHUMA PROVIDÊNCIA PARA EVITAR QUE OUTRO ESCÂNDALO OCORRESSE DENTRO DA CASA CIVIL

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Leia os principais trechos da entrevista.



 
 
Folha - Como a sra. vê a série de escândalos que marca esta reta final da campanha? 

Marina Silva -
Tivemos, na história do Brasil, sucessivos casos graves de corrupção e tráfico de influência. Houve a compra de votos para a reeleição, no governo Fernando Henrique Cardoso. Depois o mensalão, no governo Lula.
Sábios são os que aprendem com os erros dos outros, e estúpidos são os que não aprendem nem com os próprios erros. Os partidos que estiveram no poder tiveram a oportunidade de aprender, mas as pessoas sempre são tentadas a se colar nos ganhos e nos acertos. Quando acontecem os erros, aí não é responsabilidade sua. 


O PT aprendeu com o caso do mensalão?

Uma parte do PT aprendeu muito. Outra parte parece não ter aprendido. As denúncias que surgiram nos últimos dias revelam isso. Ficam tão focados no que serve para faturar eleitoralmente que não tratam dos problemas.
Você não pode negligenciar os problemas, mesmo que isso renda desconforto político e perda de popularidade. As coisas que precisam ser feitas têm que ser feitas. 


O que a incomoda mais?

O que incomoda é que houve uma crise grave em 2005 e agora essa crise se repete de novo. Não foi tomada nenhuma medida para evitar que isso acontecesse de novo na Casa Civil. Em cima da figura do presidente, que precisa ser protegida desse tipo de coisa. Um ministro da Casa Civil [José Dirceu] já tinha caído por causa disso, e o erro se repete novamente. 


Os casos são comparáveis?

Um era mensalão e o outro é tráfico de influência. Mas são graves do mesmo jeito. Gravíssimos. 


A sra. afirmou que só critica o Bolsa Família quem não sabe o que é passar fome. A oposição passou muitos anos batendo no programa. Ela se distanciou do povo?

Houve falta de sensibilidade para um problema grave, que precisava ser enfrentado. Isso se revela nos discursos, mas também na ausência de políticas consistentes para esses segmentos da sociedade durante muitos anos [no governo tucano].
Agora vejo o candidato José Serra dizendo que vai dobrar o Bolsa Família, dar o décimo-terceiro do Bolsa Família. Pergunto se o partido dele [PSDB] e o DEM, que criticaram tanto o programa, estão fazendo uma revisão, ou se é só em função da eleição. 


O eleitor percebe isso?

As pessoas percebem quando você está levantando uma questão como compromisso, e não apenas como promessa. Quando você está reconhecendo um ganho real ou está fazendo uma apologia para faturar. 


A sra. ficou sozinha na defesa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso...

As pessoas perguntam por que falo do Plano Real e do FHC, se nem o Serra o defende. Dizem que tira voto. Não falo para ganhar voto, falo porque é justo. Reconhecer ganhos do Real e da política social de Lula é ter um olhar honesto para a História. 


Serra foi para o ataque, mas a sra. foi quem cresceu com os escândalos. Por quê?

Porque sou a terceira via que o eleitor está buscando. O eleitor compreendeu que a Dilma e o Serra são muito parecidos, que as alianças que eles têm são mais do mesmo. Há uma repetição quase neurótica do discurso político, sem nada de novo.
O eleitor está cansado de ver isso. Ele quer alguém que olhe para as questões graves e não faça discurso populista para faturar a eleição, dizendo que vai resolver tudo num passe de mágica. Agora as pessoas prometem tudo. A gente tem que respeitar a inteligência do cidadão. 


Serra prometeu elevar o salário mínimo a R$ 600 e criar o 13º do Bolsa Família. É disso que a sra. está falando?

