PICICA - Blog do Rogelio Casado - "Uma palavra pode ter seu sentido e seu contrário, a língua não cessa de decidir de outra forma" (Charles Melman) PICICA - meninote, fedelho (Ceará). Coisa insignificante. Pessoa muito baixa; aquele que mete o bedelho onde não deve (Norte). Azar (dicionário do matuto). Alto lá! Para este blogueiro, na esteira de Melman, o piciqueiro é também aquele que usa o discurso como forma de resistência da vida.
Belém/PA – Guarda Municipal constrange sacerdotes que realizavam ritual de Candomblé de Angola nas margens da baía do Guajará.
Na noite de quarta-feira, 21 de julho de 2010, a guarda municipal de Belém protagonizou mais um caso de racismo institucional e de intolerância contra as religiões afro-amazônicas.
Próximo das 23 horas um grupo de sacerdotes do Mansu Nangetu dirigiu-se a área do “Projeto Ver-o-rio”, nas margens da baía do Guajará, para em suas águas realizar a cerimônia de oferenda do Urupim – parte dos ritos de Candomblé de Angola –, quando foi abordado por um guarda municipal que pediu para falar com um responsável pelo grupo.
O guarda informou aos sacerdotes que naquele local era proibido e despejo de lixo, informação recebida com alegria pelo grupo que tem em sua crença o respeito a natureza e a preservação do meio ambiente, e depois identificou que os religiosos haviam desrespeitado a lei e jogado lixo no local.
Nesse momento, Arthur Leandro, conhecido pelo nome sacerdotal de Táta Kinamboji, se identificicou e falou em nome dos membros do Mansu Nangetu explicando que o representante do município havia presenciado um ritual de oferenda religiosa praticado em águas brasileiras há pelo menos cinco séculos, disse, ainda, que a constituição da república federativa do Brasil garante a liberdade de culto e de crença religiosa, e que a oferenda era composta de material orgânico e biodegradável e que tudo o que havia na oferenda poderia servir de alimento a fauna do estuário que forma o bioma local.
Irredutível em sua interpretação de despejo de lixo, o guarda municipal insistiu em caracterizar o ato como desrespeito a lei e a ordem de seus superiores de impedir o lançamento de lixo nas águas do Guajará. Novamente Táta Kinamboji explicou tratar-se de um ritual, disse que era titular do pleno do Conselho Municipal de Negros e Negras e que conhecia a lei, e que o que havia de errôneo naquele momento era a interpretação do poder municipal que havia compreendido um ritual afro-religioso como um ato criminoso.
Novamente o guarda municipal insistiu na sua interpretação e pediu que o grupo permanecesse escutando seus argumentos. Táta Kinamboji respondeu que a forma com que o guarda conduzia o debates tornava aquela conversa improdutiva e desnecessária, e forneceu endereços para continuar a debater o assunto, desde que em outros termos, pois nenhum argumento o convenceria de que uma oferenda de ritual religioso fosse lixo, e que o tratamento a ele dispensado desrespeitava sua crença religiosa.
Foi então que o guarda chamou outros de sua companhia e em atitude ameaçadora anotaram a placa do carro em que transportava os religiosos, então Táta Kinamboji fotografou os representantes do poder municipal, que escondiam suas identificações obrigatórias, e registrou o caso sob o número 00011/2010.006955-7 de um Boletim de ocorrência na delegacia da Pedreira.
Nota do Mansu Nangetu:
Os fatos foram imediatamente informados ao Secretário Executivo do Conselho Municipal de Negros e Negras, sr. Antônio do Amaral Ferreira, também afro-religioso, e esperamos uma atitude enérgica da CMNN junto a Prefeitura Municipal de Belém.
Agradecemos o pronto apoio, orientação e oferta de acompanhamento do caso por parte do sociólogo Domingos Conceição, Coordenador de Politicas de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo do Estado do Pará.
