PICICA: Esta riqueza arqueológica descoberta pelos pescadores da região das Lajes (área situada no Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, que formam o rio Amazonas, em território brasileiro), foi comunicada para o pesquisador Akira Tanaka, do Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas e o fotógrafo Valter Calheiros, do movimento socioambiental "SOS Encontro das Águas". Depois da imprensa local (jornal A Crítica, TV Amazonas), a mídia nacional (revista Época) e organizações científicas internacionais, como a Revista Science, dos Estados Unidos da América, iniciaram o processo de comunicação deste importante achado arqueológico para a comunidade científica e a opinião pública de um modo geral. Em Manaus, os arqueólogos Raini Vale (MAE-USP) e Helena Lima (UFAM), começaram o mapeamento do lugar. Segundo o arqueólogo Eduardo Góes Neves (USP/UEA), conselheiro do IPHAN que atuou como relator do processo de tombamento do Encontro das Águas como patrimônio nacional, este é um dos fatos mais auspiciosos para o estudo da civilização indígena que habitava o vale amazônico. Os críticos obtusos, empenhados em apoiar projetos de desenvolvimento danosos ao ambiente, estão "correndo da sala pra cozinha" para produzir novos argumentos que garantam a construção de um terminal portuário na região. Uma parte da imprensa juvenil aqui praticada, alegava que os ambientalistas estavam criando dificuldades por causa da presença de "ninhos de tico-tico" no lugar, uma forma jocosa de desqualificar o tombamento vitorioso, fruto da luta social. Vão ter que encontrar argumentos mais inteligentes, porque pilhérias não constróem verdades. O PICICA está de olho. As fotografias, abaixo, são de Valter Calheiros, quem primeiro documentou este acervo da cultura amazonense.
PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
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novembro 23, 2010
Veja uma das riquezas arqueológicas da região das Lajes, no Encontro das Águas
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julho 24, 2010
Pela internacionalização da defesa do tombamento do Encontro das Águas
Nota do blog: No outono da sua vida, o poeta Tiago de Melo dá um exemplo raro de compromisso com o seu tempo. Raro em Manaus, terra do silêncio criminoso, da omissão cínica, do oportunismo provinciano, da ausência de amor ao nosso patrimônio cultural. Desde que o poeta de Barreirinha (cidade do interior do Amazonas), se envolveu com o movimento SOS Encontro das Águas, repercute nacionalmente a defesa de um dos mais belos patrimônios paisagísticos do Brasil - o Encontro das Águas -, como a do artigo de Washington Novaes, no jornal O Estado de S. Paulo. Só tá faltando uma coisa, minha gente. É urgente a ida do poeta à Paris. E lá, uma visita à Unesco, com uma carta de pedido do tombamento do Encontro das Águas como patrimônio da humanidade. Estou certo de que Marilza de Melo Foucher, doutora em economia, prima do poeta, fará um calorosa recepção. Desnecessário dizer do prestígio de Tiago de Melo na terra de Victor Hugo. Pela internacionalização da defesa do tombamento do Encontro das Águas.
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junho 11, 2010
maio 27, 2010
Sonho que se sonha junto, realidade se torna: pelo tombamento do Encontro das Águas
Área sujeita a impacto ambiental com a construção do terminal portuário das Lajes
Expansão do Polo Industrial compromete a qualidade de vida de bairros manauaras
V Caravana SOS Encontro das Águas percorre trajeto do tombamento
O Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões
percorre uma longa extensão rio Amazonas acima
Paisagem psicossocial das comunidades tradicionais do rio Amazonas
Barco regional
Casas de ribeirinhos nas margens do rio Amazonas
Trabalho de campo do movimento SOS Encontro das Águas
Lulu - beleza amazonense
Olericultura de várzea
Transporte fluvial da região
Não há projetos de piscicultura para familias de baixa renda em toda a região
Comunidade de S. Francisco, unida na luta contra a
construção de um terminal portuário na região das Lajes
Nota do blog: Mesmo com informações precárias uma coisa é certa, as comunidades de S. Francisco e de São José são terminantemente contra a construção do terminal portuário das Lajes, projetada por uma subsidiária da VALE. Desconfiam que ela irá gerar poucos postos de trabalho. E tem certeza de que o rico cardume de jaraquis que desovam na região estão seriamente ameaçados.