Estou falando de ter uma plataforma, em vez de evitar ter um programa e ficar fazendo uma colagem de promessa atrás de promessa. Aí não tem critério. O céu é o limite. "Não subiu o suficiente [nas pesquisas]? Então vou prometer mais, mais e mais".
Você tem que pensar no limite das contas públicas, na possibilidade de implementar o que está dizendo. Não estou fazendo o discurso fácil. Se ganhar, quero ganhar ganhando, e se perder, quero perder ganhando. 


O que é perder ganhando?

É quando você sai do processo maior do que você entrou. E nem precisa ser maior eleitoralmente, em quantidade de votos. Significa que você não vendeu seus princípios. Manteve uma atitude digna, justa, inclusive na relação com os concorrentes.
Quando saí do Ministério do Meio Ambiente, as pessoas disseram: "Poxa, a Marina saiu maior do que entrou". Naquele momento, parecia que eu tinha perdido a batalha para o Mangabeira [Unger], o [Reinhold] Stephanes, o Ivo Cassol. Aí eu disse: a derrota ou a vitória se mede na História. Eu me sinto vitoriosa hoje, porque o desmatamento segue caindo.



A subida de Dilma a surpreendeu? Imaginava que seria tão difícil enfrentá-la?

Nunca subestimei ninguém. Sempre soube da força que teria o partido [PT], o presidente Lula. Mas a decisão é do cidadão.



Não é impossível vencer uma candidata apoiada por um governo tão popular?

O projeto pode continuar com outro candidato. As pessoas precisam ter segurança disso, e eu passo essa segurança pela minha origem, pela minha trajetória. Se foi possível ao presidente Lula manter os ganhos do Real, porque não será possível a mim manter o Bolsa Família? 


O PV está aliado ao PSDB no Rio, e agora seus candidatos ao Senado fazem dobradinha em São Paulo. Hoje, Serra é o mais cotado para ir ao segundo turno. A sra. o apoiaria?

Segundo turno se discute no segundo turno. Sinto que a minha candidatura é o segundo turno viável. 


Sua candidatura cresce entre os mais ricos. Teme ser refém de uma moda ecológica?

As pessoas mais simples têm uma identificação natural quando conhecem minhas ideias, minha trajetória.
Há uma dificuldade sim, de estrutura. É uma luta de Davi contra Golias, se comparar as candidaturas. O que me anima é que Davi ganhou a luta com uma pedra, acertando a pedra no lugar certo.


Fonte: Folha de S. Paulo

Nota do blog: A imagem acima, postada em contextolivre.blogspot.com , é uma cortesia do PICICA.

setembro 25, 2010

A queridinha da "mídia tucana"

Marina Silva
Postada em planetaignis.blogspot.com

Marina Silva, a queridinha da mídia

Reproduzo artigo contundente de Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

De jurásica, ecologista fundamentalista, que travava o desenvolvimento do país, Marina virou a nova queridinha da mídia – lugar deixado vago por Heloisa Helena. Mas o fenômeno é o mesmo: desespero da direita para chegar ao segundo turno e incapacidade de alavancar seu candidato. Daí a promoção de uma candidata que, crêem eles, pode tirar votos da Dilma, para tentar fazer com que a derrota não seja tão acachapante, levando a disputa para o segundo turno e dando mais margem do denuncismo golpista de atuar.

Marina, por sua vez, para se prestar a esse papel, se descaracterizou totalmente, já não tem mais nada de candidata verde, alternativa. Não tem agenda própria, só reage, sempre com benevolência, às provocações da direita, seja sobre os sigilos bancários, a Casa Civil ou qualquer insinuação da direita.

Presta um desserviço fundamental à causa que supostamente representaria: é um triste fim do projeto de construir um projeto verde, uma alternativa ecológica, uma pauta fundada no equilíbrio ambiental para o Brasil. Tornou-se uma candidata vulgar, em que nem setores de esquerda descontentes com outras correntes conseguem se representar.

