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outubro 26, 2010

Carlos Latuff apoia movimento em favor do Museu da Imagem e do Som de Campinas

PICICA: Carlos Latuff você conhece - cartunista brasileiro respeitado mundialmente. Seu traço vigoroso roda o mundo inteiro. Aqui mesmo já postamos alguns dos seus cartuns. Pois bem! Além de desenhar, Latuff se envolve pessoalmente com alguns movimentos sociais, como a causa dos camponeses pobres que o trouxe à Amazônia. Agora você pode vê-lo no vídeo abaxo pedindo apoio à conservação de um importante acervo da cultura brasileira sob os cuidados do Museu da Imagem e do Som de Campinas. A causa é nobre.
Latuff | 26 de outubro de 2010
Apelo público em favor do Museu da Imagem e do Som de Campinas (SP) cujo acervo de preciosas obras da música brasileira e internacional pode se perder por falta de investimentos. Visite o site do MIS, conheça seu trabalho e apoie esta iniciativa em favor da cultura brasileira: www.miscampinas.com.br

outubro 19, 2010

Chico Buarque apoia Dilma Rousseff, pela soberania do Brasil

PICICA: Votar em Dilma Rousseff é a garantia de soberania do país: “Nós recebemos o país de joelhos diante do Fundo Monetário Internacional [...] Nós não tínhamos dinheiro praticamente para nada. Porque tínhamos recebido também, misteriosamente, um país onde, depois de vender R$ 100 bilhões do patrimônio, a dívida tinha dobrado. O maior ‘milagre’ da gestão financeira dos tucanos”, afirmou Dilma durante encontro organizado por artistas e intelectuais em apoio à sua candidatura. Fonte: UOL.
dilmanaweb | 18 de outubro de 2010
O cantor, compositor e escritor Chico Buarque diz por que Dilma é a melhor opção para continuar as mudanças iniciadas por Lula

outubro 18, 2010

Juristas de todo o Brasil apoiam Dilma Rousseff

PICICA: Enquanto isso, FHC, o vendilhão da pátria, esteve neste domingo, em reunião fechada com investidores estrangeiros, em Foz do Iguaçu, tratando de vender o Brasil pelas costas do povo brasileiro. A denúncia é de Laerte Braga. Leia, também, matéria da CartaCapital que revela quem era o proprietário da gráfica contratada para imprimir 20 milhões de panfletos a serem distribuídos nas igrejas de São Paulo. Nada mais, nada menos do que a irmã do coordenador de infrasetrutura da campanha do Serra, Sérgio Kobayashi. A sordidez é tamanha que o texto do folheto, atribuída à Igreja Católica, teve sua autoria negada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Há informações de que esquemas semelhantes estão sendo articulados em outras regiões do país. Leia aqui.
BrothersCoEventos | 14 de outubro de 2010
O Professor Celso Antônio Bandeira de Mello em apoio a candidata Dilma Rousseff - Versão 2min

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#Dilma13 conquista apoio de juristas de todo o #Brasil13


Juristas e intelectuais de todo o país resolveram unir forças em defesa de Dilma presidenta. Nesta terça-feira (19), às 19 horas, será realizando um ato no Teatro Tuca, em São Paulo, para manifestar esse apoio.

O professor emérito da PUC/SP, Celso Antônio Bandeira de Mello, é uma das lideranças desse movimento. Na avaliação dele, eleger Dilma é fazer o Brasil continuar na direção da justiça, da solidariedade e da soberania.

"No dia 31 de outubro nós, eleitores, vamos ter a grande oportunidade de escolher alguém que simbolize o que há de melhor. Dilma Rousseff é uma mulher provada na defesa da democracia. Dilma sofreu na própria carne, no próprio corpo, a violência de quem se opunuha à vivência democrática. Dilma lutou por isso", ressalta Mello.

Clique aqui para ler o Manifesto dos Juristas e Professores Universitários.

março 30, 2010

Moção de apoio e solidariedade a luta do povo Tupinambá de Olivença

Moção de apoio e solidariedade a luta do povo Tupinambá de Olivença

Escrito por Conselho Indigenista Missionário
Seg, 29 de Março de 2010

As Entidades abaixo assinadas vêm expressar toda sua indignação com a infame campanha de criminalização contra o povo Tupinambá de Olivença e suas lideranças na justa e histórica luta pela reconquista de seu território.