Mais informações com Táta Kinamboji (Arthur Leandro) pelos fones: (091) 30872755 ou 81982430
Expedição de Canoagem / SOS Encontro das Águas Fotos: Valter Calheiros - Encontro das Águas - Manaus-AM, 2010
Pedro Hamilton, presidente do Sindicato dos Pescadores de Manaus (camisa vermelha)
De Manaus até Belém em canoas
A Caravana percorrerá todas as cidades e vilas ribeirinhas do rio Amazonas
A 1ª Expedição de Canoagem do Amazonas partiu ontem de Manaus rumo a Belém, ponto de chegada da caravana de canoas. Integrantes do Movimento SOS Encontro das Águas, responsável pelo pedido de tombamento do Encontro das Águas junto ao Ministério Público Federal (MPF), participaram da largada da caravana. Moradores do bairro Colônia Antônio Aleixo, representantes do Sindicato dos Pescadores de Manaus e pessoas ligadas ao movimento receberam os canoistas – a maioria deles de fora do Amazonas –, que manifestam apoio à iniciativa do tombamento. A expedição partiu do Porto da Ceasa e se encontrou com os moradores na praia da reserva Reserva Soka Gakai, na Colônia Antônio Aleixo, na Zona Norte.
Entre os canoistas da expedição há apenas um amazonense, Nivaldo Cordeiro, 27, morador da Colônia Antônio Aleixo. Nivaldo estava entusiasmado com a iniciativa conjunta dos moradores e dos canoistas em defesa do encontro das águas. Ele destacou a necessidade de se lutar pela preservação ambiental da região e da importância de associar a prática da canoagem à luta dos moradores do bairro.
A expedição da qual participa o amazonense tem previsão de durar 25 dias. Ela vai até Belém. Os canoistas vão remar durante oito horas seguidos e aportar em comunidades ribeirinhas, onde farão palestras sobre preservação ambiental e distribuir panfletos em defesa do tombamento do encontro das águas.
Recuperação
Para a bióloga Elisa Wandell, a Reserva Soka Gakai é o exemplo de que as áreas à margem do rio Negro, mesmo as degradadas, podem ser recuperadas. “Esse é um local lindo. Se aqui é uma área preservada, porque não podemos fazer a mesma coisa em outras áreas ao redor?”, indagou a bióloga.
A Caravana, que percorrerá todas as cidades e vilas ribeirinhas do rio Amazonas, de Manaus até Belém, divulgará o esporte a remo como mecanismo de inclusão social e realizará atividades de educação ambiental como, por exemplo, a importância da preservação do Encontro das Águas.
O processo de tombamento do Encontro das Águas encontra-se em análise no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan). O pedido foi feito em 2008, mas, na avaliação do MPF o processo enfrenta morosidade. Daí o fato de o órgão judiciário ter entrado com a ação na justiça federal para agilizar o processo de tombamento.
Expedição Manaus - Belém de Caiaque Fotos: Valter Calheiros - Manaus - Amazonas - 20.04.2010
Boa Tarde
Em Nome da Expedição Manaus - Belém de Caiaque - Quero agradecer a Todos envolvidos no Encontro que aconteceu hoje pela Manhã na Reserva Soka, no Encontro das Águas, entre os expedicionários canoístas e os representantes do Movimento SOS Encontro das Águas, onde fomos recepcionados da forma mais calorosa e simpática, onde pudemos compartilhar a vontade de se fazer algo em Pró do Meio-Ambiente, e pelas comunidades ribeirinhas da região Amazônica!
Nosso Muito obirgado, certos de um andamento das ações em preservar os últimos resquisicios naturais aos redores de Manaus, fiquem certos de nossa ajuda, pois o objetivo principal da canoagem é proteção do homem e meio ambiente
A 1ª Expedição de Canoagem no Rio Amazonas (Manaus/Santarém/Belém), que largará do Encontro das Águas, às 9 h do dia 19 de abril, com destino à Belém, e que tem como bandeiras o esporte a remo, como mecanismo de inclusão social, e a preservação ambiental, é a mais nova parceira do “SOS Encontro das Águas”.
Os militantes do SOS Encontro das Águas estarão presentes na largada da Expedição. Para tanto, aguardam a confirmação do local de saída, provavelmente a Reservaa Soka Gakai.
Escolinha de Remo do Lago do Aleixo
A bandeira do do movimento SOS Encontro das Águas será levada para as comunidades ao longo do Rio Amazonas, acompanhada de material informativo.
Os comunitários do bairro Colônia Antônio Aleixo, através do Centro Social do Lago do Aleixo, pretendem aproveitar a presença dos renomados canoístas da Associação Ecológica de Vela e Canoagem de Belém e da Confederação Brasileira da Canoagem e do Diretor Técnico da Expedição, Prof. Evaldo Malato, para reinaugurar Escolinha de Remo do Lago do Aleixo.