Uma vez mais uma tentativa de construir alternativa à esquerda deixa-se levar pelo oportunismo. Quantas vezes Marina denunciou o monopólio da mídia privada e seu papel assumido de partido político da oposição? Nenhuma. Quantas vezes afirmou que a imprensa é totalmente alinhada com uma linha radical de oposição, não deixando espaços para a informação minimamente objetiva e para o debate democrático da opinião pública? Nenhuma. Quantas vezes se alinhou claramente com a esquerda contra a direita? Nenhuma.

Nenhuma, porque já não está no campo da esquerda – e os aliados, incluídos os que fazem campanha para o Serra, como Gabeira, entre outros, provam isso. Se situa em um nebuloso espaço da terceira via – refúgio do oportunismo, quando os grandes enfrentamentos polarizam entre direita e esquerda. Nenhuma, porque essa mesma imprensa golpista, monopolista, que a criticava tanto, agora lhe abre generosos espaços para desfilar seu rancor porque não foi a candidata do Lula e vê a Dilma ser promovida a continuadora do governo mais popular da história do país.

Esses 15 minutos de gloria serão sucedidos pela ostracismo, pela intranscendência. Depois de usada, sem resultados, pela direita, Marina voltará ao isolamento, o suposto projeto verde, depois de confirmado o amálgama eleitoreiro que o articulou, desaparecerá, deixando cadáveres políticos pelo caminho.


Fonte: Blog do Miro

Nota do blog: "O movimento ambientalista brasileiro encontra-se diante de uma encruzilhada histórica: tem oito dias para decidir se integra o campo de forças que lutam pela transformação do Brasil numa sociedade mais justa e sustentável, ou, ao contrário, como lamentavelmente sugere o comportamento de alguns de seus porta-vozes e lideranças lambuzadas com a atenção da mídia, se assume a condição subserviente de pé-de-palanque da direita e da extrema direita unidas no interior da coalizão demotucana".  Leia mais em "A bala de prata era verde".

agosto 31, 2010

O Brasil de Millôr vai mudar

Nota do blog: No Brasil de Millôr, o ambiente é ótimo, o que avacalha é o serviço que não presta. Tem nada não, Millôr! Tenho amigos que juram de pés juntos que Marina do PV vem pra tornar o país mais decente... E ela não vem só. Vem com o ex-Gabeira (PV), o Art(h)ur Neto (PSDB), o Roberto Freire (PPS), tutti gente buoni!

agosto 16, 2010

Os lobos vestem Marina Silva

Os lobos que se vestem de Marina Silva


Quando Marina Silva acordar da viagem na maionese em que embarcou ao aceitar ser candidata à presidência pelo PV e perceber que este partido não tem nada de verde e, na verdade, suas tonalidades giram em torno do “marrom”… – talvez seja tarde demais para reparar os danos à sua biografia. A ex ministra de Lula, deslumbrada com a projeção nacional do nada absoluto que representa, ou seja a tal terceira via, terá a difícil e solitária tarefa de se reconstruir em outra realidade.

Honestamente: um povo que foi subjugado por uma elite escravagista durante séculos e vislumbrou uma luz no fim do túnel nos últimos 8 anos, precisa de uma de terceira via? Um cidadão que acabou de sair da miséria absoluta; outro que acabou de chegar ao mercado de consumo pela primeira vez; outro que recuperou a dignidade de estar empregado, colocar o alimento na mesa de sua família e ver os filhos frequentando a escola – vão considerar a hipótese de darem seu voto a um grupo de oportunistas pintados de verde a serviço das mesmas elites que sempre lhes negaram a cidadania?

A verdadeira terceira via é coisa de primeiro mundo, onde a miséria e a falta de oportunidades foram superadas há décadas. Aí então, couberam outras variantes, mais sofisticadas, em seus processos eleitorais. Mas no Brasil de hoje, só cabem duas variantes distintas: inclusão e cidadania ou exclusão e escravidão. E ser ecológico não é uma postura política ou partidária. É obrigação de todos: desde o gari até o presidente da república. Não precisamos de um partido político para termos consciência ecológica e buscarmos desenvolvimento sustentável.

A única via que interessa à esmagadora maioria da população brasileira é o emprego com carteira assinada, o direito à saúde e à educação. O resto é conversa pra boi dormir.