Não é de agora que o povo Tupinambá sofre perseguições como esta campanha difamatória e preconceituosa que está a pleno vapor aqui no sul da Bahia, pois vem de longas datas a trajetória deste povo e as perseguições sofridas por causa da defesa de seu território, perseguições essas praticadas pela elite local e apoiadas pela conivência do Estado Brasileiro.

Quase 200 anos depois a história se repete de forma injusta contra os Tupinambá de Olivença. Num passado não muito distante a liderança Tupinambá conhecida como Caboclo Marcelino um ardoroso defensor de seu povo foi perseguido, caluniado e desaparecido “misteriosamente”, hoje também entre as varias lideranças Tupinambá que sofrem calunias e perseguição se destaca a liderança do cacique Babau da comunidade da Serra do Padeiro em Buerarema, recentemente aprisionado pela Polícia Federal e que se encontra na Superintendência da PF em Salvador. Pelo teor das acusações impostas à liderança Babau, fica patente a continuidade da carga preconceituosa que se tem no Brasil contra as populações indígenas. De novo faz-se uma inversão de valores e as vitimas são transformadas em réus.

Os Tupinambá de Olivença estão sendo considerados “invasores” de seu próprio território por aqueles que os expropriaram de forma violenta e traumática, e apesar da comprovação documental de sua imemorial posse. Assim como no passado, a atual campanha discriminatória e criminalizante em curso tem o claro objetivo de menosprezar os direitos dos Tupinambá. Incita a opinião pública contra as comunidades indígenas que lutam por seus direitos, utilizando os meios de comunicação local a serviço do poder político e econômico da região. Divulga-se uma série de mentiras e acusações contra as lideranças do povo Tupinambá de Olivença que estão mais a frente da luta.

Babau é considerado chefe de um bando, ou seja, ser liderança de uma comunidade indígena, ou quilombola é ser chefe de bando de bandidos? Se organizar em comunidade e luta por seus direitos se tornou perigoso, isto agora é considerado formação de quadrilha. Ocupar e retomar de volta suas terras, muitas delas totalmente devastadas pelo invasor, se tornou “invasão de fazendas”, e por ai vai às acusações imputadas às lideranças do Movimento Indígena, notando-se em todas elas uma total inversão de valores e uma forte carga de preconceito.

Diante deste grave contexto, solicitamos a imediata e isenta apuração dos fatos, bem como a tomada de providências urgentes que impeçam este processo de criminalização e ataques racistas à luta e às lideranças do Povo Tupinambá de Olivença, bem como a imediata liberdade do cacique Rosivaldo Ferreira. Repudiamos a distorção apresentada pelos meios de comunicação segundo a qual a sociedade do sul da Bahia festeja a prisão do cacique Babau - muito pelo contrário, esta prisão causa indignação. Repudiamos mais uma vez a ação da Polícia Federal, no tratamento dispensado as comunidades indígenas. Conclamamos todos aqueles que acreditam em uma nova sociedade possível que se somem à luta dos Tupinambá pela recuperação definitiva de seu território, reivindicando que o Estado Brasileiro confirme a demarcação desta terra indígena, efetivando os direitos constitucionais deste povo Indígena.

Itabuna, 19 de março de 2010.


1- Escola Agrícola Comunitária Margarida Alves – Ilhéus – Bahia

2- Associação para o Resgate Social Camacaense (ARES) – Camacan – Bahia

3- Comissão Pastoral da Terra Sul e Sudoeste-(CPT) – (Itabuna - Vitória da Conquista e Caetité)

4- Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) – (Itabuna e Salvador)

5- Conselho Indigenista Missionário (CIMI) – Regional Leste (Bahia, Minas e Espírito Santo)

6- Movimento Negro Unificado (MNU) – Itabuna - Bahia

7- Conselho de Cidadania Paroquial (CCP) – Santa Rita de Cássia – Itabuna – Bahia

8- Missionárias Agostinianas Recoletas – Itabuna – Bahia

9- Fraternidade das Catequistas Franciscanas – Itabuna – Bahia

10- Fórum de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania da Região Cacaueira – Sul da Bahia

11- Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul - CEPEDES – Bahia


12- Frente de Luta e Resistência do Povo Pataxó – Extremo sul da Bahia

13- Sindicato dos Bancários do Extremo sul da Bahia – Itamarajú - Bahia

14- Comissão de Lideranças do Povo Pataxó Hã-Hã-Hãe – (Pau Brasil, Camacãn e Itajú do Colônia)

15- Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) – Salvador

16- Movimento de Trabalhadores Assentados e Acampados e Quilombolas da Bahia – CETA

17- Sociedade Ambientalista da Lavoura Cacaueira (SALVA) - Mascote -Bahia

18- Rede Alerta Contra o Deserto Verde – Bahia e Espírito Santo

19- Pastoral da Juventude da Diocese de Itabuna –Itabuna – Bahia

20- Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE – Bahia

21- Centro de Desenvolvimento Agro-ecológico do Extremo Sul da Bahia – Terra Viva– Itamarajú - Bahia

22- Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) – Ubatã – Bahia

23- Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAÍ) – Salvador

24- Organizações dos Pescadores da RESEX - Canavieiras.- Bahia

25- Justiça Global – Brasil

26- Associação Ação Ilhéus – Ilhéus – Bahia

27- Rede de Coalizão Sustentável do Sul da Bahia

28- Assembléia Popular da Bahia (AP) – Bahia

29- Articulação de Políticas Pública (APP) - Bahia

30- Associação Cultural e Beneficente Antonio Pereira Barbosa – ACAPEB – Gongogi – Bahia

31- Núcleo de Estudos Bíblicos Pe. Luiz Lintner - Ubatã – Bahia

32- Rede alerta contra o Deserto Verde de Minas Gerais

33- Conselho da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas – Brasil

34- Organização Popular Aymberê OPA – São Paulo

35- Instituto Floresta Viva – Ilhéus - Bahia

36- Assentamento Maceió – Itapipoca CE

37- Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR-BA)

38- AJIT – Associação de Jovens Indígenas Tapebas

39- Associação de Marisqueiras e Pescadores de Curral Velho

40- Associação dos Moradores de Águas Pretas – Comunidade Remanescente de Quilombo

41- Associação de Moradores do Quilombo de Acauã – RN

42- Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME

43- Centro de Cultura Negra do Maranhão

44- Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente – PI

45- Comunidade Indígena Potiguara Mendonça do Amarelão – RN

46- Comunidade dos Pescadores da Praia do Chaves, CE.

47- Comunidade Quilombola Três Irmãos

48- Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP/CE

49- Fórum Carajás

50- Fórum Cearense de Mulheres

51- Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará

52- Fórum Estadual de Reforma Urbana – FERU/CE

53- Grupo Paraupaba da Questão Indígena no NE

54- GT de Combate ao Racismo Ambiental da RBJA

55- Instituto Ambiental Viramundo

56- Instituto Terramar

57- Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara – MABE

58- Movimento Indígena Tremembé Barra do Rio Mundaú

59- Núcleo de Extensão e Pesquisa com Populações e Comunidades Rurais, Negras Quilombolas e Indígenas (NuRuNI), do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente da UFMA

60- Núcleo TRAMAS – UFC

61- Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA

62- REALCE – Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense

63- Rede de Juventude pelo Meio Ambiente – PI

64- Rede Nacional de Advogados(as) Populares – RENAP

65- Social Advocacia Popular – RN

66- Sociedade Maranhense de Direitos Humanos

Fonte: Resistência Camponesa

janeiro 23, 2010

Pedido de apoio ao antigo Museu do Índio no Rio de Janeiro


O antigo prédio do Museu do índio no Rio De Janeiro que esta em ruínas e pertence ao Ministério da Agricultura foi ocupado na sexta-feira dia 20/10/06, por 35 representantes de 17 etnias indígenas, o grupo reivindica a recuperação, posse e administração do espaço que esta desativado desde 1978.

No sábado, dia 19 de maio de 2007, após seis meses de ocupação do antigo museu do índio, no Maracanã, é fundado o Instituto Tamoio dos Povos Originários.