Reinaugurar a Escolinha concorre para valorizar ainda mais a região do Encontro das Águas, como vai ao encontro do anseio dos jovens da comunidade, constituindo-se num ótimo mecanismo de inclusão social. Vale lembrar que o atual campeão mundial de remo é um jovem da Colônia Antonio Aleixo, que só conseguiu apoio para representar o Brasil através do Estado do Pará.
A Escolinha, enquanto projeto, terminou por falta de recursos, sobretudo pela falta de pagamento de professores.
Leitor(a) amigo(a), viaje nessa cena: a reinauguração da Escolinha de Remo com a presença dos renomados canoístas, tendo como fundo o Encontro das Águas e a bandeira do SOS Encontro das Águas. A juventude do bairro Colônia Antônio Aleixo merece todo nosso apoio.
Que venha a 1ª Expedição de Canoagem no Rio Amazonas! Nossas saudações ao Prof. Evaldo Malato, que preside a expedição e que abraçou a causa do SOS Encontro das Águas.
Surpresa
Aguardem, queridos(as) leitores(as), brevemente teremos mais um renomado nome nacional como membro no SOS Encontro das Águas. Os detalhes estão acertados e mantidos em segredo. Aguardem!
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Nota do blog:Conheça a mensagem enviada ao Diretor Técnico da Expedição que obteve como resposta a adesão ao movimento SOS Encontro das Águas. Solidariedade é isso aí! O resto é conversa pra boi dormir.
Canoagem e preservação do Encontro das Águas
Prezado Sr. Evaldo Malato
Diretor técnico da 1ª Expedição de Canoagem no Rio Amazonas (Manaus/Santarém/Belém)
Fazemos parte de um movimento socioambiental do estado do Amazonas que luta pela preservação da região do Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do Rio Amazonas. Consideramos esta região de grande relevância ecológica e cultural para os povos da Amazônia por isso, estamos mobilizando a opinião pública para que o Encontro das Águas seja Tombado como Patrimônio da Humanidade e para que a região seja transformada em Unidade de Conservação de Uso Sustentável. O movimento “SOS Encontro das Águas objetiva preservar esta maior símbolo da natureza e da cultura do Estado do Amazonas, minimizar o contínuo processo de destruição ambiental e paisagística devido às atividades do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus e da ocupação desordenada e promover projetos de sustentabilidade para as comunidades locais. Parabenizamos a CBCa e a AECAVEBEL pela organização da 1ª Expedição de Canoagem no Rio Amazonas e pelo seu caráter esportivo, filantrópico e ecológico.
Gostaríamos de convidá-los para serem defensores do Encontro das Águas e solicitamos que o “SOS Encontro das Águas” seja uma das bandeiras da expedição.
Gostaríamos também de ter o consentimento da organização da expedição para que os comunitários da Colônia Antônio Aleixo, bairro situado no Lago do Aleixo, em frente ao Encontro das Águas, e que se originou a partir de um “leprosário”, pudessem participar da largada da expedição de canoagem, às 9 h no dia 19 de abril. Esta comunidade altiva é que tem liderado o movimento “SOS Encontro das Águas” e resistido a tudo o tipo de pressão política e econômica para preservar este monumento natural.
Gostaríamos de receber mais informes sobre a expedição para que possamos colaborar e nos colocamos a disposição para quaisquer informações e apoio.
Enviamos em anexo e abaixo alguns informativos do movimento SOS Encontro das Águas, para que tomem conhecimento e sejam nossos parceiros nesta luta.
Aguardamos resposta.
Atenciosamente,
Elisa Wandelli,
Bióloga
p/ “SOS Encontro das Águas”
PS - estamos também tentando retomar a escolinha de remo da comunidade. Vamos tentar organiza-la para a passagem de vocês em Manaus
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Se não formos competentes para preservar o Encontro das Águas, símbolo maior da identidade cultural e natural Amazônida, não seremos capazes de gerir sustentavelmente qualquer outro bem comum da Amazônia.
INOVACINE - Oficina de cineclubismo “Invasão Beto Brant”
Horário: 12 abril 2010 de 15:00 a 19:00 Local: ARGONAUTAS AMBIENTALISTAS DA AMAZÔNIA Organizado por: FRANCISCO WEYL
Descrição do evento: Oficina de cineclubismo“Invasão Beto Brant” Dias 12, 13 e 14 de abril de 2010 Local: Argonautas Ambientalistas da Amazônia (Anaindeua)
Como ocorreu na Marambaia, em parceria com o Moculma, o INOVACINE vai até a sede da ONG Argonautas Ambientalistas da Amazônia Ananindeua. De 12 a 14 de abril, das 15 às 18 horas acontecerá mais uma oficina de formação cineclubista, com a exibição e discussão de cada um dos três filmes de Beto Brant. A iniciativa visa o fomento da cultura cineclubista, orientando, teórica e pragmaticamente, possíveis interessados.