Nota do blog: Um dia antes da V Caravana SOS Encontro das Águas percorrer uma vasta extensão da região banhada pelos rios Solimões, Negro e Amazonas, sonhei que Laís Bodanzsky (diretora do "Bicho de Sete Cabeças") estava conosco na caravana. Auspicioso sonho. Que ele traga bons ventos a um outro sonho: o de ter nosso Encontro das Águas tombado como patrimônio paisagístico nacional. Jorge, seu pai, que já esteve entre nós inúmeras vezes, sabe do estamos falando. Maravilha da natureza igual inexiste. Se conseguirmos o tombamento acompanhado de projetos de turismo sustentável, juntamos a fome com a vontade de comer. Ganham com isso, comunidades tradicionais historicamente desprezadas pelo poder público.
Comunidades tradicionais à mercê de Deus e da sorte
Nota do blog: Todas as fotografias aqui postadas são de autoria de Valter Calheiros. Sua sensibilidade fotográfica enriqueceu a V Caravana "SOS Encontro das Águas". Visitamos duas comunidades às margens do rio Amazonas: São Francisco e São José. Na primeira há uma grande concentração de pescadores. Ali fica o restaurante do Roberto, onde comemos peixes deliciosos. É o único empreendimento que trabalha com turismo gastronômico e paisagístico, graças ao esforço do proprietário do restaurante que acumulou experiência durante muitos anos no lago de Janaury, às margens do rio Negro. Ambas as iniciativas não tiveram apoio das políticas públicas para o turismo. Na segunda há maior presença de agricultores de várzea. O traço comum quanto à primeira é o abandono relativo em que vivem os comunitários por parte do poder público, salvo no quesito energia através do Programa Luz Para Todos. Não há um projeto de geração de renda na perspectiva do turismo ecológico. Observe-se que toda a região está situada nas imediações do majestoso Encontro das Águas. Estas comunidades tradicionais, também conhecidas como povos ribeirinhos - compostas de pescadores, agricultores e coletores de frutas - estão fora do alcance das políticas públicas no campo do turismo. Tampouco há qualquer política para uso racional das várzeas. Tudo isso a poucos quilometros de Manaus. 25 de maio entra para o calendário como o dia em que o movimento "SOS Encontro das Águas" iniciou simbolicamente o trabalho por um novo tempo de vida para essas comunidades, tanto na conservação do patrimônio paisagístico como pela geração de projetos que estimulem o turismo sustentável e outros projetos de renda.