Os românticos eleitores de Marina e seu partido lembram os caras-pintadas que saíram às ruas para derrubar Collor há 18 anos. Acreditaram que, naquele momento, borrifavam perfumes florais e pintavam de rosa a política brasileira. Em 1994, ajudaram a eleger um sociólogo emplumado que se transformou, da noite para o dia, no economista salvador da Pátria ao posar para a capa da revista Veja exibindo a cédula mágica – o Real – em tom paternal. FHC prometia felicidade. Mas, durante os 8 anos de sua aventura irresponsável, tudo o que se viu foi o país ajoelhar-se diante do “Plano Real”, que na verdade foi imposto pelo FMI a todas as economias inflacionárias da América Latina. Descobriu-se que não era a moeda que faria milagres e sim a maneira como os governos a utilizariam. Com FHC – que tinha Serra como Ministro do Planejamento e que, aliás, também não é economista – resultou em recessão, desemprego, arrocho salarial, falência estrutural, moral e física de toda a nação brasileira. Já os economistas do governo Lula souberam usar a moeda corretamente, tiraram o Brasil da estagnação e o projetaram para tornar-se, ainda nesta década, a quinta economia mundial. Esta, aliás, é a verdade que a “jornaleira” Miriam Leitão foge de ver ao comentar economia, política e as diferenças entre os governos FHC e Lula.

Obviamente, como é da natureza do processo político, não há perfumes florais que escondam-lhe as impurezas. Então alguns cidadãos, privados de seus sonhos cor-de-rosa diante das alianças e apoios da candidatura Dilma, optam pela terceira via. Assim, empunhando sua indignação moral e vestindo a fantasia do “politicamente correto”, registram seu protesto contra a classe política dando seu voto justamente à candidata “verde” que é o instrumento enganoso mais escancarado dos lobos travestidos de cordeiros. Pois não passa disso o Partido Verde.

Por outro lado, a direita e sua mídia fiel sabem que sua única chance é um contra-ataque golpista. E este ataque só seria mortal no cenário de um segundo turno – quando não haveria tempo para qualquer reação. Um factoide escandaloso bem elaborado e bem repercutido pelo consórcio sincronizado da mídia pode ser a “bala de prata” que derrubaria Dilma, sem chances nem tempo hábil para sua defesa.

Um primeiro ensaio dessa tramóia foram as entrevistas dos três candidatos ao Jornal Nacional nesta semana. O jogo de cena do casal de âncoras, requentando o caso do suposto mensalão do PT de 2005, mostrou até onde estarão dispostas a ir as velhas ratazanas da direta que conspiram por baixo da mesa de William Bonner e Fátima Bernardes.

Basta lembrarmos de 1989, Color x Lula, quando o sequestro de Abílio Diniz na véspera das eleições foi atribuído a grupos armados ligados ao PT e a Globo passou o dia inteiro ao vivo especulando em torno disso até o encerramento das votações, quando desmentiu todos os boatos e Collor já estava eleito; ou de 2006, quando a imagem do suposto dinheiro do suposto dossiê “vazou” na capa da Folha de SP na véspera das eleições, levando Alckmin ao segundo turno. Duas verdades foram provadas naquele momento: a primeira foi a de que a mídia paulista tem a capacidade de manipular o eleitor mesmo contra a sua vontade. A segunda a de que Lula era tão forte e popular que mesmo assim, venceu Alckmin de forma espetacular.

Dilma é o governo Lula, mas não é Lula. Tem competência gerencial infinitamente maior que José Serra. Mas não tem a trajetória de Lula. José Serra, só tem uma coisa que, somada aos fiéis serviços do PIG, pode lhe bastar: é, há 30 anos, o garoto propaganda do boneco de si mesmo. É isso que os velhos caras pintadas, eleitores de Marina, precisam entender. Marina não é um projeto. E o projeto da extrema direita com Serra é qualquer coisa, menos vencer democraticamente.