O INOVACINE é uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa no Pará e a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, que desde setembro de 2009 vem realizando ações cineclubistas no Estado do Pará, sendo o principal norteamento do primeiro semestre de 2010 a itinerância no interior do Estado. O projeto já foi em Santarém no mês de fevereiro e tem como rota, depois de Ananindeua, Soure, Bragança, Marabá e Altamira.
BETO BRANT - Da nova geração dos cineastas surgidos nos anos 90, um nome se sobressai: Beto Brant. Paulista, formado pela FAAP em 1987, começou fazendo vídeos-clipe para os Titãs e curtas-metragens, que foram premiados, e o seu autor reconhecido de cara como uma promessa. Saiu do underground com o sucesso internacional “O Invasor” (2001). É a partir deste surpreendente filme de baixo orçamento que a “Invasão de Beto Brant” inicia em Ananindeua. Seguido dos não menos surpreendentes “Crime delicado” (2005) e “Cão sem dono” (2007).
Caros (as) colegas jornalistas e demais comunicadores,
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) convidam profissionais e militantes da área da comunicação social para uma reunião que será realizada nesta quinta-feira (25/03), às 18h30, na sede da SDDH (vejam o endereço no final desta mensagem), e que tem como objetivo apresentar a Campanha Nacional contra a Criminalização dos Movimentos Sociais na Mídia e a Rede Nacional de Jornalistas e Comunicadores em defesa da Democracia.
Peço a todos aqueles e aquelas que estejam interessados em participar da reunião que confirmem suas respectivas presenças, respondendo essa mensagem até às 16h desta quinta-feira (25).
Cordialmente
Allan Tomaz Colaborador da campanha
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CONVITE
Participe da Rede de comunicadores em defesa da democracia
Sob a consigna de que vivemos num “estado democrático de direito”, vivemos uma ofensiva conservadora no Brasil contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de renda.
Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de grandes corporações econômicas- e parcelas do Poder Judiciário. Rapidamente outros atores entraram para somar a campanha tais como alguns promotores do Ministério Público, bancadas do Congresso Nacional. Todos com o objetivo de constranger aqueles que se indignam contra as injustiças sociais e não caem na omissão, denunciando e lutando contra as contradições expostas do neoliberalismo.
No Brasil, um dos alvos mais freqüentes é o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. As imagens e matérias que circulam das ações realizadas por esse movimento não expõem a situação das terras griladas, ou seja, roubadas do poder público para servir aos interesses de particulares.
Quando se fala da violência nos “grandes” meios de comunicação, se aborda o tema de forma que a sociedade assimila que esse problema é culpa dos pobres e daqueles que se organizam contra essa condição, estigmatizando-os de “bandidos”. No caso do MST, reproduz-se que os responsáveis pelos conflitos no campo são dos/as “sem-terras”.
No Pará, além do MST, é notório o nível de isolamento e criminalização que defensores de direitos estão sofrendo.Entre exemplos dos que estão sendo processados e/ou foram condenados: são advogados populares (em destaque o caso José Batista- CPT), são atingidos por barragem (caso dos 12 do MAB- Movimento dos Atingidos por Barragem), são sindicalistas (caso do SINTEPP e Sindicato dos Trabalhadores Rurais Sem- Terra) e até de comunicadores (caso do Osvaldo Mesquita da Rádio Cidadania- Terra Firme).
No Brasil, se iniciou um levante contra a criminalização dos defensores/as de direitos, reunindo a esquerda combativa no enfrentamento dessa forma de repressão, iniciado por alguns ativistas em favor da reforma agrária se lançou inclusive um site como um canal de informações contrapostas a CPMI da terra (http://www.reformaagraria.blog.br/) e se reuniu um Fórum de jornalistas que pudessem alimentar informações verdadeiras sobre os acontecimentos nesse campo.