SOS Encontro das Águas, um movimento popular supra-partidário
João Pedro, ex-senador pelo PT do Amazonas, em 1989, quando ainda
estava filiado ao PC do B, apoiava a luta contra a hidrelétrica
de Balbina e a luta dos povos indígenas. Hoje, na luta pela
conservação do Encontro das Águas o PC do B é um
dos grandes ausentes
Nota do blog: O movimento SOS Encontro das Águas é um movimento popular, suprapartidário e tem como objetivo a conservação do nosso maior patrimônio paisagístico: o Encontro das Águas. Todo o cuidado é pouco para não permitir a apropriação política para fins eleitorais, como o fez a Folha "Ditabranda" de S. Paulo. Em matéria sobre a V Caravana "SOS Encontro das Águas", realizada no último dia 25, ao citar a presença do poeta Thiago de Melo - um dos nossos patrimônios artísticos - enfatizou seu apoio intelectual a um dos candidatos à presidência da república. Essa sutileza editorial não nos comove. Ao contrário, desgasta-nos, na medida em que temos, para além das lideranças literárias, lideranças políticas comprometidas com outras candidaturas, e nem por isso saímos alardeando o fato por aí. Ora, todo mundo sabe da postura anti-ética dessa empresa jornalística no trato de algumas questões de interesse público. Porta-voz do tucanato paulista, não é a primeira vez que ela aproveita o ensejo para tirar uma casquinha eleitoral. Se a fala do poeta permitiu a identificação da sua posição no tabuleiro do jogo político, explicitá-la nesse período pré-eleitoral é acirrar os ânimos locais numa luta que depende da ampla adesão de todas as cores partidárias, sem proselitismo político. Quem quiser tirar casquinha política, vá tirar noutro lugar. Movimento social é movimento social, aceita apoio político, mas não aceita manipulação eleitoreira. Vale ressaltar que a imprensa local não embarcou na canoa furada da Folha "Ditabranda" de S. Paulo. Por essa e por outras que o meu considerado João Pedro, ex-senador do PT, participou de apenas uma audiência pública com os comunitários do bairro da Colônia Antônio Aleixo para discutir os impactos socioambientais da construção de um terminal porturário na região das Lajes, e com um simples ofício endereçado ao Ministro da Cultura disparou o processo de tombamento do Encontro das Águas, sem atrelar seu mandato ao movimento social. Sua atitude não foi sem consequências. Muito contribuiu com o movimento social. O resto é conosco. A luta pela conservação da região do Encontro das Águas se estenderá para além das Lajes. Esperamos que todos os partidos políticos continuem a apoiar essa causa popular. A luta continua. "Fica decretado que agora vale a verdade, tão somente a verdade".
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maio 26, 2010
Resiste companheiro! Pelo tombamento do Encontro das Águas.
RogelioCasado — 26 de maio de 2010 — Thiago de Melo, em três versos, conclama os amazonenses à resistência, durante a Caravana fluvial "SOS Encontro das Águas".
***
Nota do blog: Evocando cenas da infância, quando sua professora ensinou-o a amar o Encontro das Águas, o poeta Thiago de Mello conclama os amazonenses a resistir contra a construção do terminal portuário das Lajes, pelo tombamento do nosso maior patrimônio paisagístico: o Encontro das Águas. E o fez em alto estilo, com apenas três versos:
Ainda que os braços do teu inimigo pareçam tão fortes como as asas de moinhos, resiste companheiro!
Ainda que a noite seja tão densa de escuridão, resiste companheiro!
E tu verás a claridão da madrugada chegar.
Ainda que a noite seja tão densa de escuridão, resiste companheiro!
E tu verás a claridão da madrugada chegar.
Barretinho, líder popular na luta contra o porto das Lajes
V Caravana fluvial "SOS Encontro das Águas"
Foto: Rogelio Casado - Manaus-AM, 25.05.2010
Primeiro plano: Tiago de Melo, Tenório Teles, Rubens Gomes e Ademir Ramos
Ao microfone: Barretinho
Nota do blog: Barretinho, ao microfone, é um dos personagens mas queridos do movimento SOS Encontro das Águas. Memória viva da antiga Colônia de Hansenianos, ele é capaz de passar horas falando dos horrores e dos encantos da velha Colônia Antônio Aleixo, onde chegou ainda moço. Após a desativação do outrora denominado leprosário, Barretinho viu o bairro ser ocupado progressivamente (hoje são mais de 40 mil habitantes), testemunhou o assoreamento do lago do Aleixo, e como a maioria dos moradores do lugar hoje tem a vida afetada pela expansão do Polo Industrial de Manaus, responsável pela poluição ambiental da região. Foi um dos primeiros líderes que recusou a assinatura de um documento de apoio à construção de um terminal portuário da região da Lajes, local de desova dos jaraquis e da mais bela paisagem do estado do Amazonas: o majestoso Encontro das Águas. Diferentemente de outros hansenianos que foram cooptados pela subsidiária da VALE, responsável pela construção do porto das Lajes, Barretinho resistiu. Por essa e por outras, ele é um dos mais estimados líderes populares na luta contra o capital predatório.