Endereço:
Rua Mata Machado 127 em frente ao portão 13 do Maracanã

***

O CESAC – Centro de Etno-conhecimento Sócio-cultural e Ambiental Cauieré - entidade associativa sem fins lucrativos de defesa de direitos e interesses indígenas registrada no RCPJ/RJ sob o nº 490.156, CNPJ sob o nº 73.295.875/0001-31 e no Ministério da Justiça ped. OSCIP de nº 08071.008534/2007-37, desde 1993, com sede na Rua Maracá, nº 7 em Tomás Coelho, Rio de Janeiro (RJ), vem, por meio do presente documento, solicitar o apoio de Ongs e Instituições indígenas e não-indígenas com o objetivo de receber auxílio no projeto de reforma e da defesa para destinação à cultura indígena do imóvel do antigo Museu do Índio, na Cidade do Rio de Janeiro, que se encontra em ruínas, sendo um patrimônio histórico de valor inestimável – e pólo de resistência cultural indígena - que está ameaçado de demolição pelos poderes públicos Estadual e Municipal do Rio de Janeiro.

No dia 20 de outubro de 2006 o Movimento dos Tamoios, representado, na ocasião, por trinta e cinco representantes de 17 etnias indígenas de várias partes do Brasil, dentre essas, Guajajara (MA), Fulni-ô (PE), Pataxó (BA), Tukano (AM), Mayoruna (AM) Apuriña (AM), Kayapó (PA), Krahó (MA), Krikati (MA), Xavante (MT), Xukuru e Kariri (AL), Guarani (RJ e PR) e Tikuna (AM), ocupou um antigo casarão em ruínas, na Avenida Radial Oeste, bairro do Maracanã (Rio de Janeiro). Construído em 1910, o casarão já sediou o Serviço de Proteção do Índio (SPI), fundado pelo Marechal Rondon. O prédio chegou a abrigar, a partir da década de 1950, o Museu do Índio, fundado por Darcy Ribeiro e desativado em 1978, sendo transferido para o bairro de Botafogo. O local ficou abandonado, sendo depredado sucessivamente.

Em outubro de 2006 indígenas de várias etnias haviam participado do “1º Encontro Movimento dos Tamoios: Pelo Resgate dos Direitos dos Povos Originários do Brasil”, realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ocasião em que foi votada a proposta de ocupação do antigo Museu do Índio. Após o encontro, os representantes do Movimento Tamoio acompanhados de sindicalistas foram para o espaço e tiveram uma negociação com os responsáveis pela administração que resolveram entregar a posse do imóvel e a ocupação ocorreu de forma pacífica. Lembrando a forma como o próprio Darcy Ribeiro transformou o local em Museu do Índio, nos anos 50, o casarão se encontrava na mesma situação: abandonado.

O Movimento, desde o início da ocupação, contou com o apoio principal de entidades como o SEPE, CNTE, SINTRASEF, CESAC, ASIB, CA de Química da UERJ, DCE da PUC e com a solidariedade de diversos movimentos.

O espaço é ocupado por indígenas e descendentes de várias etnias, desde outubro de 2006, como centro de preservação e difusão da cultura indígena, além de ponto de abrigo e proteção para indígenas de todo o Brasil, que chegam à Cidade do Rio de Janeiro sem amparo governamental ou institucional.

Os ocupantes estão lutando pelo sonho do local ser finalmente reformado e transformado em um centro cultural. A instalação de um espaço próprio para os povos indígenas desse país na Cidade do Rio de Janeiro, destinado à educação e à transmissão de cultura indígena sob a ótica indígena, estimula o diálogo inter-étnico e enriquece de saberes ancestrais o cidadão urbano, carioca ou não, que desconhece a realidade indígena brasileira contemporânea, principalmente a realidade do cidadão indígena desaldeado, cidadão excluído das políticas públicas, visto que os Povos Originários já possuem o IDH mais baixo do país – e os índios no meio urbano, para piorar a situação, estão longe do abrigo de suas aldeias e de suas famílias, sofrendo muitas vezes com o preconceito, além de um violento choque cultural no ambiente urbano.