No Pará, desde 2007 alguns movimentos, sob a coordenação da VIA CAMPESINA (MST, MAB, CPT, CIMI), SDDH, INTERSINDICAL E CONLUTAS, se organizaram para elaborar ações que pudessem responder às ofensivas da criminalização. Algumas ações como seminários e debates foram importantes para pautar o tema e formar massa crítica sobre a questão. Mas ainda não foi o suficiente para que se traduzisse à uma grande parte da sociedade a verdadeira perseguição “velada” que defensores de direitos estão sofrendo e quiçá fazer uma levantando dos diversos casos de criminalização no Estado.
Uma conclusão é determinante: precisamos reagir a esse tipo de repressão (criminalização) que possui diversas frentes. Daí a necessidade de se articular uma frente de comunicadores/as que estejam dispostos se organizar para formular contra- pontos à essa campanha de criminalização.
Por isso, convocamos: independente de se identificar ou não com o MST (que parece ser o principal alvo dessa ofensiva da direita), mas concordando que uma cortina nebulosa está posta nas transmissões de informações no Pará e Brasil, para que possamos analisar conjuntamente e por em prática formas coordenadas que respondam às injustiças encobertas e que possam contribuir na construção de democracia “da maioria”.
Pontos de análise/reflexão:
1. Como e quem comanda as ações que configuram essa nova forma de repressão: a criminalização?
2. Como reagir a essa campanha na mídia?
3. Como travar a batalha da comunicação, para defender quem defende a conquista de direitos dos povos no Pará e Brasil?
Reunião da Rede de Comunicadores em defesa da Democracia
Dia: 25 de março de 2010
Horário: 18h30 às 20h
Local: auditório da SDDH. (Av. José Malcher, 1381, entre Generalíssimo e 14 de Marco)
Procuradoria processa Record e Gazeta (...) As emissoras exibem programas da Igreja Universal (...) que associam expressões como "encosto", "demônios", "espíritos imundos" e "feitiçaria" a religiões de origem africana, quando intercalam essas palavras com o termo "macumba". (...)
Os piores dentre os ignorantes são aqueles que desconhecem a própria ignorância. Aqueles que se deixam instruir desvencilham-se da ignorância, e principalmente, do preconceito, essa erva daninha que tanto prejudica e retarda a evolução dos homens de boa vontade. Benditos os que instruem, pois ajudam a espalhar a luz onde ainda há trevas. Vamos conhecer então a sublimidade e a beleza que há na Macumba, na Umbanda, e no Candomblé.
Dalai Lama: A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor, que te faz mais compassivo, que te faz mais sensí¬vel, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável.
O Espírito da Verdade: A melhor doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem. (Livros dos Médiuns Allan Kardec - Capítulo XXVII - Item 302).
Santo Agostinho: O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza.Se ele interroga sua consciência sobre seus próprios atos,pergunta se não violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desperdiçou voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, pergunta, enfim, se fez aos outros tudo o que desejava que os outros fizessem por ele. (O Evangelho Segundo o Espiritismo Allan Kardec - Capítulo XVII, Item 3).
Gandhi: Uma vida sem religião é como um barco sem leme.
Macumba - Wikipedia, a enciclopédia livre da Internet http://pt.wikipedia.org/wiki/Macumba
A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.
O conceito da Macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira, que são comuns expressões como "xô macumba" e "chuta que é macumba" para demonstrar desagrado com a má sorte. As superstições nesse sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar.
Popularmente, a palavra Macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos (mistura de elementos culturais) afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os Bantos, como o Candomblé e a Umbanda.
(o texto completo está disponível no endereço acima)
Umbanda - Wikipedia, a enciclopédia livre da Internet http://pt.wikipedia.org/wiki/Umbanda
Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos vários, inclusive de outras religiões como o Catolicismo, o Espiritismo e as religiões afro-brasileiras.
Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas.
História e sincretismo
As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbandomblé, Umbanda Traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda Popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos) é muito comum.
(o texto completo está disponível no endereço acima)
Candomblé - Wikipedia, a enciclopédia livre da Internet http://pt.wikipedia.org/wiki/Candomble
Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá e México. Na Europa: Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.
A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888. Candomblé
(o texto completo está disponível no endereço acima)
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Blog do CAIC informa
Ato em Belém lembra Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
COMITÊ INTER-RELIGIOSO PROMOVE ATO POÉTICO-POLÍTICO-RELIGIOSO DIA 24 DE JANEIRO, DOMINGO, PELA MANHÃ, NA PRAÇA DA REPÚBLICA
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro, foi instituído pela Presidente da República, com a Lei 11.635, em 27 de dezembro de 2007, também homenagem em Mãe Gilda, Sacerdotisa Afro-Religiosa, que morreu de infarto por ter tido sua foto associada à charlatanismo, sendo vítima de intolerância religiosa. Mãe Gilda faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, aos 64 anos.