Movimento SOS Encontro das Águas irá propor Projeto de Lei para alterar critérios do EIA-RIMA
A Crítica, edição do dia 26.05.2010
Nota do blog: O movimento SOS Encontro das Águas, durante a V Caravana "SOS Encontro das Águas", deste vez contando com a importante adesão do poeta Tiago de Melo, decidiu apresentar um Projeto de Lei que altera os critérios de produção dos relatórios de impacto ambiental (EIA-RIMA), o que acontecerá por ocasião da audiência pública na Comissão da Amazônia, programada para a primeira quinzena de junho. Pelos critérios atuais não está previsto o direito à negativa, mas tão somente a redução dos impactos ambientais que advirão com a construção do empreendimento. A caravana prestou homenagem ao ex-senador João Pedro Gonçalves, do PT-AM, que provocou o Ministro da Justiça através de um documento onde pedia pelo tombamento do Encontro das Águas, iniciando aí uma reviravolta no movimento SOS Encontro das Águas, que está mais próximo de ver seu objetivo alcançado. Foi lembrado, por este blogueiro, que projetos energéticos para a Amazônia foram gestados durante a ditadura militar nos anos 1970, de modo que estão previstas a construção de mais de trinta hidrelétricas até o ano 2030. O primeiro desses desastres anunciados foi a hidrelétrica de Balbina, no rio Uatumã. Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, e Belo Monte, no rio Xingu são os exemplos mais recentes das iniciativas que irão por fim a Amazônia, se ficarmos feito "bocós" olhando o rio comprido passar diante dos nossos olhos. Tiago de Melo, aos 84 anos, emocionou todos os presentes à carava dando um belo exemplo de resistência. "Faz escuro mas eu canto"... "Fica decretado que agora só vale a verdade, nada mais que a verdade"... Junte-se ao movimento SOS Encontro das Águas.
maio 25, 2010
Caravana fluvial "SOS Encontro das Águas"
Ilustríssimo Presidente do Instituto Brasileiro do Meio do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA Sr. Abelardo Bayma Azevedo - abelardo.bayma@ibama.gov.br
presid.sede@ibama.gov.br Ilustríssimo Diretor de Unidades de Conservação de Uso Sustentável / ICMBio – DIUSP Sr. Paulo Fernando Maier Souza - paulo.maier@icmbio.gov.br Ilustríssimo Diretor de Unidades de Conservação de Proteção Integral / ICMBio – DIREP Sr. Ricardo José Soavinski - ricardo.soavinski@icmbio.gov.br Ilustríssimo Diretor de Conservação da Biodiversidade/ ICMBio – DIBIO Sr. Marcelo Marcelino de Oliveira - marcelo.oliveira@icmbio.gov.br Ilustríssimo Sr. Superintendente Estadual do IBAMA/AM Sr. Mário Lúcio da Silva Reis - mario.reis@ibama.gov.br
e-mail: gabinete.am@ibama.gov.br
Ilustríssimo Sra. Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas (SDS) Sra. Nádia Cristina d’Ávila Ferreira Ilustríssimo Sr. Procurador da República em Manaus Dr. Edmilson Barreiro Ilustríssimo Sr. Promotor Estadual de Justiça do Amazonas Dr. Mauro Veras Bezerra
Moção pela criação de Unidade de Conservação Encontro das Águas e pelo tombamento do Encontro das Águas como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade
Justificativas O Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do rio Amazonas, é uma das maravilhas naturais do Brasil, símbolo maior da paisagem amazônica, área onde se instalaram os primeiros núcleos indígenas e teve início o povoamento da cidade de Manaus. Esse monumento deve ser motivo de orgulho para todos que vivem nessa região e também preservado, para que as gerações atuais e futuras do mundo inteiro possam compartilhar de sua importância ecológica, cultural e cênica. Essa é uma responsabilidade de todos, especialmente dos empresários, gestores e políticos. Apesar da imensa importância do Encontro das Águas, a empresa Log-In Intermodal planeja