Por tudo isso, a inocente e útil candidata “verde” e seus inocentes e úteis eleitores, podem causar a desconstrução de todos os avanços do governo Lula, subtraindo – por mero capricho – os votos que elegeriam Dilma já em 3 de outubro. Isso levaria as eleições a um segundo turno, palco de perigos imprevisíveis, vindos de uma minoria disposta a tudo para reaver o que considera seu por desígnios celestiais.

Portanto, é melhor que os “sensíveis” eleitores de Marina Silva saibam que, ao votarem nesta senhora – que não se elegerá a nada, não fará parte de nada e ainda haverá de ser cuspida pelo seu partido na próxima esquina como um caroço seco – estarão fazendo exatamente o jogo que a direita e as elites paulistas precisam para recolocarem o Brasil e seu povo na senzala dos EUA como serviçais da nobreza global.

A não ser que acredite que um eventual governo Serra dará continuidade ao que está “dando certo” e – tsk! – corrigirá o que “estiver errado”, a pergunta que o eleitor de Marina deve se fazer é a seguinte:

Voto em Marina porque não quero Dilma nem Serra? ou Voto em Marina porque Dilma já venceu? Qualquer que seja sua resposta, o fato é que estará dando seu voto a Serra. O que, convenhamos, é o oposto exato de ser ecológico.

Do Blog O que será que me dá? Do ótimo articulista Roni Chira
 

abril 15, 2010

Marina esconde bandeira símbolo do movimento gay

Bandeira símbolo do movimento gay
Postada em setimodia.wordpress.com
Nota do blog: Vai ser difícil Marina Silva vestir as cores do arco-iris. A caretésima candidata é de religião evangélica, a mesma que estimula a homofobia no país.

Vereador verde se diz indignado com Marina

A senadora e pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, está sendo acusada por um vereador de seu partido, de ter "escondido" uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo do movimento gay, durante uma cerimônia pública.

A acusação partiu do vereador Sander Simaglio, filiado ao PV de Alfenas e defensor dos direitos dos homossexuais. Ele divulgou pela internet uma mensagem enviada à pré-candidata na qual lamentava um episódio ocorrido no fim de semana em Belo Horizonte. Na ocasião, ele entregou a Marina a bandeira do arco íris e pediu que a abrisse em público.

Segundo seu relato, a senadora não atendeu: "Para minha surpresa, deu um jeitinho de me abraçar com uma mão e com a outra, por baixo, esconder, mais que depressa, o símbolo da luta do movimento homossexual brasileiro."A senadora disse que não se lembra do diálogo e nem dos fatos apresetados pelo verador.

Fonte: Os amigos do presidente Lula
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janeiro 28, 2010

Questionário para Marina

Blog do Emir Sader

Questionário para Marina

1. Com o acordo de Gabeira com os tucanos e demos no Rio, tua candidatura pode ser definitivamente considerada como pertencente a esse bloco de direita?

2. Quais os pontos essenciais da sua plataforma para o Brasil ou será apenas uma plataforma ecológica?

3. Considera que a ecologia pode ser o centro de uma plataforma geral para o Brasil?

4. Que tipo de política econômica seu governo teria?

5. O que aconteceria com o PAC? E com o Bolsa Familia?

6. Que modificações introduziria na política internacional do Brasil?

7. Quais seriam seus principais ministros? O de Meio Ambiente seria Zequinha Sarney, que ocupou esse cargo no governo FHC e pertence ao teu novo partido?

8. Se não passar para o segundo turno, apoiaria a Dilma ou Serra? Ou daria como tudo igual e ficaria com a abstenção?

9. Tuas posições a favor do criacionismo, contra o aborto, entre outras, de fundamento religioso, de que forma seriam implementadas em um governo em que você fosse a presidente?

10. Seria a favor do ensino religioso nas escolas públicas? Seria orientada por qual das religiões?

11. O fato de ter um grande empresário privado como vice-presidente, ao invés de alguém vinculado aos movimentos sociais, que significado tem?
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