No mês dos 394 anos de aniversário da cidade de Belém vai acontecer o primeiro Ato de Combate à Intolerância religiosa realizado pelo Comitê Interreligioso do Pará. A ação faz parte do Calendário nacional de lutas e será realizada no dia 24 de janeiro, de 9h às 12h no Anfiteatro da Praça da República.
O ponto de partida na organização do movimento interreligioso se deu com a campanha a favor da proibição do comércio de arma de fogo e munição no Referendo de 2006. Um grupo diversificado de representações religiosas, junto com outros movimentos sociais e entidades de luta pelos direitos humanos, promoveu celebrações interreligiosas e ações articuladas a favor do SIM à proibição da comercialização de armas de fogo e a favor da disseminação da cultura de paz. Desde então, ainda que sem planejamento, o movimento interreligioso continuou se encontrando em outras atividades de promoção e respeito à diversidade e de denúncia das injustiças sociais e intolerância religiosa;
Atualmente em fase mais consolidada com 24 representações religiosas, o Comitê vem assumindo frentes de lutas como referência na defesa dos direitos humanos e liberdade religiosa, cumprindo sua missão que é a de promover o diálogo interreligioso para incentivar a cultura de justiça e da paz. A luta pela tolerância e diálogo entre as religiões produz a cultura de paz e novas relações de respeito e fraternidade.
A programação para o dia 24 tem início com:
- Uma concentração com chamada publica no entorno da praça com panfletagem, música, etc.,
- Cortejo: “Ato de Combate à Intolerância Religiosa” com chegada ao Anfiteatro
- Reverência ao Centro Sagrado com símbolos das diversas religiões.
- Abertura oficial com os representantes religiosos
- Banquete de poemas interreligiosos;
- Fala do representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB;
- Delegacia de Crimes Discriminatórios;
- Fala e canção com representantes do Santo Daime, dos Afro-religiosos, cristãos, Hare Krishna, Ananda Marga, Wicca, espíritas e performances e poesia com o poeta Antonio Juraci Siqueira. A afirmação de unidade religiosa será materializada ao termino do evento com a canção pela Paz e todos estão convidados a viver ato e somar ao enlace das fitas nos braços selando o compromisso e fortalecimento do movimento frente à intolerância religiosa e injustiças sociais.
“A paz no mundo começa no meu coração, no seu coração. A paz.
A paz no mundo começa num abraço, de um abraço pela paz.”
Pessoas e organizações religiosas em cooperação por um mundo sem intolerância e exclusões decorrentes de orientações e opções religiosas, promovendo uma cultura de paz e diálogo entre as religiões.
Missão: Promover o diálogo inter-religioso para incentivar a cultura de justiça e da paz.
Objetivo geral: Atuar na construção de uma sociedade justa, fraterna e pacífica pautada no respeito à diversidade religiosa.
Objetivos específicos:
- Conhecer e valorizar a diversidade religiosa na perspectiva da construção de relações de diálogo, respeito, justiça e paz.
- Combater a intolerância religiosa e toda forma de preconceito e exclusão social.
- Ampliar e fortalecer o Comitê Inter-religioso enquanto referência na defesa dos direitos humanos e liberdade religiosa.
REPRESENTAÇÕES:
Ananda Marga Círculo Esotérico Estrela do Oriente Centro Israelita do Pará Escola Municipal Rui da Silveira Britto Associação Brasileira da Arte e Filosofia da Religião Wicca/Coord. Belém ISKCON – Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna Santo Daime União Espírita Paraense Afro-Religiosos ACAOÃ – Associação Cultural Afro-Brasileiro de Oxaguiã Instituto Nangetu de Tradições Afro-religiosas ACER – Associação Amazônica de Ciências Humanas e da Religião Associação de Cientistas da Religião do Estado do Pará Coordenação do Curso de Ciência da Religião da UEPA CAIC – Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs CEBI – Centro de Estudos Bíblicos CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Norte 2 CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil Comitê Dorothy Stang ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana IEAB – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil Movimento dos Focolares ___________________________________________________