construir no local um super-terminal portuário denominado “Porto das Lages”. Embora negado pela empresa e seus representantes, esse empreendimento ocasionará impactos paisagísticos e socioambientais altamente negativos à área, notadamente nos sítios arqueológicos e históricos do entorno e na Ponta das Lajes, um sítio constituído por uma falésia e um grande afloramento de laje arenítica e que foi declarado Patrimônio Geológico Brasileiro. Além disso, o Porto das Lajes irá provocar assoreamento e poluição bioquímica, afetando diretamente a qualidade da água na estação de captação que está sendo construída pelo governo do Estado do Amazonas para abastecer 500 mil pessoas da zona leste de Manaus. Também não resta dúvida que esse porto colocará em risco a biodiversidade, sobretudo os recursos pesqueiros, uma vez que o encontro das águas é um dos principais locais de reprodução de muitas espécies, com destaque para o jaraqui, peixe tipicamente amazônico. A construção do terminal portuário também poderá acelerar o processo de poluição e assoreamento do lago do Aleixo, belíssima área de pesca e lazer, especialmente para a população da Colônia Antônio Aleixo, um bairro bastante populoso e originado do histórico Hospital Colônia para pessoas atingidas pela hanseníase. Diante do exposto, viemos apresentar a presente moção, com os seguintes pleitos: 1 - Que o Porto das Lajes não seja construído no Encontro das Águas devido à importância ecológica, econômica e cultural deste local para o Amazonas e o mundo. Além disso, que os órgãos ambientais não licenciem a instalação de terminais portuários de carga ou qualquer outra atividade impactante na região do Encontro das Águas e do Lago do Aleixo. 2 - Que o Encontro das Águas seja transformado pelo Instituto Chico Mendes (MMA) em Unidade de Conservação de Uso Sustentável (Área de Relevante interesse Ecológico – AREI) para as comunidades locais. A Unidade de Conservação na categoria de AREI permite propriedades privadas e atividades sustentáveis, e deverá incluir as duas margens, ilhas e lagos, desde a Ilha de Marapatá e a foz do rio Negro, ilha Xiborena, lago Catalão, Sítio Geológico Ponta das Lajes, lago do Aleixo, Paraná do Careiro até pelo menos 18 km a jusante, incluindo a ilha Terra Nova e o Lago dos Reis. 3 - Que as áreas degradadas do Encontro das Águas sejam recuperadas e os dejetos lançados na região sejam tratados. Que seja desenvolvido um programa governamental participativo de recuperação, com fins paisagísticos, conservacionistas e de lazer, garantindo assim o uso desse bem coletivo para as comunidades locais e para atividades turísticas. 4 – Que os órgãos oficiais ligados ao Meio Ambiente, Agricultura, Reforma Agrária e Assistência Social desenvolvam, em conjunto com as Universidades e Institutos de pesquisa, programas e projetos visando a sustentabilidade das comunidades da região do Encontro das Águas 5 - Que o Encontro das Águas seja declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO e para isso reivindicamos ao IPHAN/Ministério da Cultura a homologação do Tombamento (proteção) desta região como Patrimônio Natural e Cultural do Brasil.
presid.sede@ibama.gov.br
e-mail: gabinete.am@ibama.gov.br
maio 24, 2010
Caravana "SOS Encontro das Águas"

A nota publicada na coluna Contexto do
jornal Amazonas em Tempo, de hoje,
antecipou em um dia a Caravana
"SOS Encontro das Águas".
A caravana sairá amanhã,
terça-feira, dia 25 de maio.
A V Caravana faz parte da
luta contra a construção de
um terminal portuário na
região das Lajes, bem em frente
de uma maravilha da natureza:
o Encontro da Águas entre
os rios Negro e Solimões,
que formam o majestoso
rio Amazonas.
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