O Movimento Tamoio foi batizado com esse nome em homenagem à Confederação dos Tamoios, insurreição indígena, ocorrida entre 1556 e 1567, contra a invasão portuguesa às terras brasileiras e a tentativa de escravizar os Povos Nativos. Iniciada pela nação Tupinambá, a revolta contou com a participação – e a união – dos Povos Goitacaz, Aimoré e de diversas etnias situadas ao longo do Vale do Paraíba, na então Capitania de São Vicente, contra o domínio português. A Confederação dos Tamoios foi dizimada pelo poderio bélico de Estácio de Sá, auxiliado pelos flecheiros Temiminó, inimigos dos Tupinambá, mas permaneceu vivo o conceito expresso na própria palavra “Tamoio”, que vem do vocábulo Tupi “Tamuya”, significando “o mais Velho, o mais Antigo” e denotando a primazia – ao menos moral – dos Povos Originários sobre esse solo onde se constituiu uma nação chamada Brasil, bem como o ideal de união dos Povos Ameríndios para conquista de seus direitos elementares.

O Movimento Tamoio declara que o espaço do antigo Museu do Índio, no Maracanã, é Patrimônio Indígena – aberto a todos aqueles que desejam apoiar a causa - e propõe que o espaço seja reformado e usado – não somente como vitrine para as questões discutidas pelo Movimento Indígena, como políticas públicas para os Povos Originários, tais como demarcação de terra e diferenciação nas áreas de Saúde e Educação – para a criação de uma Universidade Indígena no Rio de Janeiro, promovendo educação diferenciada, saberes ancestrais, ministrados por anciãos das mais diversas etnias, e ensino de História e Cultura Indígena (de acordo com os ditames da Lei nº. 11.465/08 de março/2008).

Está sendo elaborado um projeto de criação de um pólo de Ensino à Distância, com sede no espaço do antigo Museu do Índio, com o objetivo de prover formação a indígenas das partes mais remotas do país nas áreas de Educação, Saúde, Meio Ambiente e Assistência Social, promovendo assim a elevação do IDH dos Povos Originários.

Muitas escolas públicas e particulares já visitaram o local para conhecer de perto a cultura e os costumes predominantes no Brasil antes da chegada de Cabral e a realidade indígena contemporânea. Instituições como a APAE também levaram seus alunos para conhecer o local, por meio do apoio da SOCITO – Responsabilidade Cultural e Sócio Ambiental.

A sustentabilidade do espaço é o que mais preocupa no momento, já que os ocupantes do Museu vivem exclusivamente de artesanato e doações. A política de doações aos resistentes ainda funciona de forma precária, tendo, inclusive, alguns dos ocupantes passado necessidades no empenho heróico de defender a posse do espaço, Patrimônio Indígena.

Os indígenas sediados no RJ são impedidos de venderem livremente seus artesanatos na praia de Copacabana, cartão postal do Rio de Janeiro, e em outros logradouros públicos da cidade pela Postura Municipal, apesar do Estatuto do Índio (Lei 6.001/73) e a Convenção 169 da OIT disporem sobre o respeito e a promoção do artesanato indígena como forma de subsistência e expressão cultural e da Constituição garantir textualmente esse direito, pois, segundo a Carta Magna, é mister “respeitar, ao proporcionar aos índios meios para o seu desenvolvimento, as peculiaridades inerentes à sua condição” e “assegurar aos índios a possibilidade de livre escolha dos seus meios de vida e subsistência”.

A instalação de um espaço próprio, de Propriedade Indígena, em local privilegiado, próximo ao Maracanã, é uma garantia para que indígenas de todas as etnias possam comercializar seus artesanatos livremente e enriquecer o contato inter-étnico com cariocas e turistas, já com vistas nos eventos esportivos de 2014 e 2016.

Contamos com o apoio de todos, Instituições, Organizações Indígenas ou não, para a defesa e reforma desse patrimônio inalienável para as populações indígenas brasileiras, destinado à educação e à transmissão de cultura, hoje ameaçado de demolição para construção de um estacionamento, assim como apelamos para a solidariedade com nossos irmãos indígenas que, sem qualquer aporte financeiro, resistem na defesa do prédio do antigo Museu bem como do terreno que o abriga, espaço coberto de árvores centenárias e ninhos de pássaros, em meio à selva urbana de cimento e concreto armado do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 15 de Novembro de 2009.

CESAC

Rua Maracá n° 7 - Tomas Coelho/RJ - CEP: 21220 -770

Tel.: (21) 9504 -7517, 8702-2171 ou 3351-5493